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abril 17, 2008

Riolândia planeja ‘Semana dos ETs’

Agora, a farra, pessoal. Roswell e Varginha, pontos turísticos por aficcionados ( a maioria de última hora, penso eu ) por UFOS e afins, terão em sua companhia o município de Riolândia. Resta esperar que as pessoas que tentam levar o assunto minimamente a sério evitem gastar seu dinheiro com estes oportunistas.
Riolândia planeja ‘Semana dos ETs’
A Cidade
12/04/08
POR QUE OS OVNIS POUSARAM NO CANAVIAL? Segundo charge de jornal de São José do Rio Preto, a nave precisava de combustível
Riolândia não quer perder uma oportunidade que parece ter caído do céu.
O vice-prefeito Sávio Nogueira Franco Neto diz que a cidade pretende “aproveitar ao máximo” a história dos objetos voadores não-identificados que teriam pousado em canaviais da zona rural. “Embora estejamos no Estado de São Paulo e perto do rio Grande, aqui recebemos poucos visitantes. É uma cidade agrícola. Para complicar, a rodovia literalmente termina aqui, é fim de linha, já que não há ponte ligando Riolândia a São Francisco de Sales (MG). Para atravessar o rio Grande, só mesmo de balsa”, comenta, numa referência à SP-322, que começa em Ribeirão Preto e termina justamente em Riolândia, 280 km depois.
Para o vice-prefeito, a história dos “ETs de Riolândia” é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
“Se temos outra vocação que não a agrícola, com certeza é o turismo”, explica.
Prainha desaparece
Ele destaca que a principal atração de Riolândia, a prainha do rio Grande, só atrai muita gente durante quatro meses, o período das chuvas. “Estamos ao lado da represa de Água Vermelha, que guarda água para a usina hidrelétrica localizada na cidade de Ouroeste”, explica.
A partir de maio, com o início do período da estiagem, a margem da represa, onde foi construída a prainha artificial, recua em até 1.200 metros.
“Fica só o leito do rio, que é perene. A prainha continua aberta, mas vem pouca gente, já que você tem de caminhar até 1.200 metros para chegar na água”, conta Neto.
Segundo ele, após 20 de janeiro, quando surgiram os primeiros sinais em canaviais, alguns ramos do comércio acusaram um movimento bem acima do normal.
“Principalmente hotéis e restaurantes. Mas ainda não são curiosos, turistas que procuram Riolândia para tentar ver ovnis. Nessa primeira leva, eram estudiosos. Agora a gente quer atrair visitantes que nos procurem por causa dos Óvnis [ N. do Blog: "E os 'estudiosos' procuraram Riolândia por causa de quê? Da sua Administração Municipal sagaz?” ], explica.
O próximo plano da Prefeitura já está sendo esboçado. “Como tudo começou em janeiro, e nesse mês a represa está cheia, pretendemos criar uma semana dedicada aos extraterrestres. Assim, todos os anos, em janeiro, teríamos um fluxo de turistas garantido”, revela.
Canavial tombado agora aparece na cidade de Jaci (SP)
Depois de Riolândia, Macondésia ( distrito de Monte Azul Paulista ), Suzanóplis, Araraquara, Tanabi e Limeira, agora chegou a vez da pequena Jaci, cidade de cerca de 6 mil habitantes na região de São José do Rio Preto.
Na noite do dia 4 de abril, uma sexta-feira, moradores do sítio São Jorge, na zona rural, viram estranhas luzes – descritas como “clarões”.
No dia seguinte, três grandes áreas de um canavial amanheceram tombadas, sempre para o mesmo lado – exatamente como ocorreu em Riolândia, cerca de 120 Km de distância.O sítio em questão tem 80 alqueires, sendo que três deles são ocupados por canaviais. Nessa área surgiram três círculos de cana tombada – o maior deles, com mais de cem metros de raio.
O ufólogo Jorge Nery, do Inape (Instituto Nacional de Astronomia e Pesquisas Espaciais), que desde janeiro esteve várias vezes em Riolândia, chama a atenção para a semelhança entre os fenômetros – tanto em Jaci quanto na “pioneira” Riolândia ocorreram episódios de avistamento de luzes, seguidos do encontro de áreas de canavial tombado.

Círculos em canavial viram atração em Jaci
Desde terça-feira, curiosos não páram de chegar ao sítio São Jorge, localizado na cidade de Jaci. Três sinais circulares apareceram no canavial da propriedade, deixando a planta tombada para um mesmo lado. “Vieram pessoas de Rio Preto, das fazendas vizinhas e da cidade”, diz Nivaldo Santana de Oliveira, proprietário do local. Segundo ele, os visitantes chegam incrédulos, mas saem de lá certos de que algo estranho aconteceu. “Todos ficam impressionados e com medo.”
Rádio Vale do Tietê
11/04/08

fevereiro 26, 2008

OVNIs em Riolândia: Oportunista lança música de duplo sentido; autoridade científica infalível diz que besouro ou esterco causaram o tombo da cana…

Arquivado em: Araraquara ( SP ), esterco, mistério, OVNIs, Riolândia ( SP ), ufologia, Ufos — Humberto @ 9:36 pm

