ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

setembro 2, 2009

Deputado lê Carta Capital no plenário da ALESP e pergunta porquê o caso que envolve ALSTOM e o PSDB de Covas/ Serra/ Alckmin não sai na Globo!

A TV Assembléia é um barato. As participações de Adriano Diogo, Major Olímpio e do Carlos Gianazzi costumam ser – no bom sentido – impagáveis. Essa madrugada, estava passando uma discussão sobre as OSS e o Adriano Diogo mostrou num telão, um trabalho em “flash”, acho que preparado pelo SINDISAUDE, denunciando as mazelas da terceirização/ precarização da Saúde no Estado de São Paulo, principalmente no que tange as chamadas OSS / OSCIPS ( que, no Congresso Nacional, e só para inglês ver, são investigadas mas, aqui em SP, são praticamente sócias do poder tucano, sem aparente contestação ). Infelizmente eu ainda não consegui descolar esse trabalho. Duas coisas de que me lembro, expostas ali: a média salarial de um funcionário terceirizado [ ou sei lá como chamam ] é de cerca de 5 mil e poucos reais enquanto a média de um funcionário da Secretaria da Saúde estaria em torno de hum mil e quinhentos reais.
Outra coisa que lembro: um laboratório, desses que prestam uns serviços terceirizados – Laivosier, se recordo – pertence ao Laboratório Fleury que, por sua vez pertence ao laboratório DASA que tem como um de seus membros, em seu Conselho de Administração, a tucana Claudia Costin, atual secretária de educação do município do Rio de Janeiro.
Em seguida ao Adriano Diogo, o deputado Roberto Felício leu no microfone a matéria da Carta Capital desta semana, sobre as novas revelações do caso internacional de propina envolvendo a ALSTOM e políticos do governo no poder em São Paulo, quando da assinatura de um contrato para fornecimento ao Metrô Paulista, ainda na administração Mário Covas. Roberto Felício dirigiu-se à platéia, externando sua incompreensão pelo fato do caso ALSTOM-PSDB de SÂO PAULO não aparecer na Globo. “Nós sabemos porquê”, disse o deputado.
Felício diz existir “blindagem” do governador Serra no caso Alston
31/08/2009
Reportagem do jornalista Gilberto Nascimento, da revista CartaCapital, traz novos detalhes sobre o esquema de propinas pagos pela Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo
31/08/2009
Leia a íntegra da matéria:
A nova testemunha
O caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo começa a ser desvendado nos seus mínimos detalhes. Um executivo que acompanhou de perto a execução do plano forneceu informações valiosas sobre o método de operação das duas grandes companhias europeias para favorecer autoridades e funcionários de empresas públicas no Brasil.
Um documento com informações sobre o modus operandi da Alstom e da Siemens foi repassado ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pelo alto funcionário, cujo nome não foi revelado. O relatório do informante faz menção também a pagamentos a políticos de Brasília e da Bahia.
A francesa Alstom é uma grande fabricante de turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala e faturou 72 bilhões de euros no ano passado. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, de acordo com a fonte.
Para que o dinheiro da “caixinha” retornasse ao Brasil, a Alstom e a Siemens, de acordo com o documento entregue ao MP, utilizariam um mesmo esquema: os serviços dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, donos das empresas Procint Projetos e Consultoria Internacional e Constech Assessoria e Consultoria Internacional, apontadas pelo informante como as responsáveis pelas offshore no Uruguai Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A.
A propina seria enviada para essas empresas uruguaias e daí para a Procint e Constech. Estas repassavam o dinheiro a políticos e diretores de empresas públicas, por meio de notas frias, como um suposto pagamento a serviços de consultoria. Arthur e Sergio Teixeira foram procurados por CartaCapital no escritório da Procint, em Cerqueira César, região central de São Paulo, mas não telefonaram de volta. Uma gerente administrativa, identificada como Marina, adiantou que “com certeza, ninguém vai falar nada, por não ser verdade”. Arthur também não foi localizado em sua residência.
O executivo sem nome revelado entregou ao MPF dois contratos da Siemens (em nome da matriz na Alemanha e da filial brasileira) com as offshores uruguaias. Em sua avaliação, ambos comprovariam o envolvimento da empresa alemã no esquema. Informado sobre o relato do executivo, o deputado estadual Roberto Felício (PT) encaminhou as denúncias ao procurador da República Rodrigo De Grandis para auxiliá-lo “no aprofundamento das investigações”.
Desde o ano passado, a Siemens é investigada na Alemanha e em outros países por causa de pagamentos suspeitos num total de 2 bilhões de dólares. Reportagens do Wall Street Journal a respeito da Alstom no Brasil também apontaram irregularidades semelhantes às praticadas pela Siemens. Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pago suborno a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. Um ex-diretor, Reinhard Siekaczek, acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
O relatório enviado ao MPF aponta supostas irregularidades e desvios nos projetos da Siemens no Brasil na linha 5 do Metrô, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na entrega dos trens série 3000 (também conhecido como trem alemão) para o governo paulista e num contrato de manutenção do Metrô do Distrito Federal. No caso do trem alemão, hoje em circulação na Vila Olímpia, na mesma zona sul paulistana, teria sido realizado um acordo para a empresa Mitsui fornecer dez desses veículos à CPTM.
Os vagões seriam produzidos na fábrica da Siemens em Viena e a Mitsui ficaria responsável pela assistência técnica, o fornecimento de peças de reposição, o treinamento e a operação inicial. Ocorre que a Mitsui não fabrica peças, tampouco tem experiência ou competência na prestação desse tipo de serviço, segundo o executivo. Daí porque a empresa subcontratou o trabalho a terceiros. O “acordo” não teria qualquer sentido, já que a Siemens é uma das fabricantes originais das peças e a provedora natural desses serviços.
O informante sugeriu ao MPF a quebra do sigilo bancário e fiscal das firmas envolvidas nas denúncias para comprovar o trajeto do dinheiro que retorna ao Brasil. Contatado, o procurador Rodrigo De Grandis informou que não comenta o caso em razão de estar sob segredo de Justiça.
Outras novidades sobre o caso Alstom têm vindo à tona. O deputado Felício e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Rui Falcão, pediram ao MP estadual o exame da movimentação financeira de duas empresas. Uma delas tem como sócio o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), Robson Marinho, e outra o ex-presidente da Alstom no Brasil, José Luiz Alquéres.
Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir um contrato de 100 milhões de reais em 1998, pouco depois de deixar a chefia de gabinete da Casa Civil do governo Mário Covas e assumir o cargo de conselheiro do TCE. O Ministério Público da Suíça bloqueou uma conta naquele país atribuída a Marinho, com cerca de 1 milhão de dólares. O conselheiro nega ser o titular da conta.
