ENCALHE

junho 24, 2009

Só o cigarro? Há muito o que proibir, creiam.

Não tenho o menor motivo para simpatizar com os fumantes que serão atingidos pela lei anti-tabaco do José Serra. Mas, dado que me parece uma – perdõe-me, por favor – “cortina de fumaça” para esconder o péssimo governo tucano, então estou com vocês, meus caros bodes expiatórios.
Entrementes, falando em “poluição” e “qualidade de vida”, se tivesse possibilidade de sugerir ao estimado governador, pediria que ele penssse seriamente em combater, sem fraquejar, um outro tipo de poluição que, no meu dicionário, também figura nos verbetes “agressão” e “violência”: a poluição sonora, mais especificamente as provenientes de escapamentos de motos e carros.
Sabemos que é quase impossível um motor ou um construto mecânico funcionar sem emitir ruídos, certo? Mas isso não quer dizer que devamos aceitar as agressões cotidianas que sofremos de indivíduos com problemas de auto-estima. No meu entender, um escapamento “aberto” ou motor “mexido”, que não contribuam com a “performance” do veículo [ isso me leva a outra questão ], são preparados apenas para fazer barulho. Só que, até onde sei, mesmo um entusiasta de automobilismo, por exemplo, sabe reconhecer quando está diante de barulho puro e simples. E, não deve gostar de ficar exposto a isso. Pois então, a questão: por quê alguém abriria um escapamento de moto para que o ruído proveniente seja apenas “mais alto” ou “tenha um nível de decibéis mais alto” que o motor quando sai da fábrica? Qual a finalidade?
Da mesma forma que existe a “comunicação não-verbal” numa conversa ( gestos inconscientes, por exemplo ), deve haver aí, na questão dos motores, uma “mensagem” para os outros, mensagem esta “dita” pelo dono do veículo, na forma de um escapamento barulhento e – por quê não – agressivo?
Não sei se servirá de exemplo: pensem no mundo animal, nas suas maiores e bestiais feras, e pensem em seus rugidos. Qual a função dos gritos, roncos e rugidos neste ambiente? Um som alto adverte os predadores? Um rugido potente avisa as demais espécies que há no pedaço um animal mais forte, maior, mais bestial e todos o outros deverão respeitá-lo e se submeter a ele?
Acho que esse é o princípio da coisa. Estes sujeitos estão nos “avisando” de que chegaram e estão bravos.
Mas isso é problema destes complexados, não nosso. Nosso papel é querer que esse barulho desnecessário desapareça. E o papel das autoridades constituídas é dar um jeito de acabar com isso. Só que essas autoridades sabem que estão lidando com bebês e crianças birrentas disfarçadas de cidadãos eleitores. Assim, não mexerão com os brinquedos destes eleitores, que continuarão perturbando o pacífico cidadão que deseja apenas um pouco mais de sossego ao seus tímpanos, numa cidade muitas vezes desnecessariamente barulhenta.
Eu também seria a favor de pedágios urbanos, não fosse o fato de que a tucanalha usaria a proposta de redução de automóveis em circulação como desculpa para colocar em prática objetivos menos nobres: a implantação de pedágios seria feita pela Prefeitura, mas depois a cobrança seria entregue à iniciativa privada, e haveria, no fim das contas, uma espécie de classe especial de motoristas, com capacidade de pagar os pedágios e bastante espaço para continuarem circulando, em um trecho exclusivo de cidade, dada a eles de bandeja. Portanto, no momento, sou contra.
Para terminar, há uma lei municipal em São Paulo, que data de 1965, proibindo o uso de aparelhos sonoros no interior dos ônibus urbanos. Com o advento do MP3, do celular e do “cada um, cada um”, muita gente desafia abertamente esta proibição, obrigando os demais passageiros a ouvir músicas ( nem sempre ) a contragosto.
Não sei que tipo de “aparelho sonoro” as pessoas poderiam levar consigo dentro de um ônibus, em 1965 ( em casa eu tinha um rádio de válvula, cujo gabinete era de madeira. Era enorme. ), mas parece que a lei tornou-se um ancronismo. E acabou criando uma classe privilegiada, cuja maior característica é a cara-de-pau e o desprezo pelo próximo.
Então, eu podeia sugerir o seguinte: da mesma maneira que o governo estadual recrutou “agentes” que terão a função de fiscalizar os estabelecimentos, para que a lei anti-tabaco seja cumprida, o mesmo deveria ser feito pela municipalidade, destacando agentes que zelariam pelo silêncio nos ônibus. Ou então, a Prefeitura manda para a Câmara Municipal a proposta de extinção da lei proibidora. Assim, qualquer um poderá escutar o som que desejar no busão, sabendo que não estará infringindo nenhuma lei, que não estará obrigando os demais passageiros a escutarem apenas o que ele quiser e, sobretudo, não estará fazendo papel de otário por respeitar uma lei razoável.
A música que eu sempre vou escutar dentro do busão, quando a lei cair, será L.A. Blues, dos STOOGES.

