ENCALHE

junho 4, 2009

Técnicos concluem mapeamento do Aquífero Guarani

A ação dos agrotóxicos na lavoura e a falta de saneamento básico em regiões metropolitanas onde se localiza o Aquífero Guarani podem sobrecarregar o manancial, que tem cerca de 7.500 poços que abastecem centenas de cidades. Na região do centro da cidade de Ribeirão Preto, em 30 anos, o aquífero baixou 60 metros.
Esses foram alguns dos problemas constatados pelo mapeamento da área, uma das fases do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, que começou em 2003 e teve os resultados apresentado na semana passada durante na 21ª Reunião do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em Brasília.
Situado no subterrâneo dos territórios da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com extensão total de 1.200.000 quilômetros quadrados, dos quais 840.000 no Brasil. O aquífero armazena cerca de 30 mil quilômetro cúbicos de água (dos quais apenas 2% podem ser aproveitados) e é considerado um dos maiores do mundo .
Segundo a geóloga Cláudia Lima, o fato de o nível ter baixado preocupa, mas não é grave. “Sempre que [se] explora, ele diminui, mas à medida que você vai fazendo uma gestão mais controlada, diminuindo o número de poços, acaba voltando para o equilíbrio”. Cláudia Lima está no projeto desde 2004.
Para Luiz Amore, secretário geral do projeto, o mapeamento foi a iniciativa mais importante. Ele disse também que a gestão do manancial deve ser cada vez mais local.
O projeto é realizado por técnicos do Brasil, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina desde 2003. O objetivo do mapeamento foi ampliar os conhecimentos sobre o sistema, formular um marco legal, institucional e técnico de gestão conjunta entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, implementar uma rede de monitoramento permanente, um sistema de informações e elaborar o Plano Estratégico de Ações. O projeto é pioneiro na América Latina.
Outro resultado do estudo é a divisão de quatro projetos- pilotos de gestão; Rivera-Santana; Itapua, Concórdia Salto e Ribeirão Preto. O Brasil é responsável pela gestão de Rivera-Santana, em gestão conjunta com o Uruguai e de Ribeirão Preto.
A próxima etapa será a implantação do Plano Estratégico de Ações (PEA) que visa identificar quais são as ações necessárias para resolver as principais ameaças a este sistema aqüífero. “[O Aquífero Guarani] é uma das maiores reservas de água doce do mundo, é estratégia nossa preservar”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
O programa apontou 11 eixos de ação a serem desenvolvidos em nível local, regional, nacional e transfronteiriço. Entre eles as que estão mais diretamente no âmbito do governo brasileiro são a coordenação da rede de monitoramento, o apoio ao desenvolvimento da gestão local e o desenvolvimento de programas técnico-científicos específicos para temas estratégicos. “Acho que o mais importante é a gestão no sentido de proteção, preservação e utilização racional [do aquífero] afirmou Cláudia Lima.
Foram investidos US$ 22 milhões no projeto, que foi implementado com recursos doados pelo Fundo para o Meio ambiente Mundial (GEF) e contrapartidas dos países, com o apoio do Banco Mundial e da Organização dos Estados Americanos.
A Coordenação Nacional do Projeto no Brasil esteve a cargo da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Meio Ambiente.
( ABr, 02.06.09 )

abril 30, 2008

"Querido blog: hoje eu comecei minha solitária campanha pelo desperdício total e estúpido de água potável"