A empresa de Marinho tem um sugestivo nome: Rumo Certo Incorporação e Participação Ltda. Fica na cidade paulista de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, atua no ramo imobiliário e aluga imóveis próprios. Tem um capital social de 1 milhão de reais. O ex-presidente da Alstom é sócio majoritário da J.L. Alquéres Engenharia Consultiva Ltda., localizada na avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro. Certidões emitidas pela Receita Federal mostram que as duas empresas continuam em atividade, de acordo com os deputados petistas. Os parlamentares querem que o MPF analise se a movimentação das empresas e de seus sócios é adequada ao porte de cada uma delas e se a evolução patrimonial de Marinho e Alquéres é compatível com os seus rendimentos.
Apesar das denúncias feitas pelas autoridades suíças e pelo Ministério Público estadual e federal no Brasil, o governo Serra mantém a mesma relação com a Alstom. “O governo continua utilizando os mesmos contratos com aditivos e não fazendo novas licitações. Fizeram aditivos com valores muito diferentes dos originais, com os contratos de até cinco anos que não poderiam ser prorrogados”, critica Felício. “Para comprar novos trens, teria de ser feita outra concorrência pública.”
Entre os contratos com problemas há um de 1997 firmado com o consórcio Metrosist (do qual a Alstom faz parte), no valor de 219 milhões de reais (em valores corrigidos). O último aditivo, que o prorrogou até 2011, foi de 92 milhões de reais. Segundo o Ministério Público, os contratos nunca poderiam ultrapassar o período de 60 meses, mas o da Metrosit já completa 14 anos. O contrato da Linha 4 do metrô paulistano (a Linha Amarela, entre Vila Sonia e Faria Lima), no total de 2 bilhões de reais, já atingiu 77 meses. Teve um aditamento de 142 milhões de reais.
O total de contratos firmados pelo governo com a Alstom, entre 1989 e 2006, somou 7,5 bilhões de reais. Desses, 5,7 bilhões foram assinados pelo Metrô e 2,6 bilhões pela CPTM. No governo Serra, foram mais 2,08 bilhões de reais, dos quais 320 milhões em aditamentos. Em um novo contrato para a reforma e modernização de trens antigos da Linha 3 (na zona leste), em abril, a Alstom ganhou uma licitação no valor de 375 milhões de reais. O contrato, estranhamente, dura 68 meses.
Os recursos destinados à Alstom aumentaram entre os governos tucanos de Alckmin e Serra. Houve uma elevação no valor dos contratos de 34,5%. Na gestão de Alckmin, entre 2001 e 2006, eles totalizaram 3,1 bilhões de reais. Nos dois anos e meio de Serra, 2,08 bilhões. Por mês, Alckmin destinou à empresa 51 milhões de reais e Serra, 69,5 milhões.
Há um ano, o PT tentou, sem sucesso, aprovar a criação de uma CPI para investigar o caso Alstom na Assembleia Legislativa de São Paulo. Conseguiu coletar apenas 23 assinaturas, das 32 necessárias. “Há uma blindagem na Casa para proteger o governador”, reclama Felício. “Há uma relação espúria entre agentes públicos ligados diretamente ao Palácio dos Bandeirantes e uma empresa privada que paga propinas para continuar mantendo privilégios do Poder Público estadual”, diz o deputado petista.
Em 1999, um ex-diretor da Alstom, José Sidnei Colombo Martini, deixou a empresa para dirigir a estatal Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Em 2006, no governo Alckmin, Martini foi responsável pelo processo de privatização dessa companhia.
Outros diretores de empresas públicas envolvidos no caso Alstom ainda gozam da confiança de Serra. Presidente da Companhia do Metropolitano entre 2003 e 2007, Luiz Carlos Frayze David foi apontado como um dos responsáveis pelo acidente da Linha 4 do Metrô e perdeu o cargo. Hoje, integra o conselho de administração da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista e a Comissão de Ética da Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo (Artesp).
Durante suas gestões como superintendente do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER) e a presidência do Metrô, assinou contratos considerados irregulares pelo TCE num total de 510 milhões de reais (em valores atualizados). David responde ao menos a doze processos. Ele não foi encontrado na Dersa. Uma assessora identificada como Eny disse não fazer ideia de como localizá-lo.
Ex-diretor-jurídico da mesma empresa, Benedito Dantas Chiaradia também assinou contratos considerados irregulares, no total de 325 milhões de reais. Fez isso nos períodos em que ocupou os cargos de chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado de São Paulo e de diretor da CPTM. Entre outros contratos com problemas, segundo o TCE, Chiaradia foi o responsável por um contrato com a Tejofran-Cegelec (esta do Grupo Alstom), para a reforma da Linha Sul da CPTM, no valor de 58 milhões de reais. Contatado por meio de uma ex-colaboradora, ele não retornou o telefonema.
Protestos
As obras da Linha Amarela trazem transtornos para os moradores da região.
Por Luana Lila
A satisfação de ter uma estação de Metrô perto de casa durou pouco para os vizinhos da Linha 4 (Amarela), que ligará o bairro da Vila Sônia à região da Luz, no centro de São Paulo. As obras já ganharam destaque pela abertura de uma cratera gigante, na futura estação Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007. Mas acidentes menores, e menos divulgados, também fazem parte do percurso desse empreendimento.
No bairro do Butantã, região do Jardim Previdência, dezenas de pessoas sofrem com problemas causados pela construção do Metrô. São rachaduras no chão e nas paredes, canos partidos e vazamento de água. O exemplo mais emblemático é o de dona Cida, que preferiu não revelar o sobrenome por temor de represálias. Em razão dos estragos, ela e seu marido foram obrigados a mudar para a edícula de sua casa. O conserto foi efetuado por uma empresa contratada pelo Consórcio Via Amarela e se arrastou por dez meses. Durante esse período, dona Cida foi assaltada por dois ladrões que usavam uniformes da terceirizada. Segundo ela, durante as obras, muitos funcionários da empresa se encontravam em seu quintal para discutir questões alheias à sua reforma. “Não dava para saber quem saía e quem entrava, até que um dia os ladrões renderam os pedreiros. Depois eles nos levaram para o fundo, pois já sabiam que estávamos morando lá.”
Cyro Fiuza, gerente de comunicação do Jockey Club de São Paulo, vive na mesma rua. Ele entrou em contato com a Coordenadoria de Relacionamento do Metrô e solicitou uma vistoria para indicar uma série de rachaduras que surgiu durante as obras. Depois da avaliação, o engenheiro responsável concluiu que a casa não está na área de influência do Metrô. No entanto, residências localizadas no mesmo quarteirão foram indenizadas pelo Consórcio. “Parece que eles já vieram com a conclusão pronta. Olharam apenas para cumprir o protocolo”, lamenta Fiuza. Em nota, o Consórcio Via Amarela afirmou que “as alterações encontradas no imóvel do senhor Fiuza não têm relação com as obras da Linha 4-Amarela”.
(fonte: revista Carta Capital – 31/8/2009)

julho 11, 2009

Secretaria de Saúde de SP avisou a imprensa, antes de comunicar aos pais sobre o contágio da menina de Osaco!!