maio 26, 2009

Jaz São Paulo: "NO 1º. MUNDO PODE: 3º.Mandato e cidades sem carros"

NY privilegia pedestre e combate o carro
24/05/2009 – O Globo
O prefeito Michael Bloomberg anda sonhando com uma Nova York sem carros.
Nos anúncios que começaram a ser veiculados na TV e que lançam a sua candidatura para o terceiro mandato na eleição de 2010, Bloomberg revela seus planos de transformar a maior metrópole americana numa cidade ecologicamente correta, reduzindo o tráfego de veículos em pelo enos 30% até 2013.
Ele começa a executar seus planos hoje, com o fechamento da Broadway entre as ruas 42 e 47 e entre as ruas 33 e 35, em Manhattan. O tráfego na área vai ser deslocado para a Sétima Avenida. O prefeito quer fazer da Times Square um espaço exclusivo de pedestres — o maior outdoor de sua campanha por uma “Nova York verde”.
Bloomberg também já iniciou projetos semelhantes em outras regiões de Nova York. Já existem “ilhas de pedestres” em vários pontos da cidade: no Meatpacking District (na Nona Avenida, na altura da Rua 12, em frente a pontos noturnos badalados como o restaurante Pastis e a danceteria do Hotel Gansevoort), ou em Dumbo, no Brooklyn, nas cercanias da Water Street, uma área repleta de teatros e de restaurantes à beira do Rio Hudson.
Nos fins de semana do verão, também trechos da Park Avenue, no Upper East Side, serão fechados para pedestres.
Planos incluem a ampliação do metrô
As iniciativas visam a habituar os nova-iorquinos com o novo plano de metas, o PlaNYC.
Além de reduzir em 30% a emissão de gases poluidores, Bloomberg quer plantar um milhão de árvores, obrigar condomínios e empresas a seguirem novas regras de economia de energia e de água, implantar parques nas escolas, incentivar o uso de fontes alternativas de energia, aumentar as taxas de pedágio e estacionamento, ampliar a rede de metrô e as áreas exclusivas para pedestres e bicicletas.
Bloomberg quer fazer com que uma nova mentalidade ecológica leve os nova-iorquinos a usarem ainda mais a rede de metrô.
Por isso fez um acordo com o governador David Patterson, que possibilitará à prefeitura trabalhar junto com a MTA, a empresa estadual que administra a rede de transportes, a fim de trazer parte dos investimentos do pacote de estímulo à economia para a ampliação do metrô.
Mesmo com o orçamento público apertado pela crise, Nova York terá a ampliação de três linhas: em julho, a linha G, no Brooklyn, vai ser estendida por mais cinco estações, até Prospect Park; a linha 7, que atravessa Manhattan, vai ganhar mais duas estações; e a construção de uma nova linha no Lower East Side, partindo da estação de Fulton Street, vai consumir US$ 424 milhões do pacote de Barack Obama até 2014. Tudo para incentivar os habitantes a deixarem de lado o carro.
ENTREMENTES, NO 3º. MUNDO ( OU MELHOR, THE THIRD WORLD, pois em inglês é mais cosmopolita e as pessoas que aparecerão são tudo de melhor de nossa cidade amada e moderna ):
Aversão a dar carona é maior no Itaim Bibi ( lê-se: “Eeh-ta-him Bee-Bee” )
BOL, 24.05
Quem mora no Itaim Bibi considera os engarrafamentos o principal problema da região onde vive. Também, pudera: o distrito nobre da zona oeste de São Paulo, que atrai a maior quantidade de viagens de carro por dia, atrai também os motoristas com hábitos mais individualistas da capital paulista.
De cada cinco motoristas que têm o Itaim Bibi como destino diariamente (o que inclui quem mora no distrito ), só um leva passageiro. É quase o dobro da média da cidade, que é de um motorista com acompanhante a cada dois carros, segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô, espécie de censo dos transportes.
Apontado por especialistas como agravante do caos do trânsito, o uso do automóvel quase sempre com ocupação mínima ( chamado de “irracional” por alguns, já que o compartilhamento ajudaria a tirar carros da rua e melhorar o trânsito e a qualidade do ar ) tem como protagonistas desde motoristas que não dão carona por convicção até quem nunca se ofereceu para levar o vizinho ou o colega simplesmente porque ignora para onde ele vai.
Os outros nove distritos que mais atraem carros por dia também fazem a média de caronas da cidade comer poeira.Junto com o Itaim, Pinheiros, Jardim Paulista e Perdizes, na zona oeste, e Vila Mariana, Saúde, Moema, e Santo Amaro, na região sul, formam a “mancha” do individualismo no trânsito no mapa da cidade.
Os “ingredientes” para atrair carros são mais ou menos os mesmos: são de classe média [ NOTA: em seguida, notícias importantes sobre esta parcela da nossa sociedade ] alta, ficam na região central, têm alta concentração de carros por família e grande densidade de prédios altos.
Nesses distritos a quantidade de viagens atraídas por dia supera 100 mil e, em geral, só um a cada três motoristas leva passageiro. A exceção é Perdizes, que com Sacomã (sul) e Santana (único da zona norte) completa o “top 10″ do individualismo –a média nos três é de uma carona a cada dois carros.
Conversa fiada
“Dar carona para ajudar a melhorar o trânsito é conversa fiada. É como vestir camisa branca para protestar contra a violência: não resolve nada”, diz o comerciante Gilberto Giusepone, 61, que trabalha no Itaim Bibi, onde chega de carro sozinho todos os dias. “O que ajuda a diminuir o trânsito é mais metrô, linhas de ônibus mais inteligentes e menos ruas usadas como estacionamento.” [ OBS: Ele tem razão, gente. Se você tem um problema difícil de resolver, o ideal é não fazer nada. Você não deve ousar abrir mão de seus objetivos. Isso que dizer que, como os crimes e a violência estão no DNA da Humanidade, desde Caim & Abel Bros., não devemos gastar dinheiro em Segurança, pois se trata de um problema insolúvel. E além disso, o problema do trânsito não passa necessária e obrigatoriamente pela questão do mero "transporte das pessoas". A questão é de outra natureza: auto-estima, exibicionismo, status, padrão de consumo, ambição. Por isso, investir em Metrô e Fura-Fila é desperdício. As pessoas -os PEDESTRES inclusive - respeitam e LOUVAM o automóvel ]
Dona de um consultório no mesmo centro empresarial onde Giusepone trabalha, a médica Regina Messina, 38, até costuma dar carona. Mas só para os amiguinhos de escola de seus dois filhos de 9 e 7 anos –o restante das atividades ela faz “sozinha mesmo”.”Tenho carro e tenho onde estacionar. Então, nem cogito [pegar carona]“, diz ela, que mora nos Jardins (oeste), a 4,5 km (a 12 minutos de carro) do trabalho. Na casa, são dois carros: um dela, outro do marido.
O centro empresarial onde a médica e o comerciante trabalham recebe 2.000 carros por dia. Em 30 minutos, na manhã de quarta-feira, de 36 veículos que passaram por uma das entradas do estacionamento, só cinco levavam passageiros.
Regina diz que não se incomodaria em levar um vizinho ou um colega de trabalho se os locais onde mora e frequenta criassem algum projeto de incentivo à carona solidária -algo que, porém, diz jamais ter visto. Ir de carona ou de transporte público? Jamais. “A comodidade [de andar de carro] é muito atraente”, confessa.

