ENCALHE

abril 27, 2009

"Marzagão sabia da corrupção", diz delegado com 40 anos de carreira.

Delegado acusa Marzagão de omissão
Fernandes alugou apartamento, filmou conversas para provar corrupção de colegas e diz que, por isso, foi punido
O delegado Roberto Fernandes alugou um apartamento, instalou câmeras escondidas e gravou as conversas durante dois meses. Reuniu documentos e entregou o resultado das investigações aos superiores. Mas, em vez de ver os corruptos punidos, Fernandes é quem foi afastado e colocado em um cargo normalmente reservado a delegados que caem em desgraça: a delegacia de cartas precatórias, ao lado do Viaduto Aricanduva. Tudo, segundo ele, era de conhecimento do então secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, que “silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados”. O ex-secretário nega.
Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.
As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.
Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo. Ali, Fernandes alugou um apartamento.
O delegado espalhou câmeras pelo imóvel e passou a se reunir com advogados e outros que teriam conhecimento do esquema de corrupção. Gravou 11 entrevistas, material suficiente para preencher sete DVDs e dois CDs. Neles haveria o relato de arrecadação de propina para que a máfia do jogo não fosse incomodada na região.
O policial reuniu tudo e, quando se apresentou em 22 de janeiro de 2008 na subdelegacia-geral, procurou o então ocupante do cargo, delegado Paulo Bicudo. Ali, fez a entrega dos documentos. Diante dos fatos, Bicudo chamou o delegado Francisco Alberto de Souza Campos, então diretor da Corregedoria da Polícia Civil. “Apanhei os documentos e entreguei o recibo”, disse o delegado. “Foi aberta uma investigação.”
Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.
A retaliação, segundo Fernandes, era a tônica “da administração da Polícia Civil com relação ao próprio declarante, por conta do enfrentamento sistemático da corrupção”. Na época, a polícia era chefiada pelo secretário Marzagão. A corregedoria instaurou uma simples apuração preliminar sobre suas denúncias. Meses depois, ao ser procurado pelos promotores, Fernandes relatou que “a representação que sofreu” estava “em fase de apuração muito mais rápida” do que a denúncia que ele fizera.
Contou que um advogado havia procurado o delegado Annibal para “defender os interesses dos proprietários locais de máquinas caça-níqueis”. O advogado teria sido encaminhado por Annibal ao delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho que, por “conta de recomendações e tratativas, encaminhou o advogado ao chefe dos investigadores da seccional, Pavini, para passar a orientação de que a Polícia Civil não deveria mais atuar em repressão aos caça-níqueis”.
Segundo Fernandes, na reunião, o advogado encaminhado por Annibal a Jaú ofereceu ao investigador R$ 30 mil mensais “para que o investigador adotasse o mesmo tipo de entendimento”. Como recusou a proposta, Pavini foi destituído da chefia e “contou pessoalmente ao declarante (Fernandes)” o que havia ocorrido. “Ele acabou lotado no 4º DP, distante da sede anterior em mais de 20 quilômetros”.
Inquérito na corregedoria só foi aberto em 13 de outubro de 2008. Mas, antes que o órgão chegasse a uma conclusão, a Polícia Federal, acionada pelo MPF e pelo Gaeco, saiu a campo em 31 de março e prendeu 26 dos 33 acusados que tiveram a prisão decretada. Annibal e Piccino Filho, que negam as acusações, foram denunciados pelo procurador Salati, que pediu as prisões, mas elas foram negadas. A Justiça Federal, no entanto, abriu processo contra eles e decretou as prisões de outros sete policiais.
DEPOIMENTO
Roberto Fernandes
Delegado classe especial
“Os fatos referidos no dossiê e nas declarações e documentos que o instruem, incluindo gravações em mídia, são de inteiro conhecimento do senhor secretário da Segurança Pública, assim como também o são as retaliações que vem sofrendo desde que se lançou nessa empreitada. Entretanto, apesar desse profundo conhecimento dos fatos e circunstâncias, aquela autoridade silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados ou de reparar a perseguição de caráter pessoal que vem sofrendo”
(
ESTADÃO, 26.04.09 )
E MAIS:
Mazelas de Marzagão obrigam Serra a trocar de secretário
Vermelho, 18 DE MARÇO DE 2009

"Marzagão sabia da corrupção", diz delegado com 40 anos de carreira.

