ENCALHE

fevereiro 14, 2008

Em depoimento, Roberto Jefferson acusa Ministério Público de "falar de quem quiser e destruir reputações"

Palavras do Mensalão
Roberto Jefferson afirma ter recebido R$ 4 milhões do PT
O presidente do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson recusou o benefício de delação premiada durante depoimento prestado na terça-feira (12/2). Jefferson é réu no processo do Mensalão e foi interrogado pelo juiz Marcelo Granado da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.
Em seu depoimento, o deputado cassado afirmou ter recebido R$ 4 milhões do PT para seu partido. Jefferson disse que, como réu, só poderia falar sobre sua própria atuação. “Reitero, confirmo, ratifico todas as informações que dei no passado. Mas entendo que o momento era outro, era político. Agora nós temos a tribunalização dessas questões e a minha presença aqui não é como testemunha política, é de acusado. Como acusado, falarei sobre os fatos a mim imputados.”
Respondendo à pergunta do juiz sobre se José Dirceu chefiava o esquema do Mensalão, Jefferson disse que ele “era o ministro político do governo Lula e que todos os acordos políticos entre o PT e o PTB passavam por ele”.
Ele explicou que o acordo envolvendo o repasse de R$ 4 milhões era para as candidaturas de vereadores e prefeitos do PTB, em troca do apoio petebista aos petistas em algumas capitais. “O PT alardeava um caixa de R$ 120 milhões. Nós ajustamos o apoio do PT nessas capitais e a contrapartida de financiamento do PTB em outros estados: R$ 20 milhões. A primeira parcela foi cumprida, mas aí deu problema, porque não havia recibo. Os R$ 4 milhões iniciais foram cumpridos, os demais R$ 16 milhões, não.”
Jefferson afirmou ainda que, em campanhas partidárias, “é assim que funciona, infelizmente. Dinheiro de eleição nunca é totalmente declarado. Das eleições que eu participei, quero dar o meu testemunho pessoal, 20% do real são declarados e 80% não se consegue declarar”.
O deputado cassado atacou, por várias vezes durante o depoimento, o Ministério Público. “O Ministério Público aderiu a essa atitude policial mais barata, que não tem responsabilidade pela denúncia que faz. Fala de todo mundo que quer falar, vaza antes a notícia, destrói reputações. E os heróis são os meninos do Ministério Público. É triste o país em que seus heróis têm que ser os denunciadores da ação penal e os chefes de delegacia”.
A Justiça Federal tem interrogatórios marcados até o final deste mês para ouvir denunciados no processo do Mensalão. O ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) será interrogado nesta quarta-feira (13/2). Na quinta-feira (14/2), está previsto o depoimento de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil.
Revista Consultor Jurídico
13 de fevereiro de 2008

