ENCALHE

junho 5, 2008

Fim da Censura: Justiça Federal extingue ação contra Requião

Justiça Federal extingue ação e derruba censura prévia imposta ao governador
AEN/ PR, 04/06/2008
A Justiça Federal de Curitiba extinguiu a ação judicial que impunha censura prévia ao governador Roberto Requião na programação da Rádio e TV Paraná Educativa. A sentença da juíza federal Tani Maria Wurster, proferida na última sexta-feira (30), foi publicada nesta quarta-feira (4).
Atendendo petição da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Tani considerou a Justiça Federal incompetente para analisar a ação e julgou “extinto, sem resolução do mérito”, o pedido de censura prévia a Requião feito pelo Ministério Público Federal. O governador foi informado da decisão nesta quarta-feira pelo procurador-geral do Estado, Carlos Frederico Marés.
“Reconheço a incompetência para apreciar o feito neste Juízo Federal, e determino a remessa dos autos à Justiça Estadual”, escreve a juíza em sua decisão. Na prática, a decisão derruba a censura prévia imposta ao governador pelo desembargador Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, pois extingue o processo e torna sem efeito todas as decisões proferidas até hoje.
“Apresentamos petição à Justiça Federal alertando que não lhe cabia competência para julgar a ação. A juíza ouviu a Anatel e a União, intimadas como réus pelo Ministério Público Federal, para decidir que eles deveriam ser excluídos do processo. Como então só restam o governador e a Paraná Educativa e seu presidente como réus, trata-se de um processo que cabe à Justiça Estadual. Foi o que decidiu a juíza Tani Maria Wurster”, explica Marés.
“Somente em razão da conexão da ação proposta contra Roberto Requião, Marcos Antonio Batista e a Rádio e Televisão Educativa do Paraná com a ação proposta em face da União Federal e da Anatel é que justifica-se o processamento do feito na Justiça Federal (art. 109, I da CF). Assim, com a extinção dos pedidos, desfaz-se a conexão entre os feitos, de modo que os demais pedidos devem ser objeto de processo e julgamento pelo Juízo Estadual”, argumenta Tani Wurster.
ENTENDA O CASO — A sentença de Lippmann que instituiu a censura prévia no Paraná foi proferida em janeiro. A decisão proibia o governador de manifestar críticas ou opiniões durante a programação da Paraná Educativa — inclusive a transmissão ao vivo da Escola de Governo, às terças-feiras. Caso desrespeitasse a sentença, Requião poderia ser multado em até 200 mil reais.
A censura ao governador mereceu manifestações de repúdio do senador Pedro Simon (PMDB/RS), do presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo, do militante pelos direitos humanos Frei Betto, do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, do arcebispo de São José dos Pinhais, Dom Ladislau Biernaski, do bispo Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra, dos jornalistas Fernando Morais, Gilberto Maringoni e Mauro Santayana, e de entidades como organização francesa Repórteres Sem Fronteiras.

maio 28, 2008

Governador Requião diz em Bonn ( Alemanha ) que agricultura familiar é antídoto à falta de alimentos

AEN/ SP
27/05/2008
O governador Roberto Requião apontou a “monopolização da produção de sementes e insumos agrícolas” como responsável pela “anunciada nova crise mundial de alimentos” em pronunciamento nesta terça-feira (27) em solenidade realizada na Nona Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 9), em Bonn, Alemanha.
“Existe uma incompatibilidade de origem entre um mundo sem fome e um sistema de monopolização do mercado internacional de alimentos e de cartelização da produção de sementes e insumos agrícolas. Os interesses dos povos e dos cartéis são excludentes, inconciliáveis”, afirmou, pouco antes de assinar acordo com o secretário-executivo da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), Ahmed Djoghlaf.
“Não creio que já possamos responsabilizar os biocombustíveis pela escassez — real ou especulativa — dos alimentos”, argumentou o governador, antes de chamar a atenção para o que considera a real causa do problema. “Contam-se nos dedos de uma só mão as traders globais que açambarcam o mercado de alimentos no planeta. E são tantas, ou menos ainda, as que dominam a produção de sementes, notadamente as geneticamente modificadas, e o mercado de defensivos agrícolas”, lembrou.
“Décadas atrás, ouvimos sobre a “revolução verde”, que varreria a fome da face da Terra. Depois, falaram-nos das sementes transgênicas, dos novos defensivos, como solução para a falta de alimentos. Mas a verdade é que vivemos hoje situação pior que há quatro décadas”, expôs o governador.
“Mais que isso, não vemos nas traders de alimentos e sementes um compromisso real com o meio ambiente. Símbolo notável são as sementes geneticamente modificadas, que submetem os agricultores à dependência de suas patentes e contaminam a natureza, sem qualquer precaução, sem a certeza de que o solo, a fauna, a flora e o homem não correm riscos”, disse Requião.
AGRICULTURA FAMILIAR — A escassez de alimentos, argumentou o governador, pode ser resolvida se governantes dedicarem mais atenção aos pequenos agricultores. “É o que estamos fazendo, com sucesso. Pela primeira vez em décadas, o Paraná conteve o êxodo rural. Em vez de perdermos propriedades, estamos vendo aumentar o número delas”, afirmou.
“Por isso, aproveitamos este fórum para anunciar a nossa disposição em transferir para outros países a experiência de apoio à pequena agricultura, assim como a experiência de conciliação da produção agrícola com a preservação do meio ambiente”, acrescentou o governador.
MARINA SILVA — Requião abriu seu discurso na COP 9 homenageando a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. “Venho a esta Conferência ainda entristecido com a saída da companheira Marina. Acredito que este também seja o sentimento de todos aqueles que lutam, resistem e persistem em defesa da vida em nosso Planeta”, falou. “Do novo ministro Carlos Minc, o Brasil e o planeta esperam a mesma firmeza e a mesma inflexibilidade de Marina Silva. Afinal, o que está em jogo é a própria vida”, acrescentou.

maio 20, 2008

Sanepar vai gerar energia a partir do esgoto e lixo

AEN/ PR
19/05/2008
A geração de energia, a partir do aproveitamento de esgoto e lixo, como forma de se reduzir custos do saneamento e não poluir o meio ambiente foi um dos principais temas do seminário Reenergia, aberto nesta segunda-feira (19), em Foz do Iguaçu, num evento paralelo ao Fórum Global de Energias Renováveis.
Nesta terça-feira (20), a Sanepar inaugura a Unidade Piloto de Energia Renovável, que funcionará na Estação de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, em Foz. A partir da iniciativa, a empresa poderá estender o projeto a todas as demais estações de tratamento e a aterros sanitários como o de Cianorte, conforme adiantou o presidente da Sanepar, Stênio Sales Jacob, que também preside a Aesbe – Associação das Empresas de Saneamento Básico dos Estados.
Os diretores da Sanepar, Meio Ambiente e Ação Social, Maria Arlete Rosa e Comercial, Natálio Stica, também participam do seminário. A diretora disse que, com os resultados da Unidade Piloto de Foz, a Sanepar poderá auxiliar outras empresas. “Com o conhecimento que vamos obter nessa experiência, poderemos expandir a tecnologia para outras companhias de saneamento do País”, confirmou Maria Arlete.
O Reenergia, realizado dentro do Parque Tecnológico de Itaipu, sob a coordenação do Instituto de Engenharia do Paraná, com apoio da Aesbe, reúne engenheiros, representantes de companhias de saneamento, ambientalistas e estudantes universitários, que debatem, até quarta-feira (21), formas de energia alternativa e não poluente.
ENERGIA – “O alto custo da energia na operação dos sistemas de saneamento básico, em que o item aparece como principal insumo, bem como a necessidade de se estimular práticas não agressivas ao meio ambiente levaram a Sanepar a integrar a Plataforma Itaipu de Energias Renováveis”, explicou Stênio. Ele lembrou que a companhia desenvolveu a frota movida por gás metano em Londrina e o abastecimento com gás de parte da cidade de Piraí do Sul. Segundo o presidente, questões econômicas levaram a Sanepar a interromper as experiências, “que agora são inadiáveis não apenas pela questão econômica, mas principalmente porque o planeta assim exige”.
Na sua exposição, o engenheiro Péricles Weber, que coordena o projeto, lembrou que das 211 estações de tratamento da Sanepar, 199 utilizam o sistema de gestão anaeróbia gerando gás metano. As unidades tratam 40 milhões de metros cúbicos de esgoto por ano, processando 250 toneladas de matéria orgânica, que deixam de ser lançadas aos rios. O volume gera 11 milhões de metros cúbicos de gás metano ao ano, que atualmente é apenas queimado para não contaminar o ambiente. “Se tudo isso for convertido em energia elétrica vai gerar 10 gigawatts de energia, um terço do que a Sanepar gasta com a energia na coleta e tratamento de todo o esgoto”, acrescentou Péricles.
Ele lembra ainda que, a potencialidade do uso de aterros sanitários para a mesma finalidade é ainda maior. O engenheiro explicou também que a Unidade Piloto de Energia Renovável utiliza os sistemas de geração através de biomassa (gás metano) e fotovoltaica, a partir da luz solar. A energia gerada será utilizada na operação da ETE, que recebe esgoto de 17 mil habitantes, e o excedente poderá ser comercializado com a Copel.

abril 24, 2008

Soja não-transgênica do Paraná interessa a franceses.

