ENCALHE

agosto 20, 2009

Violência: novas estatísticas retratam o que é o governo Serra

Essa saiu em março deste ano:
Serra diz que Protógenes não merece resposta de governador
” ( … ) Em entrevista ao portal UOL, o delegado afirmou que “a segurança pública do Estado retrata bem o que é hoje o governo Serra”. Em resposta, o governador disse que, se for assim, sua administração vai bem, citando a queda em indicadores de criminalidade, como o índice de homicídio no Estado ( … )”
Bem, alguns meses depois, somos soterrados por informações nada agradáveis. Cito uma: 80% de aumento nos latrocínios na Capital. É bem a cara do governo Serra…

junho 4, 2009

"Tiranossaulo" não consegue habeas corpus

Justiça nega habeas corpus a ex-secretário
PanoramaBrasil, 03.06.09
SÃO PAULO – O ex-secretário de Segurança do Estado de São Paulo Saulo de Castro Abreu Filho teve seu habeas corpus negado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Saulo de Castro é acusado pelo crime de desacato cometido quando esteve na Assembléia Legislativa de São Paulo, em 2006.O ex-secretário compareceu diante da assembléia para explicar a atuação da polícia durante ataques de grupos criminosos na capital paulista. Na ocasião, segundo os autos, desacatou diversos deputados, inclusive fazendo gestos obscenos e ironizando as perguntas dos parlamentares. Posteriormente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) acatou a denúncia apresentada contra ele.Para a defesa, a acusação seria motivada por perseguição política e o acusado teria agido dentro da normalidade, sem dolo. Segundo Castro, vários deputados agrediram-no verbalmente para intimidá-lo.

abril 27, 2009

"Marzagão sabia da corrupção", diz delegado com 40 anos de carreira.

Delegado acusa Marzagão de omissão
Fernandes alugou apartamento, filmou conversas para provar corrupção de colegas e diz que, por isso, foi punido
O delegado Roberto Fernandes alugou um apartamento, instalou câmeras escondidas e gravou as conversas durante dois meses. Reuniu documentos e entregou o resultado das investigações aos superiores. Mas, em vez de ver os corruptos punidos, Fernandes é quem foi afastado e colocado em um cargo normalmente reservado a delegados que caem em desgraça: a delegacia de cartas precatórias, ao lado do Viaduto Aricanduva. Tudo, segundo ele, era de conhecimento do então secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, que “silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados”. O ex-secretário nega.
Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.
As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.
Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo. Ali, Fernandes alugou um apartamento.
O delegado espalhou câmeras pelo imóvel e passou a se reunir com advogados e outros que teriam conhecimento do esquema de corrupção. Gravou 11 entrevistas, material suficiente para preencher sete DVDs e dois CDs. Neles haveria o relato de arrecadação de propina para que a máfia do jogo não fosse incomodada na região.
O policial reuniu tudo e, quando se apresentou em 22 de janeiro de 2008 na subdelegacia-geral, procurou o então ocupante do cargo, delegado Paulo Bicudo. Ali, fez a entrega dos documentos. Diante dos fatos, Bicudo chamou o delegado Francisco Alberto de Souza Campos, então diretor da Corregedoria da Polícia Civil. “Apanhei os documentos e entreguei o recibo”, disse o delegado. “Foi aberta uma investigação.”
Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.
A retaliação, segundo Fernandes, era a tônica “da administração da Polícia Civil com relação ao próprio declarante, por conta do enfrentamento sistemático da corrupção”. Na época, a polícia era chefiada pelo secretário Marzagão. A corregedoria instaurou uma simples apuração preliminar sobre suas denúncias. Meses depois, ao ser procurado pelos promotores, Fernandes relatou que “a representação que sofreu” estava “em fase de apuração muito mais rápida” do que a denúncia que ele fizera.
Contou que um advogado havia procurado o delegado Annibal para “defender os interesses dos proprietários locais de máquinas caça-níqueis”. O advogado teria sido encaminhado por Annibal ao delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho que, por “conta de recomendações e tratativas, encaminhou o advogado ao chefe dos investigadores da seccional, Pavini, para passar a orientação de que a Polícia Civil não deveria mais atuar em repressão aos caça-níqueis”.
Segundo Fernandes, na reunião, o advogado encaminhado por Annibal a Jaú ofereceu ao investigador R$ 30 mil mensais “para que o investigador adotasse o mesmo tipo de entendimento”. Como recusou a proposta, Pavini foi destituído da chefia e “contou pessoalmente ao declarante (Fernandes)” o que havia ocorrido. “Ele acabou lotado no 4º DP, distante da sede anterior em mais de 20 quilômetros”.
Inquérito na corregedoria só foi aberto em 13 de outubro de 2008. Mas, antes que o órgão chegasse a uma conclusão, a Polícia Federal, acionada pelo MPF e pelo Gaeco, saiu a campo em 31 de março e prendeu 26 dos 33 acusados que tiveram a prisão decretada. Annibal e Piccino Filho, que negam as acusações, foram denunciados pelo procurador Salati, que pediu as prisões, mas elas foram negadas. A Justiça Federal, no entanto, abriu processo contra eles e decretou as prisões de outros sete policiais.
DEPOIMENTO
Roberto Fernandes
Delegado classe especial
“Os fatos referidos no dossiê e nas declarações e documentos que o instruem, incluindo gravações em mídia, são de inteiro conhecimento do senhor secretário da Segurança Pública, assim como também o são as retaliações que vem sofrendo desde que se lançou nessa empreitada. Entretanto, apesar desse profundo conhecimento dos fatos e circunstâncias, aquela autoridade silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados ou de reparar a perseguição de caráter pessoal que vem sofrendo”
(
ESTADÃO, 26.04.09 )
E MAIS:
Mazelas de Marzagão obrigam Serra a trocar de secretário
Vermelho, 18 DE MARÇO DE 2009

