ENCALHE

agosto 13, 2007

Caveanha e as fraudes na Secretaria do Trabalho

Jasson de Oliveira AndradeNo artigo “Corrupçăo Tucana”, abordei alguns aspectos da administraçăo do PSDB, principalmente no Estado de Săo Paulo, com suspeitas de fraudes. Neste, pretendo focalizar suspeitas de irregularidades na Secretaria do Trabalho, na administraçăo de Geraldo Alckmin. Em março, no texto “Contas da Secretaria do Trabalho, na gestăo Alckmin, foram reprovadas”, comentei: “A revista VEJA desta semana, com data de 21 de março, na coluna RADAR, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, publicou uma nota que pode estar relacionada com a gestăo de Walter Caveanha na Secretaria Estadual do Trabalho”.
Referia-me a esse relato do jornalista: “as contas da Secretaria Estadual do Trabalho, que o entăo governador Geraldo Alckmin presenteou ao PTB, foram totalmente reprovadas por auditores do Ministério do Trabalho. Agora, o governo Serra está sendo convidado a devolver ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) nada menos que 200 milhơes de reais. Efeito retardado”. Depois, acrescentei: “A palavra agora está com Walter Caveanha, ex-secretário do Trabalho de Alckmin. Como ele substituiu outro secretário, precisa explicar se realmente foi em sua gestăo que as contas foram totalmente reprovadas. Enquanto ele năo se manifestar, fica a dúvida”. Caveanha năo se manifestou, ficando, portanto, a dúvida. Quase dois meses após essa grave denúncia, a Gazeta Guaçuana publicou, em 5/5/2007, uma reportagem sob o título “MP investiga gestăo de ex-secretários”. Nela, se comenta mais uma vez as gravíssimas acusaçơes, desta vez publicadas no Correio Braziliense, de 29/4, citando as gestơes de dois ex-secretários de Secretaria do Trabalho no governo Alckmin: Francisco Prado Ribeiro e Walter Caveanha. Ouvido pelo jornalista Leandro César Martins, da Gazeta Guaçuana, o ex-prefeito de Mogi Guaçu disse que cumpriu as exigências dos convênios, afirmando ainda que “a prestaçăo de contas do Sert referente a 2006 ainda năo foi concluída, portanto os dados citados no relatório da CGU săo de períodos anteriores”. No entanto, em reportagem no Estadăo, datada de 9/8, e sob o título “S. Paulo suspeita de fraude com verbas do Fat”, fala-se também da gestăo de Walter Caveanha. É o que vamos ver.
A reportagem do Estadăo revela: “Cursos fantasmas, falsificaçơes de documentos e superfaturamentos estariam acontecendo nos programas de qualificaçăo. Afif Domingos diz que já foi aberta uma sindicância para apurar as suspeitas. “A qualificaçăo năo era qualificada. Está aparecendo pepino de tudo quanto é lado”, disse Afif. Segundo o jornal, “apesar de a sindicância em Săo Paulo apurar fraudes até o ano passado, na gestăo de Walter Caveanha, o relatório 537 da Controladoria Geral da Uniăo (CGU), assinado em 2005, mostra que já eram públicos, há algum tempo, os indícios de que o montante repassado ao Estado estava “ecoando pelo ralo”. (…) Foi para năo repetir o erro, explica o atual chefe da pasta do Trabalho [Afif], que sua secretaria năo recebeu neste ano o R$ 10 milhơes que viriam de Brasília para programas do setor. “Para quem năo sabe para onde vai dinheiro, qualquer caminho serve. Até hoje năo se sabe qual é a realidade em Săo Paulo”, afirma o atual secretário. O Estadăo entrevistou os dois ex-secretários. Francisco Prado confessou: “Nós năo tínhamos um planejamento”, admitiu ainda que os recursos em sua gestăo “poderiam ter sido melhor aplicados”. O jornal ouviu também o ex-prefeito de Mogi Guaçu: “Walter Caveanha, no posto entre julho de 2005 e dezembro 2006, disse que chegou a abrir sindicância para dar continuidade ao processo da CGU. Primeiramente, disse que foi no final da gestăo. Logo após, questionando se năo deveria ter aberto a investigaçăo assim que assumiu, alegou năo lembrar a época – e também năo soube explicar o porquê de tal averiguaçăo năo ter sido encerrada, passados mais de 15 meses. O ex-secretário NĂO NEGOU QUE POSSA TER HAVIDO DESVIO, MAS AFIRMOU QUE PROCUROU ‘FAZER O TRABALHO DA MELHOR FORMA” (destaque meu)”.
Neste ano, Walter Caveanha foi nomeado pelo governador Serra para a Ouvidoria da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de Săo Paulo). A Gazeta Guaçuana, no Tome Nota, comentou: “Nem mesmo as denúncias de supostas irregularidades durante a gestăo na Sert foram empecilhos para a nomeaçăo de Caveanha para o cargo”. Apurei que a Artesp é uma agência reguladora criada no bojo dos processos de privatizaçăo e concessăo de serviços do Estado à iniciativa privada, devendo regular e fiscalizar a concessăo das estradas no Estado. Como parte dessa agência, existe a Ouvidoria, cargo para o qual Caveanha foi nomeado, que é um órgăo para ouvir as reclamaçơes dos usuários. O PTB controla a ARTESP e este cargo (Ouvidoria) ficou com o partido. O seu presidente, deputado Campos Machado, provavelmente o preencheu com a nomeaçăo do ex-prefeito de Mogi Guaçu. O salário da Ouvidoria deve ser menor do que aquele recebido por Caveanha como Secretário do Trabalho. Espera-se agora que a sua atual gestăo năo seja tăo polêmica como aquela que ocupava até dezembro de 2006!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista de Mogi Guaçu
agosto de 2007

Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu

março 21, 2007

Zero em gestão !! Zero em Matemática !! Zero em Geografia !! Zero em Geometria e Física !!! Mas nós é que ficamos de castigo !!!

Filed under: Lauro Jardim, PSDB, PTB, Secretaria Estadual do Trabalho, Walter Caveanha — Humberto @ 1:17 am
Contas da Secretaria do Trabalho, na gestăo Alckmin, foram reprovadas
Auditoria do Ministério do Trabalho
Jasson de Oliveira Andrade
Fotos: Arquivo Portal
A revista VEJA desta semana, com data de 21 de março, na coluna RADAR, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, publicou uma nota que pode estar relacionada com a gestăo de Walter Caveanha, ex-prefeito de Mogi Guaçu, na Secretaria Estadual do Trabalho. Em caso contrário, o petebista poderá se manifestar neste espaço, dando a sua versăo.
A Nota do Radar, de autoria de Lauro Jardim, sob o título Efeito retardado 1, está assim redigida: “As relaçơes entre José Serra e Geraldo Alckmin, que nunca foram lá essas coisas, tendem a piorar. Esqueletos da antiga administraçăo tucana têm saído do armário. Todos com potencial para assustar. Dois exemplos: as contas da Secretaria Estadual do Trabalho, que o entăo governador Geraldo Alckmin presenteou ao PTB [o secretário nomeado naquela época era Walter Caveanha], foram totalmente reprovadas por auditores do Ministério do Trabalho. Agora, o governo Serra está sendo convidado a devolver ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) nada menos que 200 milhơes de reais. Efeito retardado 2 – Como se năo bastasse, constataram-se também problemas em convênios assinados pela Secretaria de Agricultura do governo Alckmin.”

A palavra agora está com Walter Caveanha, ex-secretário do Trabalho de Alckmin. Como ele substituiu outro secretário, precisa explicar se realmente foi em sua gestăo que as contas foram totalmente reprovadas. Enquanto ele năo se manifestar, fica a dúvida. Uma coisa é certa: Alckmin, segundo essa Nota, mais uma vez deixa Serra em situaçăo difícil, conforme também digo no meu artigo “A verdade sobre o governo Alckmin”.

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu

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