ENCALHE

março 29, 2009

Mercado imobiliário reage e volta a vender"", por Elbio Mera

Qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009.
Elbio Fernández Mera*
18/03/2009
São Paulo, SP – O comprador de imóvel ainda está confuso por achar que a crise abalou nosso setor tanto quanto os demais, e não é bem assim. O mercado imobiliário já dá os primeiros sinais de reação, ao registrar significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País, especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda, reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente, o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$ 1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008. Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo respondendo positivamente.
Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos anteriores.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor, continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar. Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos em emergentes como o Brasil.
Além disso, o novo plano habitacional do governo Lula deve garantir a produção de um número considerável de novas unidades. Isto concorrerá, com certeza, para acelerar o mercado e reduzir o déficit habitacional do País, que hoje é de aproximadamente 8 milhões de moradias. Portanto, temos razões suficientes para acreditar em 2009.
Elbio Fernández Mera é vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.

Mercado imobiliário reage e volta a vender"", por Elbio Mera

Qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009.
Elbio Fernández Mera*
18/03/2009
São Paulo, SP – O comprador de imóvel ainda está confuso por achar que a crise abalou nosso setor tanto quanto os demais, e não é bem assim. O mercado imobiliário já dá os primeiros sinais de reação, ao registrar significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País, especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda, reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente, o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$ 1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008. Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo respondendo positivamente.
Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos anteriores.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor, continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar. Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos em emergentes como o Brasil.
Além disso, o novo plano habitacional do governo Lula deve garantir a produção de um número considerável de novas unidades. Isto concorrerá, com certeza, para acelerar o mercado e reduzir o déficit habitacional do País, que hoje é de aproximadamente 8 milhões de moradias. Portanto, temos razões suficientes para acreditar em 2009.
Elbio Fernández Mera é vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.

Mercado imobiliário reage e volta a vender"", por Elbio Mera

Qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009.
Elbio Fernández Mera*
18/03/2009
São Paulo, SP – O comprador de imóvel ainda está confuso por achar que a crise abalou nosso setor tanto quanto os demais, e não é bem assim. O mercado imobiliário já dá os primeiros sinais de reação, ao registrar significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País, especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda, reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente, o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$ 1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008. Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo respondendo positivamente.
Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos anteriores.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor, continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar. Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos em emergentes como o Brasil.
Além disso, o novo plano habitacional do governo Lula deve garantir a produção de um número considerável de novas unidades. Isto concorrerá, com certeza, para acelerar o mercado e reduzir o déficit habitacional do País, que hoje é de aproximadamente 8 milhões de moradias. Portanto, temos razões suficientes para acreditar em 2009.
Elbio Fernández Mera é vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.

Mercado imobiliário reage e volta a vender"", por Elbio Mera

Qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009.
Elbio Fernández Mera*
18/03/2009
São Paulo, SP – O comprador de imóvel ainda está confuso por achar que a crise abalou nosso setor tanto quanto os demais, e não é bem assim. O mercado imobiliário já dá os primeiros sinais de reação, ao registrar significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País, especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda, reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente, o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$ 1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008. Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo respondendo positivamente.
Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos anteriores.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor, continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar. Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos em emergentes como o Brasil.
Além disso, o novo plano habitacional do governo Lula deve garantir a produção de um número considerável de novas unidades. Isto concorrerá, com certeza, para acelerar o mercado e reduzir o déficit habitacional do País, que hoje é de aproximadamente 8 milhões de moradias. Portanto, temos razões suficientes para acreditar em 2009.
Elbio Fernández Mera é vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.

Mercado imobiliário reage e volta a vender"", por Elbio Mera

Qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009.
Elbio Fernández Mera*
18/03/2009
São Paulo, SP – O comprador de imóvel ainda está confuso por achar que a crise abalou nosso setor tanto quanto os demais, e não é bem assim. O mercado imobiliário já dá os primeiros sinais de reação, ao registrar significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País, especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda, reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente, o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$ 1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008. Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo respondendo positivamente.
Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos anteriores.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor, continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar. Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos em emergentes como o Brasil.
Além disso, o novo plano habitacional do governo Lula deve garantir a produção de um número considerável de novas unidades. Isto concorrerá, com certeza, para acelerar o mercado e reduzir o déficit habitacional do País, que hoje é de aproximadamente 8 milhões de moradias. Portanto, temos razões suficientes para acreditar em 2009.
Elbio Fernández Mera é vice-presidente de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.

