ENCALHE

junho 6, 2009

Extremistas judeus lançam campanha contra Obama

Extremistas judeus liderados pelo ativista Itamar Ben-Gvir lançaram uma campanha contra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem acusam de ser anti-semita. Com o slogam: “No, You Can’t” (“Não, Você Não Pode”), um trocadilho com o lema de campanha de Obama (yes, we can – sim, nós podemos -), eles criticam sua política no Oriente Médio.
“Parece que chegamos a um limite, que já foi de fato ultrapassado pelo presidente americano mais anti-semita”, declarou Ben-Gvir ao Canal 10 da TV israelense.
Obama chegou nesta quinta-feira ao Egito, segunda e mais importante escala de sua viagem pela região, onde pretende divulgar sua nova política de aproximação ao mundo árabe e muçulmano, especialmente para resolver o conflito entre israelenses e palestinos.
“Estamos lançando uma campanha contra Barack Hussein Obama. Ele é mau para o povo e o Estado de Israel e suas políticas podem nos levar ao desastre. Esperamos que nosso primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) diga não a ele quando tentar nos prejudicar”, acrescentou o dirigente da direita nacionalista israelense.
Como parte da campanha, seus seguidores se encarregarão de espalhar pelo país cartazes com uma montagem fotográfica de Obama usando uma kefiya palestina, o tradicional lenço usado pelo histórico líder palestino Yasser Arafat.
A montagem com o presidente americano nos cartazes é acompanhada pela frase: “Barack Hussein Obama. Líder anti-semita que odeia judeus”. Aproximadamente 130 ativistas de extrema direita se manifestaram ontem à noite em frente ao Consulado dos EUA em Jerusalém com cartazes nos quais se lia “20 novos assentamentos para 2010. Yes, We Can!”.
Portal Terra, 04.06.09

março 28, 2009

Relatório acusa Israel de crime de guerra em Gaza

O Exército de Israel negou na quinta-feira, 26, que as munições com fósforo branco, usadas durante a ofensiva contra a Faixa de Gaza, constitua um crime de guerra como afirma a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
A HRW recolheu mais de 20 resíduos de bombas de fósforo branco de 155 milímetros – todas produzidas nos Estados Unidos – em ruas residenciais, telhados de casas, uma escola da ONU, um hospital, um mercado e outras instalações civis. A organização acusa Israel de não ter se limitado a utilizar o fósforo branco em áreas abertas para criar cortinas de fumaça para as tropas no terreno, como permite o direito da guerra, mas de ter usado o elemento repetidamente em locais densamente povoados, causando sofrimento e mortes desnecessárias entre a população civil. Em contato com a pele, a substância provoca profundas queimaduras e pode causar danos irreparáveis a fígado, rins e coração que levam à morte.
A HRW denunciou que Israel cometeu “crimes de guerra” ao usar bombas de fósforo branco contra a população de Gaza. A entidade apresentou em Jerusalém o relatório “Chuva de fogo: o uso ilegal de fósforo branco em Gaza por parte de Israel”, no qual apresenta depoimentos sobre o uso desta arma durante a ofensiva militar contra Gaza, que ocorreu entre 27 de dezembro e 18 de janeiro. “O uso do fósforo branco não está proibido, mas existem normas básicas internacionais que exigem que se tomem todas as precauções possíveis para proteger os civis, o que não foi feito com estas armas em Gaza”, disse Bill van Esveld, advogado da HRW e um dos autores do relatório.
“Com base nos dados obtidos até agora, é possível concluir que o Exército israelense usou obuses fumígenos de acordo com a lei internacional”, afirma um comunicado militar. “Esses obuses foram usados para responder unicamente às necessidades operacionais específicas conforme o direito internacional. As afirmações de que estes obuses foram utilizados de forma indiscriminada para ameaçar a população civil carecem de fundamento”, acrescenta a nota.
Segundo o advogado da HRW, “ferir deliberadamente ou por imprudência civis de forma desnecessária constitui um crime de guerra, não só porque assim determina o primeiro protocolo adicional da Convenção de Genebra, mas também porque a norma faz parte do costume internacional que é fonte de direito”. “Doze pessoas morreram por causa do fósforo branco e dezenas ficaram feridas, embora não tenhamos o número completo”, diz Van Esveld, que lembra que “muitas pessoas morreram com o uso de outras armas convencionais”.
Entre os incidentes mais graves registrados pela HRW está o bombardeio de uma escola da ONU em Beit Lahiya onde se refugiavam 1.600 palestinos e da sede da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) em Cidade de Gaza, na qual se abrigavam outras 700 pessoas e onde foi destruído um armazém com ajuda humanitária. “Em um primeiro momento, o Exército israelense negou ter usado fósforo branco, depois admitiu que tinha utilizado localmente e, mais tarde, admitiu que tinha usado de forma generalizada”, explica o advogado da HRW.
Balanço de mortos
O Exército de Israel voltou a contestar na quinta-feira as denúncias de que a maior parte dos mortos na recente ofensiva militar de três semanas contra a Faixa de Gaza fosse composta por civis. As forças armadas israelenses informaram que, depois de uma investigação, determinaram que 1.166 pessoas morreram em Gaza durante a ofensiva iniciada nos últimos dias de 2008 e encerrada em janeiro.
De acordo com o Exército de Israel, 709 militantes do Hamas morreram e o número de civis que perderam a vida seria de pouco menos de 300. O anúncio não esclarece se as outras 162 pessoas mortas eram combatentes ou civis. Um comunicado divulgado pelo Exército de Israel não fornece lista dos mortos, diz que as informações são baseadas em “fontes de inteligência” e afirma que os nomes das vítimas foram cuidadosamente pesquisados.
A mais recente lista divulgada pelos palestinos informa que 1 417 pessoas morreram em Gaza durante a ofensiva, sendo mais de 900 civis. A lista palestina contém a identidade das vítimas. O alto número de civis mortos no lado palestino desencadeou muitas críticas contra Israel por parte da comunidade internacional. Treze pessoas morreram no lado israelense, sendo dez militares e três civis. (
DN, 27.03.09 )
LEIA MAIS:
Soldados isralenses exaltam a carnificina cometida por tropas de ocupação em gaza

