ENCALHE

novembro 6, 2008

Polícia Civil de SP: "Pacotão de Imperador Serra é embromação". Enquanto isso, governador recebe torcida uniformizada no Palácio

Site do Major Olímpio, 06.11.08 e 04.11.08

###############################################

A SEGUIR: HUMILHAÇÃO TOTAL

Do Site do Major Olímpio, 04.11.08

Mancha no Palácio
Por esta o Governador de São Paulo, José Serra, não esperava.
Depois de ser recebido no Palácio do Governo, o dirigente da Mancha Alviverde, Paulo Serdan, conhecido por suas confusões nos estádios paulistas, aproveitou o site da torcida para debochar da Polícia Civil de São Paulo, que continua em greve.
Na internet, o dirigente da Mancha se gabou: “Serra é palmeirense de verdade. Não recebeu a polícia, mas recebeu a Mancha”.

Polícia Civil de SP: "Pacotão de Imperador Serra é embromação". Enquanto isso, governador recebe torcida uniformizada no Palácio

Site do Major Olímpio, 06.11.08 e 04.11.08

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A SEGUIR: HUMILHAÇÃO TOTAL

Do Site do Major Olímpio, 04.11.08

Mancha no Palácio
Por esta o Governador de São Paulo, José Serra, não esperava.
Depois de ser recebido no Palácio do Governo, o dirigente da Mancha Alviverde, Paulo Serdan, conhecido por suas confusões nos estádios paulistas, aproveitou o site da torcida para debochar da Polícia Civil de São Paulo, que continua em greve.
Na internet, o dirigente da Mancha se gabou: “Serra é palmeirense de verdade. Não recebeu a polícia, mas recebeu a Mancha”.

Polícia Civil de SP: "Pacotão de Imperador Serra é embromação". Enquanto isso, governador recebe torcida uniformizada no Palácio

Site do Major Olímpio, 06.11.08 e 04.11.08

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A SEGUIR: HUMILHAÇÃO TOTAL

Do Site do Major Olímpio, 04.11.08

Mancha no Palácio
Por esta o Governador de São Paulo, José Serra, não esperava.
Depois de ser recebido no Palácio do Governo, o dirigente da Mancha Alviverde, Paulo Serdan, conhecido por suas confusões nos estádios paulistas, aproveitou o site da torcida para debochar da Polícia Civil de São Paulo, que continua em greve.
Na internet, o dirigente da Mancha se gabou: “Serra é palmeirense de verdade. Não recebeu a polícia, mas recebeu a Mancha”.

novembro 1, 2008

Secretários de Serra não comparecem à audiência pública com policiais

Liderança do PT na ALESP
30.10.08
“A ausência de representantes do governo na audiência é mais um desrespeito do governador com os policiais, com a Assembléia Legislativa e com o povo paulista”, definiu o líder da Bancada do PT, Roberto Felício, ao comentar sobre a ausência dos secretários de Estado da Segurança, da Gestão Pública e da Fazenda na audiência pública que debateu os projetos de lei para as polícias, nesta quinta-feira (30/10).
No entanto, Roberto Felício esclareceu que “a Bancada do PT solidária e compromissada com a luta dos policiais do Estado de São Paulo está apresentando 18 emendas” aos cinco projetos de lei complementares (57, 58, 59, 60 e 61/2008), enviados à Assembléia Legislativa pelo Executivo e que tratam das carreiras das polícias civil, militar e técnico-científica. Entre eles, o que prevê o reajuste salarial de apenas 6,5% para janeiro de 2009 e 6,5% para 2010.
Entre as emendas petistas está a que determina o cumprimento da data-base de 1º de março e a que estipula o reajuste salarial dos policiais civis em 15% para 2008; 12% para 2009 e 12% para 2010. (leia no final da página “em anexo” as emendas do PT)
Entidades exigem respeito
Com a presença de cerca de 300 policiais, 16 representantes de entidades apontaram os problemas encontrados nos projetos de lei complementares do governo. O diretor da Associação dos Praças da PM, Sargento Neto, enfatizou que os policiais “exigem do governo do Estado e dos deputados a valorização da nossa carreira, o cumprimento da nossa data-base, a incorporação das gratificações aos salários, a democratização das instituições e condições dignas de trabalho”.
Neste mesmo sentido, Hilkias de Oliveira (Associação da Polícia Civil), João Rebouças Neto (Sindicato dos Investigadores) e Valter Onorato (Associação dos Escrivães) pediram a valorização dos policiais e apelaram aos deputados da base aliada do governo para que aprovem as emendas propostas pelas entidades, que foram encaminhadas pela Bancada do PT.
“O PSDB faz uma política de arrocho para os servidores e pedimos que aos parlamentares dessa Casa que não deixem que os policiais de São Paulo sejam humilhados com o menor salário entre todos os Estados”, salientou Hilkias de Oliveira.
O representante da Associação dos Bombeiros, Antonio Carlos, fez um apelo ao presidente da Assembléia, o tucano Vaz de Lima, para que abra um canal de diálogo com o governador José Serra. “Leve-nos ao governador José Serra para que essa guerra termine hoje”, afirmou o bombeiro.
Neste mesmo sentido, Marcos Flores da Federação das Associações de Policiais Militares, também pediu ao deputado tucano uma audiência para discutir com o governador ou seus secretários a reestruturação das carreiras policiais.
“Mais uma vez o governador esconde a cara”