Delegado acusa Marzagão de omissão
Fernandes alugou apartamento, filmou conversas para provar corrupção de colegas e diz que, por isso, foi punido
O delegado Roberto Fernandes alugou um apartamento, instalou câmeras escondidas e gravou as conversas durante dois meses. Reuniu documentos e entregou o resultado das investigações aos superiores. Mas, em vez de ver os corruptos punidos, Fernandes é quem foi afastado e colocado em um cargo normalmente reservado a delegados que caem em desgraça: a delegacia de cartas precatórias, ao lado do Viaduto Aricanduva. Tudo, segundo ele, era de conhecimento do então secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, que “silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados”. O ex-secretário nega.
Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.
As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.
Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo. Ali, Fernandes alugou um apartamento.
O delegado espalhou câmeras pelo imóvel e passou a se reunir com advogados e outros que teriam conhecimento do esquema de corrupção. Gravou 11 entrevistas, material suficiente para preencher sete DVDs e dois CDs. Neles haveria o relato de arrecadação de propina para que a máfia do jogo não fosse incomodada na região.
O policial reuniu tudo e, quando se apresentou em 22 de janeiro de 2008 na subdelegacia-geral, procurou o então ocupante do cargo, delegado Paulo Bicudo. Ali, fez a entrega dos documentos. Diante dos fatos, Bicudo chamou o delegado Francisco Alberto de Souza Campos, então diretor da Corregedoria da Polícia Civil. “Apanhei os documentos e entreguei o recibo”, disse o delegado. “Foi aberta uma investigação.”
Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.
A retaliação, segundo Fernandes, era a tônica “da administração da Polícia Civil com relação ao próprio declarante, por conta do enfrentamento sistemático da corrupção”. Na época, a polícia era chefiada pelo secretário Marzagão. A corregedoria instaurou uma simples apuração preliminar sobre suas denúncias. Meses depois, ao ser procurado pelos promotores, Fernandes relatou que “a representação que sofreu” estava “em fase de apuração muito mais rápida” do que a denúncia que ele fizera.
Contou que um advogado havia procurado o delegado Annibal para “defender os interesses dos proprietários locais de máquinas caça-níqueis”. O advogado teria sido encaminhado por Annibal ao delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho que, por “conta de recomendações e tratativas, encaminhou o advogado ao chefe dos investigadores da seccional, Pavini, para passar a orientação de que a Polícia Civil não deveria mais atuar em repressão aos caça-níqueis”.
Segundo Fernandes, na reunião, o advogado encaminhado por Annibal a Jaú ofereceu ao investigador R$ 30 mil mensais “para que o investigador adotasse o mesmo tipo de entendimento”. Como recusou a proposta, Pavini foi destituído da chefia e “contou pessoalmente ao declarante (Fernandes)” o que havia ocorrido. “Ele acabou lotado no 4º DP, distante da sede anterior em mais de 20 quilômetros”.
Inquérito na corregedoria só foi aberto em 13 de outubro de 2008. Mas, antes que o órgão chegasse a uma conclusão, a Polícia Federal, acionada pelo MPF e pelo Gaeco, saiu a campo em 31 de março e prendeu 26 dos 33 acusados que tiveram a prisão decretada. Annibal e Piccino Filho, que negam as acusações, foram denunciados pelo procurador Salati, que pediu as prisões, mas elas foram negadas. A Justiça Federal, no entanto, abriu processo contra eles e decretou as prisões de outros sete policiais.
DEPOIMENTO
Roberto Fernandes
Delegado classe especial
“Os fatos referidos no dossiê e nas declarações e documentos que o instruem, incluindo gravações em mídia, são de inteiro conhecimento do senhor secretário da Segurança Pública, assim como também o são as retaliações que vem sofrendo desde que se lançou nessa empreitada. Entretanto, apesar desse profundo conhecimento dos fatos e circunstâncias, aquela autoridade silenciou por completo e não tomou nenhuma providência no sentido de coibir os crimes narrados ou de reparar a perseguição de caráter pessoal que vem sofrendo”
(
ESTADÃO, 26.04.09 )
E MAIS:
Mazelas de Marzagão obrigam Serra a trocar de secretário
Vermelho, 18 DE MARÇO DE 2009