França interessada na soja natural do Paraná
O Estado do PR/ Jornal dos Prefeitos
24/04/08
Um grupo de franceses, originários da região de Rhônes-Alpes, está visitando o Paraná para conhecer a cadeia produtiva de soja do Estado, do plantio à colheita, ao armazenamento e ao transporte até o Porto de Paranaguá.
Na manhã de ontem, em Curitiba, eles tiveram um encontro com o secretário de Estado da Agricultura, Valter Bianchini, onde puderam esclarecer dúvidas e falar sobre o motivo da visita.
“Rhônes-Alpes tem uma política forte contra transgênicos. É uma região de criação e que necessita bastante de soja. Estamos aqui ( no Paraná ), para avaliar em que medida a política paranaense de produção é segura e a que preço o Estado pode nos fornecer a torta e o farelo de soja, sendo que na França a torta convencional custa até 30% mais do que a transgênica. Com base nas respostas que obtivermos, nossa visita pode resultar em novas relações comerciais”, declarou o conselheiro regional de Rhônes-Alpes e líder do Partido Verde, Gerard Leras.
Por sua vez, o secretário Bianchini revelou que a visita dos franceses está sendo encarada como uma forma de reconhecimento e valorização à produção agroecologicamente correta que vem sendo desenvolvida pelo Paraná. “O interesse do grupo da França é um incentivo à produção que desenvolvemos. O Brasil tem uma lei de biossegurança bastante rígida e, no Paraná, há monitoramento para saber se a soja é transgênica ou não desde a origem até o Porto de Paranaguá, que tem um armazém específico para receber o produto convencional. Atualmente, a soja não transgênica tem um menor custo de produção e um melhor preço de comercialização”, afirmou.
Na tarde de ontem, o grupo de franceses realizou visitas técnicas aos laboratórios do Tecpar ( Instituto de Tecnologia do Paraná ) e da Claspar ( Empresa Paranaense de Classificação de Produtos ). Hoje, eles devem conhecer a cooperativa Castrolanda, no município de Castro, e a cooperativa Batavo. Amanhã, se deslocam até a cidade de Palmeira e realizam uma visita a um campo de produção. No sábado, terão a oportunidade de conhecer o Porto de Paranaguá.
Atualmente, o Brasil tem 20 milhões de hectares de plantio de soja, devendo produzir, este ano, 60 milhões de toneladas. No Paraná, segundo maior produtor, são 4 milhões de hectares. Este ano, a produção deve ser de cerca de 12 milhões, sendo aproximadamente 55% soja convencional.

abril 4, 2008

Site do Governo do Paraná é fonte de informações sobre transgênicos

AEN/ PR
01/04/2008
A busca de informações atualizadas sobre organismos geneticamente modificados está sendo atendida pelo site www.transgenicos.pr.gov.br, mantido pelo Governo do Paraná. “Além de veicular notícias, atualizadas permanentemente, o site tem um espaço para que os usuários formulem consultas sobre o tema transgênicos”, informa Álvaro Rychuv, coordenador do Grupo de Rotulagem dos Transgênicos.
Rychuv esclarece que na página principal do site existe o link FALE CONOSCO, que responde de imediato, as dúvidas e pedidos de usuários do Paraná e de grande parte do país. “O site recebe cerca de 170 acessos diários, com destaque para professores que solicitam material informativo para pesquisas escolares”, informa.
SEMINÁRIOS – O Grupo de Rotulagem dos Transgênicos iniciou a série de seminários “Os venenos em nossos pratos”, quando especialistas apresentam riscos e ameaças de alimentos para a segurança alimentar. Já foi realizado encontro na Universidade Estadual de Londrina, com mais de 300 inscritos, público formado por professores, estudantes e comunidade local.
O próximo seminário “Os venenos em nossos pratos” terá lugar no próximo dia 7 de maio, a partir das 8h30m, na Faculdade Estadual de Ponta Grossa. Também estão programados encontros em Maringá e Guarapuava.

abril 3, 2008

Salário mínimo de Requião, algumas polegadas maior que o de Serra ( celebrado pela Folha ) rende homenagens de trabalhadores a governador paranaense

Trabalhadores da Indústria vão defender mínimo do Paraná para todo o País
AEN/PR
01/04/2008
Em homenagem ao governador Roberto Requião nesta terça-feira (01), na Escola de Governo, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná ( Fetiep ), Luiz Gin, informou que os trabalhadores dos três estados do Sul vão utilizar o salário mínimo do Paraná como referência nas negociações salariais. “Estamos dispostos a levantar essa bandeira também entre os operários e trabalhadores de todo o País”, afirmou.
A Federação homenageou Requião na Escola de Governo pelo aumento do piso salarial regional, que em 1.º de maio passa a valer R$ 548.
“É o maior do Brasil. Com o piso regional, todos ganhamos — do mercadinho da esquina às grandes corporações. Ele é fruto de um ato de coragem política e de visão estratégica comprometida com um projeto de nação”, disse o presidente da Fetiep.
“As forças do atraso se opuseram ferozmente à conquista dos trabalhadores, mas quis Deus fortalecê-lo para enfrentar os conservadores e garantir essa importante vitória para os paranaenses”, observou.
O governador agradeceu. “A homenagem me comove. Nosso governo é tão agredido, não temos espaço de defesa. Obrigado. É bom ser reconhecido de vez em quando”.
Em seu discurso, Requião defendeu políticas que permitam o crescimento da produção industrial brasileira para atender à demanda gerada pelo aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E. Desta forma, evita-se o risco do aumento da inflação, acredita. A Fetiep comanda, em Matinhos, o Fórum Sindical Sul das entidades que representam trabalhadores dos setores têxtil, de couro, vestuário e calçados. O evento, que começa nesta quarta-feira (2), vai discutir questões como combate à informalidade da mão-de-obra e ao trabalho infantil e o salário-mínimo no Brasil.

Requião recebe na terça-feira homenagem de trabalhadores

30/03/2008
Operários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vão entregar na terça-feira (1) ao governador Roberto Requião, durante reunião da Escola de Governo, o título de “O Bom Companheiro dos Trabalhadores”, em reconhecimento à luta dele em defesa dos trabalhadores brasileiros.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná (Fetiep), Luiz Gin, a honraria a ser concedida ao governador paranaense justifica-se pela implantação, no Estado, do maior salário mínimo regional do país, cujo valor será de R$ 548,00 a partir de 1º de maio.Requião receberá o título dos participantes do Fórum Sindical Sul, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de abril, em Matinhos. O evento no Litoral reunirá dezenas de sindicatos dos setores têxtil, do vestuário, do couro e de calçado dos três estados do Sul. Eles vão debater a utilização do salário mínimo regional do Paraná como referência nas negociações entre patrões e empregados em todo o país.
“Os trabalhadores do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul vão fazer uma justa homenagem ao governador Roberto Requião pela visão estratégica que ele tem do País e pela defesa intransigente que vem fazendo dos trabalhadores brasileiros”, afirma Luiz Gin, presidente da Fetiep.
SERVIÇO:
Entrega do título “O Bom Companheiro dos Trabalhadores” ao governador Roberto Requião
Dia 01 de abril, terça-feira, às 8h30, na Escola de Governo (Museu Oscar Niemeyer).

março 26, 2008

Retomada aos privatistas e impedida por Serra de participar de leilão ( que não haverá ) da CESP, estatal paranaense Copel apresenta lucro recorde.

Lucro da Copel aumentou 63% e foi o maior da história da empresa
AEN/ PR
25/03/2008
O governador Roberto Requião abriu espaço durante a Escola de Governo desta terça-feira (25) para corrigir o que chamou de “um terrível engano” cometido por pessoas que interpretaram equivocadamente o balanço do ano de 2007 da Copel. “Vimos em muitos lugares a informação de que o lucro líquido da Copel encolheu 10% de 2006 para 2007, quando na verdade o resultado positivo cresceu 63,7% e se confirmou como o maior lucro e toda a história da empresa”, enfatizou Requião.
“Não atribuo a leitura equivocada dessas pessoas a dolo, mas elas parecem não ter entendido que o lucro registrado no balanço de 2006, de R$ 1,2 bilhão, ficou maior por conta da reversão de um dinheiro que estava provisionado como cautela para o caso improvável de perdermos a questão do gás da Usina de Araucária, afinal bem resolvida pela Copel, que evitou um desembolso de R$ 1,5 bilhão”.
Para explicar melhor os números da Copel apurados em 2007, Requião pediu ao presidente Rubens Ghilardi que apresentasse e comentasse os principais indicadores. Ao término, o governador elogiou o desempenho da empresa e lembrou que ao longo da sua gestão, iniciada em janeiro de 2003, a estatal já acumula um lucro líquido de R$ 3 bilhões 396 milhões.
“Esta é a melhor empresa de energia elétrica do Brasil, que vem tendo lucros expressivos e crescentes mas cobrando uma das menores tarifas do país e desempenhando um relevante papel de inclusão e promoção social”.
LUCRO REAL – Na exposição que fez na Escola de Governo, o presidente da Copel explicou que o lucro apresentado no balanço de 2006 foi “engordado” em R$ 546,8 milhões por conta da reversão de valores provisionados para duas pendências existentes na empresa.
“Em anos anteriores, foram guardados R$ 416,4 milhões para garantir o eventual pagamento do gás natural para a Usina de Araucária e R$ 130,4 milhões para a hipótese de perdermos uma ação na Justiça questionando a incidência da Cofins sobre operações com energia elétrica”, detalhou Ghilardi.
“Portanto, eram recursos originados em outros exercícios que, por cautela, foram mantidos numa conta separada dentro do balanço”.
Todavia, em razão do acordo com a Petrobras que encerrou a discussão e, ainda, diante da expectativa de um desfecho favorável na Justiça à ação contra o recolhimento da Cofins, as provisões foram revertidas ao balanço e impactaram para cima o lucro líquido de 2006.
“Essas reversões são casos pontuais e únicos, que não se repetem e, a rigor, precisariam ser desconsideradas para uma correta leitura do balanço daquele ano e uma comparação justa com o que aconteceu em 2007”, sustentou o presidente.
“Procedendo dessa forma, o lucro líquido real da Copel em 2006 teria sido de R$ 695,9 milhões”.
EFEITOS EM 2007 – Indo além, Ghilardi informou que, por isonomia, o lucro líquido de 2007 deveria ser aumentado em R$ 32,4 milhões por conta de outras duas reversões e de um novo provisionamento feitos no ano.
“As reversões, uma decorrente do encerramento do contrato com a Cien e outra da prescrição de parte dos recolhimentos de Cofins em discussão na Justiça, somaram R$ 80,1 milhões e incidiram positivamente no lucro líquido”, descreveu o presidente.
“Em contrapartida, foi feito novo provisionamento em virtude de surpreendente reviravolta na ação judicial da Cofins, que reduziu o lucro líquido de 2007 em R$ 112,5 milhões”.
Dessa forma, o presidente da Copel demonstrou que o lucro da empresa nos dois últimos anos, quando comparado em bases homogêneas, cresceu 63,7% de 2006 para 2007.
“A confrontação deve ser feita entre o lucro de 2006 sem os efeitos das reversões, ou seja, R$ 695,9 milhões, e o lucro de 2007 igualmente sem os efeitos das reversões e do provisionamento, isto é, R$ 1 bilhão 139 milhões”, sublinhou.
“A diferença entre os dois totais resulta num crescimento de 63,7% no lucro líquido e não em redução de 10%, como equivocadamente concluíram algumas versões.

março 25, 2008

Questão de polegadas: salário mínimo de Requião é alguns centímetros maior que o de Serra, tão celebrado pela Folha.