fevereiro 13, 2008

Jefferson depõe e assume tom surpreendentemente moderado

Testemunha-chave do escândalo do mensalão, que desencadeou com denúncias em junho de 2005, o presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, assumiu nesta terça-feira (12) tom surpreendentemente mais moderado em seu depoimento como réu no processo do Supremo Tribunal Federal (STF).
Confirmou genericamente a denúncia do esquema de compra de parlamentares pelo Executivo, mas recusou-se a acusar diretamente outros denunciados – evitou ser muito específico até contra quem sempre atacara, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – e rejeitou a oferta do juiz Marcelo Granado, da 7.ª Vara Criminal Federal, para denunciar outros envolvidos, em troca de benefícios. “Delação premiada é coisa para vagabundo”, sentenciou. À vontade, aproveitou para atacar o PT, o Ministério Público e a Polícia Federal.
“Não posso acusar o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva), seria irresponsável da minha parte”, disse a jornalistas, após o depoimento, e mudando o tom em relação à sua postura durante o escândalo, quando ameaçava levar o escândalo para o Palácio do Planalto.
Mais de uma vez, Jefferson disse que falaria apenas como acusado, “pelos fatos que lhe são imputados”, recusando-se a se pronunciar, especificamente, sobre outros réus. Foi o que aconteceu quando o magistrado lhe perguntou se confirmava acusações em relação a Dirceu, ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e ao empresário Marcos Valério de Souza, de operar o esquema de compra de parlamentares. Quando o magistrado insistiu com relação a Dirceu, o petebista admitiu, em tom genérico, que o petista tinha responsabilidade política – mas sem ser mais direto. “Excelência, o ministro José Dirceu era o ministro político do governo”, declarou. “Todos os acordos tinham a chancela dele.”
Jefferson confirmou ainda que Dirceu lhe pediu que indicasse alguém do PTB para ir a Portugal cuidar de “interesses do PTB e do PT”. Tratava-se de uma dívida de campanha de R$ 24 milhões. A reunião seria para discutir uma forma de a Portugal Telecom pagar o débito, que, em euros, chegaria 8 milhões, numa operação evidentemente ilegal. O ex-deputado também confirmou ter participado, na Casa Civil, de várias reuniões com Dirceu, e relatou ter conversado também com o então presidente do PT, José Genoino, o então secretário-geral Silvio Pereira e o tesoureiro Delúbio Soares.
Também advogado criminalista, o ex-deputado assumiu tom quase elogioso em relação ao presidente Lula, que, afirmou, chegou a ficar com lágrimas nos olhos quando o petebista lhe contou, pela primeira vez, em janeiro de 2005, que fora montado no Congresso o mensalão. Ele afirmou ter dito ao presidente: “O PT está participando de um troço que vai ser um escândalo, está alugando deputado.” Lula foi surpreendido, disse, mas não alguns de seus ministros, como Dirceu e outros, como o ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira, que denunciou o esquema em 2004, em entrevista ao “Jornal do Brasil”, depois desmentida. Ele disse ter falado do esquema a integrantes do ministério. Depois disso, afirmou, Lula tomou providências, gerando insatisfações.
Em março de 2005, relatou o petebista, ele voltou a pedir a Lula que agisse contra o mensalão, em conversa no Palácio do Planalto. Foram testemunhas, afirmou, os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG). “Nunca tinha visto transferência de dinheiro mensal. O cafezinho no fundo do plenário (da Câmara) era um escândalo, as conversas eram de quinta categoria”, recordou. Ninguém, porém, deixou o PTB atraído pelo mensalão porque ele ameaçou denunciar na tribuna da Câmara quem agisse dessa forma, declarou.
Um dos resultados das “providências” de Lula após a primeira denúncia, afirmou Jefferson, foi a eleição, para a presidência da Câmara, de Severino Cavalcanti (PP-PE), ocorrida logo depois. “(A intervenção do presidente) Agudizou a crise”, relatou o ex-deputado. Mas o motivo principal da vitória do deputado, expoente do baixo clero que acabou forçado à renúncia em meio a um escândalo envolvendo pagamento de propina, foi outro, segundo Jefferson. “O PT insistiu em lançar uma mala candidato a presidente”, afirmou, referindo-se ao então deputado Luís Eduardo Greenhalgh (PT-SP). “O presidente Lula o chamava de Mococa. Um deputado do PT de São Paulo, não lembro o nome dele, não falava com ninguém.”
Diante dos procuradores da República José Alfredo de Paula Silva e Fábio Seghese, Jefferson ironizou “os meninos do Ministério Público”, atribuindo acusações que recebeu a suposto rancor da instituição porque em 1990 foi relator da primeira proposta reforma da Previdência. “Gerei muitos ressentimentos no Ministério Público, nas Forças Armadas, na magistratura”, disse. “Isso (a proposição que fez, de uma previdência em parte privada) fez com que eu tivesse até ameaças de morte.”Jefferson também driblou a pergunta do juiz sobre se houve mensalão em uma votação da reforma tributária. “Em todas as propostas de reforma tributária, o PTB se coloca favoravelmente”, desviou. Quando o magistrado perguntou se o PTB recebera mensalão, reagiu. “Claro que não! Isso é coisa do Ministério Público. Intriga!” (AE)
Repórter Diário

janeiro 25, 2008

Dirceu: "esquema é ficção"