“Ou o governo Serra abre mão de seu autoritarismo e aceita as emendas que o PT está propondo ou a greve vai continuar”, disse o deputado Adriano Diogo. Segundo o petista, é praxe da base governista na Assembléia aprovar os projetos sem as emendas e “com isso nós não vamos concordar”. “Não ter nenhum secretário presente aqui hoje, é uma afronta que o governador José Serra nos faz. Mais uma vez o governador esconde a cara”, afirmou Adriano Diogo.
O deputado Enio Tatto, líder da Minoria, explicou que é muito fácil entender a revolta dos policiais ao se verificar os números do orçamento dos tucanos: “O orçamento do Estado de São Paulo em 1998 era de R$ 38,9 bilhões e, com uma média de crescimento de 7% a 8% por ano, chega a 2009 com um orçamento previsto de R$ 116 bilhões. Enquanto isso, nestes dez anos (1998 a 2008), os policiais não tiveram reajuste em cinco anos e nos outros cinco anos os reajustes foram abaixo do IPC, que teve média em torno de 3% ao ano”. “É essa a política do PSDB de valorização dos servidores”, finalizou Tatto.
Para o deputado Carlinhos Almeida, o movimento dos policiais é um alerta para toda a população e para os deputados do descaso com que o governo Serra tem com a polícia. “É preciso colocar o dedo nesta ferida. É um ferida que está aberta no Estado de São Paulo há muito tempo”, salientou Almeida.
“Essa greve já produziu um fato histórico: outros Estados, entre eles Paraná, Minas Gerais e Brasília, já estão mobilizando um greve nacional em solidariedade à policia civil de São Paulo”, enfatizou o deputado Hamilton Pereira que lembrou também que “mais do que por salários, os policiais brigam por dignidade”.
O deputado Zico Prado propôs ao líder do PSDB, Samuel Moreira, para formar uma comissão de parlamentares para ir até o governador José Serra na busca do diálogo e da negociação. “É preciso que se saía desta audiência com uma proposta e ação definida para não ser apenas mais uma audiência pública que o governo fica de ouvidos tampados”, esclareceu o parlamentar petista.
Porém, até o final da audiência não houve nenhuma manifestação do deputado tucano sobre a proposta de Zico Prado.
Também os petistas Cido Sério, Marcos Martins, Rui Falcão, Ana Perugini e Simão Pedro fizeram uso da palavra e expuseram a necessidade da recuperação dos salários dos policiais e uma condizente valorização de suas carreiras. Eles disseram estar solidários com as reivindicações da categoria e demonstraram indignação com a falta disposição do governo do Estado para uma negociação.
Nas suas considerações, Cido Sério lembrou que São Paulo tem a melhor polícia da Brasil, no entanto, recebe o menor salário. Já Marcos Martins comentou que, mesmo em greve, a polícia civil prendeu quadrilha que fraudava licitações na área da saúde.
Rui Falcão, por sua vez, trouxe à discussão a informação de que tem ocorrido um decréscimo no custeio dos serviços públicos na gestão tucana no Estado de São Paulo.
A deputada Ana Perugini descreveu as condições precárias das delegacias e lembrou que em muitas cidades do interior o aluguel onde ficam sediadas é bancado pela prefeitura e que é comum o cenário de amontoados de papéis e inquéritos em poltronas, por falta de espaço e condições adequadas de trabalho.
Por último pronunciou o deputado Simão Pedro que fez apelos ao líder do governo na Assembléia para o diálogo e ponderou que o governo erra ao apostar no desgaste do movimento. “O setor está muito determinado e aguerrido, o governo não deve apostar que vencerá o movimento pela pressão e cansaço”, salientou Simão Pedro.
Manifestação – 29/10/2008
Oito mil policiais civis fazem manifesto na Praça da Sé, em São Paulo
Ass. Imprensa – Dep. Ana Perugini
Em apoio ao movimento grevista da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a deputada estadual Ana Perugini (PT), juntamente com deputados da bancada do partido, participou da mobilização que reuniu cerca de oito mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, na segunda-feira (27). Ana Perugini ressaltou a importância do trabalho da Polícia Civil. “Essa é a polícia que investiga os crimes e que desvenda os casos de seqüestros”.
Agora, a bancada do PT se prepara para apresentar emendas aos projetos de lei do Governo que prevêem a reformulação da categoria e devem ser votados nesta semana. Entre as propostas, o Estado sugere reajuste de 6,5% em janeiro e outros 6,5% em janeiro de 2010. A categoria defende 15% para este ano ainda, 12% para 2009 e o mesmo índice para 2010.
Nesta quinta-feira (30), representantes dos policiais civis se reúnem em audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir as propostas para a reforma da polícia.
A mobilização na Praça da Sé, seguiu em passeata até a Secretaria de Segurança Pública. Com faixas, camisetas, buzinas e placas, policiais vindos de todas as regiões do Estado pediam, em coro, a troca do secretário Ronaldo Marzagão. O movimento terminou em frente à Delegacia Geral de Polícia, pacificamente. A categoria está em greve há 45 dias.
Paralisação nacional
Em solidariedade aos policiais civis de São Paulo, três federações da categoria prometem que, caso o Governo não recepcione as reivindicações da categoria policial, haverá paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, no período de 8 horas às 12 horas.
A decisão foi deliberada durante encontro nacional dos presidentes e diretores das federações, ocorrida no dia 25 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Secretários de Serra não comparecem à audiência pública com policiais

