ENCALHE

julho 16, 2007

vEJA copia O CATA-MILHO na caruda!!!

Filed under: Editora Abril, recursos humanos, revista Veja — Humberto @ 12:51 am
Mas é o fim da picada mesmo!!! Vou mudar de hobby!
A revistinha dos Civita descobriu o óbvio: essa conversa furada de “gerente e gestor” não é nada mais que isso: conversa furada. Ouro deTolo. A roupa nova do rei. Em termos mais claros: charlatanismo.
A edição desta semana da vEJA traz na página 100, seção Comportmento, a matéria intitulada “Quando o negócio é torturar a língua” que trata dessa verborragia gerencial. Acho que em razão do lançamento daquele livro, o nome se me lembro bem é “Por que as pessoas de negócios falam como idiotas”.
Oba! Aqui tem um link para artigo da revista Época, que fala sobre o mesmo assunto, e está disponível para dar uma filada.
( Pausa para a leitura do artigo da Época )
Retomando: se tem algum veículo de comunicação de massa que tratou antes da vEJA desse cenário tão desagradável, propiciado por pessoas idem, esse veículo foi o nosso modestíssimo blog. E sem verba da Nossa Caixa a bancar a festa.
Aqui, um link para o post Corporate Propinatings – que traz consigo a alusão a um assunto que também a Carta Capital tratou na semana passada ( ou seja, depois di nóis ), apesar deles restringirem ao Banco Central : a ida de ex-presidentes ou diretores da instituição que de lá saíram e foram ganhar dinheiro participando de ( e aconselhando ) fundos de investimentos bilionários.
O CATA-MILHO tenta ser mais completo, e procura acompanhar as movimentações de ex-membros de governos passados rumo à iniciativa privada, seja na Presidência de alguma empresa, Diretoria, ou no Conselho Fiscal, Administrativo, essas coisas, e até mesmo na própria sociedade por cotas.
Quem vê, pensa.
( Pausa para a leitura de Corporate Propinatings )
Pois bem. Quer dizer que criaram vergonha na cara e vão deixar de empurrar todo o tipo de merda para os leitores das publicações da Editora Abril?
Ora, por quem sois.
Dêem uma folheada na Exame ou, de preferência, na Você S.A, da mesma editora, que são publicações voltadas justamente para os idiotas de negócios ( e os que pagam de idiotas de negócios ) e a verdade vos revoltará.
Na verdade,eu tinha fotocopiado alguns artigos destas revistas, mas não se encontram aqui comigo, então não posso usá-las como exemplos de palavrório gerencial de RH com foco em charlatanismo.
Para finalizar, um link para um post chamado Tolerância Zero na P*Q*P, de Março de 2007, sacaneando esta linguagem hermética dos iniciados empresariais.

março 14, 2007

Tolerância zero na pu*a que o pari* !!!

Filed under: empresas e companhias, MBA, recursos humanos — Humberto @ 11:29 pm

Não me refiro a algum programa de repressão policial. Eu estava a ler o Propaganda & Marketing, e aparece a coluna de alguém:

