ENCALHE

julho 19, 2009

Em evento de celebração a Franco Montoro, representantes do "PMDB de Serra" dizem que "não sabiam quem era Sarney" quando eram seus aliados…

Tenho certeza que a Mônica Bergamo ( de onde copiei este texto: FSP, Ilustrada, 18.07, E2 ) tava de ironia quando escreveu este texto para a coluna. Ela flagrou um monte de gente tirando o corpo fora. Que o “Sarney de antigamente” era um Abe Lincoln perto deste Mr. Hyde que o senador ( PMDB do L ) teria se tornado hoje. A Alda Marco Antonio, PMDB da gema e da cota do Quércia ( PMDB do S ) diz que não sabia de nada. O Serra disse que Montoro estaria “exasperado” com os rumos que a “vida pública tomou”, o que pode significar qualquer coisa, desde os 1 bilhão de pedidos de CPIs protocolados na ALESP desde 1995 até o tratamento policial que os governos estaduais do PSDB dão à questão da Educação, num flagrante contraste com o Montoro que – a menos que eu esteja mal informado – não pôs polícia para bater em professor grevista.
Tive uns rápidos emails trocados com o Jasson de Oliveira, em que discutimos o “Problema Sarney”, e concordamos que a polêmica se deve ao alinhamento do senador com Lula. Posteriormente, eu li uns negócios hoje, e pensei se isso não tem também – e/ou principalmente – a ver com o pré-sal. Duas frentes: Sarney ( cujo aliado Edison Lobão comanda o Ministério das Minas e Energia, apesar de, no caso do pré-sal, ele parece inclinado a trabalhar por uma estatal específica para produto, ao contrário do que propõe a AEPET, que insiste na exploração pela Petrobrás; não entendo ainda muito bem este tema; não sei qual o papel de Lobão e o alcance das atribuições de seu Ministério nessa matéria da exploração petrolífera; ainda por cima, há uma discussão sobre o um “marco regulatório“, que deverá sair em Agosto, que deve ter a ver com uma mudança da Lei da Petróleo estabelecida no governo FHC, acho que é a lei que quebrou o monopólio da Petrobrás, o primeiro passo para quebrá-la inteira para depois vendê-la aos cacos ) e CPI da Petrobrás. Talvez haja uma “cortina de fumaça” ou algum daqueles truques de mágica em que a platéia tem sua atenção desviada enquanto o mágico faz o truque sem ninguém perceber. O Sarney não pode ter “enganado” tanta gente, durante tantas décadas, e essas pessoas só foram “acordar” agora. Não tem explicação.
“Montoro estaria exasperado”
Os dez anos da morte do ex-governador André Franco Montoro (1916-1999) foram lembrados, anteontem, com missa, exibição de filme e lançamento de um livro escrito por sua filha Mônica, no mosteiro de São Bento. O documentário termina com a eleição indireta para presidente da República, em 1985, e não abrange o período em que o homenageado apoiou o governo de José Sarney, hoje à frente do Senado e acossado por denúncias. A coluna perguntou aos convidados do evento o que Montoro diria da crise atual e se, naquela época, práticas como nepotismo e tráfico de influência já não eram ligadas à figura do atual presidente do Congresso.
Não tinha tanta transparência, a gente não ficava sabendo“, diz a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio (PMDB). “Ele tinha sido governador do Maranhão e não sabíamos de nada de errado. Era da oposição [ao então MDB], mas tinha um currículo respeitável.”
Para o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), “era outro momento político. A crise não é só do Sarney nem privilégio [ sic ] do Senado. É preciso reforma política”.
André Franco Montoro Filho sai da sessão do filme, no anfiteatro do mosteiro, e diz que o documentário “deveria passar no Senado”. E o apoio de Montoro a Sarney? “O Sarney daquela época era muito melhor [ sic ] do que o Sarney de agora”, diz o filho do ex-governador e presidente do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). “Uma das últimas coisas que ouvi do meu pai sobre o Sarney era que ele estava preocupado, porque o Sarney tinha cumprido um papel extraordinário na redemocratização do país, mas tinha que preservar uma visão mais ampla da política, compatível com a biografia dele.” Invocando que “a origem dele era de oposição ao Vitorino Freire [1908-1977], que era o grande coronel nordestino”, Montoro Filho diz que “aquele Sarney, concordo com o presidente Lula, não era uma pessoa comum. O Romário não foi o maior jogador do mundo? E quem votou nele como o maior vai se arrepender hoje [ quando o craque é preso por não pagar pensão alimentícia ]?”. O secretário municipal de Participação e Parceria [ N do Blog: ?????? ] , Ricardo Montoro (PSDB-SP), era secretário particular do pai na eleição de 1985. “O Aécio [Neves] era secretário do Tancredo [Neves, eleito presidente] e a Roseana [Sarney] era secretária do pai dela [ José Sarney, então vice de Tancredo ]. Conversávamos muito”. Ricardo acha que, se seu pai estivesse vivo, “estaria perfilado na oposição e pela saída do Sarney da presidência do Senado, que está desmoralizado. Sarney hoje está totalmente condenado”. Depois de falar sobre Montoro na tribuna do mosteiro, o governador José Serra se dirige à saída, cercado por seguranças e com duas assessoras. “Ele estaria na linha de combate, independentemente de onde estivesse. Estaria sempre na frente, exasperado com os rumos que a vida pública tomou”, diz.
LEITURAS COMPLEMENTARES, QUE TALVEZ TENHAM RELAÇÃO COM O EXPOSTO ACIMA:
Empresários veem poder intocado de Sarney no setor elétrico – VALOR ECONÔMICO, 17.07.09
Petistas e pemedebistas dividem cargos nas estatais – VALOR ECONÔMICO, 17.07.09
PETRÓLEO, UM ESCÂNDALO ESCANDALOSO – Aepet, 17.07.09
O QUE IMPORTA DISCUTIR NO PRÉ-SAL – Aepet, 25.06.09
PETROBRÁS: NOVO ALVO - RETRATO DO BRASIL, Julho 2009
PRÉ-SAL: A PRESSA É INIMIGA DA NAÇÃO – Brizola Neto
Na guerra contra a Petrobras, de qual lado está o governo? – Wladmir Coelho, CONSCIÊNCIA.NET, 15/06/2009

