ENCALHE

outubro 10, 2007

Sem perdão: Veja como a tucanalha fabricou o prejuízo do Banespa que o imprensalão tanto falou ser obra de Quércia. Golpistas.

( N. do Blog: E ainda tem gente que é dotada da supostamente ingênua capacidade de perguntar o porquê das alcunhas “imprensalão”, “tucanalha”, “golpistas”, “privateiros”… )
Privatistas avermelharam balanço do Banespa para viabilizar entrega
A privatização do Banespa constituiu-se no mais escandaloso caso de entrega dos bancos estaduais para o capital privado. Foi um caso singular, pois não só não dava prejuízo, como ainda teve seu balanço fraudado pelo BC para viabilizar sua entrega. Antes de ser “avermelhado”, palavra utilizada pelos próprios falsificadores, o Banespa sofreu intervenção no apagar das luzes em 1994 (29/12) e posteriormente teve consumada sua federalização, antes de sua venda para o espanhol Santander em 2000.
Na reunião que tramou a fraude no balanço do Banespa, Carlos José Braz de Lemos, na época relator da comissão de inquérito aberta pelo BC, apresentou um relatório onde constava que o patrimônio líquido do banco paulista era positivo em R$ 1,7 bilhão, contrariando a propaganda tucana de que o banco estava “quebrado”. Diante disso, o diretor do BC Alkimar Moura ordenou que o relatório fosse adulterado. Ele disse que tinham que “arrumar alguma maneira de tornar o patrimônio líquido negativo” para poder “incriminar ex-governadores”. “Só há uma maneira de responsabilizá-los”, disse um membro da comissão do BC: “basta contabilizar toda a dívida do Estado para com o Banespa na conta créditos em liquidação”. Alkimar Moura e Gustavo Loyola, então presidente do BC, decidiram, então, modificar o relatório e “avermelhar” as contas do Banespa.
O banco estadual apresentava um patrimônio líquido positivo e dava lucro. Além disso, estava em dia com os seus pagamentos, assim como o Estado também pagava em dia suas dívidas com o Banespa.
Hora do Povo
10/10/07
OBS: o blog sugere a leitura do livro do jornalista Carlos Drummond “BANESPA: A grande cilada” em que tudo é bem explicado, em linguagem de gente. Não tem desculpa.

Pedindo para apanhar
Confundindo intencionalmente “privatização” – transferência do patrimônio público aos assaltantes do erário – com “concessão” – permissão para que particulares invistam na exploração temporária de determinados serviços – o Globo saiu com a seguinte manchete no dia 8 de outubro: “Governo Lula inicia nova onda de privatizações”.
As “concessões”, dentro de determinados limites, podem ser benéficas. As “privatizações” já se revelaram um desastre completo.
Quem faz questão de tomar uma pela outra não vai poder se queixar se alguém solicitar a “reincorporação do patrimônio do Estado a seus legítimos donos”, como no caso da Vale.
HP

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