ENCALHE

junho 27, 2008

Em breve, nas bancas: Revista do Brasil. Será que a Dinap ( leia-se Editora Abril ) vai concordar em distribuí-la? Tremei, Klan Civita!!

Revista do Brasil chega às bancas em junho
Publicação se consolida junto aos trabalhadores ligados a dezenas de entidades que apóiam o projeto e inicia seu terceiro ano ampliando seu potencial de circulação pelo país
Sindicato dos Bancários, 26.06.08
São Paulo – A Revista do Brasil chega em junho à sua edição de número 25, a primeira de seu ano 3, dando mais um importante passo em sua história: a chegada às bancas. Nos últimos dois anos, a publicação foi distribuída aos trabalhadores vinculados a 45 entidades sindicais dos mais diversos ramos de atividade profissional – como bancários, metalúrgicos, dos setores químico e plástico, petroquímico, da área de saúde e da educação, entre outros.
A revista continuará sendo distribuída gratuitamente por essas entidades. Mas o grande interesse demonstrado por leitores que não integram essas categorias levou a editora Atitude, criada pelos sindicatos responsáveis pela publicação, a lançá-la também nas bancas, o que deve aproximá-la de uma tiragem de 400 mil exemplares. O objetivo é dar mais visibilidade à RdB e estendê-la a outros segmentos da população que sentem falta de informação de qualidade e leitura prazerosa. O preço de capa será R$ 4,50. O passo seguinte para ampliar a circulação será a venda de assinaturas avulsas. A editora estima que entre agosto e setembro poderá oferecer o serviço.
Conteúdo – A revista que chega às bancas e à casa dos associados tem como destaque uma entrevista com o presidente Lula, concedida com exclusividade durante uma viagem entre Brasília e São Paulo no último dia 20 de maio. A reportagem foi também ao interior de São Paulo conferir as filmagens de O Menino da Porteira, que tem o cantor Daniel no papel principal. A edição lembra o surgimento do novo sindicalismo nos anos 70 e celebra os 50 anos da primeira Copa do Mundo vencida pela seleção brasileira, na Suécia. Analisa o significado da ascensão de Barack Obama nos EUA e a criação da comunidade sul-americana de nações. Acompanha a movimentação das centrais sindicais pela redução da atual carga máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas e discute as segundas intenções do noticiário sobre inflação. Traz, ainda, relatos de experiências inusitadas, de pessoas que se organizaram para gerar trabalho e renda criando tilápias em Orás (CE) a gente que arrumou as trouxas e foi viver sozinha no Velho Mundo.
Cláudia Motta – 26/06/2008
REVISTA DO BRASIL, edição 25Clique aqui para acessar o índice em html

abril 25, 2008

Em vídeo: A palestra do jornalista Luis Nassif sobre a mídia brasileira

Filed under: imprensalão, Luis Nassif, revista Veja, Sindicato dos Bancários — Humberto @ 2:05 pm
Evento fez parte da comemoração de 85 anos do Sindicato do Bancários
São Paulo - O perfil da mídia brasileira e a briga judicial com a revista Veja foram os destaques da concorrida palestra do jornalista Luis Nassif que fez parte da comemoração dos 85 anos do Sindicato.
> Assista à parte 1 e a parte 2 do vídeo
Carlos Fernandes
Sindicato dos Bancários
24/04/2008

março 30, 2008

Gerentes de agência bancária realizam operações em conta de cliente, sem seu conhecimento, para atingir metas artificialmente!!!