Arquivado em: epidemias, Gripe suína, Secretaria Estadual de Saúde de SP — Humberto @ 3:27 pm
Taí algo muito esquisito.
Que a gripe suína não é mortal por si só, acho que já sabemos. As autoridades de saúde paulistas estão fazendo os esclarecimentos adequados à população. OK?
A imprensa, por sua vez, parece estar agindo corretamente, informando devidamente e desfazendo as dúvidas que porventura surjam.
PERAÍ! Que é que eu estou escrevendo? Esqueçam tudo!
Ontem nós fomos invadidos pela notícia de que a gripe suína havia feito uma vítima, a menina de Osasco, Michelle, de 11 anos. Com algum trabalho, conseguimos desencavar, debaixo de toda a tralha, que a menina morreu “COM” a gripe, e não “DE” gripe suína. Isso faz muita diferença. Principalmente, se considerarmos a torcida uniformizada do imprensalão, ávida por uma epidemia mortal e incontrolável, pois assim teriam algo para usar contra o governo do Lula.
Esse texto está ficando meio paranóico. Deixa prá lá, e vou direto ao assunto: hoje, no JT, saiu o seguinte: “Família soube de contágio pela imprensa“.
O parágrafo inicial do texto diz:
“A família de Marcelle Camila Laguna, de 11 anos, foi surpreendida pelo anúncio feito pela Secretaria Estadual de Saúde de que a morte da menina tinha relação com a gripe suína. Até a noite de ontem [ OBS: dia 10 ], os parentes não tinham sido comunicados oficialmente da causa do óbito da menina. Eles afirmam que foram negligenciados pelas autoridades estaduais ( … )”.
Aqui há duas coisas a se ponderar: parece que a Secretaria preferiu – antes de qualquer coisa, com fanfarra e tudo – alimentar a imprensa para esta, por sua vez, alimentar a histeria e a desinformação. Segundo: na parte em vermelho a informação que se dá é que os parentes não haviam sido comunicados oficialmente da causa do óbito. Aqui o jornal troca a informação pela emoção: a “negligência” alegada, as autoridades que não informaram a família. Mas há um truque, ou um desleixo: [ as autoridades ] não informaram a causa do óbito. E qual foi a causa? Não percam o rumo, levados pela emoção e revolta: não foi a gripe suína. Infelizmente, o jornal não deixa isso claro e nem pareceu fazer questão disso.
O que não muda o fato de que a Secretaria preferiu correr, primeiro, à imprensa, para finalmente informar – também – aos pais da menina. E informou errado. E a informação foi transmitida, também errada, pela imprensa.

Menina de Osasco "COM" gripe suína morreu ou não "DE" gripe suína?

Arquivado em: Gripe suína, Secretaria Estadual de Saúde de SP — Humberto @ 3:43 am
Dia desses, este modesto blog postou o seguinte: um jornal esportivo escreveu [ não com estas exatas palavras ] que “Michael Jackson morreu, um dia após a classificação da seleção americana de futebol à final da Copa das Confederações” [ VEJA AQUI ]. Estava escrita de uma tal maneira que dava a entender que a classificação da seleção foi a causadora da morte do pop star.
Então.
Hoje soubemos que uma garota de apenas 11 anos, residente em Osasco ( SP ) morreu. A causa? Bom, aí é que a porca [ sem trocadilho com "suína" ] torce o rabo: causa truncada. Simplesmente parece – até este momento em que eu escrevo – que não há um consenso.
Assim apresentou o fato a Folha Online:
“Criança de 11 anos é 1ª vítima de gripe suína em São Paulo
WANDERLEY PREITE SOBRINHO

colaboração para a Folha Online
Atualizado às 16h27

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte em decorrência da gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)– registrada no Estado, em entrevista na tarde desta sexta-feira. Segundo a secretaria, a vítima é uma menina de 11 anos, moradora de Osasco (Grande São Paulo), que morreu no último dia 30 de junho ( … )”.
Assim, tanto manchete como parágrafo inicial nos levam a concluir que a gripe suína foi a causadora do óbito. Vamos examinar mais um veículo. O Estadão:
“SP tem 1ª morte por gripe suína; forma de contágio é investigada
Governo não sabe como menina contraiu o vírus A(H1N1), já que ela não teria tido contato com viajante ou doente
Fabiane Leite
O Estado de São Paulo informou ontem o primeiro óbito de paciente infectado por gripe suína, de uma menina de 11 anos que faleceu em Osasco (Grande São Paulo) no último dia 30 de junho ( … )”.