Gráfico: Dos 10 distritos onde o “Meu pirão primeiro” é a regra, 9 estão nas Zonas Oeste e Sul. Se eu tivesse o trabalho de comparar este gráfico com outro apontando quais foram os candidatos vencedores nestes locais, nas eleições para Prefeito e Governador, que resultado vocês acham que daria?
Técnicos divergem sobre carona solidária
FOLHA DE S. PAULO – SP, 24.05.09
Editoria: COTIDIANO
Para consultor, tendência de viajar sozinho é preocupante; engenheiro insiste que a solução é investir em transporte público
Grupos que organizam carona dizem que procura ainda é muito baixa; em site, dos 500 cadastrados, 250 são de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
Em dez anos, a taxa de ocupação dos automóveis particulares em São Paulo caiu 5% -de 1,5 para 1,4 passageiro por veículo. Significa que, além do número de automóveis, a quantidade de motoristas que não leva ninguém também cresceu.
A tendência ao uso individualista do carro é considerada preocupante por especialistas. “É uma tendência burra, contrária a uma visão de cidade solidária”, diz o ex-técnico do Metrô Luis Otávio Calagian, hoje consultor independente.
Eles se dividem, porém, entre os que consideram esse individualismo uma consequência da deterioração das condições de mobilidade na cidade e os que o veem também como causa do problema, a ser combatida com ações específicas.
“Carona solidária é uma boa ideia, mas não boto muita fé [que melhore o trânsito]. O que tira o cidadão do automóvel é transporte público e tornar a viagem cada vez mais cara [aumentar estacionamento]“, diz o engenheiro de transportes da USP Jaime Waisman.
Já Calagian considera necessário, além dessas políticas, ações do poder público e da sociedade civil para fomentar a carona. “É preciso propaganda e campanhas educativas, para mostrar que a forma atual de usar o carro é uma idiotice”.
Para Waisman, a carona solidária jamais terá grande abrangência. “Colegas de trabalho podem até ir juntos, mas, e a volta? Alguém sempre sobra”, diz ele, entusiasta, entretanto, das redes de carona entre pais de alunos. “Essa funciona, porque concilia os interesses de todos. E ajuda o trânsito.”
Sem rede
Não faltam, na internet, opções de sites que cadastram origens, trajetos e destinos de pessoas dispostas a dar e pegar carona. Mas a rede ainda não é capaz de fazer com que parte expressiva dos motoristas partilhe o carro ou deixe-o em casa.
Criador do Caroneiros.com em 2007, primeiro site de oferta e procura de caronas do país, o analista de sistemas Rafael Chagas diz que, dos cerca de 500 “caronistas” cadastrados, 250 são de São Paulo (56% dos trajetos são dentro da capital). Desses, só um terço são pessoas se oferecendo para dar carona.
O número ainda é insignificante frente às 4,6 milhões de viagens diárias de carro na cidade -fica longe, por exemplo, das 2.890 viagens que acontecem diariamente no distrito menos movimentado da capital (Marsilac, no extremo sul).
Criador do Urbanias, site que dá informações sobre trânsito, Ricardo Joseph diz que um cadastro de interessados em caronas criado pelo site, no início do ano, até agora não atraiu “nem cem pessoas”.
“Preocupação com a segurança é uma desculpa fácil [para não dar/pegar carona]. As pessoas não abrem mão de escolher a hora que querem sair de casa, não querem ir para o trabalho conversando com quem não conhecem ou ouvindo música que não gostam.”
O professor Waisman, porém, não minimiza os riscos em relação à segurança ligados à ideia. “Um único caso trágico já faria um revertério [à carona solidária].”
(RICARDO SANGIOVANNI)
NEM TUDO É MÁ NOTÍCIA:
Homens de classe média são vítimas preferidas de assaltantes ( ESTADO, 23.05.09 )
Não é ótimo?