TOLERÂNCIA ZERO NAS EMPRESAS
Prá começo de conversa, quem nos acompanha aqui no blog ( Ei, você, acorde !! ) sabe que essa pilantragem de Recursos Humanos, aquela história de GESTÃO MOTIVACIONAL, também tem esses lances de Administração de Empresas, tudo isso é MERDA para mim !!
Cansei de ver gente semi-analfabeta funcional tentando pagar uma de investidor, de corretor de mercado, de gestor, essas bostas todas.
A questão, cara para mim é: capitalismo, socialismo ou anarquismo: seja qual for o tipo de agregamento humano ou sei lá, sociedade, ou forma de convívio social que escolhamos, o certo é que existe a necessidade de subsistirmos, a chamada ancestral para que mantenhamos vivos, a nós e a humanidade. Comer e procriar. Água. Frio.
Não domino de forma alguma a História das Sociedades diversas que apareceram e deram aqui como estamos hoje. Não sei quem foram os Sumérios e não imagino quando e como foi desenvolvida a Revolução Industrial, como chegamos a isso a que dá-se o nome de Democracia Representativa, como apareceu o Estado Moderno, isso tudo me é distante.
Mas eu sinto fome. E sede. E frio ( além da raiva ) . Vocês também têm isso.
E aí, eu pergunto: dá para levar a sério alguém que, em meio àquelas conversas típicas de classe-média-profissional-liberal, saca da manga uma série de jargões e lugares-comuns ( em todos os ambientes existem os seus lugares-comuns ) , para impressionar os outros? Aquele típico puxa-saco arrivista, caixa de ressonância de interesses acima dos seus ( do patrão, por exemplo ) , humilde seguidor da doutrina do “vestir a camisa da empresa”, ” somos uma equipe”, “vamos vencer os desafios”… ( BLEARGH !!! ) …
“Vencer os desafios”? A quê se refere isso ?
À concorrência [ "(...) a cada dia mais acirrada, num mundo cada dia mais dinâmico e competitivo (...) "... Viram como qualquer imbecil sabe de cor e salteado a cantilena ? ] ou ao “inimigo” ? Quem é o inimigo?
Outro sujeito querendo ganhar dinheiro para viver e sobreviver.
E essa competição está em quase todo lugar. O Vestibular é uma coisa assim.
Até me lembrei agora: estava conversando com o Vinícius, e mencionamos os cursos que poucos se interessam, em que até existe – em alguns momentos – sobra de vagas, como Letras, História, Filosofia. Esses cursos, e não é segredo nenhum, estão ocupados pelos mais pobres e remediados, a classe média baixa, o white-trash… enfim, ou existe uma exigência por Kant ( ou por ) Latim na sociedade brasileira, ou as pessoas estão desesperadas por um diploma universitário.
E nessa conversa me veio uma tese ( nada tão sério, que possa ser chamado dessa forma mas dane-se ) . Quando se diz - e isso vem à tona, a cada vez que há referências à trágica e descomunal obra de destruição das escolas e da Educação sob os cento e lá vai porrilhão de anos de governo tucano aqui em São Paulo – que só o diploma interessa, passo a achar que isso acontece também com relação aos estudantes desses cursos referidos acima.
Eles querem seu diploma, e não interessa se não é aquele desejado. Engenharia, Medicina são, em sua larguíssima maioria, para aquela japonesada do Objetivo.
Há excessões, que justificam a regra, como de alguém que passou fome, morou nas ruas, dormiu debaixo do viaduto ( até ser expulso pela Prefeitura ) , dormiu em casa abandonada ( até que a Cyrela foi lá, comprou barato o imóvel, demoliu-o, construiu um forte-apache com salão de festas e garage-band e destruiu o bairro, desvalorizou a região, comprou os outros imóveis – bem barato -, demoliu-os, construiu outras torres, e agora ficamos sabendo que o governo estadualvai construir um parque ecológico bem ao lado das propriedades – isso é que é sorte !!! ) e passou em primeiro na FUVEST em engenharia nuclear, só com seu esforço ( todo mundo pode, basta acreditar… ) .
Eu fugi bastante do assunto inicial, né? Eu sempre faço isso.
Bem. Onde quero chegar – nem eu sei direito – com isso ?
Digamos que eu apenas gostaria de saber quem foi o FDP quem inventou a competição entre pessoas que têm o mesmo objetivo ou, antes de tudo, as mesmas necessidades?
Outra coisa. Solta um mimeógrafo nas mãos de um desses caras ( o gestor, por exemplo ) e poucos saberão usá-lo. O mesmo vale para o manejo da Natureza em nosso proveito de de nossa sobrevivência. Fluxo de caixa ou MBA em gerenciamento de pessoas ? Isso só funciona em uma sociedade extremamente burocratizada. Quando digo “burocratizada”, quero dizer, cheia de merda e blá-blá-blá. O almofadinha precisa de alguém que faça o ( perdão pela expressão batida ) “trabalho sujo” ( melhor: o “trabalho de verdade” ) .
Nessa mesma conversa, o Vinícius pediu que eu desse um jeito de falar sobre o “desenvolvimento” ou o “crescimento”. Como assim?
Aparece alguém dizendo: “O que o Brasil precisa ( enfático, hein? ) é de crescimento”.
Acabamos concordando, pois em nossa cabeça, crescimento significa “emprego”, logo “grana”, logo “comida”, e por aí vai. Não que desejemos pensar dessa forma.