Soldados que concluíram recentemente cursos em diferentes unidades encomendaram camisetas com o nome de suas unidades junto com exaltações ao assassinato de crianças e mulheres grávidas; destruição de mesquitas e áreas residenciais.
Do grau de fascistização do exército e da sociedade israelense após dose cavalar de veneno antipa-lestino em sua mídia e governos nazistas sucessivos, falam por si mesmos os desenhos e inscrições.
Uma delas, de uma unidade de atiradores da infantaria, traz um bebê morto com a inscrição: “Melhor usar Durex [referindo-se à fita de colar]”. Em outra, uma criança sob a mira telescópica de um rifle e os dizeres “Menor é mais difícil”. Em outra, ainda, vê-se uma mesquita já destruí-da, com bombas ainda caindo sobre ela, com a frase: “Só Deus envia”. E a encomendada pelos integrantes da unidade de atiradores do batalhão Givati, com uma palestina grávida e a frase “um tiro, duas mortes”.
Uma outra camiseta faz referência a soldados atirando na cabeça de feridos a curta distância com a frase: “sem refresco até a confirmação da morte”. Os soldados do batalhão Lavi escolheram casas destruídas com a frase: “Viemos, vimos, destruímos”. E, por fim, mais uma com a inscrição: “que toda mãe árabe fique sabendo que o destino de seus filhos está em nossas mãos”.
O exército israelense reagiu à incitação ao crime dizendo que as incrições são “de mau gosto”. ( HORA DO POVO, 27.03.09 )
Testemunho de soldados comprovam
Alto comando israelense orientou o assassinato de mulheres e crianças durante invasão à Gaza
Um comandante de pelotão israelense identificado como “Aviv” ao testemunhar sobre as ordens recebidas por sua unidade para orientarem a ocupação de casas na região densamente povoada da Faixa de Gaza relatou. “Era para nós entrarmos portão adentro com veículos blindados [o veículo para esse tipo de ação foi denominado “Achzarit”, que quer dizer cruel], começar atirar …eu chamo isso de assassinato…com efeito, deveríamos avançar piso após piso e atirar em qualquer pessoa que identificássemos”.
Esta é uma das declarações colhidas por Dany Zamir, diretor de um programa de treinamento militar, realizado na Faculdade de Oranim, na cidade de Tivon, logo após a agressão do início do ano à Faixa de Gaza.
Dany informa que pediu aos militares para relatar suas experiências durante o assalto a Gaza e que ficou “chocado com o que ouviu”.
Zamir teve os seus relatos reproduzidos nos jornais israelenses Haaretz e Maariv.
“MISSÃO DIVINA”
Quando Aviv propôs aos seus comandados que antes de atirar ordenassem a evacuação das casas, ouviu em resposta: “Temos que matar qualquer pessoa que esteja dentro das casas”, ou “qualquer pessoa que esteja em Gaza é um terrorista”.
Ele relatou ainda que a atitude generalizada dos soldados é de que “dentro de Gaza é permitido fazer o que se quer, derrubar portas de casas sem nenhum motivo e que é legal escrever ‘morte aos árabes’ nos muros, pegar fotos dos familiares e cuspir nelas…”.
Outro militar, que se identificou como “Ram” afirmou que os chefes militares preparavam as tropas trazendo rabinos militares que apresentavam a agressão como “uma missão religiosa”.
“A mensagem era muito clara”, disse Ram, “nós somos o povo judeu, viemos a esta terra através de um milagre, Deus nos trouxe de volta a esta terra e temos que lutar para expulsar os gentios [como os racistas judeus costumam se referir aos não judeus] que se contrapõem à nossa conquista desta terra sagrada”.
O repórter do jornal Haaretz afirmou que Zamir relatou haver recebido ameaças do comando militar onde se localiza a escola.
O chefe do Estado Maior das forças de ocupação israelenses (eles chamam de Forças de Defesa), general Gabi Ashkenazi, rejeitou os relatos dos soldados e disse que “as forças de Defesa de Israel são as que têm o maior nível moral em todo o mundo”, isso depois do frenesi assassino que matou 1.400 civis palestinos e cerca de 400 crianças em Gaza. ( HORA DO POVO, 25.03.09 )

fevereiro 2, 2009

Um em cada 4 israelenses está abaixo da linha de pobreza. Turquia vive febre anti-semita. ( Em inglês )