maio 23, 2009

O "ter e o "nada" ( * )

( * ) Um trocadlilho óbvio, mas nem sei se terá cabimento aqui…
Estava de bobeira por ai, quando fui abordado por um sujeito, que ofereceu:
- Vai hoje, patrão? Sem compromisso…?
Estava me oferecendo DVDs piratas. O que será que eu encontraria no meio daquelas “preciosidades”? “Hank Williams ao vivo no Alabama em 1951″, talvez? Ou “M. O Vampiro de Dusseldorff”?
Oras, claro que não!!! Provavelmente, coisas tais como o “Créu”, “Ivete Sangalo”, “Teodoro e Sampaio”, ou filmes como “Velozes e Furiosos”, “American Pie” ou troços deste naipe ( daí pra baixo )!
Eu não compraria em hipótese alguma. Nem é pelo fato de serem piratas. O fato é que detesto ser abordado [ excesso de intimidades. Ruído. Calor e "cordialidade" do brasileiro: mitos e nada mais. Se te perguntam a hora, não dizem "por favor" e nem "obrigado". Já encheu. Minha bondade é no atacado: ajudar os outros blogueiros a não deixar a tucanalhada voltar ao Planalto e, se puder, tirá-los do Bandeirantes. Expulsar os causadores do Apagão Educacional Continuado, das privatarias, das "parcerias", terceirizações, sucateamentos, das perseguições a servidores públicos, da Secretaria de Segurança corrupta, da polícia violenta e/ou mal remunerada etc.
Ou seja: gosto da Humanidade mas detesto ( ou melhor: elas lá, e eu aqui ) as pessoas ]. E tem outra coisa:
- Fica prá próxima, tá bom…?
- Mas é sem compromisso, patrão!
- …E outra coisa: nem DVD eu tenho!
O cara meio que ficou sério, e retrucou:
- Mas tá brincando comigo. Não é possível ( mastigando as palavras, para si ), tá brincando, patrão [ balançando a cabeça, negativamente ]!
ELE NÃO ACREDITOU EM MIM. Só que é a mais pura verdade. E eu odeio dar satisfações, mas me sinto obrigado a fazê-lo. Algo como se eu me sentisse culpado por não comungar das aspirações gerais da nossa boa gente.
Eu devia ter ficado quieto mas, para “provar” que eu falava sério, completei com essa:
- … Imagine, nem celular eu tenho. [ Tipo: "Olha, meu chapa: pode parecer um absurdo, concordo contigo. Onde já se viu? Eu sei que você vai me achar um sujeito 'antiquado', refratário à tecnologia e coisa e tal, um jacobinista enfim, mas é verdade! Desculpe." ]
Aí que o sujeito pensou que eu estava “tirando uma” com a cara dele:
- Tss! [ olhando diretamente pra mim, meio de esguelha ] Ah, vai! Tá brincando, patrão. Tá brincando. Tá me tirando. Tss!
E se foi.
Sabe o pior disso? Ele pensou realmente que eu estava inventando aquilo. Que eu mentia, como desculpa para não comprar seus produtos. Pois não é possível que exista alguém que ainda não tenha aparelhos como DVD e celular, tá barato, o crediário é fácil e abundante.
Que seja. Eu não preciso e não quero. Principalmente o celular. DVD eu compro um dia. Carro, JAMAIS!
Eu superestimei a inteligência do rapaz da pirataria: ele não me achou um sujeito “antiquado” e nem “refratário” à tecnologia. Porque nem deve, afinal, conhecer estas palavras ( conhecê-las seria um passo para compreender seu significado; decorre daí que, ao tomar conhecimento da existência de pessoas “antiquadas” e “refratárias à teconologia”, ele também saberia que não são todos que sucumbem aos cantos das sereias; e, certamente, passaria a se perguntar o porquê destas pessoas agirem desta forma; e, perguntando, poderia receber as respostas; que, por sua vez, o levariam a fazer mais e mais perguntas sobre os outros e sobre si mesmo… ).
Sorte, a dele.