dezembro 28, 2008

Sindicato da Habitação mantém otimismo para 2009

O blogueiro não gosta muito da idéia do desenvolvimento econômico atrelado à especulação imobiliária, ao crescimento desordenado e aos automóveis invadindo cada vez mais mas, se alguém quiser ler uma análise otimista de um setor considerado importante para a economia, com perspectivas positivas para o 2009, aí está ( serve como contraponto aos aprendizes de Nostradamus do PIG, já que o imprensalão seca prá caramba ):
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“É claro que a crise chegou aqui, mas chegou muito mais pelos meios de comunicação e a Internet, fazendo com que o pessoal daqui colocasse o pé no freio.”
João Crestana, presidente do SECOVI
Publicado no Banco de Imóveis, ed. 695, 20.12.08

Mensagem do presidente
2008 trouxe amadurecimento para o setor imobiliário

Antes de apresentar o balanço do mercado imobiliário da cidade de São Paulo no ano de 2008, é preciso fazer uma breve retrospectiva.
Nos anos 90, as empresas do setor atravessaram um dos piores períodos de sua história. Até o advento do Plano Real, tinham de lançar seus empreendimentos em um cenário econômico desfavorável, com altos índices inflacionários e sem crédito imobiliário disponível pelos bancos para produzir e comercializar imóveis. Naquele período, a média de lançamento anual na cidade de São Paulo era de 25 mil unidades, com índice de velocidade de vendas sobre a oferta de 8,4%. No Brasil, a média girava em torno de 45 mil unidades.
A partir de 2004 [ grifos do blog ], o mercado imobiliário na capital iniciou seu processo de retomada, passando de 7,6% de VSO médio, para 8,8% de VSO em 2005; e 12,1% de VSO em 2006. No entanto, a média anual de lançamentos manteve-se estável em relação aos anos anteriores – em torno de 25 mil unidades.
O crescimento mostrava-se sustentável por diversos fatores, tais como, maior volume de crédito imobiliário disponível no mercado, pois os bancos privados foram obrigados, por lei, a devolver volume de recursos represados no Fundo de Compensação da Variação Salarial (FCVS); acirrada concorrência entre os agentes financeiros, que levou à criação de novas linhas de financiamento à produção e aquisição de imóveis, com redução das taxas de juros; marcos regulatórios favoráveis, como a Lei 10.931/04; inflação controlada; economia crescente; e aumento da renda e do emprego.Esse movimento interno positivo fez com que os investidores internacionais elegessem o Brasil como fonte de novos investimentos. A liquidez mundial e a possibilidade de ampliação de negócios levaram algumas empresas do mercado imobiliário a abrirem capital na Bolsa de Valores (IPOs) e a oferta de ações gerou forte entrada de capital estrangeiro no segmento.

2007, um ano incomparável

O ano de 2007 foi excepcional para o mercado imobiliário nacional. Somente na cidade de São Paulo, foram lançadas 39 mil unidades, com índice de velocidade de vendas de 16,2%.
Crescimento que foi acompanhado pelo restante do País, que fechou o balanço do ano com 196 mil imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com um total de R$ 18 bilhões investidos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Se comparado com os números de 2006, houve um crescimento de 86,3% em volume de unidades e 92,6% em valores.Essa destacada curva de crescimento deveu-se basicamente aos seguintes fatores: o crédito imobiliário voltou a fazer parte do portfólio dos bancos privados; os consumidores otimistas com os índices de crescimento econômico e com a estabilidade financeira do País; forte investimento estrangeiro no mercado imobiliário nacional; e, o mais importante, o mercado tem grande déficit e passou por uma década sem investimentos.

2008, início do crescimento sustentado

Até agosto de 2008, os bancos bateram sucessivos recordes de investimentos na produção e aquisição de novos imóveis. Nos primeiros oito meses do ano, foram aplicados R$ 20 bilhões da caderneta de poupança.
Entretanto, setembro registrou retração no número de unidades financiadas, em virtude da insegurança dos agentes financeiros diante da turbulência financeira mundial. De acordo com dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) foram 29.404 financiamentos contra 34.749 do mês anterior.A apreensão dos bancos e o excesso de cautela levaram alguns agentes financeiros a aumentarem suas taxas de juros e retraírem a concessão de crédito à produção.
Como conseqüência para os empresários, houve recuo no volume de novos empreendimentos lançados já no mês de setembro. Na cidade de São Paulo, conforme dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), nos primeiros oito primeiros meses, os lançamentos registraram crescimento em relação ao mesmo período de 2007. Já em setembro, essa tendência se reverteu.
Empreendimentos foram adiados e consumidores diminuíram a compra diante das dúvidas com os rumos da economia.Essa redução pode ser justificada pelo fenômeno classificado como “parada técnica”, ou seja, impulsionadas pelos acontecimentos econômicos internacionais, as empresas “travaram” as vendas de novos imóveis, em razão da falta de certeza quanto aos custos e preços e, por sua vez, os consumidores adiaram as compras por conta das dúvidas quanto a liberação de crédito.