"Marzagão sabia da corrupção", diz delegado com 40 anos de carreira.

Delegado acusa Marzagão de omissão
Fernandes alugou apartamento, filmou conversas para provar corrupção de colegas e diz que, por isso, foi punido
O delegado Roberto Fernandes alugou um apartamento, instalou câmeras escondidas e gravou as conversas durante dois meses. Reuniu documentos e entregou o resultado das investigações aos superiores. Mas, em vez de ver os corruptos punidos, Fernandes é quem foi afastado e colocado em um cargo normalmente reservado a delegados que caem em desgraça: a delegacia de cartas precatórias, ao lado do Viaduto Aricanduva. Tudo, segundo ele, era de conhecimento do então secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, que “silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados”. O ex-secretário nega.
Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.
As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.
Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo. Ali, Fernandes alugou um apartamento.
O delegado espalhou câmeras pelo imóvel e passou a se reunir com advogados e outros que teriam conhecimento do esquema de corrupção. Gravou 11 entrevistas, material suficiente para preencher sete DVDs e dois CDs. Neles haveria o relato de arrecadação de propina para que a máfia do jogo não fosse incomodada na região.
O policial reuniu tudo e, quando se apresentou em 22 de janeiro de 2008 na subdelegacia-geral, procurou o então ocupante do cargo, delegado Paulo Bicudo. Ali, fez a entrega dos documentos. Diante dos fatos, Bicudo chamou o delegado Francisco Alberto de Souza Campos, então diretor da Corregedoria da Polícia Civil. “Apanhei os documentos e entreguei o recibo”, disse o delegado. “Foi aberta uma investigação.”
Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.
A retaliação, segundo Fernandes, era a tônica “da administração da Polícia Civil com relação ao próprio declarante, por conta do enfrentamento sistemático da corrupção”. Na época, a polícia era chefiada pelo secretário Marzagão. A corregedoria instaurou uma simples apuração preliminar sobre suas denúncias. Meses depois, ao ser procurado pelos promotores, Fernandes relatou que “a representação que sofreu” estava “em fase de apuração muito mais rápida” do que a denúncia que ele fizera.
Contou que um advogado havia procurado o delegado Annibal para “defender os interesses dos proprietários locais de máquinas caça-níqueis”. O advogado teria sido encaminhado por Annibal ao delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho que, por “conta de recomendações e tratativas, encaminhou o advogado ao chefe dos investigadores da seccional, Pavini, para passar a orientação de que a Polícia Civil não deveria mais atuar em repressão aos caça-níqueis”.
Segundo Fernandes, na reunião, o advogado encaminhado por Annibal a Jaú ofereceu ao investigador R$ 30 mil mensais “para que o investigador adotasse o mesmo tipo de entendimento”. Como recusou a proposta, Pavini foi destituído da chefia e “contou pessoalmente ao declarante (Fernandes)” o que havia ocorrido. “Ele acabou lotado no 4º DP, distante da sede anterior em mais de 20 quilômetros”.
