ENCALHE

dezembro 8, 2008

Deputada é condenada a dez anos de prisão por terrorismo na Turquia

Filed under: curdos, EUA, Leyla Zana, PKK, Saddam Hussein, Turquia — Humberto @ 1:28 pm
04.12.08
da Efe, em Istambul
Leyla Zana, a primeira deputada curda da Turquia, foi condenada nesta quinta-feira por um tribunal da Província turca de Diyarbakir a dez anos de prisão pelo crime de integrar grupo terrorista. Zana, que ficou presa de 1993 a 2004 por ligação com o clandestino Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), já recorre de uma sentença, dada em abril passado, que a condenou a dois anos de prisão por fazer propaganda de grupo terrorista.
No processo julgado nesta quinta-feira, Zana era acusada, com base em declarações, de auxiliar o PKK, considerado terrorista por Turquia, Estados Unidos e União Européia (UE) [ OBS: pois é, né? ].
Zana, muito popular entre os curdos da Turquia, fez, em 1991, o juramento do seu cargo de deputada em língua curda, iniciando assim uma série de tensões com as autoridades turcas até ser presa em 1994, após perder a imunidade parlamentar.
Durante sua estada em prisão, recebeu o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu, foi designada presa política pela Anistia Internacional, e o diretor peruano de cinema Javier Corcuera mostrou sua história no documentário “La Espalda del Mundo” (“As Costas do Mundo”, em tradução livre).
Após sua saída de prisão em 2004, especulou-se com teria um papel relevante no Partido da Sociedade Democrática (DTP), mas a ex-deputada optou por se manter à margem da direção política, embora continuasse sendo referência para os curdos no sudeste do país e militante a favor da autonomia curda.
Atualmente, o DTP, que responde a um processo que pode determinar sua ilegalidade, tem 20 deputados no Parlamento, maior número de representação política conseguido por um partido nacionalista curdo na Turquia.
QUESTÃO CURDA
Le Monde Diplomatique, Outubro/ 2002
Oitenta anos depois…
10 de agosto de 1920: O tratado de Sèvres, assinado entre os Aliados da I Guerra Mundial e a Turquia, prevê a criação de um Curdistão autônomo no leste da Anatólia e na província de Mossoul. Este tratado nunca seria aplicado.
8 de julho de 1937: Pacto de Saadabad, entre a Turquia, o Iraque, o Irã e o Afeganistão. Prevê, entre outras cláusulas, uma coordenação da luta contra a “subversão” curda.
Setembro de 1961: Início de uma rebelião, no norte do Iraque, dirigida por Mustapha Al Barzani sob a palavra de ordem: “Autonomia para o Curdistão, democracia para o Iraque”.
1970: O Ba’ath, partido que chegou ao poder no Iraque em 1968,
autoriza a criação de uma região curda autônoma e lhe concede alguns direitos: a língua curda torna-se a segunda língua do país [ grifo do blog ]
6 de março de 1975:
O acordo de Argel, entre Bagdá e Teerã, põe fim ao conflito de fronteiras entre os dois países e acarreta a suspensão de qualquer ajuda iraniana à rebelião curda, que é aniquilada.
1988: Repressão contra os curdos no fim da guerra Iraque-Irã. Em março, Bagdá utiliza gases químicos contra o vilarejo de Halabja. Cem mil curdos fogem para a Turquia.
5 de abril de 1991: A ONU aprova a Resolução 688 que exige o fim da repressão contra os curdos e solicita que Bagdá facilite o encaminhamento de ajuda humanitária.
19 de maio de 1992: Eleições livres no Curdistão iraquiano, mas nenhuma autoridade estável é empossada. O Partido Democrático do Curdistão (PDK) controla o Norte da região até a fronteira com a Turquia, e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) controla o Sul até a fronteira com o Irã.
Setembro de 1998: Acordo de Washington, entre o PDK e o PKK, sobre a formação de um governo e de um Parlamento provisório no Curdistão iraquiano.
Outubro de 1998: O Irak Liberation Act norte-americano prevê aumentar o apoio à oposição iraquiana, que inclui os partidos curdos, com o objetivo de desestabilizar o presidente Saddam Hussein.
8 de setembro de 2002: Os dirigentes do PDK e do PKK assinam um acordo de paz, reativando o Parlamento unificado. Esta unificação intervém no momento em que Washington se prepara para atacar o Iraque a fim de derrubar seu governo.
Cronologia completa em: http://www.monde-diplomatique.fr/cahier/irak/chrono-kurde
(Trad.: Iraci D. Poleti)
Compreenda o conflito entre a Turquia e o Iraque
( … ) Segundo o site, os curdos são uma etnia não-árabe, composta principalmente por mulçumanos sunitas e habitam a região entre as fronteiras do Iraque, Irã, Síria e Turquia. Metade da população curda do mundo, enumerada em cerca de 30 milhões, vive na Turquia, principalmente na região sudeste. Durante a história, os curdos foram subjugados e Irã, Iraque e Turquia têm resistido à criação de um Estado curdo. O nacionalismo curdo se desenvolveu na década de 1890, na época em que o Império Otomano decaiu. O Tratado de Sevres (1920), que impôs o território da Turquia atual, após a I Guerra Mundial (1914-1918), prometera aos curdos sua independência. Em 1923, este tratado foi rompido por Kemal Ataturk, líder turco. Durante os anos de 1920 e 1930, revoltas curdas foram reprimidas pelo Exército turco. Os curdos não foram reconhecidos como outra etnia e foram proibidos de falar sua língua em público [ grifo do blog ] . O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), criado em 1978, pegou em armas contra a Turquia em 1984, com o objetivo de criar um Estado curdo no sudeste do país. Desde então, mais de 30 mil pessoas já morreram no conflito. Nos últimos dois anos, atentados contra civis e confrontos entre os rebeldes e militares turcos voltaram a acontecer com maior freqüência. Os curdos do norte do Iraque não tiveram mais êxito do que os curdos da Turquia. Os curdos iraquianos passaram a lutar de maneira intermitente contra Bagdá. A queda de Saddam aumentou a gana por autonomia. Cerca de 3.500 rebeldes do PKK estão baseados no norte do Iraque, onde preparam ataques contra alvos civis e militares na Turquia. Os países com populações curdas significativas temem que o desenvolvimento, a prosperidade e a autonomia do Curdistão iraquiano fomentem o sentimento separatista.

