Seguinte: fiquei até quase 5 da manhã escrevendo um troço, deu um pico de energia e apagou tudo. Porra!!
Então, só para registro: há uns boatos dando conta de que uma operação cinematográfica será executada pela PF e – conta-se – até ex-ministro vai rodar. Acho que foi no Giba Um que eu vi isso.
Como o próprio mestre vem falando, negócios suspeitos estão rolando, em meio a esse “boom imobiliário” que os jornais, recheados de anúncios de grandes imobiliárias e incorporadoras, vêm celebrando.
Ah, lembrei: a Tecnisa que tem, entre seus conselheiros, um membro dos clã Mendonça de Barros ( o José Roberto ) , pagou uma fábula por um terreno pertencente à Telefònica e que foi, um dia, da Telesp, antes desta ser privatizada pelos tucanos que têm, entre seus ex-ministros, o Luiz Carlos Mendonça de Barros.
Como lembramos e a imprensa não cansa de mostrar, o Mendonção foi pego com a boca no grampo, maquinando do jeito que eles fazem, para favorecer Daniel Dantas ( esse mesmo, que o Diogo Mainardi tornou pública a amizade do banqueiro com o PT desde as greves do ABC na década de 70 ) na privatização so Sistema Telebrás.
Pois bem. Da mesma forma que o Estado de São Paulo “recomprou” prédios do Santander, adquiridos pelo banco espanhol quando este recebeu a doação do Banespa ou, em menor escala, o avião que o então candidato Alckmin gabou-se de ter vendido – para demonstrar sua “superioridade” ao candidato Lula – mas que Serra “recomprou” e até deu carona a esse mesmo Alckmin com o avião readquirido, essas operações de “compra e recompra” parecem até pregão da Bolsa de Valores, e ( parece ) sempre tem tucano na jogada.
E, no staff de muitas dessas imobiliárias e incorporadoras gigantescas que investem nesses feudos para a classe “A”, aparecem os nomes de ex-ministros ou secretários especiais do governo FHC.
O Consórcio Rodobens, para exemplificar, que acabou de receber investimentos estrangeiros ( Merril Lynch comprou participação nessa empresa ) apresenta Maílson da Nóbrega e Alcides Tápias e o mega-private-equity-fund Rio Bravo, de Gustavo Franco e Carlos Kawall; sem contar com o Fundo Gávea, de Armínio Fraga.
E – pode-se ler nos cadernos de Economia – o dinheiro do estrangeiro vem jorrando. Cada vez mais. De acordo com o Giba Um, “a ordem é esquentar”.
Não estou pré-julgando ninguém, apenas levantando questões e suspeitas. As investigações ficam a cargo da Polícia Federal, da Receita Federal e dos bravos jornalistas investigativos de nossos jornais, que dariam a vida em nome de seus princípios ético-morais ( princípios tão nobres são encontrados, apenas, nos próprios donos destes veículos de comunicação ).
Talvez eu volte ao assunto.

TRIVELA
Carta Maior
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Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
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