Liderança do PT na ALESP
30.10.08
“A ausência de representantes do governo na audiência é mais um desrespeito do governador com os policiais, com a Assembléia Legislativa e com o povo paulista”, definiu o líder da Bancada do PT, Roberto Felício, ao comentar sobre a ausência dos secretários de Estado da Segurança, da Gestão Pública e da Fazenda na audiência pública que debateu os projetos de lei para as polícias, nesta quinta-feira (30/10).
No entanto, Roberto Felício esclareceu que “a Bancada do PT solidária e compromissada com a luta dos policiais do Estado de São Paulo está apresentando 18 emendas” aos cinco projetos de lei complementares (57, 58, 59, 60 e 61/2008), enviados à Assembléia Legislativa pelo Executivo e que tratam das carreiras das polícias civil, militar e técnico-científica. Entre eles, o que prevê o reajuste salarial de apenas 6,5% para janeiro de 2009 e 6,5% para 2010.
Entre as emendas petistas está a que determina o cumprimento da data-base de 1º de março e a que estipula o reajuste salarial dos policiais civis em 15% para 2008; 12% para 2009 e 12% para 2010. (leia no final da página “em anexo” as emendas do PT)
Entidades exigem respeito
Com a presença de cerca de 300 policiais, 16 representantes de entidades apontaram os problemas encontrados nos projetos de lei complementares do governo. O diretor da Associação dos Praças da PM, Sargento Neto, enfatizou que os policiais “exigem do governo do Estado e dos deputados a valorização da nossa carreira, o cumprimento da nossa data-base, a incorporação das gratificações aos salários, a democratização das instituições e condições dignas de trabalho”.
Neste mesmo sentido, Hilkias de Oliveira (Associação da Polícia Civil), João Rebouças Neto (Sindicato dos Investigadores) e Valter Onorato (Associação dos Escrivães) pediram a valorização dos policiais e apelaram aos deputados da base aliada do governo para que aprovem as emendas propostas pelas entidades, que foram encaminhadas pela Bancada do PT.
“O PSDB faz uma política de arrocho para os servidores e pedimos que aos parlamentares dessa Casa que não deixem que os policiais de São Paulo sejam humilhados com o menor salário entre todos os Estados”, salientou Hilkias de Oliveira.
O representante da Associação dos Bombeiros, Antonio Carlos, fez um apelo ao presidente da Assembléia, o tucano Vaz de Lima, para que abra um canal de diálogo com o governador José Serra. “Leve-nos ao governador José Serra para que essa guerra termine hoje”, afirmou o bombeiro.
Neste mesmo sentido, Marcos Flores da Federação das Associações de Policiais Militares, também pediu ao deputado tucano uma audiência para discutir com o governador ou seus secretários a reestruturação das carreiras policiais.
“Mais uma vez o governador esconde a cara”
“Ou o governo Serra abre mão de seu autoritarismo e aceita as emendas que o PT está propondo ou a greve vai continuar”, disse o deputado Adriano Diogo. Segundo o petista, é praxe da base governista na Assembléia aprovar os projetos sem as emendas e “com isso nós não vamos concordar”. “Não ter nenhum secretário presente aqui hoje, é uma afronta que o governador José Serra nos faz. Mais uma vez o governador esconde a cara”, afirmou Adriano Diogo.
O deputado Enio Tatto, líder da Minoria, explicou que é muito fácil entender a revolta dos policiais ao se verificar os números do orçamento dos tucanos: “O orçamento do Estado de São Paulo em 1998 era de R$ 38,9 bilhões e, com uma média de crescimento de 7% a 8% por ano, chega a 2009 com um orçamento previsto de R$ 116 bilhões. Enquanto isso, nestes dez anos (1998 a 2008), os policiais não tiveram reajuste em cinco anos e nos outros cinco anos os reajustes foram abaixo do IPC, que teve média em torno de 3% ao ano”. “É essa a política do PSDB de valorização dos servidores”, finalizou Tatto.
Para o deputado Carlinhos Almeida, o movimento dos policiais é um alerta para toda a população e para os deputados do descaso com que o governo Serra tem com a polícia. “É preciso colocar o dedo nesta ferida. É um ferida que está aberta no Estado de São Paulo há muito tempo”, salientou Almeida.
“Essa greve já produziu um fato histórico: outros Estados, entre eles Paraná, Minas Gerais e Brasília, já estão mobilizando um greve nacional em solidariedade à policia civil de São Paulo”, enfatizou o deputado Hamilton Pereira que lembrou também que “mais do que por salários, os policiais brigam por dignidade”.
O deputado Zico Prado propôs ao líder do PSDB, Samuel Moreira, para formar uma comissão de parlamentares para ir até o governador José Serra na busca do diálogo e da negociação. “É preciso que se saía desta audiência com uma proposta e ação definida para não ser apenas mais uma audiência pública que o governo fica de ouvidos tampados”, esclareceu o parlamentar petista.
Porém, até o final da audiência não houve nenhuma manifestação do deputado tucano sobre a proposta de Zico Prado.
Também os petistas Cido Sério, Marcos Martins, Rui Falcão, Ana Perugini e Simão Pedro fizeram uso da palavra e expuseram a necessidade da recuperação dos salários dos policiais e uma condizente valorização de suas carreiras. Eles disseram estar solidários com as reivindicações da categoria e demonstraram indignação com a falta disposição do governo do Estado para uma negociação.
Nas suas considerações, Cido Sério lembrou que São Paulo tem a melhor polícia da Brasil, no entanto, recebe o menor salário. Já Marcos Martins comentou que, mesmo em greve, a polícia civil prendeu quadrilha que fraudava licitações na área da saúde.
Rui Falcão, por sua vez, trouxe à discussão a informação de que tem ocorrido um decréscimo no custeio dos serviços públicos na gestão tucana no Estado de São Paulo.
A deputada Ana Perugini descreveu as condições precárias das delegacias e lembrou que em muitas cidades do interior o aluguel onde ficam sediadas é bancado pela prefeitura e que é comum o cenário de amontoados de papéis e inquéritos em poltronas, por falta de espaço e condições adequadas de trabalho.
Por último pronunciou o deputado Simão Pedro que fez apelos ao líder do governo na Assembléia para o diálogo e ponderou que o governo erra ao apostar no desgaste do movimento. “O setor está muito determinado e aguerrido, o governo não deve apostar que vencerá o movimento pela pressão e cansaço”, salientou Simão Pedro.
Manifestação – 29/10/2008
Oito mil policiais civis fazem manifesto na Praça da Sé, em São Paulo
Ass. Imprensa – Dep. Ana Perugini
Em apoio ao movimento grevista da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a deputada estadual Ana Perugini (PT), juntamente com deputados da bancada do partido, participou da mobilização que reuniu cerca de oito mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, na segunda-feira (27). Ana Perugini ressaltou a importância do trabalho da Polícia Civil. “Essa é a polícia que investiga os crimes e que desvenda os casos de seqüestros”.
Agora, a bancada do PT se prepara para apresentar emendas aos projetos de lei do Governo que prevêem a reformulação da categoria e devem ser votados nesta semana. Entre as propostas, o Estado sugere reajuste de 6,5% em janeiro e outros 6,5% em janeiro de 2010. A categoria defende 15% para este ano ainda, 12% para 2009 e o mesmo índice para 2010.
Nesta quinta-feira (30), representantes dos policiais civis se reúnem em audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir as propostas para a reforma da polícia.
A mobilização na Praça da Sé, seguiu em passeata até a Secretaria de Segurança Pública. Com faixas, camisetas, buzinas e placas, policiais vindos de todas as regiões do Estado pediam, em coro, a troca do secretário Ronaldo Marzagão. O movimento terminou em frente à Delegacia Geral de Polícia, pacificamente. A categoria está em greve há 45 dias.
Paralisação nacional
Em solidariedade aos policiais civis de São Paulo, três federações da categoria prometem que, caso o Governo não recepcione as reivindicações da categoria policial, haverá paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, no período de 8 horas às 12 horas.
A decisão foi deliberada durante encontro nacional dos presidentes e diretores das federações, ocorrida no dia 25 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Secretários de Serra não comparecem à audiência pública com policiais