agosto 19, 2008

Educação de qualidade: no Reino Unido, universidades estão mais envolvidas em pesquisas militares; e Iraque enviará bolsistas aos EUA, RU e Austrália

Vocação militar

Pesquisa FAPESP
Edição Impressa 149 – Julho 2008

Pesquisa na área de defesa envolve universidades
Universidades do Reino Unido estão mais envolvidas em pesquisas com finalidades militares do que se estimava oficialmente, de acordo com reportagem da revista Nature. A entidade Scientists for Global Responsibility (SGR), que prega a redução de gastos militares no país, publicou um estudo mostrando que, de 13 universidades pesquisadas, 12 receberam em média US$ 4,7 milhões cada uma para se engajar em pesquisa militar e de defesa entre 2005 e 2006. Algumas instituições chegaram a receber quase US$ 10 milhões. Os números contrastam com as estimativas anteriores da SGR, feitas a partir de informações oficiais, segundo as quais cada universidade britânica recebeu em média US$ 800 mil para pesquisas na área de defesa em 2004. Em vários casos, o dinheiro vem de fontes governamentais e comerciais. Corporações da área de defesa sediadas no Reino Unido, como a BAE Systems, a Rolls Royce e a QinetiQ, além da norte-americana Lockheed Martin, foram os principais financiadores das instituições acadêmicas.
Renascer das cinzas

O “Iraque” [ aspas do blog ] planeja investir US$ 1 bilhão em educação superior para resgatar e ampliar a capacidade científica do país, destruída pela guerra civil. A Iniciativa pela Educação no Iraque, prevista para ser implantada de 2009 a 2013, foi anunciada por Zuhair A. G. Humadi, conselheiro do vice-presidente iraquiano Adil Abdul Mahdi. O programa será financiado com dividendos do comércio de petróleo [ OBS: "Já vi esse filme..." ] e prevê, entre outras medidas, a reconstrução da infra-estrutura universitária. Mas o ponto forte é o envio ao exterior de 10 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação em universidades da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Para prevenir a fuga de cérebros, os jovens se comprometerão a retornar ao país no final do curso ou terão de devolver o investimento feito pelo governo. Fawzi Al Naima, ex-reitor do Colégio de Engenharia da Universidade Nahrain em Bagdá, elogiou o plano. “É urgente reabilitar as universidades e construir novas”, disse à agência de notícias SciDev.Net. Al Naima, que hoje trabalha na Universidade de Engenharia e Tecnologia Taxila, no Paquistão, diz que a iniciativa deveria incentivar o regresso de professores que, como ele, foram forçados a deixar o país.

EUA encabeçam contingente de 180 mil soldados de 20 países no Iraque ( trecho )
UOL Notícias
” (…) Hoje, os países que contribuem de forma mais significativa com os esforço bélico americano são Reino Unido, Austrália, Coréia do Sul, Polônia, Geórgia, Romênia e El Salvador (…)”.

junho 11, 2008

Bush não lamenta invasão no Iraque

Filed under: 11 de Setembro, Afeganistão, George W.Bush, Iraque, Saddam Hussein — Humberto @ 2:52 pm
Correio da Manhã, 11.06.08
O Presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou esta quarta-feira que não lamenta ter ordenado a invasão no Iraque, iniciada em Março de 2003.
À margem de uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, Bush garantiu que não está arrependido e que “destituir Saddam Hussein fez do mundo um lugar mais seguro”.
Bush realiza a última viagem à Europa antes de deixar a Casa Branca. O presidente norte-americano está no seu segundo mandato e não pode voltar a concorrer.

abril 20, 2008

Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque

Eu nem sabia que existia. A Veja nem o Estadão falaram a respeito. Vamos tentar consertar.
Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque Segunda Audiência, em Lisboa aos 18 de Abril de 2008
Tribunal-Iraque Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque
Segunda Audiência
Lisboa, 18 de Abril, 21:30h, Casa do Alentejo
Entrada livre
Cinco anos de ocupação e de resistência em avaliação. as responsabilidades dos EUA e do Reino Unido
. a cumplicidade das autoidades portuguesas
. as violações do direito, os crimes cometidos, a restrição das garantias individuais, os pretextos da luta “antiterrorista”, as prisões secretas e os voos da CIA, a resistência iraquiana
Acusação formulada pelo magistrado Dr Eduardo Maia Costa
Grupo de Jurados constituído por personalidades representativas da sociedade portuguesa
Testemunhos
. Eman Khamas, Iraque
. Carlos Varea, Espanha
. Manuel Raposo, Tribunal-Iraque
O Iraque está a ser vítima de uma agressão de consequências humanas brutais: destruição das condições de vida das populações, saque de recursos e de bens patrimoniais, violação dos direitos individuais, regresso à colonização mais selvagem.
Nada disto pode ser esquecido nem legitimado: crimes foram e estão a ser cometidos no Iraque.
Para que os agressores e os cúmplices não continuem por acusar e por condenar, constituiu-se em 2003
o Tribunal Mundial sobre o Iraque (TMI) [texto em inglês], na tradição do Tribunal Russell para o Vietname, com o apoio de figuras internacionalmente prestigiadas.
Na sua primeira sessão, em
Bruxelas, o TMI contou nomeadamente com a participação do sociólogo e padre católico François Houtard, um dos fundadores do Fórum Social de Porto Alegre, do economista Samir Amin, da médica e escritora Nawal al Saadawi, dos ex-responsáveis pelo programa humanitário da ONU para o Iraque Denis Haliday e Hans von Sponeck, do jurista norte-americano e ex-ministro da Justiça Ramsey Clark, de Haifa Zangana, Sabah al-Mukhtar e Al-Bayati, resistentes iraquianos exilados.
No final de Junho de 2005, realizou-se em Istambul a sessão final do TMI. Como sessão culminante de uma vintena de outras, o Tribunal de Istambul teve o mérito de incorporar o essencial das abordagens feitas noutros países.
Do sentido geral das intervenções no TMI-Istambul pode tirar-se a ideia de que no Iraque está em jogo a liberdade dos iraquianos mas também o futuro dos outros povos do mundo. Todo o apoio é pois necessário, por uma e outra razão, à resistência dos iraquianos, que constitui uma ponta avançada da luta contra as pretensões norte-americanas. Se outras “guerras preventivas” ainda não foram lançadas é porque os EUA estão bloqueados no Iraque, sem grande margem de manobra.
Prosseguir a missão do TMI justifica-se também por isso.
As conclusões do WTI respondem às principais questões que estão colocadas, designadamente em dois aspectos essenciais:
o apoio sem condições à resistência iraquiana, reconhecendo-lhe o direito de ripostar por todos os meios à ocupação;
a exigência inequívoca da retirada dos ocupantes como condição prévia para a normalização da vida do país.
Declaração de Princípios

fevereiro 28, 2008

Capa de vEJA e a saída de Fidel: por quê se incomodar com o jornalismo café-com-leite* da revista, feita para leitores também cafés-com-leite?