Confiança no setor

O mercado imobiliário da capital encerra o ano de 2008 com otimismo realista.
De janeiro a outubro foram lançados no município de São Paulo um total de 29 mil unidades. O indicador VSO também apresentou bons resultados no período, com a média mensal de 14,9% de comercialização. A previsão é de encerrar o ano com 35 mil unidades lançadas, 33 mil unidades comercializadas, e VSO estimado de 13,6%.
Comparativamente a 2007, haverá uma redução em torno de 10% nos lançamentos e nas vendas – causada pela “parada técnica”. Mas se os mesmos indicadores forem comparados com os números de 2006, nota-se um aumento de 36% nos lançamentos e 17% no volume de comercialização. Se fizermos o mesmo com o ano de 2005 teremos crescimento de 40% (lançamentos) e 39% (comercialização).
Nacionalmente, somente o SBPE financiará 300 mil unidades este ano. Note-se que no início da década de 80, período de forte atuação do mercado imobiliário, o Sistema financiava, em média, 260 mil unidades para um país com aproximadamente 115 milhões de habitantes.
Conclui-se que ainda há muito a ser feito no segmento habitacional, pois hoje o Brasil conta com mais de 190 milhões de cidadãos, dos quais a maioria de jovens em fase produtiva e capazes de adquirir a casa própria.
Fica claro também que o setor imobiliário vai se desenvolver muito nos próximos anos, principalmente se considerarmos que o crédito imobiliário brasileiro representa menos de 2% do PIB (Produto Interno Bruto), quando no vizinho Chile esse índice é de 13%; nos Estados Unidos é de 65%; e na Espanha, 46%.Voltamos a enfatizar: após 30 anos da extinção do BNH (Banco Nacional da Habitação), financiam-se no Brasil 300 mil unidades. Considerando o déficit habitacional de oito milhões de moradias, explica-se o apetite do mercado por financiamento à produção.
Superados os efeitos e as dificuldades da turbulência financeira internacional, o mercado imobiliário terá enorme campo de atuação e crescimento.

Como será 2009?

Em 2009, o mercado imobiliário continuará crescendo, ainda que em ritmo menor; manterá o movimento de readequação de metas, pelo menos até o primeiro semestre; e trabalhará de forma seletiva, com projetos adequados à demanda.
Quanto aos recursos necessários para irrigar o setor, o governo deu um voto de confiança já no final de 2008. A Resolução BACEN 3.629 inseriu no direcionamento de recursos da poupança (com taxa tabelada) mecanismo que permite irrigar o mercado dando-lhe maior liquidez. Com ela, os volumes poderão chegar, até 31 de março de 2009, a R$ 10 bilhões, incluindo Caixa e bancos privados. Somente a Caixa operará R$ 3 bilhões.
Acreditamos no fortalecimento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), com incentivos do governo, bem como do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). Uma mostra disso é a possibilidade de a Caixa, já a partir de janeiro, adquirir CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), FII (Fundos de Investimentos Imobiliários) e debêntures de empresas que utilizarão esses recursos para a produção de empreendimentos.
As taxas de juros para essas operações serão de 7% ao ano + TR para empreendimentos com valores de unidades populares – por exemplo, imóveis de R$130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal –, e 9% ao ano + TR para imóveis acima de R$ 130 mil, porém enquadráveis no Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Tal movimento permitirá que as empresas mantenham o foco no atendimento da classe C e de mais baixa renda, com a produção de empreendimentos econômicos, segmento que mais precisa de financiamento à produção.
Com relação a recursos do FGTS, o orçamento aprovado no dia 30 de outubro de 2008 pelo Conselho Curador do FGTS prevê para habitação popular quase R$ 12 bilhões. Isso nos faz crer que não faltará financiamento para os consumidores finais, com taxas de juros variáveis de 4,5% ao ano para cotistas do Fundo a 8,6% ao ano para o Programa Pró-Cotista, o que permite financiar o primeiro imóvel sem as amarras de valor máximo do imóvel ou de renda familiar bruta.
O Secovi-SP vai manter os trabalhos para que haja crédito imobiliário suficiente à produção e aquisição e defenderá, sempre, a maior aplicação dos bancos privados. Com mais recursos e demanda aquecida, não pode, em hipótese alguma, faltar a produção de imóveis no mercado.
É certo que existe preocupação com uma eventual desaceleração na economia e geração de empregos, principalmente das famílias de mais baixa renda, mas prevalecerá o otimismo realista do setor que, após duas décadas, saiu da estagnação e volta a operar em bases sólidas. Apesar de pontual redução no crescimento, o mercado imobiliário continuará a crescer.