Hoje eu fui abrir meus emails no BOL. Abriu o portal e, logo de cara, fui fulminado por esta notícia, reproduzida do Folha Online:
25/03/2008 – 14h08
Serra anuncia mínimo de R$ 450 em São Paulo
O Palácio dos Bandeirantes confirmou agora a informação, antecipada pela colunista Mônica Bergamo, sobre o aumento do salário mínimo em São Paulo. Ele salta de R$ 410 para R$ 450. Outras duas faixas salarias ficaram estabelecidas, uma de R$ 475 e outra de R$ 505.
Mais uma vez, Serra estabeleceu um valor maior que o salário mínimo determinado pelo presidente Lula para todo o país. [ Nota do Blog: Olha só isso, que criancice: "O salário do Serra é maior que o do Lula, viu, bobão?" ]
O mínimo de Lula saltou de R$ 380 para R$ 415.
O novo mínimo paulista, que vale para a iniciativa privada, deve beneficiar cerca de 1 milhão de trabalhadores que recebem o piso no Estado.
A lei nº 12.640, assinada por José Serra em 11 de julho de 2006, determinou que os pisos estaduais não são pagos aos trabalhadores que tenham outros pisos definidos em lei federal, convenção ou acordo coletivo, aos servidores públicos estaduais e municipais, bem como aos contratos de aprendizagem, que continuam fixados com base no valor do mínimo nacional. O PL ( projeto de lei ) que determina o reajuste em 2008 será enviado hoje à Assembléia Legislativa.
(“
BOL – FolhaOnline – Cotidiano“)
Depois, fui até o Folha Online, confirmar, sabe como é, né? E tava meio diferente, menos triunfalista, menos eleitoreiro, menos golpista:
25/03/2008 – 14h08
Serra anuncia salário mínimo de R$ 450 em São Paulo
da
Folha Online
O Palácio dos Bandeirantes confirmou na tarde desta terça-feira a informação, antecipada pela colunista da Folha Mônica Bergamo, sobre o aumento do salário mínimo em São Paulo. Ele salta de R$ 410 para R$ 450. Outras duas faixas salarias ficaram estabelecidas, de acordo com a ocupação, uma de R$ 475 e outra de R$ 505 –antes, eram respectivamente de R$ 450 e R$ 490.
O mínimo regional é superior ao nacional que, neste mês, passou de R$ 380 a
R$ 415.
Serra estabeleceu um valor maior que o determinado pelo presidente Lula, mas o valor regional vale apenas para a iniciativa privada, e não para o funcionalismo. A estimativa é que ele beneficie cerca de 1 milhão de trabalhadores.
A lei nº 12.640, assinada em 11 de julho de 2006, determinou que os pisos estaduais não são pagos aos trabalhadores que tenham outros pisos definidos em lei federal, convenção ou acordo coletivo, aos servidores públicos estaduais e municipais, bem como aos contratos de aprendizagem, que continuam fixados com base no valor do mínimo nacional.
O PL (projeto de lei) que determina o reajuste em 2008 será enviado hoje à Assembléia Legislativa. A intenção é que o projeto seja aprovado rapidamente e que os novos valores comecem a valer em maio.
Que coisa, hein? O Nosferatu não aparece na mídia quando se fala – pouco, é verdade – no fabuloso craterão do Metrô ( eu não esqueci do “Desaniversário” não ), mas a Folha goza com o Salário Mínimo dos outros ( leia-se “do Serra” ). Para atenuar o triunfalismo da Barão de Limeira, fui dar uma espiada na agência de notícias do Paraná. E olha só:
Assembléia Legislativa recebe projeto de aumento do salário mínimo regional
25/03/2008 17:41:59
O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), recebeu nesta terça-feira (25) o projeto de lei do governador Roberto Requião que aumenta de R$ 475,00 para R$ 548,00 o salário mínimo regional do Paraná [ grifos do blog ] a partir de 1º de maio.
“Temos tempo hábil para debater e aprovar esse reajuste, já consagrado pelas lideranças dos trabalhadores e empresariais”, disse Justus. O projeto deve ser aprovado até 1º de maio, data-base do reajuste proposto.
A proposta será lida na sessão da Assembléia desta quarta-feira (26) e seguirá para discussão na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Finanças. “Da parte da liderança do Governo, vamos convocar sindicalistas para que, em audiências públicas, expliquem à opinião pública a importância desse reajuste”, disse o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). “O piso regional se tornou um grande instrumento de inclusão social. As projeções apontam o giro de R$ 1 bilhão na economia paranaense”, completou.
O salário-mínimo regional atende a seis categorias de trabalhadores. São os empregados que não têm piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo. Os valores fixados para o próximo reajuste, com variação entre R$ 527,00 e R$ 548,00 são fruto de negociações envolvendo lideranças sindicais, lideranças da Assembléia Legislativa e Poder Executivo, que decidiram em consenso que esses valores podem ser suportados pelo atual quadro de desempenho da economia paranaense.
Além disso, as políticas de reajuste das tarifas dos serviços públicos adotadas pelas estatais paranaenses, reforçam a capacidade de absorção do reajuste proposto, também pelas empresas de menor porte. O aumento proposto é de 15,27% sobre o piso-mínimo regional. Com isso o valor será 32% maior que o salário-mínimo nacional. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o piso paranaense deve injetar R$ 43 milhões por mês na economia do Estado. No ano, serão acrescentados R$ 401 milhões. O cálculo toma como base os 170 mil trabalhadores atendidos diretamente pelo reajuste e 210 mil trabalhadores que podem ter acordos coletivos influenciados pelo aumento.
“Se levarmos em conta os salários pagos de forma informal, chegaremos ao R$ 1 bilhão”, observa Romanelli.
Para estabelecer o valor do menor piso salarial do Estado (R$ 527,00), foram considerados a variação de 4,86% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba em 2007 e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, no mesmo período, estimado pelo Ipardes em 6%. Para fixar o valor do maior piso regional (R$ 548,00), levou-se em conta o salário médio de admissão dos trabalhadores paranaenses para a faixa inicial de 1,01 a 1,50 salário mínimo, divulgado na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2006, do Ministério do Trabalho e Emprego. O documento aponta que os trabalhadores admitidos, com carteira assinada, nesta faixa, receberam, em média, remuneração 32% superior ao salário mínimo vigente.
SETOR PRODUTIVO – Sobre o impacto para o empregador, o governador Roberto Requião disse que o novo valor não vai prejudicar o empresário: “Com a redução do ICMS, o Governo do Paraná aumentou a produtividade e o lucro das pequenas empresas e elas não vão sofrer com o aumento porque terão tempo para se preparar”.
“O importante foi chegar a um piso que seja o melhor para o Paraná. Que seja um valor praticável e que continue promovendo a geração de empregos”, afirmou.
O secretário do Planejamento, Enio Verri, destacou que o novo piso vai reduzir as desigualdades sociais no Paraná. “Esse novo salário mínimo regional vai marcar a continuidade da nossa política de aprofundamento da distribuição de renda no Paraná e, em especial, da prioridade à população mais pobre”, disse.
“É um aumento que vai melhorar a qualidade de vida das pessoas que precisam deste salário, vai incentivar o consumo interno e vai aumentar o giro da economia, principalmente nos pequenos municípios. Estamos avançando no desenvolvimento e na distribuição de renda no nosso Estado do Paraná”, completou.
NOVAS VAGAS – O Departamento Intersindical de Estatística e Assuntos Socioeconômicos (Dieese) confirma que há uma relação entre o valor do piso-regional e a criação de novos postos de trabalho. Em 2007, a geração de empregos cresceu 41,6%. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 122.361 novos empregos. O setor que mais cresceu foi a agropecuária, com 5.753 novos trabalhadores rurais contratados. A categoria é uma das que recebem o piso-regional.
Confira os seis níveis do novo piso regional:
- Piso I: R$ 548,00 para os técnicos de nível médio, correspondendo ao Grande Grupo 3 da Classificação Brasileira de Ocupações;
- Piso II: R$ 544,00 para os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, correspondentes aos Grandes Grupos Ocupacionais 7 e 8 da Classificação Brasileira de Ocupações;
- Piso III: R$ 540,00 para os trabalhadores de serviços administrativos, correspondentes ao Grande Grupo Ocupacional 4 da Classificação Brasileira de Ocupações;
- Piso IV: R$ 535,00 para os trabalhadores de reparação e manutenção, correspondentes ao Grande Grupo Ocupacional 9 da Classificação Brasileira de Ocupações;
- Piso V: R$ 531,00 para os trabalhadores empregados em serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, correspondentes ao Grande Grupo Ocupacional 5 da Classificação Brasileira de Ocupações;
- Piso VI: R$ 527,00 para os trabalhadores empregados nas atividades agropecuárias, florestais e da pesca, correspondentes ao Grande Grupo Ocupacional 6 da Classificação Brasileira de Ocupações.

fevereiro 27, 2008

Requião recusa aumento da tarifa de água no Paraná. Já que ele não pode mostrar isso na TV Educativa, eu mostro aqui no blog. E temo por SP…