Liderança do PT na ALESP
30.10.08
“A ausência de representantes do governo na audiência é mais um desrespeito do governador com os policiais, com a Assembléia Legislativa e com o povo paulista”, definiu o líder da Bancada do PT, Roberto Felício, ao comentar sobre a ausência dos secretários de Estado da Segurança, da Gestão Pública e da Fazenda na audiência pública que debateu os projetos de lei para as polícias, nesta quinta-feira (30/10).
No entanto, Roberto Felício esclareceu que “a Bancada do PT solidária e compromissada com a luta dos policiais do Estado de São Paulo está apresentando 18 emendas” aos cinco projetos de lei complementares (57, 58, 59, 60 e 61/2008), enviados à Assembléia Legislativa pelo Executivo e que tratam das carreiras das polícias civil, militar e técnico-científica. Entre eles, o que prevê o reajuste salarial de apenas 6,5% para janeiro de 2009 e 6,5% para 2010.
Entre as emendas petistas está a que determina o cumprimento da data-base de 1º de março e a que estipula o reajuste salarial dos policiais civis em 15% para 2008; 12% para 2009 e 12% para 2010. (leia no final da página “em anexo” as emendas do PT)
Entidades exigem respeito
Com a presença de cerca de 300 policiais, 16 representantes de entidades apontaram os problemas encontrados nos projetos de lei complementares do governo. O diretor da Associação dos Praças da PM, Sargento Neto, enfatizou que os policiais “exigem do governo do Estado e dos deputados a valorização da nossa carreira, o cumprimento da nossa data-base, a incorporação das gratificações aos salários, a democratização das instituições e condições dignas de trabalho”.
Neste mesmo sentido, Hilkias de Oliveira (Associação da Polícia Civil), João Rebouças Neto (Sindicato dos Investigadores) e Valter Onorato (Associação dos Escrivães) pediram a valorização dos policiais e apelaram aos deputados da base aliada do governo para que aprovem as emendas propostas pelas entidades, que foram encaminhadas pela Bancada do PT.
“O PSDB faz uma política de arrocho para os servidores e pedimos que aos parlamentares dessa Casa que não deixem que os policiais de São Paulo sejam humilhados com o menor salário entre todos os Estados”, salientou Hilkias de Oliveira.
O representante da Associação dos Bombeiros, Antonio Carlos, fez um apelo ao presidente da Assembléia, o tucano Vaz de Lima, para que abra um canal de diálogo com o governador José Serra. “Leve-nos ao governador José Serra para que essa guerra termine hoje”, afirmou o bombeiro.
Neste mesmo sentido, Marcos Flores da Federação das Associações de Policiais Militares, também pediu ao deputado tucano uma audiência para discutir com o governador ou seus secretários a reestruturação das carreiras policiais.
“Mais uma vez o governador esconde a cara”
“Ou o governo Serra abre mão de seu autoritarismo e aceita as emendas que o PT está propondo ou a greve vai continuar”, disse o deputado Adriano Diogo. Segundo o petista, é praxe da base governista na Assembléia aprovar os projetos sem as emendas e “com isso nós não vamos concordar”. “Não ter nenhum secretário presente aqui hoje, é uma afronta que o governador José Serra nos faz. Mais uma vez o governador esconde a cara”, afirmou Adriano Diogo.
O deputado Enio Tatto, líder da Minoria, explicou que é muito fácil entender a revolta dos policiais ao se verificar os números do orçamento dos tucanos: “O orçamento do Estado de São Paulo em 1998 era de R$ 38,9 bilhões e, com uma média de crescimento de 7% a 8% por ano, chega a 2009 com um orçamento previsto de R$ 116 bilhões. Enquanto isso, nestes dez anos (1998 a 2008), os policiais não tiveram reajuste em cinco anos e nos outros cinco anos os reajustes foram abaixo do IPC, que teve média em torno de 3% ao ano”. “É essa a política do PSDB de valorização dos servidores”, finalizou Tatto.
Para o deputado Carlinhos Almeida, o movimento dos policiais é um alerta para toda a população e para os deputados do descaso com que o governo Serra tem com a polícia. “É preciso colocar o dedo nesta ferida. É um ferida que está aberta no Estado de São Paulo há muito tempo”, salientou Almeida.
“Essa greve já produziu um fato histórico: outros Estados, entre eles Paraná, Minas Gerais e Brasília, já estão mobilizando um greve nacional em solidariedade à policia civil de São Paulo”, enfatizou o deputado Hamilton Pereira que lembrou também que “mais do que por salários, os policiais brigam por dignidade”.
O deputado Zico Prado propôs ao líder do PSDB, Samuel Moreira, para formar uma comissão de parlamentares para ir até o governador José Serra na busca do diálogo e da negociação. “É preciso que se saía desta audiência com uma proposta e ação definida para não ser apenas mais uma audiência pública que o governo fica de ouvidos tampados”, esclareceu o parlamentar petista.
Porém, até o final da audiência não houve nenhuma manifestação do deputado tucano sobre a proposta de Zico Prado.
Também os petistas Cido Sério, Marcos Martins, Rui Falcão, Ana Perugini e Simão Pedro fizeram uso da palavra e expuseram a necessidade da recuperação dos salários dos policiais e uma condizente valorização de suas carreiras. Eles disseram estar solidários com as reivindicações da categoria e demonstraram indignação com a falta disposição do governo do Estado para uma negociação.
Nas suas considerações, Cido Sério lembrou que São Paulo tem a melhor polícia da Brasil, no entanto, recebe o menor salário. Já Marcos Martins comentou que, mesmo em greve, a polícia civil prendeu quadrilha que fraudava licitações na área da saúde.
Rui Falcão, por sua vez, trouxe à discussão a informação de que tem ocorrido um decréscimo no custeio dos serviços públicos na gestão tucana no Estado de São Paulo.
A deputada Ana Perugini descreveu as condições precárias das delegacias e lembrou que em muitas cidades do interior o aluguel onde ficam sediadas é bancado pela prefeitura e que é comum o cenário de amontoados de papéis e inquéritos em poltronas, por falta de espaço e condições adequadas de trabalho.
Por último pronunciou o deputado Simão Pedro que fez apelos ao líder do governo na Assembléia para o diálogo e ponderou que o governo erra ao apostar no desgaste do movimento. “O setor está muito determinado e aguerrido, o governo não deve apostar que vencerá o movimento pela pressão e cansaço”, salientou Simão Pedro.
Manifestação – 29/10/2008
Oito mil policiais civis fazem manifesto na Praça da Sé, em São Paulo
Ass. Imprensa – Dep. Ana Perugini
Em apoio ao movimento grevista da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a deputada estadual Ana Perugini (PT), juntamente com deputados da bancada do partido, participou da mobilização que reuniu cerca de oito mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, na segunda-feira (27). Ana Perugini ressaltou a importância do trabalho da Polícia Civil. “Essa é a polícia que investiga os crimes e que desvenda os casos de seqüestros”.
Agora, a bancada do PT se prepara para apresentar emendas aos projetos de lei do Governo que prevêem a reformulação da categoria e devem ser votados nesta semana. Entre as propostas, o Estado sugere reajuste de 6,5% em janeiro e outros 6,5% em janeiro de 2010. A categoria defende 15% para este ano ainda, 12% para 2009 e o mesmo índice para 2010.
Nesta quinta-feira (30), representantes dos policiais civis se reúnem em audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir as propostas para a reforma da polícia.
A mobilização na Praça da Sé, seguiu em passeata até a Secretaria de Segurança Pública. Com faixas, camisetas, buzinas e placas, policiais vindos de todas as regiões do Estado pediam, em coro, a troca do secretário Ronaldo Marzagão. O movimento terminou em frente à Delegacia Geral de Polícia, pacificamente. A categoria está em greve há 45 dias.
Paralisação nacional
Em solidariedade aos policiais civis de São Paulo, três federações da categoria prometem que, caso o Governo não recepcione as reivindicações da categoria policial, haverá paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, no período de 8 horas às 12 horas.
A decisão foi deliberada durante encontro nacional dos presidentes e diretores das federações, ocorrida no dia 25 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Secretários de Serra não comparecem à audiência pública com policiais

