ENCALHE

fevereiro 23, 2008

As cenouras do senhor governador: vEJA compara educação finlandesa com a brasileira, mas esquece que Estado de São Paulo é que puxa a média para baixo

O texto que segue foi extraído do site da Apeoesp, e resume o ideal-tipo do professor da gestão tucana: a(o) professora(o)-bônus: ela (e) trabalha com o pé quebrado, a voz inexistente, a mãe no caixão, lambe miseravelmente suas feridas no HTPC [ N.do blog: "Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo", que são as reuniões pedagógicas semanais ] , enquanto solta aos ventos suas lamúrias do tipo “alguém tem que fazer alguma coisa pela gente ( sic )”, mas não vai às assembléias porque ninguém na sua escola vai, acha que as mazelas das políticas educacionais são exatamente TODAS IGUAIS, e, por isto, é desnecessário entender as relações econômicas e políticas que permeiam a educação e, na dúvida, vota nos “mais chiques e com diploma superior”, mas brada, orgulhosa (o) de sua condição intelectual, de que “político é tudo igual, ladrão”, mas dá uma escapadinha antes do horário sempre que pode; não conhece a legislação que rege seu próprio trabalho, partilhando e disseminando, assim, o senso-comum educacional e político. Por fim, acredita piamente que a culpa da educação brasileira é do presidente, por ser ele um analfabeto, o pior exemplo humano que uma criança pode ter. ( L.C. )

O professorado e a “baboseira ideológica”
Por Gabriel Perissé em 19/2/2008
A edição nº 2047 (de 13/2/2008) da revista Veja dedicou um espaço considerável ao tema da educação nacional. A entrevista com a secretária estadual de Educação em São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, e os artigos dos economistas Claudio de Moura Castro e Gustavo Ioschpe compõem uma espécie deconcepção “vejiana” da educação.
A secretária Maria Helena enfatiza que um dos maiores problemas da deplorável situação da educação em São Paulo ( leia-se, por exemplo, matéria da Folha, publicada faz um ano ) é o insatisfatório nível profissional dos professores. Os professores seriam incapazes de dar boas aulas. Quando a jornalista Monica Weinberg lhe pergunta qual o caminho para melhorar esse nível, a resposta da secretária é, digamos, corajosa: “Num mundo ideal, eu fecharia todas as faculdades de pedagogia do país, até mesmo as mais conceituadas, como a da USP e a da Unicamp, e recomeçaria tudo do zero.” Essas faculdades apenas perpetuariam “baboseira ideológica”.
Maria Helena é socióloga, mestre em Ciência Políticapela Unicamp e, segundo informações oficiais, está concluindo doutorado na USP em Ciências Sociais. Sua crítica, portanto, é de quem se sente apta a julgar como totalmente ineficazes os professores que ao longo das últimas décadas deram o tom da formação pedagógica brasileira. Pensemos nas aulas, conferências e escritos de Dermeval Saviani ( Unicamp ) e Antonio Joaquim Severino ( USP ), para mencionar, entre tantos outros, dois acadêmicos de prestígio.

O modelo da gincana

Seriam os doutores em pedagogia os principais responsáveis por fomentar vários mitos que atrapalham a educação pública. Para Maria Helena, é um mito afirmar que o aumento salarial dos professores ou um plano de carreira influenciariam a melhoria do ensino.

Na sua opinião, dinheiro ( para falar curto e grosso ) não resolve. A menos que esteja vinculado a uma”política de reconhecimento do mérito”. Por isso, a secretária pretende pagar bônus a todos os que, numa escola – funcionários, professores e diretor –”levarem” os alunos a alcançar determinadas metas de bom desempenho. Os bônus poderão chegar a três salários por ano.
Imagina Maria Helena que os professores, motivados pela perspectiva de um prêmio pecuniário, insuflados pela súbita adoção da meritocracia (como se esta existisse no plano político…), realizarão o milagre de transformar a realidade educacional. Essa metodologia do burro atrás da cenoura sussurra aos ouvidos do professor: “Quer mais dinheiro? Então trabalhe mais!”

“Nham!! Como é doce o meu bônus!”