O "ter e o "nada" ( * )

( * ) Um trocadlilho óbvio, mas nem sei se terá cabimento aqui…
Estava de bobeira por ai, quando fui abordado por um sujeito, que ofereceu:
- Vai hoje, patrão? Sem compromisso…?
Estava me oferecendo DVDs piratas. O que será que eu encontraria no meio daquelas “preciosidades”? “Hank Williams ao vivo no Alabama em 1951″, talvez? Ou “M. O Vampiro de Dusseldorff”?
Oras, claro que não!!! Provavelmente, coisas tais como o “Créu”, “Ivete Sangalo”, “Teodoro e Sampaio”, ou filmes como “Velozes e Furiosos”, “American Pie” ou troços deste naipe ( daí pra baixo )!
Eu não compraria em hipótese alguma. Nem é pelo fato de serem piratas. O fato é que detesto ser abordado [ excesso de intimidades. Ruído. Calor e "cordialidade" do brasileiro: mitos e nada mais. Se te perguntam a hora, não dizem "por favor" e nem "obrigado". Já encheu. Minha bondade é no atacado: ajudar os outros blogueiros a não deixar a tucanalhada voltar ao Planalto e, se puder, tirá-los do Bandeirantes. Expulsar os causadores do Apagão Educacional Continuado, das privatarias, das "parcerias", terceirizações, sucateamentos, das perseguições a servidores públicos, da Secretaria de Segurança corrupta, da polícia violenta e/ou mal remunerada etc.
Ou seja: gosto da Humanidade mas detesto ( ou melhor: elas lá, e eu aqui ) as pessoas ]. E tem outra coisa:
- Fica prá próxima, tá bom…?
- Mas é sem compromisso, patrão!
- …E outra coisa: nem DVD eu tenho!
O cara meio que ficou sério, e retrucou:
- Mas tá brincando comigo. Não é possível ( mastigando as palavras, para si ), tá brincando, patrão [ balançando a cabeça, negativamente ]!
ELE NÃO ACREDITOU EM MIM. Só que é a mais pura verdade. E eu odeio dar satisfações, mas me sinto obrigado a fazê-lo. Algo como se eu me sentisse culpado por não comungar das aspirações gerais da nossa boa gente.
Eu devia ter ficado quieto mas, para “provar” que eu falava sério, completei com essa:
- … Imagine, nem celular eu tenho. [ Tipo: "Olha, meu chapa: pode parecer um absurdo, concordo contigo. Onde já se viu? Eu sei que você vai me achar um sujeito 'antiquado', refratário à tecnologia e coisa e tal, um jacobinista enfim, mas é verdade! Desculpe." ]
Aí que o sujeito pensou que eu estava “tirando uma” com a cara dele:
- Tss! [ olhando diretamente pra mim, meio de esguelha ] Ah, vai! Tá brincando, patrão. Tá brincando. Tá me tirando. Tss!
E se foi.
Sabe o pior disso? Ele pensou realmente que eu estava inventando aquilo. Que eu mentia, como desculpa para não comprar seus produtos. Pois não é possível que exista alguém que ainda não tenha aparelhos como DVD e celular, tá barato, o crediário é fácil e abundante.
Que seja. Eu não preciso e não quero. Principalmente o celular. DVD eu compro um dia. Carro, JAMAIS!
Eu superestimei a inteligência do rapaz da pirataria: ele não me achou um sujeito “antiquado” e nem “refratário” à tecnologia. Porque nem deve, afinal, conhecer estas palavras ( conhecê-las seria um passo para compreender seu significado; decorre daí que, ao tomar conhecimento da existência de pessoas “antiquadas” e “refratárias à teconologia”, ele também saberia que não são todos que sucumbem aos cantos das sereias; e, certamente, passaria a se perguntar o porquê destas pessoas agirem desta forma; e, perguntando, poderia receber as respostas; que, por sua vez, o levariam a fazer mais e mais perguntas sobre os outros e sobre si mesmo… ).
Sorte, a dele.