Aqui, a manchete diz “1ª. morte por…”, ou seja, “devido a“. O primeiro parágrafo, no entanto, relata, “neutramente”, que a paciente estava infectada, e que ela morreu, mas não responsabiliza diretamente a peste. Menos mal. Agora, uma bizoiada no site dO Globo:
SP registra segunda morte por gripe suína do Brasil
Publicada em 10/07/2009 às 16h11m
Reuters, O Globo, GloboNews TV
SÃO PAULO – A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira a segunda morte por gripe suína no país. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu no último dia 30 de junho. A vítima é uma menina de 11 anos, que morava em Osasco, na Grande São Paulo ( … )”.
Aqui não tem jeito: segundo o jornal das Organizações Kamel, a causa da morte foi mesmo a gripe suína. Manchete e parágrafo inicial convergem.
Por fim, o site da Agência Brasil relatou assim o caso:
Menina de 11 anos morre de gripe suína em Osasco
Bruno Bocchini Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Uma menina de 11 anos faleceu no dia 30 de junho num hospital particular da cidade de Osasco, no estado de São Paulo, com o vírus Influenza H1N1, que provoca a gripe suína ( … ) De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas, a gripe colaborou para o agravamento do quadro de saúde da criança, que estava com uma infecção provocada por uma bactéria do tipo pneumococos ( … )”.
Aqui temos o seguinte: a agência governamental disse, na manchete, que a gripe matou a menina. Mas as palavras do secretário de Saúde de SP, reproduzidas no texto, indicam que a gripe “contribuiu” pra isso.
Resta conferir na imprensa local. O texto a seguir foi tirado do site Visão Oeste:
Menina de 11 anos com gripe suína morre em Osasco
10 de julho de 2009
Uma menina de 11 anos morreu no dia 30 de junho num hospital particular de Osasco, com o vírus Influenza H1N1, que provoca a gripe suína.
A informação foi divulgada hoje, 10, pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. A criança apresentou sintomas como febre, vômito e dor abdominal, no dia 28 de junho. No dia 29, ela apresentou febre de 39 graus, tosse e dores no corpo.
No dia 30, foi levada pelos pais ao hospital, onde chegou com sinas de choque séptico, caracterizado pela redução do fluxo sanguíneo, causada pela liberação de toxinas de bactérias. A garota teria morrido seis horas após ser internada.
A causa da morte não foi diretamente a gripe, mas septicemia (infecção generalizada). A gripe suína agravou sua saúde, pois a menina já tinha pneumonia. O diagnóstico só foi confirmado depois da morte da menina, quando pessoas da família dela começaram a apresentar os sintomas da gripe suína. O resultado dos exames só foram confirmados nesta sexta-feira.
Em nota oficial, a secretaria estadual afirmou que, “no dia 1º de julho, o irmão da criança, de 7 anos, começou a apresentar sintomas de gripe e foi levado ao Instituto Emílio Ribas, onde colheu amostras para diagnóstico de influenza A”. O resultado deu positivo. O pai das crianças está internado, também com sintomas da gripe A.
“Se o irmão não tivesse pegado gripe suína, não saberíamos que ela tinha morrido por gripe“, disse o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas. Segundo Barradas, há 13 casos notificados na região de Osasco e seis na própria cidade.
Clique aqui para ler nota oficial da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo sobre o caso.”
Continua meio truncado. O Visão Oeste não inventou: a menina, “com” gripe suína, veio a falecer. Está correta a manchete: ela contraiu o vírus; mas não parece ter morrido “de” gripe suína.
Só que, aqui, dessa vez, de acordo com as palavras do secretário de Serra, “não saberíamos, não fosse o irmão adoentado, que ela tinha morrido ‘por’ gripe”.
No começo da noite, a Agência Brasil veio com a nova versão que, parece, será a definitiva:
Gripe suína foi causa secundária da morte de menina em Osasco
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A gripe influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, não foi a c
ausa principal da morte da menina de 11 anos ocorrida na cidade de Osasco (SP), no dia 30 junho. Segundo o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas, a morte foi em decorrência de uma infecção generalizada por uma bactéria (pneumococo), causadora da pneumonia. “A gente pode dizer é que a gripe ajudou. Mas o que determinou a morte da criança foi a infecção pelo pneumococo, bactéria que causa a pneumonia nas pessoas. A gripe deve ter reduzido o sistema imunitário dessa criança e isso fez com que ela conseguisse desenvolver a septicemia [infecção generalizada] e, consequentemente, ir a óbito”, disse hoje (10) o secretário em entrevista coletiva.
A presença da bactéria pneumococo e do vírus da gripe foi detectada nos exames de sangue realizados na menina. De acordo com o secretário, a vítima não apresentava os sintomas da doença, o que dificultou o diagnóstico.
“O que ela tinha era sintomatologia abdominal, dores no abdome, vômitos, não tinha um quadro de gripe. Nós encontramos [o vírus] depois da morte. É um achado [ter descoberto] que ela teve gripe, mas dizer que foi a gripe a causadora do óbito é difícil”, afirmou. O pai, a mãe e o irmão da menina estão contaminados também com a gripe suína. Mas somente o pai está internado por ser hipertenso. A família não informou se teve contato com pessoas com a doença ou se viajou recentemente a países com alto índice de pessoas contaminadas. O secretário disse que a vigilância epidemiológica do estado está investigando a origem do contágio.”
FINALIZANDO: acho que o suficiente já foi dito pela infectologista da UNIFESP Nancy Bellei, e não custa repetir, afim de esclarecer certos pontos que poderiam ser explorados pela mídia golpista e tucana: “Influenza A H1N1 não é mais perigosa que a gripe comum, é até mais leve. A preocupação é o contágio que pode acontecer de forma mais rápida ( … ) as pessoas que pegaram a gripe A H1N1, rapidamente melhoraram e voltaram ao trabalho geralmente após cinco dias”.


maio 21, 2009

Serra usa verba do governo federal para propaganda!!! CARA DE PAU em campanha!!

Serra usa verba do governo federal para propaganda *
19/05/2009 – ELEIÇÕES 2010

ABCD Maior

Filas no hospital Nardini: governador faz propaganda.

Pacientes do hospital Nardini, de Mauá, recebem carta sobre apoio do governo estadual
O governador José Serra (PSDB) está assumindo a paternidade dos investimentos feitos pelo governo federal no Hospital Municipal Nardini de Mauá. Cartas, assinadas pelo tucano, com o título de ‘Pesquisa de Satisfação’, têm sido enviadas a pacientes que estiveram internados no Nardini, informando o valor investido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na estadia do cidadão. Entretanto, o investimento a que Serra se refere vem do Ministério da Saúde, do governo federal, direto para administração municipal.
Na correspondência, Serra adota uma linguagem bem próxima do paciente, explicando que o Hospital Nardini é conveniado ao SUS (Sistema Único de Saúde) e também identificando o valor gasto pelo governo, “pago com impostos”, no atendimento ao paciente: R$ 48,89. Em visita recente ao ABCD, Serra negou publicamente o pedido de auxiliar o financiamento do Nardini junto à prefeitura. “O prefeito Oswaldo (Dias, PT) que pegue seu chinelo e vá matar as baratas do Nardini”, disse à ocasião.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, desde 2007 foram investidos R$ 2,450 milhões no Nardini. Envolvendo todos os gastos, o Nardini custa R$ 5 milhões por mês aos cofres municipais, de acordo com o secretário de Saúde e vice-prefeito da cidade, Paulo Eugenio Pereira. O que comprova que o repasse do governo Estadual em três anos não bancou nem um mês de funcionamento do Nardini. O Ministério da Saúde é quem faz o grande investimento do SUS em hospitais municipais: só no mês de março, repassou R$ 1.771.557,65 para atendimentos de média e alta complexidade e ambulatoriais.
A ‘Pesquisa de Satisfação’ também questiona detalhes como se foi cobrado algum valor pelo atendimento, o tempo de demora, avaliações do local de atendimento e dos profissionais e se o paciente realmente esteve internado. De acordo com a assessoria do governo, essa carta é chamada de provão do SUS e realizada todo ano para balancear a atuação dos hospitais conveniados ao SUS.
Campanha Antecipada - O tucano é apontado como o provável candidato à presidência e deve disputar o cargo com a ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef (PT). Na avaliação do médico da rede pública de São Bernardo e conselheiro de Saúde, Nelson Nisenbaum, a prática não acrescenta nada ao sistema de saúde e pode ser caracterizada como campanha eleitoral antecipada. “Ele começou com essa prática quando era ministro da Saúde na gestão FHC. Não sei qual é o canal que ele procura, mas isso é extremamente inapropriado e inadequado. O cidadão fica se culpando por ter custado tantos reais ao Estado. É uma campanha eleitoral antecipada”, avaliou Nisenbaum.
O ex-secretário de Saúde de Santo André, Homero Nepumuceno, explica que a participação do Estado no financiamento de hospitais municipais é inexpressiva, representando no máximo 3% da receita. “Ele devia citar que o repasse parte do governo federal e não deixar nas entrelinhas que o investimento é do Estado. É uma campanha com o chapéu do presidente”, disse Homero.
Os investimentos feitos pelo SUS, de acordo com Homero, são baseados na média de atendimentos dos Hospitais, mas não significa que vão custear todos atendimentos. “Você não recebe por produção, os investimentos aqui na Região representam 30% do total. O restante é feito pelas prefeituras. A grande parte desses investimentos é feita pelo Ministério da Saúde. A ajuda do governo estadual é pontual e pode vir por meio de emendas parlamentares”, completou. Sobre a pesquisa, o ex-secretário acredita que ela possa ter um efeito para analisar a eficiência dos hospitais, mas deveria ser repensada. “O argumento do Estado é muito fraco. Eles dizem que fiscalizar o sistema é o papel deles. Tudo bem, mas por que não dizem que o investimento é federal?”.

