ENCALHE

dezembro 20, 2007

Pesquisa do IBGE mostra que 51 municípios concentram metade do PIB brasileiro

Filed under: IBGE, municípios brasileiros, PIB, riqueza — Humberto @ 1:40 pm
Metade do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de riquezas produzidas no país, estava concentrada em apenas 51 dos 5.564 municípios em 2005, nos quais viviam 30,5% da população do país. Em 2002, a metade da economia do país se concentrava em 48 municípios. As capitais brasileiras concentravam em 2005 34,8% do PIB, com destaque para as da região Sudeste, responsáveis 19,8% do PIB; seguidas pelas da região Centro-Oeste, 5,0%; do Nordeste, 4,5%; do Sul, 3,1 %; e Norte do país, 2,4%.
As informações fazem parte da pesquisa sobre Produto Interno Bruto dos Municípios brasileiros 2005, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem com os resultados do valor adicionado da agropecuária, indústria, serviços e administração pública, entre outros. A pesquisa tem por base a nova metodologia, que abrange informações para o período de 2002 a 2005.
Os dados indicam que cinco das principais capitais brasileiras, três das quais da região Sudeste, concentravam, em 2005, 25% do PIB, ranking que se mantém inalterado desde 2003. Um total de 1.338 municípios respondia, em 2002, por apenas 1% do PIB, número que subiu para 1.371 municípios, em 2005.
O levantamento indica que entre os municípios que individualmente respondiam por pelo menos 0,5% do PIB nacional em 2005, em relação a 2002, a maior participação percentual se concentrou principalmente nas grandes capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Goiânia (GO), e Fortaleza (CE).
Informes PT
20/12/07

dezembro 12, 2007

Direito de ser e estar

Na época da eleição presidencial, um dos “argumentos” que circulavam contra Lula, dizia que ele havia “dividido” o país ( engraçado, parece que diziam/ dizem a mesma coisa sobre Chávez ), com o discurso de “pobres contra ricos”, ou coisa parecida. Bom, se os pobres ficassem ao lado dos ricos, como faz a nossa estimada classe-média, aí então teríamos motivos para preocupação.
O cara chega no barraco ( localizado naquela favela que foi desocupada ontem, e que causou transtornos para todos – sem exceção – os 10 milhões de paulistanos ) e diz, em tom grave, para a esposa:
- Você viu? A bolsa Gucci cravejada de diamantes e forrada com pele de chupacabras do Ceilão esgotou e a loja do Iguatemi não sabe quando vão repor!!
E a mulher:
- Também… Com o Lula dividindo o país dessa forma. E o trânsito na Capital hein?
- É. Parece que teve greve de alguma categoria ( não sei qual, já que todos esses grevistas são comunistas e fazem greves ideológicas ) e eles concentraram-se para protestar na Paulista, causando transtornos para todos – sem exceção – os 10 milhões de paulistanos. Até quando?! Acorda, Brasil!
Pois bem. Estava de madrugada vendo a TV, e num desses noticiários da Globo News, tocam no assunto. Uma moça bem jovem, e acho que promotora de cidadania, ou coisa assim, acusou que a retirada daquelas famílias se devia a uma exigência de um condomínio de ricos. O representante da EMAE, proprietária do terreno, disse que não, que era o “interesse público em ação”, etc.
Mas, claro, o interesse público não age da mesma maneira quando imóveis e condomínios invadem parques, praças, terrenos e áreas públicas. Nem que, com isso, piore o trânsito da Capital.

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