Filed under: desperdício de água, recursos hídricos — Humberto @ 3:06 pm
“Foi assim, querido blog: eu acordei, e fui escovar os dentes; abri a torneira da pia e, enquanto esperava não-sei-o-quê, fui desrosquear a tampa da pasta de dente ( com a torneira aberta ); 15 minutos depois, percebi que estava virando a tampa para o lado errado; a água, no entanto, seguia a direção certa ( a do ralo ); terminada a limpeza bucal, fui tomar um café – o primeiro de meus 15 diários; não havia xícara limpa, todas estavam sujas, empilhadas sobre a pia. Sem problema. Peguei uma e fui lavar. Abri a torneira e percebi que não havia detergente. Sem crise. Saí e fui até o armazém comprar. Quanta variedade o consumidor encontra nas prateleiras!! O mundo está cada vez melhor. Mas isso causa certa dificuldade, e a gente se detém diante das opções diversas, totalmente envolvido pelo leque de escolhas à disposição. Fiz uni-du-ni-tê, e peguei a marca “X”. Cheguei em casa e fui direto para os afazeres. A torneira continuava aberta. Peguei a xícara, o detergente, e comecei a operação limpeza total. Pronto.
Mmmm. O cafézinho despejado na xícara e o aroma toma conta do ambiente.
Degustei meu mokka. A torneira continuava aberta.
Palmas no portão. Dou uma bizoiada. São Testemunhas de Jeová quem chamam. Deixa eu ir trocar umas palavras com eles.
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Apesar de não ser muito ligado em questões religiosas, às vezes eu estou com paciência e tempo. Basta ouvir bastante e não levar muito a sério. Todos ficam felizes.
Enquanto conversava com os missionários, notei que umas duas vizinhas estavam, naquele momento, lavando as calçadas de suas casas. Um outro lavava o carro. Higiene e imagem caminham juntos.
Retornei à casa. A torneira continuava aberta.
E resolvi sentar diante do computador para compartilhar esta minha singela manhã com os – poucos – leitores deste blog.
Tenho certa dificuldade com as palavras. Demoro um pouco para acertar. O som da água correndo me dá certa sonolência. Decido tomar uma atitude. Isso não pode continuar assim.
Xuip! Ahhhh!! Mais uma xícara de cafézão, e as idéias parecem retornar. O som da água escorrendo continuamente não mais me chateia.
( Da rua vem a algazarra que fazem as crianças da mulher do 125, se dirigindo à escolinha particular. Essa mulher, aliás, é uma das que estavam regando a calçada e o quintal enquanto eu batia uma caixa com os religiosos. )
Volto a teclar. Não quero me estender muito. A concisão é importante.
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Pronto. Acho que ficou bom.
A torneira continua aberta. Não tem problema. Sou eu que pago. Daqui a 50 anos estarei morto e os filhos da mulher do 125 estarão envolvidos numa guerra mundial, deflagrada pelo controle de recursos hídricos. Poblema deles.
Kda 1, Kda 1.

abril 25, 2008

As duas futuras campanhas deste blog!!

Duas, hein? Aqui a gente trabalha mesmo!! Estão em estudo.
A primeira se baseia naquela velha conversa, de que há muitos feriados no Brasil, que isso prejudica a economia, etc.
Pois bem. Acabemos com um feriado ou ponto facultativo, tanto faz.
Aqui no estado de São Paulo, o blog acha dispensável a comemoração do 9 de Julho. E é contra a data, e o conseqüente feriado, que este blog fará uma campanha. FORA!
A segunda é de teor ecológico.
Economizar água é algo que parece estar fora do campo de interesses de grande parte da população. “Regar” a calçada, o meio-fio, até o meio da rua são hábitos arraigados na mentalidade dos habitantes do município de São Paulo.
Ao mesmo tempo, chega a ser curioso o esforço dos pais, principalmente os de classe-média, em garantir a formação e a qualificação profissional ( eu uso tais termos ironicamente ) de seus filhos. Tudo para lhes garantir um futuro de sucesso.
Futuro? Mmm.
Deixa eu pensar: se eu seguir a linha de sempre, a de economizar água, entre outras regras de comedimento no uso de recursos diversos, eu estarei, ao mesmo tempo, garantindo que haja – no sentido de “existir”- um mundo em que estes citados filhos viverão e, talvez, mandarão.
Mmmm. É isso que eu quero? Para esta gente que eu desprezo hoje? E seus filhos?
Eu não viverei mais do que cinquenta anos futuros. Até lá, o mundo já deverá estar em guerra por água e comida.
Enquanto isso, estou abdicando, nos dias de hoje, de meu conforto e de meus interesses, em nome de um “algo” coletivo, que, a rigor não parece existir. Vejam seu dia-a-dia.
Também não planejo filhos e, por isso, não terei descendentes. Nem obrigações para com eles.
Seguindo a linha de pensamento “K.DA 1, K.DA 1″ ( “Cada um, cada um”, em português arcaico ), acho que acaba aqui meu zêlo pelo meio ambiente.
Ou seja, a campanha será pelo uso indiscriminado, total e sem tréguas, da água para fins idiotas.
Carro, calçada, cimento. Limpeza total. No future para vocês e seus filhinhos.