Filed under: anti-semitismo, Faixa de Gaza, Israel, Judaísmo, Oriente Médio, Sionismo, Turquia — Humberto @ 1:41 pm
1 in 4 Israeli below poverty line
PRESSTV, 02.02.09
Israel spends millions of dollars to pour bombs on Gazan civilians and sit back to watch one fourth of its people live below poverty line, a new report says. War on Gaza reminds that the Zionist utopia is far from coming true. The heir of Ben- Gurion must detach from the idea of “military supremacy” and reinvent a new national identity, according to an article published on France’s weekly L’Express. The article cites the semi-annual poverty report published by Israel’s National Insurance Institute that the poor in Israel became poorer in the second half of 2007 and the first half of 2008. It goes on to add that 1 in 4 Israeli lives below poverty line representing 1.63 million people, 777,400 of them children. A recent report in Israeli Haaretz website said the percentage of unemployed poor families rose in relation to the previous report for 2007, from 69 percent to 71.4 percent. However, the percentage of working poor also rose: Families with two or more breadwinners living below the poverty line increased from 21.3 percent to 23.6 percent. L’Express magazine also added that the global economic crisis is determined to leave 14,000 industrial workers unemployed by the end of the year 2009. The article adds Palestine’s 60 years of resistance has still not taught Israel that there is no military solution to its conflict with the Palestinians. So soon after the failed Israeli invasion of Lebanon, Israel made the same mistake again. The act was even condemned within Israel. Even Israeli reservists have reportedly refused to enter the war on Gaza in protest at the ongoing killing of women and children. They say they prefer days in prison than Gaza and killing hundreds of civilians, including women and children.
A climate of fear
THE JERUSALÉM POST, 01.02.09
Ever since she was a kid, Sheila wanted to be married in Istanbul’s famous Neveh Shalom Synagogue.
“It’s a very beautiful place,” the 26-year-old told The Jerusalem Post on Sunday. “Growing up in Istanbul, all the girls want to to have their weddings there.”
But Sheila, who made aliya three years ago and lives in Jerusalem, said that given the dramatic increase in anti-Israel and anti-Semitic sentiment in Turkey following Operation Cast Lead in the Gaza Strip last month, her dream wedding is turning into something of a nightmare.
“I was engaged three months ago,” said Sheila, who asked that her last name not be published out of fear for her family’s safety, all of whom still live in the Turkish metropolis. “My fiance is Israeli, and his family no longer wants to go there for the wedding. On top of that, when my mother goes to the ministry offices [in Istanbul] to try and get the marriage forms filled out, they won’t help her. They won’t help her because she’s Jewish.”
Describing a “climate of fear” in her former hometown, the Turkish immigrant said she will most likely cancel her wedding plans.
“Frankly, I’m scared to have my wedding there now,” she said. “On the one hand, yeah, it’s my dream, but on the other hand, the situation there has simply gotten out of control.”
“Every day it gets worse,” Sheila continued. “My parents told me that a shopkeeper near one of the Jewish neighborhoods, where my grandparents live, put a sign in the window of his store that said, ‘No Jews allowed, but dogs are welcome.’
“Even when my parents go to buy a phone card to call me, they get harassed by the shopkeepers the minute they say they’re trying to make a call to Israel.”
Sheila also said that during the war, billboards went up around town decrying the Israeli “crimes” in Gaza, and the government made students in every Turkish school stand for a moment of silence in solidarity with the children of Gaza.
“They even had to do it at the Jewish school I went to as a kid,” Sheila said. “I can only imagine how uncomfortable the students must have felt.”
And while she admits that Turkish anti-Semitism was always a festering force somewhere in the shadows, Sheila said it’s now reached levels unseen in her lifetime, or in that of her parents, and is spilling over into the streets.
“Just look at the way they stood outside to meet [Prime Minister Recep Tayyip Erdogan] when he came back from Davos,” Sheila said, referring to the popular head of government’s grand reception after his televised spat with President Shimon Peres. “He’s the one to blame for this, he’s rallying the poor and uninformed people behind his rhetoric, and they’re buying it. We knew it would be bad the minute he came into the government, but we never thought it would be this bad.”
Sheila is not alone.
Nathalie, also a new immigrant from Istanbul, lives in Tel Aviv. She agreed to speak to the Post, but also asked that her last name remain unpublished.
“I’m going there on Friday,” Nathalie said. “And yes, I’m a little scared.”
“I think this is the sign of Turkey moving toward a very dangerous future,” she said. “Since the Gaza war started, the newspapers have been writing really nasty stuff and the demonstrations on the street have gotten really ugly. It’s not just against Israel,” she said. “they’re demonstrating against Jews.”
“I think people are starting to think about leaving,” Nathalie continued. “But then there are those who feel like it will calm down as well. I think the main thing to remember is that local elections are coming up in Turkey, and the prime minister is demonizing the Jews to rally more votes. It’s like a classic anti-Semitic theme. But at the same time, there’s such strong ties between Israel and Turkey, it makes you wonder if he’s crazy. It doesn’t make any sense.”
Itzik Behar, who made aliya from Izmir in 1948, agrees.
“They need us more than we need them,” he said, as he stood outside of a barber shop in Jerusalem’s Mahaneh Yehuda Market on Sunday. “But I’ll tell you the truth, I love Turkey, I used to go back all the time. But now, I wouldn’t go there if you paid me.”
Behar cited two reasons.
“First, it’s because of the situation there now – I’d be afraid for my safety, as an Israeli and as a Jew.
“But second, it’s because of that fear. I’m really angry with the Turks. They always received me so well, and treated me like a brother – after all, I grew up there. But to see this on the news every night, the way they’re demonstrating and being violent, I feel like they’ve turned on me, like they’re traitors,” Behar said.
“They turned on all of Israel in a heartbeat, and I don’t think many Israelis will forget that. Go to the airport and see how many Israelis are flying to Turkey today. No, you know what, I’ll save you the trip. None. Zero.”

