ENCALHE

abril 14, 2008

CPI das ONGs investiga autoridades federais ligadas à ONGs. Em nível estadual, irmã de Aécio Neves preside uma ONG. Só prá constar.

Essa aqui é do Estadão. “Fez a lição de casa”, e praticamente vincula o funcionamento e existência de ONGs no Brasil à existência do PT. Como se a tucanalha não fosse famosa por entregar tudo quanto é entidade estatal à administração ongueira.
CPI das ONGs investiga mais de 100 autoridades
A CPI das ONGs identificou pelo menos uma centena de nomes de pessoas que trabalham no governo e são ou foram notórios dirigentes de organizações não-governamentais – o que facilita a coleta de dinheiro público para instituições que, na prática, funcionam como órgãos paraestatais financiados com dinheiro dos impostos dos contribuintes. O cruzamento de informações foi feito em cima de uma lista com cerca de 700 funcionários do Legislativo e do Executivo e, segundo o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), “levantou claros indícios dessa dupla militância ou proximidade político-administrativa”.
Como a base aliada boicota a CPI e a lista de “servidores ongueiros” mexe com pessoas que trabalham em gabinetes de parlamentares da situação e da oposição, Colombo avalia que a investigação “pode não ir além dos indícios fortes coletados”. O presidente da CPI não tem dúvida, porém, de que essa centena de dirigentes é um número “conservador”. “O que precisávamos, agora, era chegar às contas financeiras específicas das organizações não-governamentais e à composição real do comando administrativo dessas instituições. A maioria do plenário da comissão não tem essa disposição”, avalia o senador.
Enquanto a CPI vive esse impasse, o jornal O Estado de S. Paulo pesquisou e chegou a um caso exemplar do trânsito entre o público e o privado. É o caso de Humberto Oliveira, que hoje está à frente da Secretaria de Desenvolvimento Territorial, dirigente histórico da Associação de Orientação às Cooperativas do Nordeste (Assocene), entidade que ele comandou por dez anos, entre 1992 e 2002. Oliveira ocupa um posto-chave do governo federal, a secretaria do programa Territórios da Cidadania, lançado dois meses atrás com o objetivo de levar ações de apoio social e infra-estrutura aos grotões do País. Investimento previsto para 2008: R$ 11,3 bilhões. [ NOTA: olha o erro de digitação. BIlhões? ]
Com 34 anos de existência, a Assocene é uma velha conhecida dos governos e capta uma fartura de dinheiro nos cofres públicos. Na era Lula já recebeu R$ 3,7 milhões, segundo dados disponíveis no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e confirmados pelo próprio secretário. Desse total, pelo menos R$ 2,3 milhões saíram da secretaria sob comando de Oliveira. O secretário nega ter intercedido em favor da ONG, mas confirma os números. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo
E, no Domingão, na página D13 – Caderno Cultura, Sonia Racy – na coluna “Responsabilidade Social”, a boa informação, para nossos apontamentos – apenas isso, por enquanto – , e que reproduzo aqui:
- A ONG Servas [ OBS: grifos do original; OBS 2: Puta nome. "SERVAS" ], presidida por Andréa Neves, irmã do governador Aécio Neves, está lançando a terceira edição do Valores de Minas. O programa selecionou 525 jovens para as oficinas de teatro, dança, circo, música e ártes plásticas.
Bom, eu não sei se, isso é algo que cause preocupação ou represente algum perigo a Aécio mas, mesmo que nada conste contra essa ONG, nada impede-nos de fazer exercícios de futurologia. Vai que, por exemplo, um dia ele tenha que disputar a indicação do PSDB à presidência, contra Serra. Já pensaram, um dia aparece um dossiê, ou alguma mala de dinheiro na sede dessa ONG? Do nada, assim? E já com a Globo na porta, na hora em que a polícia estiver chegando. Sei lá.

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