Filed under: CIA, curdos, EUA, Fidel Castro, imprensalão, Iraque, massacres, PKK, Saddam Hussein, Turquia — Humberto @ 6:10 pm
* Para quem não lembra, ou caso não tenha sido criança: “café-com-leite” era o camarada que, por sua inferioridade física ou idade menor que os demais, era poupado dos castigos nas brincadeiras, apesar de ser permitida sua participação, senão ele chorava…
Eu não tenho motivos para defender Fidel. E muito menos para “atacá-lo”. Versões da História existem aos milhares, algumas tranquilas, outras brutais. Os interesses podem ser ideológicos, financeiros, por mera simaptia, ingenuidade, etc.
Até aqui, tudo bem, né?
Então…
Quem tiver o dia inteiro para ler os diversos pontos-de-vista e ouvir as mais variadas opiniões, cada qual com seu argumento alimentado por uma infinidade de dados e informações que, para ser considerada verossímil, careceria de horas e horas de apurações e pesquisas…que serão comparadas, mensuradas, checadas, etc, blalabla…
Ufa, quem tem saco?
Eu sou uma pessoa comum, apenas e os próprios acadêmicos, aos meus olhos, permanecem em embates intermináveis.
E então, por quê, no final das contas, eu deveria ter uma opinião ou idéia final sobre tal assunto?
vEJAM só: opiniões que correram nestes dias, confrontos de números, cada um com seu arsenal de provas irrefutáveis ( sendo que, para refutá-las, teremos que dispor de contra-provas irrefutáveis, percebam a dificuldade da coisa… ).
Li a opinião de um sujeito – cidadão comum, como eu e você – que dizia horrores sobre Fidel, por manter 5.000, 10.000, 100.000 prisioneiros em Cuba. Como ele chegou a tais números, onde os conseguiu?
Não importa, já que, em outro lugar, outra pessoa fala em pouco menos de 1.000 prisioneiros.
A Geopolítica é mesmo uma coisa: os conflitos que sucedem neste mundo não conseguem nossa atenção perene. E resumos, ou ensaios, podem ser conseguidos mesmo nestas revistas de História que são vendidas em bancas de jornais, para um público que sabe e consegue ler e interpretar um texto, mas ao mesmo tempo, não possui as condições exigidas a um acompanhamento técnico-teórico-acadêmico. E as partes conflitantes, por sua vez, podem ser grupos dentro de Estados também conflitantes, e por aí vai. Para engrossar o caldo, temos que descobrir se há possibilidade de Estados, que não estão envolvidos nos conflitos, não o estejam, na verdade, indiretamente ou de forma oculta, mexendo suas peças, em favor de um ou de outro lado, por algum motivo qualquer ( território, petróleo, religião ).
Já que muitas pessoas estão sinceramente tocadas e preocupadas pelo futuro dos prisioneiros políticos em Cuba, seja a quantidade que for, e toda essa questão de direitos humanos, torturas, prisões ( alguns dizem que há 800 prisões para dissidentes políticos em Cuba, com todo aquele espaço ), vamos tentar demonstrar os números do horror:
Pegue-se uma cela comum, modelo standard – ocupada nos mesmos parâmetros das cadeias paulistas: 200 pessoas, onde caberiam 100; se esta cela localizar-se numa cadeia que possui 50 celas, então teremos, apenas nesta cadeia, 10000 prisioneiros [ quem costuma denunciar a existência dos tais 800 presídios, não tem, por outro lado, o costume de dizer se todos eles estão plenamente ocupados pelos dissidentes, apesar de isso parecer implicitado em seus textos ].
Logo, partindo do princípio que Fidel não deixa nem formiguinha solta, se achar que ela é contra-revolucionária:
800 presídios X 10000 prisioneiros = 8.000.000 de cubanos estão presos nas masmorras de Fidel!!!
Pois é: conta todo mundo faz ( exceto, claro, quem estuda durante 8 anos nas cadeias, OPS, escolas do PSDB em São Paulo )…
Mas porque todo esse meu bláblabla?
É que ontem, eu li nalgum lugar, que a Turquia, aliada dos Estados Unidos, mantém 10.000 curdos prisioneiros, militantes do PKK ou não, que se empenham na criação de um território para este povo.
Como nós todos sabemos, Saddam foi mal e porcamente executado, após ter sido julgado culpado por matar curdos com armas químicas. A Turquia também teria matado dezenas de pessoas – também curdos, aliás, por isso mesmo – usando armas químicas, em 1988, nos extertores da guerra Irã-Iraque.
Os curdos separatistas merecem este destino que a Turquia lhes designa? Armas químicas, tortura, limpeza étnica, perseguições, prisões… um script um tanto conhecido, né?
O que não falta no mundo é movimento separatista: o Kosovo foi reconhecido pelos EUA, apesar dos protestos da Rússia, Sérvia; a Espanha também tem seus problemas, com isso, há décadas. O Kosovo é reconhecido pelos EUA, mas o Curdistão está ainda na planta…
E o que dizer de províncias ( departamentos? ) bolivianas, que querem se desligar da Bolívia? Há rumores de que, por trás de tais intenções emancipatórias, estão os EUA, já que os territórios em questão, seriam os de subsolo mais rico. Evo Morales não poderá usar da força para manter a unidade do território boliviano, em mãos bolivianas?
Então, natural perguntar: alguns movimentos separatistas são mais legítimos que outros? Alguns tiranos merecem maior atenção, em detrimento de outros, igualmente facínoras? Os números são confiáveis? Um tirano ditador é mesmo um tirano ditador? As revistas e jornais do imprensalão também são generosamente regadas com dinheiro da CIA? Dez mil curdos presos não merecem, por parte do leitor café-com-leite da vEJA, a mesma atenção que este dá aos dez mil cubanos encarcerados?
Enfim, tomar partido nessas questões, não é das tarefas mais fáceis. Ainda mais se você for um cliente padrão standard da vEJA.