janeiro 24, 2009

Egito diz ter provas de que "a maior parte" do contrabando de armas para Gaza vem DE ISRAEL MESMO! Incluíndo MILITARES ISRAELENSES! ( Esp-Ing )

Filed under: Egito, Faixa de Gaza, Israel, Mukhlis Qutb, Palestina, Sionismo — Humberto @ 2:21 pm
Aseguran que mayor contrabando de armas a Gaza procede de Israel
PRENSALATINA
El Cairo, 24 ene (PL) Egipto posee pruebas de que la mayoría del armamento que supuestamente entra de contrabando a Gaza llega a través de Israel y no por su frontera con la Franja, según una entrevista difundida hoy.
El secretario general del Consejo Nacional Egipto para los Derechos Humanos (CNEDH), Mukhlis Qutb, indicó que el gobierno local tiene la “necesaria documentación y confesiones” que desmienten la afirmación hebrea de que el trasiego de armas ocurre por la frontera Gaza-Egipto.
Personas con ciudadanía israelí estarían involucradas en ese negocio, incluso algunos miembros de las fuerzas armadas judías participan del contrabando y venta de armas, aseveró Qutb en declaraciones al rotativo egipcio Al-Ahram.
Los tratos y pagos ocurren dentro de Israel, prosiguió el dirigente del CNEDH, sin mostrar evidencias al influyente periódico, pero seguro de que el gobierno del presidente Hosni Mubarak es consciente de las implicaciones por fomentar un negocio de ese tipo.
Qutb recordó que la aviación hebrea bombardeó en varias ocasiones y con despiadada intensidad la línea limítrofe entre la Franja y Egipto con el argumento de destruir los túneles existentes allí y que, según Tel Aviv, sirven de fuente de abastecimiento al grupo islamista Hamas.
El Movimiento de Resistencia Islámica (Hamas), que controla Gaza, niega esas aseveraciones, pero cree legítimo su derecho a poseer cierto arsenal para enfrentar la ocupación y las agresiones israelíes.
En el Estado judío, por otro lado, la canciller, Tzipi Livni, y el ministro de Defensa, Ehud Barak, ambos con aspiraciones políticas en los comicios del 10 de febrero, dejaron clara la posibilidad de repetir los ataques en la citada frontera para destruir más túneles.
Como parte de las negociaciones para lograr un cese del fuego, Egipto se comprometió a redoblar la vigilancia en esa área para bloquear el presunto trasiego de armas, pero descartó iniciativas europeas e israelíes de emplazar allí fuerzas militares extranjeras.
Las declaraciones de Qutb se conocieron después de que dirigentes de Hamas llegaron el viernes a El Cairo para dialogar con los mediadores egipcios en busca de un cese del fuego duradero, un día después de la visita del asesor de Defensa judío Amos Gilad.
Además, coincidieron con nuevas evidencias de que el ejército hebreo violó convenciones mundiales y cometió crímenes de guerra en Gaza al lanzar fósforo blanco contra zonas densamente pobladas.
Medios noticiosos occidentales citaron a un portavoz de la Cancillería judía que finalmente confirmó que el fósforo fue usado, irregularidad por la cual grupos de derechos humanos y juristas internacionales pretenden juzgar al Estado de Israel.
jf/ucl
PL-26

Weapons are smuggled into Gaza from Israel, says Egyptian human rights official
DAILY NEWS EGIPT
CAIRO: Egypt has proof that the majority of weapons that are smuggled into the Gaza Strip come from Israel, said the general secretary of Egypt’s National Council for Human Rights Mukhlis Qutb.
In an interview with the state owned Al-Ahram newspaper, Qutb said Egypt has the necessary documentation and confessions proving that weapons are smuggled into Gaza by people possessing Israeli citizenship.
He also alleged that some members of the Israeli Defense Forces (IDF) are involved in the smuggling and selling of Israeli weapons to the Strip. Qutb added that the deals and payment for the weapons are struck inside Israel.
Qutb did not show any documents to prove his allegations, but said that Egypt would never allow its border to be used for weapons smuggling. He also said that Egypt would refuse any security pact between the United States and Israel stipulating the presence of foreign monitors on its territory because this goes against its national security interests.
The tunnels between the Egypt-Gaza border were bombed consistently during the 22-day offensive Israel conducted on Gaza because Israel believes weapons going to Hamas come through these tunnels.
Israeli Foreign Minister Tzipi Livni told Israeli public radio Thursday that the option to bomb the tunnels once more was still on the table.
“If we have to act, we will do so, we will exercise our right to legitimate defense, we will not leave our fate … to the Egyptians nor to the Europeans, nor to the Americans,” she said.
Israeli Defense Minister Ehud Barak had given similar comments to Israeli public television earlier in the day, saying, “If we are forced to, there will be more attacks.”
Gaza-based Hamas officials entered Egypt Friday to hold further talks with Egyptian mediators on maintaining the ceasefire a day after IDF representative Amos Gilad was in Cairo for the very same reason.

ISRAEL TESTA NOVO TIPO DE ARMAS EM POPULAÇÃO DE GAZA, COM EFEITOS ATERRADORES!