O que aparece no céu de Riolândia?
Jornal A Cidade
23 de Fevereiro 2008

MEDO DE ASSOMBRAÇÃO Aparecido Marcos de Souza garante ter visto um óvni a apenas 30 metros
Crendice popular misturada com medo de assombração, testemunhas oculares que evitam se expor, vigílias noturnas atrás das estranhas luzes e boatos que passam de boca em boca.
Em Riolândia, cidade a 280 Km de Ribeirão Preto, na divisa com Minas, não se fala em outra coisa. Os céticos abanam a cabeça, mas boa parte da população de pouco mais de 9 mil habitantes acredita – que Riolândia, sabe-se lá por que, está recebendo freqüentes visitas de objetos voadores não identificados.
Desde 20 de janeiro, quando luzes estranhas e canaviais amassados apareceram pela primeira vez, a cidade tem recebido “especialistas de ufologia” de todo o país. Equipes de jornais e de emissoras de TV percorrem a pequena Riolândia atrás de depoimentos e fazem vigílias em sítios e pousadas da zona rural.
Contatado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais informou que não foi registrado nenhum episódio na região. O Instituto Nacional de Astronomia e Pesquisas Espaciais, de Araçatuba, e a Revista UFO, de Brasília, enviaram vários de seus membros à Riolândia. O engenheiro Jorge Nery, do Inape, retornou à região na última quinta-feira. “Algo está acontecendo aqui”, diz.
Dezenas de moradores, da cidade e da zona rural, já viram as estranhas luzes no céu. Muitos filmaram o fenômeno e DVDs com as imagens circulam de mão em mão. Mas já há quem garanta ter visto não luzes – mas ovnis.
Lavador de carros no único posto de combustíveis de Riolândia, Fernando Alves de Souza, 30 anos, nunca acreditou em disco voador ou seres extraterrestres. Aliás, no final de janeiro, era um dos que mais se divertiam com a história dos “ETs de Riolândia”.
Isso até tarde do último dia 10 de fevereiro, um domingo, quando estava com a família, em casa, no bairro Primavera. Fernando tem evitado falar do assunto – é que ele, um dos mais céticos, transformou-se em alvo da gozação dos colegas. Num primeiro momento, ele se recusa a atender a reportagem. Depois de alguma insistência, e com relutância, concorda em falar.
“Eram mais ou menos quatro horas da tarde. O que eu vi foi uma bola que parecia cromada mas era transparente, com outro círculo em volta. Aí de dentro dessa coisa saiu outra, igualzinha, as duas voaram lado e lado e sumiram”, conta.
“Não foi só eu que vi isso. Minha mulher, meu sogro e minha sogra, meu filho e um colega que estava em casa”, informa.
Aparecido Marcos da Silva, de 24 anos, lavrador, é outra testemunha ocular de um ovni. Na madrugada de 20 de janeiro, quando tudo começou, ele pescava com o irmão Wilson no rio Grande.
“Ouvi um barulho, olhei para o céu e vi aquela coisa. Ela passou por cima da gente, a uns 30 m de altura, e pousou num canavial. Ainda não existia essa história de ET, eu falei para o meu irmão que era coisa de assombração e corremos”, conta. O Inape pediu esclarecimentos à Aeronáutica, que ainda não respondeu. O prefeito Maurílio Viana não sabe o que está ocorrendo.
Enquanto isso, a professora Ruth Probio, 39 anos, pensa em mandar o filho Pedro Henrique, 9, a um psicólogo. Ele, o único da casa que sabia usar a filmadora, foi acordado pelos pais na madrugada da quinta-feira após o Carnaval. Durante quase duas horas, filmou as luzes no céu de Riolândia. Desde então, só dorme abraçado com a mãe.
“Bailão do ET” sai em CD
“Especialista” em músicas de duplo sentido, Jorge Moisés, 35 anos, é locutor de rodeios. Nas horas vagas, ataca como cantor e compositor. Residente em Riolândia, não perdeu tempo – assim que as histórias sobre ovnis começaram a circular, ele compôs a divertida “Bailão do ET”, que conta a história de um pescador convidado por um(a) ET a subir na sua nave.
Ele conta que a música foi escrita e gravada “meio na brincadeira”, num estúdio semiprofissional que o irmão tem em Riolândia. Apenas no violão, a música de duplo sentido caiu no gosto popular e os CDs se espalharam pela cidade.
Vendo o sucesso, e acreditando que seu achado – o refrão debochado ‘Vâmo ET” – pode ter sucesso fora de Riolândia, Jorge Moisés foi a São Paulo e fez nova gravação, agora num estúdio comercial.
“Será meu oitavo CD. Ele sai pela gravadora Star Blue, agora em março”, promete.
Jorge Moisés não se considera um oportunista. Afinal, o sobrinho Rodolpho Bueno, 18 anos, é o autor de um dos mais procurados CDs com imagens das estranhas luzes que colocaram, de uma hora para a outra, Riolândia no caminho da mídia.
Morador descreve ETs
Depois de dias de insistência, ele resolveu falar. Teve de ser levado na casa de vice-primeira-dama de Riolândia para, finalmente, contar sua história.
Corre em Riolândia que esse morador, de 54 anos, funcionário da Prefeitura, é a causa do aparecimento dos ovnis.
Ele conta que aos 22 anos, em 1976, entrou numa nave que estava estacionada na margem do rio Grande, no município de São Francisco de Sales.
Dois seres do sexo feminino o esperavam na porta da nave. Ele ficou parado, em choque, e uma delas se aproximou e jogou um spray. Voltou a si já dentro da nave.
Segundo o morador, os seres eram de baixa estatura, tinham cabelo dourado, bracelete e cinto brilhantes, roupa colada no corpo, botas de cano longo e bico fino.
O morador de Riolândia disse ter tido “uma relação muito rápida” com um dos seres que o conduziram até a nave. Ressalta que não a viu, em nenhum momento, despida.