fevereiro 6, 2008

Agente do FBI entrevistou Saddam Hussein, revela programa da CBS

Filed under: 60 minutes ( CBS ), FBI, George W.Bush, imprensalão, Iraque, livros, Saddam Hussein — Humberto @ 9:41 pm
Redação Portal IMPRENSA
06/ 02/ 08
George Piro, agente especial do FBI, entrevistou Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque, durante sete meses, enquanto o ex-ditador estava na cadeia. A informação, exclusiva, foi divulgada pelo programa americano “60 Minutes”, da CBS. Uma entrevista para a posteridade, só agora revelada nos Estados Unidos.
O primeiro encontro ocorreu no 13 de Janeiro de 2004. Piro, nascido em Beirute, no Líbano, fluente em árabe e estudioso do terrorismo, teve que conhecer toda a vida de Saddam para ganhar a simpatia do interlocutor e poder entrevistá-lo. No entanto, bastou citar os quatro livros do prisioneiro, que gostava muito de ser ouvido declamando os poemas que passara para o papel nos bons tempos, para conquistá-lo.
Piro acabou ficando com muitas informações preciosas de Saddam, enforcado no dia 30 de Dezembro de 2006. Na entrevista que concedeu ao programa 60 Minutes, Piro admitiu que, no momento da condenação, Saddam se emocionou. “Vi-o a chorar”, garantiu o agente do FBI.
Joe Persichini, subdiretor do Gabinete do FBI em Washington, afirmou que o trabalho do seu subordinado “é, provavelmente, um dos mais importantes da agência nos últimos cem anos”.
Com informações do Diário de Notícias.
Nota do Blog: Ora, e daí que Saddam escreveu quatro livros? Quantos livros o Mainardi publicou? E o FHC? E o Gabriel Chalita? E o George Bush?

janeiro 23, 2008

…MENTIRA COMO TERRA

Celso Lungaretti (*)
O presidente George W. Bush e altas autoridades do governo norte-americano emitiram nada menos do que 935 declarações falsas sobre as armas de destruição em massa que o Iraque possuiria ou estaria produzindo, de forma a obterem o aval do Congresso e da população dos EUA para a invasão de um país soberano e a derrubada do seu primeiro mandatário.
Foi o que concluíram o Centro da Integridade Pública e o Fundo para a Independência do Jornalismo, duas organizações jornalísticas sem fins lucrativos. Ambas acabam de divulgar estudo segundo o qual, nos dois anos seguintes aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as mentiras governamentais foram disseminadas via pronunciamentos, relatórios, entrevistas e outros meios, como “parte de uma campanha organizada que direcionou efetivamente a opinião pública e, no processo, empurrou o país para uma guerra com indiscutíveis falsas pretensões”.
Os jornalistas Charles Lewis e Mark Reading-Smith, ao apresentarem as conclusões desse estudo no site do Centro ( http://www.publicintegrity.org/WarCard/ ), comentaram: “Agora é incontestável que o Iraque não possui nenhuma arma de destruição em massa. Em outras palavras, o governo Bush levou a nação à guerra baseado em informações equivocadas propagadas metodicamente e que culminaram numa operação militar contra o Iraque em março de 2003”.
Entre os pinóquios de alto escalão figuram também o vice-presidente Dick Cheney, a secretária de Estado Condoleezza Rice, o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld e o ex-secretários de Estado Colin Powell e Paul Wolfowitz.
Nos EUA, a imprensa lamenta amargamente ter-se deixado embalar pelos cantos de sereia oficiais e discute procedimentos a serem adotados para evitar novos logros. É verdade que, a exemplo do caso Watergate, os governantes só conseguiram iludir os jornalistas durante algum tempo, acabando por ser desmascarados.
No entanto, naquele episódio ainda houve tempo para atenuarem-se os danos, com a renúncia forçada do presidente Richard Nixon e a incriminação de vários dos seus cúmplices. Desta vez, tudo indica que Bush encerrará o mandato sem ser punido por sua responsabilidade direta ou indireta na morte de mais de 150 mil iraquianos e a desestabilização de uma pequena nação.

* Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

novembro 16, 2007

O importante é qualidade de vida!!!