Liderança do PT na ALESP
30.10.08
“A ausência de representantes do governo na audiência é mais um desrespeito do governador com os policiais, com a Assembléia Legislativa e com o povo paulista”, definiu o líder da Bancada do PT, Roberto Felício, ao comentar sobre a ausência dos secretários de Estado da Segurança, da Gestão Pública e da Fazenda na audiência pública que debateu os projetos de lei para as polícias, nesta quinta-feira (30/10).
No entanto, Roberto Felício esclareceu que “a Bancada do PT solidária e compromissada com a luta dos policiais do Estado de São Paulo está apresentando 18 emendas” aos cinco projetos de lei complementares (57, 58, 59, 60 e 61/2008), enviados à Assembléia Legislativa pelo Executivo e que tratam das carreiras das polícias civil, militar e técnico-científica. Entre eles, o que prevê o reajuste salarial de apenas 6,5% para janeiro de 2009 e 6,5% para 2010.
Entre as emendas petistas está a que determina o cumprimento da data-base de 1º de março e a que estipula o reajuste salarial dos policiais civis em 15% para 2008; 12% para 2009 e 12% para 2010. (leia no final da página “em anexo” as emendas do PT)
Entidades exigem respeito
Com a presença de cerca de 300 policiais, 16 representantes de entidades apontaram os problemas encontrados nos projetos de lei complementares do governo. O diretor da Associação dos Praças da PM, Sargento Neto, enfatizou que os policiais “exigem do governo do Estado e dos deputados a valorização da nossa carreira, o cumprimento da nossa data-base, a incorporação das gratificações aos salários, a democratização das instituições e condições dignas de trabalho”.
Neste mesmo sentido, Hilkias de Oliveira (Associação da Polícia Civil), João Rebouças Neto (Sindicato dos Investigadores) e Valter Onorato (Associação dos Escrivães) pediram a valorização dos policiais e apelaram aos deputados da base aliada do governo para que aprovem as emendas propostas pelas entidades, que foram encaminhadas pela Bancada do PT.
“O PSDB faz uma política de arrocho para os servidores e pedimos que aos parlamentares dessa Casa que não deixem que os policiais de São Paulo sejam humilhados com o menor salário entre todos os Estados”, salientou Hilkias de Oliveira.
O representante da Associação dos Bombeiros, Antonio Carlos, fez um apelo ao presidente da Assembléia, o tucano Vaz de Lima, para que abra um canal de diálogo com o governador José Serra. “Leve-nos ao governador José Serra para que essa guerra termine hoje”, afirmou o bombeiro.
Neste mesmo sentido, Marcos Flores da Federação das Associações de Policiais Militares, também pediu ao deputado tucano uma audiência para discutir com o governador ou seus secretários a reestruturação das carreiras policiais.
“Mais uma vez o governador esconde a cara”
“Ou o governo Serra abre mão de seu autoritarismo e aceita as emendas que o PT está propondo ou a greve vai continuar”, disse o deputado Adriano Diogo. Segundo o petista, é praxe da base governista na Assembléia aprovar os projetos sem as emendas e “com isso nós não vamos concordar”. “Não ter nenhum secretário presente aqui hoje, é uma afronta que o governador José Serra nos faz. Mais uma vez o governador esconde a cara”, afirmou Adriano Diogo.
O deputado Enio Tatto, líder da Minoria, explicou que é muito fácil entender a revolta dos policiais ao se verificar os números do orçamento dos tucanos: “O orçamento do Estado de São Paulo em 1998 era de R$ 38,9 bilhões e, com uma média de crescimento de 7% a 8% por ano, chega a 2009 com um orçamento previsto de R$ 116 bilhões. Enquanto isso, nestes dez anos (1998 a 2008), os policiais não tiveram reajuste em cinco anos e nos outros cinco anos os reajustes foram abaixo do IPC, que teve média em torno de 3% ao ano”. “É essa a política do PSDB de valorização dos servidores”, finalizou Tatto.
Para o deputado Carlinhos Almeida, o movimento dos policiais é um alerta para toda a população e para os deputados do descaso com que o governo Serra tem com a polícia. “É preciso colocar o dedo nesta ferida. É um ferida que está aberta no Estado de São Paulo há muito tempo”, salientou Almeida.
“Essa greve já produziu um fato histórico: outros Estados, entre eles Paraná, Minas Gerais e Brasília, já estão mobilizando um greve nacional em solidariedade à policia civil de São Paulo”, enfatizou o deputado Hamilton Pereira que lembrou também que “mais do que por salários, os policiais brigam por dignidade”.
O deputado Zico Prado propôs ao líder do PSDB, Samuel Moreira, para formar uma comissão de parlamentares para ir até o governador José Serra na busca do diálogo e da negociação. “É preciso que se saía desta audiência com uma proposta e ação definida para não ser apenas mais uma audiência pública que o governo fica de ouvidos tampados”, esclareceu o parlamentar petista.
Porém, até o final da audiência não houve nenhuma manifestação do deputado tucano sobre a proposta de Zico Prado.
Também os petistas Cido Sério, Marcos Martins, Rui Falcão, Ana Perugini e Simão Pedro fizeram uso da palavra e expuseram a necessidade da recuperação dos salários dos policiais e uma condizente valorização de suas carreiras. Eles disseram estar solidários com as reivindicações da categoria e demonstraram indignação com a falta disposição do governo do Estado para uma negociação.
Nas suas considerações, Cido Sério lembrou que São Paulo tem a melhor polícia da Brasil, no entanto, recebe o menor salário. Já Marcos Martins comentou que, mesmo em greve, a polícia civil prendeu quadrilha que fraudava licitações na área da saúde.
Rui Falcão, por sua vez, trouxe à discussão a informação de que tem ocorrido um decréscimo no custeio dos serviços públicos na gestão tucana no Estado de São Paulo.
A deputada Ana Perugini descreveu as condições precárias das delegacias e lembrou que em muitas cidades do interior o aluguel onde ficam sediadas é bancado pela prefeitura e que é comum o cenário de amontoados de papéis e inquéritos em poltronas, por falta de espaço e condições adequadas de trabalho.
Por último pronunciou o deputado Simão Pedro que fez apelos ao líder do governo na Assembléia para o diálogo e ponderou que o governo erra ao apostar no desgaste do movimento. “O setor está muito determinado e aguerrido, o governo não deve apostar que vencerá o movimento pela pressão e cansaço”, salientou Simão Pedro.
Manifestação – 29/10/2008
Oito mil policiais civis fazem manifesto na Praça da Sé, em São Paulo
Ass. Imprensa – Dep. Ana Perugini
Em apoio ao movimento grevista da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a deputada estadual Ana Perugini (PT), juntamente com deputados da bancada do partido, participou da mobilização que reuniu cerca de oito mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, na segunda-feira (27). Ana Perugini ressaltou a importância do trabalho da Polícia Civil. “Essa é a polícia que investiga os crimes e que desvenda os casos de seqüestros”.
Agora, a bancada do PT se prepara para apresentar emendas aos projetos de lei do Governo que prevêem a reformulação da categoria e devem ser votados nesta semana. Entre as propostas, o Estado sugere reajuste de 6,5% em janeiro e outros 6,5% em janeiro de 2010. A categoria defende 15% para este ano ainda, 12% para 2009 e o mesmo índice para 2010.
Nesta quinta-feira (30), representantes dos policiais civis se reúnem em audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir as propostas para a reforma da polícia.
A mobilização na Praça da Sé, seguiu em passeata até a Secretaria de Segurança Pública. Com faixas, camisetas, buzinas e placas, policiais vindos de todas as regiões do Estado pediam, em coro, a troca do secretário Ronaldo Marzagão. O movimento terminou em frente à Delegacia Geral de Polícia, pacificamente. A categoria está em greve há 45 dias.
Paralisação nacional
Em solidariedade aos policiais civis de São Paulo, três federações da categoria prometem que, caso o Governo não recepcione as reivindicações da categoria policial, haverá paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, no período de 8 horas às 12 horas.
A decisão foi deliberada durante encontro nacional dos presidentes e diretores das federações, ocorrida no dia 25 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Secretários de Serra não comparecem à audiência pública com policiais

