ENCALHE

junho 24, 2009

Só o cigarro? Há muito o que proibir, creiam.

Não tenho o menor motivo para simpatizar com os fumantes que serão atingidos pela lei anti-tabaco do José Serra. Mas, dado que me parece uma – perdõe-me, por favor – “cortina de fumaça” para esconder o péssimo governo tucano, então estou com vocês, meus caros bodes expiatórios.
Entrementes, falando em “poluição” e “qualidade de vida”, se tivesse possibilidade de sugerir ao estimado governador, pediria que ele penssse seriamente em combater, sem fraquejar, um outro tipo de poluição que, no meu dicionário, também figura nos verbetes “agressão” e “violência”: a poluição sonora, mais especificamente as provenientes de escapamentos de motos e carros.
Sabemos que é quase impossível um motor ou um construto mecânico funcionar sem emitir ruídos, certo? Mas isso não quer dizer que devamos aceitar as agressões cotidianas que sofremos de indivíduos com problemas de auto-estima. No meu entender, um escapamento “aberto” ou motor “mexido”, que não contribuam com a “performance” do veículo [ isso me leva a outra questão ], são preparados apenas para fazer barulho. Só que, até onde sei, mesmo um entusiasta de automobilismo, por exemplo, sabe reconhecer quando está diante de barulho puro e simples. E, não deve gostar de ficar exposto a isso. Pois então, a questão: por quê alguém abriria um escapamento de moto para que o ruído proveniente seja apenas “mais alto” ou “tenha um nível de decibéis mais alto” que o motor quando sai da fábrica? Qual a finalidade?
Da mesma forma que existe a “comunicação não-verbal” numa conversa ( gestos inconscientes, por exemplo ), deve haver aí, na questão dos motores, uma “mensagem” para os outros, mensagem esta “dita” pelo dono do veículo, na forma de um escapamento barulhento e – por quê não – agressivo?
Não sei se servirá de exemplo: pensem no mundo animal, nas suas maiores e bestiais feras, e pensem em seus rugidos. Qual a função dos gritos, roncos e rugidos neste ambiente? Um som alto adverte os predadores? Um rugido potente avisa as demais espécies que há no pedaço um animal mais forte, maior, mais bestial e todos o outros deverão respeitá-lo e se submeter a ele?
Acho que esse é o princípio da coisa. Estes sujeitos estão nos “avisando” de que chegaram e estão bravos.
Mas isso é problema destes complexados, não nosso. Nosso papel é querer que esse barulho desnecessário desapareça. E o papel das autoridades constituídas é dar um jeito de acabar com isso. Só que essas autoridades sabem que estão lidando com bebês e crianças birrentas disfarçadas de cidadãos eleitores. Assim, não mexerão com os brinquedos destes eleitores, que continuarão perturbando o pacífico cidadão que deseja apenas um pouco mais de sossego ao seus tímpanos, numa cidade muitas vezes desnecessariamente barulhenta.
Eu também seria a favor de pedágios urbanos, não fosse o fato de que a tucanalha usaria a proposta de redução de automóveis em circulação como desculpa para colocar em prática objetivos menos nobres: a implantação de pedágios seria feita pela Prefeitura, mas depois a cobrança seria entregue à iniciativa privada, e haveria, no fim das contas, uma espécie de classe especial de motoristas, com capacidade de pagar os pedágios e bastante espaço para continuarem circulando, em um trecho exclusivo de cidade, dada a eles de bandeja. Portanto, no momento, sou contra.
Para terminar, há uma lei municipal em São Paulo, que data de 1965, proibindo o uso de aparelhos sonoros no interior dos ônibus urbanos. Com o advento do MP3, do celular e do “cada um, cada um”, muita gente desafia abertamente esta proibição, obrigando os demais passageiros a ouvir músicas ( nem sempre ) a contragosto.
Não sei que tipo de “aparelho sonoro” as pessoas poderiam levar consigo dentro de um ônibus, em 1965 ( em casa eu tinha um rádio de válvula, cujo gabinete era de madeira. Era enorme. ), mas parece que a lei tornou-se um ancronismo. E acabou criando uma classe privilegiada, cuja maior característica é a cara-de-pau e o desprezo pelo próximo.
Então, eu podeia sugerir o seguinte: da mesma maneira que o governo estadual recrutou “agentes” que terão a função de fiscalizar os estabelecimentos, para que a lei anti-tabaco seja cumprida, o mesmo deveria ser feito pela municipalidade, destacando agentes que zelariam pelo silêncio nos ônibus. Ou então, a Prefeitura manda para a Câmara Municipal a proposta de extinção da lei proibidora. Assim, qualquer um poderá escutar o som que desejar no busão, sabendo que não estará infringindo nenhuma lei, que não estará obrigando os demais passageiros a escutarem apenas o que ele quiser e, sobretudo, não estará fazendo papel de otário por respeitar uma lei razoável.
A música que eu sempre vou escutar dentro do busão, quando a lei cair, será L.A. Blues, dos STOOGES.

