O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, rechaçou as “suposições” levantadas por um jornal da capital paulista de que o PT “teria” recebido doações da Cisco, em troca de um “suposto” beneficiamento em contratos com a Caixa Econômica Federal. Segundo Berzoini, não passa de “uma informação perdida no ar”. “O PT não tem qualquer relação com essa empresa. Consultei membros da executiva do partido e pedi levantamento sobre doações. Todos afirmaram que não conhecem e não têm nenhuma relação com ninguém da empresa”.
A Caixa Econômica Federal também repudiou a reportagem. Em nota, o assessor de imprensa Gabriel de Barros Nogueira afirma que “a Caixa não possui nenhum contrato com a Cisco. Todos os equipamentos fabricados pela referida empresa foram adquiridos em licitações públicas, em que se assegura integral publicidade e transparência. Os vencedores dos últimos pregões, de 2000 a 2007, nos quais estão incluídos produtos da empresa em questão, foram as empresas Damovo, Conecta, CPM, Telefônica, Medidata e IBM”. Ao considerar que “a Folha pratica um jornalismo parcial e irresponsável ao citar a Caixa Econômica Federal na reportagem de capa de 24/10, que trata do chamado caso Cisco”, a assessoria diz que “a Caixa considera lamentável a divulgação irresponsável de ilações descabidas ao citar nomes de seus dirigentes, no intuito de esquentar a reportagem. A propósito, o próprio jornal afirma inexistir investigação específica por parte da Polícia”.
No dia 16 de outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Persona, desmantelando um esquema fraudulento que resultou em prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O esquema foi armado pela transnacional norte-americana Cisco Systems Inc. – que domina cerca de 80% do mercado de equipamentos de informática do país -, que sonegava impostos e subfaturava em até 70% a importação de produtos de informática.
O esquema fraudulento da Cisco funcionava no Brasil através da empresa Mude, responsável pela importação de seus produtos. Até agora foram descobertas 14 empresas de fachada, 6 delas nos EUA e as restantes no Brasil, incluindo a Mude.As relações entre a Cisco e a Mude foram apuradas pela PF, “embora não aparecendo formalmente perante as autoridades aduaneiras nos procedimentos de importação de produtos Cisco, controlam todo o fluxo da importação, desde o fechamento da encomenda até a entrega do produto ao cliente final”.
A Receita Federal e a Polícia Federal estão apurando se os principais clientes da Cisco, entre eles a IBM, sabiam que a empresa mandava seus produtos para o Brasil de forma irregular. Entre os questionamentos, a Receita quer saber por que as empresas que têm sede nos EUA não faziam negócios diretamente com a matriz da Cisco.
A Caixa Econômica Federal também repudiou a reportagem. Em nota, o assessor de imprensa Gabriel de Barros Nogueira afirma que “a Caixa não possui nenhum contrato com a Cisco. Todos os equipamentos fabricados pela referida empresa foram adquiridos em licitações públicas, em que se assegura integral publicidade e transparência. Os vencedores dos últimos pregões, de 2000 a 2007, nos quais estão incluídos produtos da empresa em questão, foram as empresas Damovo, Conecta, CPM, Telefônica, Medidata e IBM”. Ao considerar que “a Folha pratica um jornalismo parcial e irresponsável ao citar a Caixa Econômica Federal na reportagem de capa de 24/10, que trata do chamado caso Cisco”, a assessoria diz que “a Caixa considera lamentável a divulgação irresponsável de ilações descabidas ao citar nomes de seus dirigentes, no intuito de esquentar a reportagem. A propósito, o próprio jornal afirma inexistir investigação específica por parte da Polícia”.
No dia 16 de outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Persona, desmantelando um esquema fraudulento que resultou em prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O esquema foi armado pela transnacional norte-americana Cisco Systems Inc. – que domina cerca de 80% do mercado de equipamentos de informática do país -, que sonegava impostos e subfaturava em até 70% a importação de produtos de informática.
O esquema fraudulento da Cisco funcionava no Brasil através da empresa Mude, responsável pela importação de seus produtos. Até agora foram descobertas 14 empresas de fachada, 6 delas nos EUA e as restantes no Brasil, incluindo a Mude.As relações entre a Cisco e a Mude foram apuradas pela PF, “embora não aparecendo formalmente perante as autoridades aduaneiras nos procedimentos de importação de produtos Cisco, controlam todo o fluxo da importação, desde o fechamento da encomenda até a entrega do produto ao cliente final”.
A Receita Federal e a Polícia Federal estão apurando se os principais clientes da Cisco, entre eles a IBM, sabiam que a empresa mandava seus produtos para o Brasil de forma irregular. Entre os questionamentos, a Receita quer saber por que as empresas que têm sede nos EUA não faziam negócios diretamente com a matriz da Cisco.
ed. 2615
31/10/07

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