Liderança do PT na ALESP
30.10.08
“A ausência de representantes do governo na audiência é mais um desrespeito do governador com os policiais, com a Assembléia Legislativa e com o povo paulista”, definiu o líder da Bancada do PT, Roberto Felício, ao comentar sobre a ausência dos secretários de Estado da Segurança, da Gestão Pública e da Fazenda na audiência pública que debateu os projetos de lei para as polícias, nesta quinta-feira (30/10).
No entanto, Roberto Felício esclareceu que “a Bancada do PT solidária e compromissada com a luta dos policiais do Estado de São Paulo está apresentando 18 emendas” aos cinco projetos de lei complementares (57, 58, 59, 60 e 61/2008), enviados à Assembléia Legislativa pelo Executivo e que tratam das carreiras das polícias civil, militar e técnico-científica. Entre eles, o que prevê o reajuste salarial de apenas 6,5% para janeiro de 2009 e 6,5% para 2010.
Entre as emendas petistas está a que determina o cumprimento da data-base de 1º de março e a que estipula o reajuste salarial dos policiais civis em 15% para 2008; 12% para 2009 e 12% para 2010. (leia no final da página “em anexo” as emendas do PT)
Entidades exigem respeito
Com a presença de cerca de 300 policiais, 16 representantes de entidades apontaram os problemas encontrados nos projetos de lei complementares do governo. O diretor da Associação dos Praças da PM, Sargento Neto, enfatizou que os policiais “exigem do governo do Estado e dos deputados a valorização da nossa carreira, o cumprimento da nossa data-base, a incorporação das gratificações aos salários, a democratização das instituições e condições dignas de trabalho”.
Neste mesmo sentido, Hilkias de Oliveira (Associação da Polícia Civil), João Rebouças Neto (Sindicato dos Investigadores) e Valter Onorato (Associação dos Escrivães) pediram a valorização dos policiais e apelaram aos deputados da base aliada do governo para que aprovem as emendas propostas pelas entidades, que foram encaminhadas pela Bancada do PT.
“O PSDB faz uma política de arrocho para os servidores e pedimos que aos parlamentares dessa Casa que não deixem que os policiais de São Paulo sejam humilhados com o menor salário entre todos os Estados”, salientou Hilkias de Oliveira.
O representante da Associação dos Bombeiros, Antonio Carlos, fez um apelo ao presidente da Assembléia, o tucano Vaz de Lima, para que abra um canal de diálogo com o governador José Serra. “Leve-nos ao governador José Serra para que essa guerra termine hoje”, afirmou o bombeiro.
Neste mesmo sentido, Marcos Flores da Federação das Associações de Policiais Militares, também pediu ao deputado tucano uma audiência para discutir com o governador ou seus secretários a reestruturação das carreiras policiais.
“Mais uma vez o governador esconde a cara”
“Ou o governo Serra abre mão de seu autoritarismo e aceita as emendas que o PT está propondo ou a greve vai continuar”, disse o deputado Adriano Diogo. Segundo o petista, é praxe da base governista na Assembléia aprovar os projetos sem as emendas e “com isso nós não vamos concordar”. “Não ter nenhum secretário presente aqui hoje, é uma afronta que o governador José Serra nos faz. Mais uma vez o governador esconde a cara”, afirmou Adriano Diogo.
O deputado Enio Tatto, líder da Minoria, explicou que é muito fácil entender a revolta dos policiais ao se verificar os números do orçamento dos tucanos: “O orçamento do Estado de São Paulo em 1998 era de R$ 38,9 bilhões e, com uma média de crescimento de 7% a 8% por ano, chega a 2009 com um orçamento previsto de R$ 116 bilhões. Enquanto isso, nestes dez anos (1998 a 2008), os policiais não tiveram reajuste em cinco anos e nos outros cinco anos os reajustes foram abaixo do IPC, que teve média em torno de 3% ao ano”. “É essa a política do PSDB de valorização dos servidores”, finalizou Tatto.
Para o deputado Carlinhos Almeida, o movimento dos policiais é um alerta para toda a população e para os deputados do descaso com que o governo Serra tem com a polícia. “É preciso colocar o dedo nesta ferida. É um ferida que está aberta no Estado de São Paulo há muito tempo”, salientou Almeida.
“Essa greve já produziu um fato histórico: outros Estados, entre eles Paraná, Minas Gerais e Brasília, já estão mobilizando um greve nacional em solidariedade à policia civil de São Paulo”, enfatizou o deputado Hamilton Pereira que lembrou também que “mais do que por salários, os policiais brigam por dignidade”.
O deputado Zico Prado propôs ao líder do PSDB, Samuel Moreira, para formar uma comissão de parlamentares para ir até o governador José Serra na busca do diálogo e da negociação. “É preciso que se saía desta audiência com uma proposta e ação definida para não ser apenas mais uma audiência pública que o governo fica de ouvidos tampados”, esclareceu o parlamentar petista.
Porém, até o final da audiência não houve nenhuma manifestação do deputado tucano sobre a proposta de Zico Prado.
Também os petistas Cido Sério, Marcos Martins, Rui Falcão, Ana Perugini e Simão Pedro fizeram uso da palavra e expuseram a necessidade da recuperação dos salários dos policiais e uma condizente valorização de suas carreiras. Eles disseram estar solidários com as reivindicações da categoria e demonstraram indignação com a falta disposição do governo do Estado para uma negociação.
Nas suas considerações, Cido Sério lembrou que São Paulo tem a melhor polícia da Brasil, no entanto, recebe o menor salário. Já Marcos Martins comentou que, mesmo em greve, a polícia civil prendeu quadrilha que fraudava licitações na área da saúde.
Rui Falcão, por sua vez, trouxe à discussão a informação de que tem ocorrido um decréscimo no custeio dos serviços públicos na gestão tucana no Estado de São Paulo.
A deputada Ana Perugini descreveu as condições precárias das delegacias e lembrou que em muitas cidades do interior o aluguel onde ficam sediadas é bancado pela prefeitura e que é comum o cenário de amontoados de papéis e inquéritos em poltronas, por falta de espaço e condições adequadas de trabalho.
Por último pronunciou o deputado Simão Pedro que fez apelos ao líder do governo na Assembléia para o diálogo e ponderou que o governo erra ao apostar no desgaste do movimento. “O setor está muito determinado e aguerrido, o governo não deve apostar que vencerá o movimento pela pressão e cansaço”, salientou Simão Pedro.
Manifestação – 29/10/2008
Oito mil policiais civis fazem manifesto na Praça da Sé, em São Paulo
Ass. Imprensa – Dep. Ana Perugini
Em apoio ao movimento grevista da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a deputada estadual Ana Perugini (PT), juntamente com deputados da bancada do partido, participou da mobilização que reuniu cerca de oito mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, na segunda-feira (27). Ana Perugini ressaltou a importância do trabalho da Polícia Civil. “Essa é a polícia que investiga os crimes e que desvenda os casos de seqüestros”.
Agora, a bancada do PT se prepara para apresentar emendas aos projetos de lei do Governo que prevêem a reformulação da categoria e devem ser votados nesta semana. Entre as propostas, o Estado sugere reajuste de 6,5% em janeiro e outros 6,5% em janeiro de 2010. A categoria defende 15% para este ano ainda, 12% para 2009 e o mesmo índice para 2010.
Nesta quinta-feira (30), representantes dos policiais civis se reúnem em audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir as propostas para a reforma da polícia.
A mobilização na Praça da Sé, seguiu em passeata até a Secretaria de Segurança Pública. Com faixas, camisetas, buzinas e placas, policiais vindos de todas as regiões do Estado pediam, em coro, a troca do secretário Ronaldo Marzagão. O movimento terminou em frente à Delegacia Geral de Polícia, pacificamente. A categoria está em greve há 45 dias.
Paralisação nacional
Em solidariedade aos policiais civis de São Paulo, três federações da categoria prometem que, caso o Governo não recepcione as reivindicações da categoria policial, haverá paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, no período de 8 horas às 12 horas.
A decisão foi deliberada durante encontro nacional dos presidentes e diretores das federações, ocorrida no dia 25 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