dezembro 11, 2007

TRF concede liminar que suspende obras de transposição do São Francisco

O MPF (Ministério Público Federal) informou que o TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região suspendeu liminarmente as obras de transposição do rio São Francisco. Em nota, a Procuradoria informa que há três problemas no projeto.Entre os problemas apontados pela Prouradoria estariam a violação do plano de recursos hídricos, dos princípios da gestão descentralizada da água e da participação popular e o fato do aporte hídrico pleiteado para a transposição ser alvo de um procedimento administrativo no Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.Procurada pela reportagem, o Ministério da Integração Nacional informou que se manifestaria mais tarde sobre a decisão.
Greve de fome
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, 61, está em greve de fome há 14 dias contra a transposição das águas do rio São Francisco. Ele apoiou as manifestações promovidas ontem por MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e Via Campesina.
Dom Luiz afirmou ainda que o governo federal “fez calar as forças sociais” e tornou-se “refém dos grandes”.
Para o bispo, que jejua na igreja de São Francisco, em Sobradinho (540 km de Salvador), mobilizações como a de ontem “são importantes para a redescoberta de identidades pelos próprios movimentos sociais”.
Dom Luiz recebeu ontem a visita do dirigente nacional do MST João Paulo Rodrigues. O líder sem-terra anunciou a adesão do movimento à campanha contra a transposição.
“O MST entra agora com toda sua força política nessa luta”, afirmou Rodrigues. “Entre Lula e o bispo, ficamos com o bispo. Não queira Lula fazer o teste”, declarou. “A partir de agora, vamos iniciar a luta contra as empresas transnacionais e em defesa do rio São Francisco. A briga vai ser boa.”
A estratégia do MST é nacionalizar o tema e desenvolver atividades, principalmente no Rio de Janeiro, envolvendo intelectuais e artistas. Em São Paulo, o movimento planeja realizar amanhã um ato público na praça da Sé.
Obras
A transposição –ou, como é chamada pelo governo, Projeto São Francisco– é a maior obra anunciada pelo governo Lula desde o primeiro mandato e foi uma das contempladas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Estimada em R$ 4,5 bilhões, até 2010, as obras serão dividas em 14 lotes. Somente neste ano, serão investidos R$ 483 milhões, além de R$ 247 milhões, que serão utilizados em projetos de revitalização, como tratamento de esgoto de municípios próximos ao rio, replantio de matas e recuperação de nascentes, em Minas Gerais, Estado que responde por aproximadamente 70% das afluências do rio.
O projeto de transposição divide a região Nordeste. Bahia, Sergipe, Alagoas e Minas Gerais –Estados que são chamados de “doadores” das águas do rio– são contrários às obras. Por outro lado, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará — que serão receptores das águas transpostas — defendem a liberação da licença ambiental para que o projeto tenha início.O rio São Francisco nasce em Minas Gerais e cruza o Nordeste pelos Estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Pelo projeto de transposição, canais a serem construídos levariam água para o interior de Pernambuco, para o Ceará, para a Paraíba e para o Rio Grande do Norte.
Agência Folha
11/12/07