Não leva em conta os problemas reais que tornam a boa vontade e o esforço do docente, por maiores que sejam, fonte de mais estresse. Contudo, e vai aqui simplória sugestão — uma vez que os bônus estarão condicionados ao desempenho dos alunos, porque não prometer também aos estudantes uma participação? Uns 5% poderiam incentivá-los a colaborar com essa escola de resultados!

A idéia simplista de que a repetência, o abandono escolar (vale a pena ler matéria do Correio Braziliense), o desinteresse crônico, a indisciplina, o fraco rendimento etc. devem-se sobretudo à falta de bons “dadores de aula” demonstra que o estilo “PSDB”de governar não tem condições de analisar a realidade educacional e oferecer soluções melhores do que o modelo da gincana. Quem correr mais, quem tiver sorte e/ou for mais criativo, atinge os objetivos, ganha pontos e arrebata o prêmio.

Formação humanística

Não poucos alunos enfrentam problemas fora da escola ( famílias desestruturadas, ambiente social adverso, falta de valores, de referências, carências alimentares e de saúde ) e esses problemas geram novas e complexas dificuldades na sala de aula, associadas a outros mil problemas que independem de uma boa aula.

Aliás, impedem a boa aula que o bom professor porventura preparou. Como poderá a cenoura bonificadora fazer professores e diretores deterem o tráfico de drogas que invade as escolas, consertarem móveis quebrados, reformarem os banheiros, transformarem salas sem ventilação em paraísos didáticos, evitarem a violência entre os alunos?

Há professores despreparados? Há. Escolheram o magistério por idealismo ( acreditaram na pedagogia do amor à la Gabriel Chalita, ex-secretário da Educação no tempo de Geraldo Alckmin ) ou por falta de alternativas. São sobreviventes de um ensino básico sofrível, de um ensino médio deficiente, falta-lhes até mesmo estrutura física e emocional para dar contada sobrecarga de classes, expediente necessário na luta por somar salários.

Há professores que faltam muito? Sim. Os que faltam, não raro, fogem das condições de trabalho: indisciplina incontrolável, humilhações e arbitrariedades que usurpam sua autonomia, falta de recursos materiais, falta de tempo e de saúde por excesso de atividades. Lembrando que a maioria feminina entre os docentes põe em jogo outra questão para além da sala de aula. São as mulheres que, professoras com 30 a 40 horas/aula por semana, estão sobrecarregadas também pelas tarefas domésticas.

E não só isso. Educar, ensinar, é tão ou mais exigente do que outras exigentes profissões. Requer a prática da comunicação, o dom da invenção, a capacidade de avaliar (intuitiva e objetivamente) o comportamento humano ( de crianças e adolescentes! ), forte autonomia profissional, virtudes que só se desenvolvem com formação humanística prévia e auto-aprendizagem contínua. Estas, por sua vez, implicam leitura, reflexão, acesso à cultura no sentido amplo, apoio profissional ( bons cursos, boas oficinas, orientação didática, ajuda psicológica ) e tranqüilidade econômica.

Salário não é tudo, mas…

Como uma espécie de comprovação das opiniões da secretária, Claudio de Moura Castro escreve na mesma edição da Veja um artigo igualmente curto e grosso: “Salário de professor”. Baseado em que, segundo as sempre infalíveis estatísticas, os docentes brasileiros possuem remuneração compatível com a realidade empregatícia nacional, o articulista conclui que os sistemas públicos se tornariam mais eficazes se “conseguissem criar um ambiente mais positivo e estimulante”.

O exemplo estaria nas escolas privadas, em que os professores, com “níveis salariais parecidos”, estão contentes.

O mais estimulante seria então a tal cenoura tentadora do bônus? Moura Castro não afirma nem nega. Menciona outro tema: o da gestão. “Como a escola tem a cara do diretor”, dependeria então desse gerente do ensino, digamos assim, valorizar os professores, motivá-los, com bônus ou sem bônus. Mas se, na prática, os diretores são indicados pelo clientelismo dos governos locais ou, mediante concurso, estão politicamente compromissados de modo mais ou menos velado com estes mesmos governos, a escola desse diretor dificilmente terá a cara dos professores nem dos alunos que lá estão. A propósito, recomendo que economistas e sociólogos que se autoproclamam especialistas em educação leiam outro uspiano ( antes de se fecharem as faculdades de Educação ): o pesquisador Vitor Henrique Paro, sobre a eleição de diretores em escola pública como experiência democrática de grande valor.