Inquérito na corregedoria só foi aberto em 13 de outubro de 2008. Mas, antes que o órgão chegasse a uma conclusão, a Polícia Federal, acionada pelo MPF e pelo Gaeco, saiu a campo em 31 de março e prendeu 26 dos 33 acusados que tiveram a prisão decretada. Annibal e Piccino Filho, que negam as acusações, foram denunciados pelo procurador Salati, que pediu as prisões, mas elas foram negadas. A Justiça Federal, no entanto, abriu processo contra eles e decretou as prisões de outros sete policiais.
DEPOIMENTO
Roberto Fernandes
Delegado classe especial
“Os fatos referidos no dossiê e nas declarações e documentos que o instruem, incluindo gravações em mídia, são de inteiro conhecimento do senhor secretário da Segurança Pública, assim como também o são as retaliações que vem sofrendo desde que se lançou nessa empreitada. Entretanto, apesar desse profundo conhecimento dos fatos e circunstâncias, aquela autoridade silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados ou de reparar a perseguição de caráter pessoal que vem sofrendo”
(
ESTADÃO, 26.04.09 )
E MAIS:
Mazelas de Marzagão obrigam Serra a trocar de secretário
Vermelho, 18 DE MARÇO DE 2009

março 18, 2009

Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

Diversos setores da polícia do Estado de São Paulo vêm se manifestando a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de venda de cargos e sentenças de processos administrativos na cúpula da Polícia Civil, que envolvem o nome do ex-secretário adjunto, Lauro Malheiros Neto. A coleta de assinaturas para a abertura do processo foi iniciada durante a última semana pela bancada do PT na Assembléia.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), junto com outras entidades da Polícia Civil, anunciou sua participação em um Ato Público pela CPI, que acontece na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a terça-feira, dia 17.
A diretoria do Sindicato da Polícia Civil do Estado de São Paulo da Região Santos (Sinpolsan), também se manifestou pela abertura da CPI. Em nota divulgada em seu site, o Sinpolsan convoca seus associados a participarem do ato na Assembléia.
“Pela CPI da Segurança Pública vamos todos lotar as galerias da Assembléia Legislativa e pressionar nossos deputados, eleitos por todos nós, o povo, para esta necessária ‘faxina’ na SSP”, afirma a convocação.
O Sinpolsan destaca também a posição adotada pelo governador do Estado, José Serra, perante as denúncias de corrupção. “Governador, prove sua probidade. CPI da Segurança Pública já!”, reivindica o sindicato.
Segundo apurações do caso, denunciado pelo o investigador Augusto Pena, preso em 30 de abril de 2008 por extorquir integrantes do PCC, os acusados de pagar propina em troca da nomeação se comunicavam com o ex-secretário Lauro Malheiros Neto por meio de um sistema de mensagens eletrônicas criptografadas, trocadas através do e-mail “canalhada@hotmail.com”. ( HORA DO POVO, 18 e 19.03.09 )

Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

Diversos setores da polícia do Estado de São Paulo vêm se manifestando a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de venda de cargos e sentenças de processos administrativos na cúpula da Polícia Civil, que envolvem o nome do ex-secretário adjunto, Lauro Malheiros Neto. A coleta de assinaturas para a abertura do processo foi iniciada durante a última semana pela bancada do PT na Assembléia.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), junto com outras entidades da Polícia Civil, anunciou sua participação em um Ato Público pela CPI, que acontece na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a terça-feira, dia 17.
A diretoria do Sindicato da Polícia Civil do Estado de São Paulo da Região Santos (Sinpolsan), também se manifestou pela abertura da CPI. Em nota divulgada em seu site, o Sinpolsan convoca seus associados a participarem do ato na Assembléia.
“Pela CPI da Segurança Pública vamos todos lotar as galerias da Assembléia Legislativa e pressionar nossos deputados, eleitos por todos nós, o povo, para esta necessária ‘faxina’ na SSP”, afirma a convocação.
O Sinpolsan destaca também a posição adotada pelo governador do Estado, José Serra, perante as denúncias de corrupção. “Governador, prove sua probidade. CPI da Segurança Pública já!”, reivindica o sindicato.
Segundo apurações do caso, denunciado pelo o investigador Augusto Pena, preso em 30 de abril de 2008 por extorquir integrantes do PCC, os acusados de pagar propina em troca da nomeação se comunicavam com o ex-secretário Lauro Malheiros Neto por meio de um sistema de mensagens eletrônicas criptografadas, trocadas através do e-mail “canalhada@hotmail.com”. ( HORA DO POVO, 18 e 19.03.09 )

Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

Diversos setores da polícia do Estado de São Paulo vêm se manifestando a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de venda de cargos e sentenças de processos administrativos na cúpula da Polícia Civil, que envolvem o nome do ex-secretário adjunto, Lauro Malheiros Neto. A coleta de assinaturas para a abertura do processo foi iniciada durante a última semana pela bancada do PT na Assembléia.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), junto com outras entidades da Polícia Civil, anunciou sua participação em um Ato Público pela CPI, que acontece na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a terça-feira, dia 17.
A diretoria do Sindicato da Polícia Civil do Estado de São Paulo da Região Santos (Sinpolsan), também se manifestou pela abertura da CPI. Em nota divulgada em seu site, o Sinpolsan convoca seus associados a participarem do ato na Assembléia.
“Pela CPI da Segurança Pública vamos todos lotar as galerias da Assembléia Legislativa e pressionar nossos deputados, eleitos por todos nós, o povo, para esta necessária ‘faxina’ na SSP”, afirma a convocação.
O Sinpolsan destaca também a posição adotada pelo governador do Estado, José Serra, perante as denúncias de corrupção. “Governador, prove sua probidade. CPI da Segurança Pública já!”, reivindica o sindicato.
Segundo apurações do caso, denunciado pelo o investigador Augusto Pena, preso em 30 de abril de 2008 por extorquir integrantes do PCC, os acusados de pagar propina em troca da nomeação se comunicavam com o ex-secretário Lauro Malheiros Neto por meio de um sistema de mensagens eletrônicas criptografadas, trocadas através do e-mail “canalhada@hotmail.com”. ( HORA DO POVO, 18 e 19.03.09 )

Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

Diversos setores da polícia do Estado de São Paulo vêm se manifestando a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de venda de cargos e sentenças de processos administrativos na cúpula da Polícia Civil, que envolvem o nome do ex-secretário adjunto, Lauro Malheiros Neto. A coleta de assinaturas para a abertura do processo foi iniciada durante a última semana pela bancada do PT na Assembléia.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), junto com outras entidades da Polícia Civil, anunciou sua participação em um Ato Público pela CPI, que acontece na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a terça-feira, dia 17.
A diretoria do Sindicato da Polícia Civil do Estado de São Paulo da Região Santos (Sinpolsan), também se manifestou pela abertura da CPI. Em nota divulgada em seu site, o Sinpolsan convoca seus associados a participarem do ato na Assembléia.
“Pela CPI da Segurança Pública vamos todos lotar as galerias da Assembléia Legislativa e pressionar nossos deputados, eleitos por todos nós, o povo, para esta necessária ‘faxina’ na SSP”, afirma a convocação.
O Sinpolsan destaca também a posição adotada pelo governador do Estado, José Serra, perante as denúncias de corrupção. “Governador, prove sua probidade. CPI da Segurança Pública já!”, reivindica o sindicato.
Segundo apurações do caso, denunciado pelo o investigador Augusto Pena, preso em 30 de abril de 2008 por extorquir integrantes do PCC, os acusados de pagar propina em troca da nomeação se comunicavam com o ex-secretário Lauro Malheiros Neto por meio de um sistema de mensagens eletrônicas criptografadas, trocadas através do e-mail “canalhada@hotmail.com”. ( HORA DO POVO, 18 e 19.03.09 )

Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

Diversos setores da polícia do Estado de São Paulo vêm se manifestando a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de venda de cargos e sentenças de processos administrativos na cúpula da Polícia Civil, que envolvem o nome do ex-secretário adjunto, Lauro Malheiros Neto. A coleta de assinaturas para a abertura do processo foi iniciada durante a última semana pela bancada do PT na Assembléia.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), junto com outras entidades da Polícia Civil, anunciou sua participação em um Ato Público pela CPI, que acontece na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante a terça-feira, dia 17.
A diretoria do Sindicato da Polícia Civil do Estado de São Paulo da Região Santos (Sinpolsan), também se manifestou pela abertura da CPI. Em nota divulgada em seu site, o Sinpolsan convoca seus associados a participarem do ato na Assembléia.
“Pela CPI da Segurança Pública vamos todos lotar as galerias da Assembléia Legislativa e pressionar nossos deputados, eleitos por todos nós, o povo, para esta necessária ‘faxina’ na SSP”, afirma a convocação.
O Sinpolsan destaca também a posição adotada pelo governador do Estado, José Serra, perante as denúncias de corrupção. “Governador, prove sua probidade. CPI da Segurança Pública já!”, reivindica o sindicato.
Segundo apurações do caso, denunciado pelo o investigador Augusto Pena, preso em 30 de abril de 2008 por extorquir integrantes do PCC, os acusados de pagar propina em troca da nomeação se comunicavam com o ex-secretário Lauro Malheiros Neto por meio de um sistema de mensagens eletrônicas criptografadas, trocadas através do e-mail “canalhada@hotmail.com”. ( HORA DO POVO, 18 e 19.03.09 )

março 14, 2009

Corrupção na Polícia Civil de SP: entrevista com delegado Roberto C. Guerra e preocupantes denúncias