abril 16, 2009

O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo

SE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ESTÁ MORTA, ENTÃO TUDO É PERMITIDO!!
Não tem segredo: o melhor lugar para vocês ( porque eu não fumo ) fumarem é DENTRO DOS ÔNIBUS DA CIDADE!
Ficaram chocados com esta revelação? Então acompanhem: há muito que eu reclamo dessa onda de incivilidade e idiotice que assola os ônibus urbanos da Capital, com essa gente que escuta música alta no celular ou no MP3, sem os fones. Num post recente, eu mostrei um diálogo entre um cidadão que ligou na SPTrans a fim de reclamar de um problema desses, e um atendente do órgão, que ficou colocando um monte de obstáculos para que a solicitação fosse acatada. E que acabou nem sendo feita [ vejam aqui ].
Pensem comigo: a lei que proibiria o uso de aparelhos sonoros nestes veículos data de 1965, sendo mais antiga do que esta que proíbe o fumo nestes locais ( de 1981 ).
Bem, a “Lei do Som” já caducou, na prática. Quem quiser obrigar os demais passageiros a escutarem aquilo que ele quer que ouçam, então assim será. De acordo com o atendente da SPtrans, “tanto motorista quanto o cobrador não têm autonomia para fazer ninguém desligar rádio, celular ou MP3″. No caso de alguém que queira acender um cigarro, ele foi seco: ou os próprios passageiros farão o meliante apagar o cigarro, ou o motorista pára o busão e chama a viatura. Ambos os comportamentos ( o de fumar e o de ouvir som dentro do busão ) são proibidos ( conforme os avisos afixados ), mas só o fumo é coibido, e na dureza da lei, apelando até à força policial, se necessário for.
Bom, se falou que haverá um bocado de gente fiscalizando os locais públicos, como bares e restaurantes, para flagrar fumantes cometendo infrações. O povo vai estar desesperado para acender uma bituca, e sempre com medo de um agente anti-fumo aparecer.
Só que, meu povo, o ônibus é uma “terra de ninguém”: idosos viajam em pé, enquanto jovens ou adultos viajam confortavelmente nos bancos exclusivos a idosos, gestantes e portadores de deficiências. E nem motorista e nem cobrador fazem nada a respeito. Você pode escutar no volume 10 o “Funk do Estupro”, e nem motorista, nem cobrador, farão coisa alguma a respeito ( a SPTrans menos ainda ).
Oras, vamos e venhamos: você acha que, diante de 30, 40 ou 50 passageiros fumantes, ( desesperados até o último fio de cabelo por uma tragadinha de Derby vermelho ) esses mesmos motoristas e cobradores, que já ignoram conscientemente outras agressões ao bom senso, irão se colocar contra estas pessoas, caso elas decidam, todas elas ao mesmo tempo, acender um cigarro dentro do busão? Acha que o ônibus vai parar perto duma viatura com 2 ou 3 policiais, e estes vão prender todas estas pessoas? Você acha que tanto Serra como Kassab iriam designar “agentes anti-fumo”, para fiscalizarem todos os veículos de todas as linhas que circulam na Capital? Será mais fácil que ambas as leis ( a do som no busão e a anti-tabagismo ) acabem sendo extintas, se não na letra escrita, então na prática cotidiana.
Então, a dica está dada: espere o busão passar, dê o sinal, entre, passe pela catraca, arrume um assento reservado a idoso e sente. Pegue a sua carteira de Continental, Fio de Ouro ou Campeão, tire um crivo e o acomode entre os lábios. Pegue a caixa de “Pinheiro”, acenda um palito e leve-o ao cigarro. Dê aquela “puxada”, que é pro cigarro acender melhor. Dê aquela tragada…
Solte a fumaça. Ufffff!!… Que alívio!
Agora pegue o celular e ponha numa música bem animada e aumente o volume. Um ambiente camarada e convidativo desses…é só alegria!