Saudita estuprada por gangue é condenada a 200 chibatadas
Frances Harrison
BBC News
16/11/07
Uma corte de apelação na Arábia Saudita condenou uma mulher estuprada por uma gangue a 200 chibatadas e seis meses de prisão por infringir as leis de segregação por sexo do país.
A mulher, 19, parte da comunidade xiita, foi estuprada 14 vezes durante o ataque de uma gangue na região leste do país.
Inicialmente, ela havia sido condenada a 90 chibatadas por violar as leis do país que proíbem qualquer forma de associação entre homens e mulheres não relacionados entre si. Ela tinha estado no carro de um homem desconhecido durante o ataque.
Quando a vítima apelou à Justiça, os juízes encarregados do caso afirmaram que ela teria tentado usar a mídia para influenciar a decisão da corte. Eles decidiram então dobrar a pena e condenar a vítima à prisão.
Os juízes também dobraram a pena dos estupradores – originalmente de cinco anos.
Penalidades
Segundo os jornais sauditas, o estupro aconteceu há um ano e meio numa província do leste do país.
Sete homens da maioria sunita do país foram considerados culpados pelo estupro e condenados a penas de um a cinco anos.
As penas foram dobradas depois do apelo, mesmo assim foram consideradas brandas – o país prevê pena de morte para estupradores.
Os jornais sauditas citaram a declaração de um oficial que afirmou que os juízes decidiram punir a vítima porque ela teria tentado influenciar o poder judiciário pela mídia.
O advogado da vítima foi suspenso do caso, teve sua licença confiscada e enfrenta processo disciplinar.
Bush concede título de aliado antiterrorista à Arábia Saudita
2007/10/19
WASHINGTON (AFP) — George W. Bush certificou a Arábia Saudita como um aliado antiterrorista, semanas depois que uma autoridade do Tesouro criticou duramente a falta de ação do país contra grupos que financiam o terrorismo.
A decisão de Bush ficou explícita em um memorando que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, entregou à imprensa. No documento, o presidente pedia que Washington liberasse ajuda para Riad.
“Venho por meio desta, certificar que a Arábia Saudita está cooperando com os esforços para combater o terrorismo internacional e que a assistência proposta ajudará a facilitar este esforço”, disse o presidente.
Este memorando chega pouco depois de o subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro dos Estados Unidos, Stuart Levey, ter acusado a Arábia Saudita de não perseguir os que financiam grupos terroristas.
Levey disse para a rede ABC que nem uma só pessoa identificada pelos Estados Unidos ou pela ONU como financiador do terrorismo tinha sido perseguida pela Arábia Saudita.
“Se eu pudesse, de alguma forma, cortar o financiamento de um país com o estalar dos meus dedos, este país seria a Arábia Saudita”, disse Levey ao canal um dia depois do sexto aniversário dos atentados terroristas de 11 de Setembro.
“Quando fica clara a evidência de que estes indivíduos financiaram organizações terroristas, e de que fizeram isso com consciência, então devem ser perseguidos e tratados como terroristas, porque o são”, acrescentou Levey.
O ministro das Relações Exteriores saudita, Saud al-Faisal, rechaçou estas declarações, dizendo que as críticas públicas de Levey não coincidiam com os elogios que havia recebido em particular de autoridades americanas.
Tribunal diz que ataque a curdos no Iraque foi genocídio
BBC Brasil
23/12/2005
Um tribunal de Haia, na Holanda, determinou nesta sexta-feira que o assassinato de milhares de curdos no Iraque nos anos 1980 foi um ato de genocídio.
A decisão faz parte do veredicto de um processo contra um empresário holandês, condenado a 15 anos de prisão por ter vendido produtos químicos usados na fabricação de armas pelo regime de Saddam Hussein.
Frans van Anraat foi considerado culpado de cumplicidade em crimes de guerra, num caso sobre o ataque com armas químicas a Halabja, em 1988, em que morreram mais de 5 mil pessoas.
Esta é a primeira vez que um julgamento é realizado em conexão com crimes de guerra cometidos contra os curdos no Iraque e no Irã.
Veredicto
Dezenas de curdos foram ao tribunal para escutar o veredicto.
“A corte considera que está legalmente provado de forma convincente que a população curda preenche os pré-requisitos das Convenções de Genocídio para ser considerada um grupo étnico”, afirma a decisão do tribunal.
“A única conclusão do tribunal é que esses ataques foram cometidos com a intenção de destruir a população curda do Iraque.”
Correspondentes em Haia dizem que o resultado do julgamento não deve ter um efeito direto sobre as acusações que vêm sendo preparadas pela promotoria no julgamento de Saddam Hussein.
Van Anraat, de 63 anos, foi acusado de fornecer matéria-prima para a produção das armas químicas usadas na guerra contra o Irã (1980-88) e contra os curdos.
Os promotores disseram que ele continuou a vender produtos químicos industriais após uma proibição em 1984.
As substâncias formaram a base do gás mostarda lançado no ataque contra a cidade de Halabja, na parte do Curdistâo situada no norte do Iraque.
Van Anraat admitiu ter vendido os produtos, mas negou que soubesse que eles seriam usados com essa finalidade.
O acusado foi preso em 1989 em Milão, a pedido do governo americano.
Ele foi posteriormente solto e fugiu para o Iraque, onde permaneceu até 2003.
Após a invasão liderada pelos Estados Unidos, em março de 2003, Van Anraat voltou à Holanda, onde foi detido em sua casa em Amsterdã em 2004.
Testes de morte
AVANTE!
A guerra sempre serviu como ocasião para investir e testar novas formas de armamento. A ilustração mais sombria na história moderna terá sido o Projecto Manhattan, envolvendo mais de cem mil cientistas, engenheiros e outros técnicos, dispersos em trinta unidades de investigação e produção. Este programa acelerado logrou melhorar a nossa compreensão da energia atómica e torná-la numa arma de guerra. E porque não se podia deixar de demonstrar o resultado de um investimento de cerca de 22,5 mil milhões de dólares (2006), quase 200 mil pessoas morreram em resultado do lançamento das bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki.
Foi também durante a Segunda Guerra Mundial que dois químicos de Harvard desenvolveram o Napalm, ao juntar gasolina aos sais de alumínio dos ácidos nafténico e palmítico, formando um gel incendiário facilmente manuseável. Embora tenha sido usado pelos EUA ainda no final dessa guerra, na Europa e no Pacífico, ou ainda pelas forças militares da Grécia contra as forças comunistas gregas durante a sua guerra civil, o seu uso é geralmente associado à Guerra no Vietname, onde foi usado extensiva e indiscriminadamente. Esta guerra foi também palco da introdução de armas herbicidas, uma forma de arma química, já então proibida pelos Acordos de Genebra. A aplicação destes químicos, incluindo o Agente Laranja, durante uma década, fez muito mais que destruir as plantações da população vietnamita. Afectou a sua saúde e a de milhares de soldados estado-unidenses, causando por exemplo um aumento de incidência de vários tipos de cancro. Embora a Dow Chemical e o Monsanto, companhias produtoras do Agente Laranja, tenham já pago milhões de dólares em compensação a veteranos dos EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, nenhum vietnamita recebeu ainda qualquer compensação(1).
O uso de armas químicas precedeu todas estas guerras – o gás mostarda foi usado pelos alemães na frente europeia em 1917 e pelos britânicos contra os bolcheviques em 1919 – e, apesar da Convenção sobre Armas Químicas estar em vigor desde 1998, o seu uso persiste ainda hoje. Os EUA usam fósforo branco, um químico incendiário, no Iraque ocupado, como sucedeu por exemplo na batalha de Falluja em Novembro de 2004. E existem indícios de que Israel faz uso deste químico nos presentes ataques ao Líbano(2).
Evidências
Mas tudo isto são formas de armas antigas. Não andam a testar nada de novo? Um documentário recente, Guerra das Estrelas no Iraque, produzido por Maurizio Torrealta e Sigfrido Ranucci para a RAI(3), revela evidências de que os EUA fazem uso no Iraque de armas de energia dirigida (laser) e micro-ondas: metal derretido, corpos sem cabeça ou membros, ou com apenas as cabeças queimadas, corpos reduzidos em tamanho. Sobreviventes das armas misteriosas afirmam que não ouviram qualquer ruído ou explosão. Não tinham balas ou estilhaços nos corpos.
Interrogado sobre se estas armas experimentais já estavam em condições de serem usadas em combate, o Pentágono respondeu «quando o mundo real intervém recorremos a coisas em fase de desenvolvimento e podemos usá-las. Portanto… não tenho resposta. (…) O General Franks está aberto a novas coisas, e se estão disponíveis, está disposto a usá-las em combate, mesmo antes de estarem completamente testadas». O analista William Arkin estima que os EUA gastam provavelmente 300 a 400 milhões de euros no desenvolvimento deste tipo de armas. Estas armas emitem feixes de electrões, alguns num espectro fora do espectro do visível, têm alcance a longa distância e podem perfurar metal. Contrariamente à maioria das armas convencionais, não usam impacto cinético. Não há uma bala que destrói fisicamente o alvo, mas sim energia, inaudível, possivelmente invisível. Fontes do Pentágono revelam que uma arma laser, conhecida como Zeus, foi já utilizada no Afeganistão. Montadas num veículo móvel (MTHEL(4)), poderiam ser usadas para destruir mísseis e outras instalações. Mas em conjunto com armas acústicas estão também pensadas para actuar contra grupos de pessoas, quer sejam inocentes no Iraque ou um grupo de manifestantes numa cidade ocidental.__________
(1) Um processo legal movido por um grupo vietnamita nos EUA foi rejeitado pelo juiz do Tribunal Distrital em Março de 2005. Um apelo movido mais tarde deverá ter sessão de argumentos no final deste ano.
(2) O Human Rights Watch alerta que Israel tem também feito uso de bombas de fragmentação contra civis Libaneses.
(3) Pode ser visto buscando o nome original, Star Wars in Iraq, em Google Video (http://video.google.com/)
(4) Mobile Tactical High Energy Laser

