ENCALHE

julho 1, 2009

"Fúria arrecadatória" brasileira poupa os ricos, justamente esses que se queixam da "fúria arrecadatória". Demagogia pra consumo da classe-média tosca

AQUI, SEM-BENS PAGAM 78% MAIS IMPOSTOS DO QUEM TEM
No Brasil proprietário paga menos impostos
MONITOR MERCANTIL, 30/06/2009
Brasília – O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse que, no Brasil, “ser proprietário é ser beneficiado pelo sistema tributário”. Pochmann, que apresentou o estudo Receita pública: Quem paga e como se gasta no Brasil, reconheceu que as isenções tributárias concedidas desde o início do governo pouco alteraram o quadro de injustiça tributária.
O estudo aponta que os brasileiros que não possuem propriedade arcam com uma carga tributária 78,1% superior ao que pagam os proprietários: “Quem tem propriedade é beneficiado pelo sistema tributário”, disse.
O estudo mostrou que cerca da metade da renda dos brasileiros que ganham menos (até dois salários mínimos) é transferida para os cofres públicos. O peso da carga tributária sobre esses brasileiros é 85,8% maior do que a de quem ganha mais de 30 salários. “É um enorme diferencial”, disse o presidente do Ipea.
Segundo ele, um dos motivos para essa injustiça tributária é o grande número de tributos indiretos: “A experiência dos países desenvolvidos aponta a importância da elevação dos tributos diretos, dos impostos sobre a riqueza, a redução dos impostos indiretos que incidem sobre o consumo básico e alimentação e transporte”, comparou.
Pochman evitou, porém, comentar o risco de as novas desonerações tributárias concedidas pelo governo Lula para enfrentar a crise agravarem o quadro.
Segundo ele, as desonerações estão sendo feitas sem considerar a justiça tributária: “Estão sendo feitas sob o ponto de vista da emergência do enfrentamento da crise, considerando justamente os setores que têm maior impacto na geração de empregos. A preocupação geral das isenções é a de gerar emprego”, avaliou.

abril 2, 2009

"Milagre" pós-1964 concentrou renda em período de expansão econômica

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O período militar de 1964 a 1985 abrigou grandes contradições na sociedade brasileira, como a modernização da economia a custo do agravamento da desigualdade social. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 20% dos brasileiros mais pobres tinham 3,9% do total da renda nacional em 1960. Vinte anos depois, em 1980, esse mesmo um quinto da população concentrava apenas 2,8% de toda a renda produzida no país.
Em 1974, após o chamado “milagre econômico”, o salário mínimo tinha a metade do poder de compra de 1960. Nos anos do milagre (1968 a 1973), a taxa de crescimento econômico ficou em torno de 10%, com picos de 14%, e a indústria de transformação expandiu quase 25%.
As contradições econômicas de um país que ficava mais rico e a população mais pobre têm explicações políticas, avalia o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann. “A ausência de democracia impossibilitou haver pressão de baixo. A política autoritária acabava consagrando os resultados econômicos.”
Para a economista Leda Paulani, da Universidade de São Paulo (USP), os momentos de maior crescimento econômico são propícios para expansão do emprego e da renda, “porque a demanda por trabalho é muito alta, não há risco de desemprego”. A ditadura, no entanto, impediu essa associação virtuosa ao reprimir a organização política e a luta sindical. “Os trabalhadores não podiam lutar por maiores fatias do bolo, os sindicatos estavam amordaçados”, lembra.
Leda assinala que “as condições econômicas para o milagre foram colocadas no período anterior à ditadura”, referindo-se à capacidade instalada da indústria e ao contexto da economia internacional. Em sua opinião, o milagre melhorou em termos absolutos a situação de setores que tiveram acesso ao crédito. “O crescimento por si só era bom. O crédito acabava melhorando a vida material. Mas ,em termos relativos ,as desigualdades se aprofundaram nos estratos mais pobres. Não se aproveitou aquele momento de crescimento para resolver a desigualdade distributiva.”
Segundo Pochmann, no golpe militar de 1964 [assim como na Revolução de 1930] predominou uma convergência política em torno do crescimento econômico, como mecanismo de postergar as soluções dos problemas sociais e de manter a concentração patrimonial e a desigualdade de renda. “O crescimento era uma convergência que impedia a oposição frente aos resultados sociais insatisfatórios e à própria ausência de democracia.”
“Os ministros da economia eram pessoas muito elitistas, pensaram o desenvolvimento econômico por meio da liderança de certas elites estratégicas. No caso do campo, virou agrobusiness, no caso da indústria, foi a consolidação [do mercado de bens de consumo] e a abertura para o exterior”, complementa Benício Schmidt, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB).
Conforme Schmidt, a escolha pelo crescimento sem distribuição de renda teve conseqüências econômicas e sociais bastante graves. “Hoje ,nossa economia está praticamente monopolizada, fruto dessa acumulação concentrada. É claro que isso aí não gerou os empregos que deveria, não ajudou a renda como deveria e trouxe muitos problemas. Não serviu para pressionar o sistema educacional para atender uma demanda que nunca existiu. Isso tudo foi acumulando e deu no que deu: uma das concentrações de renda mais altas do mundo”, lamenta.
Além da questão econômica e social, o cientista político faz a ligação entre o modelo econômico e a repressão durante a ditadura. “A elite militar estava sustentada no empresariado, com grandes conexões internacionais. Um número reduzido de empresários que financiaram a Operação Bandeirantes (Oban)”, diz, referindo-se à formação paramilitar dos órgãos de repressão em São Paulo, financiada por grandes empresas, inclusive multinacionais, para combater a resistência à ditadura.
“Os empresários financiaram o golpe de Estado e com ele expandiram muito seus negócios, tiveram nos militares uma grande segurança, um grande guarda-chuva de proteção”, avalia Schmidt.