Filed under: EUA, Faixa de Gaza, Israel, massacres de civis, ONU, Palestina, Sionismo — Humberto @ 2:00 pm
Publicado em HORA DO POVO, edição 2736, 23 a 27.01.2009
Israel faz de Gaza campo de provas com armas proscritas
População civil foi alvo dos testes de obuses contendo 116 bastões de fósforo branco e explosivos de liga de tungstênio, cobalto e níquel que provocaram mortes e graves mutilações
Em seus criminosos e indiscriminados ataques ao povo palestino da Faixa de Gaza, o exército de Israel empregou fósforo branco e usou a região como campo de provas para experimentos com explosivos com grande letalidade e capacidade de produzir ferimentos mais profundos e destrutivos. Há denúncias do uso de urânio depletado em obuses atirados sobre a população.
As denúncias partem das vítimas, de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos (e inclusive por organizações israelenses), condenações sustentadas em documentos, fotos e depoimentos de conceituados especialistas.
“No hospital Al-Shifa de Gaza vimos vítimas de algo que tem todas as características de um novo tipo de arma testado pelos militares estadunidenses, conhecido como Explosivo de Metal Denso Inerte (DIME, pela sigla em inglês)”, declararam os médicos noruegueses Mads Gilbert e Erik Fosse, que trabalham na região há vinte anos. Eles conseguiram sair do território com 15 feridos graves pela fronteira com o Egito.
AMPUTADOS
São pequenas bombas envolvidas por carbono e uma camada de tungstênio, cobalto, níquel ou ferro cujo enorme poder de explosão se dissipa num raio de dez metros. “A dois metros corta o corpo no meio, a oito metros serra as pernas, abrasando-as como se tivessem sido atravessadas por milhares de agulhas. Não vimos corpos partidos, mas sim muitos amputados. Em 2006, houve algo parecido no sul do Líbano e vimos isso em Gaza naquele mesmo ano, durante a operação israelense ‘chuva de verão’. Os experimentos com ratos têm demonstrado que as partículas que permanecem no corpo são cancerígenas”, explicaram os médicos.
Um médico palestino, entrevistado no domingo pela rede de televisão Al Jazeera, relatou sua impotência em casos como estes: “Não há nenhum rastro visível de metal no corpo, mas há estranhas hemorragias internas. Uma matéria queima os vasos sanguíneos e causa a morte. Não podemos fazer nada”. Segundo a primeira equipe de médicos árabes autorizada a entrar no território ocupado, que chegou no hospital de Khan Yunes vinda do sul, tinham entrado “dezenas” de casos desse tipo.
O doutor Ahmed Abdu-laziz, professor de cirurgia Egípcio declarou: “Vimos corpos totalmente enegre-cidos. Vimos partes de corpos, como membros totalmente atingidos o indicam o uso de armas com DIME. Foi um massacre em todos os sentidos a intenção não era apenas de matar pessoas, mas de desfigurá-las”.
LABORATÓRIO
“Será que esta guerra é um laboratório para os fabricantes da morte? Em pleno século XXI não pode ser possível fechar um milhão e meio de pessoas e fazer com elas o que se quer, chamando-as de terroristas?”, disseram os especialistas noruegueses.
Em carta ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, embaixadores árabes acreditados na Áustria, encabeçados pelo príncipe Mansour Al-Saud, da Arábia Saudita, expressaram “nosso profundo sentimento e preocupação a respeito da informação que recebemos de que evidências de urânio depletado foram encontradas nas vítimas palestinas”.
A carta exige que o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, “urgentemente realize testes radiológicos e físicos para verificar a presença de urânio depletado nos armamentos usados por Israel na Faixa de Gaza”.
Fósforo branco provoca feridas que dilaceram corpo das vítimas
Já o uso de bombas de fósforo branco – banido pela Convenção da ONU de 1980 – pelas tropas israelenses não oferece dúvidas. Nafiz Abu Shabaan, chefe da unidade de queimaduras do hospital Al Shifa destacou a morte de 70 pacientes com queimaduras que denunciavam o uso do fósforo. “Pacientes com queimaduras relativamente pequenas, que deveriam sobreviver, faleciam de forma inesperada”.
“Não há controvérsias. Vimos militares israelenses que tinham bombas preparadas para lançar em Jabalia. Eram de fabricação americana, de 155 milímetros. E depois as vimos estourar no céu”, denunciou o insuspeito Mac Garlasco, antigo assessor do Pentágono e atual assessor em temas militares da Human Rights Watch. E ainda a edição digital do jornal The Times, mostrou um militar israelense manipulando projéteis de origem americana, do modelo M825A1, carregados de fósforo branco.
Os obuses contém 116 bastões de fósforo que incancescem em contato com o oxigênio chegando à temperatura de 800ºC.
O fósforo branco é usado como agente incendiário que produz terríveis queimaduras que chegam ao osso, atingindo órgãos internos como o coração, o fígado ou os rins.
Abu Shabaan declarou-se estupefato pelas características não usuais das feridas. “Começam com manchas pequenas e dentro de horas tornam-se grandes e profundas e em alguns casos chega-se ao ponto em que a condição geral do paciente piora de forma inesperada”, declarou. Os médicos também informaram sobre “um odor muito ruim vindo das feridas”.
Em muitos casos os pacientes foram atingidos por toxicidade grave e inesperada e tinham que ser levados às pressas para as UTIs. “Uma garota de três anos de idade foi submetida a uma tomografia por causa de uma ferida na cabeça. Quando voltou do exame, abrimos a ferida e saiu fumaça de dentro da ferida. Os cirurgiões usaram pinças para extrair uma substância da ferida que era como um algodão muito denso e que começou a queimar. A substância seguiu queimando até desaparecer. A criança, que era de Beit Lahya, norte de Gaza, morreu”, relatou Shabaan.