abril 18, 2009

"Mudanças de Serra visa 2010", por Jasson de Oliveira Andrade

A Gazeta Guaçuana, em editorial, constatou: “2010 JÁ COMEÇOU”. Realmente já começou e iniciou com várias mudanças no governo Serra. No dia 14 de abril, o deputado federal Paulo Renato (PSDB) tomou posse como secretário da Educação do Estado. Segundo a Folha, ele é o terceiro responsável pela Educação em 27 meses de governo. Muita troca em tão pouco tempo. No entanto, não foi somente essa área trocada. Quando do anúncio da escolha de Paulo Renato, em 28/3/2009, o Estadão noticiou: “Há dez dias, o governador trocou o titular da Segurança Pública. Ronaldo Marzagão estava desgastado em razão das acusações, divulgadas pelo Estado, de denúncias de SUPOSTO ENVOLVIMENTO EM CORRUPÇÃO (destaque meu) do seu ex-secretário adjunto Lauro Malheiros Neto. O secretário não havia se saído bem na greve de 58 dias da Polícia Civil, no ano passado.” Marzagão foi substituído por Antonio Ferreira Pinto, considerado “linha-dura” e que ocupava a Secretaria da Administração Penitenciária, responsável pela construção de penitenciárias em Aguaí, em Mogi Guaçu e em Limeira, autorizadas pelo governo Serra.
A troca que obteve a maior repercussão foi assim anunciada pela jornalista Julia Dualibi, no Estadão: “No começo do ano [2009], Serra surpreendeu ao chamar Geraldo Alckmin para a Secretaria de Desenvolvimento, até então tocada pelo vice-governador Alberto Goldman. Com isso, Serra anestesiou a aproximação de Alckmin com Aécio Neves, governador de Minas e que também quer ser candidato”. Para quem não se lembra, Serra e Alckmin estavam praticamente rompidos desde quando o governador apoiou, na surdina e através de vereadores e secretários municipais tucanos, a candidatura de Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo (Capital), contra o candidato de seu partido. Agora, com a nomeação, a paz, ao que parece, voltou entre eles. É que 2010 já começou! Serra e Alckmin ganharam. Aécio Neves perdeu.
Outra ajuda à candidatura Serra é do prefeito Kassab. Para tanto, criou várias secretarias, inclusive para beneficiar o PMDB de Quércia, dividindo o partido: no âmbito estadual está com Serra. No federal, com Lula, podendo apoiar a possível candidatura de Dilma. Com essa medida, o prefeito paulistano está contrariando o que prometeu. Segundo a Folha (11/4), “no discurso de posse, o prefeito [Kassab] afirmou que iria apertar os cintos”. Apesar da promessa, ele criou, entre dezembro e fevereiro, ou seja, depois das eleições, cinco secretarias. No mesmo período, informa o jornalista Evandro Spinelli, nesta mesma reportagem da Folha, foi extinta a pasta da Desburocratização, criada no ano passado, e seu titular, Rodrigo Garcia, ex-sócio de Kassab, foi “promovido” a secretário de Gestão. Ainda segundo esse jornalista, Marta Suplicy (PT) tinha 23 secretários, Serra, 22 e Kassab, 28. Sem comentários!
O novo secretário Paulo Renato (PSDB-SP), ao tomar posse, declarou que, no âmbito federal, a educação tem enfrentado “retrocesso”, dando início assim ao debate presidencial de 2010, como era esperado dele. E como se encontra a Educação no Estado de São Paulo, onde agora faz parte? A Folha, em editorial sob o título “O nó do ensino paulista” (17/4), diz: “Após 14 anos no governo do Estado de São Paulo, o PSDB não tem do que se orgulhar com sua rede de ensino, cujos indicadores revelam desempenho medíocre, quando não declinante”, concluindo que “do ponto de vista qualitativo resta [na educação básica paulista] quase tudo por fazer”. A Folha considera que a Educação em nosso Estado é “um flanco desguarnecido da gestão tucana”, depois de 14 anos no governo, frise-se. Pelo visto, o ensino paulista é ótimo apenas na propaganda (previsão de R$227 milhões este ano) do governo Serra, divulgada na televisão e mídia escrita!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

outubro 21, 2008

A COVARDIA DE SERRA, por Adriano Diogo / "Lindemberg não é do PT"

