A foto é da segunda edição ( 1981 ) – É o tipo de livro que quem lê sente uma estranheza, o chão começa a ruir. Não é um livro de apologia ao ROCK, mas sim, de denúncia. Trata desde a pilhagem sofrida pela música negra ( blues, r&b ) na “criação” deste estilo, até chegar aos “revolucionários” anos 60. Um trabalho incrível de pequisa buscou desde a criação dos selos independentes e o mercado de compactos, as paradas de hits, a parada exclusiva de música negra, as alterações estéticas e as mudanças nos sons. Em paralelo, o racismo que forçava os artistas negros a “adocicar” seu som para torná-lo aceitável ao público branco. O livro vai descrevendo as tensões e contradições entre os diversos personagens envolvidos nas lutas pelos direitos civis – violência ou não-violência – , incluindo os estudantes universitários e a apropriação pelo “sistema” , do chamado “jovem”, delineando aquilo que passaria a ser seu modo de “comportamento”. Observando que tudo isso ocorria na sociedade americana. Ressalte-se que o país vivia uma crise social que – pelo menos em termos de “trabalho e emprego” – vitimava, observam os autores, a população negra.
Uma das propostas dos autores é ousada: a geração Woodstock serviu para abortar uma verdadeira revolução socialista nos EUA. Imperdível!



TRIVELA
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Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
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