Diz ainda que haviam outros dois seres, esses do sexo masculino, dentro da nave. Que a missão era a de conceber um ser misturando as duas espécies. E que tem um filho fora da terra.
Afirma que fechou um pacto, que a nave retornará em 29 ou 30 de novembro de 2010 e que tem uma espécie de chip embutido na sola do pé direito. Mas porque as naves retornaram antes? Ele baixa a cabeça e diz que não pode responder.
E os pássaros se calaram
Ao amanhecer, o canto de pássaros pretos, canários de terra, sabiás e tuins encantam os turistas.
Riolândia, que estaria sendo visitada por ETs, é um paraíso ecológico à margem do rio Grande. Atravessando o rio, de balsa (não há ponte), chega-se a São Francisco de Sales, em Minas Gerais.
Antigo visitante da região, o representante comercial Durval Ambrizzi Junior, de 58 anos, e sua mulher Solange Buosi foram os primeiros a fotografar, na manhã de 20 de janeiro, a grande área de canavial amassado onde uma nave espacial teria pousado.
“Eu estava no meu trailer, que fica estacionado aqui na pousada Piapara, quando ouvi um barulho parecido com galhos se quebrando. Na hora, pensei que fossem pessoas chegando, aqui chega gente a toda hora e muitos preferem a pescaria ao amanhecer”, conta.
“Olhei pela janelinha do trailer e vi uma luz muito forte no canavial ao lado da pousada. Fiquei dentro do trailer. Quando amanheceu, achamos aquele clarão no meio do canavial”, relata.
Ele foi o primeiro a postar imagens no Orkut. No dia seguinte, já em Rio Preto, atendeu dezenas de telefonemas de jornalistas, do Brasil e do exterior. Na última quinta-feira, de volta à pousada, ele se recorda da manhã de 20 de janeiro, quando tudo começou. “Sabe o que eu não me esqueço? Naquela manhã, não escutamos nenhum passarinho cantar”.
Agronômo explica causa do fenômeno
O tombamento de canaviais em várias cidades do interior do Estado de São Paulo, que tem dado origem a boatos sobre o pouso de óvnis, não tem nada de misterioso. Mais do que isso – áreas tombadas em meio a canaviais têm explicações científicas e são comuns, até mesmo corriqueiras.
A avaliação é do engenheiro agrônomo Luís Fernando Zorzenon, da Secretaria de Estado da Agricultura (Cati/Ribeirão Preto). “É um fato corriqueiro nos canaviais”, comenta. Segundo ele, entre os profissionais ligados a agricultura, em especial o pessoal que lida com a cana-de-açúcar, as notícias relacionando óvnis e canaviais tombados têm provocado boas risadas.
“Eu mesmo já ri bastante”, revela.
“São muitas as possíveis causas para áreas de canaviais tombarem de um momento para outro”, diz o agrônomo.
Fertilidade
A explicação mais comum está relacionada a fertilidade do solo. Em casos de ampliação de canaviais ( quando áreas de outras culturas são substituídas pela cana-de-açúcar ), o tombamento chega a ser corriqueiro.
“Imagine uma área onde se cultivava soja ou café. Em algum lugar, um caminhão despejou uma montanha de calcáreo ou de esterco, que vai ser espalhado em volta. Ali, no local onde o caminhão despejou sua carga, a fertilidade do solo ainda está altíssima quando começa o plantio da cana”, comenta.
“E aquela cana, apenas aquela, vai crescer mais que o restante do canavial. Mais alta, tomba com mais facilidade, ao menor vento”, explica.
“O mesmo raciocínio vale para uma área de pasto. Onde hoje um canavial tombou podia estar, antes, o cocho do gado. É ao redor dele que o gado mais estruma. Ou seja, a terra é mais fértil, a cana vai crescer mais”, comenta.
Besouros
Outra possível explicação é a presença de pragas ou patógenos no solo, como besouros ou a broca da cana.
“Um canavial também pode tombar por causa desses fatores”, explica Zorzenon.
“É o caso do besouro da raiz da cana, o Midgolus, da família Cerambycidae. Ele consome o sistema radicular da planta, que enfraquece e deita. Uma área tombada pode estar simplesmente infectada”, alerta o engenheiro agrônomo da Coordenaria de Assistência Técnica Integral da Secretaria de Estado da Agricultura em Ribeirão Preto.
Zorzenon diz, brincando, que áreas de canavial tombado são muito mais comuns do que objetos voadores não identificados.
“Pelo menos canaviais tombados eu já vi muitos. Já disco-voador…”, comenta, bem-humorado.
Atraso da estação das chuvas pode ser outro motivo
Além de questões ligadas à fertilidade e a contaminação do solo, o tombamento de canaviais pode ter ainda outra causa.
“Há outra hipótese, essa uma causa natural. Todo mundo noticiou que a estação das chuvas atrasou no último ano, outubro e novembro foram muito secos, só em dezembro mesmo que as chuvas chegaram”, lembra Zorzenon.
“Pois aquela planta que, lá em outubro, não teve a irrigação necessária, cresceu mais fraca. Aquele gomo da cana, logo na superfície, não cresce para cima, apenas ‘engorda’”, explica.
Com a chegada da chuva, a planta cresce, mas aquele gomo inicial, que não foi irrigado adequadamente, continua mais fraco. “E aí bate um vento forte e aquele canavial pode tombar com facilidade”, diz.
Mas como isso ocorreria apenas num pedaço do canavial?
“Simples. Pode ser uma área de afloramento de rocha, que tem um solo mais raso, onde a chuva penetra pouco ou evapora muito”, esclarece Zorzenon.
Nas hipóteses aventadas por ele, basta um vento um pouco mais forte para tombar os pés de cana. “Apenas tombar, e não quebrar”, diz. Exatamente o que acontece em Riolândia.