março 26, 2009

Mercado de luxo ignora crise: ações da Tiffany sobem 13%, brazucas são 5% do mercado de aluguel de jatos e iates, Mercedes ( U$ 100mil ) bombam…

Mercado de luxo está aquecido, diz instituto
Do G1, 25.03.09
Não há crise para os ricos e consumistas com muito dinheiro para gastar. Segundo o Instituto do Luxo, as grandes marcas não sofrem com a recessão, e continuam com as vendas aquecidas porque seus clientes seguem muito ricos e não abrem mão de produtos de alta qualidade.
A Maison Hermès, fundada em paris em 1837 para vender selas, é hoje uma das principais marcas de produtos de luxo. A grife anunciou que teve um bom ano em 2008, e planeja abrir mais 20 lojas em 2009. As vendas da marca estão crescendo este ano.
As ações da Tiffany, loja de jóias fundada em Nova York no mesmo ano, subiram 13% esta semana porque a marca deu lucro acima do esperado. E vai abrir mais 13 lojas em 2009.
Em quase todo o mercado das marcas de alto luxo, a recessão não tem provocado o efeito devastador que afeta as grandes redes de consumo de massa, obrigadas a oferecer descontos de 70% ou mais para atrair compradores. Nas lojas de luxo, os preços continuam altos. Mesmo sem descontos, as vendas não caíram.
Instituto do Luxo
O economista Milton Pedraza preside o Instituto do Luxo, que pesquisa esse mercado. Segundo ele, as grandes marcas não estão sofrendo com a recessão porque seus clientes podem ter perdido um pouco, mas continuam muito ricos. E preferem produtos de alta qualidade.
Segundo Pedraza, os bilionários russos, que alugavam os iates e jatos mais caros, quebraram e sumiram do mercado. Mas os consumidores brasileiros, que são 5% do mercado de luxo, continuam comprando.
Na loja da Mercedes, por exemplo, os carros de mais de US$ 100 mil continuam vendendo bem, diz um gerente.
“Quem compra produtos de alto luxo são empresários dos setores produtivos que não gastam acima do que ganham e continuam ricos”, diz Pedraza.
Mercado imobiliário de alto padrão
O setor de luxo do mercado imobiliário de Manhattan, aquecido até o estouro da bolha das hipotecas, também não quebrou com a recessão. Um prédio histórico de Tribeca, bairro mais valorizado da cidade, onde moram estrelas do cinema como Meryl Streep e Robert de Niro, virou um condomínio de luxo onde quase todos os apartamentos estão ocupados. Um apartamento de dois quartos está à venda por US 3 milhões.
Três coberturas chegaram ao mercado agora, e os corretores não estão preocupados porque continua havendo procura por imóveis de alta qualidade.
O corretor Marcos Cohen, que é brasileiro, mostra o acabamento da cobertura, que tem aparelhos na cozinha importados da Alemanha.
Uma cobertura duplex de 400 m² acaba de ficar pronta, e está à venda por US$ 13 milhões. O preço não é absurdo porque a cobertura de um prédio próximo foi vendida na semana passada por US$ 30 milhões.
“Quem compra agora é porque sabe que é a hora de comprar. Quando está todo mundo nervoso é quando você compra”, diz Cohen.