Matéria publicada no jornal israelense Haaretz, no dia 21, informa que as forças armadas de Israel já assumem que foram atirados 20 tiros de morteiro contendo fósforo branco sobre Beit Lahya. Segundo eles os disparos foram feitos por integrantes de uma brigada de paraquedistas. Os oficiais negam que o bombardeio tenha sido sobre civis. Dizem que os obuses eram direcionados a “pomares onde se escondiam membros do Hamas”.
O bombardeio israelense nos depósitos da principal instalação da ONU na cidade de Gaza, na quinta-feira, dia 15, também foi denunciado pelo uso de três bombas de fósforo branco. Pequenos pedaços de material incandescente foram vistos no local horas após as explosões.
Historiador israelense, ex-professor da Universidade de Haifa, Ilan Pappe: “Só com forte pressão internacional Israel vai parar agressão a palestinos”
O professor universitário israelense Ilan Pappe, em entrevista para o jornalista inglês Chris Arnot (do jornal The Guardian), descreveu como teve que deixar Israel após receber diversas ameaças de morte por ser contrário à ocupação dos territórios palestinos. Atualmente mora na Inglaterra onde nos últimos 18 meses trabalha no departamento de história da Universidade Exeter.
Na época em que deixou a Universidade de Haifa, uma foto sua apareceu no maior jornal de maior circulação de Israel (Yedioth Achronot) no centro de um alvo desenhado. Ao lado, um colunista escreveu: “Não estou dizendo a vocês para matar essa pessoa, mas não me surpreenderia se alguém o fizesse”. O ministro da ‘educação’ israelense pediu publicamente sua demissão.
Em 2005, Pappe e dois colegas escreveram na internet que os assentamentos israelenses estavam sendo retirados da Faixa Gaza para dar ao governo campo livre para bombardear a altamente povoada região. Quando o atual bombardeio começou no final do ano passado, Israel argumentou que estava tentando proteger seus cidadãos de foguetes atirados pelo Hamas. Mas “esses foguetes não começaram até Israel bloquear Gaza”, declarou.
As ameaças de morte já chegavam por carta, email e telefone desde que Pappe criticou o tratamento aos palestinos em um programa nacional de rádio.
Em 2006, Pappe passou a morar em Exeter, com sua esposa e seus dois filhos, de 11 e 14 anos. O temor pelas suas vidas foi uma das razões pelas quais deixou Haifa. “A outra razão foi que me sentia sufocado como intelectual”, disse.
O professor também relata em sua entrevista ao jornal inglês o período em que, aos 19 anos, serviu o exército israelense durante a invasão síria em 1973. “Eu me lembro do sargento nos dizendo que deveríamos matar os árabes ainda novos ou eles cresceriam e nos matariam”, disse. “E essa atitude é difundida. É por isso que os tanques, pilotos de F-16 e os comandantes de artilharia matam civis sem a menor hesitação. Eles são desumanizados durante toda sua vida”.
Ao mesmo tempo, Pappe afirmou que continua recebendo apoio de alguns colegas e muitos estudantes, particularmente palestinos. E acrescentou que também recebeu apoio externo, incluindo da Associação de Professores Universitários (AUT) da Inglaterra. “Acho que o meu pior crime foi quando apoiava boicote cultural e acadêmico a Israel para acabar com a ocupação. Tenho certeza que apenas uma forte pressão externa irá fazer com que Israel pare de destruir o povo palestino”.
Questionado por Arnot se não poderia entender a mentalidade dos israelenses diante “da crescente militância islâmica” ele respondeu: “Sim eu posso. Há temores coletivos genuínos. Mas penso que esses temores são manipulados através do sistema educacional e pela mídia para parecerem piores do que realmente são. E os israelenses não percebem que o seu comportamento está contribuindo para aumentar esses perigos”.
Turquia questiona: “Como um país assim pode entrar pela porta da ONU?”
Depois de qualificar o massacre israelense contra a população de Gaza como “selvageria”, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdo-gan, questionou a permanência de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU) durante o encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está na região para negociar um acordo de paz.
“Como um país assim, com essa atitude em relação às decisões da ONU, pode entrar pela porta das Nações Unidas”, indagou Erdogan.
O primeiro-ministro turco defendeu o reconhecimento do governo palestino democraticamente constituído sob o voto. “Se nós vamos aprofundar a democracia na região temos que respeitar a decisão do povo que foi às urnas”, disse.
A Turquia pediu aos mediadores da paz que incluam o Hamas nas negociações. Ahmet Davutoglu, mediador especial do governo turco para o Oriente Médio, explicou que, devido ao forte apoio que o grupo tem na população, os militantes do Hamas “não podem ser marginalizados”.
“Se cometermos um erro [nas negociações] nestes dois meses, arruinaremos os próximos cinco anos”, disse Davutoglu.
SAIBA DISSO:
Médicos detidos na fronteira do Egito-Gaza
Bill Quigley, Counterpunch, 9-11/1/2009 (Direto de Rafah)http://www.counterpunch.org/quigley01092009.html
Bill Quigley é ativista de Direitos Humanos, professor da Faculdade de Direito em Loyola New Orleans.Está no Egito, como representante do Conselho Nacional de Advogados dos EUA, da Associação de Professores de Direito dos EUA, da Associação Internacional de Advogados pela Democracia e da Liga Pacifista dos EUA. Recebe e-mails em quigley77@gmail.com Kathy Kelly, coordenadora de “Vozes pela não-violência, e Audrey Stewart contribuíram no trabalho de entrevistar os médicos.
O Dr. Nicolas Doussis-Rassias e vários outros médicos voluntários estão acampados em Rafah, à espera, há vários dias. Nicolas e os outros médicos vieram a Rafah, para atravessar a fronteira e chegar a Gaza, para ajudar no socorro aos mais de 3.000 feridos pelas bombas e o pesado armamento dos israelenses.
