ENCALHE

setembro 15, 2008

Embaixada dos EUA envolvida em crime tríplice

VIA POLÍTICA
Por Víctor Ego Ducrot
Tradução de Omar L. de Barros Filho
A missão diplomática de Washington em Buenos Aires pode ter participado nos homicídios que, há semanas, chamam a atenção dos argentinos. Além disso, revelam suas conexões com o terrorismo. A Embaixada dos Estados Unidos na Argentina aparece envolvida em tríplice crime cometido há algo mais de duas semanas na província de Buenos Aires, fato que ocupa as primeiras páginas da imprensa escrita e os principais espaços dos noticiários televisivos. Assim se depreende de uma investigação publicada no último domingo pelo diário Crítica de la Argentina, na qual são revelados os contatos telefônicos do guarda-costas de uma das três vítimas, acusado de ser colaborador da polícia anti-narcóticos dos Estados Unidos (DEA). Em meados do mês passado, o jovem empresário Sebastián Forza e dois amigos apareceram crivados de balas em General Rodríguez, uma localidade da província de Buenos Aires, próxima a esta capital. As investigações judiciais e policiais indicam que se tratou de um tríplice homicídio vinculado ao narcotráfico, no qual aparecem comprometidos traficantes locais, colombianos e mexicanos; funcionários municipais de General Rodríguez e efetivos da polícia provincial portenha, segundo afirmou o jornal Crítica de la Argentina. “Durante seus últimos meses de vida Sebastián Forza foi informante da DEA na Argentina. A agência de drogas dos Estados Unidos recrutara-o através de Julio César Pose, seu guarda-costas. Pose, na realidade, é um informante dos norte-americanos que também trabalhou para a SIDE (serviços de inteligência argentinos) e, como Forza, foi doador da campanha presidencial de Cristina Fernández de Kirchner. Pose, conhecido como “Gitano”, esteve preso pelo tráfico de 80 quilos de cocaína em 2004”, sustenta Crítica de la Argentina. O mesmo jornal continua: “Nesse processo, a cargo do juiz federal Claudio Bonadío, confirmou-se seu vínculo com a DEA. Foi libertado. Em 14 de agosto último, no dia seguinte em que apareceram os corpos dos três fuzilados, Pose comunicou-se com a Embaixada dos Estados Unidos. Em uma escuta que figura no expediente do tríplice crime, um funcionário norte-americano disse a ele: ‘Fora da Argentina você pode receber o crédito’. Pose responde: ‘Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor”. Há 12 dias pedira autorização a Bonadío para sair do país”. A confirmar-se a veracidade das afirmações desse jornal, um escândalo diplomático entre a Argentina e os Estados Unidos seria inevitável. O Ministério das Relações Exteriores local deveria dirigir-se de forma imediata à Embaixada estadounidense nesta capital, para que a mesma dê as explicações que o direito internacional impõe.
“Consultada por Crítica de la Argentina sobre o vínculo de Pose com a DEA, a secretaria de imprensa da Embaixada norte-americana desviou a consulta para dois membros da agência de drogas: em nenhum dos dois números dos Estados Unidos responderam aos chamados”, acrescentou a investigação publicada pelo matutino local, disponível para consultas em seu sítio eletrônico.
A seguir, a Agencia Prensa Mercosur reproduz parágrafos de destaque nesse artigo:
“Sua pressa por viajar (a de Pose) ficou registrada em uma conversa que teve com um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos. Através de duas fontes que leram essas escutas, Crítica reconstruiu o diálogo. Foi no dia seguinte à descoberta dos corpos. Ele chamou. ‘Falam de como andava a coisa. O outro diz que o dia esteve agitado, pelo fato de encontrarem os cadáveres. Depois, avisa que deve se cuidar. Após, falam em códigos que não se compreendem. Até que Pose o pressiona porque está apurado pelo dinheiro’, reconstrói o investigador. – Hoje vou ao Tribunal. Porque também minha vida corre perigo – diz Pose ao funcionário da Embaixada. – Isso já vai sair – tranqüiliza quem parece ser seu chefe.
E, na trama mais inquietante, o norte-americano sugere: – Fora da Argentina você pode receber o crédito. Pose negocia. – Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor.” O mesmo veículo informa sobre as relações de Pose com o selvagem atentado terrorista cometido há mais de 10 anos contra a sede da Associação Judaica em Buenos Aires (AMIA), fato no qual, sem dúvida, aparece envolvido o governo do ex-presidente Carlos Menem e tem repercussões internacionais de primeira magnitude.
“A relação de Pose com a SIDE, embora tenha sido desmentida, apresenta um antecedente certo. Durante a investigação do atentado contra a AMIA, um dos implicados descobriu que, antes do primeiro pagamento de 200 mil pesos a Telleldín, houve uma chamada telefônica para um celular que estava em nome de Julio César Pose. Pose declarou nessa causa, e é acusado nas atas do processo como “quem com o suposto nome de Gitano desempenhava uma função na Secretaria de Inteligência e tinha Alejandro Brousson como chefe direto”, sublinhou Crítica de la Argentina. Outro tema que a diplomacia estadounidense deveria esclarecer, não só para a Chancelaria [da Argentina], mas, sim, diante da Justiça deste país: suas relações oficiais com terroristas. Texto original divulgado em 7/09/2008
Fonte: Agencia Periodística del Mercosur
URL: http://www.prensamercosur.com.ar:80/…
O autor, Víctor Ego Ducrot, jornalista e escritor argentino, é o autor de Bush & Ben Laden S.A. – La primera guerra global de las corporaciones financieras.
Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala – a rede de tradutores pela diversidade lingüística.