Mercado de luxo ignora crise: ações da Tiffany sobem 13%, brazucas são 5% do mercado de aluguel de jatos e iates, Mercedes ( U$ 100mil ) bombam…

Mercado de luxo está aquecido, diz instituto
Do G1, 25.03.09
Não há crise para os ricos e consumistas com muito dinheiro para gastar. Segundo o Instituto do Luxo, as grandes marcas não sofrem com a recessão, e continuam com as vendas aquecidas porque seus clientes seguem muito ricos e não abrem mão de produtos de alta qualidade.
A Maison Hermès, fundada em paris em 1837 para vender selas, é hoje uma das principais marcas de produtos de luxo. A grife anunciou que teve um bom ano em 2008, e planeja abrir mais 20 lojas em 2009. As vendas da marca estão crescendo este ano.
As ações da Tiffany, loja de jóias fundada em Nova York no mesmo ano, subiram 13% esta semana porque a marca deu lucro acima do esperado. E vai abrir mais 13 lojas em 2009.
Em quase todo o mercado das marcas de alto luxo, a recessão não tem provocado o efeito devastador que afeta as grandes redes de consumo de massa, obrigadas a oferecer descontos de 70% ou mais para atrair compradores. Nas lojas de luxo, os preços continuam altos. Mesmo sem descontos, as vendas não caíram.
Instituto do Luxo
O economista Milton Pedraza preside o Instituto do Luxo, que pesquisa esse mercado. Segundo ele, as grandes marcas não estão sofrendo com a recessão porque seus clientes podem ter perdido um pouco, mas continuam muito ricos. E preferem produtos de alta qualidade.
Segundo Pedraza, os bilionários russos, que alugavam os iates e jatos mais caros, quebraram e sumiram do mercado. Mas os consumidores brasileiros, que são 5% do mercado de luxo, continuam comprando.
Na loja da Mercedes, por exemplo, os carros de mais de US$ 100 mil continuam vendendo bem, diz um gerente.
“Quem compra produtos de alto luxo são empresários dos setores produtivos que não gastam acima do que ganham e continuam ricos”, diz Pedraza.
Mercado imobiliário de alto padrão
O setor de luxo do mercado imobiliário de Manhattan, aquecido até o estouro da bolha das hipotecas, também não quebrou com a recessão. Um prédio histórico de Tribeca, bairro mais valorizado da cidade, onde moram estrelas do cinema como Meryl Streep e Robert de Niro, virou um condomínio de luxo onde quase todos os apartamentos estão ocupados. Um apartamento de dois quartos está à venda por US 3 milhões.
Três coberturas chegaram ao mercado agora, e os corretores não estão preocupados porque continua havendo procura por imóveis de alta qualidade.
O corretor Marcos Cohen, que é brasileiro, mostra o acabamento da cobertura, que tem aparelhos na cozinha importados da Alemanha.
Uma cobertura duplex de 400 m² acaba de ficar pronta, e está à venda por US$ 13 milhões. O preço não é absurdo porque a cobertura de um prédio próximo foi vendida na semana passada por US$ 30 milhões.
“Quem compra agora é porque sabe que é a hora de comprar. Quando está todo mundo nervoso é quando você compra”, diz Cohen.

Mercado de luxo ignora crise: ações da Tiffany sobem 13%, brazucas são 5% do mercado de aluguel de jatos e iates, Mercedes ( U$ 100mil ) bombam…