julho 17, 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

julho 7, 2009

O PMDB de Serra é bem diferente do "PMDB de Lula"

Necessário lembrar que Quércia também foi daqueles que sucumbiram aos poderes hipnóticos do Conde ( lembrem da Soninha… ) e, quando se esperava que ele fechasse com Marta Suplicy, apoiando a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, bem, ele acabou apoiando a candidatura de Kassab, que acabou sendo reeleito.
O líder do “PMDB de Serra” não aparece muito na mídia. Já foi o tempo. O imprensalão, por exemplo, gastava páginas e páginas demonizando-o. Que seu governo “destruíu” São Paulo. Que ele “quebrou” o Banespa.
Com isso, os “éticos” do PMDB debandaram e fundaram o PSDB. Covas ganhou o governo paulista ( sucedeu Fleury Filho, ex-menina dos olhos de Quércia ) e, junto com seu assecla FHC ( ou melhor, Covas foi coadjuvante do assecla FHC ), INVENTARAM UM PREJUÍZO NAS CONTAS DO BANESPA, o que justificou uma intervenção federal que preparou o terreno para a privatização do banco.
Em Fevereiro de 2007, a famigerada vEJA escreveu:
Vergonha nacional
Processos contra políticos acusados de desviar recursos podem ser anulados
O Supremo Tribunal Federal vai definir nesta semana o destino de milhares de processos que tramitam contra administradores públicos envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro. Estarão atentos ao veredicto figuras como o ex-ministro José Dirceu, o deputado Paulo Maluf, o senador Joaquim Roriz, o ex-presidente Fernando Collor, o ex-governador Orestes Quércia e centenas de prefeitos e ex-prefeitos acusados de surrupiar os cofres municipais. O STF ( … )”
Esse texto rendeu um processo de Quércia contra a revista.
Em 2006, ele concorreu ao governo estadual, tendo como vice Attila Russomano, do PP, de Paulo Maluf,
Mas Quércia não parece ser do tipo que guarda rancores. Como eu disse, chamado que foi por Serra, apoiou Kassab e botou sua aliada Alda Marcoantonio na chapa, como vice-prefeita.
O ex-governador e empresário tem um círculo de amizades amplo. Faz negócios com gente das mais diversas áreas, como Jonas Barcellos:
“Kinder Ovo pós eleitoral…” ( Encalhe, 29.10.08 )
Em resumo, é uma liderança considerável, um membro do PMDB de Serra. Que, pelo que a imprensa está falando do Sarney, deve ser a parte boa do PMDB.