Turquia ataca curdos na fronteira com Iraque
BBC Brasil
24/10/2007
As Forças Armadas da Turquia realizaram nesta quarta-feira ataques contra o que descreveram como posições de rebeldes curdos na região da fronteira com o Iraque.
Segundo a agência de notícias turca Anatolia, caças destruíram bases curdas nas montanhas em quatro províncias turcas e também trilhas supostamente usadas pelos rebeldes.
Alguns desses caminhos seriam utilizados pelos curdos também para cruzar a fronteira iraquiana, diz a agência.
Os bombardeios se seguiram à morte de 12 soldados turcos em um ataque de rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, na sigla em curdo), no último domingo.
Relatos anteriores indicavam que a Turquia havia realizado bombardeios contra acampamentos do PKK dentro do Iraque, algo que as autoridades turcas têm ameaçado fazer.
Diplomacia
O presidente da região curda autônoma do norte do Iraque, Massoud Barzani, fez um apelo ao PKK para que abandone sua campanha por mais direitos para os curdos na Turquia.
“Não aceitamos de forma alguma o uso de territórios iraquianos, incluindo territórios da região curda, como base para ameaçar a segurança dos países vizinhos”, disse.
Os Estados Unidos continuam envolvidos em um intenso esforço diplomático para tentar convencer a Turquia a não lançar um ataque no Iraque.
“Estamos preocupados com as emboscadas que têm ocorrido continuamente lá (na fronteira entre Iraque e Turquia) e com os ataques terroristas que estão sendo realizados pelo PKK contra os curdos”, disse a porta-voz Dana Perino, da Casa Branca.
Caracterização de genocídio pelos EUA revolta Turquia
Líderes turcos rechaçaram hoje a decisão de uma comissão parlamentar americana de aprovar um projeto qualificando as mortes de armênios durante a Primeira Guerra Mundial como genocídio.
Apesar da intensa pressão da Turquia e do próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush alertou que o projeto pode prejudicar as relações entre Washington e Ancara, já tensas em um momento no qual a Turquia analisa a possibilidade de invadir o norte do Iraque para reprimir guerrilheiros curdos escondidos na região.
Apesar da intensa pressão da Turquia e do próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes aprovou por 27 a 21 a caracterização. A decisão poderá ser interpretada como insulto pela maioria dos turcos.
“Infelizmente, alguns políticos nos Estados Unidos mais uma vez sacrificaram questões importantes em favor de questões políticas internas, apesar de todos os apelos por bom senso”, disse o presidente da Turquia, Abdullah Gul. Em comunicado, o governo turco afirmou que “não é possível aceitar tal acusação de um crime que não foi cometido pela nação turca”.
A imprensa turca também manifestou sua indignação. O jornal Vatan estampou “27 americanos tolos”, em referência aos deputados que aprovaram o projeto. O Hurriyet publicou “Projeto de ódio”. Os armênios denunciam que 1,5 milhão de seus compatriotas foram mortos em um genocídio sistemático pelo Império Turco-Otomano entre 1915 e 1917, antes da fundação da Turquia moderna, em 1923.
Entenda a polêmica sobre o suposto ‘genocídio’ armênio
Turcos criticam texto legislativo americano sobre “genocídio” armênio
Turquia pede ao Congresso dos EUA rejeição de texto sobre genocídio armênio
Comissão legislativa dos EUA aprova texto sobre “genocídio” armênio
Último Segundo
11/10/2007
American testing of biological and chemical weapons
Rationalrevolution.net
Cidadãos americanos, cobaias involuntárias em pesquisas de armas químicas? ( Em inglês, mas vale dar uma olhada )
Arsenal of Death: What Horrors Will the Future Unleash?
Santa Clarita Valley’s The Signal
29/12/2006

outubro 21, 2007

Meeting Resistance: a insurgência iraquiana sem o patriotismo americanóide da Veja ( vídeo 7 minutos

This video clip from the upcoming, award winning film from Steve Connors and Molly Bingham, Meeting Resistance, portrays a side of the Iraqi insurgency President Bush doesn’t want the world to see.
In “Meeting Resistance” we hear the voices and stories of individuals usually simply referred to – depending on your perspective — as resistance fighters, insurgents, or terrorists. Visit the film’s
website.