abril 16, 2009

O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo

SE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ESTÁ MORTA, ENTÃO TUDO É PERMITIDO!!
Não tem segredo: o melhor lugar para vocês ( porque eu não fumo ) fumarem é DENTRO DOS ÔNIBUS DA CIDADE!
Ficaram chocados com esta revelação? Então acompanhem: há muito que eu reclamo dessa onda de incivilidade e idiotice que assola os ônibus urbanos da Capital, com essa gente que escuta música alta no celular ou no MP3, sem os fones. Num post recente, eu mostrei um diálogo entre um cidadão que ligou na SPTrans a fim de reclamar de um problema desses, e um atendente do órgão, que ficou colocando um monte de obstáculos para que a solicitação fosse acatada. E que acabou nem sendo feita [ vejam aqui ].
Pensem comigo: a lei que proibiria o uso de aparelhos sonoros nestes veículos data de 1965, sendo mais antiga do que esta que proíbe o fumo nestes locais ( de 1981 ).
Bem, a “Lei do Som” já caducou, na prática. Quem quiser obrigar os demais passageiros a escutarem aquilo que ele quer que ouçam, então assim será. De acordo com o atendente da SPtrans, “tanto motorista quanto o cobrador não têm autonomia para fazer ninguém desligar rádio, celular ou MP3″. No caso de alguém que queira acender um cigarro, ele foi seco: ou os próprios passageiros farão o meliante apagar o cigarro, ou o motorista pára o busão e chama a viatura. Ambos os comportamentos ( o de fumar e o de ouvir som dentro do busão ) são proibidos ( conforme os avisos afixados ), mas só o fumo é coibido, e na dureza da lei, apelando até à força policial, se necessário for.
Bom, se falou que haverá um bocado de gente fiscalizando os locais públicos, como bares e restaurantes, para flagrar fumantes cometendo infrações. O povo vai estar desesperado para acender uma bituca, e sempre com medo de um agente anti-fumo aparecer.
Só que, meu povo, o ônibus é uma “terra de ninguém”: idosos viajam em pé, enquanto jovens ou adultos viajam confortavelmente nos bancos exclusivos a idosos, gestantes e portadores de deficiências. E nem motorista e nem cobrador fazem nada a respeito. Você pode escutar no volume 10 o “Funk do Estupro”, e nem motorista, nem cobrador, farão coisa alguma a respeito ( a SPTrans menos ainda ).
Oras, vamos e venhamos: você acha que, diante de 30, 40 ou 50 passageiros fumantes, ( desesperados até o último fio de cabelo por uma tragadinha de Derby vermelho ) esses mesmos motoristas e cobradores, que já ignoram conscientemente outras agressões ao bom senso, irão se colocar contra estas pessoas, caso elas decidam, todas elas ao mesmo tempo, acender um cigarro dentro do busão? Acha que o ônibus vai parar perto duma viatura com 2 ou 3 policiais, e estes vão prender todas estas pessoas? Você acha que tanto Serra como Kassab iriam designar “agentes anti-fumo”, para fiscalizarem todos os veículos de todas as linhas que circulam na Capital? Será mais fácil que ambas as leis ( a do som no busão e a anti-tabagismo ) acabem sendo extintas, se não na letra escrita, então na prática cotidiana.
Então, a dica está dada: espere o busão passar, dê o sinal, entre, passe pela catraca, arrume um assento reservado a idoso e sente. Pegue a sua carteira de Continental, Fio de Ouro ou Campeão, tire um crivo e o acomode entre os lábios. Pegue a caixa de “Pinheiro”, acenda um palito e leve-o ao cigarro. Dê aquela “puxada”, que é pro cigarro acender melhor. Dê aquela tragada…
Solte a fumaça. Ufffff!!… Que alívio!
Agora pegue o celular e ponha numa música bem animada e aumente o volume. Um ambiente camarada e convidativo desses…é só alegria!