Mercado de luxo está aquecido, diz instituto
Do G1, 25.03.09
Não há crise para os ricos e consumistas com muito dinheiro para gastar. Segundo o Instituto do Luxo, as grandes marcas não sofrem com a recessão, e continuam com as vendas aquecidas porque seus clientes seguem muito ricos e não abrem mão de produtos de alta qualidade.
A Maison Hermès, fundada em paris em 1837 para vender selas, é hoje uma das principais marcas de produtos de luxo. A grife anunciou que teve um bom ano em 2008, e planeja abrir mais 20 lojas em 2009. As vendas da marca estão crescendo este ano.
As ações da Tiffany, loja de jóias fundada em Nova York no mesmo ano, subiram 13% esta semana porque a marca deu lucro acima do esperado. E vai abrir mais 13 lojas em 2009.
Em quase todo o mercado das marcas de alto luxo, a recessão não tem provocado o efeito devastador que afeta as grandes redes de consumo de massa, obrigadas a oferecer descontos de 70% ou mais para atrair compradores. Nas lojas de luxo, os preços continuam altos. Mesmo sem descontos, as vendas não caíram.
Instituto do Luxo
O economista Milton Pedraza preside o Instituto do Luxo, que pesquisa esse mercado. Segundo ele, as grandes marcas não estão sofrendo com a recessão porque seus clientes podem ter perdido um pouco, mas continuam muito ricos. E preferem produtos de alta qualidade.
Segundo Pedraza, os bilionários russos, que alugavam os iates e jatos mais caros, quebraram e sumiram do mercado. Mas os consumidores brasileiros, que são 5% do mercado de luxo, continuam comprando.
Na loja da Mercedes, por exemplo, os carros de mais de US$ 100 mil continuam vendendo bem, diz um gerente.
“Quem compra produtos de alto luxo são empresários dos setores produtivos que não gastam acima do que ganham e continuam ricos”, diz Pedraza.
Mercado imobiliário de alto padrão
O setor de luxo do mercado imobiliário de Manhattan, aquecido até o estouro da bolha das hipotecas, também não quebrou com a recessão. Um prédio histórico de Tribeca, bairro mais valorizado da cidade, onde moram estrelas do cinema como Meryl Streep e Robert de Niro, virou um condomínio de luxo onde quase todos os apartamentos estão ocupados. Um apartamento de dois quartos está à venda por US 3 milhões.
Três coberturas chegaram ao mercado agora, e os corretores não estão preocupados porque continua havendo procura por imóveis de alta qualidade.
O corretor Marcos Cohen, que é brasileiro, mostra o acabamento da cobertura, que tem aparelhos na cozinha importados da Alemanha.
Uma cobertura duplex de 400 m² acaba de ficar pronta, e está à venda por US$ 13 milhões. O preço não é absurdo porque a cobertura de um prédio próximo foi vendida na semana passada por US$ 30 milhões.
“Quem compra agora é porque sabe que é a hora de comprar. Quando está todo mundo nervoso é quando você compra”, diz Cohen.

Mercado de luxo ignora crise: ações da Tiffany sobem 13%, brazucas são 5% do mercado de aluguel de jatos e iates, Mercedes ( U$ 100mil ) bombam…

Mercado de luxo está aquecido, diz instituto
Do G1, 25.03.09
Não há crise para os ricos e consumistas com muito dinheiro para gastar. Segundo o Instituto do Luxo, as grandes marcas não sofrem com a recessão, e continuam com as vendas aquecidas porque seus clientes seguem muito ricos e não abrem mão de produtos de alta qualidade.
A Maison Hermès, fundada em paris em 1837 para vender selas, é hoje uma das principais marcas de produtos de luxo. A grife anunciou que teve um bom ano em 2008, e planeja abrir mais 20 lojas em 2009. As vendas da marca estão crescendo este ano.
As ações da Tiffany, loja de jóias fundada em Nova York no mesmo ano, subiram 13% esta semana porque a marca deu lucro acima do esperado. E vai abrir mais 13 lojas em 2009.
Em quase todo o mercado das marcas de alto luxo, a recessão não tem provocado o efeito devastador que afeta as grandes redes de consumo de massa, obrigadas a oferecer descontos de 70% ou mais para atrair compradores. Nas lojas de luxo, os preços continuam altos. Mesmo sem descontos, as vendas não caíram.
Instituto do Luxo
O economista Milton Pedraza preside o Instituto do Luxo, que pesquisa esse mercado. Segundo ele, as grandes marcas não estão sofrendo com a recessão porque seus clientes podem ter perdido um pouco, mas continuam muito ricos. E preferem produtos de alta qualidade.
Segundo Pedraza, os bilionários russos, que alugavam os iates e jatos mais caros, quebraram e sumiram do mercado. Mas os consumidores brasileiros, que são 5% do mercado de luxo, continuam comprando.
Na loja da Mercedes, por exemplo, os carros de mais de US$ 100 mil continuam vendendo bem, diz um gerente.
“Quem compra produtos de alto luxo são empresários dos setores produtivos que não gastam acima do que ganham e continuam ricos”, diz Pedraza.
Mercado imobiliário de alto padrão
O setor de luxo do mercado imobiliário de Manhattan, aquecido até o estouro da bolha das hipotecas, também não quebrou com a recessão. Um prédio histórico de Tribeca, bairro mais valorizado da cidade, onde moram estrelas do cinema como Meryl Streep e Robert de Niro, virou um condomínio de luxo onde quase todos os apartamentos estão ocupados. Um apartamento de dois quartos está à venda por US 3 milhões.
Três coberturas chegaram ao mercado agora, e os corretores não estão preocupados porque continua havendo procura por imóveis de alta qualidade.
O corretor Marcos Cohen, que é brasileiro, mostra o acabamento da cobertura, que tem aparelhos na cozinha importados da Alemanha.
Uma cobertura duplex de 400 m² acaba de ficar pronta, e está à venda por US$ 13 milhões. O preço não é absurdo porque a cobertura de um prédio próximo foi vendida na semana passada por US$ 30 milhões.
“Quem compra agora é porque sabe que é a hora de comprar. Quando está todo mundo nervoso é quando você compra”, diz Cohen.