julho 2, 2009

Tucanos do Demo, os santos do pau-oco. Um artigo de Gilberto Amaral

Filed under: Gilberto Amaral, José Sarney, PSDB/ DEM, Senado Federal — Humberto @ 2:24 am
Os santos do pau oco
Mas como tenho dito e repetido aqui: cresçam e apareçam, enquanto isso podem ir tirando seu cavalinho da chuva, pois Sarney está acima dessa pusilanimidade
É de embasbacar a capacidade de muitos de nossos políticos de engabelar a opinião pública. Ontem, pelas caras angelicais, só faltava aos senadores do DEM e do PSDB vestir batinas púrpuras para serem confundidos com cardeais reunidos para a escolha do Papa. Mas, por trás dos sorrisinhos lânguidos, comportavam-se mais como Torquemadas, ávidos por criar uma bruxa que servisse para a fogueira, como bode expiatório para as mazelas estruturais pelas quais atravessa o Senado. Mas como tenho dito e repetido aqui: cresçam e apareçam, enquanto isso podem ir tirando seu cavalinho da chuva, pois Sarney está acima dessa pusilanimidade.
Os Democráticos – apelidados adequadamente de “Demos” é o velho pessoal do PFL, em nova embalagem – demonstraram, ontem, que podem ser rápidos e rasteiros quando se trata de proteger seus segredos. Não que quisessem a pele de Sarney, mas era preciso desviar a atenção da proposta levantada na véspera pelo senador Arthur Virgílio, de passar em revista as contas de todos os últimos Primeiros-Secretários do Senado (aqueles responsáveis pela administração dos bilhões de reais do orçamento da Casa), todos eles, adivinhem, Democráticos!
Os nomes, ah, os nomes, como gosta o senador Arthur Virgílio: Heráclito Fortes, o atual Primeiro Secretário, homem sério e disposto assumiu o compromisso de levantar os eventuais podres de seus colegas de partido que assumiram antes o mesmo cargo, a começar de seu antecessor imediato, Efraim de Moraes, o mesmo que até o ano passado manteve como funcionários, segundo os registros da imprensa, pelo menos sete familiares seus e seis parentes de aliados políticos.
Primeira sugestão: o DEM deve pedir que se licenciem todos os senadores do que ocuparam a Primeira Secretaria, de modo a que não tentem influenciar as comissões que investigam as trapalhadas feitas sob seus olhos. Foi o que pediram para Sarney, deve ser aplicado também a eles.
01.07.09

abril 7, 2009

É denúncia pra todo lado: contratos da Nossa Caixa com propaganda – lembram? – levam 4 ex-diretores do banco às barras da Justiça

