ENCALHE

março 3, 2008

PSDB critica Serra em encontro regional

A Cidade
01/03/08
Prefeitos criticaram ontem em Sertãozinho, no encontro regional do PSDB, a postura política do governador José Serra com a região. O prefeito de Sertãozinho, José Alberto Gimenez (PSDB), foi o mais contundente em suas críticas.
“Nós estamos na região mais rica do Estado, mas não temos nenhum representante regional do partido no primeiro escalão do governo Serra”, afirmou. Segundo ele, há uma falha do partido na região. “Somos preteridos quanto a cargos”, explicou.
Gimenez amenizou as críticas ao governador, explicando que a região tem sido atendida em seus pedidos. “Não estou criticando o governo Serra, mas a postura política, com relação à região.” O prefeito de Cravinhos e coordenador regional do partido, José Carlos Carrascosa (PSDB), disse que, durante a visita do governador na sexta-feira na região, deixou clara esta situação.
“Os prefeitos do partido foram avisados em cima da hora, alguns nem foram comunicados da vinda do governador”, afirmou Carrascosa.
Região atendida
Para o deputado federal, Antonio Duarte Nogueira Júnior (PSDB), que também participou do encontro, o governo do estado tem atendido as reivindicações da região, apesar de ela não ter representantes no Palácio dos Bandeirantes. O encontro, realizado ontem pela manhã em Sertãozinho reuniu pefeitos de 13 cidades da região, com o objetivo de definir as candidaturas do partido. Para Nogueira, o PSDB deverá ter candidatos próprios na maioria das cidades. “Nós queremos consolidar a posição na região”, afirmou.
‘Continuo em retiro espiritual’
O prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini (PSDB), que também participou do encontro, não quis falar sobre a definição de sua candidatura à reeleição. “Continuo em retiro espiritual”, afirmou ao deixar o encontro em Sertãozinho.
Gasparini participou apenas da abertura da reunião, quando falou da importância da escolha de candidatos capacitados para participarem da eleição municipal. “É preciso escolher os melhores e não simplesmente preencher a chapa de vereadores”, afirmou.
Encontro em Ribeirão
O prefeito e o deputado Duarte Nogueira deixaram o encontro logo após a abertura, para participar de uma reunião do partido em Ribeirão Preto onde seria definida a escolha da chapa de vereadores. Mas Gasparini evitou falar sobre sua candidatura. Segundo ele, ainda é cedo para isto. No próximo sábado (8 de março), haverá outro encontro do PSDB regional em Cravinhos, quando serão definidos as candidaturas de outras 20 cidades da região, entre elas Ribeirão Preto. O objetivo destas reuniões, segundo o coordenador regional do PSDB, José Carlos Carrascosa, é o de manter o partido como o principal na região. Hoje, entre as 27 cidades da Região de Ribeirão Preto, o PSDB, administra 12 delas.Entre elas estão, as duas maiores, Ribeirão Preto e Sertãozinho.

fevereiro 22, 2008

Objeto luminoso é visto no céu de Riolândia

A Cidade
21/02/08
O QUE SERÁ Em pousada à margem do rio Grande, hóspedes olham para objeto luminoso não identificado
As estranhas luzes que vêm aparecendo no céu de Riolândia, a 280 Km de Ribeirão Preto, voltaram na noite de anteontem. Por toda a pequena cidade de 9 mil habitantes, dezenas de moradores avistaram o que muitos garantem ser um Óvni (objeto voador não-identificado).
Três equipes de imprensa, em vigília na zona rural da cidade, gravaram as imagens que ainda não têm explicação.
Na pousada Piapara, na margem do rio Grande, onde estava a equipe de A Cidade, cerca de vinte pessoas viram o ponto de luz, que se move em alta velocidade e cuja aparição não dura mais de alguns segundos.
Riolândia tem atraído especialistas em ufologia desde o surgimento das luzes de áreas de canavial tombado. A primeira ocorrência foi em 20 de janeiro.
Versão
Corre, a boca pequena, entre moradores de Riolândia, uma explicação para as estranhas luzes no céu. Seriam naves espaciais, tentando contato com um morador da cidade. O relato desse senhor de 54 anos é riquíssimo em detalhes.
Ele conta que em 1976, quando tinha 22 anos, manteve contato com uma nave espacial pousada ao lado do rio Grande, em São Francisco de Sales (MG) – na divisa com Riolândia.
O morador descreve dois extraterrestres, diz ter entrado na nave e que tem um localizador, uma espécie de chip, embutido na sola do pé direito. E mais: que a nave prometeu só retornar em 29 ou 30 de novembro de 2010.
NICOLA TORNATORE
Enviado especial a Riolândia

fevereiro 11, 2008

OVNIS de Riolândia: hóspede de pousada diz ter filmado a manifestação, e pede 15 mil reais pela película!!!