Nenhuma palavra da secretária e do articulista sobre a iniciativa do governo federal de estipular o salário mínimo dos professores em 850 reais, o que significará um aumento de quase 50%. Não concordam eles com o ministro Fernando Haddad? Salário, concordo eu com eles, não é tudo, mas, sem cuidar dos salários, tornando-os, inclusive, atrativos para melhores profissionais, o governo poderá jogar no sistema o dinheiro que bem quiser ( contratar consultorias, investir em computadores, instalar câmeras paramonitorar os alunos etc. ), mas os problemas continuarão a se perpetuar.

Finlândia, o paradigma

O terceiro capítulo educacional dessa edição da Veja é assinado por Gustavo Ioschpe: “Pelo direito à ruindade”. Gustavo critica o MEC pela iniciativa, que considera “antiliberal”, de averiguar melhor a qualidade do ensino superior ( em particular as faculdades de direito e pedagogia ), sob pena de fazer reduzir a oferta de vagas ou mesmo fechar o curso.

Ora, não dissera a secretária de Educação que, se fosse possível, fecharia todas as faculdades de pedagogia, mesmo as que têm a melhor avaliação? Não são essas faculdades que prejudicam a escola, transmitindo baboseiras ideológicas em lugar de ensinar os professores a serem professores?

A contradição é só aparente. No momento em que as faculdades de pedagogia estivessem todas fechadas, sobretudo as públicas, mais críticas, menos dóceis ao mando, tudo recomeçaria do zero. Ou ficaria tudo na estaca zero. Quem quisesse abrir fábricas de diplomas pedagógicos teria amplo direito de fazê-lo, sem maiores impedimentos ou muitas cobranças, como em outros tempos, e os professores formados nessas faculdades teriam o dever de superar sua posterior “ruindade”, rezando pela cartilha da “pedagogia do bônus”.

Estaria assim o mercado controlando as coisas ao seu modo: o famoso “salve-se quem puder”.

Mas o espírito “vejiano” continua a dar lições sobre a arte de lecionar… Na edição desta semana (nº 2048,de 20/2/2008), a revista Veja publica a matéria “A melhor escola do mundo”. Thomas Favoro, diretamente da Finlândia ( país com características idênticas às do Brasil ), revela o que podemos aprender em termos educacionais.

No quesito “salário”, os professores finlandeses, infinitamente melhores do que nós, recebem cerca de 2.500 dólares/mês; nós embolsamos algo em torno de mil dólares/mês. Esclarece a matéria, em letras minúsculas, que se trata de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência.

Segundo o texto, e deve ser verdade, 100% dos professores finlandeses possuem o mestrado. Já no Brasil, somente 2%. Mas se depender da gestão do governador José Serra, essa disparidade continuará. Em meados do mês de janeiro de 2008, suspendeu-se o programa “Bolsa Mestrado” para os professores estaduais. O intuito deve ser viabilizar o tal bônus que aí vem!

dezembro 4, 2007

TCU condena ex-secretários de Educação de Mato Grosso a devolverem mais de R$ 13 milhões ( OBS: caso começou em 1995 )

30/11/2007 – O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-secretário de Educação de Mato Grosso Natal da Silva Rêgo ao pagamento de R$ 12.187.655,03, valor atualizado, por irregularidades encontradas na aplicação dos recursos federais repassados ao Estado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A verba era destinada à reforma de 60 escolas e à compra de material didático escolar para 533 escolas estaduais. Outro ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Valter Albano da Silva, foi condenado a devolver R$ 1.675.460,71, valor atualizado, também por irregularidades encontradas na prestação de contas acerca dos recursos repassados pelo FNDE. Rêgo e Silva foram multados em R$ 50 mil e R$ 10 mil, respectivamente. Eles têm o prazo de 15 dias para comprovar o recolhimento das quantias aos cofres do FNDE e do Tesouro Nacional. A cobrança judicial foi autorizada. Cabe recurso da decisão. O TCU encaminhou cópia da documentação ao procurador da República no Estado de Mato Grosso para a adoção das providências cabíveis. O ministro Aroldo Cedraz foi o relator do processo.

setembro 14, 2007

Assembléia: Reajuste de R$ 0,00 leva professores do Estado de São Paulo a protestarem contra Apagão Educacional Continuado tucano!!!