Requião não aprova aumento de 14% na água e tarifa de energia continua a mais barata do País
AEN/ PR
26/02/2008
O governador Roberto Requião não autorizou aumento na tarifa de água da Sanepar, previsto em 14% . Segundo afirmou nesta terça-feira, nos últimos cinco anos não houve aumento da tarifa de água e ainda assim a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) registrou excelentes lucros, e investiu, no período, R$ 1,75 bilhão. Requião mantém a mesma posição quanto à tarifa de energia elétrica da Copel, a mais barata do Brasil, sem prejuízo do lucro histórico alcançado pela estatal nos últimos anos. O presidente do Conselho de Administração da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, disse que “a fixação da tarifa é uma decisão política do governador, na melhor acepção que o termo comporta. O governador leva em conta não apenas a rentabilidade, mas principalmente os compromissos que ele assumiu com a população que o elegeu. Logo, o lucro não é prioridade do governador Roberto Requião, o que ele reiteradamente tem manifestado”. Xavier lembra que a própria lei estadual condiciona o aumento da rentabilidade a uma decisão política.
“A preocupação do governador é, sim, com a modicidade da tarifa. E o Conselho, como não poderia deixar de ser, acata integralmente a decisão. Esta decisão diminui a rentabilidade, sim, no entanto isso reverte para o benefício da população de todo o Estado”, diz.
Xavier explica que o objetivo do administrador é o fortalecimento financeiro da empresa e o da diretoria é prover a empresa do maior volume possível de recursos financeiros.
O Governo do Paraná, por meio da Sanepar, investiu nos últimos cinco anos, R$ 1,75 bilhão em saneamento básico e até 2.010, a projeção indica que os investimentos chegarão a R$ 2,5 bilhões. Além disso, a Tarifa Social criada neste governo, atende a 1,4 milhão pessoas, com uma tarifa de água 67% menor para as famílias com menor renda.
Na Luz Fraterna, perto de um milhão de paranaenses são beneficiados por energia elétrica sem custo. O programa beneficia quem consome até 100 kWh por mês e representa uma transferência de renda que chega a R$ 2,5 milhões por mês em todo o Paraná.
Paraná é pioneiro no país a rotular produtos transgênicos
26/02/2008
O Paraná é o estado pioneiro no cumprimento do decreto federal que determina a rotulagem de produtos industrializados fabricados com matéria-prima de origem transgênica. Atualmente, cerca de 24 empresas que dominam a produção de soja e derivados foram notificadas pelo Ministério Público do Paraná para apresentar a listagem de seus produtos e se a matéria-prima tem origem em organismos geneticamente modificados ou não. Esse trabalho que obriga o cumprimento do decreto federal sobre a rotulagem vem sendo intensificado no Paraná. Ele foi apresentado na escola de governo desta terça-feira (26) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo o secretário, o governador Roberto Requião criou um grupo de trabalho em 2006 com a participação do Procon, da Procuradoria Geral do Estado, Ministério Público e das Secretarias da Agricultura, Saúde, Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública para acompanhar o processo de cumprimento da legislação federal pelas empresas. Esse grupo de trabalho está sob o comando de Álvaro Richuv, da Casa Civil.
De acordo com Bianchini, um dos resultados da ação desse grupo de trabalho é a obrigatoriedade das empresas em colocar de forma clara se estão trabalhando com segregação transgênicos na fabricação de seus produtos ou não. Algumas já estão cumprindo o decreto e estão exibindo em seus rótulos a letra T (maiúsculo) que identifica ao consumidor que o produto é de origem transgênica.O secretário da Comunicação Social, Airton Pisseti, afirmou que a Rádio e Televisão Educativa (RTVE) iniciará uma campanha de esclarecimento junto ao consumidor sobre as vantagens da rotulagem dos produtos. A campanha deverá incentivar o consumidor a identificar os produtos diferenciados no rótulo e embalagens dos produtos.
No comércio, a Secretaria da Saúde está coletando amostras de produtos industrializados para monitorar o cumprimento do decreto de rotulagem pelas empresas. Das 126 amostras coletadas, 109 produtos estão de acordo com o decreto e apresentam menos de 1% de matéria-prima de origem transgênica. As 17 amostras restantes apresentaram resultado positivo para transgenia sem a devida identificação nos rótulos e os lotes foram interditados.
No Paraná, esse trabalho de monitoramento se estende sobre toda a cadeia produtiva da soja e inicia na fase de produção de sementes, disse Bianchini. A Secretaria da Agricultura fiscaliza o comércio de sementes e também faz um monitoramento sobre os resíduos de Glifosato nos grãos de soja geneticamente modificados. Outra orientação da Seab é fiscalizar o cultivo de milho transgênico com sementes ilegais. No comércio de insumos a Seab verifica se as sementes de soja convencional à venda estão contaminadas por sementes geneticamente modificados ou não. Segundo levantamento realizado pelo Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) na safra 2007, dos três mil lotes de sementes fiscalizadas, 9% estavam contaminados. Esses lotes foram alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público para proteção dos agricultores que querem plantar suas lavouras com sementes de soja convencional sem correr riscos.
O trabalho de monitoramento do Defis verifica também o padrão de qualidade das sementes de soja. As variedades convencionais são as que apresentam menor índice de irregularidades por estarem foram de padrão, cerca de 0,93%. Enquanto as sementes de soja transgênica apresentam 6,6% de condenação de padrão.
“Esse resultado revela que a pressa de colocar o produto transgênico no mercado afeta a sua qualidade”, observou Bianchini.
Outra preocupação da Seab, segundo o secretário, é com o crescimento do índice de resíduos de glifosato na soja que avançou 163,4% de 2004 a 2007. Bianchini alertou que a falta de consciência dos agricultores sobre o uso inadequado do herbicida sobre as lavouras de soja transgênica podem prejudicar a comercialização da soja paranaense nos mercados externo e interno.

fevereiro 17, 2008

Requião vai processar dono de rádio e – de quebra – jornalista pau-mandado!!

Estado vai processar dono de rádio e jornalista que acusam governador
AEN
15/02/2008
O governador Roberto Requião determinou nesta sexta-feira (15) à Procuradoria Geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o empresário Joel Malucelli, proprietário da rádio Bandnews, e o jornalista Fábio Campana. Programa de rádio apresentado por Campana veiculou matéria que acusa o governador de crimes, sem apresentar quaisquer provas.
“Vamos processar o Joel Malucelli, e vamos ver que espécie de sociedade de criminosos se organiza na imprensa, fora dela, na Assembléia Legislativa, para tentar manchar a imagem séria do governador do Paraná — imagem conseguida e conquistada ao longo de 67 anos de vida decente”, disse Requião.
“Determinei à Procuradoria Geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o irresponsável proprietário da Bandnews, Joel Malucelli, e Fábio Campana, seu pau-mandado”, afirmou o governador. “Há um ditado popular muito conhecido — se o cachorro te morde, bata no dono do cachorro. O cachorro é um instrumento, é o sujeito sem personalidade, é o pau-mandado, é o pago, é o mercenário”, acrescentou.
Leia a íntegra do pronunciamento feito pelo governador nesta sexta-feira à tarde, no Palácio das Araucárias.
“Enquanto, a pedido de membro do Ministério Público Federal, um juiz federal me censura, quer impedir que eu coloque minhas opiniões na televisão pública do Estado do Paraná, a imprensa privada me agride, sem limites, sem contenção, sem nenhuma compostura.
“Agora, a Bandnews, de propriedade do famoso empresário paranaense Joel Malucelli, no programa do jornalista Fábio Campana, conhecido pelas suas estripulias ao longo de sua vida, entrevista um senador paraguaio, ligado às oligarquias paraguaias, isso depois de eu ter declarado apoio pessoal à candidatura do bispo católico Lugo Mendes. Este senador acusa o governador do Paraná de ser traficante de drogas, de fazer lavagem de dinheiro e contrabando de soja.
“Isso não pega no Paraná. Nasci em Curitiba, sempre morei no Paraná, tenho 67 anos de idade e o povo paranaense me conhece. Mas vocês sabem que, no ano passado, nosso Governo não gastou nenhum tostão em publicidade. E esse ano vai ser assim, também. E os empresários donos das grandes mídias estão em desespero.
“Mas desta vez, vai ser diferente — determinei à Procuradoria geral do Estado e à Secretaria da Segurança Pública que processem o irresponsável proprietário da Bandnews, Joel Malucelli, e Fábio Campana, seu pau-mandado.
“Por que não só o Fábio Campana? Há um ditado popular muito conhecido — se o cachorro te morde, bata no dono do cachorro. O cachorro é um instrumento, é o sujeito sem personalidade, é o pau-mandado, é o pago, é o mercenário.
“Vamos processar o Joel Malucelli, e vamos ver que espécie de sociedade de criminosos se organiza na imprensa, fora dela, na Assembléia Legislativa, para tentar manchar a imagem séria do governador do Paraná — imagem conseguida e conquistada ao longo de 67 anos de vida decente, de paixão pelo Estado, de paixão pelo povo, de trabalho que tem ajudado a transformar este Estado no melhor Estado do Brasil. Justiça para eles. Cadeia para esta gente.”

fevereiro 13, 2008

Na Assembléia paranaense, Requião apresenta os números da administração que o credencia à Presidência!! Tremei, censores, facínoras e serviçais!!

