Eleitores da Paraiba opinam sobre situação do governador Cássio Cunha Lima
Pesquisa foi realizada pelo IBOPE Inteligência entre os dias 4 e 9 de outubro
Em outubro, o IBOPE Inteligência entrevistou 1.008 eleitores da Paraíba para falar sobre a cassação de mandato do governador Cássio Cunha e levantar as intenções de voto para as próximas eleições.
Pesquisa foi realizada pelo IBOPE Inteligência entre os dias 4 e 9 de outubro
Em outubro, o IBOPE Inteligência entrevistou 1.008 eleitores da Paraíba para falar sobre a cassação de mandato do governador Cássio Cunha e levantar as intenções de voto para as próximas eleições.
A maioria da população do estado, 77%, declarou ter conhecimento da cassação do Governador pelo TRE da Paraíba. Mesmo sabendo das acusações contra ele, 62% disseram que ele não deveria perder o mandato, enquanto 31% acham o contrário. Não souberam ou não opinaram 7%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu uma liminar ao governador para que ele continue no cargo até que seu caso seja julgado na suprema instância. Na pesquisa, 70% aprovam esta medida do TSE, contra 24%. No caso de Cunha Lima perder o mandato, foi questionado se os entrevistados preferem que Zé Maranhão (que ficou em segundo lugar nas eleições) assuma ou se seria melhor que novas eleições fossem feitas, do total, 65% preferem uma nova eleição e 32% acham justo que Zé Maranhão assuma o cargo.
06/11/07
Deputado renuncia para adiar julgamento por tentativa de homicídio
Brasília – O deputado federal Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) renunciou ao mandato ontem. A renúncia foi formalizada no plenário da Câmara. Lima seria julgado na próxima semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de homicídio.
Na condição de governador do estado, o deputado do PSDB da Paraíba atirou três vezes em Tarcísio Burity, em 5 de novembro de 1993, num restaurante de João Pessoa, alegando legítima defesa da honra do filho, o atual governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que seria vítima de ataques verbais do adversário.
O caso está em julgamento no STF porque Lima, como deputado, tem direito ao foro privilegiado. Com a renúncia ao mandato, o deputado do PSDB da Paraíba ganhará tempo porque o processo agora será transferido para a Justiça comum, na capital paraibana.Na carta de renúncia, porém, Lima alega que desistiu do mandato por outro motivo: ser julgado como cidadão comum e, supostamente, não querer tirar proveito do direito ao foro. “Quero ser julgado sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui”, afirmou.
A professora Glauce Burity, viúva de Tarcísio Burity, reagiu com indignação à notícia da renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima. Glauce disse que a atitude de ele renunciar para não ser julgado pelo STF “é uma covardia”. “Foi com muita indignação que nós todos, eu e meus filhos, soubemos da renúncia. Chegamos à conclusão que foi uma atitude covarde. Ele praticou o ato e deveria assumir”, disse.
Ela acrescentou que confia na Justiça e que acredita que Ronaldo Cunha Lima será condenado pela tentativa de homicídio. Conforme Glauce, a decisão do deputado do PSDB é uma manobra para ganhar tempo “porque ele tem medo da condenação”.
Segundo a professora, Ronaldo Cunha Lima apega-se ao fato de Burity tê-lo perdoado. “Tarcísio o perdoou num momento de debilidade física. Ele estava doente. Mas perdão não significa aproximação. Tarcísio o perdoou para se livrar da insistência dele e da família pelo perdão”, assegurou.
01/11/07

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