Jornal do Commercio do Rio
25/1/2008
Da Redação, com agências
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, deputado cassado pela Câmara dos Deputados em 2005, negou nesta quinta-feira todas as acusações sobre seu envolvimento no caso do mensalão. Em depoimento à Justiça, como parte do processo pelo qual é acusado por corrupção ativa e formação de quadrilha, Dirceu voltou a definir o esquema do mensalão como uma “tese de ficção”, da qual não participou e não teve conhecimento da existência.
“O ministro Dirceu rebateu pontualmente todas a acusações contidas na denúncia. É importante porque foi a primeira vez que ele falou ao Judiciário, e, portanto, teve alguém que vai apreciar o assunto de maneira técnica”, disse o advogado José Luis Oliveira Lima, que defende o ex-ministro. Dirceu deixou o edifício da 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal, na Capital, sem falar com a imprensa. Cercado por jornalistas durante todo o trajeto entre a entrada do prédio e a porta de seu carro, Dirceu limitou-se a dizer: “Meu advogado vai falar.”
“Dirceu negou qualquer participação nos supostos fatos imputados na denúncia pelo procurador-geral e negou ter conhecimento da existência do esquema”, reiterou Oliveira Lima. O advogado de Dirceu disse que seu cliente não tinha conhecimento dos supostos empréstimos feitos pelo empresário Marcos Valério ao PT.
Nos encontros do ex-ministro com os bancos BMG e Rural, Dirceu ressaltou ter discutido outras questões que não o suposto empréstimo ao PT e a vantagem concedida às instituições, como a primazia em oferecer empréstimos consignados.
Oliveira Lima citou que o único incidente ocorrido durante as duas horas de depoimento do ex-ministro foi a descoberta de que os advogados do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) estavam gravando toda a oitiva de Dirceu, sem autorização. Ao saber do fato, a juíza determinou que o depoimento fosse desgravado. “Esse foi o único incidente que houve na audiência, mas que não atingiu nem o cliente nem a defesa”, esclareceu. De acordo com Oliveira Lima, os advogados de Jefferson podem ter acesso ao depoimento de Dirceu, porém, havia receio, por parte da juíza, de que a gravação fosse concedida a algum meio de comunicação. Dirceu negou também ter tido qualquer tipo de conversa envolvendo questões financeiras com o ex-deputado (Jefferson) ou com o partido que ele representa, o PTB. Segundo o ex-ministro, assim que deixou a presidência do PT e assumiu a Casa Civil, sua agenda e seus compromissos fizeram com que sua relação com o partido ficasse distanciada. Dirceu desqualificou as acusações de Jefferson sobre a existência do mensalão, esquema que seria comandado pelo ex-ministro: “De uma maneira ou de outra, ele desqualifica, sim, quando nega, até porque as acusações do ex-deputado Roberto Jefferson, que foi cassado porque mentiu, é bom que se frise, no meu entender, são manifestamente hilariantes”, reiterou o advogado do ex-ministro.
O ex-deputado Roberto Jefferson será ouvido pela Justiça no dia 12 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Após a fase dos depoimentos, serão ouvidas as testemunhas de acusação do processo e, em seguida, as testemunhas de defesa.

outubro 17, 2007

Prefeito tucano de Cuiabá, que recebeu apoio de Roberto Jefferson à reeleição, é condenado por injúria conta petista.