Filed under: bancos, fraudes, Sindicato dos Bancários, trabalho e labuta, Unibanco — Humberto @ 2:52 pm
Bancária do Unibanco faz denúncia a Comitê de Ética e é demitida
Gerentes de agência da Região 14 teriam realizado operações irregulares para bater a meta da agência
São Paulo - Uma das principais características de um comitê de ética é a confidencialidade e a garantia de proteção a quem o procura para fazer alguma denúncia. Mas essa não parece ser uma prioridade no Comitê de Ética do Unibanco, a julgar por recente episódio ocorrido em uma agência da Região 14.
Segundo uma bancária ( que prefere não se identificar ), as pessoas que ocupam os cargos de gerente-geral e gerentes pessoa jurídica na agência cometeram graves irregularidades para elevar artificialmente os resultados da agência e assim bater a meta, ao realizar operações na conta de um cliente sem o seu conhecimento. A bancária denunciou o fato ao Comitê de Ética do banco e cerca de duas semanas depois foi demitida. O motivo: quebra de confiança.
Nova senha - Todo o ocorrido foi relatado pela ex-funcionária do Unibanco em uma carta endereçada ao comitê no dia 22 de janeiro de 2008. Ela conta que os gerentes realizaram operações no valor de R$ 11 mil na conta de um cliente sem a sua solicitação nem autorização. Para isso, solicitaram reemissão de senha e utilizaram a senha master, de uma forma que o dinheiro não passou pela conta do cliente e ficou somente no fluxo do caixa.
“A agencia realmente bateu a meta, porém de uma forma desonesta. Isso mostra que essas pessoas ocupam um cargo de grande responsabilidade e que não estão preparadas para tal”, disse a bancária.
Ela explica que o cliente escolhido para a operação tinha uma situação financeira complicada e estava inadimplente com a agência. “Quando o cliente souber do ocorrido ele vai querer tomar satisfação e providências legais contra o banco, gerando custos altíssimos e denegrindo a imagem, por causa de funcionários desonestos e irresponsáveis. Eu me senti na obrigação de denunciar pois algum dia todos os funcionários honestos da agência poderiam ser responsabilizados por isso. Mas acabei demitida.”
Confidencialidade? - Junto com a carta, a ex-funcionária enviou a fita do caixa utilizado para a operação. Antes de enviar a carta e a fita, ela entrou em contato com um funcionário do Comitê de Ética e se identificou. O membro do Comitê garantiu confidencialidade, e então a carta foi enviada sem identificação do remetente e contendo todos os detalhes da transação. Duas semanas depois, no dia 7 de fevereiro, a denunciante foi demitida. Passadas algumas semanas, uma colega sua que também sabia do ilícito e se posicionou contrariamente a ele também foi demitida sem explicações.
“Exigimos uma explicação do banco sobre isso. Como pode a bancária ter sido demitida por ‘quebra de confiança’ se apenas um membro do Comitê de Ética sabia da denúncia? O Comitê de Ética é confiável? Ele está a serviço da honestidade ou não? São questões que ficam no ar com esse acontecimento e para as quais vamos buscar respostas com o banco”, diz o diretor do Sindicato e funcionário do Unibanco Carlos Damarindo, o Carlão.
Danilo Pretti Di Giorgi
Sindicato dos Bancários
28/03/2008

março 7, 2008

Nossa Caixa: Sindicato denuncia dirigente que, com suas decisões equivocadas, gerou altos prejuízos ao banco. De propósito?