As semanas têm sido agitadas: o Skaf queria se lançar ao governo estadual, e caiu em seu colo um torpedo; os dias têm sido agitados para o José Sarney: além de declarar que mandaria investigar as denúncias feitas pelo colega de partido e entusiasta da candidatura Serra, Jarbas Vasconcellos [ de que o PMDB usava arapongas para espioná-lo, Jarbas, por exemplo ], também se vê às voltas com uma série de outras denúncias, envolvendo uma suposta “caixa-preta” no Senado, onde haveria excesso de funcionários, e todos muito bem remunerados [ ainda não me foi possível descobrir se as denúncias sobre o Senado vieram depois de Sarney dizer que investigaria as denúncias de Jarbas, uma vez que, segundo aparece no blog do Luis Nassif, talvez o Jarbas não estivesse muito interessado em ver as denúncias que fez sendo apuradas mesmo, pois talvez não fossem verdadeiras ].
Agora, a antiga denúncia de que a administração Geraldo Alckmin – um também possível postulante à sucessão de José Serra – teria gasto uma puta grana com propaganda da Nossa Caixa [ Lembram? Sendo que os valores foram distribuídos a veículos "amigos", como a extinta Primeira Leitura ( do Reinaldo Azevedo ) e a curiosamente também extinta "Revista de Fato", de Wagner Salustiano ] também volta à tona. É como se o destino tivesse tecido uma linha ligando estes fatos entre si.
Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
FREDERICO VASCONCELOS
da Folha de S.Paulo
A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo moveu ação de improbidade contra quatro ex-diretores da Nossa Caixa, entre os quais dois ex-presidentes do banco, e duas agências de propaganda contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio do banco no governo Geraldo Alckmin (PSDB).
As irregularidades foram reveladas pela Folha numa série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2005.
Segundo a acusação, durante um ano e oito meses, a Nossa Caixa operou sem contrato formal com as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. O Ministério Público também sustenta que as agências prestaram serviços por valores que superam os limites da Lei de Licitações.
A ação, distribuída à 12ª Vara da Fazenda Pública, foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, presidente do banco à época dos fatos; Waldin Rosa de Lima, seu assessor informal; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico e ex-presidente; Jaime de Castro Junior, ex-gerente de marketing do banco, e contra as empresas de propaganda.
O Ministério Público pede que todos façam o ressarcimento de R$ 49,2 milhões, além do pagamento de multa de R$ 98,5 milhões, perdas de eventuais funções públicas e suspensão de direitos políticos.
Denúncia anônima enviada à Promotoria em setembro de 2005 apontava duas suspeitas: a operação sem contrato, e o fato de que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade do banco. A ação trata apenas da primeira suspeita.
Em abril de 2006, o Tribunal de Contas do Estado rejeitou a tese de “erro formal” nos contratos com as agências Full Jazz e Colucci. A tese foi sustentada pelo ex-governador Alckmin, quando os fatos foram publicados pelo jornal.
Em decisão unânime, o TCE julgou que houve “afronta à legalidade e moralidade” nos “ajustes verbais” com as duas agências. Também entendeu que houve “desvio de finalidade” na veiculação de anúncios da Nossa Caixa “em veículos ligados a deputados estaduais”.
De acordo com os promotores Roberto Antonio de Almeida Costa e Sérgio Turra Sobrane, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, os contratos entre o banco e as duas agências de propaganda foram firmados em 15 de março de 2002, pelo prazo de 18 meses, e deveriam ter vigência até 14 de setembro de 2003, mas foram executados até junho de 2005, sem prorrogação formal dos prazos.
Durante a vigência do contrato, as duas agências prestaram serviços em valores 30,88% maiores que o total contratado, o que contraria a Lei de Licitações. Entre setembro de 2003 e junho de 2005, elas prestaram serviços sem cobertura contratual no valor total de R$ 45,5 milhões. A Promotoria pede ainda a anulação dos atos administrativos.
Outro lado
“Não conheço a ação, não farei comentários. Reitero apenas que estou à disposição do Ministério Público para esclarecer os fatos”, diz Valdery Frota de Albuquerque, ex-presidente do banco.
O ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior só deverá se manifestar depois de consultar seu advogado. “Não tive acesso ao processo na fase do inquérito. Tenho absoluta confiança na Justiça”, disse.
A Folha não conseguiu ouvir os ex-diretores Carlos Eduardo da Silva Monteiro e Waldin Rosa de Lima nem os dirigentes das agências. A assessoria de Alckmin não localizou o ex-governador.
Em 2006, Carlos Eduardo Monteiro da Silva afirmou que o Tribunal de Contas do Estado havia confirmado o acerto dos atos de sua gestão.
Na época, o presidente da Colucci & Associados Propaganda Ltda., Oscar Colucci, disse que “a irregularidade foi atribuída [pelo TCE] exclusivamente ao banco Nossa Caixa ou aos respectivos funcionários”. A presidente da Full Jazz, Maria Christina de Carvalho Pinto, afirmou, então, que “em nenhum momento a Full Jazz cometeu algum ato ilegal”.
AH! Como se não bastasse, a ISTOÉ desta semana traz uma matéria bacana, falando sobre a empresa de consultoria [ PRS Consultores ] do Secretário de Educação paulista, Paulo Renato de Souza, que tem como clientes uma empresa que publica livros didáticos. Paulo Renato diz que está se retirando da empresa e transferindo suas ações para sesu três filhos. Ah, agora sim! Vejam:
Conflito na educação
O ex-ministro Paulo Renato vai comandar a Secretaria de Educação de São Paulo. Até então a sua empresa de consultoria prestava serviços a fornecedores de livros didáticos ( IstoÉ, 08.04.09 )

