junho 24, 2009
Só o cigarro? Há muito o que proibir, creiam.
abril 16, 2009
O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo
O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo
abril 12, 2009
PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR
PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR
PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR
fevereiro 6, 2009
Jaz São Paulo: Sindicato de motoristas suspeita de que as empresas estão deixando os ônibus nas garagens, colocando menos carros nas ruas.
fevereiro 3, 2009
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:
“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:
“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
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Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
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CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
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TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
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Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
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