ENCALHE

junho 19, 2008

Sindicato diz que 68% das escolas estão paradas

Professores estaduais decretaram greve em assembléia na sexta-feira (13).
EPTV/ G1 , 18.06.2008
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou nesta quarta-feira (18) que 68% das escolas da rede estadual aderiram à greve decretada, em assembléia, na sexta-feira (13). Segundo o sindicato, nesta quinta-feira (19) serão realizadas assembléias em 93 subsedes regionais do sindicato. Além disso, professores das zonas Norte e Sul da capital paulistas devem realizar apitaços e passeatas. Os professores estaduais decidiram decretar por causa do decreto 53.037/08 do governador José Serra (PSDB), que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria. Além disso, os professores pleiteiam a incorporação das gratificações aos salários e que o piso seja reajustado com base em índice calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que prevê um salário mínimo de R$ 2.000. O piso da categoria atualmente é de R$ 668, de acordo com Carlos Ramiro. Na sexta-feira (20), os professores devem realizar uma nova assembléia geral, desta vez no hall do Museu de Arte de São Paulo (Masp), para decidir sobre a continuidade da greve.

junho 2, 2008

E ainda tem professor que assina Estadão ( e também a vEJA )!

Quem leu os jornais ficou “sabendo” que os professores da rede estadual paulista, quando cansam da escola onde estão, simplesmente vão para outra, sem mais.
Pois, de acordo com a leitura que se tem das matérias publicadas no Estadão ( não lembro a data ), a “rotatividade de professores” estaria em cerca de 40% do quadro docente, o que explica (aí sim ) e com sobra, indubitavelmente, a vergonhosa situação da educação paulista.
O professor, só por maldade, pega uma escola distante 50km de sua casa, para dar suas aulas ( isso quando ele não falta, claro ). Depois de 2 ou 3 dias, ele percebe que o local é um pouco longe. O que fazer? Simples ( para ele, lógico ): é só saír dali e arranjar outra escola. Aí ele escolhe uma que dista 45km de casa. Depois de 2 ou 3 dias, novamente, ele percebe que tal distância está cansando sua beleza. O que fazer? Simples: sair também desta, para melhor: uma escola que fique 40km de sua casa. Depois de 2 ou 3 dias…
Que acharam desta história? Meio exagerada, não? De certa forma, sim, mas não como os parcimoniosos jornais pró-Serra dizem.
Se há professor que “escolhe” um local de trabalho longe de sua residência, é porque, simplesmente, não há opções para ele.
Essa sim, é uma explicação razoável. E verdadeira.
Por quê um professor que reside na Lapa escolheria a Penha, sendo que nem auxílio-transporte o governo estadual lhe paga?
E, dado que a maioria dos docentes têm mais de um emprego, quantas horas ele passaria se deslocando poraí, ainda mais indo de PQP do Leste para Quintos dos Infernos do Oeste?
Pois não há Metrô e nem ônibus suficiente, e nem em locais estratégicos: se você mora em Vila Prudente ( Zona Leste da Capital ), é mais fácil para você alcançar a Vila Mariana, localizada na Zona Sul, do que a Penha, que fica na mesma região de seu bairro, a Zona Leste.
E aí, não parece improvável que alguém “escolha” trabalhar longe de casa, quando “pode” ( sic ) ficar por perto?

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