Mistério em canaviais
Gazeta de Ribeirão
21/02/08
Moradores de Araraquara e Monte Azul estão curiosos e apreensivos com sinais que apareceram em áreas rurais
Estranhos sinais encontrados em meio a plantações de cana estão deixando curiosos e ao mesmo tempo amedrontados os moradores de pelo menos nove cidades em um raio de 200 km de distância de Ribeirão desde janeiro. A localização dos sinais é sempre acompanhada de relatos de luzes e objetos voadores iluminados não identificados.
Agricultores, na maioria dos casos, já encontraram dezenas destas clareiras em Riolândia, Araraquara, Gavião Peixoto, Monte Azul Paulista, Descalvado, Jaboticabal, Santo Antonio da Alegria, Rio Claro e Ribeirão. Nos locais, a cana aparece deitada, sem estar quebrada, em trechos com as mais variadas formas e sem qualquer sinal de que tenha sido queimada ou forçada.
Também não há sinais de máquinas que possam ter entrado no meio das plantações.
O fenômeno atraiu a atenção de estudiosos em ufologia e meteorologia, além de curiosos. A pousada Piapara, em Riolândia, onde tudo começou, cobra R$ 10 de entrada para quem quiser ver.
Os especialistas ainda não identificaram um elo entre as ocorrências, mas afirmam que, no caso das clareiras, não se trata de fenômeno atmosférico comum (vento) ou de ação humana. A Defesa Civil do Estado afirmou que, no período, não houve qualquer registro de fenômenos naturais que possam ter causado mudanças.
Em Araraquara, na manhã de sábado passado, vizinhos de um canavial encontraram as mudas de cana-de-açúcar deitada rente ao solo formando um círculo de aproximadamente 20 metros de diâmetro.
Céia Bezerra, 30, e o marido, Carlos Alberto Bezerra, 38, foram os primeiros a ver a mudança no canavial que fica em frente a casa deles. “Quando encontramos, estava só deitada, o que quebrou foi depois que as reportagens e os curiosos começaram a vir aqui”, contou Céia. A vizinha disse ainda que nos 14 anos em que mora na área, nunca tinha visto nada do tipo. A proprietária do terreno, Andréia Cristina Fernandes, 25, disse que antes do episódio não acreditava em óvnis, mas que agora já começa a ponderar a questão. “Se fosse vento, viria de algum lugar e viria devastando, mas está tudo intacto em volta, estava tudo fechado. No dia que aconteceu a cana estava estendida, como se algo tivesse deitado sobre ela, foi algo anormal”, disse ela.
O Aeroporto de Araraquara registrou ventos máximos de cinco quilômetros na madrugada da ocorrência. À noite, pessoas em diversos pontos da cidade teriam visto uma luz girar no céu sem feixe que a ligasse a terra. O motoboy Marco Antônio Leite, 32, achou que fosse um canhão de luz. “Já liguei em todos os clubes e ninguém teve evento naquele dia”, disse Leite.
Marcelo Renato Motta, 31, comerciante de São Carlos, viajou até Araraquara só para ver a clareira. “São só 40 quilômetros de distância, não dava para não vir, só que achei que fosse maior”, contou o “turista”.
Começo foi em Riolândia
A série de relatos teve início no dia 19 de janeiro, quando surgiu o primeiro círculo em Riolândia, com 60 metros de diâmetro. Desde então, a cidade tem recebido “visitas” constantes e já há cerca de 20 relatos de ocorrências.
Objetos esféricos que emitem luzes azuis e vermelhas seriam os responsáveis pela cana deitada. Na segunda-feira de Carnaval, foi a vez de Ribeirão Preto, onde, próximo ao bairro Ribeirânia, foram registradas imagens de luzes brilhantes e borradas, que seriam emitidas por dois focos no céu.
Luzes também teriam sido vistas em Descalvado e Rio Claro, mas não há filmagens. Especialistas em ufologia, agrônomos e meteorologistas estiveram na região para colher relatos, amostras de terra e cana, que estão sendo analisados – em tese, o “pouso” ou aproximação de naves espaciais causaria uma alteração na composição química e magnética do solo dentro das clareiras. “O que costuma acontecer é a orientação de partículas de metal mudar quando se compara o lado de fora com o de dentro da clareira. Outra alteração é que o solo pode vitrificar se o objeto chega próximo. Além disso, procuramos indícios de radiação e mudança do ph do solo”, disse Homem.
(Gazeta de Ribeirão)
Ufólogo descarta ventos
O ufólogo Ari José Mallmann Homem, 50, que estuda o assunto há 30 anos e esteve em Marcondésia, distrito de Monte Azul Paulista, onde uma clareira surgiu na terça-feira da semana passada, disse que a cana das clareiras parece ter passado por um processo fotoquímico, mas que ainda é cedo para dizer o que aconteceu. “Não se pode afirmar nada ainda, é preciso separar o que é real do que é imaginação. Já tinha visto algo parecido em Cravinhos, há dez anos, mas lá foi um cafezal e houve várias testemunhas que viram um objeto luminoso que emitiu uma luz sobre o cafezal”, disse Homem.
De acordo com o ufólogo, não se trata de redemoinhos “Descartaria isso, um mini-ciclone não faria um estrago tão uniforme e se perceberia por onde ele andou dentro do canavial, outro ponto é que a cana é muito rígida, se você pisa, ela quebra, e pelo que vi, elas estavam entortadas, como se tivessem sido aquecidas e dobradas, é diferente de uma simples ação do vento”, disse ele. A Defesa Civil do Estado afirmou que, no período não houve registro de fenômenos naturais que possam ter provocado as mudanças. (Gazeta de Ribeirão)