O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo

SE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ESTÁ MORTA, ENTÃO TUDO É PERMITIDO!!
Não tem segredo: o melhor lugar para vocês ( porque eu não fumo ) fumarem é DENTRO DOS ÔNIBUS DA CIDADE!
Ficaram chocados com esta revelação? Então acompanhem: há muito que eu reclamo dessa onda de incivilidade e idiotice que assola os ônibus urbanos da Capital, com essa gente que escuta música alta no celular ou no MP3, sem os fones. Num post recente, eu mostrei um diálogo entre um cidadão que ligou na SPTrans a fim de reclamar de um problema desses, e um atendente do órgão, que ficou colocando um monte de obstáculos para que a solicitação fosse acatada. E que acabou nem sendo feita [ vejam aqui ].
Pensem comigo: a lei que proibiria o uso de aparelhos sonoros nestes veículos data de 1965, sendo mais antiga do que esta que proíbe o fumo nestes locais ( de 1981 ).
Bem, a “Lei do Som” já caducou, na prática. Quem quiser obrigar os demais passageiros a escutarem aquilo que ele quer que ouçam, então assim será. De acordo com o atendente da SPtrans, “tanto motorista quanto o cobrador não têm autonomia para fazer ninguém desligar rádio, celular ou MP3″. No caso de alguém que queira acender um cigarro, ele foi seco: ou os próprios passageiros farão o meliante apagar o cigarro, ou o motorista pára o busão e chama a viatura. Ambos os comportamentos ( o de fumar e o de ouvir som dentro do busão ) são proibidos ( conforme os avisos afixados ), mas só o fumo é coibido, e na dureza da lei, apelando até à força policial, se necessário for.
Bom, se falou que haverá um bocado de gente fiscalizando os locais públicos, como bares e restaurantes, para flagrar fumantes cometendo infrações. O povo vai estar desesperado para acender uma bituca, e sempre com medo de um agente anti-fumo aparecer.
Só que, meu povo, o ônibus é uma “terra de ninguém”: idosos viajam em pé, enquanto jovens ou adultos viajam confortavelmente nos bancos exclusivos a idosos, gestantes e portadores de deficiências. E nem motorista e nem cobrador fazem nada a respeito. Você pode escutar no volume 10 o “Funk do Estupro”, e nem motorista, nem cobrador, farão coisa alguma a respeito ( a SPTrans menos ainda ).
Oras, vamos e venhamos: você acha que, diante de 30, 40 ou 50 passageiros fumantes, ( desesperados até o último fio de cabelo por uma tragadinha de Derby vermelho ) esses mesmos motoristas e cobradores, que já ignoram conscientemente outras agressões ao bom senso, irão se colocar contra estas pessoas, caso elas decidam, todas elas ao mesmo tempo, acender um cigarro dentro do busão? Acha que o ônibus vai parar perto duma viatura com 2 ou 3 policiais, e estes vão prender todas estas pessoas? Você acha que tanto Serra como Kassab iriam designar “agentes anti-fumo”, para fiscalizarem todos os veículos de todas as linhas que circulam na Capital? Será mais fácil que ambas as leis ( a do som no busão e a anti-tabagismo ) acabem sendo extintas, se não na letra escrita, então na prática cotidiana.
Então, a dica está dada: espere o busão passar, dê o sinal, entre, passe pela catraca, arrume um assento reservado a idoso e sente. Pegue a sua carteira de Continental, Fio de Ouro ou Campeão, tire um crivo e o acomode entre os lábios. Pegue a caixa de “Pinheiro”, acenda um palito e leve-o ao cigarro. Dê aquela “puxada”, que é pro cigarro acender melhor. Dê aquela tragada…
Solte a fumaça. Ufffff!!… Que alívio!
Agora pegue o celular e ponha numa música bem animada e aumente o volume. Um ambiente camarada e convidativo desses…é só alegria!

abril 12, 2009

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

fevereiro 6, 2009

Jaz São Paulo: Sindicato de motoristas suspeita de que as empresas estão deixando os ônibus nas garagens, colocando menos carros nas ruas.

Essa daqui saiu hoje na coluna TRÂNSITO LIVRE do Diário de São Paulo, coluna assinada por Gabriel Batista:
“MENOS ÔNIBUS NAS RUAS
O SINDICATO dos condutores de ônibus da Capital ( Sindmotoristas ) vai fazer visitas às garagens das empresas, a partir da semana que vem para verificar se as viações estão reduzindo a frota em circulação. A entidade apura se os empresários estão colocando menos coletivos nas ruas para economizar por causa da crise econômica [ sic ].”
Bom, eu fui até o site deste sindicato e não vi nada a respeito. Agora, por quê eu coloquei “sic” ali? É que eu percebo uma tendência de se usar a expressão “por causa [ ou 'devido a' ] da crise econômica” em toda e qualquer situação, não importando se tem algo a ver, diretamente. Oras, que os empresários de ônibus em São Paulo são um bando de { PIIIIIII… } que a Marta se ferrou para fazê-los entrar na linha, isso não tem porr****a nenhuma a ver com a crise. Será possível que os sindicalistas tiveram o seguinte diálogo:
- Aí, companheiros, vamos sair à ruas e visitar as garagens das empresas para conferir se elas estão colocando menos carros nas ruas por causa da crise econômica!!
Percebam: apesar de não ser de meu conhecimento, se os donos de empresas ( talvez nem devesse estar no plural ) TIRAM carros de circulação, não importa se é por causa da crise, já que ele fizeram ( e fazem, vamos reconhecer ) isso tantas vezes sob outras desculpas.
Além disso, e os tais subsídios bilionários que a Prefeitura tem pago às empresas ( eventualmente assessoradas, como já mostrei neste blog, por um irmão do próprio Kassab )? Sem contar que deve haver um contrato entre Prefeitura e empresas, e é razoável supor não haver a existência de qualquer cláusula tipo: “Em caso de crise econômica mundial, pânico nas Bolsas, Bailout e marolinha, os signatários [ doravante denominados "Empresas" ] poderão deixar os veículos nas garagens sem perda de quaisquer receitas.”
E para finalizar: desde quando isso é tarefa de algum sindicato? Pra que serve a SPTrans?
Para finalizar II: De repente surgem denúncias de fraudes nas catracas eletrônicas. Pelos jornais, que li de relance, a citada SPTrans disse que “não é seu problema” e quem estaria perdendo são as empresas. Ué…

fevereiro 3, 2009

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

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CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

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Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

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Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

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