setembro 9, 2008

Polícia do Senado: "Oscor 5000 que a Casa possui – o mesmo que a Abin é acusada de usar para grampear Gilmar Mendes – não serve para fazer grampo."

Gravações clandestinas não foram feitas no Senado, diz polícia da Casa
Agência Brasil
08/09/08
Brasília - Um relatório de mais de 20 páginas, entregue hoje (8) pela Secretaria de Polícia do Senado ao presidente Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirma que os grampos telefônicos de autoridades, inclusive senadores, não foram feitos nas dependências do Senado. Na semana passada, os policiais legislativos realizaram vistorias na central telefônica e varreduras nos gabinetes dos parlamentares supostamente vítimas dos grampos.
“Não há qualquer sinal de violação da central telefônica nem foram colocadas escutas nos gabinetes dos parlamentares”, afirmou o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, após reunião com Garibaldi Alves Filho.
A Polícia Federal também fez perícias, na semana passada, nas dependências do Senado. O diretor vai solicitar, além da perícia do Senado, uma terceira avaliação a ser feita por especialistas da Universidade de Brasília (UnB) ou da Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo ele, o objetivo é mostrar que o Senado possui um sistema de telefonia “de ponta” e relativamente seguro contra grampos. Pedro Ricardo Araújo considerou necessária uma terceira perícia, na medida em que a própria Polícia Federal está sendo colocada sob suspeição nas denúncias de realização de gravações clandestinas contra autoridades públicas.
Polícia do Senado diz que aparelho usado para detectar escutas não serve para grampo
Agência Brasil
08/09/08
Brasília - O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou hoje (8) que é impossível transformar o Oscor 5000, aparelho de fabricação americana utilizado para detectar escutas, num instrumento para a realização de gravações clandestinas. O Senado tem dois aparelhos desse tipo. Um deles foi enviado aos Estados Unidos para atualização.
“Nós temos equipamentos que as pessoas estão dizendo que faz grampos. O Oscor 5000 não faz grampos, nem com outro equipamento acoplado. Quem estiver falando alguma coisa diferente disso está falando uma inverdade”, afirmou o diretor.
O aparelho do Senado é idêntico ao que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem e que teria sido utilizado para a realização de escutas clandestinas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e parlamentares, inclusive o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho.
No caso das supostas escutas realizadas clandestinamente, Pedro Ricardo Araújo avalia que o responsável deve ter adquirido outro equipamento que não o Oscor 5000.
“Se você verificar o manual do fabricante vai ver que não há como decodificá-lo”, explicou.
Ele disse que existe uma aparelho de fabricação israelense [ grifo do blog, que lembrou da relação "Espiões israelenses X Daniel Dantas" ] capaz de grampear facilmente telefones celulares. Em forma de maleta, como o Oscor 5000, cadastra um determinado número telefônico de celular e toda vez que o telefone for usado as conversas são automaticamente gravadas.

setembro 3, 2008

Suspeitas de que o grampo que gravou conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tenha origem no próprio Senado!

