Edição Impressa 149 – Julho 2008
Pesquisa na área de defesa envolve universidades
Universidades do Reino Unido estão mais envolvidas em pesquisas com finalidades militares do que se estimava oficialmente, de acordo com reportagem da revista Nature. A entidade Scientists for Global Responsibility (SGR), que prega a redução de gastos militares no país, publicou um estudo mostrando que, de 13 universidades pesquisadas, 12 receberam em média US$ 4,7 milhões cada uma para se engajar em pesquisa militar e de defesa entre 2005 e 2006. Algumas instituições chegaram a receber quase US$ 10 milhões. Os números contrastam com as estimativas anteriores da SGR, feitas a partir de informações oficiais, segundo as quais cada universidade britânica recebeu em média US$ 800 mil para pesquisas na área de defesa em 2004. Em vários casos, o dinheiro vem de fontes governamentais e comerciais. Corporações da área de defesa sediadas no Reino Unido, como a BAE Systems, a Rolls Royce e a QinetiQ, além da norte-americana Lockheed Martin, foram os principais financiadores das instituições acadêmicas.
Renascer das cinzas
O “Iraque” [ aspas do blog ] planeja investir US$ 1 bilhão em educação superior para resgatar e ampliar a capacidade científica do país, destruída pela guerra civil. A Iniciativa pela Educação no Iraque, prevista para ser implantada de 2009 a 2013, foi anunciada por Zuhair A. G. Humadi, conselheiro do vice-presidente iraquiano Adil Abdul Mahdi. O programa será financiado com dividendos do comércio de petróleo [ OBS: "Já vi esse filme..." ] e prevê, entre outras medidas, a reconstrução da infra-estrutura universitária. Mas o ponto forte é o envio ao exterior de 10 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação em universidades da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Para prevenir a fuga de cérebros, os jovens se comprometerão a retornar ao país no final do curso ou terão de devolver o investimento feito pelo governo. Fawzi Al Naima, ex-reitor do Colégio de Engenharia da Universidade Nahrain em Bagdá, elogiou o plano. “É urgente reabilitar as universidades e construir novas”, disse à agência de notícias SciDev.Net. Al Naima, que hoje trabalha na Universidade de Engenharia e Tecnologia Taxila, no Paquistão, diz que a iniciativa deveria incentivar o regresso de professores que, como ele, foram forçados a deixar o país.
EUA encabeçam contingente de 180 mil soldados de 20 países no Iraque ( trecho )
” (…) Hoje, os países que contribuem de forma mais significativa com os esforço bélico americano são Reino Unido, Austrália, Coréia do Sul, Polônia, Geórgia, Romênia e El Salvador (…)”.