Qual o custo-benefício de Itamar Mortagua?
Diretor de DGP da Nossa Caixa quer repetir mesmo erro de 2004
São Paulo - No ano de 2004, o diretor de DGP da Nossa Caixa, Itamar Mortagua, tomou a infeliz decisão de demitir cerca de 2 mil funcionários esperando que fosse melhorar o custo-benefício do banco ao extinguir salários. Infeliz porque sua estratégia acabou, na prática, gerando um enorme passivo trabalhista, além de eliminar dos quadros do banco centenas e centenas de profissionais capacitados a gerar lucros para a estatal.
E Itamar parece que não aprende. Após duas reuniões, uma entre o Comando e representantes do DGP, realizada no dia 15 de fevereiro, e a segunda com a DRD e um assessor da DGP, na quarta-feira, dia 5, ele insiste em voltar a fazer a mesma coisa, colocando em sua alça de mira os que ele chama de “improdutivos”. Os mais visados são justamente os aposentados. Aqueles que já acumulam anos de experiência e, portanto, têm grande capacidade de fazer a Nossa Caixa melhorar seus resultados.
Estiveram presentes na reunião de quarta os seguintes dirigentes da executiva do Comando: Sônia Zaia (Corep), Dejair Besson (Feeb), Raquel Kacelnikas (Sindicato de São Paulo), Aparecido Roverone (Feeb), Sandra Stefanovitz (Sindicato de Piracicaba), Antonio Sabóia (Sindicato de São Paulo) e Adriana Pizarro (Fetec).
“Se ele fala tanto em custo-benefício para avaliar os funcionários, ou seja, se, para ele, o que vale é se o funcionário traz para o banco mais do que custa, questionamos qual é o custo-benefício do próprio Itamar, pois ele já gerou um passivo trabalhista enorme da primeira vez e quer repetir o mesmo erro agora”, diz Raquel.
“Com esta decisão, ele fatalmente vai voltar a gerar perdas enormes para o banco, tanto em dinheiro quanto em qualidade de pessoal. Por isso, ele deveria estar em sua própria alça de mira, uma vez que seu custo-benefício para o banco é claramente negativo”, acrescenta.
O Comando tem informações de que já existe até grupos de advogados sondando as agências para propor ações trabalhistas contra o banco em caso de demissões.
O Comando exige uma negociação para tratar do assunto. “Qual o critério. Como é avaliado este custo-benefício que o DGP tanto fala? O que é ‘improdutivo’? Quem avalia a produtividade? Quem será avaliado?”, acrescenta Aparecido, que lembra: “Quando houve negociações em momentos de crise, como o PCS, questões de saúde e o licença-prêmio, não houve passivo”.
A solicitação de uma reunião específica com o presidente do banco, Milton Luiz de Melo Santos, para debater o assunto foi feita há duas semanas e até agora nenhuma resposta foi dada. “Vamos esperar até sexta-feira (7). Se o silêncio continuar, o Comando irá começar a mobilização”, diz Sabóia.
Um bom exemplo sobre a falta de critério está no TI. Recentemente, todos os aposentados foram avisados que serão demitidos.
“Quer dizer que após anos trabalhando duro pelo banco, eles passaram a ser ‘improdutivos’ de uma hora para a outra? Quem avaliou isso? Onde estão as razões para a falta de produtividade?”, questiona Dejair.
Assédio moral e metas abusivas - Na reunião de quarta o banco voltou a ser cobrado sobre os constantes relatos de assédio moral e pressão por metas abusivas recebidos recorrentemente pelo comando. Foi informado ainda que há uma sondagem da procuradoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O banco disse que está confeccionando uma cartilha interna cobrando dos gerentes o fim da prática, que é vista pela legislação como crime.
Eles não quiseram fazer a cartilha conosco, fizeram sozinhos. Nós vamos avaliar seu impacto no dia-a-dia do bancário. O MTE está de olho, se não melhorar, vai gerar mais passivo e o custo-benefício dos assediadores irá cair. Será que eles entrarão na mira do Itamar?”, indaga Sandra.
Caixas - Os caixas estão vivendo um caos. Além de serem obrigados a vender e atender ao mesmo tempo, também fazem o papel de tesoureiros. E os substitutos não estão recebendo as gratificações de acordo com a CCT. O banco afirmou que vai orientar os caixas a apenas oferecer produtos e não efetivamente vendê-los e também garante que vai recolocar a função de comissionado na tesouraria.
Nas agências de primeira classe isso já está ocorrendo. Nas de segunda classe as vagas serão preenchidas através de concursos. O Comando insiste que o mesmo valha também para as de terceira e quarta classes. No caso das gratificações, se não mudar, serão mais passivos e nova queda do custo-benefício do diretor de DGP.
Horas extras - Há denúncias de irregularidades no pagamento do funcionário que faz horas extras e de fraudes na contabilização das mesmas. O banco se comprometeu a soltar um documento orientando a marcação correta do ponto. Caso continuem ocorrendo fraudes, o Comando orienta a denúncia para os sindicatos. “Se problema permanecer, vai gerar passivo também. Mais pontos negativos para o custo-benefício do DGP”, afirma Adriana.
Férias - Alguns funcionários são forçados a tirar o mês inteiro de férias para o banco não arcar com o pagamento de 10 dias de trabalho, caso o trabalhador opte em gozar somente 20 dias, direito previsto na CLT. É o funcionário quem opta, não pode ser forçado a nada. Fatalmente essa política trará passivo.
O banco alega que não está obrigando e sim apenas recomendando e acrescenta que irá reforçar que é uma recomendação e não uma obrigação.
Transferências - O Comando cobrou também um processo mais ágil nas transferências, com um sistema dinâmico de cruzamento de dados dos candidatos para que seja feito um casamento mais efetivo das necessidades tanto do empregado quanto da empresa, sem que sejam levadas em conta questões pessoais em detrimento das profissionais.
André Rossi
Sindicato dos Bancários
06/03/2008

fevereiro 14, 2008

Bancários denunciam assédio moral contínuo na Nostra Caixa. ( Focar em resultados e produzir metas para, depois, privatizá-la DE GRAÇA!! )