João Crestana, presidente do Secovi-SP, da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da CBIC e reitor da Universidade Secovi

agosto 26, 2008

Vítimas do Apagão Educacional Continuado tucano em SP não atingem pontuação nem para participar das Paraolimpíadas de Matemática!!

Mas é foda… Mais uma vez a vEJA vem com sua ladainha sobre o “ensino brasileiro”. O ensino brasileiro, no que se refere aos baixos índices, é bom dizer, tem uma bela contribuição da educação ( eu sei, é modo de dizer ) paulista, que sofre há 12 ou 13 anos de governo tucano sabotando em todas as frentes possíveis. Mas, claro que a vEJA não perdoa nem os tucanos. Não há discordância sobre o projeto que ambos possuem, pois é o mesmo: privatizar até a mãe do Roberto Civita, se preciso for. O problema é que os governos do PSDB estão muito lentos, e não estão atingindo as metas e focando resultados. Portanto, ainda há muitos “gastos” com a Educação em São Paulo, principalmente na folha de pagamentos; para a vEJA e, também, para os tucanos nos governos e nas consultorias do Mercado Financeiro e Especulações S/A, o ideal de trabalhador são os escravos das fazendas de cana-de-açúcar: baixo custo ( mas pode ser enxugado ainda mais ) e nenhum direito. Beleza.
Falando sério, é bom os professores voltarem à carga.
E é sobre os professores de que tratam os textos abaixo. Outro dia eu falo sobre esta matéria da vEJA, que eu ainda não li direito; não há estômago que aguente, tá loco!!
O outro lado da greve dos professores paulistas
Apeoesp/Revista Fórum, Agosto de 2008
“Sindicato quer motel em escola.” Era dessa forma que o jornalista Gilberto Dimenstein se referia à greve dos professores paulistas, iniciada no dia 13 de junho contra o decreto nº 53.037/08, publicado no dia 28 de maio no Diário Oficial. Ele dizia ainda “o sindicato dos professores de São Paulo decidiu decretar uma greve para evitar que se implementem medidas destinadas a reduzir a rotatividade dos docentes nas escolas públicas – uma das pragas, entre tantas, que explicam a péssima qualidade de ensino”. A grande imprensa, no geral, acompanhou a opinião de Dimenstein, dando pouca voz a quem era atingido pela proposta do governo do estado: os professores.
O decreto foi apresentado como um conjunto de normas que iriam melhorar o ensino por meio da redução de transferências dos professores, alterando normas que dizem respeito à remoção, substituição e contratação temporária de docentes da rede estadual de ensino (leia mais no box). Rejeitada pelos professores em assembléia, a iniciativa é considerada pela Apeoesp como autoritária, justamente por ser imposta sem consulta aos professores.
“O projeto desconsidera o fator tempo de serviço na contratação de professores temporários. Muita gente com mais de 20 anos de experiência em sala de aula, próximos de se aposentarem, poderão ficar desempregados”, alerta Alessandro Luís Lopes de Lima, que atua na escola Ana Cândida de Barros Molina em São José dos Campos. “A redução das faltas médicas para apenas seis por ano, para uma categoria cuja maioria está na faixa etária entre 40 a 55 anos, e necessitam ir ao médico periodicamente devido a problemas de saúde surgidos, não raro, da tensa realidade da escola paulista, como a síndrome do pânico e de Burnout, que são quase epidemias entre os professores”, explica o professor, observando outro direito retirado com o decreto.
“A proibição da remoção do local de trabalho prejudica, já que possibilitava aos professores que eram mandados para outras cidades, devido aos concursos públicos, a voltarem a trabalhar em suas comunidades. Isso aumenta muito a qualidade de seu trabalho, devido ao envolvimento pessoal e social com seu lugar de origem.”
A pauta de reivindicações dos professores também incluía reajuste salarial, novo plano de carreira, fim da aprovação automática, incorporação das gratificações com extensão aos aposentados, concurso público estadual e garantia de emprego e estabilidade a todos os professores. “Já faz anos que o governo do estado tenta mexer com os direitos dos temporários e efetivos”, denuncia Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que complementa dizendo que mexer arbitrariamente com tantos direitos da categoria teve um preço. “O governo pagou para ver, e viu.” No total, foram 22 dias de paralisação, com realização de assembléias regionais, mobilizações e grandes manifestações no Centro da capital paulista.