Tribunal condena Santos a doar livros e arquiva ação
Gazeta de Cuiabá
17/10/07
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) arquivou ontem a representação criminal interposta pelo deputado Alexandre Cesar (PT) contra o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). O petista alegava ter sido alvo de injúria e difamação por parte do adversário tucano ainda na campanha municipal de 2004, quando ambos se enfrentaram no segundo turno da disputa pela Prefeitura, mas Wilson preferiu pagar uma multa em forma de doação de livros para evitar o processo.
A extinção da representação se seu após Wilson Santos acatar sugestão da procuradora regional eleitoral substituta Léa Batista, que sugeriu uma transação penal para
arquivar o caso sem análise de mérito. Em contrapartida, o prefeito terá que doar R$ 3 mil em livros ao Departamento de Comunicação Social da UFMT.
Como Wilson aceitou a sugestão de transação penal, o Ministério Público Eleitoral nem decidirá se oferece ou não denúncia contra Wilson. Se ele fosse processado e punido por calúnia e difamação,
poderia até ter os direitos políticos e o mandato cassados.
“Como, tanto tempo depois da eleição, vamos saber se determinado fato foi ou não preponderante para o resultado da eleição ou se teve o impacto que alega o autor da representação?”, questionou o juiz Renato Viana, que presidiu ontem a primeira e última audiência da representação interposta por Alexandre Cesar.
A representação arquivada, segundo o juiz, trata da campanha publicitária divulgada por Wilson Santos no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2004, quando acusou o então candidato Alexandre de ter se aproveitado do aposentado Cândido Ferreira da Cruz, que travou uma disputa judicial com Alexandre por uma residência que pertenceu ao pai do deputado.
A transação penal não é novidade no TRE-MT. Somente nos últimos dias, o Ministério Público Eleitoral já ofereceu aos deputados José Domingos e Gilmar Fabris (ambos do DEM) a possibilidade de arquivarem os processos em que são investigados por suposta boca-de-urna na campanha do ano passado. Ambos recusaram a proposta alegando que não cometeram nenhum crime. Com isso, o MPE continua investigando os episódios.
LEIA MAIS:
Jefferson defende apoio a Santos
Gazeta de Cuiabá
15/09/07
O presidente nacional do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ), sugeriu ontem, em Cuiabá, que o seu partido apóie a reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). A legenda não tem um nome de peso para 2008 até o momento e deve priorizar alianças em favor dos candidatos a vereador.
Roberto Jefferson, que foi o pivô do escândalo do mensalão ao denunciar o pagamento de propina para que deputados aderissem à base de apoio ao presidente Lula, ressaltou que a sugestão não se trata de uma determinação ao PTB de Cuiabá. O comando da sigla na Capital garante que ainda alimenta o sonho de ter um representante na disputa pela Prefeitura.
“Ele (Wilson Santos) é íntegro e faz um bom mandato. Preferencialmente, sugeriria uma aliança com o prefeito, mas a nossa decisão é de liberar o partido”, afirmou Jefferson, que teve o mandato cassado porque não apresentou provas do mensalão.
O PTB ocupa atualmente dois cargos no primeiro escalão da administração Wilson Santos. Ex-presidente da sigla em Cuiabá, João Vieira, é secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico desde janeiro de 2005. O vereador licenciado Júlio Pinheiro é presidente da Agência de Habitação do município.
A declaração de Roberto Jefferson, que fez uma visita de cortesia ao prefeito Wilson, foi bem recebida pelos diretórios estadual e municipal do PTB. “Primeiramente, vamos trabalhar para se tentar chegar a uma candidatura própria, mas estamos abertos a discussões com todos os partidos”, ponderou o ex-deputado e ex-vice-governador Oswaldo Sobrinho, presidente do partido em Mato Grosso. O deputado Chico Galindo seguiu a mesma linha de discurso.
Agenda – Roberto Jefferson, que é presidente nacional do PTB e advogado, veio a Mato Grosso participar do encontro estadual do partido neste sexta-feira. Ele foi a grande estrela do evento e chamou a atenção da mídia e de simpatizantes desde que chegou na tarde de quinta. Além de inúmeras entrevistas, recebeu diversas manifestações de apoio.
Essa é a segunda vez que o chamado homem-bomba vem a Mato Grosso depois do escândalo do mensalão, estourado em 2005. Na primeira, atuou como advogado no julgamento de uma filha de um ex-vereador.
Ex-deputado admite falhas com Ricarte
Roberto Jefferson também admitiu que errou ao entregar a presidência do PTB em Mato Grosso ao ex-deputado federal Ricarte de Freitas, que não se reelegeu no ano passado após denúncia de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.
Jefferson considerou uma desastre a gestão do ex-deputado a frente do PTB, que deixou o cargo somente no início do ano, após ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de ter recebido propina da máfia dos sanguessugas para apresentar emenda parlamentar para compra de ambulâncias com preço superfaturado. “Ele foi um desastre. Ele só pensava na reeleição e não tinha identidade com o PTB”, afirmou.
Sobre o deputado Pedro Henry (PP), que foi envolvido por Roberto Jefferson no caso do mensalão sob argumento de que teria tentado cooptar petebistas, o homem-bomba alegou que Henry até apresentava malas de dinheiro na Câmara dos Deputados para demonstrar poder. Ambos foram denunciados pela Procuradoria-geral da República por envolvimento com o esquema. As denúncias foram acatadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Admitindo a possibilidade de retornar às disputas eleitorais a partir de 2014, já que está com os direitos políticos cassados, Roberto Jefferson disse ainda que só denunciou o escândalo porque pisaram no seu calo.
Prefeito ganha apoio e elogia Jefferson
O presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, fez ontem uma visita ao prefeito Wilson Santos, no 7º andar do Palácio Alencastro, acompanhado da direção estadual e municipal do partido. O líder nacional do PTB, pivô da crise do mensalão que o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva teve que enfrentar nos últimos anos, fez questão de destacar a aliança do partido trabalhista com o prefeito cuiabano e fez votos de renovação para as eleições de 2008.
“O PTB é quem decidirá, mas a renovação de aliança com o prefeito Wilson Santos tem o meu apoio”, destacou. Segundo ele, o PTB de Mato Grosso está com o chefe do
executivo cuiabano desde o começo da atual gestão. “É uma parceria que está dando certo e tem o meu apoio”, reforçou. O partido ocupa a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, com João Vieira, e a Agência de Habitação, com o vereador Júlio Pinheiro.
As lideranças trabalhistas também conversaram com o prefeito Santos sobre a conjuntura nacional e estadual. “O Brasil deve ao senhor esse gesto de coragem”, enfatizou Santos, dirigindo-se a Roberto Jefferson, responsável, por exemplo, pela queda do então poderoso ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Santos que foi colega de Roberto Jefferson na Câmara Federal por seis anos. Além de Jefferson, fizeram parte da comitiva o presidente regional do PTB, Osvaldo Sobrinho, o deputado estadual e presidente municipal do partido em Cuiabá, Chico Galindo, o vereador Clovito Hungueney, o secretário de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo de Cuiabá, João Vieira.