APEOESP convoca conselheiros para CER extraordinário
A diretoria da APEOESP convoca os Conselheiros Estaduais para a reunião extraordinária do CER, que acontecerá nesta sexta-feira, 14, a partir das 9 horas, no Centro Transmontano – rua Tabatinguera, 294 (próximo a Estação Sé do Metrô). A pauta do CER será: campanha salarial e assembléia unificada com paralisação.
Todos à assembléia unificada, com paralisação, na República
Às 14 horas desta sexta-feira, 14, acontecerá na Praça da República, em São Paulo, a assembléia unificada da Educação, com paralisação das atividades. É imprescindível a participação do maior número possível de professores na assembléia, que tem indicativo de greve, uma vez que até o momento o governo não acenou com a possibilidade de abertura de negociações e tampouco propôs índice de reajuste salarial. Ao contrário, o governo já enviou para a Assembléia Legislativa projeto de lei complementar que incorpora aos salários o Prêmio de Valorização. Em anexo ao Fax 53, de 12 de setembro, enviamos às subsedes tabela com os salários após a incorporação do Prêmio de Valorização.(Como houve problemas na composição da tabela, segue nova, corrigida.) Em alguns níveis, a diferença entre a remuneração anterior e a pós-incorporação é de R$ 0,00. A maior diferença (para PEB II, 30 horas, nível V) é de R$ 18,73, ou 1,22% : uma vergonha!
ASSEMBLÉIA UNIFICADA COM PARALISAÇÃO
DIA 14 DE SETEMBRO – 14 HORAS – PRAÇA DA REPÚBLICA

abril 29, 2007

Vamos à escola. Lá se aprende a fazer greves comunistas e ideológicas!!!

Talvez alguém que venha a cair aqui por acaso, vai achar que estou falando sério. Os habitués – É… você aí, ô…Cochilou? – do blog sabem do que se trata: daquela carta que mandei para os jornais, comentando justamente a carta de um leitor, que dizia ser os comunismo dos professores e suas greves constantes ( aiaiai…) a causa do Apagão Educacional Continuado. Sem mais comentários.

Um fragmento ( que publicamos abaixo ) dum texto extraído do site da APEOESP avisa:

GREVE a partir de 04 de Maio.
” (…) Professores aprovam greve contra o SPPREV e pelas reivindicações salariais e educacionais
Paralisação começa no dia 4 de maio
Demonstrando uma grande capacidade de mobilização em defesa de seus direitos, aproximadamente vinte mil professores participaram da manifestação realizada nesta quarta-feira, 25 de abril, contra o projeto de reforma da Previdência de José Serra.Enquanto centenas de professores pressionavam os parlamentares durante a realização da audiência pública, exigindo a retirada do projeto de lei 30/05 que cria o SPPREV (São Paulo Previdência) – entidade gestora do sistema previdenciário estadual que prejudica toda a categoria – milhares concentraram-se do lado de fora da Assembléia Legislativa. Em função da gravidade do ataque do governo aos servidores, os professores aprovaram a realização de uma assembléia para decidir os próximos passos da luta.
Por ampla maioria, os professores acataram a proposta de greve contra o SPPREV e pelo atendimento das reivindicações. A paralisação terá início a partir do dia 4 de maio, com assembléia na mesma data, a partir das 14 horas, na Assembléia Legislativa.
A assembléia também aprovou ampla pressão sobre os parlamentares (veja abaixo proposta de rodízio das subsedes na Alesp), exigindo apoio à retirada do projeto previdenciário do governo e ao atendimento de nossas reivindicações.
As subsedes devem também organizar reuniões de representantes e encontros com pais e alunos para esclarecimentos sobre a nossa luta.
A categoria permanecerá em estado de alerta: se houver qualquer indicativo de que o governador encaminhará o projeto para votação, a greve será antecipada e a categoria convocada para nova manifestação na Assembléia Legislativa.
Em campanha salarial, os professores exigem ainda melhores condições de trabalho, fim da aprovação automática, reajuste salarial imediato, piso do DIEESE (R$ 1.620,89 em março), incorporação das gratificações com extensão aos aposentados, garantia de emprego com estabilidade a todos os professores, máximo de 35 alunos por sala, por um novo Plano de Carreira. (…)”
Leia mais aqui nesse ponto.