“O governo percebeu a força da manifestação, negociou, chamou para conversar. Eles perceberam como estávamos organizados”, afirmou Maria Izabel. “Se esta greve teve uma vitória importante, foi expor a situação da educação e dos professores”, aponta Elifas de Paula, professor da escola Professor Astrogildo Arruda, zona Leste de São Paulo. “A greve obrigou o governo e os meios de comunicação a pautarem, na maioria dos casos contra os professores, a situação em que se encontra a educação neste país”, analisa. Segundo ele, em sua escola a paralisação foi quase que total e teve apoio dos alunos e da comunidade.
“Fosse nossa paralisação tão insignificante, não haveria razão para a verdadeira campanha do governo e de certos órgãos de comunicação contra o nosso movimento”, afirmou o ex-presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro, em artigo criticando o editorial do jornal O Estado de São Paulo, “A greve do professorado”, publicado no dia 18 de junho.
Revista Fórum nº 65, Ano 7, Agosto de 2008
Mapa da exclusão anunciada
Há anos a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) denuncia os problemas decorrentes das políticas educacionais equivocadas adotadas pelas administrações do PSDB e propõe ações que poderiam alterar este quadro. Os vários gestores da Educação Pública ignoraram as intervenções apresentadas pelo Sindicato e pelo conjunto da categoria e mantiveram ações como aprovação automática, empobrecimento do currículo, superlotação das salas de aula, fechamento de escolas, ausência de projeto político-pedagógico, desvalorização dos profissionais, carência de concursos públicos, violência nas unidades escolares, entre outros, que culminaram na baixa qualidade apresentada pela rede de ensino estadual.
A recente greve de 21 dias dos professores (legítimo movimento em defesa da escola pública) foi o ápice da luta para exigir alterações na política educacional do estado mais rico da Federação, buscando garantir uma real melhoria no processo de ensino-aprendizagem, beneficiando tanto os alunos como os profissionais da Educação. As constantes ofensivas contra a categoria levou-a às ruas para exigir valorização profissional, manutenção dos direitos, concurso público classificatório para os 100 mil docentes que ainda são contratados precariamente, Plano de Carreira que estimule a permanência em sala de aula, melhoria nas condições de trabalho aos professores e de ensino-aprendizagem aos alunos; entre outros pontos.
Mais uma vez, o governo estadual ignorou nosso movimento e tentou transformá-lo em uma intransigência da APEOESP diante das propostas de mudanças apresentadas pela Secretaria da Educação com a falsa intenção de alcançar melhorias na qualidade do ensino.
Porém, o não cumprimento das metas (diminuição da repetência e evasão) apresentadas no Plano Plurianual 2004/2007 – documento que estabelece prioridades para o governo – confirma o péssimo gerenciamento do PSDB diante de uma das mais importantes políticas públicas. Também reafirma a total falta de compromisso do governo estadual com o resgate da escola pública e a legitimidade de nosso recente movimento grevista em defesa da escola pública e da valorização dos profissionais.
Preocupa-nos sobremaneira, no entanto, a opção feita pelo governador José Serra: ao invés de assumir o compromisso de aumentar os investimentos na educação pública, valorizar os profissionais, melhorar as condições de infra-estrutura, garantir número adequado de alunos por sala de aula, organizar bons materiais didático-pedagógicos, entre outras demandas já apontadas pela APEOESP e pela luta dos docentes, o governador opta por um caminho anacrônico ao propor a redução de tais metas. Mais uma vez, prioriza-se a quantidade em detrimento da necessária qualidade, prejudicando os usuários da escola pública.
Esta inércia confirma que não há interesse em apostar na educação como uma das prioridades das políticas públicas. Esperávamos mais ousadia deste governo!
Gostaríamos, assim como fizemos durante nosso movimento grevista, de lançar um desafio ao governador e à secretária da educação: dêem um crédito às propostas e reivindicações apresentadas pelos professores que sempre tiveram como objetivo a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Com esta atitude, a educação pública poderá voltar a ser centro das atenções pelo alcance de resultados satisfatórios, tanto para os alunos, como para os profissionais. Este é o objetivo da permanente luta dos professores e da APEOESP!