outubro 4, 2007

A água é nossa

Assembléia aprova proposta de Requião que assegura a água como ‘bem público’
A Assembléia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (3), em primeira discussão, proposta do governador Roberto Requião que assegura na Constituição Estadual o acesso à água potável, considerando-o como serviço público essencial e prestado diretamente por pessoas jurídicas de direito público.
“A água é um bem essencial à vida e por isso tem que ser protegida. A proposta do governador prevê o ordenamento constitucional às diretrizes que asseguram a proteção, a preservação do meio ambiente e a gestão sustentável dos recursos hídricos no território paranaense”, disse o líder do Governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) – presidente da comissão especial que avaliou a proposta.
A PEC recebeu parecer favorável do relator da comissão, Osmar Bertoldi (DEM), composta ainda pelos deputados Elton Welter (PT), Ney Leprevost (PP) e Francisco Burher (PSDB). O parecer considerou ainda que os serviços públicos de saneamento e de abastecimento de água serão executados preferencialmente por pessoas jurídicas de direito público ou por sociedade de economia mista, sob o controle acionário e administrativo do Estado e municipal.
Apenas quatro deputados votaram contra a proposta: Élio Rusch (DEM), Luiz Carlos Martins (PDT), Plauto Miró (DEM), e Valdir Rossoni (PSDB).
Aprovada em primeira discussão, a proposta vai aguardar agora o interstício (intervalo) de cinco sessões e volta ao plenário para ser votada em segunda discussão. Em seguida vai à promulgação do presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus. A PEC, aprovada pelos deputados, não requer sanção governamental.
COMPROMISSO – A PEC foi enviada à Assembléia Legislativa em novembro de 2004. Segundo Romanelli, o governador lembrou da sua proposta durante a visita da ex-primeira-dama francesa, Danielle Miterrand, que também defende a água como bem público. “A PEC garante às futuras gerações a água potável e o saneamento básico, assegurados por uma gestão responsável do meio ambiente”, afirmou.Nesta terça-feira (2) o governador Roberto Requião assumiu o compromisso com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de aprovar a emenda até o final de 2008. “Inserimos na Constituição do Paraná as garantias de que a água é um bem público e, com isso, pode efetivamente ser um instrumento claro de utilização comum, de todos, a partir de uma boa gestão. Ela nunca pode ser uma mercadoria para ser comercializada”, destacou o líder do Governo.
ESSENCIAL À VIDA – A garantia da universalização do uso é a principal motivação da proposta de Requião, que entende a água como um bem de domínio público essencial à vida, à saúde e à manutenção do equilíbrio do meio ambiente. De acordo com a proposta, o seu uso “deve ser subordinado ao interesse geral e as diretrizes e os fundamentos orientadores da sua gestão devem ser explicitados no texto constitucional”.
Romanelli declarou que o Paraná vai ter uma das legislações mais avançadas de proteção aos mananciais e recursos hídricos. “A Constituição estadual terá um capítulo que vai tratar especificamente da água como bem essencial à vida humana. É um tema que está na pauta de discussão no mundo e o Paraná, mais uma vez, se torna referência na proteção dos interesses do seu povo”.
AEN/PR
04/10/07

setembro 22, 2007

O meu eu quero em "créditos pessoais de carbono"