OVNI em Araraquara: portal reproduz crônica – de 2002 – de morador da cidade, que viu animais mutilados cirurgicamente

Arquivado em: Araraquara ( SP ), mistério, OVNIs, Riolândia ( SP ), ufologia, Ufos — Humberto @ 9:18 pm
Outro Disco Voador
Da Redação
No Dia 6 de Julho de 2002, o Dr. Neff (que assinava Nhô Pedro), escreveu essa crônica, afirmando que viu animais, num pasto de Araraquara, dos quais cirurgicamente foram retirados alguns órgãos.
“O que fizemos com aquele acontecimento, quando dezessete animais morreram numa situação nunca vista por ninguém da fazenda ou da redondeza? Se fizéssemos alarde a fazenda se tornaria um espaço de visitação pública que a ninguém interessava. Não fotografamos, pois o ambiente era horrível e sem nexo. Havia no local mais de dez pessoas e o vizinho, que nos emprestou seu trator, servindo como testemunha. Foi feita uma grande cova e todos eles enterrados. Restou apenas a terra remexida e o local onde pousou a “coisa” que levou todos os órgãos do gado, além de não deixar uma gota sequer de sangue. Dona Clarice e seus filhos estão cheios de vida e são testemunhas do famoso caso. Nunca mais soubemos nada a respeito do assunto. Só agora fomos informados pela televisão, desse acontecimento. Ninguém, ainda, pode afirmar o que é isso.
A televisão mostrou mil aventuras do tal “Chupa-Cabras”, pelo México, Brasil e outros países. Porém, ele levava galinhas, coelhos pequenos e alguns porcos, mas não uma quantidade grande e tão pesada de gado. Uma hora qualquer vamos confirmar a presença de seres extra-terrestres em nosso meio.
Pelo visto, em ambos os casos foi levado muito dos animais, ficando as carcaças.
Será que eles têm a ciência tão evoluída que poderiam reconstituir esses animais, apenas com órgãos retirados daqui? Ou será que precisavam de tudo, menos das carcaças, para fazer o que nossa ciência ainda não alcançou?
Houve um tempo em que eu achava que tudo isso era uma grande ilusão, uma mentira convencional. Como alguém poderia vir à terra e levar essa infinidade de animais de forma cirúrgica, não deixando marcas e nem destroços, como se nada tivesse sido feito no local? Num matadouro ficamos horrorizados como é morto um animal desses. Lá onde foram encontrados eram 27, na Argentina 70 e o local estava limpo, tudo feito rápido e rasteiro sem violência, sem maldade, de maneira que tudo o que eles queriam tivesse sido aproveitado e levado. Ninguém sabe como e nem onde. Eu tenho amigos que vão para Minas Gerais ver de perto os Discos Voadores. Está na hora de acreditarmos mais nessas coisas, começar observar o céu com mais tranqüilidade e procurar esses nossos visitantes para entrar em contato. Pertencemos a um mundo enorme, seria quase impossível existir apenas a terra com seus habitantes, neste infinito. Com certeza, com centenas de planetas iguais ou melhores do que o nosso” .

23 de Fevereiro de 08

fevereiro 22, 2008

Objeto luminoso é visto no céu de Riolândia

Arquivado em: Araraquara ( SP ), mistério, OVNIs, Ribeirão Preto, Riolândia ( SP ), ufologia, Ufos — Humberto @ 2:52 pm
A Cidade
21/02/08
O QUE SERÁ Em pousada à margem do rio Grande, hóspedes olham para objeto luminoso não identificado
As estranhas luzes que vêm aparecendo no céu de Riolândia, a 280 Km de Ribeirão Preto, voltaram na noite de anteontem. Por toda a pequena cidade de 9 mil habitantes, dezenas de moradores avistaram o que muitos garantem ser um Óvni (objeto voador não-identificado).
Três equipes de imprensa, em vigília na zona rural da cidade, gravaram as imagens que ainda não têm explicação.
Na pousada Piapara, na margem do rio Grande, onde estava a equipe de A Cidade, cerca de vinte pessoas viram o ponto de luz, que se move em alta velocidade e cuja aparição não dura mais de alguns segundos.
Riolândia tem atraído especialistas em ufologia desde o surgimento das luzes de áreas de canavial tombado. A primeira ocorrência foi em 20 de janeiro.
Versão
Corre, a boca pequena, entre moradores de Riolândia, uma explicação para as estranhas luzes no céu. Seriam naves espaciais, tentando contato com um morador da cidade. O relato desse senhor de 54 anos é riquíssimo em detalhes.
Ele conta que em 1976, quando tinha 22 anos, manteve contato com uma nave espacial pousada ao lado do rio Grande, em São Francisco de Sales (MG) – na divisa com Riolândia.
O morador descreve dois extraterrestres, diz ter entrado na nave e que tem um localizador, uma espécie de chip, embutido na sola do pé direito. E mais: que a nave prometeu só retornar em 29 ou 30 de novembro de 2010.
NICOLA TORNATORE
Enviado especial a Riolândia

fevereiro 20, 2008

Círculos misteriosos surgem em Araraquara

Arquivado em: Araraquara ( SP ), mistério, OVNIs, Riolândia ( SP ), ufologia, Ufos — Humberto @ 3:04 pm
A Cidade
18/02/08
Um fenômeno que intriga moradores da cidade de Riolândia, às margens do rio Grande, agora está atraindo a atenção dos habitantes de Araraquara: sem causa aparente, círculos aparecem em canaviais.
Em Riolândia já são mais de cem áreas, a maior com cerca de 60 metros de diâmetro. Já em Araraquara o primeiro caso ocorreu na madrugada de sexta-feira para sábado últimos.
O canavial de menos de um hectare é cultivado para a produção de garapa. Na sexta, quem esteve no local disse que a cana estava normal. No sábado pela manhã, sem o registro de chuva forte ou ventania noite/madrugada, uma área de cerca de 15 por 30 metros apareceu tombada.
A cana deitou em um único sentido, formando uma área em formato de círculo. A chácara fica no loteamento Cociza, na zona rural. Carlos Alberto Bezerra, 38 anos, que mora perto do canavial, foi quem primeiro reparou na cana tombada. “Passei por lá durante a noite e não vi nada, mas quando fui levar meu filho na manhã de sábado vi uma abertura na cana e achei aquilo lá”, conta.
Amélio Bianchini, 69, é o arrendatário da chácara onde a cana apareceu tombada. Inicialmente, ele pensou que a plantação tivesse tombado por causa de ventos fortes. Essa possibilidade, porém, está descartada. “Não tivemos registro de nenhum tornado ou vento forte na região”, garante Alexandre Pomponi, representante da Defesa Civil da Prefeitura de Araraquara.
Episódio é semelhante ao de Riolândia
Desde 19 de janeiro a cidade de Riolândia, na divisa de São Paulo com Minas Gerais e a 280 Km de Ribeirão Preto, busca explicações para dois fenômenos: áreas de canaviais, que amanhecem tombados, sem que se tenha registrado ventanias durante a madrugada, e estranhas luzes que surgem no céu, sempre entre 3h e 5h da madrugada.
A Prefeitura levou ao local meteorologistas e agrônomos e ambos os profissionais descartaram causas naturais (chuva, tornado etc) como explicação para os canaviais tombados. E as luzes, que já foram filmadas por diversas pessoas, estão sendo investigadas por ufólogos.

