ENCALHE

março 20, 2008

Cartões corporativos: Ministro do CGU condena precipitação da imprensa e denúncias improcedentes referem-se a 65% dos casos noticiados!!

CGU rebate denúncias sobre uso de cartões
Apenas 4% das denúncias noticiadas pela imprensa sobre irregularidades no uso de cartões corporativos são consideradas procedentes pela Controladoria Geral da União ( CGU ). Dos 102 casos veiculados pelos jornais, 65% são tidos como improcedentes; 26% estão em apuração; e 5% são considerados resolvidos.
Os números foram apresentados na última semana pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. Ele depôs na CPMI dos Cartões, no Senado.
Entre as denúncias infundadas noticiadas pela imprensa, Hage citou a compra de cosméticos pelo Ministério da Defesa. A aquisição foi feita para um curso de barbearia ministrada a militares do Corpo de Fuzileiros Navais. Em outro caso, os jornais denunciaram o uso de dinheiro público em uma clínica de estética. Segundo a CGU, o dinheiro foi pago à dona do estabelecimento, que recebeu uma indenização pela devolução de um revólver na campanha do desarmamento.
O ministro Jorge Hage reconheceu a importância da imprensa no trabalho de investigação, mas criticou a precipitação de alguns veículos de comunicação. “O que é folclórico e pitoresco pode chamar a atenção. Mas não se pode fazer disso uma farra da escandalização do nada”, disse.
Segundo dados da CGU, os suprimentos de fundos ( gastos pagos por meio dos cartões corporativos e das contas tipo B ) representam apenas 0,027% em relação às despesas correntes do governo federal. Enquanto as despesas correntes são de R$ 652,8 bilhões, os suprimentos de fundo respondem por R$ 177milhões.
Jorge Hage classificou como “um enorme avanço” o uso dos cartões corporativos. “Só a criação do cartão já poderia representar uma melhoria extraordinária, porque os bancos oferecem um mecanismo para acompanhar a realização das despesas”, disse.
Em 2002, último ano de governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, os gastos com suprimento de fundos foram de R$ 233,2 milhões. Em 2006, depois que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estimulou o uso de cartões, o montante caiu para R$ 127,1 milhões.
O ministro-chefe da CGU rebateu as críticas de que os cartões corporativos são usados como “benesses” para servidores graduados do Poder Executivo. Segundo ele, apenas 17% dos usuários dos cartões ocupam cargo de Direção e Assessoramento Superior (DAS). Desse total, 55% detêm DAS 1 – o nível mais baixo da função. O Poder Executivo ( incluído o Ministério Público ) detém 89% dos cartões ativos, enquanto o Poder Judiciário responde por 11%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é responsável por 55% dos gastos com saques em cartões, enquanto a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) responde por 20%. As despesas protegidas por sigilo equivalem a 5% do número de transações com cartões.
InformesPT

fevereiro 26, 2008

Ainda os cartões do Serra

Jasson de Oliveira Andrade
Fotos: Reprodução
Volto a escrever sobre os cartões corporativos. Agora só o do Serra. É que a mídia apenas fala daqueles do governo federal. Jornal de Mogi Guaçu, por exemplo, escreveu dois editorais e alguns artigos. Não citou os cartões do Serra. Além do mais, teremos a CPI federal. Em São Paulo não se permitiu a investigação pela Assembléia. Com a investigação no âmbito do governo Lula, iremos ouvir falar somente desta – e por muito tempo -, “esquecendo” a do nosso Estado. Somente um comentário. Tivemos a pesquisa CNT-Sensus, com boa avaliação do governo federal.

Ao noticiar a pesquisa, A Folha colocou em manchete: “Aprovação a Lula cresce apesar dos cartões”. Já a notícia do Estadão é: “Governo Lula tem melhor avaliação desde início de 2003”, mas também não esquece de acrescentar: “Presidente passa ileso pro crise dos cartões”. Por que dessa boa avaliação? O próprio Estado responde no Editorial Lulomania: “Um sentimento de otimismo com a ECONOMIA (destaque meu) beneficia o presidente Lula”. Se a economia vai bem, Lula também vai bem. Podem bater à vontade!