Rafah é o ponto pelo qual é possível atravessar a fronteira para Gaza – e é o ponto mais fortemente armado de toda a fronteira; está a quatro da cidade do Cairo, por terra. Mal se consegue falar, porque os jatos super-sônicos, embora voem a grande altitude, geram uma espécie de explosão que provoca dor nos ouvidos (e provocam rompimento do tímpano, por exemplo, de recém-nascidos). Há explosões próximas, e o ar cheira a fumaça e borracha queimada.
“3.000 feridos à bala, por efeito de bombas, desmoronamentos ou soterramento saturariam até o sistema de assistência médica de Nova Iorque”, diz o Dr. Nicolas. “E já não há nenhum sistema de assistência médica em Gaza. A cidade está sem energia elétrica e sem água corrente. O sofrimento em Gaza é indescritível. Por isso temos de chegar até lá, com a máxima urgência.”
Mas hoje, em vez de estar trabalhando no socorro aos milhares de feridos, o Dr. Nicolas e vários outros médicos gregos, egípcios e outros estão detidos do lado egípcio da fronteira, carregando cartazes escritos à mão, com a marca da cruz vermelha que identifica os médicos até em campos de combate, nos quais se lê: “Somos médicos! Deixem-nos passar!”
Por que isso? Porque médicos de todo o mundo, do grupo “Médicos pela Paz” e de outras associações de voluntários, que estão chegando como podem a Rafah, estão já há sete dias impedidos de entrar em Gaza: não podem entrar nem pela fronteira com Israel nem pela fronteira com o Egito.
Nicolas não é radical anti-Israel. É apolítico, grego de nascimento, tem 49 anos e dois filhos. É presidente de uma organização grega de médicos voluntários, “Médicos pela Paz”. Esses médicos viajam às próprias expensas e trabalham voluntariamente no socorro a vítimas de guerras e de catástrofes naturais. Socorreram vítimas do furacão Mitch, na América Latina; vítimas dos tsunamis no Sri Lanka; vítimas de guerras no Líbano, na Sérvia, na Turquia e no Paquistão.
Pois as fronteiras de Gaza estão fechadas também para eles – o que, diz o Dr. Nicolas jamais aconteceu. “Nunca aconteceu de proibir-se a passagem de médicos, nem nas fronteiras mais militarizadas.”
Richard Falk, observador especial da ONU para assuntos de Direitos Humanos nos Territórios Palestinenses Ocupados, já denunciou inúmeras violações aos direitos humanos e à legislação humanitária da própria ONU nesse específico ponto da fronteira egípcia:
“Ações de Israel, especificadamente o total fechamento das vias de entrada e saída da Faixa de Gaza têm provocado severa falta de medicamentos e combustível (além da aguda falta de alimentos), o que tem impedido a aproximação de ambulâncias para atendimento e remoção dos feridos, e a incapacidade dos hospitais e médicos para prover atendimento e a medicação necessários, além da falta do equipamento médico indispensável; assim, os médicos e profissionais paramédicos que também estão sitiados em Gaza estão sendo impedidos de dar tratamento adequado aos feridos de guerra.”
Os habitantes de Gaza estão sem suficiente atendimento básico de saúde, de fato, já desde antes da invasão de Israel, por causa do bloqueio imposto à Faixa de Gaza, mas nas duas últimas semanas a situação agravou-se muito.
Falk, como inúmeros outros observadores, também condenam o lançamento de foguetes Qassams contra Israel. Desde o início da guerra, já morreram 12 israelenses; e morreram 800 gazenses. Mas a denúncia mais grave, de todas as graves denúncias do “Relatório Falk” à ONU, diz respeito aos ataques aéreos que Israel tem feito contra a Faixa de Gaza, e contra “os países que foram e continuam a ser cúmplices, direta ou indiretamente, das violações, por Israel, da lei internacional.”
Frida Berrigan chamou a atenção para o fato de que
“Durante o governo Bush, Israel recebeu mais de 21 bilhões de dólares para seus programas de segurança, dos quais 19 bilhões de ajuda direta para reequipamento do exército. O núcleo principal do atual arsenal bélico de Israel é equipamento que lhe chega pelos programas de cooperação dos EUA. Por exemplo, os EUA forneceu 226 jatos F16 e outros modelos de bombardeiros; mais de 700 tanques M-60, 6.000 veículos blindades, além de aviões e helicópteros para transporte de tropas, helicópteros de ataque, de serviços, para treinamento, bombas e mísseis táticos de vários tipos.”
Funcionários dos serviços médicos da Palestina dizem que mais da metade dos 800 palestinenses mortos e 3.000 feridos são civis. Negar socorro e assistência médica a civis feridos é violação flagrante de direitos humanos básicos.
O Egito está negando socorro médico à população de Gaza. Na estrada, a meio caminho da viagem entre Cairo e Rafah, vimos uma centena de jovens egípcios, bloqueando parte da estrada, em protesto contra a inação do governo egípcio.
Depois de sete dias de completo fechamento, há sinais de que algumas pessoas estão conseguindo atravessar a fronteira para o Egito. Voluntários egípcios da organização Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha ocidental) foram autorizados a entregar suprimentos e alguns dos médicos que esperavam aqui também foram autorizados a entrar em Gaza. Com espalhafato e sirenes ligadas, entraram também 12 ambulâncias egípcias – as quais, contudo, atravessaram a fronteira e estacionaram, à espera de que os doentes e feridos chegassem (e não chegaram, pelo menos enquanto permanecemos ali). Duas ambulâncias saíram de Rafah, conduzindo feridos.
Hoje, os “Médicos pela Paz” não foram autorizados a entrar em Gaza. Alguns deles, exaustos depois de uma semana de espera, começam a voltar para casa. Nicolas disse que fica, e que tentará amanhã, novamente. Por quê? “Porque há 3.000 feridos em Gaza. Tenho de continuar tentando chegar lá.”