Acho que nunca paramos para pensar o significado disso e, conforme as perguntas vão ficando mais difíceis de serem respondidas, faltam-nos aqueles que clarificam as coisas, em linguagem de gente. Eu nunca toparia participar de um debate com o Gustavo Franco ou o Mendonção. Eles iam acabar me convencendo que o que sinto não é fome, mas preguiça. E que me falta competência. E ambição.
Sacaram?
Só tem “direito” a um trabalho – ou ao melhor trabalho, que paga mais – quem for mais ambicioso que o próximo. Só merece alimentar-se quem for ambicioso. Se você não aceita isso, prepare-se, pois seu vizinho aceita.
Quem não tiver ambição, não terá direitos quaisquer ( já que pessoas não ambiciosas costumam ser também não-produtivas ) , pois “direitos” são comprados.
Aos poucos, você será excluído em favor das pessoas que formarão a sociedade perfeita. Essa sociedade será formada por indivíduos ambiciosos. Cada vez mais ambiciosos. Ilimitadamente ambiciosos.
Um dia desses, ouvi um cidadão ligar para alguém ( talvez um corretor ) para que este buscasse uma “terra”, que ele queria começar a plantar EUCALIPTO. Há uma bela polêmica a respeito. Dizem que consome muita água e destrói o solo, que não aceitará mais cultivo algum.
Isso, quinzenas depois do relatório, que anunciou o aquecimento global apocalíptico.
O cara deve achar que isso acontecerá em Marte, que não é problema dele.
Outro dia recente, uma mulher pediu ao comerciante UM MAÇO MISERÁVEL DE CIGARRO, e ao invés de levar no bolso, a bruxa velha PEDIU UMA SACOLA. O sujeito, para não contrariar a “cliente” ( que tem sempre razão; ou direitos – “comprados”, aliás ) deu-lhe uma sacola enorme, pois só tinha daquele tamanho.
Gente como essa maluca
!!!
Eu ia escrever: “Gente como essa maluca é que faz com que, no futuro, passemos a respirar chumbo!!!”.
Mas lembrei que a gente já respira chumbo e que não há futuro.
Saí de novo da linha de raciocínio.
Eu estava pensando em um tipo de REALITY SHOW. E os participantes não seriam essas garotas de programa que aparecem costumeiramente, mas pessoas que viveram trabalhando no chamado “MERCADO” e que, graças a alguma ocorrência envolvendo:
- papéis virtuais;
- ações de empresas que só serão criadas quando acharem a cura da gripe;
- a quebra da Bolsa de Valores da Bolívia;
- uma epidemia de varíola causada por cobertores doados pelo USAID a populações de algum país rico em etanol e petróleo ( governado por uma família real corrupta e fanaticamente religiosa, porém aliado ) e que contaminou a plantação de milho transgênico usado na fabricação de salsichas refogadas e enlatadas;
- a especulação contra a moeda do Nepal;
e a decisão do governo de Nauru em atrasar o pagamento da dívida interna com os principais conglomerados bancários e famílias detentoras de papéis de curto prazo – contraída pela ditadura que governou o país durante 78 anos – para tentar resolver um problema envolvendo saneamento básico e mortes em massa de recém-nascidos acéfalos ( causado pelo despejo de chumbo no lençol freático da região, por uma empresa francesa de perfume ) , esses eventos todos fizeram com que a corretora em que eles trabalhavam viesse a falir.
Pois bem. Esses caras falidos terão que viver a vida real nesse nosso reality show com leves pitadas de snuff-movie, um formato que revolucionará a televisão brasileira.
Participante 1 :”Ei, o que é isso?”
P2 : “Eu já vi no You Tube. É um ônibus. “
P1 : ” Ah, que alívio.”
P2 : “AHHHHHRRRGHHH!!!”
Todos: “Keke foi ? Vc tá bem ?”
P2 : “É um morto. Um morto.”
P3 : “É claro que não. Ele tá se mexendo.”
P2 : ” Eu sei que ele está se mexendo. Não sou burro. Mas deveria estar. Está consumindo meu oxigênio.”
P4 : “Ele tem direito de respirar.”
P2 : “É? E ele comprou esse direito aonde?”
P1 : “Temos que gerenciar nossas necessidades. Otimizar nossos recursos. Quanto você tem, P4 ?”
P4 : “Só cartão de crédito. Qual você quer?”
P2 : “Deixa esse pra depois. Talvez precisemos para gastar no BAMBOA.”
P3 : “Eu não vou nesse lugar. Sou casado com a minha namorada de Faculdade. Fizemos Administração e MBA juntos. Agora demos entrada num três dormitórios da Cyrela. Só que agora não sei como vou pagar. Só se vendermos nossas FDCIs conjuntas e um pouco das ações da Vale que temos, quando comprei baratíssimo, antes de privatizar.”
ENTRA A VOZ DO LOCUTOR:
“Ih, P3, tua mulher fugiu com o presidente sênior daquela companhia que quebrou e que depois descobriram que o cara fraudava os balanços, ganhava bônus polpudos e salários e comissões astronômicas, além de levar a maior parte na divisão dos lucros entre os acionistas, o que resultou na ruína dos acionistas minoritários, na falência de fundos de pensão que aplicavam as aposentadorias de idosos uruguaios e na demissão de milhares de agricultores da Namíbia. Se fudeu ! “
P3: ” Pois é… o mercado oscila muito e só quem está preparado para competir é que conquista o sucesso.”
OS OUTROS: “Éééé !!!”
Depois eu retomo, pois fugi de novo do assunto.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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