Investigações
Garibaldi manda apurar se grampo partiu do Senado
JORNAL DO SENADO, 03.09.08
A caminho do seminário que a Editora Abril promove, em São Paulo, para celebrar os 40 anos da revista Veja [ N.do Blog: "Blearrghhh!! ] , o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou, em entrevista por telefone, que esta Casa do Legislativo já está investigando a hipótese de ter-se realizado em suas próprias instalações a interceptação telefônica da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO).
– Já mandei investigar, já ouvi o diretor-geral [Agaciel Maia] e acho que o afastamento temporário da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], iniciativa tomada pelo presidente da República, foi a providência correta. Na mesma entrevista, o presidente do Senado afirmou que a iniciativa governamental tem agora que se desdobrar no âmbito do Congresso. Em sua opinião, o Senado deve esforçar-se para aprovar o substitutivo que Demostenes Torres apresentou a projeto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para disciplinar com mais rigor esse assunto.
– Agora, tem que ter desdobramentos. O Senado precisa agir, precisa aprovar regras definitivas para coibir e punir escuta telefônica realizada sem autorização judicial.
No Senado
Logo depois que o presidente Lula afastou provisoriamente a diretoria da Abin, o presidente do Senado pediu explicações ao diretor-geral da Casa sobre a possibilidade de alguém violar a central telefônica da instituição para realizar a escuta de que foram vítimas Demostenes Torres e Gilmar Mendes.
Agaciel Maia lembrou a Garibaldi que, todas as vezes que investigou a possibilidade de grampo telefônico dentro do Senado, a perícia técnica terminou constatando que o ilícito não foi praticado no interior da Casa.
– Eu expliquei ao presidente que nossa central fica dentro de uma sala-cofre. Não se pode acessá-la sem deixar registrados ali o login [conjunto de caracteres que identifica quem acessa um sistema computacional] e a impressão digital. É um acesso restrito e altamente identificável. É praticamente impossível a um estranho [ N.do Blog: E quanto a um conhecido? ] entrar ali – ressaltou Agaciel Maia.
A transcrição, pela revista Veja, de um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Demostenes Torres, que teria sido gravado por um agente da Abin, movimentou os três Poderes da República por toda a segunda-feira. Entre os alvos de escutas telefônicas irregulares, de acordo com a revista, estariam também Garibaldi Alves e os senadores tucanos Arthur Virgílio (AM), Tasso Jereissatti (CE) e Alvaro Dias (PR).74775

Suspeitas de que o grampo que gravou conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tenha origem no próprio Senado!

Investigações
Garibaldi manda apurar se grampo partiu do Senado
JORNAL DO SENADO, 03.09.08
A caminho do seminário que a Editora Abril promove, em São Paulo, para celebrar os 40 anos da revista Veja [ N.do Blog: "Blearrghhh!! ] , o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou, em entrevista por telefone, que esta Casa do Legislativo já está investigando a hipótese de ter-se realizado em suas próprias instalações a interceptação telefônica da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO).
– Já mandei investigar, já ouvi o diretor-geral [Agaciel Maia] e acho que o afastamento temporário da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], iniciativa tomada pelo presidente da República, foi a providência correta. Na mesma entrevista, o presidente do Senado afirmou que a iniciativa governamental tem agora que se desdobrar no âmbito do Congresso. Em sua opinião, o Senado deve esforçar-se para aprovar o substitutivo que Demostenes Torres apresentou a projeto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para disciplinar com mais rigor esse assunto.
– Agora, tem que ter desdobramentos. O Senado precisa agir, precisa aprovar regras definitivas para coibir e punir escuta telefônica realizada sem autorização judicial.
No Senado
Logo depois que o presidente Lula afastou provisoriamente a diretoria da Abin, o presidente do Senado pediu explicações ao diretor-geral da Casa sobre a possibilidade de alguém violar a central telefônica da instituição para realizar a escuta de que foram vítimas Demostenes Torres e Gilmar Mendes.
Agaciel Maia lembrou a Garibaldi que, todas as vezes que investigou a possibilidade de grampo telefônico dentro do Senado, a perícia técnica terminou constatando que o ilícito não foi praticado no interior da Casa.
– Eu expliquei ao presidente que nossa central fica dentro de uma sala-cofre. Não se pode acessá-la sem deixar registrados ali o login [conjunto de caracteres que identifica quem acessa um sistema computacional] e a impressão digital. É um acesso restrito e altamente identificável. É praticamente impossível a um estranho [ N.do Blog: E quanto a um conhecido? ] entrar ali – ressaltou Agaciel Maia.
A transcrição, pela revista Veja, de um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Demostenes Torres, que teria sido gravado por um agente da Abin, movimentou os três Poderes da República por toda a segunda-feira. Entre os alvos de escutas telefônicas irregulares, de acordo com a revista, estariam também Garibaldi Alves e os senadores tucanos Arthur Virgílio (AM), Tasso Jereissatti (CE) e Alvaro Dias (PR).74775