Antes de entrar no assunto deste artigo, uma observação. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao falar aos vereadores do PSDB em São Paulo, segundo noticiou o Estadão, ele recomendou que os edis tucanos deveriam dar atenção ao tema da segurança, dizendo que hoje todos têm medo: “Isso não é vida”. FHC tem razão, mas se esqueceu de um pequeno detalhe: os tucanos governam São Paulo há mais de 10 anos. Os vereadores tucanos vão criticar os governos do PSDB?
Vamos aos cartões do Serra. O Estadão (16/2/2008) noticiou, em manchete: “Gasto sigiloso em SP com cartão dobra em 5 anos – Despesas passaram de R$ 2,19 mi em 2002 para R$ 4,49 milhões em 2007; Serra havia dito que Estado não tem “contas secretas”. Na reportagem, a jornalista Sílvia Amorim revela: “Os dados estão registrados no sistema de acompanhamento dos gastos do governo (Sigeo) e contrariam o que disse o governador José Serra (PSDB) nesta semana ao comentar pela primeira vez o uso do “dinheiro de plástico” no Estado. Serra afirmou que não havia gastos secretos em São Paulo. “A diferença é que aqui não existe conta secreta. Aqui o secretário de Estado não tem cartão, ninguém compra em free shop”, afirmou”. Em São Paulo, não tem o Portal da Transparência. Só os deputados estaduais podem entrar nessas contas, mais ninguém. Então aconteceu um fato surpreendente. O jornal Estadão para saber desses dados pediu – PASMEM – aos deputados do PT que levantassem os gastos. Eis o que a jornalista revela: “De 2002 a 2007, governo desembolsou R$ 20,451 milhões com os gastos secretos, conforme levantamento feito pela liderança do PT na Assembléia Legislativa [o líder é o deputado Pedro Simão] A PEDIDO DO ESTADO (destaque meu). Não há registro de despesas em 2001, quando foi criado o “dinheiro plástico” paulista”. Logicamente a imprensa, inclusive de Mogi Guaçu, não vai escrever editoriais sobre essas revelações! Para não me estender, fico apenas nessa notícia. É que pretendo analisar um problema, em minha opinião, mais lamentável.
O Hospital das Clínicas era considerado um dos melhores, senão o melhor do Brasil, com fama internacional. Recebe doentes de vários países. Ultimamente, sem boa manutenção, houve incêndio que atingiu o Prédio dos Ambulatórios da unidade. Esse acidente teve outra conseqüência: contaminação pára exames do Hospital das Clínicas, é o que constatou o Estadão. Revela ainda o jornal: “Falta de refrigeração, causada pelo incêndio em dezembro, disseminou fungos e bactérias por laboratório”. Em tópico, sob o título FASE DIFÍCIL, Fabiane Leite comenta: “É a quarta vez que o hospital, o maior da América Latina, passa por problemas desde dezembro do ano passado. O HC é uma unidade ligada ao governo do Estado de São Paulo”. Além daquele incêndio de dezembro de 2007, que, segundo a jornalista, “houve prejuízo para cerca de 4.000 pacientes”, aconteceram ainda pane no hemocentro e um princípio de incêndio em uma sala da endoscopia. Agora, com a contaminação (fungos e bactérias), paralizou-se os exames. É lamentável que tudo isso tenha acontecido no Hospital das Clínicas! No entanto, haverá silêncio sobre essa situação. Os comentários serão sobre os cartões!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Fevereiro de 2008
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu

Acrescentando links ao artigo acima:
CARTÃO CORPORATIVO FHC
SERRA OMITE RAMO DE LOJAS ONDE CARTÕES FORAM USADOS
BAÚ DO TUCANO
FOLHA: DE RABO PRESO COM O PSDB/ PFL
OPERAÇÃO abafa SERRAcard no PIG faz cortina de fumaça
Serra, para abafar CPI, “sapeca” o SERRAcard no PORTAL do EMBAÇAMENTO
Bazar Três também aceitava o CHUCHUcard

SOBRE OS CARTÕES DO SERRA: Histórias que não foram contadas

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