Adriano Diogo, 21.10.08
BLOG DO ADRIANO DIOGO
Dirijo-me aos vazadores de frases fora de contexto para publicação na imprensa de forma indevida: vou fazer um pronunciamento forte. Podem anotar as frases de forma isolada.
José Serra, V. Exa. casou-se com Mónica Allende, embora não reconheça as relações de parentesco com Salvador Allende, talvez para não queimá-lo, não sujar seu currículo nas relações com a direita.
O que V. Exa. pensa? Que é o Presidente Salvador Allende no Palácio de La Moneda cercado pelas tropas legalistas mandando atirar na população à esmo, ditador José Serra? O que V. Exa. está pensando! Fazer aquela loucura na frente do Palácio e ainda instrumentalizar as emissoras de rádio e televisão para dizer que estavam se repetindo os episódios de Volta Redonda que levaram a oposição a ganhar as eleições nas prefeituras, inclusive Luíza Erundina aqui em São Paulo? Até onde vai a sua loucura, José Serra? Um mês de greve e V. Exa. joga irmãos contra irmãos armados?! Vossa Excelência podia ter feito isso em qualquer sala do Palácio. Despreparado!
Poderia ter ocorrido uma tragédia e V. Exa. já tinha um discurso pronto: a culpa é do PT, a culpa é da CUT, a culpa é dos inimigos. O Paulinho da Força só servia quando ele estava com Vossa Excelência. Entrou em crise, foi criminalizado e desmoralizado; virou bandido. Esse é V. Exa., José Serra, maquiavélico! Pôr a tropa para receber seus irmãos do outro lado? O que é isso? Vossa Excelência pensa que os policiais militares estão contentes com sua atuação desde que V. Exa. destruiu a Carteira de Aposentadoria e todos os seus direitos?
José Serra, V. Exa. não é querido por ninguém. Vossa Excelência é temido. As pessoas temem o seu poder. Vossa Excelência jamais será Presidente da República do Brasil. Jamais! Imaginou se V. Exa. tratasse a Polícia Federal e as Forças Armadas com esse despreparo, com esse desatino, com esse ódio que V. Exa. tem pelas pessoas, pelas instituições?
Vossa Excelência tem uma belíssima cobertura de mídia, da TV Globo e das outras emissoras. As emissoras mostravam e diziam: “o Palácio cercado? Será que vão derrubar as grades do Palácio?”
Quem derrubou as grades do Palácio? Chame Gilberto Natalino na sua sala e pergunte a ele quem derrubou as grades do Palácio. Sr. José Serra! Sr. José Serra, pôr a culpa no PT porque o nosso líder da bancada, em seu papel institucional, estava lá como líder? Que absurdo! Vossa Excelência é uma pessoa de esquerda, sabe o que é movimento social, sabe o que é organização social, sabe da estrutura da nossa Polícia. Até os jovens defensores públicos V. Exa. os acusou de serem manipulados pelo PT.
Vossa Excelência não tem respeito por ninguém, nem pelas suas raízes. Sr. José Serra, V. Exa. sabe que nosso partido não teve participação. Não queira ferir a livre organização do povo, de seus segmentos, usando seu pragmatismo. Como disse o Deputado José Zico Prado, ao citar suas palavras, “são os comunistas, são os subversivos, são os terroristas, são os petistas, é a campanha da Marta.”
Arrume outro bode, José Serra. Arrume outro bode, José Serra, para pôr na sala. Arrume outro pretexto. Explique o que aconteceu em Santo André. Explique, José Serra. Não ataque. Todo o mundo sabe que o PT não tem vínculo com a Polícia. Tinha até bem pouco tempo uma relação de antagonismo. Reconhecemos a liberdade, a beleza e a organização do movimento. Não temos nenhuma influência, José Serra. E o pior: V. Exa. sabe disso. Vossa Excelência é o que mais sabe. Vossa Excelência tem serviço reservado de informações.
Vossa Excelência sabe de tudo, José Serra. Vossa Excelência manipula. Pode ser que este meu pronunciamento me custe caro, mas não poderia deixar de dizer que Vossa Excelência se vitimizou da forma mais cruel, da forma mais covarde, José Serra.
BÔNUS:
- Perguntas sem respostas
- Deputado vai a Brasília pedir intervenção do governo no Estado
21.10.08

outubro 18, 2008

Secretário de Segurança Pública de SP já havia recebido, de entidades policiais, o diploma de "Persona non Grata". Vejam o diploma.

Site do Dep. Est. Major Olímpio ( PV )
11.10.08
Entidades representativas de Policiais Paulistas, conferem ao Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o diploma de ” persona non grata ”

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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