( * Dica da leitora Lucy )

abril 26, 2009

Hospital da rede estadual de São Paulo libera paciente que possuia apendicite e precisava de cirurgia emergencial. O cara quase morre!

O local é o Hospital de Vila Alpina, que tem na ficha corrida alguns casos de gestantes que morreram na cirurgia, devido, parece, à imposição de parto normal [ Celso Lungaretti tomou ciência destes casos e falou deles em seus blogs. Vejam mais adiante. ], e outros como este: “Mais um caso: Liberada do Hospital de Vila Alpina, paciente é operada no ABC no dia seguinte por rompimento do intestino” ( Folha de Vila Prudente, Data: ? ). Imprensalão não fala nada. Este hospital é [ ou era ] administrado por uma OSCIP. A vergonha: percebam as desculpas da assessoria de imprensa da Secretaria. Só falta dizerem, naquela maneira burocrática, que os doentes inventaram a doença depois que sairam do HVA.
Com alta no Hospital de Vila Alpina, paciente passa por cirurgia emergencial
Rafael Gonçalo, da Folha de Vila Prudente

Francisco Pulice Neto mostra documentos que comprovam as passagens pelos dois hospitais

O restaurador Francisco Pulice Neto, de 32 anos, morador da Santa Clara, viveu dias de agonia neste mês. No último dia 3, ele começou a sentir fortes dores na barriga e seguiu para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) do Jardim Independência. Medicado, voltou para casa, porém, o mal-estar prosseguiu. Então, Neto foi até o Hospital Estadual de Vila Alpina e após exames, ouviu que se tratava de uma infecção no fígado. Foi encaminhado então para tomar soro e recebeu alta durante a madrugada, junto com um receituário de Buscopan e Plasil. Entretanto, não conseguiu dormir devido às fortes dores que persistiram. Na noite do dia 4, Neto resolveu ir ao Hospital Municipal Ignácio Proença de Gouvêa (antigo João XXIII), na Mooca, onde foi internado imediatamente e no dia seguinte sofreu uma cirurgia de emergência, por conta de uma apendicite aguda, que se não fosse tratada a tempo, poderia levá-lo à morte.
“Cheguei no Hospital de Vila Alpina vomitando e com dor. Falaram que era uma inflamação no fígado. Me deram soro, remédio, receita e me deram alta. Cheguei em casa e não consegui dormir. Minha sogra disse que a vizinha comentou que podia ser apendicite. Minha mulher procurou na Internet e eu estava com todos os sintomas. Fui para o João XXIII e logo de cara o médico me disse que era apendicite mesmo”, narrou Neto.
O restaurador ainda comentou os momentos que precederam a cirurgia. “Os médicos que me atenderam no João XXIII fizeram todos os exames e diagnosticaram a apendicite. Já no dia 5, às 13h, fui operado. Me falaram que se demorasse mais um pouco para eu ir ao hospital, podia até morrer, pois estava muito inflamado”, explica o restaurador, que afirma ter recebido outro tratamento no Vila Alpina. “Podiam ter ao menos me examinado, mas nem chegaram a me tocar”, ressalta.
Neto ficou internado no hospital municipal até o último 17, devido à gravidade da infecção. “Me faziam exames de sangue diários. Mesmo depois da cirurgia, ainda davam alterações. O médico não me liberou enquanto eu não estava 100%. Mesmo agora que estou em casa, ele me deu 15 dias de atestado, para não fazer nenhum esforço”, completou.
Segundo a esposa do restaurador, Andréa Camargo Pulice, o casal não têm a intenção de processar o hospital. “Acho que não iremos abrir processo não. Tem que contratar advogado, não tem como. A intenção foi mais de divulgar o que aconteceu com meu marido mesmo”, explica.
Apuração
Através da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital Estadual de Vila Alpina esclareceu que o “paciente deu entrada na unidade no dia 3 deste mês, às 20h, com queixa de dor no estomago e náuseas”. Ainda segundo a nota, foi ressaltado que Neto “foi avaliado inicialmente, fez exames laboratoriais e eletrocardiograma, que não apontaram alteração. O paciente estava bem hemodinâmicamente, sem indícios de abdômen cirúrgico e foi medicado para as queixas de dores. Como o paciente apresentou melhora e bom quadro clinico e físico, foi liberado com medicações para os sintomas citados”.
Para finalizar, o órgão de saúde explicou que “o caso foi enviado para apuração interna do hospital. E que havendo indícios de irregularidade no atendimento, será encaminhado para o Conselho Regional de Medicina, instância adequada para a apuração imparcial dos acontecimentos e punição dos responsáveis”. A Folha vai cobrar o resultado da apuração.
Caso parecido, que resultou em morte de mulher de 30 anos, não gerou apuração
No último dia 27, a Folha trouxe matéria de capa, relatando a história de Karine Narvaes, de 30 anos, portadora de um leve atraso mental, que começou a sentir dores na região do abdômen. Ao ver que o quadro não melhorava, e já apresentava disenteria e vomito, Karine foi levada pelo irmão, Fernando Narvaes, ao Hospital Estadual de Vila Alpina. Na unidade, segundo Fernando, ela passou por consulta com uma médica, que teria dito ser apenas uma virose. A moça foi medicada e liberada. Já na madrugada do dia 17, dois dias após a alta, Karine piorou, o Resgate precisou ser chamado e ela voltou ao hospital, onde faleceu três horas depois. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte, apendicite aguda supurada, o que gerou revolta nos familiares.
Na ocasião, o Hospital Estadual de Vila Alpina, através da Secretaria Estadual de Saúde, se limitou a responder que “não havia qualquer indício de problemas cirúrgicos e que a paciente foi medicada e liberada”. Ainda foi explicado, que dois dias depois, ela voltou a dar entrada no hospital com um mal-estar geral, foi novamente atendida e medicada, mas veio a falecer. Na nota não havia menção a qualquer tipo de investigação do caso. ( Folha de Vila Prudente, edição 880, 24.04.09 )

LEIA MAIS:

Hospital paulistano impõe parto normal às gestantes pobrespor Celso Lungaretti

09 setembro 2008
Em julho noticiei e comentei que uma mulher fora praticamente assassinada pela incúria do Hospital Estadual de Vila Alpina (na capital paulista), o qual, mesmo diante das evidências gritantes de que se tratava de procedimento de alto risco, ainda assim a submeteu a longa espera na tentativa de forçar o parto normal:
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2008/07/umas-e-outras.html ( OBS: ESTE BLOG REPRODUZ O POST MENCIONADO, LOGO A SEGUIR )
Foi o suficiente para eu receber uma enxurrada de mensagens de um tal GestaMga, grupo de mulheres defensoras do parto normal, tentando me convencer de que se tratava de uma fatalidade e que o chamado parto humanizado é infinitamente superior à cesárea.
Eu me baseara na reportagem de um jornal de bairro que me caiu por acaso nas mãos, a Folha da Vila Prudente. Tive interesse em acessá-lo nas semanas seguintes e acompanhei os desdobramentos do episódio: outras famílias se queixando de danos terríveis às parturientes ou aos bebês pela mesmíssima insistência em forçarem o parto normal, contra a vontade das pacientes; panos quentes e explicações inconvincentes da Secretaria de Saúde; alguma repercussão na mídia.
Liguei para o repórter responsável pela série, Rafael Gonçalo, e fiquei sabendo que a proporção de partos normais no Hospital da Vila Alpina ultrapassa 75%. Trata-se, em suma, de hospital escolhido pela Secretaria de Saúde como cartão postal das excelências do tal parto humanizado. Daí o empenho das fanáticas do GestaMga em abafar o caso.
Mas, se esse grupo me pareceu um tipo de Liga das Senhoras Católicas — mulheres ricas atrás de alguma ocupação para preencher seu tempo ocioso –, desconfio que o empenho da Secretaria da Saúde não se deva apenas à obsessão em impor às coitadezas a solução que é melhor para elas. Afinal, o parto normal sai muito mais barato para os cofres estaduais e a vida me ensinou que quem pensa o pior dos governos, quase sempre acerta.
Enfim, autoridades e fanáticas têm todo direito de tentarem persuadir as gestantes pobres de que o parto normal é melhor para elas, mas nenhum direito de forçá-las a abdicar da cesárea, se é o que elas preferem.
E, muito menos, de agirem sorrateiramente, não esclarecendo de antemão à gestante que tudo farão para que o parto seja normal.
Essas infelizes obrigadas a recorrer à rede pública estão, na verdade, servindo inadvertidamente como garotas-propaganda de uma campanha promocional do parto humanizado.
Isto é tão inadmissível como as experiências com cobaias humanas que os nazistas desenvolviam e nos causam tanta repugnância quando as vemos nos filmes.
Parece que perdemos a capacidade de indignarmo-nos com os descalabros presentes.

* Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que disponibiliza textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

UMAS E OUTRAS

9.7.08
“O acaso faz com que essas duas

Que a sorte sempre separou

Se cruzem pela mesma rua

Olhando-se com a mesma dor”
(Chico Buarque, “Umas e Outras”)
Cristina dos Santos Cavalcante residia num bairro pobre da zona Leste paulistana, a uns 15 quilômetros do Centro. Tinha 29 anos e esperava sua segunda criança.
Fez o pré-natal na Unidade Básica de Saúde do Jardim Independência, da rede municipal. O nascimento do filho estava previsto para o dia 15 de junho.
A data chegou, passou… e nada. Então, recorreu ao Hospital Estadual de Vila Alpina. Mas, em cada consulta, diziam-lhe que estava tudo normal e deveria voltar dentro de dois dias.
Apesar de suas precárias condições financeiras, ela pagou por um ultra-som numa clínica particular. O exame revelou que o cordão umbilical tinha dado duas voltas no pescoço da criança.
Levou o laudo na consulta seguinte, às 9 horas do dia 27 de junho, sendo internada imediatamente. Em vez de efetuarem logo uma cesárea, deram-lhe medicamentos para induzir o parto normal, que acabou ocorrendo somente às 23h20.
Cristina teve então hemorragia e não havia médico capacitado para dar-lhe o atendimento correto. Os jovens residentes tiveram de chamar “um especialista”.
Quando este finalmente chegou, não havia vaga para Cristina na UTI. Quarenta minutos depois (!), levaram-na a uma sala de observação (!!), na qual não havia equipamento nenhum. E foi lá que ela morreu, seis horas depois do parto. Parte desse tempo foi desperdiçada com a repetição de exames de sangue que a paciente já fizera no mesmo hospital – como se, no momento da emergência, não houvesse a certeza de que o tipo sanguíneo dela fosse aquele que constava da sua ficha.
Segundo o viúvo Márcio Ferreira da Costa, a primogênita já nascera por meio de cesariana, “o que mostra que já não era muito aconselhável fazer o parto normal desta vez”. E acrescentou:- Ela não tinha nada de dilatação. Minha mulher tinha a cintura muito fina e o neném nasceu com quase 4 quilos. Chegando na parte do ombro, o bebê travou e ficou cerca de 5 minutos sem respirar. Ao nascer, nem chorou, foi direto para os aparelhos.
O hospital registrou a morte como “natural” no 56° Distrito Policial – Vila Alpina. O resgate (oportuno e justificado) de Ingrid Betancourt mobilizou três governos e foi assunto da semana na grande imprensa paulista.
A morte (desnecessária e inaceitável) de Cristina dos Santos Cavalcante não comoveu governo nenhum nem interessou à grande imprensa paulista.
Eu só soube dela graças a um valoroso jornal de bairro (a Folha de Vila Prudente) e a um repórter (Rafael Gonçalo) ainda dotado do senso de justiça que deveria ser inerente à nossa profissão.
E só posso fazer o que estou fazendo: compartilhar minha indignação com os leitores, na esperança de que pelo menos alguns percam uns minutinhos enviando e-mails às autoridades, à imprensa e aos amigos.
Depende de nós fazermos com que Cristina dos Santos Cavalcante não tenha morrido em vão, como tantas outras Cristinas de nosso povo sofrido e injustiçado.
Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