Apeoesp, Fax nº. 58, 23/08/2008
Em assembléia, professores aprovam ampla campanha em defesa da escola pública e da valorização da categoria
Em assembléia realizada nesta sexta-feira, 22 de agosto, os professores aprovaram a manutenção da campanha em defesa da escola pública e pela valorização da categoria. Várias ações serão organizadas visando denunciar os ataques do governo estadual e pressionar os poderes públicos a adotar políticas e cumprir as determinações legais visando garantir ensino de qualidade a todas as crianças e adolescentes e valorização dos profissionais do Magistério.
Nova assembléia será realizada em 19 de setembro, em frente à Secretaria da Educação na Praça da República. Veja no quadro o calendário de mobilização e luta aprovado pelos docentes. É de suma importância a participação de todos nas atividades. Vamos ampliar nossa luta em defesa da escola pública e da valorização da categoria.
Calendário de luta
07/09: Grito dos Excluídos

16/09: Dia Nacional em Defesa do Piso Salarial Nacional Profissional
19/09: Assembléia Estadual dos Professores
08/10: Reunião de Representantes de Escola
15/10: Dia do Professor
17/10: Reunião do Conselho Estadual de Representantes ( em data a ser definida ): Audiência Pública sobre a Lei do Piso
Não! ao bônus por resultados
Durante a assembléia, os professores rejeitaram o projeto de remuneração por desempenho apresentado pelo governo estadual à rede pública de ensino.
A proposta de vincular remuneração com desempenho, a partir da determinação de metas estipuladas pela secretária da Educação, acentua o desrespeito com o qual esta administração trata a categoria e os usuários da escola pública. Há cinco anos, a política de bônus não garante qualidade do ensino e tampouco recupera o poder aquisitivo dos professores. A secretária Maria Helena Guimarães de Castro continua ignorando as reivindicações dos professores que objetivam a melhoria na qualidade do ensino como: reajuste que reponhas as perdas salariais; incorporação de todas as gratificações; fim da política de bônus e abonos; novo plano de cargos e salários que valorize a carreira; melhores condições de trabalho; fim da aprovação automática e da superlotação das salas de aulas; redução da jornada sem redução do salário; implantação de Filosofia e Sociologia em todas as unidades do ensino médio, entre outras.
Os professores reforçarão a campanha de denúncia contra a falta de políticas públicas que efetivamente assegurem a qualidade de ensino aos usuários da escola pública estadual de São Paulo.
Nova composição da jornada
A Lei 11738 (Lei do Piso) sancionada pelo governo federal prevê nova composição da jornada de trabalho: 33% para atividades extraclasse, contra os atuais 20%.
Embora ainda não seja a jornada pela qual lutamos, a nova composição é um avanço. Em São Paulo, possibilitará a abertura de cerca de 60 mil novos postos de trabalho para os professores. Além disso, melhorará as condições de trabalho da categoria.
A secretária Maria Helena Guimarães de Castro já afirmou que não concorda com esta determinação legal. Mais uma afronta contra a categoria.
Fora, Maria Helena!
Os professores exigem: aplicação da nova composição da jornada; piso salarial do Dieese (R$ 2.072,70 em junho); instituição imediata de debates sobre novo Plano de Cargos e Salários.
Contra a municipalização do ensino
Reforçar a campanha contra a municipalização do ensino e pela garantia de creches e pré-escolas a todas as crianças foi mais uma deliberação da assembléia dos professores.
A quase totalidade dos municípios do Estado não cumpre a determinação constitucional de oferecer creches e pré-escolas a todas as crianças de sua região. Em contrapartida, querem assinar o acordo de parceria oferecido pelo Estado para municipalizar todo o ensino fundamental, abandonando a responsabilidade pelas crianças em idade pré-escolar. Atualmente, 75% desta demanda não tem sido atendida pelos prefeitos. Não podemos permitir!
A APEOESP, acatando decisão da assembléia, organizará ações exigindo dos atuais prefeitos e dos candidatos à Prefeitura que cumpram sua responsabilidade de assegurar creche e pré-escola para todas as crianças.
Como parte desta luta, vamos estabelecer, em cada subsede, um dia de cadastramento das crianças que necessitam de creche e pré-escolas. Mais detalhes em nossas próximas publicações.
Concurso público classificatório
A assembléia dos professores rechaçou, mais uma vez, a proposta da secretaria da Educação em impor prova seletiva aos professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs), conforme previsto no Decreto 53161 (nova versão do Decreto 53037). Prova seletiva não garante efetivação dos docentes que há anos dedicam-se à rede pública de ensino. A categoria exige concurso público classificatório considerando-se o tempo de serviço de cada docente.