outubro 15, 2007

Ecos de um passado distante, acabado e terminado…para quê lembrar disso tudo?

Bateu uma nostalgia…
Lembrei daquele maremoto de denúncias que inundaram o Brasil, mais fortemente a partir da entrevista em que o Roberto Jefferson criou o termo “mensalão”, e o Brasil ficou sabendo que o PT recebia para votar com o governo do PT. Havia, claro, os intransigentes: à época se comentou que PFL e PSDB foram mais fiéis às propostas do governo – votando a favor brutalmente – do que o próprio PT. E, veja só o que é interesse público: o PFL e o PSDB votaram de acordo com o interesse dum governo ao qual se opõem, e sem receber nada por isso. Já o PT…esse se contentou em receber mensalão sem oferecer, no entanto, a contrapartida. Ingratos.
Vou resumir:
De repente, nomes, apelido, termos e títulos, que se tornaram tão populares – graças, inclusive, ao auxílio luxuoso do que veio a ser intitulado “imprensalão”.
Nomes e expressões como Vedoin, Sanguessugas, Ambulâncias, Barjas Negri, Furnas ( lembram desse, o Roberto Jefferson podia dizer por aí que viu disco voador, e o pessoal acreditava e publicava na capa, mas quando falou que os valores que constavam na lista em seu nome foram recebidos mesmo por ele – o que significaria que os outros nomes da lista também receberam – isso significou um silêncio eterno, só faltou mandarem interná-lo ), Toshiba, Dimas Toledo, Mourão, onde estão vocês? E o Abel Pereira? Parece até que levou as investigações com ele para o caixão.
Culpa do Renan Calheiros, que decidiu monopolizar as atenções do imprensalão…
Exibido!!