abril 30, 2008

CPI denuncia mau uso de verba da saúde em São Paulo

Eduardo Sales de Lima
Brasil de Fato
25/04/28
O governo do Estado de São Paulo, pouco a pouco, vem alterando o modelo de saúde paulista. Essa é uma das conclusões da CPI da Remuneração dos Serviços Médico-Hospitalares, instalada na Assembléia Legislativa para apurar a forma como o poder público tem remunerado os serviços prestados por entidades de direito público e privado e por hospitais universitários.
Um dos papéis centrais nesta política implementada pela gestão tucana é exercido pelas Organizações Sociais (OS), entidades privadas que recebem do Estado a concessão para administrar hospitais e as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Dados do orçamento paulista mostram que o governo tucano prioriza o repasse a essas entidades em detrimento do investimento com o setor público. Entre os anos de 2000 e 2007, os gastos proporcionais com as OS’s cresceram 114,14%, saltando de 9,76% para 20,90% dos recursos gastos com saúde. Já os gastos com “pessoal e encargos sociais” caíram, proporcionalmente, para índices de 26,08%, saindo do patamar em 2000 de 53,58% para 39,6% em 2007.
As informações constam do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. “Os números mostram uma intenção clara do governo do Estado em diminuir seu gasto e sua responsabilidade com o funcionalismo público”, afirma Ciro Matsui Júnior, um dos assessores para a elaboração do sub-relatório do deputado estadual Raul Marcelo (Psol), incluído na CPI. A previsão é de que a entrega do relatório final da comissão, elaborado pelo deputado estadual Hamilton Pereira (PT), ocorra no dia 8 de maio.
Estado mínimo
Atualmente, sete OS’s administram treze hospitais em São Paulo. Segundo a médica sanitarista Virgínia Junqueira, esse modelo de gestão da saúde pública parte do pressuposto de que tudo que é estatal é atrasado – o oposto do que apregoa o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988 e tido como um modelo de referência mundial.
As OS’s surgiram em 1998, com a aprovação do Plano Nacional de Publicização. “A idéia das OS’s foi personificada no programa neoliberal de Bresser-Pereira, então ministro da Administração Federal e Reforma do Estado, no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1995”, relata. À época, Bresser Pereira lançou mão de uma concepção que transita entre o público e o estatal, a “publicização”. Mas “publicizar”, grosso modo, é privatizar áreas sociais chamadas de não-exclusivas – como saúde, educação e cultura.
Virgínia conta que o termo “publicizar” não é original da gestão de FHC. “Esse ‘tucanês’ foi inspirado nos Quangos (Organizações quase não-governamentais, traduzido do inglês para o português), que surgiram na Inglaterra”. A médica sanitarista compara a relação das OS’s e o poder público com a do Banco Central e o Ministério da Fazenda. Segundo ela, o Ministério “paga o dinheiro, mas não controla nada”.
No caso da saúde, a administração pública firma contratos de gestão com as OS’s. Neles, estabelece metas de produção como, por exemplo, a taxa de ocupação de leitos que precisa ser alcançada. E termina aí sua ingerência sobre as entidades privadas, que passam a gerir a infra-estrutura e o dinheiro públicos. “É um problema muito grave a interação das OS’s com o SUS porque ao terceirizar esse processo de administração dos hospitais, o governo do Estado passa a não ter mais controle, mais autonomia ou gerência sobre o que vai ser executado por um determinado hospital”, diz o assessor do relatório de Raul Marcelo, Ciro Matsui Júnior.
As investigações conduzidas pela CPI comprovaram o mau uso de verbas do Estado. Uma equipe visitou os hospitais de Francisco Morato, Itaquaquecetuba, Itaim Paulista, Carapicuíba, Santo André, Grajaú e Vila Alpina. Constatou irregularidades como OS que subcontratam empresas para prestação de serviço ligadas a pessoas da própria entidade privada ou a professores das instituições de ensino mantidas pelas mesmas OS’s. “Não há transparência. E essas organizações não estão submetidas à leis de licitações”, salienta o deputado estadual Raul Marcelo. “As OS’s roubam dinheiro público”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaude), Benedito Augusto de Oliveira.
Ofensiva contra o SUS
A experiência com as OS’s também está incentivando o governo tucano a abrir outra frente de batalha: minar a participação popular no Sistema Único de Saúde (SUS) – um preceito definido pela Constituição, em 1988. Em dezembro de 2007, o governador José Serra ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF), para derrubar a lei estadual que criou os Conselhos Gestores de Saúde no SUS.
Uma das premissas do SUS é a participação dos cidadãos na implementação das diretrizes organizativas específicas de cada hospital público. Os conselhos gestores têm a função de avaliar e fiscalizar os serviços de saúde prestados à população. Sua composição contempla a participação de usuários e funcionários.
Segundo a CPI, nenhum dos hospitais geridos por OS’s visitados durante a investigação possui um Conselho Gestor que siga as diretrizes da Lei 8142,de 1990. Com a ação no STF, José Serra tenta padronizar esse descumprimento da norma. “É uma tragédia para o serviço público e rompe com os princípios do SUS”, salienta o presidente do Sindsaude.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) também afirma que as OS’s e as OSCIP’s descumprem a legislação sobre a administração pública e os princípios e diretrizes do SUS. Um parecer da entidade enfatiza que “é flagrante a inconstitucionalidade e a ilegalidade” de ambas. No entanto, ainda com base na política neoliberal de Fernando Henrique, Estados como Tocantins, Rio de Janeiro, Bahia e Roraima também passaram a transferir serviços de saúde a entidades terceirizadas.
“Metas são absurdas e não dialogam com o SUS”, denuncia enfermeira
Enfermeira narra o cotidiano árduo dentro do universo das Organizações Sociais (OS’s) em SP ; segundo Sindsaude, lógica da cadeia produtiva desqualifica o serviço público
O modelo adotado pelo governo de São Paulo para a administração da saúde tem fomentado um debate no setor. O discurso da gestão tucana é que, com as Organizações Sociais, o sistema de saúde ganhou em produtividade e reduziu custos. Já os críticos argumentam que esse modelo é sustentado a partir da exploração do trabalhador da saúde e que a “produção de números” não significa um melhor atendimento de saúde.
De fato, a produtividade aumentou, mas minimamente. Segundo as variáveis de qualidade do Ministério da Saúde, o tempo médio de permanência na Clínica Cirúrgica, por exemplo, tem uma variável de 4,2 nas unidades administradas pelas OS’s e de 5,4 na administração pública. Mas isso não significa que o hospital é melhor. “Essa elevação da produção dos hospitais OS’s é baseada na super-exploração do trabalhador, principalmente os da área da saúde”, afirma Ciro Matsui Júnior, assessor do deputado Raul Marcelo (Psol) que auxilou a elaboração de relatório que faz parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Remuneração dos Serviços Médico-Hospitalares.
Outro argumento dos críticos das OS’s é que os parâmetros utilizados para a comparação de desempenho atendem, majoritariamente, às lógicas empresarial e de produtividade. A remuneração a cada hospital administrado pelas OS’s se dá pelo percentual dessas metas cumpridas. Se a entidade privada cumpre de 50% a 70% das metas realizadas, por exemplo, vai receber 70% da verba pública relacionada. O percentual aumenta conforme a apresentação de mais números. A questão é que esse desempenho nem sempre dialoga com as necessidades da população. “São índices que medem produtividade do hospital, mas cada hospital tem um perfil diferente, pois atende a população diferentes; essa padronização é muito complicada”, afirma Ciro Matsui Júnior.
Caçar a demanda
Um dado propagandeado pelo governo do Estado de São Paulo para justificar o modelo das OS’s é o de que todas as metas estabelecidas pelo poder público estão sendo cumpridas, o que de fato ocorre. No entanto, esse desempenho é obtido às custas de uma constante pressão sobre o trabalhador da área de saúde. Sindicalistas afirmam que as OS exigem os “números”, mas não oferecem as condições compatíveis – como remuneração ou infra-estrutura de trabalho adequadas.
O Brasil de Fato conversou com Cláudia (nome fictício), enfermeira que trabalha em uma unidade de saúde da família. Segundo ela, são exigidos dos profissionais números surreais de consultas, de produção. “Eles querem que a gente que busque as pessoas na rua para atendermos, gerar produtividade. Nas reuniões, por exemplo, é dito para irmos a salões de manicure, cabeleireiros e convidarmos as mulheres a fazerem papanicolau. A questão é que a mulher faz o papanicolau, mas não tem acesso ao tratamento se realmente estiver com algo mais complexo, como câncer de útero. Não há a integralidade apregoada pelo SUS”, explica a enfermeira. Para ela, o atendimento é feito na lógica que “todo mundo é tratado como se fosse uma massa de números que geram produtividade”. “É muito equivalente à produção de banco, que tem que vender produtos”, denuncia.
Quarteirizados
As OS’s também usam uma outra estratégia para ampliar o cumprimento das metas estabelecidas pelo Estado: a contratação de trabalhadores terceirizados. Em São Paulo , tanto serviços menos complexos (como segurança e limpeza) até serviços mais complexos (como a radiologia e o atendimento médico) estão sendo prestados por empresas contratadas nos hospitais, em um processo batizado de “quarteirização”. Segundo Ciro, esses trabalhadores têm remuneração menor do que os das OS que, em contrapartida, economiza custos e obtêm maior lucratividade. Para o usuário do sistema de saúde, a conseqüência é a piora na qualidade do serviço.
Essa “quarteirização” está mais que presente em São Paulo. Dos 374 médicos que trabalham no hospital Estadual Vila Alpina, apenas 50 integram o quadro de funcionários do próprio hospital, segundo investigação de comissão da CPI da Saúde. Em todos os hospitais visitados, pelo menos um dos setores da assistência médica é prestado por empresas contratadas. Os setores que geralmente são contratados são anestesiologia, neurocirurgia, cardiologia, ortopedia e oftalmologia.
“São duas lógicas, a do funcionalismo público que dialoga com a população; e do funcionalismo precário, que danifica o trabalho. As OS’s excluem o funcionário concursado e colocam o da cadeia produtiva, desqualificando o serviço público”, enfatiza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaude), Benedito Augusto de Oliveira.
Em determinado hospital, também visitado pela comissão de Raul Marcelo, seu assessor, Ciro Matsui Júnior, revelou: “Eu perguntei ao superintendente se não era mais caro terceirizar e ele falou que não, que seria até mais barato para ele porque teria que gastar com férias”.