O melhor ( ou único ) lugar onde é permitido fumar na cidade de São Paulo

SE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ESTÁ MORTA, ENTÃO TUDO É PERMITIDO!!
Não tem segredo: o melhor lugar para vocês ( porque eu não fumo ) fumarem é DENTRO DOS ÔNIBUS DA CIDADE!
Ficaram chocados com esta revelação? Então acompanhem: há muito que eu reclamo dessa onda de incivilidade e idiotice que assola os ônibus urbanos da Capital, com essa gente que escuta música alta no celular ou no MP3, sem os fones. Num post recente, eu mostrei um diálogo entre um cidadão que ligou na SPTrans a fim de reclamar de um problema desses, e um atendente do órgão, que ficou colocando um monte de obstáculos para que a solicitação fosse acatada. E que acabou nem sendo feita [ vejam aqui ].
Pensem comigo: a lei que proibiria o uso de aparelhos sonoros nestes veículos data de 1965, sendo mais antiga do que esta que proíbe o fumo nestes locais ( de 1981 ).
Bem, a “Lei do Som” já caducou, na prática. Quem quiser obrigar os demais passageiros a escutarem aquilo que ele quer que ouçam, então assim será. De acordo com o atendente da SPtrans, “tanto motorista quanto o cobrador não têm autonomia para fazer ninguém desligar rádio, celular ou MP3″. No caso de alguém que queira acender um cigarro, ele foi seco: ou os próprios passageiros farão o meliante apagar o cigarro, ou o motorista pára o busão e chama a viatura. Ambos os comportamentos ( o de fumar e o de ouvir som dentro do busão ) são proibidos ( conforme os avisos afixados ), mas só o fumo é coibido, e na dureza da lei, apelando até à força policial, se necessário for.
Bom, se falou que haverá um bocado de gente fiscalizando os locais públicos, como bares e restaurantes, para flagrar fumantes cometendo infrações. O povo vai estar desesperado para acender uma bituca, e sempre com medo de um agente anti-fumo aparecer.
Só que, meu povo, o ônibus é uma “terra de ninguém”: idosos viajam em pé, enquanto jovens ou adultos viajam confortavelmente nos bancos exclusivos a idosos, gestantes e portadores de deficiências. E nem motorista e nem cobrador fazem nada a respeito. Você pode escutar no volume 10 o “Funk do Estupro”, e nem motorista, nem cobrador, farão coisa alguma a respeito ( a SPTrans menos ainda ).
Oras, vamos e venhamos: você acha que, diante de 30, 40 ou 50 passageiros fumantes, ( desesperados até o último fio de cabelo por uma tragadinha de Derby vermelho ) esses mesmos motoristas e cobradores, que já ignoram conscientemente outras agressões ao bom senso, irão se colocar contra estas pessoas, caso elas decidam, todas elas ao mesmo tempo, acender um cigarro dentro do busão? Acha que o ônibus vai parar perto duma viatura com 2 ou 3 policiais, e estes vão prender todas estas pessoas? Você acha que tanto Serra como Kassab iriam designar “agentes anti-fumo”, para fiscalizarem todos os veículos de todas as linhas que circulam na Capital? Será mais fácil que ambas as leis ( a do som no busão e a anti-tabagismo ) acabem sendo extintas, se não na letra escrita, então na prática cotidiana.
Então, a dica está dada: espere o busão passar, dê o sinal, entre, passe pela catraca, arrume um assento reservado a idoso e sente. Pegue a sua carteira de Continental, Fio de Ouro ou Campeão, tire um crivo e o acomode entre os lábios. Pegue a caixa de “Pinheiro”, acenda um palito e leve-o ao cigarro. Dê aquela “puxada”, que é pro cigarro acender melhor. Dê aquela tragada…
Solte a fumaça. Ufffff!!… Que alívio!
Agora pegue o celular e ponha numa música bem animada e aumente o volume. Um ambiente camarada e convidativo desses…é só alegria!