OVNIs são filmados em Riolândia
A Cidade
Sabado, 9 de Fevereiro 2008
Márcia não consegue mais dormir direito. Acorda sobressaltada, com medo de que eles tenham voltado.“Eles”, para Márcia, o marido Maurício e hóspedes da pousada que a família mantém à margem do rio Grande, são Ovnis, objetos voadores não identificados. Ou, simplesmente, vales extraterrestres.Tudo começou na madrugada de 19 de janeiro. “Levantei para tomar água e na cozinha reparei em luzes do lado de fora. Ao olhar pela janela, vi um objeto grande, muito grande, pairando sobre o canavial”, recorda Maurício Pereira da Silva, 39 anos, dono da Pousada Piapara, a 10 Km da cidade de Riolândia, localizada na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, a 280 Km de Ribeirão Preto.“Voltei correndo para o quarto, me tranquei e só sai de casa após amanhecer”, conta Maurício. Ele então foi até o canavial que cerca a pousada e tomou outro grande susto.“Uma área enorme, em circulo, dentro do canavial, estava com os pés de cana no chão. Como se alguma coisa tivesse pousado ali”, comenta.
O dono da pousada avisou o prefeito da cidade, Maurílio Viana da Silva (PSB), o Lila, e a notícia aos poucos se espalhou. Em poucos dias a pousada recebeu a visita de especialistas em ufologia vindos de São Paulo, Araçatuba e Campo Grande.“Também vieram agrônomos e meteorologistas. E ninguém consegue explicar o que fez o canavial deitar daquele jeito. O agrônomo garantiu que máquinas não podem ser, já que as áreas com cana-de-açúcar amassadas ficam dentro do canavial. E o meteorologista afirmou que não há fenômeno climático capaz de deixar a cana daquela forma”, comenta Maurício.
Imagens
A notícia de que Ovnis haviam pousado ao lado da pousada correu a cidade, chegou até a imprensa e uma legião de curiosos foi até o local.
Quando o assunto começava a cair no esquecimento, os Ovnis – ou seja o que for que está ocorrendo lá – voltaram. E de forma assustadora.“Na sexta-feira do Carnaval, um hóspede que veio com o pai pescar e trouxe uma filmadora resolveu ficar acordado de madrugada. E as imagens que ele captou são impressionantes”, comenta Maurício, agora mais preocupado do que nunca.“Antes, só ele tinha visto. Agora, todo mundo que estava aqui viu”, explica a esposa Márcia. “Eu, meu enteado, minha sobrinha e o marido, e dois hóspedes. Todos nós presenciamos as luzes”, diz.
Na última terça-feira, em pleno Carnaval, Maurício voltou a pedir ajuda ao prefeito, que mandou um assessor ao local. “Ele veio filmar as áreas amassadas dentro do canavial, já que o prefeito quer pedir ajuda ao governo federal. E andando pelo canavial, acabamos encontrando outro trecho de cana deitada – o maior de todos, com quase cem metros de diâmetro”, conta Maurício.
Avisados, especialistas em ufologia estão retornando ao local. “Eles acham que, na primeira vez, as naves perderam alguma coisa aqui, e por isso estão voltando”, segreda Maurício, em voz baixa.
Ele, que não acreditava em disco voador, agora não tem dúvidas. “Não é questão de acreditar ou não. Eu vi!”, afirma enfático.
Explicação
A esposa Márcia só quer uma explicação, para voltar a dormir em paz. Enquanto isso, o número de áreas esmagadas dentro do canavial de 19 alqueires vão aumentando. No início, eram três. Agora, já são pelo menos oito. Pelo menos até a última quarta-feira, quando a reportagem esteve no local. “O que está acontecendo? Alguém quer fazer o favor de nos explicar”, pede, aflita, Márcia.
Hóspede pediu R$ 15 mil por filmagem
Marcílio Steck Netto, 26 anos, mecânico industrial desempregado, residente em Louveira, acompanhou o pai e dois amigos deste no que seria mais uma tranqüila pescaria de Carnaval no rio Grande.“Levei minha filmadora, como sempre faço. Na pousada, com aquela história do canavial amassado, resolvi ficar acordado de madrugada. Às 3h00 do sábado, gravei as primeiras aparições. Na madrugada da segunda-feira, um colega me acordou, avisando que as luzes tinha voltado”, conta.
Desta vez, Marcílio saiu da pousada e conseguiu as melhores imagens. “Bem em cima da pousada e também depois sobre o rio. Do ponto fixo, que os ufólogos me disseram ser a nave-mãe, saem pontos menores, de várias cores, que se movem rapidamente. São as sondas que a nave-mãe lança para verificar o terreno”, diz.
Marcílio deixou a pousada na tarde da última terça-feira. “Não estou conseguindo dormir direito, a sensação que tenho é que os extraterrestres estão tentando me contatar”, conta.
Ele gostaria de voltar a Riolândia, mas o pai não quer deixar. “Ele e os amigos estão com medo”, diz.Ainda na pousada, durante as visitas de equipes de TV, ele tentou comercializar os cerca de 15 minutos de filmagem. “Recebi e recusei três ofertas que variavam de R$ 350,00 a R$ 500,00. Aí um produtor de uma quarta emissora me perguntou quanto queria. Pedi R$ 15.000,00, mais um telescópio e o custo de minha hospedagem. Eles ficaram de me responder mas até agora nada”, conta.
Marcílio diz não sabe se, agora, venderia as imagens por aquele preço. “Mostrei aqui na minha cidade e quem viu disse que a gravação tem um valor incalculável. Se isso for exibido na TV, acho que a Nasa vem atrás”, acredita.“Eu sinto que eles vão aparecer de novo. Eu queria mesmo é voltar para Riolândia e ficar lá o mês inteiro”, conta.
Engenheiro descarta fenômeno climatológico
O engenheiro eletrônico Jorge Luis Nery, responsável pelo setor de pesquisa de campo do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisa Espacial), ONG que existe há quase duas décadas e tem sede em Araçatuba, avisa: todas as causas naturais estão descartadas.“Não foi nenhum fenômeno climatológico que tombou aquele canavial. Isso já podemos garantir”, diz. Segundo ele, a única causa possível, um tornado, está descartada.“A poucos metros da borda do canavial existe uma fileira de coqueiros. E a florada está lá, o vento não derrubou. Mais – a cana está deitada com a palha junto. Um tornado teria varrido tudo isso. Quando estive lá, na última segunda-feira, nem as goiabas haviam caído da goiabeira que existe ao lado da pousada”, informa.“Um tornado é um vento ondulante, que desce do céu em baixa pressão. Quanto toca o chão, é como se fosse um aspirador de pó gigante – suga tudo que estiver por perto. Quando o tornado perde a força, os detritos se espalham. E tirando a cana tombada, mais nada saiu do lugar. Ou seja, tornado não foi”, garante.O Inape alugou uma avião e sobrevoou a área. “Na segunda, antes de aparecerem novas áreas de cana tombada, vimos do avião um círculo ovalado grande e outros dois menores, bem próximos. Vento nenhum faz isso”, acrescenta.
O Inape ainda contatou o Inpe ( Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ). “Nós também trabalhamos com previsão meteorológica e por isso temos contato permanente com o Inpe. E o relatório deles é definitivo – não houve tornado na região de Riolândia”, diz.
Ele lamenta não ter visto as imagens gravadas pelo hóspede. “Ele nos pediu R$ 15.000 e decidimos encerrar o trabalho de campo no mesmo momento. Foi uma pena, porque é exatamente o Inape quem tem credibilidade para atestar a autenticidade das imagens. Geralmente as redes de TV nos procuram antes de exibir supostas imagens de Ovnis”, explica.
NICOLA TORNATORE
ENVIADO ESPECIAL