Bancários exigem dignidade na Nossa Caixa
Funcionários adoecem com o assédio moral praticado em diversas agências
São Paulo - “Numa reunião, a gerente regional disse que éramos culpados pelo baixo lucro do banco. Tentei argumentar se as últimas ações do governo, como a retirada dos R$ 2 bi, não refletiram nos resultados. A gerente reafirmou que os principais responsáveis pelos péssimos resultados são as ações trabalhistas movidas por ex-funcionários”. O relato é de um bancário da Nossa Caixa que trouxe a denúncia ao Sindicato e mostra a situação dos funcionários.
> PL passa, e Serra sangra Nossa Caixa em mais R$ 1,5 bi
> Dois bilhões de Serra prejudicam resultados da Nossa Caixa
Outro bancário denuncia que o assédio chega a tal ponto que a cobrança pelo cumprimento de metas é feita durante todo o dia, e a cada hora, em telefonemas, e-mail e nas reuniões. “Não bastassem as cobranças da direção do banco, agora as empresas que fecham parceria com a Nossa Caixa também passam a assediar por resultados como consórcio, seguro e capitalização”, diz uma funcionária. De acordo com a diretora do Sindicato Raquel Kacelnikas os relatos representam fielmente o clima tenso no banco. “Muitos bancários são obrigados a recorrer ao remédio com ‘tarja preta’ para conseguirem trabalhar. É um verdadeiro crime o que tem acontecido com os trabalhadores e a direção do banco e o governo do Estado têm responsabilidade direta por essa situação”, afirma.
As denúncias do Sindicato foram protocoladas em documento entregue à direção do banco na terça, dia 12. Na sexta-feira, dia 15, acontece negociação com o banco e o assédio moral será um dos principais temas discutidos pelos trabalhadores. “Os bancários querem, sobretudo, serem tratados com respeito e dignidade por parte dos gestores”, acrescenta Raquel.
Leia mais> Negociação específica da Nossa Caixa é nesta sexta
Carlos Fernandes
Sindicato dos Bancários
12/02/2008

fevereiro 9, 2008

Estatísticas de crimes em São Paulo: Bancários também questionam números otimistas de São Paulo. Aliás, CPI das Estatísticas é uma das 69 arquivadas!!

Governo diz que número de assalto a bancos caiu 35%
Há motivos, no entanto, para suspeitar dos dados divulgados pelo governo estadual
São Paulo - A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do governo do Estado divulgou na quinta-feira, dia 31 de janeiro, que o número de roubo a bancos na capital paulista em 2007 foi de 176, 41,53% menor do que os 351 de 2006. Há motivos de sobra, porém, para desconfiar da estatística.Em 2007, na ocasião da divulgação do balanço do ano anterior, a Secretaria de Segurança Pública passou um número menor do que foi registrado pela polícia civil no primeiro trimestre de 2006, conforme matéria publicada em O Estado de S. Paulo à época. Os dados oficiais apontavam 29 assaltos, mas nos distritos policiais havia o registro de 76 crimes. A diferença é de 262%.
Depois de pressionada, a mesma SSP, através de seu titular, Ronaldo Mazagão, admitiu que o balanço não só de 2006 mas também dos anos anteriores poderiam estar errados, sempre com números abaixo do que seria a realidade. “O equívoco, se confirmado, foi cometido na fonte, de quem mandou a informação”, disse na ocasião, de acordo com a Folha de S.Paulo. Uma revisão até 2004 foi requisitada.
“O que entendemos é que não há um registro distorcido das ocorrências, pois assaltos a clientes dentro dos bancos, ação recorrente no dia-a-dia, por exemplo, não são computadas como assalto a banco. O mesmo ocorre quando a uma tentativa frustrada”, diz Daniel Reis, diretor do Sindicato. “Não concordamos com isso, pois o bancários e o cliente fica exposto à mesma violência independentemente de como o governo a classifica.”
Indeterminada - As distorções ocorrem não apenas com assalto a bancos. Segundo reportagem publicada na edição de domingo da mesma Folha, muitos casos de homicídio são lançados no sistema como crime de “intenção indeterminada”. Pesquisadores afirmam ser aceitável essa classificação para no máximo 5% dos casos das chamadas mortes por causa externa. Em São Paulo, em 2007, este índice, sempre de acordo com o jornal, foi de 17,25%, número 345% maior.
Outro índice que têm critérios discutíveis é sobre sequestros relâmpagos. De acordo com matéria de sexta, dia 1, o crime é classificado pela SSP como roubo qualificado. Em outras palavras, para o governo, não existe seqüestro relâmpago na cidade.
“O que chama a atenção é que os critérios sempre diminuem os índice, nunca elevam. No caso do sequestro relâmpago é pior ainda, pois simplesmente não há dados sobre o crime, constantemente praticado por toda a cidade”, acrescenta Daniel.
“Diante de tanta nebulosidade, prefirimos ficar com a realidade do cotidiano, onde números frios não aparecem: cada vez mais sentimos e ouvimos casos de violência contra bancários e clientes. Por isso, apesar das estatatísticas, seguiremos lutando por segurança real na rotina das agêncas.”
Sindicato do Bancários
André Rossi – 07/02/2008