abril 12, 2009

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

abril 10, 2009

A Lei antifumo poderia até vir em outra hora

Eu não fumo. Tal lei – eu não me preocupei ainda em conhecê-la mas detalhadamente – deveria me favorecer e me agradar.
Mas não. E não é por causa do Serra. É que eu gostaria de ver coibidos outros hábitos, e acho que alguns deles estão sob a responsabilidade do governo estadual.
Em primeiro lugar, queria que dessem um jeito de multar pesadamente quem desperdiça água, preferencialmente aqueles que lavam quintais e calçadas demoradamente. Sem fiscalização constante nas ruas, seria muito difícil. E, até onde sei, a Sabesp não tem essa prerrogativa.
Segundo: em que um ronco de motor ou escapamento abertos melhoram a “performance” dos veículos ( motos e automóveis )? Até onde conheço, em nada. Se há barulho demais, é stress na certa, ainda que tais sons sejam “naturais” pelo funcionamento de motores.
Mas, e quanto às pessoas que “fuçam” os veículos justamente para AUMENTAR o barulho que sai dos motores e escapamentos? Pustaqueospariu, não tem como impedir isso? Eu sugiro, à semelhança daqueles que sugerem “fumódromos” ou ambientes restritos para fumantes, que os amantes de barulhos e roncos fiquem, também confinados em ambientes onde esse tipo de som seja permitido. Tipo, pega esses caras, amarra-os, tranca num galpão e liga umas 50 motos e carros com escapamento aberto e moto fuçado, todas ao mesmo tempo, e sem parar. Deixa eles lá por umas 3 horas de barulho ininterrupto. Faça o mesmo no dia seguinte. E de novo.Sabe,o tratamento curativo do “Laranja Mecânica”, manja?
Ah: reduzir o limite de velocidade em São Paulo também seria bacana.

A Lei antifumo poderia até vir em outra hora

Eu não fumo. Tal lei – eu não me preocupei ainda em conhecê-la mas detalhadamente – deveria me favorecer e me agradar.
Mas não. E não é por causa do Serra. É que eu gostaria de ver coibidos outros hábitos, e acho que alguns deles estão sob a responsabilidade do governo estadual.
Em primeiro lugar, queria que dessem um jeito de multar pesadamente quem desperdiça água, preferencialmente aqueles que lavam quintais e calçadas demoradamente. Sem fiscalização constante nas ruas, seria muito difícil. E, até onde sei, a Sabesp não tem essa prerrogativa.
Segundo: em que um ronco de motor ou escapamento abertos melhoram a “performance” dos veículos ( motos e automóveis )? Até onde conheço, em nada. Se há barulho demais, é stress na certa, ainda que tais sons sejam “naturais” pelo funcionamento de motores.
Mas, e quanto às pessoas que “fuçam” os veículos justamente para AUMENTAR o barulho que sai dos motores e escapamentos? Pustaqueospariu, não tem como impedir isso? Eu sugiro, à semelhança daqueles que sugerem “fumódromos” ou ambientes restritos para fumantes, que os amantes de barulhos e roncos fiquem, também confinados em ambientes onde esse tipo de som seja permitido. Tipo, pega esses caras, amarra-os, tranca num galpão e liga umas 50 motos e carros com escapamento aberto e moto fuçado, todas ao mesmo tempo, e sem parar. Deixa eles lá por umas 3 horas de barulho ininterrupto. Faça o mesmo no dia seguinte. E de novo.Sabe,o tratamento curativo do “Laranja Mecânica”, manja?
Ah: reduzir o limite de velocidade em São Paulo também seria bacana.

A Lei antifumo poderia até vir em outra hora

Eu não fumo. Tal lei – eu não me preocupei ainda em conhecê-la mas detalhadamente – deveria me favorecer e me agradar.
Mas não. E não é por causa do Serra. É que eu gostaria de ver coibidos outros hábitos, e acho que alguns deles estão sob a responsabilidade do governo estadual.
Em primeiro lugar, queria que dessem um jeito de multar pesadamente quem desperdiça água, preferencialmente aqueles que lavam quintais e calçadas demoradamente. Sem fiscalização constante nas ruas, seria muito difícil. E, até onde sei, a Sabesp não tem essa prerrogativa.
Segundo: em que um ronco de motor ou escapamento abertos melhoram a “performance” dos veículos ( motos e automóveis )? Até onde conheço, em nada. Se há barulho demais, é stress na certa, ainda que tais sons sejam “naturais” pelo funcionamento de motores.
Mas, e quanto às pessoas que “fuçam” os veículos justamente para AUMENTAR o barulho que sai dos motores e escapamentos? Pustaqueospariu, não tem como impedir isso? Eu sugiro, à semelhança daqueles que sugerem “fumódromos” ou ambientes restritos para fumantes, que os amantes de barulhos e roncos fiquem, também confinados em ambientes onde esse tipo de som seja permitido. Tipo, pega esses caras, amarra-os, tranca num galpão e liga umas 50 motos e carros com escapamento aberto e moto fuçado, todas ao mesmo tempo, e sem parar. Deixa eles lá por umas 3 horas de barulho ininterrupto. Faça o mesmo no dia seguinte. E de novo.Sabe,o tratamento curativo do “Laranja Mecânica”, manja?
Ah: reduzir o limite de velocidade em São Paulo também seria bacana.
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