ÍNTEGRA DO DISCURSO DO GOVERNADOR ROBERTO REQUIÃO
Requião reabre trabalhos na Assembléia Legislativa com um relato sobre os resultados alcançados na sua administração
PMDB/ PR
13/02/08
Venho a esta Assembléia sob o signo da censura. Passaram-se semanas e confesso que o meu espanto hoje é o mesmo dos primeiros minutos seqüentes ao conhecimento da assombrosa medida. A decisão – que eu saiba inédita – é de tal forma drástica que pergunto às senhoras e aos senhores deputados se não temem que minha presença, neste momento, na tela da TV Assembléia, que transmite ao vivo a sessão, não poderá causar transtornos à emissora. Afinal, em minha fala, inevitavelmente, como é meu dever constitucional, vou dar publicidade às ações do Governo, o que talvez possa ser entendido como promoção pessoal; farei críticas à oposição pelo açodamento e irresponsabilidade de algumas denúncias; e não pouparei parte da imprensa pelo comportamento no episódio, omissa quando não entusiasta da censura.
Senhoras, senhores deputados é exatamente isso que proíbem que faça na Paraná Educativa. É possível, então, entender a exorbitância do que foi imposto? Aproveito a ocasião para agradecer às tantas, comoventes e firmes, manifestações de solidariedade. Elas não cessam de chegar. A solidariedade não é devida a mim. O protesto não é a meu favor. Não sou eu o objeto da indignação. Não estou em causa, não sou a causa. Sendo assim, não lamento as declarações a favor da censura, porque não há o que esperar de quem se alegra com a mordaça em adversários. Da mesma forma, não deploro o silêncio de entidades que, pela sua natureza, deveriam se por na vanguarda dos protestos, porque não há o que prantear na tibieza, na frouxidão.
Há certas coisas que consideramos impossíveis, improváveis, até que aconteçam.
Examinemos a história, meditemos sobre os precedentes, não desprezemos tantas lições e alertas, não subestimemos a capacidade do homem de reincidir. Sejamos tão radicais quanto Voltaire e sua frase síntese em defesa da liberdade de expressão: “Posso discordar de tudo o que você diz, mas vou morrer defendendo a sua liberdade de dizê-lo”.
Ao mesmo tempo, quero que não restem dúvidas quanto ao meu apreço pelo Judiciário e pelo Ministério Público. É impressionante o esforço de alguns para emaranhar, enredar, embaraçar, comprometer as minhas relações com um e outro. Que os intrigantes ensaquem a viola e vão açular em outra paróquia.
Não afronto, confronto. Discordo e manifesto as minhas divergências. Legitimamente. Enfaticamente. Lealmente. Harmonia não quer dizer submissão. Respeito não é sinônimo de servilismo.
Não afronto, confronto. Divirjo. Ao longo de minha vida pública, toda ela sustentada pela mais legítima das confirmações que é o voto popular, tenho enfrentado incompreensões e dissabores por minha obstinação em defender pontos de vista nem sempre tão palatáveis, tão dulcinosos ao gosto de alguns. São os percalços das posições que assumo.
Senhoras e senhores deputados, de todo modo, trago a esta Assembléia uma mensagem de otimismo. Uma mensagem de alegria e satisfação pelos avanços e conquistas nesses últimos cinco anos.
Olhando para trás, sinto orgulho do que fizemos e, confesso, não imaginei que fosse possível corrigir tantas distorções em tão pouco tempo, retificar caminhos, melhorar extraordinariamente os indicadores sociais, recuperar as finanças, equilibrar a gestão, resgatar as funções típicas do Estado, investir fortemente em infra-estrutura, gerar empregos, melhorar a vida das pessoas.
Olhando para trás, confronto-me com o balanço da Copel de 2002 e afronta-me o prejuízo recorde de 320 milhões de reais. A curtíssimo prazo, o pior dos cenários: a empresa teria dificuldade para pagar a folha de março e não sobreviveria a outubro de 2003, quebraria. A sangria da Copel, sua contínua e implacável exaustão dava-se principalmente por contratos de compra de energia. Contratos altamente lesivos que ninguém, em sã e boa consciência, entendia como tinham sido assinados. Decidi, então, rever os contratos, renegocia-los. Foi um deus-nos-acuda. Poucas vezes em minha vida fui tão agredido. Foram dias de solidão, de isolamento. Lembram-se do “Risco Requião”? Lembram-se da quantidade de editoriais furiosos, dos discursos coléricos e dos vitupérios?
Entre as tantas e irritadas críticas, lembro-me das declarações do então líder do Governo Senado, Aloísio Mercadante, dizendo que estava afugentando investimentos estrangeiros no País.
No entanto, depois de longas, difíceis, cansativas, mas sempre respeitosas negociações com os nossos parceiros espanhóis e norte-americanos refizemos os contratos e a Copel livrou-se da condenação à insolvência. De tal forma que, já no primeiro ano, em 2003, fechamos o balanço com lucro acima de 171 milhões de reais. De lá, até setembro do ano passado, a Copel acumulou lucros superiores a três bilhões de reais. E investiu dois bilhões e 500 milhões de reais em obras para ampliar, modernizar e melhorar os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia, e na sua rede de fibras óticas.
A disponibilidade de energia para o desenvolvimento e bem-estar dos paranaenses aumentou com a construção das usinas do complexo do Rio Jordão, com as incorporações da Termelétrica de Araucária e da Usina Eólica de Palmas. E será fortemente ampliada a partir de 2011 com a entrada em operação da Usina de Mauá, onde investiremos 950 milhões de reais.
Observe-se que a Copel tem hoje a menor tarifa de energia elétrica do País e que perto de um milhão de paranaenses estão incluídos no programa “Luz Fraterna”, portanto não pagam a conta de luz. Além das tarifas diferenciadas para a irrigação noturna, para setores da nossa economia que precisam do apoio do Governo, como a criação de aves e de suínos.
Não quero elogios por ter cumprido o meu dever como governante, e nem espero que a oposição e a mídia penitenciem-se dos graves erros de avaliação, para dizer o mínimo, sobre o episódio.
Quebramos o dogma do “Pacta sunt servanda”. Mostramos que todos os contratos lesivos ao interesse público podem e devem ser renegociados.
Olhando para trás, confronto-me com a difícil situação das empresas paranaenses, especialmente os micros e pequenos empreendimentos. E afrontam-me os privilégios régios de que se beneficiavam investimentos multinacionais. De uma só penada, logo nos primeiros meses de 2003, isentamos as microempresas do ICMS e cortamos fundo o imposto das pequenas empresas. Hoje, das 214 mil empresas cadastradas na Receita Estadual, 165 mil beneficiam-se do programa. Registre-se que, em 2006, radicalizamos o programa, cortando ainda mais a carga tributária das pequenas empresas.
Não apenas isso. De 2003 a dezembro do ano passado, assinei 62 decretos isentando, diminuindo, diferindo, suspendendo pagamento de impostos ou concedendo crédito presumido de ICMS.
Transformamos a política fiscal em um forte e ativo instrumento de apoio ao desenvolvimento paranaense, de incentivo a quem quer empreender, investir, crescer e vencer. E os resultados estão aí, tão cristalinos, incontestáveis.
Hoje, o Paraná apresenta o menor índice nacional de mortalidade de micro e pequenos empreendimentos. Uma taxa em torno de 2,1 por cento. Quando assumimos, em 2003, o índice era de 4,5 por cento. Também aqui, um avanço significativo.
Dias desses, vi repercutida com destaque a afirmação de um deputado oposicionista dizendo que o nosso Governo não trouxera nenhuma grande fábrica ao Paraná. Não acredito que a eficiência de uma administração possa ser medida pelo tamanho da fábrica que atrai. E sim pela qualidade do investimento, pelos empregos e impostos que gera. Não parece que o governo que me antecedeu possa dar bons exemplos disso.
De qualquer forma, quero compartilhar com o deputado ótimas notícias. Além da isenção e corte de impostos das pequenas e microempresas, temos ainda o programa “Bom Emprego”, que estimula a implantação, reativação e expansão de indústrias, dilatando em até 48 meses o recolhimento de parte do ICMS. Com um detalhe: quanto menor for o IDH do município onde houver o investimento, maior a vantagem da empresa, cuja dilação de imposto poderá chegar a 90 por cento. Embora poucos saibam – afinal, parece que boa notícia não é notícia – esse programa é um sucesso. Até o momento, ele totalizou três bilhões e 100 milhões de reais em incentivos. São 88 médias e grandes empresas beneficiadas, instaladas em 40 municípios diferentes, especialmente em regiões mais pobres do Estado, gerando perto de 50 mil empregos diretos e indiretos. E se querem grandes fábricas, podemos falar de grandes fábricas e de outros grandes investimentos. Como a Hexal, em Cambé, com 550 empregos diretos; a SIG, em Campo Largo, com 250 empregos; a Zadville, em Pato Bragado, mais cem empregos; o Centro de Distribuição Destro, na Cidade Industrial de Curitiba, com mil empregos; o Centro de Distribuição das Casas Bahia para a região Sul, em São José dos Pinhais; a Prati Donaduzzi, uma grande unidade de medicamentos, em Toledo; expansões e novas unidades da Klabin, da Sadia, da Perdigão, da Petrobrás, da Mascarello. Um dos preceitos básicos do jornalismo – de resto, da vida – é buscar a verdade nos fatos. Vamos, então, em um esforço de reportagem, aos fatos e, através deles, à verdade. O fato é: esse conjunto de políticas fez com que o Paraná se transformasse, em proporção ao seu número de habitantes, no Estado que mais gera empregos diretos no País. Nesses cinco anos, foram criados mais de 460 mil empregos com carteira assinada. Enquanto que, nos oito anos do governo que me precedeu, o governo das grandes fábricas, foram gerados apenas 37 mil e 882 empregos formais. Isso é fato. Isso está registrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o CAGED.
O Paraná, sozinho, acumula hoje perto de 50 por cento dos empregos com carteira assinada da região Sul. Embora a discrepância seja tanta, ainda assim, não vi ninguém interessado em investigar o assunto. Sem querer pauta-los, isso me parece uma boa pauta. Ainda em relação à economia, partilho outras boas notícias. As nossas exportações elevaram-se de sete bilhões e 200 milhões, em 2003, para 12 bilhões e 350 milhões, em 2007. Nossos negócios com o exterior crescem acima da média nacional. As missões comerciais para os países do Mercosul, à Europa, Canadá, Estados Unidos e Ásia reuniram mais de 500 empresas paranaenses, grande parte delas realizando sua primeira experiência internacional. Só com os nossos vizinhos, elas fizeram transações superiores a 500 milhões de dólares.O dinamismo de nossa economia revela-se ainda no aumento da arrecadação ano passado, 25 por cento maior que em 2006, contra o crescimento médio nacional de 16 por cento.
Mais boas novas: os empregos com carteira assinada na indústria de alta tecnologia tiveram um incremento de 41 por cento, nos dois últimos anos. Isso é mais do que a metade do crescimento registrado em uma década. Quer dizer, a indústria de alta tecnologia paranaense experimenta uma expansão extraordinária, colocando o nosso Estado entre os mais avançados no setor.
Aqui, destaco a grande contribuição de nossas universidades, de nossos institutos de pesquisas, do Tecpar, do Lactec, do Iapar, da Fundação Araucária. A pesquisa científica no nosso Paraná fixou-se como prioridade. Hoje, mais de 300 projetos de ciência e tecnologia estão em andamento, através de redes de inovação.
Alta tecnologia significa o futuro. Estamos abraçando o futuro.
Olhando para trás, confronto-me com tarifas de pedágio abusivas e com a malha rodoviária estadual destruída. Dupla afronta aos paranaenses.
As recentes licitações para a implantação de pedágio em rodovias federais que cortam o Paraná demonstraram, de vez por todas, que tínhamos razão em classificar as tarifas vigentes como um verdadeiro assalto à economia paranaense. E consolida a nossa decisão de rever contratos.São mais de 40 ações na Justiça. Ao contrário do que os detratores caluniam, não recuso a negociação. O que não aceito são os pequenos descontos, ridículas concessões tendo em vista o desaforo das tarifas em vigor, e ao que já arrecadaram, em relação ao que pouco investiram. Os paranaenses não me elegeram para fazer salamaleques e genuflexões a esse verdadeiro sancta-sanctorum da selvageria neoliberal.
Ao mesmo tempo dessa disputa, tratamos de recuperar a malha rodoviária estadual. Todos, indistintamente, são testemunhas da vergonha que eram as nossas estradas. Como hoje testemunham a recuperação, construção e pavimentação de mais de cinco mil quilômetros. Mais de um bilhão e cem milhões de reais de investimentos. Até 2010, investiremos outro bilhão de reais. Duas publicações da Editora Abril, que não me tem entre seus favoritos, o Guia Quatro Rodas Rodoviário 2007 e o Anuário da revista Exame 2006-2007, informam, a primeira, que o Paraná tem apenas um por cento de rodovias em situação precária; outra, que somos o segundo Estado com o melhor índice de conservação de rodovias.
Até o final do ano, os corredores entre Londrina e Paranavaí e entre Maringá e Foz do Iguaçu, do programa Estradas da Liberdade, alternativa ao assalto do pedágio, estarão concluídos. Já a ligação entre Curitiba e o Norte do Estado, via Estrada do Cerne, avança com a parceria com o Exército Brasileiro e estará pronta em 2010. Cuidamos também de recuperar os aeroportos, um equipamento cada vez mais necessário para a economia, a segurança pública e a vida. Recuperamos 14, três estão em obras, 18 outros receberam melhorias. Vamos pavimentar o de Castro, construir os de Irati e Guaraqueçaba. E implantar o de cargas, em Paranaguá.
Já o programa “Patrulhas Rodoviárias” está provocando uma verdadeira revolução nas rodovias rurais municipais. O foco é os caminhos da produção e do transporte escolar. A meta é recuperar dez mil quilômetros de estradas rurais, até 2010. Nunca se fez nada semelhante no Paraná.
Dá para perceber porque o pedágio é uma excrescência, uma anomalia e que sua voracidade tarifária não se justifica?