Suspeitas de que o grampo que gravou conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tenha origem no próprio Senado!

Investigações
Garibaldi manda apurar se grampo partiu do Senado
JORNAL DO SENADO, 03.09.08
A caminho do seminário que a Editora Abril promove, em São Paulo, para celebrar os 40 anos da revista Veja [ N.do Blog: "Blearrghhh!! ] , o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou, em entrevista por telefone, que esta Casa do Legislativo já está investigando a hipótese de ter-se realizado em suas próprias instalações a interceptação telefônica da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO).
– Já mandei investigar, já ouvi o diretor-geral [Agaciel Maia] e acho que o afastamento temporário da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], iniciativa tomada pelo presidente da República, foi a providência correta. Na mesma entrevista, o presidente do Senado afirmou que a iniciativa governamental tem agora que se desdobrar no âmbito do Congresso. Em sua opinião, o Senado deve esforçar-se para aprovar o substitutivo que Demostenes Torres apresentou a projeto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para disciplinar com mais rigor esse assunto.
– Agora, tem que ter desdobramentos. O Senado precisa agir, precisa aprovar regras definitivas para coibir e punir escuta telefônica realizada sem autorização judicial.
No Senado
Logo depois que o presidente Lula afastou provisoriamente a diretoria da Abin, o presidente do Senado pediu explicações ao diretor-geral da Casa sobre a possibilidade de alguém violar a central telefônica da instituição para realizar a escuta de que foram vítimas Demostenes Torres e Gilmar Mendes.
Agaciel Maia lembrou a Garibaldi que, todas as vezes que investigou a possibilidade de grampo telefônico dentro do Senado, a perícia técnica terminou constatando que o ilícito não foi praticado no interior da Casa.
– Eu expliquei ao presidente que nossa central fica dentro de uma sala-cofre. Não se pode acessá-la sem deixar registrados ali o login [conjunto de caracteres que identifica quem acessa um sistema computacional] e a impressão digital. É um acesso restrito e altamente identificável. É praticamente impossível a um estranho [ N.do Blog: E quanto a um conhecido? ] entrar ali – ressaltou Agaciel Maia.
A transcrição, pela revista Veja, de um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Demostenes Torres, que teria sido gravado por um agente da Abin, movimentou os três Poderes da República por toda a segunda-feira. Entre os alvos de escutas telefônicas irregulares, de acordo com a revista, estariam também Garibaldi Alves e os senadores tucanos Arthur Virgílio (AM), Tasso Jereissatti (CE) e Alvaro Dias (PR).74775

Suspeitas de que o grampo que gravou conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tenha origem no próprio Senado!