fevereiro 18, 2008

Riolândia atrai “caçadores” de extraterrestres

Arquivado em: extraterrestres, OVNIs, Riolândia ( SP ), ufologia, Ufos — Humberto @ 1:17 pm
A Cidade
16/02/08
SUPOSTA pegada de ET: rastros podem ser do mão-pelada, um parente dos quatis e dos guaxinins

A febre de óvnis continua mobilizando boa parte da população de Riolândia, cidade a 280 km de Ribeirão Preto, na divisa com Minas Gerais. Desde o mês passado, estranhas marcas aparecem em canaviais e luzes não identificadas riscam o céu durante a madrugada.

Até o início de fevereiro, apenas um hóspede da pousava Piapara, onde tudo começou, havia conseguido filmar o que seriam objetos voadores não identificados. Agora, vários moradores e até o dono da pousada gravaram as luzes e já surgem depoimentos de pessoas que garantem ter visto, de perto, um óvni.

O depoimento do lavrador Aparecido Marques Alves de Souza, 25 anos, é um dos mais fortes. “Era de madrugada, dia 19 do mês passado. Eu e meu irmão estávamos de barco, pescando no rio Grande. De repente, escutei um barulho estranho, vindo de cima, achei que era um avião”, conta ele.

“Olhei para cima e avião não era, era quadrado, parecia um vagão de trem. O troço passou devagar sobre a gente e desceu num canavial”, lembra.

O pescador não gostou do que viu. “Virei pro meu irmão e falei – Vamos vazar que isso é coisa de assombração”, conta. O depoimento, filmado, foi coletado pelo ufólogo Roberto Affonso Beck, 74 anos, e pelo auxiliar Herbert Brüggemann, 51 anos, da equipe da Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres, que desde a semana passada mantém um esquema de vigília nas noites de Riolândia – durante o dia, gravam depoimentos de moradores que teriam testemunhado a aparição do óvni.

“É bonito”

Rodolpho Probio Bueno, 18 anos, balconista, exibe orgulhoso, num computador, as imagens gravadas por ele às 4h do último dia 7.

“Eu já tinha visto, mas estava sem a filmadora. Aparece primeiro uma luz, que depois vira duas e no final, três. Essa última é sempre a maior, meio avermelhada. Elas formaram um triângulo no céu e depois foram em direção ao rio Grande”, descreve. “É muito bonito e de longe não dá para ter medo. Se elas viessem em minha direção, aí não sei não…”, brinca.

Segundo Rodolpho, vários amigos seus também já viram as estranhas luzes no céu de Riolândia. “Virou divertimento, a gente fica acordado durante a madrugada vasculhando o céu”, explica.

Planeta, não

Pesquisando óvnis há 51 anos, o ufólogo Roberto Beck recomenda que se concentrem as atenções sobre as marcas nos canaviais, e não sobre as luzes no céu.“Todas as possíveis causas naturais estão descartadas, e não é por nós, mas pelo agrônomo e pelo meteorologista que a Prefeitura de Riolândia trouxe para cá em janeiro. A primeira coisa a fazer é descobrir como surgem essas marcas nos canaviais”, comenta.

Segundo Victor Diogo da Silva, 20 anos, filho do dono da pousada, já são mais de cem as áreas tombadas nos canaviais. A maior tem cerca de 60 metros de diâmetro. A cana amanhece apenas tombada – os pés não se quebram. Por isso, em pouco dias os pés voltam ao normal e os donos da cana não reclamam de prejuízo.“Nas áreas maiores, a cana só tomba e continua verde. Nas menores, além de tombar, a cana amarela, fica seca de uma vez”, explica.

Jorge Nery, da Ong Instituto Nacional de Astronomia e Pesquisas Espaciais, enviou essa semana uma ofício à Aeronáutica, pedindo ajuda para esclarecer o que ocorre em Riolândia.Contatado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão do governo federal, disse não ter registro de nada de anormal na área de Riolândia. O ufólogo Beck, porém, insiste: “Uma coisa grande está andando por aqui”.

Música debocha de ET

Desde o mês passado não se fala em outra coisa em Riolândia – os óvnis que estariam pousando em canaviais ao lado do rio Grande são o grande (e único) assunto da cidade de menos de dez mil habitantes.

Por isso, o locutor de rodeios, cantor e compositor Jorge Moisés, 35 anos, que ganhou fama local com letras de suco sentido, não perdeu tempo e compôs “ET de Riolândia”, já gravada em CD.

A letra é hilária. O ufólogo Roberto Beck ouviu e não gostou. “Isso é gozação, é brincadeira com coisa séria”, reclama.

O comerciante Marcos, 35 anos, irmão do compositor, contou na última quinta-feira que Jorge Moisés estava em São Paulo, “colocando arranjo na música”, já que a gravação original é só com violão.“O sucesso da música aqui na região é tão grande que ele quer lançá-la em nível nacional”, explica.