Olhando para trás, confronto-me com o Porto de Paranaguá sem dinheiro em caixa, com uma dívida trabalhista de 230 milhões de reais, pagando uma das maiores demourrages dos portos brasileiros, com as vias de acesso intransitáveis, sem logística, sem lógica, transformado em “mercado spot”, na “pedra” dos mercadores. E o Paraná era afrontado por mais de duas mil reclamações internacionais, denunciando impurezas misturadas à soja exportada e roubo na balança. Hoje, o Porto de Paranaguá serve de referência para o Governo Federal suspender o programa de privatização de portos brasileiros. As contas estão saneadas. Investimos mais de 200 milhões de reais em obras e temos 330 milhões de reais em caixa para novas obras e projetos. Acabaram-se as filas de caminhões e elas subsistem apenas nas imagens de arquivo, freqüentemente utilizadas para uma e outra bobagem global. As filas desapareceram mesmo com o aumento de número de caminhões em direção ao Porto.
As reclamações em relação à qualidade e ao peso dos grãos exportadas reduziram-se a zero. A espera do navio para embarque e desembarque – a demourrage – é hoje uma das menores do País.
A receita cambial saltou de pouco mais de quatro bilhões de dólares, em 2002, para 11 bilhões e 800 milhões de dólares, em 2007. Embora Paranaguá mantenha o título de maior porto graneleiro da América Latina, ele se transformou em um porto multicargas. São os congelados, os contêineres, fertilizantes, madeira, papel e veículos. A movimentação de veículos, por exemplo, que era de 61 mil unidades, em 2002, passou a 165 mil unidades, ano passado.
Vencemos também a batalha do Porto. Olhando para trás, confronto-me com a Sanepar sob controle do sócio privado e minoritário. Investimentos congelados, a tarifa social da água, que eu criara em meu primeiro Governo, reduzida a quase nada e a maximização do lucro eleita como meta central. Afrontava o Paraná a privatização de um bem fora do comércio desde o Direito Romano. A Sanepar voltou às mãos dos paranaenses. Agora, mais de um milhão e quatrocentas mil pessoas beneficiam-se da tarifa social. Água e esgoto tratados significam saúde e todos devem ter acesso ao benefício.
De 2003 até hoje, investimos um bilhão e 750 milhões de reais na expansão do sistema estadual de saneamento. Até 2010, ultrapassaremos os dois bilhões de reais. Afora os 900 milhões de reais já garantidos pelo PAC do Governo Federal. Criamos ainda uma diretoria de Meio Ambiente, que incorporou definitivamente a questão ambiental ao saneamento básico. Um assunto não pode apartar-se de outro.
No ritmo em que a empresa está sendo tocada, até o final da década, o Paraná poderá se orgulhar de exibir os melhores índices de tratamento de água e de esgoto do País. Isso é qualidade de vida, isso é saúde, isso é respeito às pessoas.
Olhando para trás, confronto-me com professores e alunos desestimulados, com colégios agrícolas fechados, com o ensino profissionalizante negligenciado, com a falta de salas de aulas e um déficit preocupante de novas escolas. Afrontavam-nos centenas de milhares de paranaenses que não sabiam ler e escrever.
O compromisso de tratar a educação sem cavalos e com respeito está sendo cumprido.Os professores tiveram reajustes salariais de mais de 50 por cento, contra zero, nos oito anos anteriores. É o suficiente? Não. Mas estamos fazendo todo o esforço, trabalhando no limite do possível, para restabelecer a dignidade salarial e corrigir as distorções acumuladas. Plano de Cargos e Salários, capacitação continuada, concursos públicos são outras iniciativas que demonstram nosso apreço aos mestres de nossos filhos.
O Portal Dia-a-Dia Educação, cujos conteúdos vários estados brasileiros já acessam, o Livro Didático Gratuito, elaborado pelos nossos professores, a TV Paulo Freire, o Paraná Digital, os computadores em cada sala de aula, a TV Multimídia. É a tecnologia mais avançada a serviço da formação de nossas crianças e jovens.
Ações interdisciplinares de largo alcance e magníficos resultados como o FERA, Educação Com Ciência, Jogos Colegiais trazem alegria e ambiente saudável às salas de aula.
A educação profissional foi retomada, os colégios agrícolas recuperados, as escolas chegaram aos assentamentos rurais, às aldeias indígenas e às comunidades quilombolas.
E, em um esforço que está mobilizando todo o Paraná, investimos com entusiasmo na campanha de erradicação do analfabetismo. Já alfabetizamos cem mil pessoas e até 2010, com a participação de todos, poderemos declarar o Paraná livre dessa mancha. Seremos o primeiro Estado brasileiro a atingir a meta.
Paralelamente, fizemos expressivos avanços no ensino superior público estadual. De um orçamento de pouco mais de 500 milhões de reais, em 2002, aplicamos hoje em nossas universidades mais de um bilhão e cem milhões de reais. Ampliamos os cursos de graduação e pós-graduação; aumentamos o número de matrículas; fizemos concursos públicos para a admissão de mais professores; reestruturamos o plano de cargos e salários dos agentes universitários e regularizamos situações funcionais há anos anômalas.
E, agora, começamos a pôr em prática outro magnífico programa, a “Universidade sem Fronteiras”, inserindo de forma ativa as nossas escolas de ensino superior na vida dos paranaenses.
Hoje, as nossas universidades e faculdades públicas obtêm, seguidamente, avaliações exemplares em exames nacionais feitos pelo Ministério da Educação.
Olhando para trás, confrontava-me com bons programas na agricultura, continuidade de iniciativas de tantos governos, como o “Paraná 12 Meses”, a “Fábrica do Agricultor”, mas ainda insuficientes para fortalecer a agricultura familiar e a pequena agricultura. Afrontava-nos a sangria contínua do número de pequenas propriedades agrícolas, empurrando a cada ano milhares de paranaenses para as cidades, inchando-as de novos excluídos.
Desde 2003, a nossa política agrícola direciona as ações para a agricultura familiar e para a pequena agricultura.
O agro-negócio vai muito bem e tem pernas robustas para caminhar.
Criamos o “Fundo de Aval”, para garantir a inclusão dos pequenos agricultores nos programas de financiamento à produção. É um instrumento inédito em nosso País e acaba de vez com aquele drama do pequeno não poder tomar emprestado porque não tinha garantias. O Estado do Paraná é o avalista.
O Paraná prioriza agora ações como o abastecimento de água, equipamentos básicos para modernizar a bovinocultura leiteira e projetos de infra-estrutura. Estamos aplicando 165 milhões de reais nessa frente. A “Fábrica do Agricultor” foi ampliada e dinamizada. Hoje, isentos de impostos, os produtos da “Fábrica” ganham as prateleiras dos nossos supermercados. E as feiras, realizadas em todos os cantos do Paraná com esses produtos, são um sucesso.
A pequena pecuária leiteira e os pequenos e médios laticínios receberam um impulso poderoso com o programa “Leite das Crianças”. Em uma ponta, 175 mil crianças alimentadas com um litro de leite por dia e sendo salvas da desnutrição; na outra ponta, mais de dez mil produtores e quase uma centena de laticínios com renda garantida. O programa “Trator Solidário” é um outro notável sucesso. Até o final do mês passado, 400 tratores já haviam sido faturados. Até agosto, chegaremos a dois mil tratores. É a modernização da pequena agricultura, é a libertação dos métodos primitivos e rústicos de amanho à terra.
Esses tratores têm um desconto de até 35 por cento em relação ao preço de mercado. Melhor ainda: o Governo garante o financiamento com a equivalência em produto, no caso, o milho. O preço do milho é a moeda de pagamento. Dois mil tratores até agosto, estima-se. Pergunto aos que estão preocupados com novas fábricas: quanto isso significa em empregos, em renda, em impostos, em fornecimentos e serviços?
O programa “Irrigação Noturna” também avança. A irrigação é hoje um dos insumos básicos para o aumento da produção e da produtividade. Visitei recentemente propriedades que estão no programa. Eu vi o milagre.
Estímulo à cafeicultura, com a volta do Paraná ao primeiro plano na produção de cafés de altíssima qualidade, fruticultura, sericicultura, plantação de oleaginosas para a produção de biodiesel, estimulando a pequena agricultura a gerar sua própria energia, são outros programas em desenvolvimento. Pois bem, senhoras e senhores deputados, pela primeira vez em décadas, o Paraná deixou de perder pequenas propriedades. E pequenas cidades do interior, em processo contínuo de esvaziamento, deixaram de perder habitantes. O conjunto de ações que enumerei está dando resultado.
Olhando para trás, confronto-me com ambulâncias transportando doentes para a capital e outras grandes cidades, por falta de assistência médica nos locais de origem. Afrontava o paranaense o pouco caso com a atenção básica à saúde, o descaso com a assistência à saúde da mulher e da criança, e a falta de apoio aos hospitais municipais e regionais.
Resolvemos todos os problemas? Não. Mas avançamos significativamente. A regionalização da assistência à saúde é uma forte realidade. Repassamos, anualmente, 24 milhões de reais para 21 hospitais estrategicamente distribuídos pelo Estado e damos sustentação para 19 Consórcios Regionais de Saúde, para que ampliem o número de consultas e exames especializados.
Quanto à atenção básica, aumentamos em 42 por cento o número das equipes do programa Saúde da Família, o médico da família.
Já construímos 63 Centros da Saúde da Mulher e da Criança, unidades de atenção integral para reduzir a mortalidade materno-infantil e cuidar com desvelo mães e filhos. Até o mês que vem, vamos licitar a construção de mais 70 centros como esses.Para melhorar o atendimento avançado, aumentamos em 46 por cento o número de leitos nas UTIs.
A regionalização da saúde, para atender o paranaense lá onde ele mora, completa-se com a construção, reforma e ampliação de 24 hospitais, um investimento de mais de cem milhões de reais.Olhando para trás, confronto-me com o avanço acelerado e celerado da destruição do meio ambiente. Afrontavam-nos muita firula e pouca ação. Que a fábrica de automóvel em área de mananciais não nos deixe mentir.
Não existe como conciliar: ou radicalizamos políticas e ações em defesa do meio ambiente ou logo aí na esquina vamos nos deparar com o desastre. Neste verão, ainda mais uma vez, vimos as conseqüências da agressão ao mar.Estamos fazendo a nossa parte. Nos últimos anos, investimos mais de 200 milhões de reais para proteger o meio ambiente paranaense, incluindo aqui ações de preservação de florestas, dos recursos hídricos e atmosféricos e educação ambiental.
Com a criação da Força Verde, intensificamos a fiscalização do patrimônio natural dos paranaenses. E um dos maiores avanços foi a redução em 88 por cento do desmate da Mata Atlântica. Queremos mais, queremos e vamos chegar a 100 por cento.
Dobramos a quantidade de áreas protegidas. Temos hoje mais de um milhão e trezentos mil hectares preservados, parques e reservas estaduais. E posso dizer com justo orgulho: 90 por cento dessa área tornou-se protegida em minhas gestões. A área do Parque Marumbi, por exemplo, foi ampliada em quatro vezes, no ano passado.
Estamos incentivando cada vez mais a visitação às áreas protegidas. Desse contato com a natureza estimula-se a consciência preservacionista. Hoje são 26 áreas, abertas à população.
Olhando para trás, confronto-me com contratos milionários na área de informática. Afrontavam as nossas então combalidas finanças estaduais convênios de 450 milhões de reais, absolutamente injustificados e desnecessários. Sob uma grita ensurdecedora, cancelamos os contratos, especialmente os da Secretaria da Saúde e do Detran. Na imprensa, anunciavam o bug do milênio, dizendo que todo o sistema de marcação de consultas, de agendamento de procedimentos médicos entraria em pane. Assim como todo o conjunto do trabalho do Detran. Cancelamos os contratos, e o bug fez “puff”.
Agora, onde tem Governo tem Celepar, empresa pública de informática que, como as outras empresa públicas estaduais, havia sido fortemente atingida pela onda privatista, restando sucateada, ultrapassada.Com a recuperação e saneamento da empresa, temos hoje independência tecnológica e serviços de qualidade para o Governo e para os cidadãos.
A revolução da informática pública paranaense começou com a opção pelo “software livre”, trazendo extraordinária economia de recursos públicos e abrindo condições para a modernização da Celepar. Com o Programa “Inclusão Digital”, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, a Celepar implantou 120 telecentros, especialmente em regiões de baixo IDH, tornando possível o acesso de milhares de pessoas à internet e à informática.
Olhando para trás, confronto-me com totens, desses que a gente via em gibis do Batman, substituindo policiais em praças e ruas de Curitiba e outras grandes cidades. Afrontavam os paranaenses as graves denúncias de envolvimento da cúpula policial com o crime organizado.
É dura, muito difícil a batalha da segurança pública. Talvez seja a mais complexa de todas as áreas da administração pública estadual. Mesmo porque nenhuma outra reflete tão direta e fortemente as condições sociais e econômicas de nosso País. No entanto, é inegável que, também aqui, avançamos. A idéia básica é a Polícia Comunitária, um novo conceito de policiamento. A polícia mais próxima das pessoas, integrada às áreas onde elas moram e trabalham. Nesse sentido, são três frentes de atuação: o Projeto Povo, a Patrulha Escolar e os Conselhos Comunitários de Segurança. O Projeto Povo é a síntese por excelência da polícia comunitária. É a interação completa do policial com a população. Sempre os mesmos policiais, conhecidos e reconhecidos, patrulhando as ruas dos bairros com carros, motos e munidos de celulares e rádio. Hoje, o Projeto Povo já está nas principais cidades do Estado.
Para apoiar o Projeto Povo, foram criados os Conselhos Comunitários de Segurança, dirigidos por pessoas da própria comunidade. Mensalmente, moradores e policiais se reúnem para debater a segurança dos bairros.