agosto 31, 2007

Brasil – Meios de comunicação, democracia e corrupção

Dom Luiz C. Eccel *
Adital
30.08.07
Alô, senhor Jefferson!
No primeiro semestre de 2005 houve um grande alarde de corrupção no governo. A imprensa é testemunha disso. Prato cheio… e sempre para poucos. O protagonista foi o então deputado federal do PTB, senhor Roberto Jefferson, do Rio de Janeiro. O mesmo teve seus momentos de honra e glória. Seu comportamento foi de alguém que parecia profundamente arrependido de ter entrado no mundo da política para se servir dela até não poder mais. Cheguei a pensar que ele tinha “doença ruim”, como diz nosso povo, e que logo iria apresentar-se diante do tribunal divino. Assumiu diante das câmeras que participou da “missão secreta” e denunciava o tal mensalão e sua quadrilha.
Certamente, ele se achava uma das poucas pessoas bem informadas e inteligentes do mundo e por isso conhecia todos os meandros da trama diabólica.
Senhor Jefferson, não subestime tanto o povo que é sofrido, sim, porque trabalha duro para ganhar uma miséria, mas que sabe perfeitamente que sempre houve muito desvio de verba pública em todas as esferas da República. Sabe que sempre houve e haverá gente que compra e vende votos. Gente graúda e pequena. O senhor esqueceu-se de dizer o quanto cada parlamentar ganhou para alterar a Constituição e votar a favor da reeleição. Ou o senhor pensa que não sabemos o quanto o governo anterior gastou nisso? E hoje, 29 de agosto de 2007, o mesmo disse estar satisfeito com a atuação do STF. É uma atitude, no mínimo, incoerente.
E a princesa encantada e ao mesmo tempo deslumbrada da grande mídia se esbaldou e continua se esbaldando com os escândalos. Age como se fosse incólume e grande prestadora de serviço ao povo, trazendo a público todo este escândalo. A grande mídia também subestima o povo, levando-o a crer que toda esta imoralidade só existe a partir deste governo. O povo brasileiro sabe que, desde que aqui aportou o senhor Cabral, os grandes roubos iniciaram-se neste país, levando para fora dele as riquezas naturais e, pior, matando aqueles que sempre foram os legítimos donos desta terra, os Indígenas.
Hoje, dia 29 de agosto, o Supremo Tribunal Federal encerrou cinco dias de trabalho, enquadrando 40 pessoas para responderem a processos, acusados de diversos delitos em torno do mensalão. O senhor Jefferson, um dos acusados, e auto-acusado, se manifestou dizendo que só faltou enquadrar o chefe maior, o presidente da república e falou também em iniciar movimento pelo impeachment do Lula. O povo sabe que se fosse fazer uma varredura completa no Congresso Nacional, 40 seria, talvez, o número dos que sairiam ilesos.
Senhor Jefferson, é verdade que falta muitíssimo para chegarmos a realizar o sonho de todos os brasileiros viverem com dignidade, mas houve avanços. E não estou nem defendendo e nem condenando o governo. Não é meu papel. Sabemos que quem decide neste país e em tantos outros é o poder econômico nacional e internacional. Mas acabo de crer que o senhor é realmente um “cabra mandado”. O senhor sabe que nunca os banqueiros tiveram tanto lucro, que a elite continua poderosa e “blindada”, que o capital estrangeiro continua mandando, que o poder econômico continua tendo a hegemonia, que o agronegócio vai de vento em popa, que a reforma agrária continua no papel, que a desigualdade social deste país está entre as maiores do mundo, mas que, apesar disso, os políticos do Brasil são os mais bem remunerados do mundo, que a grande mídia continua cada vez mais dominadora e nas mãos de poucos, e se passando por dona da verdade, distorcendo os fatos. Portanto, está claro que o senhor está a serviço desta minoria privilegiada que sempre mandou neste país e quer continuar a mandar sozinha. O senhor não foi protagonista de uma boa ação, somente cumpriu um dever de casa mandado por um professor relapso. Fico pensando que ganhou uma boa nota: “10 com estrelinha”. Está na hora de parar com encenações. Creio que o senhor não aceitou contratações das TVs para ser ator, porque ganharia uma “nota” menor.
Senhor Jefferson, acaso o senhor conhece o livro intitulado “Confissões de um Sabotador Econômico” **, do autor americano John Perkins? Ali o autor fala em sabotadores e chacais. Em qual destas nomenclaturas o senhor encaixa?
Quem não quiser ler o livro, leia ao menos a entrevista do Perkins à Revista Caros Amigos, de março de 2006. Assim poderá compreender melhor o que está acontecendo no Brasil e em outros países pobres.
Senhor Jefferson, se quer realmente ajudar à nação e, sobretudo, ao povo desta nação; se quer realmente se redimir dos seus pecados, deveria deflagrar na grande mídia que o leilão da Vale do Rio Doce foi o maior roubo, o maior crime contra o patrimônio público que já se cometeu neste país. O senhor sabe disso. Claro que sabe e por que não denuncia, como fez o atual governador do Paraná, reeleito, senhor Roberto Requião? Ele deu uma entrevista para a Revista Caros Amigos, de julho de 2005, quando um dos entrevistadores, Palmério Dória, perguntou-lhe: “Em escala de roubo, onde se roubou mais, no governo Fernando Henrique ou no governo Lula?”Ele respondeu: “A gente não precisa nem de um roubômetro para avaliar isso. O Fernando Henrique com a privataria roubou 10.000 vezes mais do que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula”.
Vai à mídia, senhor Jefferson. Seja o defensor do povo espoliado. Ajude a trazer de volta a Vale que é nossa e que entregaram a um grupo a preço de banana sem nos perguntar nada, porque esta é a nossa democracia. Há mais de 100 processos, apontando sérias irregularidades do processo de venda da Vale, parados na Justiça, exigindo a anulação deste ato criminoso. O valor da riqueza mineral que foi passada para a Vale do Rio Doce é incalculável. Perto do famigerado mensalão é fichinha. Mas os processos estão emperrados nos fóruns deste país. Se o senhor tem tanta sede de ver este Brasil passado a limpo, tome o horário nobre na mídia e peça ao povo que se una na luta e vá votar no plebiscito popular (tem que ser popular porque o senhor é também um dos responsáveis por não regulamentar o artigo 14 da Constituição Federal, impedindo a democracia participativa), pedindo a anulação deste ato vergonhoso que atenta contra a soberania do nosso país e à dignidade do povo brasileiro, que construiu o patrimônio da Vale. Faça isto, senhor Jefferson, e eu começarei a acreditar que o senhor tem boas intenções.
Enquanto isto, fico com o estadista e general francês, Charles de Gaulle, que disse: “Como um político nunca acredita no que diz, surpreende-se quando outros acreditam nele”.
Claro que toda regra tem exceção e, portanto, esta exceção também tem regra.
* Bispo Diocesano de Caçador-SC
** O Blog leu e recomenda

