Em comunicado divulgado por sua assessoria, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) manifestou-se favorável às reivindicações da Polícia Civil de São Paulo, em greve desde o dia 16 de setembro. Tuma faz um apelo ao governador do estado, José Serra, para que seja atendida a solicitação da categoria de aumento salarial de 15% para vigorar ainda este ano, e reajustes de 12% nos próximos dois anos. De acordo com o senador, São Paulo é o estado que pratica os salários mais baixos para a categoria no país.
“O Estado tem o dever de assegurar melhores condições de trabalho e remuneração a uma categoria que não mede esforços para proteger o cidadão. Só se consegue ser um policial autêntico por vocação, e o sucesso no desempenho de suas funções depende da forma como o policial entrega sua vida na missão em defesa da ordem e da justiça”, afirma o senador no comunicado.
Tuma disse lamentar a pretensão de alguns policias de abandonar a carreira por estarem insatisfeitos com a política estadual de remuneração, que, como frisou, tem deixado os salários da corporação paulista defasados.
07.10.08
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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POLICIAIS CIVIS FAZEM ATO NA ASSEMBLÉIA
Em um dia de protestos, policiais civis em greve há 15 dias fizeram manifestações em várias cidades de São Paulo. A maior tomou conta do prédio da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O plenário quase vazio contrastava com a superlotação das galerias. Aos gritos de “Fora Marzagão, pede demissão!”, os policiais buscavam apoio dos deputados para tentar reabrir a negociação com o governo. Queriam a formação de uma comissão de líderes partidários que procurasse o governador José Serra (PSDB), mas saíram de mãos abanando. ( … ) 01.10.08
Em documento divulgado nesta quarta-feira, 1º de outubro, a ADPF manifesta apoio à campanha de recomposição salarial dos policiais civis de São Paulo (SP). A nota destaca a defasagem salarial da categoria causando desvalorização dos policiais do estado, o que contribui para o aumento da criminalidade.
07/10/2008 – GREVE DE SP : TRAIÇÃO
Racha pode suspender greve de policiais civis em SP
Um racha no comando de greve dos policiais civis pode fazer parte dos policiais suspender a paralisação –que hoje completa 22 dias– por pelo menos 48 horas, a partir de amanhã. Liderado pela Adpesp ( Associação dos Delegados do Estado de São Paulo ), o grupo pretende retomar as negociações com o governo estadual.No entanto, os sindicatos dos delegados, dos escrivães e dos investigadores pretendem continuar com a greve. Essas entidades classificam o episódio não como um racha no movimento, mas como uma dissidência da Adpesp.
O comando de greve é composto por 14 sindicatos e associações de classe. A Adpesp, com cerca de 4.000 associados, é uma das entidades mais influentes. As demais só pretendem encerrar a greve quando o governo apresentar uma proposta formal de aumento salarial e de melhoria das carreiras. O presidente do sindicato dos investigadores, João Rebouças, diz que a Adpesp é minoria dentro do movimento. “Juntos, os sindicatos representam mais de 25 mil pessoas.” Há cerca de 44 mil policiais civis no Estado.
Na semana passada, o governo apresentou informalmente aos policiais civis um pacote de propostas que incluía um aumento linear de 6,2%, aposentadoria especial após 30 anos de serviço e redução de seis para quatro classes de carreiras (que definem o patamar salarial), entre outros benefícios.
Oficialmente, porém, o Estado de São Paulo informa que não irá dialogar enquanto houver a paralisação. A Secretaria Estadual de Gestão Pública afirma que, uma vez comunicada oficialmente a suspensão da greve, retomará imediatamente o diálogo.
“A greve não pode ser eterna, chegamos ao ponto de negociar”, disse o presidente da Adpesp, Sérgio Marcos Roque.Segundo ele, representantes de todas as seccionais de polícia (órgãos que controlam as delegacias) vinculados à Adpesp votaram ontem a favor da suspensão temporária da greve. Roque afirmou ter iniciado ontem mesmo os preparativos para uma reunião com representantes da Gestão Pública.
Nessa reunião, ele pretende apresentar ao governo uma nova contraproposta, em resposta ao pacote oficioso apresentado na semana passada.
Os principais pontos são um aumento linear de 15%, aposentadoria especial e a eliminação da quinta e da quarta classe de delegados (os menores salários pagos da categoria). Além disso, toda vez que um policial for promovido de classe, ganharia um aumento de 20%.
Com essas melhorias, um delegado em início de carreira que hoje ganha R$ 3.708,18, passaria a receber um salário de aproximadamente R$ 6.300, segundo a Adpesp.
A previsão de Roque é que a suspensão da greve aconteça às 8h de amanhã, quando os policiais civis voltariam a atender normalmente a todas as ocorrências. Hoje, apenas os casos considerados mais graves, como assassinatos e seqüestros, estão sendo registrados. Ele acredita que a “trégua” com o governo acontecerá independentemente dos sindicatos.
Já o presidente do sindicato dos escrivães, Valter Honorato, considerou a atitude da Adpesp “uma traição” e anunciou, para a próxima sexta-feira, um protesto na av. Paulista.
Créditos: LUIS KAWAGUTI da Folha de S.Paulo

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