Investigações
Garibaldi manda apurar se grampo partiu do Senado
JORNAL DO SENADO, 03.09.08
A caminho do seminário que a Editora Abril promove, em São Paulo, para celebrar os 40 anos da revista Veja [ N.do Blog: "Blearrghhh!! ] , o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou, em entrevista por telefone, que esta Casa do Legislativo já está investigando a hipótese de ter-se realizado em suas próprias instalações a interceptação telefônica da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO).
– Já mandei investigar, já ouvi o diretor-geral [Agaciel Maia] e acho que o afastamento temporário da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], iniciativa tomada pelo presidente da República, foi a providência correta. Na mesma entrevista, o presidente do Senado afirmou que a iniciativa governamental tem agora que se desdobrar no âmbito do Congresso. Em sua opinião, o Senado deve esforçar-se para aprovar o substitutivo que Demostenes Torres apresentou a projeto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para disciplinar com mais rigor esse assunto.
– Agora, tem que ter desdobramentos. O Senado precisa agir, precisa aprovar regras definitivas para coibir e punir escuta telefônica realizada sem autorização judicial.
No Senado
Logo depois que o presidente Lula afastou provisoriamente a diretoria da Abin, o presidente do Senado pediu explicações ao diretor-geral da Casa sobre a possibilidade de alguém violar a central telefônica da instituição para realizar a escuta de que foram vítimas Demostenes Torres e Gilmar Mendes.
Agaciel Maia lembrou a Garibaldi que, todas as vezes que investigou a possibilidade de grampo telefônico dentro do Senado, a perícia técnica terminou constatando que o ilícito não foi praticado no interior da Casa.
– Eu expliquei ao presidente que nossa central fica dentro de uma sala-cofre. Não se pode acessá-la sem deixar registrados ali o login [conjunto de caracteres que identifica quem acessa um sistema computacional] e a impressão digital. É um acesso restrito e altamente identificável. É praticamente impossível a um estranho [ N.do Blog: E quanto a um conhecido? ] entrar ali – ressaltou Agaciel Maia.
A transcrição, pela revista Veja, de um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Demostenes Torres, que teria sido gravado por um agente da Abin, movimentou os três Poderes da República por toda a segunda-feira. Entre os alvos de escutas telefônicas irregulares, de acordo com a revista, estariam também Garibaldi Alves e os senadores tucanos Arthur Virgílio (AM), Tasso Jereissatti (CE) e Alvaro Dias (PR).74775

Suspeitas de que o grampo que gravou conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tenha origem no próprio Senado!

Investigações
Garibaldi manda apurar se grampo partiu do Senado
JORNAL DO SENADO, 03.09.08
A caminho do seminário que a Editora Abril promove, em São Paulo, para celebrar os 40 anos da revista Veja [ N.do Blog: "Blearrghhh!! ] , o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou, em entrevista por telefone, que esta Casa do Legislativo já está investigando a hipótese de ter-se realizado em suas próprias instalações a interceptação telefônica da conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO).
– Já mandei investigar, já ouvi o diretor-geral [Agaciel Maia] e acho que o afastamento temporário da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência [Abin], iniciativa tomada pelo presidente da República, foi a providência correta. Na mesma entrevista, o presidente do Senado afirmou que a iniciativa governamental tem agora que se desdobrar no âmbito do Congresso. Em sua opinião, o Senado deve esforçar-se para aprovar o substitutivo que Demostenes Torres apresentou a projeto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para disciplinar com mais rigor esse assunto.
– Agora, tem que ter desdobramentos. O Senado precisa agir, precisa aprovar regras definitivas para coibir e punir escuta telefônica realizada sem autorização judicial.
No Senado
Logo depois que o presidente Lula afastou provisoriamente a diretoria da Abin, o presidente do Senado pediu explicações ao diretor-geral da Casa sobre a possibilidade de alguém violar a central telefônica da instituição para realizar a escuta de que foram vítimas Demostenes Torres e Gilmar Mendes.
Agaciel Maia lembrou a Garibaldi que, todas as vezes que investigou a possibilidade de grampo telefônico dentro do Senado, a perícia técnica terminou constatando que o ilícito não foi praticado no interior da Casa.
– Eu expliquei ao presidente que nossa central fica dentro de uma sala-cofre. Não se pode acessá-la sem deixar registrados ali o login [conjunto de caracteres que identifica quem acessa um sistema computacional] e a impressão digital. É um acesso restrito e altamente identificável. É praticamente impossível a um estranho [ N.do Blog: E quanto a um conhecido? ] entrar ali – ressaltou Agaciel Maia.
A transcrição, pela revista Veja, de um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e Demostenes Torres, que teria sido gravado por um agente da Abin, movimentou os três Poderes da República por toda a segunda-feira. Entre os alvos de escutas telefônicas irregulares, de acordo com a revista, estariam também Garibaldi Alves e os senadores tucanos Arthur Virgílio (AM), Tasso Jereissatti (CE) e Alvaro Dias (PR).74775
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