Se entendo bem a lógica que sustenta os famosos “créditos de carbono”, os países ganhariam “bônus” para deixarem de poluir, porém permitindo que outros o façam em seu lugar, mantendo uma média mundial sem oscilações.
Eu disse que não sei se entendi direito, mas acho que o sentido é esse.
Caso seja, esse Dia sem Automóvel – que eu tratei como “farsa” e não mudei minha opinião a respeito, ainda que considerando as boas intenções dos seus idealizadores – me atiçou uma idéia, que ainda deverá ser lapidada devidamente.
Eu andava pelo meu “a-cada-dia-que-passa-está-progredindo-porém-às-custas-da-hediondamente-denominada-”qualidade-de-vida”‘ bairro, observando algumas casas antigas, porém habitáveis, derrubadas pelos tratores da especulação imobiliária; também percebi que, no mesmo dia em que o telejornal mostrou uma triste paisagem do árido sertão – que, revelou-se depois, tratava-se na verdade da represa Billings ( ou Guarapiranga, não lembro ) – seco e esturricado, algumas pessoas regavam os quintais e as calçadas ( para que a limpeza fosse mais eficiente, nada melhor que um jato interminável de mangueira ) e outras lavavam os carros.
Bem.
Pensei: “Esse pessoal é que está certo: faz o diabo para conseguir comprar um carro; cimenta ( ou compra cimentado ) o quintal da casa, que é para botar o carro; rebaixa ( ou às vezes suspende) a guia, contando com a, digamos, péssima fiscalização da Prefeitura, para facilitar a entrada do automóvel em casa, mas dificultando a caminhada do pedestre; gasta uma puta água potável regando o carro, a vaga ou quintal, a calçada, o meio-fio e às vezes até o asfalto ( e essas áreas todas que mencionei, só que da residência ao lado ); sai com o carro para ir até a esquina, na padaria; quando pode, dá um carro para a esposa e para os filhos que podem guiar, além de adquirir um para rodar nos dias de rodízio;
Para estes despreocupados, a consequência de se adquirir um automóvel se encerra na possibilidade ou não de comprá-lo, pagar os impostos e taxas, abastecer no posto e trocar alguma peça quando necessário for, sem contar o pagamento da mão de obra.
Óbvio que, quando o espaço necessário falta para comportar tanto aço circulando nas ruas, o carro jamais é visto como causa disso, mas vítima ( sim, como se fosse uma pessoa ): do motorista ao lado “que dirige mal”, da Prefeitura, da CET, dos pedestres, dos ônibus, caminhões, ciclistas, dos políticos, dos motoboys. Jamais da Física.
Como esse pessoal baba quando o noticiário diz que foram vendidos milhares de carros a mais do que no mês anterior. E como baba quando um novo modelo lindão sai da prancheta. Nesse mundo utópico, reforçado ininterruptamente pela propaganda e pela mídia empresarial, as ruas estão sempre livres. Ou então, estão intransitáveis e caóticas, mas só porque você possui um carro de outra marca que não aquela do comercial.
Sabe, infelizmente somos obrigados a respirar chumbo por causa de camaradas que são complexados pelo seu pau pequeno, ou damas que acham seus glúteos pouco atraentes. A propaganda lança essa idéia subliminarmente, a “necessidade” ganha corpo junto à sociedade e esta, por sua vez, obedece os comandos dos handlers das agências. Difícil ir contra tais ideais tão arraigados. Quem deseja ser um pária, um perdedor, não é mesmo?
E quem não reza pela cartilha do “sucesso”? Quem usa as pernas ou o transporte público coletivo?
Digamos que, entre outras coisas, o poder público não se sente muito obrigado a resolver os problemas, quando estes exigem respostas “radicais”. Não. Quem colocaria em jogo sua carreira política dizendo ao público aquilo que esta classe de marmanjos mimados não deseja ouvir?
Uma atitudezinha localizada aqui, outra acolá, como uma estação de Metrô.
Tem gente que ganha com isso: a construção de uma estação de Metrô, por exemplo, envolve interesses, e nem sempre se trata apenas da disponibilização de equipamento público de transporte à população.
Uma incorporador enche as burras de dinheiro adquirindo e comercializando as àreas próximas aos locais escolhidos para receberem as futuras estações. Esses locais passam a custar caro. O assédio se torna irresistível. Os moradores destas regiões que não disponham de recursos à altura para se manterem onde estão, sucumbirão às pressões, e passarão o ponto. E irão para outra freguesia, mais em conta que aquela de onde está saindo. Quem paga aluguel, esse está mais distante ainda de continuar na região. Seja porque o proprietário venderá o imóvel, seja porque o perfil econômico dos novos moradores exigirá serviços à altura das possibilidades destes, ou seja, mais caros.
Não pergunte por quê esses investidores ( que adoram dizer que farejam oportunidades e se gabam que suas ações terminam por melhorar a cidade como um todo, porém começando no local em que estejam operando diretamente ) não vão atrás de oportunidades em locais que realmente precisariam de alguma reforma urbanística – que realmente viria com a implantação dos novos projetos – e seus entornos.
Ora, já que o aeroporto de Congonhas está praticamente lotado, como um ônibus Terminal Capelinha, e a solução imediata é a transferência de ocupação para Guarulhos, por quê a Tecnisa ou a Rossi não constroem seu condomínios sensacionais em lugares próximos ao município vizinho, mesmo ainda na Capital, para o público que utiliza os aeroportos com frequência?
Eu sugeriria São Miguel Paulista, Jardim Helena, próximo à Petroquímica. Una-se o útil ao agradável: o governo estadual não precisará gastar o dinheiro dos pedestres e usuários de transportes públicos na construção de uma linha de trem expressa ligando a Capital ao aeroporto de Cumbica, e esta não precisará ser entregue de graça à iniciativa privada, como costuma ser o modelo tucano de parceria com os empresários.
A região que estou sugerindo conta com imóveis bem baratos ( dá para fazer um ótimo lucro em todos os estágios da obra ); possui sua linha de trem ( uma maravilha de acordo com a propaganda do governo estadual, à época da reforma ); situa-se próxima à Jacu-Pêssego e portanto, permite um melhor acesso à Trabalhadores e à Imigrantes, além da Marginal e do aeroporto; a mão de obra da região costuma ser barata; é servida pelo Metrô linha Leste-Oeste; tem áreas verdes, como o Parque do Carmo; conta com Universidades de ponta, como a USP Leste.
É quase um Paraíso.
Voltando aos créditos pessoais de carbono
É, meu amigo…
Eu, para mudar de assunto não precisa muito não.
Já falei que eu não tenho carro e não sei dirigir porque nunca me interessei? E que não tenho e jamais terei filhos ( e estes, inexisitindo, não comprarão carros, não cimentarão jardins, não lavarão quintal e calçada, não ocuparão espaço nas ruas e não votarão em candidatos apoiados e financiados pela indústria automobilística e pela especulação imobiliária; além disso não serão os vermes consumistas que a sociedade costuma parir )? E, finalmente, que reutilizo água de chuva, da máquina de lavar e até do banho, há mais de década?
Claro que não sou perfeito. Eu como carne, por exemplo. Não há como não causar algum dano ao meio ambiente, mas isso não é desculpa para condená-lo à danação que é abrigar em si os seres humanos horrendos que somos.
Voltando: já que eu abro mão, em benefício de outrem, do meu “direito inalienável” de destruir, poluir, desperdiçar água estupidamente, concretar a cidade, jogar CO2 pelo escapamento, matar iraquianos por petróleo, derrubar governos venezuelanos por petróleo, invadir países por suas reservas de água doce e outras atitudes socialmente justificadas e aceitas em nome de um estilo de vida que não pode jamais ser questionado, e garantindo que não terei descendentes para que os descendentes daqueles que fazem tudo isso que eu falei reproduzam tais ações, então:
Cadê a minha fração? Não é o caso da Bolsa de Valores ou da CVM criarem algum título no varejo, inspirado naquele comercializado entre as nações e empresas, que resulte em ganhos para as pessoas que se disponham a não piorar ainda mais o quadro ambiental apocalíptico em que vivemos?
Não sou uma pessoa ingênua ou de princípios. Eu quero minha parte em grana!!!