Mercado de luxo ignora crise: ações da Tiffany sobem 13%, brazucas são 5% do mercado de aluguel de jatos e iates, Mercedes ( U$ 100mil ) bombam…

Mercado de luxo está aquecido, diz instituto
Do G1, 25.03.09
Não há crise para os ricos e consumistas com muito dinheiro para gastar. Segundo o Instituto do Luxo, as grandes marcas não sofrem com a recessão, e continuam com as vendas aquecidas porque seus clientes seguem muito ricos e não abrem mão de produtos de alta qualidade.
A Maison Hermès, fundada em paris em 1837 para vender selas, é hoje uma das principais marcas de produtos de luxo. A grife anunciou que teve um bom ano em 2008, e planeja abrir mais 20 lojas em 2009. As vendas da marca estão crescendo este ano.
As ações da Tiffany, loja de jóias fundada em Nova York no mesmo ano, subiram 13% esta semana porque a marca deu lucro acima do esperado. E vai abrir mais 13 lojas em 2009.
Em quase todo o mercado das marcas de alto luxo, a recessão não tem provocado o efeito devastador que afeta as grandes redes de consumo de massa, obrigadas a oferecer descontos de 70% ou mais para atrair compradores. Nas lojas de luxo, os preços continuam altos. Mesmo sem descontos, as vendas não caíram.
Instituto do Luxo
O economista Milton Pedraza preside o Instituto do Luxo, que pesquisa esse mercado. Segundo ele, as grandes marcas não estão sofrendo com a recessão porque seus clientes podem ter perdido um pouco, mas continuam muito ricos. E preferem produtos de alta qualidade.
Segundo Pedraza, os bilionários russos, que alugavam os iates e jatos mais caros, quebraram e sumiram do mercado. Mas os consumidores brasileiros, que são 5% do mercado de luxo, continuam comprando.
Na loja da Mercedes, por exemplo, os carros de mais de US$ 100 mil continuam vendendo bem, diz um gerente.
“Quem compra produtos de alto luxo são empresários dos setores produtivos que não gastam acima do que ganham e continuam ricos”, diz Pedraza.
Mercado imobiliário de alto padrão
O setor de luxo do mercado imobiliário de Manhattan, aquecido até o estouro da bolha das hipotecas, também não quebrou com a recessão. Um prédio histórico de Tribeca, bairro mais valorizado da cidade, onde moram estrelas do cinema como Meryl Streep e Robert de Niro, virou um condomínio de luxo onde quase todos os apartamentos estão ocupados. Um apartamento de dois quartos está à venda por US 3 milhões.
Três coberturas chegaram ao mercado agora, e os corretores não estão preocupados porque continua havendo procura por imóveis de alta qualidade.
O corretor Marcos Cohen, que é brasileiro, mostra o acabamento da cobertura, que tem aparelhos na cozinha importados da Alemanha.
Uma cobertura duplex de 400 m² acaba de ficar pronta, e está à venda por US$ 13 milhões. O preço não é absurdo porque a cobertura de um prédio próximo foi vendida na semana passada por US$ 30 milhões.
“Quem compra agora é porque sabe que é a hora de comprar. Quando está todo mundo nervoso é quando você compra”, diz Cohen.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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