Box
Reposição e pagamento das aulas
Durante a realização da assembléia dos professores nesta sexta-feira, 22, a Secretaria da Educação retornou às solicitações elaboradas pela APEOESP em relação ao pagamento e à reposição das aulas do período da greve. Confiram no quadro:
1 – Com relação à reposição:
1-1 – Há professores que fizeram greve e não poderão, até 31/10/2008, repor suas aulas por que:
a) estão afastados pelo TRE em virtude de serem candidatos no pleito que se avizinha.
Resposta da SE: Se houver possibilidade no período de 06/10/2008 a 31/10/2008, o professor afastado para o pleito eleitoral e que participou da paralisação, poderá ter sua falta cancelada desde que ministre aulas de reposição.
A APEOESP solicitará que o período de reposição seja estendido até o final do ano letivo.
b) eram substitutos de titular que retorna ou retornará durante reposição.
Resposta da SE: Poderá ter sua falta cancelada desde que reponha as aulas da greve.
c) era designado (PCP, vice, diretor, art. 22, etc) durante a greve toda, tendo aderido ao movimento, mas, durante o período de reposição, volta para sala de aula, perdendo a designação.
Resposta da SE: Apenas o professor, designado pela 22 poderá ter sua falta cancelada mediante reposição, desde que seu cargo esteja classificado na mesma Diretoria de Ensino em que ocorreu a referida designação ou possua inscrição para carga suplementar na Diretoria de Ensino em que for ministrar as aulas, nos impedimentos eventuais de outro docente; para os demais não há previsão legal.
A APEOESP solicitará a inclusão do PCP, do vice e do diretor designado.
d) fez greve em uma escola e no período de reposição está em outra.
Resposta da SE: Idem ao item b.
e) fez greve, mas no período de reposição está em gozo de licença-saúde, gestante, licença-prêmio, licença nos termos do art. 22 da Lei 10.281/68 etc.
Resposta da SE: Não pode repor as aulas da greve.
A APEOESP negociará este item.
f) o readaptado que aderiu à greve, como reporá?
Resposta da SE: Não pode repor as aulas da greve.
A APEOESP negociará este item.
1-2 – Leciona Educação Artística e Educação Física do ciclo I do Ensino Fundamental, e participou do movimento, sendo que suas aulas, durante a greve foram ministradas pelo docente da classe.
Resposta da SE: Idem ao item b
1-3 – Em reposições anteriores, o docente que possuía carga horária máxima foi impedido de fazer reposição, pois a Secretaria da Fazenda não paga além de 40 (quarenta) horas semanais. No período de reposição atual, garante-se o pagamento ao professor que fizer a reposição do período de greve, ainda que tenha a carga máxima?
Resposta da SE: O pagamento dos dias não trabalhados será efetuado mediante o cumprimento da reposição, quando ficará cancelada a falta referente ao dia de paralisação, independentemente da carga horária do professor.
2 – Com relação ao pagamento:
2.1 – O desconto para o dia não dado é de 1/30 (um trinta avos) do pagamento mensal. Como será o pagamento das aulas repostas? Será devolvido exatamente o 1/30 descontado?
Resposta da SE: Se a falta apontada for descontável, ou seja, justificada ou injustificada, o pagamento será correspondente ao valor descontado.
Se a falta apontada não for descontável (abonada, por exemplo), será anulada a falta e não haverá pagamento.
2.2 – Os dias não úteis interpolados com faltas são descontados, por exemplo, sábado e domingo. Como se recuperará esse pagamento?
Resposta da SE: Se as faltas apontadas na sexta-feira e na segunda-feira forem justificadas ou injustificadas, o desconto foi correspondente a 4 dias.
Se houver a reposição correspondente à sexta-feira e à segunda-feira, serão devolvidos 4 dias.
2.3 – No caso do PEB II, o pagamento será por aula dada?
Resposta da SE: O pagamento corresponderá ao valor do dia da falta que for cancelada observado o item 2.1.
2.4 – No caso do PEB I, o pagamento será dado por aula dada ou por dia?
Resposta da SE: O pagamento corresponderá ao valor do dia da falta que for cancelada observado o item 2.1.
2.5 – Como será efetuado o pagamento de professores com mais de 8 horas diárias, computando-se entre estas as aulas de reposição?
Resposta da SE: O pagamento corresponderá ao valor do dia da falta que for cancelada observado o item 2.1.
24/08/2008
Rouquidão afeta a maior parte das professoras
Folha de São Paulo –
Caderno de EMPREGOS
Chega sexta-feira e a professora de inglês Sônia Ferreira, que dá aula há 15 anos, percebe que a sua voz não é mais a mesma. A sensação de falar “mais grosso” é comum após uma semana dividida entre um colégio e uma escola de idiomas.