novembro 23, 2007

Estadão indenizará advogado por danos morais, e a juros de Henrique Meirelles. O velho golpe "falcatrua+ligado ao PT+suposto" não colou dessa vez.

OESP é condenado a pagar mais de R$ 563 mil de indenização a advogado
Redação Portal IMPRENSA
22/11/2007
O jornal O Estado de S.Paulo foi condenado a pagar mais de R$ 563 mil por danos morais ao advogado Brasil do Pinhal Pereira Salomão, que atua na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A decisão foi do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal.
A matéria que motivou a ação foi veiculada no dia 30 de maio de 1997, no caderno de “Política”, sob o título “Advogado causa polêmica em Ribeirão Preto” e subtítulo “Fundador do PT, Brasil Salomão deu parecer em que teriam causado prejuízo à prefeitura”. Nela, o jornal afirmava que o advogado havia causado rombo de R$ 37 milhões na cidade.
Na época, o advogado de Salomão, Henrique Furquim Paiva, requereu indenização de R$ 100 mil por danos morais. A alegação foi de que a matéria era totalmente inverídica e teria sido publicada com “intenção deliberada e consciente de difamação”. “Meu advogado apresentou provas documentais muito fortes de ficou provado, logo em primeira instância, que a matéria era inverídica”, disse Salomão, em entrevista ao Portal IMPRENSA.
Em sua defesa, o jornal alegou que apenas reproduziu as informações fornecidas pelas fontes entrevistadas. No julgamento em 1ª instância, ocorrido em abril de 1998, a juíza Maria Silvia Gomes Sterman deu ganho de causa ao advogado. A empresa recorreu.
Após perder a causa no Tribunal de Justiça de São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, o jornal dos Mesquita foi condenado a pagar ao advogado indenização de R$ 563.926,02, correspondente ao valor inicial requerido, somado às correções monetárias e juros.
Pela sentença, OESP também foi obrigado a publicar a sentença completa da 1ª instância do processo em suas páginas, o que ocorreu nesta quinta-feira (22), na página 10 do 1º Caderno. “Em um processo tão longo como este, o sentimento de injustiça permanece, porque a lesão continua com a pessoa. O jornal cumpriu a decisão da justiça e publicou a sentença, mas não serão as mesmas pessoas [que leram a matéria de 1997] que vão ler esse material”, disse Henrique Furquim Paiva, advogado de Salomão.

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