dezembro 8, 2007

Editora Abril coloca o Inferno entre as "Melhores Empresas para se Trabalhar". Bancários contestam premiações dadas a bancos.

São Paulo - Surpresa. Foi esta a sensação dos bancários do Bradesco, do Unibanco e do Real quando ficaram sabendo que seus bancos haviam sido incluídos em uma lista com as melhores empresas do Brasil para se trabalhar. Todo ano, a Editora Abril realiza uma pesquisa com critérios próprios e muito particulares e aponta as teoricamente 150 melhores empresas do Brasil no quesito satisfação dos funcionários. “Alguma coisa deve estar errada aí. A nossa experiência dentro das agências e concentrações mostra uma realidade bem diferente e muita insatisfação”, diz o diretor do Sindicato e funcionário do Unibanco Carlos Damarindo, o Carlão. Uma leitura cuidadosa da revista revela uma visão distorcida da realidade. Os textos de apresentação e aqueles que explicam os critérios da pesquisa deixam claro que os responsáveis pela publicação não consideram um problema o assédio moral e a pressão por metas. “Pelo contrário. Eles valorizam a competição e a guerra entre colegas de banco para crescer dentro da empresa a qualquer custo. Definir metas absurdas de vendas, para este pessoal que faz essa revista, é dar chances de crescimento profissional. É uma maneira muito estranha de se pensar um local saudável para se trabalhar”, avalia Érica Simões, diretora do Sindicato e funcionária do Bradesco.
Unibanco - Carlão lembra que, em 2007, o Unibanco gerou revolta geral ao reduzir os programas de remuneração, descontando a RR da PLR, além de aplicar políticas que fizeram crescer a pressão por metas. Entre as muitas outras questões que geraram reclamações dos bancários, Carlão lembra as mudanças de escala de última hora no Call Center, os problemas sérios de saúde enfrentados por funcionários do Centro Administrativo Unibanco (CAU) por conta de água contaminada nos bebedouros e as péssimas condições de trabalho dos cerca de 500 funcionários no prédio da São João, com vazamentos, mobiliário inadequado e escalas de trabalho confusas.
Bradesco - “Será que a pesquisa considerou a violência a que estão expostos os bancários do Bradesco? O banco insiste em manter agências sem porta de segurança e os assaltos são quase diários. Neste ano, um vigilante sem colete a prova de balas morreu dentro de uma agência”, lembra a dirigente. Ela destaca ainda como exemplos negativos a pressão e a cobrança abusiva por metas, a falta de um plano de carreira claro e que crie uma perspectiva de ascensão para os bancários.
No quesito saúde, a dirigente do Bradesco lembra a falta de ambulatório no atendimento na Cidade de Deus, que é reivindicada há anos pelo Sindicato. “Se a gente começa a citar tudo, a lista não vai ter fim: demissão de funcionários prestes a se aposentar, ratos e pulgas no Telebanco, assédio moral constante, sobrecarga de trabalho, falta de auxílio educação, é muita coisa.”Na questão do auxílio-educação, por exemplo, Érica destaca que o Bradesco é uma dos poucos bancos a negar o benefício, apesar de exigir que seus funcionários cursem a faculdade. Real - Já o Real, vendido recentemente para um consórcio do qual faz parte do Santander, está há quase dois anos com uma pauta de reivindicações dos bancários sem dar resposta. “Entre elas está a grave situação de funcionários que exercem a mesma função e ganham salários diferentes, algo muito comum dentro do banco e que gera muito mal estar. Exigimos também a isonomia de direitos entre todos, mas o banco foge dessa discussão”, destaca o diretor do Sindicato e funcionário do banco Marcelo Gonçalves. Ele lembra ainda que os empregados sofrem com a falta de contratações. “Desde o projeto Conexão Real, quando os funcionários se desdobraram para conquistar novos clientes, estamos com uma grave defasagem de pessoal”, lembra.
Danilo Pretti Di Giorgi
Sindicato dos Bancários
06/12/2007