outubro 19, 2007

Democracia finalmente chegou ao Iraque: viúvas catam restos no lixo ou se prostituem para alimentar seus filhos ( em inglês )

IRAQ: Hundreds forced to scavenge for food in garbage bins

( Quem dá mais? Quem dá mais? Não é uma vietnamita, mas…)
BAGHDAD, 17 October 2007 (IRIN) – Barira Mihran, a 36-year-old mother of three, scavenges every day in other people’s dustbins in Baghdad for leftovers on which to feed her children. Widowed and displaced by sectarian violence, the unemployed mother said she had no other way of providing for her children. “In the beginning it was very difficult. I never imagined that one day I was going to be forced by destiny to feed my children from the remains of other people’s food,” Barira said. “We always had good food on our table when my husband was alive but since he was killed in August 2005, my life has gone from bad to worse*.” “My children are under age and so cannot work or beg in the streets,” she said. “Sometimes you have to fight for a dustbin. Many women know which houses have good leftovers and so they wait for hours near the houses until the leftovers are thrown in the bins outside. Then you can see at least 10 people, women and children, running to get it, and I will be in the middle of the crowd, for sure,” Barira added.
Survey
Barira, an educated woman, has now joined hundreds of other mothers who rummage through rubbish bins for food to feed their children, according to the Baghdad-based Women’s Rights Association (WRA), which conducted a survey of displaced families and people living on the streets in 12 provinces (excluding the Kurdistan region) between January and August 2007. Mayada Zuhair, a WRA spokeswoman, said the survey showed an increase of 25 percent, since the previous survey in December 2005, in the number of mothers who fed their children either by scavenging in people’s rubbish bins or by becoming sex workers. Of the 3,572 respondents, 72 percent were women (mainly widowed) and of these 9 percent said they had resorted to prostitution and 17 percent said they scavenged for food in dustbins and at rubbish tips. The survey was published and distributed to non-governmental organisations (NGOs) and local government offices. “This is now a common sight, especially in Baghdad – mothers standing near dustbins trying to find some food for their children,” Mayada said.
Government food rations
Government monthly food rations – including rice, beans, lentils, flour and cooking oil – are in principle available to Iraqi families regardless of income, on production of proof of citizenship and a fixed address. The system was introduced by former President Saddam Hussein to offset the impact of sanctions and paid for by Iraqi oil under UN administration. The system is currently reaching only 60 percent of its target, and quality and quantities are in decline, Iraqi officials say. Those without identity papers have particular problems: Mayada said many families have lost their documents, which means they cannot access the rations. “The women who feed their children from leftovers have lost everything – homes, husbands, relatives, documents and respect,” Mayada added. “Women require urgent support but few NGOs are able to help and these street children are suffering from diarrhoea, malnutrition and some are starving,” Mayada said. Zahra’a Abdel-Lattef, a senior official at the Ministry of Labour and Social Affairs, said there were no projects helping such families: “Some mothers approach us for help and we do whatever we can. We try to give some of them new food ration cards; to others we offer mattresses and blankets and in a few cases we are able to find [them] a job,” she said.
Vulnerable to attack
According to the local police, many homeless women, walking around with their children on the streets of the capital, are victims of violence. “We have some cases of women who were raped, and their children attacked and sometimes even killed while out looking for food or a place to spend the night,” Col Hassan Abdul-Khaaliq, head of Bab-al-Muadham police station in Baghdad, said. “They need a safe place to stay because the streets in Iraq are very dangerous today and walking alone at night… leaves them open to attack by militants or insurgents,” Abdul-Khaaliq said.

*Trad. aproximada: “No começo foi difícil. Eu nunca ( Blog: “Nem à época de Saddam?!?” ) imaginei de que o destino me levaria a, um dia, retirar das sobras de outras pessoas o alimento para meus filhos. Nunca faltou boa comida em nossa mesa quando meu marido estava vivo mas, desde que foi assassinado em Agosto de 2005, minha vida foi de mal a pior(…)”.

( Eu ia copiar aqui notícias e relatos – oficiais, ambos em inglês – da crescente epidemia de cólera que está assolando o Iraque-pós-democracia, mas lembrei que não almocei ainda )

maio 11, 2007

Paulo Nogueira Batista Jr: 2 artigos recentes

O maior brasileiro de todos os tempos
A escolha de Getúlio Vargas talvez seja mais um sintoma da mudança de estado de espírito do brasileiro

“Escolho este meio de estar sempre convosco.”
Getúlio Vargas, na carta-testamento.