abril 15, 2007

Apagão Educacional Continuado: agora é Kassab !!!

Mais ( e más notícias, para alguns ) do Apagão Eduacacional Continuado: o MPE de São Paulo foi acionado e, a partir de informações dos conselhos tutelares, ingressou com cerca de duas dezenas de ações cíveis públicas contra a administração municipal paulistana, para obrigá-la a disponibilizar 8.500 vagas no ensino infantil. O prazo solicitado para o cumprimento dessa meta é de 60 a 120 dias. Em caso de atraso na resolução do problema, pede-se a aplicação de multa diária no valor de R$ 50 por criança.
Em suma: ou a Prefeitura ( que teve o caixa rapidamente sanado por José Serra, em pouquíssimo tempo, realmente impressionante, após ter constatado que a gestão Marta Suplicy arruinara irremediavelmente o Município, de acordo com o manchetário à época ) dá um jeito de fazer aparecerem essas vagas ou, para piorar, corre-se o risco de , no futuro, inexistirem pessoas capacitadas a assumirem obrigações profissionais importantíssimas para o País ( como, por exemplo, controladores de vôo ) por escolaridade deficiente, realidade já constatada no âmbito estadual, após doze anos de gestão de resultados do PSDB em São Paulo.
Minha sugestão é para que nós, cidadãos de bem, passemos a exigir junto aos nossos representantes na Câmara Municipal e Assembléia Legislativa, a instalação de CPIs do Apagão Educacional Continuado, nas esferas Municipal e, principalmente, Estadual, onde o sucesso foi reconhecidamente maior.

março 21, 2007

A incrível história do apagão educacional continuado em Sâo Paulo !!!

É o seguinte: aí vai o teor do email que mandei para o Jornal da Tarde, para o Estadão e para a repórter que fez entrevista ( posteriormente publicada no Jornal da Tarde ) com o sr. Elizeu Muniz, do Instituto Paulo Freire, para a coluna “Pais e mestres” do jornal caçula dos Mesquita. Vamos ver se algum desses jornais vai publicar ou responder.
São Paulo, 20/03/07

Saudações,

Na seção “Pais e Mestres” do Jornal da Tarde de hoje, há uma entrevista com Eliseu Muniz, do Instituto Paulo Freire.
Eliseu – apesar da insistência da reportagem em tomar e apontar a direção fácil e comum nos últimos anos, para a total conveniência aos mandatários estaduais na última década – considerou o “excesso de faltas” dos professores não como sendo a única e mais importante causadora de problemas aos alunos, mas – corretamente – como conseqüência do péssimo tratamento dispensado aos docentes, pelo tenebroso governo tucano que paira sobre o Estado de São Paulo há mais de uma década cujos resultados são, desde o mais visível, como o “apagão educacional continuado” – que condenou uma geração inteira de estudantes ao subemprego e a subcidadania – até o menos ( ou tornado ) invisível, que são os números apontando o crescimento de distúrbios psicológicos e mentais entre os professores da rede pública.”