novembro 8, 2007

Presentão para o Estado de São Paulo: tucanalha paga para "investidores" bucaneiros receberem nossas estatais. Até as fundações da casa são entregues.

Trabalhadores denunciam risco de venda de estatais paulistas
População recebe caixinhas de presentes para simbolizar o desmonte a que as empresas estaduais estão sendo submetidas
São Paulo - Trabalhadores distribuíram caixinhas de presentes em alusão a tudo que vem sendo retirado da Nossa Caixa. O ato realizado em frente à agência matriz do banco, na Rua 15 de Novembro, nesta quinta-feira, dia 8 de novembro, faz parte das manifestações que estão sendo realizadas pelas entidades de funcionários de empresas estatais paulistas contra a possível venda das empresas estaduais.
O governo de São Paulo já escolheu o Citibank e o Banco Fator para calcular o valor de 18 estatais paulistas e gerenciar a possível venda das empresas. O processo está suspenso, por meio de liminar.
“Enquanto não conseguirmos deixar bem claro para a população que o patrimônio público estadual está em risco, não vamos nos silenciar. Essas empresas têm uma função social necessária para o desenvolvimento do Estado”, disse Antonio Sabóia Junior, funcionário da Nossa Caixa e diretor do Sindicato. “Quem utilizou os serviços da Telesp e da Eletropaulo, sabe o quanto perdeu com as privatizações, no bolso e na qualidade dos serviços. O governador Serra não pode manter suas intenções escondidas. Ele tem obrigações com a população”, acrescentou.
Também participaram do ato representantes do Sinergia, de trabalhadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), dos Metroviários, dos Eletricitários entre outras entidades.
No dia 22 de novembro, os trabalhadores de estatais que são alvos de possível privatização do governo paulista lançam campanha em defesa das empresas do estado.
Histórico - Em 31 de agosto de 2007, o governador José Serra enviou à Assembléia Legislativa um Projeto de Lei autorizando a transferência de 70% dos depósitos judiciais e administrativos existentes na Nossa Caixa para a conta única do Tesouro Estadual.
O projeto do governador foi enviado à Alesp em caráter de urgência. Serra quer alterar a destinação dos depósitos judiciais em que o Estado é parte da ação e transferir para o caixa único do Tesouro.
A Nossa Caixa tem um acordo de exclusividade de 15 anos (desde outubro de 2002) com o TJ-SP pelo qual os depósitos judiciais na esfera da Justiça Estadual devem ser feitos no banco.
Em março de 2007, o governo do Estado de São Paulo sacou R$ 2,1 bilhões, que representa 80% do patrimônio do banco, em troca da manutenção das contas da folha de pagamento do funcionalismo por cinco anos.
Em 2001, foi aprovada na Assembléia Legislativa a venda de 48% das ações e de sete subsidiárias da Nossa Caixa. 28% das ações já foram vendidas. É quase certa a venda do restante, até completar o total de 48%. Apesar dessa operação ainda não tirar o controle do Estado sobre o banco, como o governo de José Serra tem maioria na Assembléia, os bancários não descartam a triste possibilidade de haver mudança de regras para permitir a venda total da instituição financeira pública.
Elisângela Cordeiro
Sindicato dos Bancários
08/11/2007