outubro 6, 2007

Precariedade em hospital no Ipiranga ( SP ) vira chacota em plena Secretaria Estadual de Saúde, diz médico

Médicos apontam falhas no Hospital Ipiranga
Médicos do Hospital Ipiranga denunciaram que a unidade hospitalar, apesar das reformas, encontra-se em estado de abandono, com muitas cirurgias deixando de serem realizadas e importantes exames como o de eletroencefalografia e de otoneurologia, que não são realizados há mais de um ano. Para se confirmar parte das denúncias dos médicos, basta ligar para o hospital e solicitar a marcação de exames. No setor de atendimento, um atendente que se identificou pelo nome de Renato, disse que o exame de eletroencefalografia deve ser feito no Ambulatório Flávio Gianotti ou então no Hospital Várzea do Carmo, localizado no Glicério. Já para o exame de otoneurologia, ninguém soube explicar onde pode ser feito.
Um médico, que pediu para não ser identificado, disse que o Hospital está abandonado. “Os pacientes não podem mais contar com uma série de exames, não tem material de atendimento e nós temos que trazer equipamentos do consultório para medicar. As mudanças anunciadas só visam a estética e não o atendimento ao público”.
Um outro médico, que também pede sigilo, afirma que houve problema na máquina de eletroencefalografia. “Ela ficou com defeito, parada um bom tempo. Nem chegou a ser concertada, pois até já desativaram o local onde era feito o exame”.
Boa parte dos médicos garante que há uma série de cirurgias marcadas e que não estão sendo realizadas. Eles dizem que até a Campanha do Homem, aberta pelo governador José Serra, onde seriam realizados exames cardiovasculares, varizes, diabetes, aneurisma da aorta , câncer da próstata e colesterol só para homens maiores de 40, anos, “virou chacota na Secretaria Estadual da Saúde” [ grifo do blog ] pois, por falta de estrutura, havia mais de 600 pessoas na fila, “mas somente 200 foram atendidas. Houve até tumulto e confusão”, relatam.
Procurada para esclarecer as denúncias dos médicos, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde informou que na primeira semana de saúde do Homem foram atendidos 800 pacientes por completo, entre exames e consultas. Foram realizados mais de 2.284 exames em outros pacientes. “Já na segunda semana, 1.177 homens retornaram à unidade para passar por consulta médica”.
O órgão comentou ainda que os exames de eletroencefalografia e otoneurologia eram feitos no Hospital Várzea do Carmo, que passou por uma reforma e agora já está apto a retomar os exames. “O Hospital Ipiranga realizou esses exames por dez anos. Eram realizados 35 exames otoneurológico ao mês e 95 de eletro”.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde relatou também que o Hospital não está, “de forma alguma”, em estado de abandono. “Muito pelo contrário. O local passou por uma excelente reforma e adquiriu novos aparelhos para toda a unidade. Atualmente existem duas alas que passam por reforma: no 10º andar, que compreende 13 leitos e no 7º andar, onde funciona o parto humanizado”.
A diretora do Hospital Ipiranga, Dra. Vera Salim comentou que as denúncias dos médicos são abusivas e que não condizem com a verdade. “Com certeza quem fez esses comentários não está satisfeito com o salário e quer queimar a imagem do local”. Ela explicou também que não existe nenhuma especialidade cirúrgica que deixou de ser realizada. “O Hospital realiza hoje cirurgias gástricas, urológicas, proctológicas, ortopédicas, ginecológicas, cabeça e pescoço entre outras”.
A Dra. Vera Salim alegou também que o ambiente oferece totais condições de trabalho para o profissional e diz conversar constantemente com as equipes para avaliar todas as suas necessidades, inclusive, as de material necessário para o atendimento. “O objetivo principal do Hospital e das reformas pelas quais ele tem passado é abrir novos serviços e ampliar o atendimento à população. Apesar de considerarmos a estética muito importante para o conforto e humanização no atendimento ao paciente, as reformas visam melhorar o fluxo de atendimento”.

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