outubro 26, 2008

"Governo Serra e a mídia usaram seqüestro de Eloá para criar cortina de fumaça sobre crise na Segurança de SP", diz deputado Roberto Felício

Para Felício, São Paulo vive a maior crise na Segurança Pública de sua história
23/10/2008
Conforme denunciou em tribuna o líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, Roberto Felício, a polícia militar invadiu o cativeiro em Santo André, para criar uma “cortina de fumaça” para acobertar o episódio da guerra entre as polícias ocorrida no dia anterior nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes. Inicialmente o governador, no programa Brasil Urgente, de José Luiz Datena, acusou o PT de incitar o movimento.
No plenário, na última segunda-feira (dia 20) o deputado Roberto Felício já antevia que tudo era uma estratégia do Palácio dos Bandeirantes: acusar o PT e criar um fato político outro que tirasse a troca de tiros entre as polícias do foco de atenção. “A orientação que se deu foi a seguinte”, disse Felício. “ Para evitar um mal maior sobre o Palácio dos Bandeirantes e um desgaste ao Governador José Serra, vamos difundir a história de que o PT está organizando a greve da Polícia Civil. Foi uma afirmação injusta do Governador. Já tive a oportunidade de dizer, desta tribuna, que o Governador sabe que o PT não fez isso”.
No dia seguinte, continuou Felício, a sociedade paulista vivenciou mais uma tragédia. “Um professor como eu, ao levar seus alunos para fora da escola, para fazer uma atividade extra-classe, era obrigado pela legislação, e também por consciência própria, a pedir para os pais assinarem um documento, autorizando que a direção da escola e que os professores pudessem levar as crianças para visitar, por exemplo, a Bienal. Nenhum aluno – com menos de 18 anos – poderia sair da escola sem autorização por escrito dos pais.”
“Essa controvérsia de que aquela garota de 15 anos – foi ou não autorizada pelos pais – os pais estão dizendo que não, o pai da garota está dizendo que não autorizou, e a mãe da garota está dizendo que não autorizou. Mesmo que tivesse autorizado, cabe, segundo a lei, o papel do Estado é o de proteger alguém que tem menos de 18 anos, aliás, proteger a população de modo geral. Mas, ainda mais obrigado, quando se trata de menor de idade. Portanto, resta evidente que houve uma decisão política. Não foi uma decisão técnica. Estou acusando o Palácio dos Bandeirantes de ter tomado uma decisão política incorreta, talvez para criar cortina de fumaça”.
Segundo o deputado, “há boas razões para supor que a ação desencadeada não foi um erro de polícia. Não foi a polícia que errou. Houve uma decisão política. O seqüestro demorou cem horas quando aconteceu a “Guerra do Morumbi”. Algumas horas depois, toma-se uma decisão de invasão do cativeiro, colocando a vida de duas garotas em risco e com conseqüência trágica, a morte de uma delas. O Governo do Estado de São Paulo tomou, volto a dizer, uma decisão política, mais de 80 horas depois do seqüestro”.

outubro 15, 2008

Policiais civis de Jundiaí e região farão passeata até o Palácio dos Bandeirantes. Governador será "enterrado" simbolicamente.

Policiais em greve se preparam para protesto no Palácio dos Bandeirantes
Jornal de Itupeva, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí prometem, para quinta-feira, uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, que começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes.
Os organizadores do protesto de quinta-feira dizem que o protesto será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, haverá reação. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz em nota que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”.
“Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua e com força total.”

JUNDIAÍ E REGIÃO
Policiais farão protesto na Capital

Jornal de Jundiaí, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí e Região prometem para quinta-feira uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).

Policiais carregaram o “caixão do Serra” durante protesto realizado no vão livre do MASP
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, qu e começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes. Os organizadores do protesto de 5ª feira dizem que o movimento será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, ‘haverá reação’. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz, em nota, que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”. “Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua. E com força total.”

Negociação falhou - O Governo do Estado havia pedido aos líderes do movimento o encerramento da greve para negociar os itens reivindicados. Policiais, mesmo contrariados, suspenderam a greve por 48 horas. Nas reuniões com os representantes da Secretaria de Gestão Pública, não houve acordo e o movimento grevista foi retomado na sexta-feira. A categoria entra, hoje, no 29º dia de paralisação e reivindica reposição de 60% das perdas salariais que ocorreram nos últimos 5 anos. As perdas chegam a 90%, só durante a gestão do PSDB.O Governo do Estado informou que as reivindicações são ‘impraticáveis’. O Estado já concordou em extingüir algumas classes da Polícia Civil, o que provocaria a promoção automática dos servidores.
Queda nas ocorrências - A Delegacia Seccional de Polícia em Jundiaí não informa quantos boletins de ocorrência deixaram de ser produzidos durante a paralisação dos policiais. Porém, pelo acompanhamento do JJ Regional, houve queda significativa, chegando a 80% em relação aos números registrados durante o mês de agosto deste ano.


Policiais civis de Jundiaí e região farão passeata até o Palácio dos Bandeirantes. Governador será "enterrado" simbolicamente.

Policiais em greve se preparam para protesto no Palácio dos Bandeirantes
Jornal de Itupeva, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí prometem, para quinta-feira, uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, que começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes.
Os organizadores do protesto de quinta-feira dizem que o protesto será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, haverá reação. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz em nota que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”.
“Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua e com força total.”

JUNDIAÍ E REGIÃO
Policiais farão protesto na Capital

Jornal de Jundiaí, 14.10.08
Os policiais civis de Jundiaí e Região prometem para quinta-feira uma participação em massa na passeata que sairá do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, até o Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas pedem a todos os policiais e simpatizantes do movimento que ajudem na organização do protesto que será feito contra o governador José Serra (PSDB).

Policiais carregaram o “caixão do Serra” durante protesto realizado no vão livre do MASP
Na última sexta-feira, 1.500 policiais, entre delegados, escrivães, investigadores e agentes participaram de uma passeata em São Paulo, qu e começou no vão livre do Masp e seguiu pela avenida Paulista. Policiais contaram que será repetido o “enterro simbólico” do governador Serra, na porta do Palácio dos Bandeirantes. Os organizadores do protesto de 5ª feira dizem que o movimento será pacífico. Porém, se houver represálias por parte da Polícia Militar, ‘haverá reação’. Em seu site, na internet, a Associação dos Delegados diz, em nota, que o Governo de São Paulo tem sido “intransigente”. “Fizemos a nossa parte. O Governo continua intransigente, apesar do esforço da ADPESP em tentar uma solução para o impasse. O governo não teve sensibilidade suficiente para entender a gravidade da situação. A greve continua. E com força total.”

Negociação falhou - O Governo do Estado havia pedido aos líderes do movimento o encerramento da greve para negociar os itens reivindicados. Policiais, mesmo contrariados, suspenderam a greve por 48 horas. Nas reuniões com os representantes da Secretaria de Gestão Pública, não houve acordo e o movimento grevista foi retomado na sexta-feira. A categoria entra, hoje, no 29º dia de paralisação e reivindica reposição de 60% das perdas salariais que ocorreram nos últimos 5 anos. As perdas chegam a 90%, só durante a gestão do PSDB.O Governo do Estado informou que as reivindicações são ‘impraticáveis’. O Estado já concordou em extingüir algumas classes da Polícia Civil, o que provocaria a promoção automática dos servidores.
Queda nas ocorrências - A Delegacia Seccional de Polícia em Jundiaí não informa quantos boletins de ocorrência deixaram de ser produzidos durante a paralisação dos policiais. Porém, pelo acompanhamento do JJ Regional, houve queda significativa, chegando a 80% em relação aos números registrados durante o mês de agosto deste ano.


outubro 12, 2008

GOVERTO TUCANO DE SP NÃO CONFIA EM SEU TRUTA HENRIQUE MEIRELLES!! NEM ELES, NEM EU!

Sabadão, e finalmente os jornais decidiram informar seus leitores da existência de uma greve da Polícia Civil de SP. Vejam a capa do JT, o “Mini-Me” do Estadão [ no decorrer do post, os grifos que destacam trechos dos artigos reproduzidos são meus ]:

POLÍCIA PROTESTA E O IMPASSE SÓ AUMENTA

Cerca de 1500 manifestantes foram da Avenida Paulista à Secretaria de Gestão Pública, na Rua Bela Cintra, em protesto contra o reajuste de 6,2% oferecidopelo governo do Estado. Mas o secretário Sidney Beraldo ( Gestão Pública ) foi irredutível: “Chegamos ao limite. Estamos diante de uma crise que poderá trazer conseqüências à arrecadação do Estado no próximo ano.”
Atender ao pedido de reajuste de ao menos 10% custaria R$ 200 milhões.