novembro 7, 2007

Bancários: Sindicato diz não ao pedágio no Rodoanel

Dirigente diz ainda que trecho sul da via oferece riscos à qualidade da água da cidade
São Paulo - Mario Covas, quando ainda era governador de São Paulo, garantiu que não haveria cobrança de pedágio no Rodoanel que hoje leva seu nome. Ele defendia que, por se tratar de uma via de ligação entre rodovias já pedagiadas e por ter como objetivo ajudar a economia de todo país, seu uso não poderia ser tarifado.
Mas seu sucessor e também tucano José Serra parece discordar de sua opinião. O atual governador do Estado já autorizou a divulgação de edital para implantação de 16 praças de pedágio no trecho de 32 quilômetros da via, ou uma praça a cada 2 quilômetros. Serão 15 vias de acesso a R$ 2,20 e um pedágio de barreira, que custará R$ 4,40. Caminhões pagariam valor ainda maior. “O Sindicato se uniu ao Movimento Rodoanel Livre, que reúne lideranças comunitárias, políticas, sindicais e empresariais, contra este abuso”, destaca o diretor do Sindicato Valdir Fernandes, o Tafarel. “Com essa cobrança, além de ir contra a promessa do Covas, os motoristas voltarão para as marginais e para as cidades no entorno, prejudicando o trânsito”. Entre as cidades prejudicadas ele cita Osasco, Carapicuíba, Embu das Artes, Taboão da Serra e Cotia, além de São Paulo.
“Os tucanos já cuidaram de pedagiar com tarifas abusivas praticamente todas as rodovias que saem de São Paulo. É uma arbitrariedade cobrar para usar a via que dará acesso a estas rodovias, isso é bi-tributação”, diz, lembrando que o custo por quilometro rodado no Rodoanel será de R$ 0,50, contra R$ 0,02 dos leiloes recentemente realizados para estradas federais.
Meio ambiente – Tafarel lembra também que a população está de olho na conclusão do trecho sul da via de ligação e de seus impactos no meio ambiente. “O governo prometeu parques lineares de 1.200 hectares no entorno do Rodoanel e afirmou que não fará alças de acesso na Zona Sul, para evitar a especulação imobiliária na região, colocando em risco os mananciais das represas paulistanas. Vamos cobrar o cumprimento destas promessas”, disse.
Danilo Pretti Di Giorgi
Sindicato dos Bancários
06/11/2007

novembro 5, 2007

Tome ferro: Justiça concede liminar contra processo de privatização de Serra

Liminar na ação popular movida pela bancada do PT susta processo de licitação das estatais
São Paulo -
Os trabalhadores das estatais ameaçadas de privatização pelo governo Serra conquistaram a aprovação de uma liminar na Justiça. O processo de licitação, aberto pelo governo estadual, irá calcular o valor das principais empresas públicas paulistas e gerenciar o processo de privatização das estatais. Por enquanto, as assinaturas de contrato do processo de licitação estão suspensas.
> Citibank vai comandar privatizações de Serra
A Justiça deferiu a liminar na ação popular, movida pela bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembléia Legislativa com o objetivo de sustar o processo licitatório.
> Entenda o que o governador José Serra pretende
A luta dos empregados de diversas categorias, das estatais envolvidas no processo, continua. Uma série de manifestações em defesa do emprego e do patrimônio público estadual continuam sendo realizadas no Estado para interferir nas decisões do governo tucano em abocanhar as estatais e privatizar o último banco público do Estado, a Nossa Caixa.”Com a liminar concedida conseguimos avançar um passo e ganhar tempo. O plano do Serra e sua intenção de usar o patrimônio público do estado como ferramenta de seus interesses pessoais deve ser levado à sociedade e aos trabalhadores das empresas estatais envolvidas no processo”, diz a diretora do Sindicato e funcionária da Nossa Caixa, Raquel Kacelnikas.
Próximos atos - Nesta terça-feira, dia 6, às 12h, uma manifestação acontecerá no Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), na Universidade de São Paulo (USP), contra as privatizações. No dia 8, ao lado de funcionários de outras estatais ameaçadas, o protesto acontece na Nossa Caixa da Rua 15 de Novembro, Centro, das 11h às 13h. Um outro ato conjunto contra a privatização será realizado no dia 22.
Leia mais
> Mais um protesto contra as privatizações de Serra
> Ato mostra prejuízos que as privatizações trazem à sociedade
Gisele Coutinho
Sindicato dos Bancários
05/11/2007

outubro 25, 2007

Serra continua a planejar doação da Nossa Caixa. Ou melhor, pagar para quem levar. Nas mãos do PSDB é mais barato!!!