março 19, 2007

Amado mestre…

Filed under: CIEPS, professores, Secretaria de Estado da Educação, Yara Vargas — Humberto @ 2:46 pm
Toda essa celeuma em torno dos péssimos resultados da educação do Estado de São Paulo, o Estadão publicando elogios da “oposição” ao plano do governo Federal, Paulo Renato até se oferecendo para ajudar – o que me faz perguntar o porquê do governo Serra não tê-lo convidado para integrar seu secretariado, considerando que o ex-ministro Paulo Renato foi celebrado, naqueles bons tempos, como tendo promovido uma “revolução na Educação” e até mesmo se especulou, por diversas vezes, que seria o candidato de FHC à sua sucessão – e não tenho visto espaço para o professor ( ou seu sindicato) , para que este fale livre, sem amarras a respeito de sua condição. Aliás o Estadão, nessa matéria a que me refiro, mostra a opinião de economista, “gestor”, presidente de ONG ( Instituto Ayrton Senna ) e político, mas educadores, pedagogos, mesmo professores da rede pública, não vi nada. E os alunos, apontados como vítimas.
Como se fossem as únicas. Leiam, se tiverem oportunidade, a revista EDUCAÇÃO deste mês. Ficarão sabendo, entre outras coisas, que aumentam vertiginosamente os casos de transtornos psiquiátricos entre os docentes. Não é para menos. Sei de um caso no qual o professor foi ameaçado por um aluno – já adulto -, se recusou a voltar àquela sala até que a direção resolvesse o problema, e foi ameaçado por um supervisor de sofrer um processo administrativo, caso não retornasse à sala. Como se não bastasse, o supervisor proclamou diante dos alunos e na presença do professor, que “não era interessante para a escola promover a repetência de alunos”, ou seja, desautorizou o professor enquanto autoridade na sala de aula. Para piorar o cenário, quando o professor necessita de auxílio médico, os hospitais que atendem ao servidor público ( que se mantém funcionando mediante o desconto em holerite ) andam, literalmente, às baratas. Semanas passam até que se seja atendido. Filas imensas. Faltam médicos. E secretários de Educação aparecem nos jornais dizendo que irão moralizar uma tal de “indústria de licenças médicas” ou “indústria de afastamentos”, que isso é que causa a falta de professores na escola, prejudicando os alunos. Quanta hipocrisia.
Nesses dias faleceu a sra. Yara Vargas. Confesso que nunca ouvira falar de sua existência. Somente agora, quando morreu.
Mas ligeira busca na Internet nos oferece suporte.
A parte que interessa aqui, diz sobre sua participação na implantação dos CIEPS, no governo Brizola ( RJ ) . Imaginemos se esse projeto tivesse continuado.

A Verdade sobre o governo Alckmin

Jasson de Oliveira Andrade

O governo de Alckmin é bem avaliado. Na página econômica de um jornal de Mogi Guaçu, os empresários (as) entrevistados (as) normalmente dăo notas ótimas ao governo do Estado, até pouco tempo administrado por Geraldo. A média dessas notas é OITO. Paradoxalmente os tucanos năo pensam da mesma maneira. Criticam o governo dele, apesar de só agora após as eleiçơes presidenciais. Já abordei o desmonte que o governador tucano José Serra está fazendo na administraçăo alckmista.

Na Segurança, a mudança introduzida agora é para melhor. Com a troca dos homens do setor, em Mogi Guaçu podemos sentir o resultado. Antes, com Alckmin, dirigida pelo homem de sua irrestrita confiança, Saulo, a nossa cadeia tinha superlotaçăo, atingindo, em certo período, mais de 200 presos, com sérios riscos de rebeliăo, colocando em perigo quatro escolas. Hoje a cadeia foi desativada. Comentei ainda a tragédia do Metrô, que ficou conhecida como o “buraco do Serra”, quando o certo deveria ser “buraco do Alckmin”. Neste artigo vamos analisar mais dois setores: Educaçăo e Economia.