O artigo é de livre acesso: “Uma greve de R$ 200 milhões” . ( Como “plus”, o secretário Beraldo pergunta a Mercadante do milhão que a PF encontrou com os aloprados. Poderia aproveitar e perguntar, à Folha de São Paulo, sobre a propina da Alstom a membros do governo estadual. )

PERGUNTAS QUE EXIGEM RESPOSTAS!!:
1 – A manifestação dos 1500 policiais civis na Avenida Paulista não complicou o trânsito na Capital?
Então aprendam, amadores, pois os professores, quando decidem parar, param não só o trânsito da Capital, como causam um congestionamento intergaláctico, como atesta a Agência Estado, em 20 de Junho último. E olha que foram apenas 3000 professores, ou o dobro dos 1500 que a Polícia Civil conseguiu levar a seu protesto :
Sexta-feira 20 de junho de 2008 18:24
Professores interrompem trânsito na avenida Paulista
Agência Estado
Manifestação de professores em greve da rede estadual de ensino de São Paulo bloqueia a Avenida Paulista na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região central da Capital. Segundo a Polícia Militar (PM), a manifestação reúne 3 mil pessoas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), no entanto, estima o público em 60 mil. Depois de assembléia, na qual decidiram manter a greve, os professores seguem pela Rua da Consolação até a Praça da República, no centro da cidade.
Os grevistas reivindicam a revogação do decreto que limita as transferências de docentes entre escolas e cria uma prova anual para contratar professores, além de reajuste que leve o piso da categoria para R$ 2 mil. A proposta feita nessa quinta-feira pela Secretaria da Educação – e recusada pela categoria – previa reajuste salarial de 12,2%.
No sentido Consolação, da Praça Oswaldo Cruz até a Rua Itapeva, há 1,5 quilômetro de congestionamento, informa a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). No sentido Paraíso o motorista enfrenta 900 metros de lentidão, do acesso da Rebouças até a Rua Peixoto Gomide. Às 16 horas, a cidade tinha 103 quilômetros de trânsito engarrafado.
A CET recomenda aos motoristas que evitem a região. Quem segue para a Consolação deve pegar um desvio pela Rua Cincinato Braga e voltar à Paulista. Já quem vai para o Paraíso pode desviar pela Alameda Santos.
2 – A secretaria a qual responde pelas negociações com os policiais não informa qual é o grau de adesão à greve?
Se informa, os jornais reproduzem as informações? Se não me equivoco, os policiais têm dito que cerca de 70 a 80% da categoria está parada e, até onde sei, esses númerosnão foram contestados pelas autoridades. Pois, quando se trata dos professores, a Secretaria de Educação corre para informar – contando com a divulgação da imprensa – o público, que pode respirar aliviado, pois a educação de qualidade tucana de seus filhos prossegue de vento em popa, e não serão uns mixos “paulofreirenses” irredutíveis que a sabotarão. Numa das últimas paralisações dos docentes soubemos, pela estimativa da Secretaria, que apenas 2% da categoria teria aderido, mas que, infelizmente, foi suficiente para prejudicar o trânsito da Capital, como informou o portal G1, da Globo, em 13 de Junho ( o pior é que esses 2% causaram prejuízos ao trânsito num vulto somente equiparável à crise mundial do subprime americano. Morou? “Crise mundial”e “subprime americano” ):
Secretaria de Educação critica greve de professores em SP
Em nota, secretaria diz que se reuniu com sindicato pelo menos cinco vezes. Professores estaduais entraram em greve nesta sexta-feira (13).
Do G1, em São Paulo
A Secretaria de Educação de São Paulo divulgou nota no final da tarde desta sexta-feira (13) “lamentando” a decisão dos professores da rede estadual de ensino de decretarem greve. Na nota, a secretaria questiona a validade da greve uma vez que menos de 2% dos 250 mil professores do estado teriam participado da assembléia realizada nesta tarde na Praça da República, na região central da capital paulista. Os professores da rede estadual de ensino decidiram decretar greve por tempo indeterminado como forma de protestar contra o decreto 53.037/08 do governador José Serra (PSDB) que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria. Segundo a secretaria, “a decisão de regular as transferências de professores foi adotada com o objetivo de melhorar o aproveitamento escolar, garantindo a continuidade do trabalho pedagógico”. De acordo com o governo, quase metade dos professores efetivos teria mudado de escola neste ano. Ainda segundo a secretaria, o governo tentou negociar com os professores por pelo menos cinco vezes. Após a assembléia realizada na Praça da República que decidiu pela greve, os professores seguiram em passeata até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Durante o percurso, algumas vias foram bloqueadas: Avenida do Ipiranga, a Rua da Consolação e vias dentro do bairro de Higienópolis, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A Avenida Paulista ficou bloqueada por 17 minutos, das 18h43 até as 19h. Segundo a Polícia Militar, cerca de 5 mil professores participaram do protesto. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por causa da passeata o trânsito na capital paulista foi prejudicado na Avenida 23 de Maio, ligação Leste/Oeste e avenidas Doutor Arnaldo, Rebouças e Paulista. Por volta das 19h10, embora os manifestantes já tivessem dispersado, a CET registrava 2 km de congestionamento na Paulista no sentido Paraíso, da Praça Oswaldo Cruz até a Haddock Lobo.
3 – MAS, E O MEIRELLES NESSA!?!
E aí chegamos à explicação do título deste post:
Vejam o que é estar na vanguarda do planejamento: o secretário Beraldo não pode conceder este reajuste aos policiais civis agora, pois já enxerga o adiante, ou seja, um provável futuro negro das contas estaduais. As terríveis possíveis conseqüências, nos cofres do Estado de São Paulo, do bug econômico do milênio [ a crise mundial do subprime americano ]. Oras, você não confia no saco de maldades de seu truta de partido e presidente do Banco Central, o Henrique Meirelles? A vEJA confia, endossa e põe na capa. Seria possível que ele salvasse o Brasil, como espera a revista, mas deixasse São Paulo de fora? Como ousa pensar algo desse tipo? Você é fracassomaníaco? E isso é de família ou se adquire por influência dos amigos, as más companhias?
4 – E os bons e velhos tempos?
Será que, ao invés de um reajuste negado hoje com base numa projeção de um ( possível ) futuro terrível, não poderia ser, então, em nome dos velhos tempos ( ou seja, em homenagem ao último aumento decente que os policiais civis receberam – aumento esse cuja lembrança de quando foi se perdeu nas areias do tempo )? Nem se o Meirelles e a vEJA garantissem?
5 – E a vEJA?
Não li. Mas, até onde sei, ela ainda não veio no auxílio do governo Serra e não publicou uma daquelas extensas matérias – como as que faz quando se trata de jogar a população contra os professores – mostrando como é a Polícia Civil de algum outro país, tipo Finlândia ou Noruega, e pregando a privatização da Segurança, entre outras coisas. Ou tem medo de se envolver em assuntos policiais, ou está perdendo seu legendário faro.
6 – Estado de São Paulo: Hay gobierno? Ou melhor: Hay gobiernador?
Desculpem se meu portunhol anda enferrujado: o nome de José Serra não costuma aparecer com freqüência, quando ocorrem episódios como greves de servidores públicos ou quedas de estações de Metrô? Mas o túnel construído bestamente na Rebouças é, foi, e será da Marta Suplicy, né?

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