Ato mostra prejuízos que as privatizações trazem à sociedade
Sindicato dos bancários, ao lado de representantes de outras estatais, foram novamente às ruas em defesa do patrimônio público paulista

São Paulo – É apenas o início de uma luta e os trabalhadores das estatais paulistas já mostram união e toda a sua disposição para defender o patrimônio público de São Paulo. Na manhã desta quinta-feira, dia 25, o Sindicato dos bancários e representantes de diversas empresas fizeram uma manifestação no centro da cidade.
Na esquina das ruas Boa Vista e 3 de Dezembro, local de grande concentração de sedes administrativas de estatais, debaixo de chuva, os trabalhadores divulgaram as reais intenções do governador José Serra, de privatizar nada menos do que 18 empresas.
> Entenda o que Serra pretende
“Temos que mostrar para os funcionários das estatais e para a população o que a grande imprensa esconde: o Serra quer dilapidar o patrimônio público para alavancar os seus interesses pessoais”, diz a funcionária da Nossa Caixa e diretora do Sindicato, Raquel Kaselnikas.
Exemplo - Além do diálogo, os manifestantes fizeram uma performance mostrando o risco de se substituir os atuais funcionários das estatais por pessoal não capacitado, o que irá acontecer em caso de privatização. “É só ver a imagem de péssima prestadora de serviços que a Telefônica tem hoje em São Paulo”, acrescenta Raquel.
Estiveram presentes, além de membros do Sindicato, como a secretária-geral Juvandia Moreira, da Fetec; representantes dos metroviários, eletrecitários, representantes dos trabalhadores da Sabesp, Cetesb, do IPT e da Cesp além do Sinergia, Fenametro e de centrais sindicais, como a CUT.
Leia mais
> Secretário não responde sobre privatização da Nossa Caixa
> Ato contra a privatização da Nossa Caixa
> Citi vai comandar as privatizações de Serra
> Serra nega, Sindicato não acredita e luta
André Rossi
Sindicato dos Bancários – 25/10/2007

outubro 19, 2007

Avaliação dos ativos pertencentes ao Estado de São Paulo, para posterior doação à iniciativa privada, será feita pelo Citibank

Citi vai comandar privatizações de Serra
Instituição financeira vai preparar para a venda estatais de peso, como Nossa Caixa, Cesp e Sabesp
São Paulo - O Citibank foi o banco escolhido para assessorar o governo do Estado de São Paulo no processo de privatização das estatais paulistas. Foram abertos ontem os envelopes de três concorrentes contendo as propostas de comissão para avaliar o valor de diversas empresas do governo englobadas no chamado serviço B, que inclui a Nossa Caixa, a companhia elétrica Cesp e a empresa de saneamento Sabesp, e prepará-las para serem privatizadas. O Citibank venceu por ter oferecido a menor delas, de 0,08% do valor arrecadado com a eventual venda de participações minoritárias ou controle acionário das companhias.
O Banco Fator já havia vencido a concorrência para o serviço A, que envolve 18 estatais. O Sindicato, aliado a diversas entidades representantes dos trabalhadores ameaçados pelo planos, realizou protestos contra a nova onda de privatização tucana que se avizinha.
> Planos de Serra colocam Nossa Caixa em perigo
> Ato contra privatizações de Serra
O governador tentou negar a sua intenção, alegando que tenta apenas levantar o valor das empresas e ironizando os pretestos. “Sabemos o histórico tucano e que o governador busca freneticamente recursos para colocar em prática seus objetivos políticos e sabemos também que o governador tem maioria na Assembléia Legislativa, podendo, a seu gosto, mudar qualquer lei restritiva a seus planos privatistas. Por isso vamos nos manter em guarda para proteger o patrimônio público de suas garras”, diz a diretora do Sindicato e funcionária da Nossa Caixa Raquel Kacelnikas.
> Serra ironiza protesto contra privatização
Segundo matéria do jornal Valor Econômico publicada nesta quinta, 18, é dada como certa a venda integral da Cesp, e que também estariam nos planos ofertas públicas de ações da Nossa Caixa e da Sabesp. Segundo o jornal, o governo não quer dar publicidade aos planos de venda das estatais por razões políticas, para evitar críticas de adversários em relação às privatizações.
Danilo Pretti Di Giorgi
Sindicato dos Bancários
18/10/2007
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