As alterações vocais são rotina para boa parte das professoras, indica um estudo realizado em conjunto pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e pela UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), publicado em junho.
Das 747 professoras da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista (BA) entrevistadas, 59,2% sentiram rouquidão nos seis meses anteriores.
Foi constatado ainda que 12,9% das professoras já haviam desenvolvido nódulos (popularmente chamados de calos) nas cordas vocais.
As complicações de voz encontradas no estudo são representativas do que acontece entre as docentes no país, segundo Eduardo Reis, professor do Departamento de Medicina Preventiva da UFBA.
Para ele, isso prejudica não só a saúde mas também o desempenho do profissional. “Se o instrumento de trabalho está ruim, o trabalho também está.”
Classes lotadas e barulhos externos [ grifo do BFI ] contribuem para que o profissional exceda o uso da voz. “É comum o professor competir com o ruído da escola”, diz a fonoaudióloga Carolina Fanaro Damato, presidente da comissão de divulgação do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo.
Novos hábitos
A professora de inglês Sônia Ferreira começou recentemente um tratamento fonoaudiológico. “Agora presto atenção no que estou fazendo com a minha voz”, diz ela, que tenta não falar alto e bebe líquidos na aula.
Essa consciência, porém, não é comum entre os docentes, aponta Leslie Piccolotto Ferreira, professora do Departamento de Fundamentos da Fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
“O professor é um dos profissionais que mais demoram a procurar tratamento. Acha que é natural estar daquele jeito”, observa a fonoaudióloga.
Comentário: Não dá para saber se refere-se aos professores da rede particular; se houver algum professor que leia este blog, preferencialmente da rede pública paulista ou da paulistana ( ou ambas, vai ), gostaria de saber, com as sual palavras, como vocês fazem para tratar deste ( ou dos muitos outros ) problemas de saúde causados pela lida. Por exemplo, como está o atendimento nos Hopsitais de Servidores Públicos, ou o IAMSPE*? Vejam, por exemplo, a capivara do superintendente atual do Instituto que atende os servidores estaduais paulistas:
IAMSPE
O Superintendente
Latif Abrão Junior, novo superintendente do Instituto Assistência Médica ao Servidor Público Estadual – Iamspe, é administrador público formado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo – EAESP – da Fundação Getúlio Vagas – FGV. Especializou-se em Administração de Empresas pela mesma instituição e graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. É vice-presidente da Associação dos Dirigentes de vendas do Brasil – ADVB, conselheiro da ADVB no Brasil e da ADBP em Portugal.
Antes de assumir a superintendência do Iamspe, trabalhou no Grupo Notre Dame Intermédica onde foi diretor administrativo, diretor superintendente e presidente da Intermédica Sistema de Saúde. Atuou ainda como chefe de gabinete e assessor de planejamento da VASP, foi diretor do Escritório Regional de Governo de Franca e gerente do departamento de administração e serviços da Companhia Energética de São Paulo – CESP.
Na área acadêmica foi professor e vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Franca – FACEF, e representante do setor privado na Comissão Própria de Avaliação – CPA da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas.
Presidiu até o início de 2007 o iPraxis – Instituto Brasileiro de Responsabilidade Corporativa , entidade civil voltada a estimular a busca e a conquista da excelência da gestão corporativa por meio do comprometimento com a ética e a transparência.
Viram? Nada acima sugere alguma intimidade com assistência médica, com a saúde. A não ser, claro, se considerarmos sua passagem profissional por uma empresa de convênios médicos particulares, a tal Notre Dame. VASP, CESP, Associação dos Dirigentes de Vendas. Não me parece muito promissor, hein? Ah! Depois eu vou trazer ao blog uma reportagem da gloriosa Folha de Vila Prudente, em que há pesadíssimas denúncias contra a Maternidade do Hospital de Vila Alpina. Mães e recém-nascidos morrendo no parto ou ficando com seqüelas gravíssimas. Estranho o PIG não estar falando nada, houve até reunião da Comissão Estadual de Saúde da ALESP, coisa desse tipo. O Hospital a que me refiro, é administrado por uma OSCIP/ OSS ligada ao SECOVI. Ou ao próprio SECOVI, não entendo muito disso.
Lei do Afastamento ( para saber como funciona a “Indústria das Faltas sem motivos e que causam rombos espetaculares no orçamento estadual, graças aos professores comunistas que dão aulas de Comunismo em nossas escolas”. Ufa! )

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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