Estava, como de praxe, a filar um jornalzinho de esportes numa banca de revistas, quando ela apareceu. Sabe a Dona Ingrid? Se não era ela, era parente ou um clone mais maldito que a matriz.
E começou a fuçar as revistas semanais sob a observação atenta e gulosa do jornaleiro, que deixou de prestar atenção em mim. Foi aí que eu soube que o Vampeta foi contratado pelo Juventus ( acho que um bom reforço para o Moleque seria o folclórico Túlio Maravilha, que faz gol até hoje ).
Bem, este exemplar da classe-( co )média dá uma olhada na capa de uma ISTOÉ que ( à época que presenciei isso, foi no fim do ano passado, começo deste ) trazia a chamada “OS 100 brasileiros mais influentes”. Não sei se de 2007 ou prevendo 2008. A habitual listinha esdrúxula para consumo líquido e certo da classe média ignara, sobretudo a paulistana.
Aí ela tascou, num tom entre surprêso, frustrado e puto da vida. Ou invejoso:
” O Lula tá aí !?” ( Sabem, tipo “quem deixou?” ou “Fazendo o quê aqui?” ou, ainda” quem convidou o apedeuta?” ).
Comprou alguma coisa e foi embora.
Não, meu amigo. O fato irrelevante de Lula ser o presidente ( goste ou não ) do Brasil ( aliás, para nossa sorte, conseguiu chegar antes de Serra, que deseja ardorosamente o cargo, mas perdeu a corrida para o torneiro-mecânico, hahaha ) não o torna nem um pouco influente, né? Bestona invejosa.
Contive o engulho e fui dar uma olhada no que trazia a ISTOÉ. As fotos das personalidades influentes, obviamente de acordo com o universo em que atuam.
Ivete Sangalo…
Daniel Dantas…
Nizan Guanaes…
Aécio Neves…
Ana Paula Junqueira ( Sabem quem é? Uma…JET-SETTER!!! )
E MAIS:
Arthur “Golpista” Virgílio, Antonio Palocci, Eliane Tranchesi, Eike Batista, FHC, Galvão Bueno, um tal de Francisco Costa ( da Calvin Klein ), Alckmin, Kassab, Henrique “PSDB” Meirelles, José Márcio Camargo ( Tendências Consultoria ), José Serra, a ultra-gostosa Natália Guimarães, Ricardo Teixeira, Roberto Justus,…
O que as torna “influentes”? Eu não faço idéia. Fica-se na dependência de se descobrir o real significado de “influente”.
Vou tirar, como exemplo, o bafáfá que se faz, a cada declaração de Stédile. Ele não tem influência? Mas, então, por quê se faz tanta história quando ele diz que vai “apertar” o governo, ainda mais sabendo nós que outros países já superaram a estrutura agrária medieval como a que insiste em permanecer neste país. Talvez os senhores de engenho, que têm herdado as terras brasileiras desde que o primeiro bandeirante paulista sentou o bacamarte na cara de um índio, são muito influentes e pautam o imprensalão. Mas, se são influentes a um ponto que não consigo imaginar o limite, por quê não saíram na capa da revista, pelo menos para felicitar os cidadãos zé-ruelas como D. Ingrid e seus clones nefastos?
Stédile fala uma vírgula, e parece que o mundo vai acabar. E tome editoriais que parecem ter saído da Guerra Fria, redigidos por um membro da TFP.
Aliás, a obscuridade de certos personagens presentes na lista ( ou, talvez, uma cuidadosa discrição ) faz com que eu me pergunte o porquê da ausência de gente como Roberto Civita, Ali Kamel, Frias e outros que têm sua audiência cativa ( que sempre escuta e lê, atentamente seus minutos de sabedoria, para depois sair repetindo; em geral, sem reflexão) e são considerados “formadores de opinião”.
Na lista faltou, também, Zé Dirceu, que assombra os pesadelos trevosos de boa parte de nossos zelosos cidadãos de bem e defensores da democracia, sentinelas atentas e incansáveis contra o inimigo comunista. Zé Dirceu abre a boca e o mundo cai num craterão igual o do Metrô tucano. Polêmica. Medo. Pavor. Mas isso não o torna, de maneira alguma, um brasileiro influente, no entender da ISTOÉ. Mesmo sendo o ex-ministro o Anti-Cristo, um Satanás, expresso em editoriais desesperados.
Quem poderia ser influente, em termos não subjetivos? MMmm…
Paulo Nogueira Batista Jr, nosso representante junto ao FMI, merecedor de possantes ataques editoriais, e retratado como um negociados intransigente?
Márcio Pochmann, também recebedor de tal distinção, ainda meis quando deu um jeito de dedetizar o IPEA, cuja ninhada de tucanos hematófagos já começava a feder?
O prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo, que doou US$ 3 milhões para a campanha de FHC em 1998?
Ricardo Sérgio de Oliveira?
Andrea Calabi?
O Chorão?
Luciano Huck? Que tal? Conseguiu toda a atenção da Secretaria de Segurança de São Paulo, naquele episódio do Rolex, é alguém influente, né?
AHHHHH! João Dória Jr. Que tal? Anda sumido. Temos que dar um upgrade em sua imagem.
Aquele Zolotto, o persona non-grata no Piauí. Olha o que ele conseguiu, depois de uma mera declaração irrefletida. A Hebe. A Regininha “Poltergeist” Duarte.
E a Luana Piovani, a iconoclasta blogueira?
Enfim, acabo concordando, de certa maneira, com a D. Ingrid. Para quê Lula deveria estar nesta lista?
E, afinal, emulando aquele desenho animado: quando é que a inveja que a lodosa classe-média sente de Lula vai acabar?

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