Embaixada dos EUA envolvida em crime tríplice

VIA POLÍTICA
Por Víctor Ego Ducrot
Tradução de Omar L. de Barros Filho
A missão diplomática de Washington em Buenos Aires pode ter participado nos homicídios que, há semanas, chamam a atenção dos argentinos. Além disso, revelam suas conexões com o terrorismo. A Embaixada dos Estados Unidos na Argentina aparece envolvida em tríplice crime cometido há algo mais de duas semanas na província de Buenos Aires, fato que ocupa as primeiras páginas da imprensa escrita e os principais espaços dos noticiários televisivos. Assim se depreende de uma investigação publicada no último domingo pelo diário Crítica de la Argentina, na qual são revelados os contatos telefônicos do guarda-costas de uma das três vítimas, acusado de ser colaborador da polícia anti-narcóticos dos Estados Unidos (DEA). Em meados do mês passado, o jovem empresário Sebastián Forza e dois amigos apareceram crivados de balas em General Rodríguez, uma localidade da província de Buenos Aires, próxima a esta capital. As investigações judiciais e policiais indicam que se tratou de um tríplice homicídio vinculado ao narcotráfico, no qual aparecem comprometidos traficantes locais, colombianos e mexicanos; funcionários municipais de General Rodríguez e efetivos da polícia provincial portenha, segundo afirmou o jornal Crítica de la Argentina. “Durante seus últimos meses de vida Sebastián Forza foi informante da DEA na Argentina. A agência de drogas dos Estados Unidos recrutara-o através de Julio César Pose, seu guarda-costas. Pose, na realidade, é um informante dos norte-americanos que também trabalhou para a SIDE (serviços de inteligência argentinos) e, como Forza, foi doador da campanha presidencial de Cristina Fernández de Kirchner. Pose, conhecido como “Gitano”, esteve preso pelo tráfico de 80 quilos de cocaína em 2004”, sustenta Crítica de la Argentina. O mesmo jornal continua: “Nesse processo, a cargo do juiz federal Claudio Bonadío, confirmou-se seu vínculo com a DEA. Foi libertado. Em 14 de agosto último, no dia seguinte em que apareceram os corpos dos três fuzilados, Pose comunicou-se com a Embaixada dos Estados Unidos. Em uma escuta que figura no expediente do tríplice crime, um funcionário norte-americano disse a ele: ‘Fora da Argentina você pode receber o crédito’. Pose responde: ‘Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor”. Há 12 dias pedira autorização a Bonadío para sair do país”. A confirmar-se a veracidade das afirmações desse jornal, um escândalo diplomático entre a Argentina e os Estados Unidos seria inevitável. O Ministério das Relações Exteriores local deveria dirigir-se de forma imediata à Embaixada estadounidense nesta capital, para que a mesma dê as explicações que o direito internacional impõe.
“Consultada por Crítica de la Argentina sobre o vínculo de Pose com a DEA, a secretaria de imprensa da Embaixada norte-americana desviou a consulta para dois membros da agência de drogas: em nenhum dos dois números dos Estados Unidos responderam aos chamados”, acrescentou a investigação publicada pelo matutino local, disponível para consultas em seu sítio eletrônico.
A seguir, a Agencia Prensa Mercosur reproduz parágrafos de destaque nesse artigo:
“Sua pressa por viajar (a de Pose) ficou registrada em uma conversa que teve com um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos. Através de duas fontes que leram essas escutas, Crítica reconstruiu o diálogo. Foi no dia seguinte à descoberta dos corpos. Ele chamou. ‘Falam de como andava a coisa. O outro diz que o dia esteve agitado, pelo fato de encontrarem os cadáveres. Depois, avisa que deve se cuidar. Após, falam em códigos que não se compreendem. Até que Pose o pressiona porque está apurado pelo dinheiro’, reconstrói o investigador. – Hoje vou ao Tribunal. Porque também minha vida corre perigo – diz Pose ao funcionário da Embaixada. – Isso já vai sair – tranqüiliza quem parece ser seu chefe.
E, na trama mais inquietante, o norte-americano sugere: – Fora da Argentina você pode receber o crédito. Pose negocia. – Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor.” O mesmo veículo informa sobre as relações de Pose com o selvagem atentado terrorista cometido há mais de 10 anos contra a sede da Associação Judaica em Buenos Aires (AMIA), fato no qual, sem dúvida, aparece envolvido o governo do ex-presidente Carlos Menem e tem repercussões internacionais de primeira magnitude.
“A relação de Pose com a SIDE, embora tenha sido desmentida, apresenta um antecedente certo. Durante a investigação do atentado contra a AMIA, um dos implicados descobriu que, antes do primeiro pagamento de 200 mil pesos a Telleldín, houve uma chamada telefônica para um celular que estava em nome de Julio César Pose. Pose declarou nessa causa, e é acusado nas atas do processo como “quem com o suposto nome de Gitano desempenhava uma função na Secretaria de Inteligência e tinha Alejandro Brousson como chefe direto”, sublinhou Crítica de la Argentina. Outro tema que a diplomacia estadounidense deveria esclarecer, não só para a Chancelaria [da Argentina], mas, sim, diante da Justiça deste país: suas relações oficiais com terroristas. Texto original divulgado em 7/09/2008
Fonte: Agencia Periodística del Mercosur
URL: http://www.prensamercosur.com.ar:80/…
O autor, Víctor Ego Ducrot, jornalista e escritor argentino, é o autor de Bush & Ben Laden S.A. – La primera guerra global de las corporaciones financieras.
Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala – a rede de tradutores pela diversidade lingüística.