Corrupção na Polícia Civil
Um vídeo divulgado na página da internet do jornal O Estado de S. Paulo denunciou práticas de corrupção dentro da Polícia Civil paulista. As imagens, feitas com uma câmera escondida, mostravam a venda de cargos dentro da instituição, além da venda de sentenças para reintegrar policiais expulsos. Um cargo no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) valia R$ 200 mil ou R$ 300 mil. Uma absolvição em processo administrativo saía por R$ 100 mil. O ex-secretário adjunto de Estado da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, e seu ex-sócio e advogado, Celso Augusto Valente, seriam os mandantes deste tipo de esquema. O fato foi postado no blog do delegado Roberto Conde Guerra, que costuma fazer críticas às práticas ilícitas que ocorrem dentro da Polícia. Há mais de 20 anos no cargo, o delegado já atuou em cinco regiões do estado de São Paulo. Em entrevista à Radioagência NP, Conde Guerra afirmou que o caso Malheiros não é um acontecimento isolado. Segundo ele, as práticas de corrupção estão alastradas na Polícia Civil.
Radioagência NP – Roberto, por que o senhor resolveu fazer um blog?
Roberto Conde Guerra – Resolvi fazer depois que a Associação dos Delegados suprimiu um espaço dos associados [na internet] denominado fórum, onde debatíamos os problemas da nossa classe e da Polícia Civil. Mas, antes disso, uma matéria que eu escrevi no site da Associação foi utilizada para me punir e me remover de Santos para cá [município de Hortolândia]. Na matéria, eu questionava o apadrinhamento em Santos e também o recebimento de vantagens ilícitas, a corrupção. Então, a partir de maio de 2007, passei a escrever no blog os problemas da Polícia e também algumas denúncias de irregularidades.
RNP – O seu blog foi excluído. Por que ele foi tirado da internet?
RCG – Foram dois blogs que eles excluíram. O primeiro foi durante a greve da Polícia Civil, no dia 30 de outubro. Agora em nove de janeiro, o segundo blog foi excluído. Mais uma vez, pelo mesmo juiz, foi expedida uma ordem e o Google o retirou do ar. Em janeiro, o Google me encaminhou o ofício do juiz e lá diz “vítima: José Serra e outros”. Na verdade, o motivo mesmo eu não conheço. Poderia ser ofensa ao governador do estado.
RNP – O senhor desconfia de algum motivo?
RCG – O menos criticado ali é o governador José Serra. O nome do governador para mim foi um pretexto, porque o meu blog, naquele momento, centralizava todas as informações sobre a greve, então ele era uma referência para toda a Polícia Civil. Tanto que tinham dias com mais de oito mil visitantes. As pessoas encaminhavam notícias de todas as cidades em tempo real, por meio dos comentários. Então, a finalidade foi justamente essa, impedir a troca de informação.
RNP – O que o senhor fez para recuperar as informações e continuar com o blog?
RCG – O WordPress tem uma ferramenta que importa todo o conteúdo do blog. Assim, tudo o que eu fazia no blog da Google eu importava depois para o WordPress como se fosse um backup. Então, quando extinguiram os dois, eu deixei o WordPress aberto [público].
RNP – Na última semana, foi divulgado um vídeo que mostrava um esquema de corrupção para reintegrar policiais expulsos da instituição e negociar cargos da Polícia Civil. O que o senhor achou da denúncia?
RCG – Essa denúncia eu fiz há dois anos. Claro que não citei o nome do Malheiros, mas isso é uma coisa já muito antiga. A venda de cargos existe mais ou menos desde 2001, desde o governo Geraldo Alckmin. A corrupção na Polícia sempre existiu, mas era uma opção pessoal, individual. Hoje, praticamente é uma obrigação funcional, porque alguns compram os seus cargos e começam a impor a todos os demais o silêncio ou a cegueira em relação a determinadas práticas.
RNP – Para finalizar, tem algum mecanismo na Polícia para evitar a corrupção?
RCG – Nenhum. Não há nenhum mecanismo. Nem o instrumento formal não existe. Não adianta você representar, requerer. Você vai ser perseguido de todas as formas e não vão dar nenhuma atenção. O único instrumento é a imprensa e quando ela se cala para não prejudicar interesses do governo em questão, aí a corrupção se alastra mesmo. E o dinheiro arrecadado não pára só na Polícia não. Veja bem, a Polícia está sendo usada como uma fonte de arrecadação. Não pense que pára aqui. O pessoal pega aqui, fica com a sua parte e encaminha para os seus padrinhos e aonde vai parar eu não posso dizer.
De São Paulo, da Radioagência NP, Desirèe Luíse.
12/03/09

março 3, 2009

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.
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