No reinício das aulas, uma ótima notícia aos paranaenses: o programa Patrulha Escolar Comunitária vai estar atuante em todos os nossos 399 municípios. A Patrulha é um outro caso de sucesso e que caiu no agrado de todos. Hoje, nossas escolas e nossas crianças estão mais protegidas, contra a violência e as drogas. A Patrulha tem ajudado também a combater a evasão escolar.
Investimos na capacitação de nossos policiais, reajustamos os salários, promovemos o maior aumento de efetivo das últimas décadas, renovamos a frota e os armamentos, fixamos um seguro de vida de bom valor, lembrando que no governo anterior o policial não tinha seguro de vida.
Obtivemos êxitos consideráveis no combate ao crime organizado, com a criação do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos, o Nurce, e o Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas. O Nurce já desmantelou quadrilhas responsáveis por rombos de mais de um bilhão de reais. O Serviço 181 tem se mostrado um grande aliado das ações de combate ao tráfico de drogas. Essa integração polícia-população já tirou das ruas toneladas de drogas e centenas de traficantes. O Geoprocessamento, o Mapa do Crime, tem se revelado uma arma preciosa no combate à delinqüência. E a modernização do Instituto de Identificação é mais um instrumento eficaz a serviço da segurança dos paranaenses.Para dar mais segurança aos nossos agricultores, estamos implantando a Patrulha Rural, com veículos e motos potentes fazendo a ronda no campo.
Quando assumi, em 2003, vivíamos a grave crise da superlotação de penitenciárias e cadeias. Construímos 11 novas penitenciárias, dobramos o número de vagas, imaginando que, assim, teríamos o problema resolvido pelas próximas décadas.
Não foi bem assim. Todas as vagas já foram ocupadas e autorizei a construção de mais três penitenciárias. De seis mil e 500 vagas, em 2003, vamos chegar a 17 mil novas vagas até o final deste ano. Isso dá bem a idéia do rápido avanço da violência, da criminalidade em nosso País.Novas penitenciárias, contratação de novos agentes, um intenso trabalho de profissionalização, escolarização e recuperação dos detentos, segurança e rigor. Fazemos bem a nossa parte.
Olhando para trás, confronto-me com municípios esvaziando-se, empobrecendo-se, sem perspectivas. Afrontava-nos saber que apenas 28 municípios, dos 399, tinham plano diretor e algum grau de planejamento de suas vidas, para que o dinheiro investido não se esvaísse pelo ralo do imediatismo e da ineficiência.
Hoje, 332 municípios ou já concluíram ou estão fazendo seus planos diretores. Sem plano diretor, não há como passar recursos. Isso está sendo uma verdadeira revolução em todo o Paraná. Agora se planeja, pensa-se a vida do município, projeta-se seu crescimento, buscam-se alternativas para o desenvolvimento. Agora, sabemos onde, para que será investido o dinheiro repassado.Ao mesmo tempo, elaboramos os Planos Regionais de Desenvolvimento Estratégico, bases para a sistematização da Política de Desenvolvimento do Estado. Quer dizer, hoje, no Paraná, nada se faz sem planejamento, foram-se os tempos da improvisação, do voluntarismo, da distribuição anárquica de recursos. Iniciativas como a Conferência Estadual das Cidades, o Programa de Estudos Avançados para Líderes Públicos e o Programa de Qualificação de Servidores Públicos completam esse esforço de pensar, planejar, transformar os nossos municípios.
Nesses últimos cinco anos, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano/Paranacidade já investiu mais de um bilhão de reais em obras e ações de infra-estrutura. São obras e ações com um norte certo: melhorar a vida lá onde as pessoas nascem, crescem, se casam, formam sua família, arquitetam planos de vida. Afinal, ninguém deve ser obrigado a romper com suas raízes por falta de condições de viver bem em sua cidade, em seu município.
Olhando para trás, vejo o descaso com que eram tratados os que tinham a ousadia de empreender, de montar seu próprio negócio, de progredir. Afrontavam-nos as tantas benesses a quem não precisava e o desamparo dos nossos.
Além da isenção e redução de imposto para os pequenos empresários, abrimos uma linha de crédito para quem quiser começar um negócio ou ampliar o já existente. É o Programa do Micro Crédito, para o qual, inicialmente, destinamos 40 milhões de reais.
Vamos concentrar esse programa em 127 municípios paranaenses de menor IDH. São empréstimos entre 300 reais a 10 mil reais, com juros quase que simbólicos e carência para se pagar. Nossa gente tem iniciativa, é trabalhadora, quer avançar. Estamos dando recursos para isso.
Mais ainda, para impulsionar o desenvolvimento desses 127 municípios mais pobres do nosso Estado, estamos contratando um investimento de 50 milhões de dólares do Banco Mundial. Serão desenvolvidas inúmeras ações para elevar o nível de vida da população dessa área do centro do nosso Estado e do Vale do Ribeira.
Olhando para trás, confronto-me com milhares de pessoas chegando a Curitiba, fugindo do interior, na esperança de uma vida melhor. Afrontavam-nos a propaganda enganosa, prometendo 470 mil empregos na região da capital, com a vinda das montadoras.
E as pessoas vieram. Aos milhares, fixando em áreas de mananciais, de risco, favelizando-se.Hoje, desenvolvemos no bairro de Guarituba, em Piraquara, o maior programa de regularização de moradias, de desfavelização e de proteção de mananciais do País. Lá moram 45 mil pessoas, em cima do manancial que fornece 75 por cento da água que abastece Curitiba e a Região Metropolitana.
Ainda na Região Metropolitana de Curitiba, estamos desfavelizando a Vila Zumbi, outra ocupação de risco e irregular que hoje se transforma em um agradável bairro.
Desde 2003, já construímos 18 mil moradias, em 385 municípios paranaenses. Só neste 2008, vamos construir mais oito mil. São habitações para pequenos agricultores, para pescadores, em assentamentos, em aldeias indígenas e comunidades quilombolas.
São boas casas, construídas com capricho e com o coração e cujas prestações cabem perfeitamente no orçamento de nossos trabalhadores.
Olhando para trás, vejo aqui em frente um horroroso esqueleto de um prédio público inacabado e, um pouco adiante, uma velha penitenciária plantada em um dos bairros mais tradicionais da capital. Afrontavam a todos tão evidentes descasos.
Hoje, o Palácio Araucária é a sede do Governo do Paraná e a Penitenciária do Ahu foi desmobilizada e lá será erguido o Centro Judiciário de Curitiba.
A Secretaria de Obras administra atualmente 752 obras públicas, por todo o Estado, com investimentos de 353 milhões de reais. Já investimos outros 500 milhões de reais na construção de escolas, hospitais, centros de saúde, centros de sócioeducação, reformas e melhorias.
Olhando para trás, vejo o funcionalismo público estadual desestimulado, depois de quase uma década de salários defasados, sem plano de carreira ou planos desatualizados, sem programas de capacitação profissional. Afrontavam-nos o ataque neoliberal ao Estado e a destruição de toda a sua estrutura.
Nunca se investiu tanto no funcionalismo público estadual como nesses cinco anos. Foi um longo, difícil, árduo trabalho de reconstrução. Todas as categorias tiveram reajustes salariais; as carreiras foram reformuladas; um amplo programa de cursos de capacitação em Gestão Pública foi implantado, inclusive em nível de pós-graduação.
É o melhor dos mundos? Ainda não, mas o trabalho de reconstrução continua. O importante é dotar o Estado de um corpo permanente, estável de servidores altamente preparados para bem servir os paranaenses. Hoje, tenho orgulho dos nossos servidores.Olhando para trás, confrontava-me com cidadãos absolutamente desamparados pelos serviços estatais. Sem carteira de identidade, de trabalho, certidões de nascimento. Afrontava-nos essa distância do Estado de seus cidadãos.
O programa “Paraná em Ação” é hoje a maior e a mais bem organizada feira de serviços gratuitos do País. Já demos mais de três milhões de atendimentos, beneficiando mais de um milhão de paranaenses. Com emissão de identidade, carteira de trabalho, CPF, certidão de nascimento, casamentos, exames de saúde, encaminhamento de solicitações e pendências junto a órgãos públicos. Enfim, respeito pelo cidadão.
E o cidadão paranaense tem agora o seu próprio canal direto para reclamar, denunciar, fazer consultas. E o Estado conta com um órgão especializado para fiscalizar todas as suas ações. É a Corregedoria, Ouvidoria Geral. Nesses cinco anos, ela já fez perto de 60 mil atendimentos e realizou centenas de auditorias e investigações.
Paralelamente, o sistema de controle interno de todo o complexo do serviço público estadual está em pleno funcionamento.
Também na área da cultura registramos avanços. O Museu Oscar Niemeyer colocou definitivamente o Paraná no mapa das grandes exposições, nacionais e internacionais, no Brasil. O circuito das artes plásticas, antes quase que circunscrito ao tal eixo Rio-São Paulo, tem agora uma parada obrigatória em nosso Estado. Nesse período, foram 111 mostras oficiais nacionais e internacionais e 118 mostras paralelas, levando ao Museu centenas de milhares de visitantes.
O Teatro Guaíra vibra novamente com óperas, com as audições de nossa maravilhosa Orquestra Sinfônica, com o tão admirado e competente Balé, com festivais e ótimos espetáculos.
Só no ano passado, as 822 apresentações realizadas nos quatro auditórios do Guaíra receberam um público de 382 mil pessoas. Uma maravilha.
A Secretaria da Cultura descentraliza suas atividades e alcança agora todo o Paraná, integra-se com os nossos vizinhos do Mercosul. O Programa “Biblioteca Cidadã” já instalou cem unidades, com acervos de 2 mil livros, acesso à internet, televisões, vídeos e dvds. E a meta é: um a biblioteca por município.
Olhando para trás, vejo minguarem os investimentos públicos, desmontar-se o sistema de planejamento estatal, triunfar a privatização. Afrontava-nos a exclusão do cidadão das preocupações e atenções do Estado.
Nesses cinco anos, recuperamos a capacidade do Estado pensar e planejar as suas ações. Hoje, temos uma Política de Desenvolvimento Econômico com começo, meio e fim. Sabemos onde estamos e para onde caminhamos. Até 2010, a PDE, o PAC do Paraná, vai investir 18 bilhões de reais. A prioridade são os mais pobres, os excluídos, as regiões com menor IDH. Somados aos nossos 18 bilhões os 11 bilhões de reais de investimentos previstos pelo PAC federal, os recursos totalizam a magnífica soma de 30 bilhões de reais.
Esses investimentos, todos eles pensados, planejados, vão transformar a economia do Paraná, trazendo desenvolvimento econômico, melhorando a vida das pessoas, tornando o Paraná um lugar melhor e mais justo de se viver. Ainda assim, eu tenho que ouvir em nossas manhãs radiofônicas alguns caudalosos e outros ciciantes comentaristas dizerem que faltam investimentos, que não se planeja, que o Governo está paralisado. Meu Deus, quanto desperdício de saliva.
Senhoras e senhores deputados.Talvez tenha sido longa – certamente não tediosa – a prestação de contas desses cinco anos que nos foram dados a governar o Paraná. Como disse e repeti, não vivemos no melhor dos mundos. Há muito ainda que andar. No entanto, nos limites de nossas possibilidades e responsabilidades temos avançado. E as perspectivas para os próximos três anos são as melhores possíveis. Com a ajuda de todos, o Paraná haverá de vencer. Não poderia terminar sem que me referisse a alguns assuntos que mobilizaram a oposição e parte da imprensa, recentemente. O meu Governo foi acusado, aqui neste plenário, de ter gasto 120 mil reais para comemorar o reveillon em uma pousada. Estou repetindo textualmente a acusação. A imprensa, especialmente nossas manhãs radiofônicas, deram enorme repercussão à tal denúncia.
Qual a verdade? Leitura equivocada do sítio Gestão do Dinheiro Público. Aquela quantia era o total reservado para o gasto com alimentação e hospedagem de funcionários para o ano de 2007. Pousada, no caso, era sinônimo de hospedagem. É claro que o desmentido não teve o mesmo espaço e eco da mentira.Ganhou também enorme repercussão uma matéria, também baseada no sítio Gestão do Dinheiro Público, dizendo que o meu gabinete consumira, ano passado, 69 milhões de reais. E entre os exemplos de gastos abusivos, estava a confecção de uma bolsa de couro, que teria custado 21 mil reais.
A matéria foi muito elogiada, como belo exemplo de esforço de reportagem , um grande furo. O autor da matéria, incensado, saudado.
A verdade: dos 69 milhões, 49 milhões eram repasses para a construção de casas populares; e a tal “bolsa de couro” também era uma mentira. Na verdade, tratava-se de recurso para a confecção de centenas de carteiras funcionais para nossos servidores.
Feitos os esclarecimentos, nenhum espaço para a verdade que acabou escondida em notas de pé de página.
Citei esses exemplos, mas são centenas de exemplos. Não se filtram as informações, não se checam os dados. Publica-se tudo. Nihil obstat.
Conta-se que um juiz deu como punição para um caluniador espalhar uma grande quantidade de penas, do alto de uma torre, em um dia de muito vento. Sem entender muito a intenção do juiz, o caluniador fez o determinado e voltou para falar com o magistrado, que ordenou: “Vá agora e recolha pena por pena”. O caluniador disse que aquilo era impossível, que as penas haviam se espalhado por todo canto. Disse-lhe o juiz: “Assim são as suas calúnias, depois de espalhadas não há como desfazê-las”.
Pois é, ainda há quem queira me impedir de falar pela televisão do Estado. E outros chegam ao absurdo de tentar impedir que o Governo divulgue suas ações, comunique-se com a população, preste contas do que faz.
A mentira, a calúnia, a difamação, esse agredir contínuo, sem tréguas, isso pode. Essa linguagem ofensiva, grosseira, isso pode. Esse desrespeito ao governador, isso pode.
Senhoras e senhores deputados, vamos em frente, vamos continuar trabalhando, que os paranaenses que nos elegeram esperam muito de nós. E da mesma forma que nas legislaturas anteriores, manteremos um relacionamento harmonioso, saudável e produtivo.
ROBERTO REQUIÃO
Governador do Paraná