Embaixada dos EUA envolvida em crime tríplice

VIA POLÍTICA
Por Víctor Ego Ducrot
Tradução de Omar L. de Barros Filho
A missão diplomática de Washington em Buenos Aires pode ter participado nos homicídios que, há semanas, chamam a atenção dos argentinos. Além disso, revelam suas conexões com o terrorismo. A Embaixada dos Estados Unidos na Argentina aparece envolvida em tríplice crime cometido há algo mais de duas semanas na província de Buenos Aires, fato que ocupa as primeiras páginas da imprensa escrita e os principais espaços dos noticiários televisivos. Assim se depreende de uma investigação publicada no último domingo pelo diário Crítica de la Argentina, na qual são revelados os contatos telefônicos do guarda-costas de uma das três vítimas, acusado de ser colaborador da polícia anti-narcóticos dos Estados Unidos (DEA). Em meados do mês passado, o jovem empresário Sebastián Forza e dois amigos apareceram crivados de balas em General Rodríguez, uma localidade da província de Buenos Aires, próxima a esta capital. As investigações judiciais e policiais indicam que se tratou de um tríplice homicídio vinculado ao narcotráfico, no qual aparecem comprometidos traficantes locais, colombianos e mexicanos; funcionários municipais de General Rodríguez e efetivos da polícia provincial portenha, segundo afirmou o jornal Crítica de la Argentina. “Durante seus últimos meses de vida Sebastián Forza foi informante da DEA na Argentina. A agência de drogas dos Estados Unidos recrutara-o através de Julio César Pose, seu guarda-costas. Pose, na realidade, é um informante dos norte-americanos que também trabalhou para a SIDE (serviços de inteligência argentinos) e, como Forza, foi doador da campanha presidencial de Cristina Fernández de Kirchner. Pose, conhecido como “Gitano”, esteve preso pelo tráfico de 80 quilos de cocaína em 2004”, sustenta Crítica de la Argentina. O mesmo jornal continua: “Nesse processo, a cargo do juiz federal Claudio Bonadío, confirmou-se seu vínculo com a DEA. Foi libertado. Em 14 de agosto último, no dia seguinte em que apareceram os corpos dos três fuzilados, Pose comunicou-se com a Embaixada dos Estados Unidos. Em uma escuta que figura no expediente do tríplice crime, um funcionário norte-americano disse a ele: ‘Fora da Argentina você pode receber o crédito’. Pose responde: ‘Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor”. Há 12 dias pedira autorização a Bonadío para sair do país”. A confirmar-se a veracidade das afirmações desse jornal, um escândalo diplomático entre a Argentina e os Estados Unidos seria inevitável. O Ministério das Relações Exteriores local deveria dirigir-se de forma imediata à Embaixada estadounidense nesta capital, para que a mesma dê as explicações que o direito internacional impõe.