março 19, 2007

A LISTA DE FURNAS É REAL !!! ATENÇÃO: A LISTA DE FURNAS É REAL !!! ATENÇÃO: A LISTA DE FURNAS É REAL… É VERDADEIRA !!!

Acho que é assim que vai ter que ser.
A Carta Capital desta semana traz belíssima reportagem de capa tentando captar um pouco das mudanças sociais que vêm ocorrendo, lentamente, no Nordeste Brasileiro. Servirá, justamente, para aquele tipo de paulistano que sabe que não é à base de Bolsa-Família que isso vem ocorrendo. Não sei se já escrevi aqui, mas tenho um recorte de uns 2 anos, que tirei do Valor Econômico em que uma senhora, representante dessas consultorias aí, escreveu a respeito do – à ocasião – espantoso crescimento do Nordeste, que teria como principais causas: o aumento do salário-mínimo, a diminuição da base de incidência do Imposto de Renda e o incremento do turismo. Não sei explicar detalhadamente, mas eram essas as razões apontadas pela senhora e, até onde me lembro, não houve referência ao Bolsa-Família. Na verdade, não lembro nem ao menos de ter ouvido alguém comentar esse artigo, que fugia um pouco do habitual tratamento preconceituoso, que reapareceu forte e frondoso em época eleitoral. Um dia eu acho esse artigo e copio aqui prá gente.
Bom. Então. Além dessa reportagem sobre o Nordeste, a Carta Capital traz, mais uma vez, a peça de ficção que sempre esteve destinada a ser provada como autêntica.
Nessa lista, como se sabe, estaria revelada o tipo de quirela que alimentou tucanos ( mas não só ) em suas disputas eleitorais, forrando seus ninhos com grana proveniente de estatais, como a Furnas Centrais Elétricas de MG. A origem do Valerioduto parece estar bem aí, vitaminando a já famigerada campanha de reeleição do Senador Eduardo Azeredo ao governo mineiro em 1998.
O senhor Roberto Jefferson, herói instantâneo da campanha inicial que se fez contra o governo Lula (acusado de corrupto durante praticamente 80% do ano de 2005 e quase 2006 inteiro, até a eleição ) aparece na lista e confirmou ter recebido o valor indicado ( acho que 70 ou 75 mil reais ) o que indica que os outros membros do seleto rol de beneficiários também podem ter recebido. Afinal de contas, àquela época, se por acaso Jefferson dissesse em cadeia nacional que viu um disco voador em pleno meio-dia em Copacabana, haveria quem lhe atestasse bons antecedentes e lhe depositasse confiança irrestrita. Nomes como o de Geraldo Alckmin e Zulaiê Cobra, entre outros cruzados da moral.
Eu não li a Veja esta semana. Saiu algo a respeito ?

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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