A FOLHA publicou, no último domingo, os resultados de uma enquete com 200 pessoas de diferentes áreas (políticos, empresários, economistas, religiosos, intelectuais, jornalistas, esportistas e militares). A pergunta era: “Quem foi o brasileiro mais importante de todos os tempos?”. Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek encabeçaram a lista dos escolhidos, com 16 e 15 votos, respectivamente.Talvez seja mais um sintoma da mudança de estado de espírito do brasileiro, que, desencantado com a agenda liberal-internacionalista implantada na década de 90, agora olha com outros olhos o legado nacional-desenvolvimentista.Há dez ou quinze anos, o ambiente era totalmente diferente. No seu discurso de despedida do Senado, em dezembro de 1994, o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso teve a imensa pretensão de anunciar o fim da Era Vargas. As suas palavras na ocasião foram um aviso do que nos esperava nos oito anos seguintes: “O caminho para o futuro desejado ainda passa, a meu ver, por um acerto de contas com o passado. Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma página virada na história do Brasil. Resta, contudo, um pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas”.Transcorridos pouco mais de 12 anos desde que essas palavras foram proferidas, Getúlio Vargas continua conosco, como ele previu na sua carta-testamento, enquanto políticos como Fernando Henrique foram relegados à proverbial lata de lixo da história (na referida enquete, diga-se de passagem, FHC não recebeu um voto sequer).Nos anos 90, o PSDB foi o principal herdeiro da UDN (União Democrática Nacional), isto é, da corrente liberal, conservadora e pró-Estados Unidos que sempre se opôs (nem sempre democraticamente) a Getúlio e Juscelino. Esse partido, que ostentava ironicamente o adjetivo “democrático” no nome, oscilava entre o golpismo e a participação inepta em eleições presidenciais. A UDN só venceu eleições para presidente da República quando escolheu como candidato o demagogo tresloucado chamado Jânio Quadros.Eleito pelo voto direto em outubro de 1950, Getúlio teve como principal adversário o candidato udenista, o brigadeiro Eduardo Gomes. Gomes já havia sido derrotado pelo general Dutra nas eleições de 1945, ocasião em que o seu lema de campanha fora, inacreditavelmente: “Vote no brigadeiro, ele é bonito e é solteiro”…A minha família contava com partidários ferozes do brigadeiro. Houve quem pressionasse os seus empregados domésticos a votar nele. Quando começaram a ser anunciados os primeiros resultados da eleição, com Getúlio vencendo por larga margem, alguém da família foi até a cozinha e percebeu que os empregados, reunidos na área de serviço, acompanhavam pelo rádio e celebravam, eufóricos. Uma marcha de Carnaval daquele ano prenunciara a volta do político gaúcho à Presidência da República: “Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar, o sorriso do velhinho faz a gente trabalhar”.Grande Getúlio! Na história política brasileira, marcada pelo pragmatismo e pela tendência à conciliação, o seu suicídio em 1954 destoa dramaticamente. Getúlio avisou que não se submeteria ao golpe de Estado que estava sendo deflagrado por setores das Forças Armadas e da UDN. Matou-se com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete. Deixou-nos a carta-testamento, belo documento, do qual tirei a frase usada como epígrafe.A carta de Getúlio termina assim: “Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. [...] Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”.
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Quatro anos depois
A sociedade americana não tem disposição para arcar com o ônus de um império do tipo clássico
EM MARÇO de 2003, uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos invadia o Iraque com o propósito de derrubar o governo Saddam Hussein. O Iraque era apontado como detentor de “armas de destruição em massa”, abrigo para terroristas e um perigo para o Oriente Médio e a paz mundial.Quatro anos depois, é fácil perceber que a operação Iraque foi um fracasso. Talvez tenha sido uma das decisões mais desastradas da história dos EUA. Já na época, parecia evidente o erro que os americanos estavam cometendo. Em artigo publicado nesta coluna, no próprio dia em que teve início a invasão (“Tempestade de aço”, Folha, 20/ 03/ 2003), comentei que a reafirmação brutal do poder dos EUA daria lugar, paradoxalmente, a um enfraquecimento de sua posição mundial e capacidade de liderar.A invasão era a culminação de uma série de iniciativas unilaterais do governo americano. A disposição de ignorar regras multilaterais tornara-se marca registrada da administração George W. Bush. Com a guerra no Iraque, eu previa no artigo, “as reações e o ressentimento no resto do mundo tenderão a crescer. Washington encontrará obstáculos às suas iniciativas nos quatro cantos do planeta”.Posteriormente, ficou claro que o Iraque tinha sido atacado porque não possuía armas de destruição em massa. A credibilidade dos governos Bush e Blair foi ao chão. Aumentou a insegurança no mundo, o que desencadeou todo um conjunto de movimentos defensivos e reforçou a corrida armamentista.Em entrevista publicada no último dia 25, no “Estado de S.Paulo”, Zbigniew Brzezinski, que foi conselheiro de Segurança Nacional no governo Carter, observou com propriedade: “O poder dos EUA, por causa das suas próprias políticas, está diminuindo. A América está mais fraca porque prejudicou a sua credibilidade, um importante elemento do poder. Até 2003, o mundo estava acostumado a acreditar na palavra do presidente dos EUA _mas, dois meses depois da invasão de Bagdá, Bush dizia em entrevista que tinham sido encontradas armas de destruição em massa. [...] E diminuiu também o respeito que havia pelo poder militar americano, por causa da incompetência da sua operação no Iraque”.Nada disso constitui grande surpresa. Afinal, o que se pode esperar de um presidente que declara, taxativamente, que não tem dúvidas? O jornalista Bob Woodward, durante entrevista com ele, lembrou as palavras do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que nos primeiros dias da guerra contou as dúvidas que o assaltaram quando recebeu as primeiras cartas de parentes de soldados mortos no Iraque. “Eu não sofro de dúvida”, retrucou Bush. “Nenhuma?”, insistiu Woodward. “Não, e sou capaz de transmitir isso às pessoas, àqueles que perderam filhos e filhas na guerra. Espero que o tenha feito com humildade.”Nos anos recentes, sempre que os meus alunos se mostravam passivos e pouco questionadores do que eu dizia ou dos textos que indicava, eu relatava essa passagem da entrevista de Bush e os conclamava: “Não sejam discípulos do companheiro Bush! Tenham dúvidas, inquietações, incertezas!”. Transformei isso em bordão e acabava conseguindo alguma reação.Inicialmente, houve muito apoio nos EUA à invasão do Iraque. Mas a sociedade americana não tem disposição para arcar com o ônus de um império do tipo clássico, baseado no uso da força e na ocupação de territórios estrangeiros, como já ficara claro na guerra do Vietnã. É pequena a tolerância com baixas em guerras distantes. “When the boys start coming home in boxes” (Quando os meninos começam a voltar para casa dentro de caixas), como dizem os americanos, o apoio a intervenções no exterior cai vertiginosamente.George W. Bush trouxe um grande prejuízo aos interesses americanos. Os impulsos imperiais do seu governo produziram, por ironia, o resultado exatamente oposto ao pretendido. O fracasso da ocupação do Iraque parece ter eliminado definitivamente as chances de uma ordem internacional unipolar, liderada pela única superpotência.Os que lutam por um planeta menos desequilibrado têm uma dívida com o companheiro Bush. Poucos fizeram tanto para apressar a consolidação de um mundo multipolar.
***ARTIGOS publicados no Caderno Dinheiro, FSP em 29/03/07 ( “Quatro anos depois” ) e 05/04/07 ( “O maior brasileiro de todos os tempos” )

dezembro 7, 2006

Saddam Hussein banca o cupido!!!

Filed under: EUA, golpismo, Greg Palast, Iraque, Saddam Hussein — Humberto @ 4:53 pm
Você lê inglês? Entende legal ?
Então corra para o site do intrépido jornalista
Greg Palast, e descubra o que ele sabe sobre as armas de destruição em massa do ex-presidente do Iraque, Saddam Hussein.
Depois conte para nós. O mundo precisa saber que está mais seguro.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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