A Folha publicou entrevista de três educadores tucanos: Paulo Renato de Souza, ex-ministro da Educaçăo na gestăo de Fernando Henrique (1995 a 2002), Rose Neubauer, ex-secretária do governo Mário Covas e Chalita, ex-secretário de Alckmin. A manchete da Folha explica o que acontece: “PSDB culpa PSDB por crise na educaçăo”. E o subtítulo da reportagem é também explicativo: “Queda no desempenho das escolas de Săo Paulo nos exames gerou mal-estar no partido que comanda o Estado desde 95”.
Os títulos das entrevistas mostram como foram as críticas: “Paulo Renato ataca descontinuidade das gestões”. Estranho porque as gestões eram tucanas.
Ao responder a uma pergunta da Folha (Como o sr. avalia a situaçăo educacional de Săo Paulo?), o ex-ministro de FHC criticou: “Deveria estar melhor, é o Estado mais rico”.
Já a ex-secretária da Educaçăo no governo Mário Covas, atacou o seu sucessor, Gabriel Chalita (gestăo Alckmin).
Entrevistado pela Folha, o ex-secretário de Alckmin respondeu, conforme manchete do jornal: “Chalita reage a criticas e ataca gestăo Serra”. A Folha perguntou-lhe: Como o sr. avalia o corte no Escola da Família? Chalita respondeu: “A gente tinha um problema de pichaçăo, de violência, que era imenso. E caiu muito após o projeto. Como educador, e năo em nome do Geraldo [Alckmin], a reduçăo é um equívoco. COMEÇA MUITO MAL O GOVERNO SERRA (destaque meu)”.
Um tucano acusa outro tucano. Quem tem razăo? Ao que tudo indica, todos! O curioso é que “PSDB culpa PSDB” na Educaçăo.


No entanto, surpreendentemente, elogiam atitudes e o ministro de Lula. Paulo Renato, à respeito do PAC da Educaçăo do governo federal, afirmou: “Ainda năo o conheço, mas pelo que li nos jornais, eu gostei. Vincular repasse de recursos ao desempenho das escolas é o caminho certo”. Chalita reconheceu: “Eu, como educador, elogio. Espero, por exemplo, que o Fernando Haddad continue como ministro [da Educaçăo], porque eu sinto ali um técnico no ministério. Você precisa olhar com humildade para pessoas de outros partidos e elogiar”.

Clóvis Rossi, em artigo na Folha, Os inocentes, diz: “A educaçăo no Brasil é o desastre conhecido por todos e retratado escandalosamente em cada pesquisa, prova, avaliaçăo, qualquer coisa que sirva como mediçăo. A educaçăo em Săo Paulo, há 12 anos, dois meses e 13 dias [ o artigo é de 14/3] comandado pelo tucanato, que se considera o máximo em matéria de gestăo, é um desastre talvez maior ainda pela riqueza do Estado”. Sobre as acusações de tucanos contra tucanos, ele comenta: “O que ficou do tal “choque de gestăo”, o bordăo preferido de Geraldo Alckmin na campanha pela Presidência? Bom, se năo houve boa gestăo, o tucanato pelo menos oferece choque. Choque de dedos apontados uns para os outros”. Merece destaque especial o Editorial da Folha, sob o título: “O PSDB e a educaçăo”. Nele o jornal faz críticas à qualidade do ensino na rede estadual, desde 1995 sob a responsabilidade do PSDB, e que, segundo a Folha, piorou de modo acentuado.
Serra afirmou que recebeu o Estado em situaçăo financeira confortável. No Estadăo de 21/2/2007, podemos ler: “A situaçăo confortável, segundo o secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa, É RELATIVA (destaque meu), já que existem outros passivos financeiros năo considerados no indicador de superávit. Săo obrigaçơes financeiras que precisam ser honradas e que devem fazer com que o Estado feche o balanço financeiro com um déficit de R$ 1,4 bilhăo”. Se eu năo entendi mal, Serra recebeu o Estado com déficit e năo, como propalou Alckmin, com superávit. Já se imaginou se o PSDB tivesse recebido esta situaçăo de um governo petista? O que os tucanos năo iriam dizer? Mas o número revelado năo mente: Alckmin deixou dívidas, diferentemente do que ele dizia na campanha eleitoral !
Procuramos levar ao conhecimento dos leitores a verdade sobre o governo Alckmin. E revelada năo pelo PT ou por outro partido oposicionista, mas pelos próprios tucanos!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redação Portal Mogi

março 6, 2007

XOQUE DE JESTÃO !!!

Filed under: choque de gestão, PSDB, Secretaria de Estado da Educação, tucanos — Humberto @ 1:04 am

Você çabe ler ? Que sorte !!! Então dá uma passada no Conversa Afiada, que lá o Serra não manda !
Para fassilitar, click aqui nesse ponto. E saiba mais sobre o Xoque de Jestão,

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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