janeiro 31, 2008

Cargil segue a Bunge e também passa a rotular óleo transgênico

Tome!!!
30/01/2008
Depois da Bunge, que está rotulando como transgênico seu óleo Soya, agora é a Cargill que passará também a rotular as embalagens de seus óleos de soja produzidos no Brasil com o símbolo de transgênico (T). Estes produtos ostentam o símbolo de alimento processado com organismo geneticamente modificado (uma letra T no meio de um triângulo amarelo). A embalagem também traz o aviso: “Produto produzido a partir de soja transgênica”.
A Cargil informou que a transição para novos rótulos será gradativa, com os estoques de rótulos nas fábricas sendo substituídos já pela nova versão. O símbolo aparecerá nas marcas Liza e Veleiro.
A legislação determina que produtos com organismos geneticamente modificados em percentual superior à 1% de sua composição devem ser rotulados.
A rotulagem dos óleos vegetais em todo o território nacional só aconteceu graças à denúncia que o Greenpeace fez em outubro de 2005, comprovando que a soja usada pelas empresas Bunge (fabricante do óleo Soya) e a Cargill (fabricante do óleo Liza) era geneticamente modificada. Em setembro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo se baseou na denúncia do Greenpeace para entrar na Justiça com uma ação civil pública exigindo a rotulagem de ambos os produtos.
No Paraná, representação da Vigilância Sanitária no Grupo de Trabalho sobre Transgênicos suspendeu a venda da farinha de soja da marca Terra Verde. O produto apresentou organismos geneticamente modificados em percentual acima de 1% em teste realizado pela Fundação Oswaldo Cruz. Por isso, deveria trazer na embalagem selo amarelo com a letra T identificando a presença dos transgênicos.
A interdição cautelar da venda obedece o Decreto Federal 4680/2003, que impõe a rotulagem obrigatória de produtos com mais de 1% de transgênicos na composição.
“A medida vale por 90 dias, período em que a empresa tem direito à contraprova do laudo oficial. Durante esse prazo, o lote interditado não pode ser comercializado” explica comunicado do Departamento de Vigilância Sanitária (DEVS) enviado a todas as regionais da Secretaria da Saúde.
Mais informações sobre o assunto no site: www.transgenicos.pr.gov.br
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