A letra conta a história de um pescador convidado a ir com os ETs. Trechos selecionados:“Eu estava no rio dando uma de pescador/ quando eu vacilei meu anzol afundou/dei um puxão na vara que o peixe levantou/quando eu olhei para cima vi um disco voador”.“Eu fiquei com medo e comecei a tremer/tudo iluminado lotadinho de ET/chamou para ir com eles e tive de responder/então eu respondi/Vâmo-Ete, Vâmo-Ete”.“E sobe ET/e desce ET/cavuca ET/Vâmo-Et/Vâmo-Et”.

Pousada compra filmadora

Toda a polêmica sobre óvnis em Riolândia começou com Maurício Pereira da Silva, 39 anos, dono da pousada Piabara, que na madrugada de 19 de janeiro teria sido o primeiro a ver a o objeto voador não identificado.

Ele tinha acordado de madrugada e da janela da cozinha avistou um grande objetivo pairando sobre um canavial.Assustado, Maurício voltou para o quarto e se trancou. Ao amanhecer, foi até o local e descobriu a primeira área com cana tombada.

Nos dias seguintes, vários hóspedes avistaram e mesmo filmaram estranhas luzes no entorno da pousada. E Maurício, sem máquina fotográfica ou filmadora, apenas acompanhava a movimentação noturna de seus hóspedes.“Aí não agüentei mais. Fui até São José do Rio Preto e comprei uma filmadora e um tripé. Também queria ter a chance de gravar essas imagens”, conta ele, que desembolsou mais de R$ 1 mil no equipamento.

E deu certo. Na madrugada de quarta para quinta-feira última, durante sua vigília noturna, a luz voltou a aparecer e foi devidamente gravada. E a emoção dele aparece claramente durante a exibição das imagens.

Quando a luz aparece, ouve-se uma voz nervosa: “Está gravando? Está gravando?”. Fora do tripé, a filmadora treme na mão do experiente pescador, acostumado com outro tipo de apetrecho.“Mas valeu a pena. Agora eu não descrevo o que vi. Eu mostro a gravação”, comemora.

“Rastro de ET” ou de bicho

A febre de óvnis em Riolândia é tal que até rastros de ETs são procurados em meio aos canaviais. E tem gente que encontra, filma e exibe rastros diferentes como se fossem de seres extraterrestres.

Uma das filmagens que mais sucesso faz entre os moradores é a de pegadas de um animal com cinco dedos.

A Cidade exibiu fotos das pegadas para o zootecnista Alexandre Gouvêa, do Bosque e Zoológico Municipal “Fábio Barreto”, de Ribeirão Preto.“Primeiro descartamos os felinos. Onça, jaguatirica, nada disso combina com essas marcas, que já os rastros deles têm apenas quatro dedos”, explica Gouvêa.“Primatas, também não pode ser, já que o dedo equivalente ao nosso polegar estaria na horizontal em relação aos demais dedos”, destaca.

“A única espécie que existe naquela região e deixa marcas semelhantes é o mão-pelada, um carnívoro”, afirma Gouvêa. “Se o solo estiver bem úmido, e for um animal adulto, pode deixar rastros como esses”, diz.

O mão-pelada (Procyon cancrivorus) é um mamífero carnívoro da família dos procionídeos bastante parecido com os quatis e os guaxinins (mas sem as patas esbranquiçadas). Essa espécie habita uma extensa região que vai da Costa Rica ao Uruguai. Medem cerca de 60 cm e têm patas com cinco dedos. Também são conhecidos pelos nomes de cachorro-do-mangue, iguanara, jaguacampeba e jaguacinim.

fevereiro 11, 2008

OVNIS de Riolândia: hóspede de pousada diz ter filmado a manifestação, e pede 15 mil reais pela película!!!

