ENCALHE

abril 20, 2008

Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque

Eu nem sabia que existia. A Veja nem o Estadão falaram a respeito. Vamos tentar consertar.
Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque Segunda Audiência, em Lisboa aos 18 de Abril de 2008
Tribunal-Iraque Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque
Segunda Audiência
Lisboa, 18 de Abril, 21:30h, Casa do Alentejo
Entrada livre
Cinco anos de ocupação e de resistência em avaliação. as responsabilidades dos EUA e do Reino Unido
. a cumplicidade das autoidades portuguesas
. as violações do direito, os crimes cometidos, a restrição das garantias individuais, os pretextos da luta “antiterrorista”, as prisões secretas e os voos da CIA, a resistência iraquiana
Acusação formulada pelo magistrado Dr Eduardo Maia Costa
Grupo de Jurados constituído por personalidades representativas da sociedade portuguesa
Testemunhos
. Eman Khamas, Iraque
. Carlos Varea, Espanha
. Manuel Raposo, Tribunal-Iraque
O Iraque está a ser vítima de uma agressão de consequências humanas brutais: destruição das condições de vida das populações, saque de recursos e de bens patrimoniais, violação dos direitos individuais, regresso à colonização mais selvagem.
Nada disto pode ser esquecido nem legitimado: crimes foram e estão a ser cometidos no Iraque.
Para que os agressores e os cúmplices não continuem por acusar e por condenar, constituiu-se em 2003
o Tribunal Mundial sobre o Iraque (TMI) [texto em inglês], na tradição do Tribunal Russell para o Vietname, com o apoio de figuras internacionalmente prestigiadas.
Na sua primeira sessão, em
Bruxelas, o TMI contou nomeadamente com a participação do sociólogo e padre católico François Houtard, um dos fundadores do Fórum Social de Porto Alegre, do economista Samir Amin, da médica e escritora Nawal al Saadawi, dos ex-responsáveis pelo programa humanitário da ONU para o Iraque Denis Haliday e Hans von Sponeck, do jurista norte-americano e ex-ministro da Justiça Ramsey Clark, de Haifa Zangana, Sabah al-Mukhtar e Al-Bayati, resistentes iraquianos exilados.
No final de Junho de 2005, realizou-se em Istambul a sessão final do TMI. Como sessão culminante de uma vintena de outras, o Tribunal de Istambul teve o mérito de incorporar o essencial das abordagens feitas noutros países.
Do sentido geral das intervenções no TMI-Istambul pode tirar-se a ideia de que no Iraque está em jogo a liberdade dos iraquianos mas também o futuro dos outros povos do mundo. Todo o apoio é pois necessário, por uma e outra razão, à resistência dos iraquianos, que constitui uma ponta avançada da luta contra as pretensões norte-americanas. Se outras “guerras preventivas” ainda não foram lançadas é porque os EUA estão bloqueados no Iraque, sem grande margem de manobra.
Prosseguir a missão do TMI justifica-se também por isso.
As conclusões do WTI respondem às principais questões que estão colocadas, designadamente em dois aspectos essenciais:
o apoio sem condições à resistência iraquiana, reconhecendo-lhe o direito de ripostar por todos os meios à ocupação;
a exigência inequívoca da retirada dos ocupantes como condição prévia para a normalização da vida do país.
Declaração de Princípios

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