janeiro 23, 2009

CULATRA: Mulher queimada e enviuvada, vítima dos ataques israelenses deseja se tornar "mulher-bomba" e vingar mortes de marido e filhos ( em inglês )

Filed under: Faixa de Gaza, Hamas, Islã, Israel, Palestina, Sionismo — Humberto @ 1:34 am
Burns victim vows to be suicide bomber while Israelis ask: ‘Was it all worth it?’

Sabah Abu Halima, who lost her husband and four of her nine children in attacks on Gaza, prays for revenge and dreams of killing herself among Israelis

Sheera Frenkel in Gaza City and James Hider in Jerusalem

Two days after their last soldiers returned from Gaza, Israelis are asking increasingly whether the offensive had achieved anything other than spawning a new generation of potential suicide bombers.
The three-week war enjoyed massive popular support at the time but, with the guns silent, scathing criticism is emerging from the Left and the Right of Israel’s political divide.
The stated goal of Operation Cast Lead was to end Hamas’s constant rocket fire on southern Israel and weaken the Islamists’ grip on the territory. It has failed to achieve either. Hamas kept up its barrage of rockets to the very end of the campaign and has won new recruits for its cause.
In Shifa Hospital in Gaza City, Sabah Abu Halima, her body covered with burns from what are believed to be phosphorus shells, her husband and four of nine children dead, dreams of becoming a suicide bomber.
“I pray to Allah that I will have revenge, I pray and dream of killing myself among the Israelis,” she says. “I hope that on the last day of my life I kill as many of them as possible and make myself a martyr.”
Israel had hoped that its offensive would sow discontent with the Hamas movement, which had promised to turn the coastal territory into “a graveyard for Israeli soldiers”. Nearly 1,300 Palestinians were killed and thousands more wounded, according to local medics, while only 13 Israeli soldiers died — a statistic which allowed Israel to proclaim itself the victor of the war.
The casualties have failed to dent support for Hamas, with many in the hardest-hit Gaza neighbourhoods pledging their allegiance to the Islamists. There have been muted calls for Hamas to show more flexibility in its ceasefire negotiations with Israel and allow time for residents to recover and rebuild their homes but most feel that Hamas has gained political and international legitimacy in recent weeks.
“Hamas has reached a certain standing on the world stage. It is receiving attention and praise for what it did from other Arab nations,” said one Hamas activist.
“Hamas’s political and military leaders are with the civilians. We are with the people. This is the victory of Hamas against the occupation,” said Fawzi Barhoum, a Hamas spokesman.
Some Israeli analysts tend to agree. “We have not weakened Hamas. The vast majority of its combatants were not harmed and popular support for the organisation has in fact increased,” said Gideon Levy, a prominent commentator for the centre-left daily Haaretz. “Their war has intensified the ethos of resistance and determined endurance.”
Even Cabinet ministers who backed the offensive admitted that it had not achieved anything more than yet another shaky ceasefire with an Iranian-backed group that refuses to recognise Israel’s right to exist.
“Hamas has not been taken out, nor will we be able to take them out,” said Benjamin Ben-Eliezer, the National Infrastructure Minister and veteran Labour Party politician. “Theirs is an ideology and not just a military organisation, and it will remain.”
Criticism is even more scathing from the Israeli Right. “The soldiers succeeded, but the politicians failed,” said Avigdor Lieberman of the nationalist Yisrael Beiteinu Party, which has seen its support grow since the conflict. “They didn’t let the army complete the operation. What was achieved here? Zip, nada.”
Eli Yishai, the Finance Minister and head of the ultra-Orthodox religious party Shas, said that Israel should have kept fighting until Hamas was destroyed. “Now Hamas will rebuild its infrastructure with Iranian money and then they will resume the smuggling and continue firing at Israel. We should have finished the job – pull out the ground forces and continue striking from the air.
“We should have hit thousands more houses and reached a point in which they don’t dare shoot at Israel ever again.”
Gabriel Motzkin, an advocate of Israeli-Palestinian reform, said: “I’d say it was unclear what was achieved.” He pointed out that more than two years after the unpopular war in Lebanon critics label it a dismal failure while advocates claim that it has kept the northern border quiet.
Hamas is believed to have about 1,000 missiles in its arsenal and there is no shortage of fresh volunteers at the Shifa Hospital in Gaza City. “I want to be a resistance fighter to avenge what has been done to my family,” says Yousef, Sabah Abu Halima’s injured 16-year-old son.
“Nobody can guarantee that I will live anyway. The bombs can come back any day. I want to fight and I hope that I can be a member of the armed resistance.”
TIMES ONLINE

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