OVNIs são filmados em Riolândia
A Cidade
Sabado, 9 de Fevereiro 2008
Márcia não consegue mais dormir direito. Acorda sobressaltada, com medo de que eles tenham voltado.“Eles”, para Márcia, o marido Maurício e hóspedes da pousada que a família mantém à margem do rio Grande, são Ovnis, objetos voadores não identificados. Ou, simplesmente, vales extraterrestres.Tudo começou na madrugada de 19 de janeiro. “Levantei para tomar água e na cozinha reparei em luzes do lado de fora. Ao olhar pela janela, vi um objeto grande, muito grande, pairando sobre o canavial”, recorda Maurício Pereira da Silva, 39 anos, dono da Pousada Piapara, a 10 Km da cidade de Riolândia, localizada na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, a 280 Km de Ribeirão Preto.“Voltei correndo para o quarto, me tranquei e só sai de casa após amanhecer”, conta Maurício. Ele então foi até o canavial que cerca a pousada e tomou outro grande susto.“Uma área enorme, em circulo, dentro do canavial, estava com os pés de cana no chão. Como se alguma coisa tivesse pousado ali”, comenta.
O dono da pousada avisou o prefeito da cidade, Maurílio Viana da Silva (PSB), o Lila, e a notícia aos poucos se espalhou. Em poucos dias a pousada recebeu a visita de especialistas em ufologia vindos de São Paulo, Araçatuba e Campo Grande.“Também vieram agrônomos e meteorologistas. E ninguém consegue explicar o que fez o canavial deitar daquele jeito. O agrônomo garantiu que máquinas não podem ser, já que as áreas com cana-de-açúcar amassadas ficam dentro do canavial. E o meteorologista afirmou que não há fenômeno climático capaz de deixar a cana daquela forma”, comenta Maurício.
Imagens
A notícia de que Ovnis haviam pousado ao lado da pousada correu a cidade, chegou até a imprensa e uma legião de curiosos foi até o local.
Quando o assunto começava a cair no esquecimento, os Ovnis – ou seja o que for que está ocorrendo lá – voltaram. E de forma assustadora.“Na sexta-feira do Carnaval, um hóspede que veio com o pai pescar e trouxe uma filmadora resolveu ficar acordado de madrugada. E as imagens que ele captou são impressionantes”, comenta Maurício, agora mais preocupado do que nunca.“Antes, só ele tinha visto. Agora, todo mundo que estava aqui viu”, explica a esposa Márcia. “Eu, meu enteado, minha sobrinha e o marido, e dois hóspedes. Todos nós presenciamos as luzes”, diz.
Na última terça-feira, em pleno Carnaval, Maurício voltou a pedir ajuda ao prefeito, que mandou um assessor ao local. “Ele veio filmar as áreas amassadas dentro do canavial, já que o prefeito quer pedir ajuda ao governo federal. E andando pelo canavial, acabamos encontrando outro trecho de cana deitada – o maior de todos, com quase cem metros de diâmetro”, conta Maurício.
Avisados, especialistas em ufologia estão retornando ao local. “Eles acham que, na primeira vez, as naves perderam alguma coisa aqui, e por isso estão voltando”, segreda Maurício, em voz baixa.
Ele, que não acreditava em disco voador, agora não tem dúvidas. “Não é questão de acreditar ou não. Eu vi!”, afirma enfático.
Explicação
A esposa Márcia só quer uma explicação, para voltar a dormir em paz. Enquanto isso, o número de áreas esmagadas dentro do canavial de 19 alqueires vão aumentando. No início, eram três. Agora, já são pelo menos oito. Pelo menos até a última quarta-feira, quando a reportagem esteve no local. “O que está acontecendo? Alguém quer fazer o favor de nos explicar”, pede, aflita, Márcia.
Hóspede pediu R$ 15 mil por filmagem
Marcílio Steck Netto, 26 anos, mecânico industrial desempregado, residente em Louveira, acompanhou o pai e dois amigos deste no que seria mais uma tranqüila pescaria de Carnaval no rio Grande.“Levei minha filmadora, como sempre faço. Na pousada, com aquela história do canavial amassado, resolvi ficar acordado de madrugada. Às 3h00 do sábado, gravei as primeiras aparições. Na madrugada da segunda-feira, um colega me acordou, avisando que as luzes tinha voltado”, conta.
Desta vez, Marcílio saiu da pousada e conseguiu as melhores imagens. “Bem em cima da pousada e também depois sobre o rio. Do ponto fixo, que os ufólogos me disseram ser a nave-mãe, saem pontos menores, de várias cores, que se movem rapidamente. São as sondas que a nave-mãe lança para verificar o terreno”, diz.
Marcílio deixou a pousada na tarde da última terça-feira. “Não estou conseguindo dormir direito, a sensação que tenho é que os extraterrestres estão tentando me contatar”, conta.
Ele gostaria de voltar a Riolândia, mas o pai não quer deixar. “Ele e os amigos estão com medo”, diz.Ainda na pousada, durante as visitas de equipes de TV, ele tentou comercializar os cerca de 15 minutos de filmagem. “Recebi e recusei três ofertas que variavam de R$ 350,00 a R$ 500,00. Aí um produtor de uma quarta emissora me perguntou quanto queria. Pedi R$ 15.000,00, mais um telescópio e o custo de minha hospedagem. Eles ficaram de me responder mas até agora nada”, conta.
Marcílio diz não sabe se, agora, venderia as imagens por aquele preço. “Mostrei aqui na minha cidade e quem viu disse que a gravação tem um valor incalculável. Se isso for exibido na TV, acho que a Nasa vem atrás”, acredita.“Eu sinto que eles vão aparecer de novo. Eu queria mesmo é voltar para Riolândia e ficar lá o mês inteiro”, conta.
Engenheiro descarta fenômeno climatológico
O engenheiro eletrônico Jorge Luis Nery, responsável pelo setor de pesquisa de campo do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisa Espacial), ONG que existe há quase duas décadas e tem sede em Araçatuba, avisa: todas as causas naturais estão descartadas.“Não foi nenhum fenômeno climatológico que tombou aquele canavial. Isso já podemos garantir”, diz. Segundo ele, a única causa possível, um tornado, está descartada.“A poucos metros da borda do canavial existe uma fileira de coqueiros. E a florada está lá, o vento não derrubou. Mais – a cana está deitada com a palha junto. Um tornado teria varrido tudo isso. Quando estive lá, na última segunda-feira, nem as goiabas haviam caído da goiabeira que existe ao lado da pousada”, informa.“Um tornado é um vento ondulante, que desce do céu em baixa pressão. Quanto toca o chão, é como se fosse um aspirador de pó gigante – suga tudo que estiver por perto. Quando o tornado perde a força, os detritos se espalham. E tirando a cana tombada, mais nada saiu do lugar. Ou seja, tornado não foi”, garante.O Inape alugou uma avião e sobrevoou a área. “Na segunda, antes de aparecerem novas áreas de cana tombada, vimos do avião um círculo ovalado grande e outros dois menores, bem próximos. Vento nenhum faz isso”, acrescenta.
O Inape ainda contatou o Inpe ( Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ). “Nós também trabalhamos com previsão meteorológica e por isso temos contato permanente com o Inpe. E o relatório deles é definitivo – não houve tornado na região de Riolândia”, diz.
Ele lamenta não ter visto as imagens gravadas pelo hóspede. “Ele nos pediu R$ 15.000 e decidimos encerrar o trabalho de campo no mesmo momento. Foi uma pena, porque é exatamente o Inape quem tem credibilidade para atestar a autenticidade das imagens. Geralmente as redes de TV nos procuram antes de exibir supostas imagens de Ovnis”, explica.
NICOLA TORNATORE
ENVIADO ESPECIAL

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