“Consultada por Crítica de la Argentina sobre o vínculo de Pose com a DEA, a secretaria de imprensa da Embaixada norte-americana desviou a consulta para dois membros da agência de drogas: em nenhum dos dois números dos Estados Unidos responderam aos chamados”, acrescentou a investigação publicada pelo matutino local, disponível para consultas em seu sítio eletrônico.
A seguir, a Agencia Prensa Mercosur reproduz parágrafos de destaque nesse artigo:
“Sua pressa por viajar (a de Pose) ficou registrada em uma conversa que teve com um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos. Através de duas fontes que leram essas escutas, Crítica reconstruiu o diálogo. Foi no dia seguinte à descoberta dos corpos. Ele chamou. ‘Falam de como andava a coisa. O outro diz que o dia esteve agitado, pelo fato de encontrarem os cadáveres. Depois, avisa que deve se cuidar. Após, falam em códigos que não se compreendem. Até que Pose o pressiona porque está apurado pelo dinheiro’, reconstrói o investigador. – Hoje vou ao Tribunal. Porque também minha vida corre perigo – diz Pose ao funcionário da Embaixada. – Isso já vai sair – tranqüiliza quem parece ser seu chefe.
E, na trama mais inquietante, o norte-americano sugere: – Fora da Argentina você pode receber o crédito. Pose negocia. – Ok, necessito o crédito e uma residência em Miami, por favor.” O mesmo veículo informa sobre as relações de Pose com o selvagem atentado terrorista cometido há mais de 10 anos contra a sede da Associação Judaica em Buenos Aires (AMIA), fato no qual, sem dúvida, aparece envolvido o governo do ex-presidente Carlos Menem e tem repercussões internacionais de primeira magnitude.
“A relação de Pose com a SIDE, embora tenha sido desmentida, apresenta um antecedente certo. Durante a investigação do atentado contra a AMIA, um dos implicados descobriu que, antes do primeiro pagamento de 200 mil pesos a Telleldín, houve uma chamada telefônica para um celular que estava em nome de Julio César Pose. Pose declarou nessa causa, e é acusado nas atas do processo como “quem com o suposto nome de Gitano desempenhava uma função na Secretaria de Inteligência e tinha Alejandro Brousson como chefe direto”, sublinhou Crítica de la Argentina. Outro tema que a diplomacia estadounidense deveria esclarecer, não só para a Chancelaria [da Argentina], mas, sim, diante da Justiça deste país: suas relações oficiais com terroristas. Texto original divulgado em 7/09/2008
Fonte: Agencia Periodística del Mercosur
URL: http://www.prensamercosur.com.ar:80/…
O autor, Víctor Ego Ducrot, jornalista e escritor argentino, é o autor de Bush & Ben Laden S.A. – La primera guerra global de las corporaciones financieras.
Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala – a rede de tradutores pela diversidade lingüística.





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