agosto 31, 2007

Aqüífero Guarani é tema de debate na Secretaria do Meio Ambiente do Paraná

A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos promoveu nesta quinta-feira (30), em Curitiba, um debate sobre a importância da preservação dos recursos hídricos. As discussões foram norteadas pela exibição do longa-metragem argentino Sed – Invasíon Gota a Gota, que conta a história do Aqüífero Guarani, o maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta.
A atividade fez parte do Fórum de Encontros e Debates, que a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria promove desde o início deste ano para incentivar a discussão interna e fortalecer o envolvimento dos técnicos, além de estimular iniciativas individuais.
O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, destacou que encontros como este contribuem para o aperfeiçoamento de políticas públicas que ajudam o meio ambiente “Quando reunimos vários técnicos, criamos a possibilidade de ampliar e compreender diferentes visões. Nos encontros do Fórum estamos buscando sempre subsídios técnicos e, acima de tudo, a integração da equipe através de um estudo coletivo”, comentou.
Para o secretário do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul no Paraná (Codesul/PR), Santiago Gallo, que participou dos debates, discutir o tema ambiental é fundamental para o desenvolvimento do Estado. “Ainda mais quando envolve recursos naturais que são compartilhados além das fronteiras”, disse. “Quando existe a mesma missão em relação ao meio ambiente e sua preservação, visando o desenvolvimento sustentável, podemos contribuir com outras sociedades para que elas preservem também. Se os dois lados preservarem, todos saem ganhando”, completou. Além do Brasil, o aqüífero Guarani abrange três outros países: Uruguai, Paraguai e Argentina – sendo que 2/3 do seu total se encontra em território brasileiro.
A assessora de Educação Ambiental da Secretaria, Fátima Jacob, afirmou que o Fórum continuará promovendo debates mensais sobre assuntos relacionados à sustentabilidade. “Estes encontros podem estabelecer diretrizes para o funcionamento de todas as coordenadorias da Secretaria, pois, nos debates, todos os departamentos estão presentes”, falou Fátima, destacando a importância do evento. “Desta forma, podemos formar uma agenda integrada que irá formar metas e soluções para as ações da Secretaria”, concluiu.

agosto 30, 2007

Cuidado quando a palavra "água" vem acompanhada de "importância estratégica" e "segmento industrial". Empreendedores focados em LUCROS discutem o tema

Filed under: água, danos ambientais, empreendedorismo, investidores, recursos hídricos — Humberto @ 5:33 pm
ÁGUA SUBTERRÂNEA TEM IMPORTANCIA ESTRATÉGICA NO SEGMENTO INDUSTRIAL
É fato que a água é um insumo básico à atividade industrial e seu custo pesa cada dia mais no resultado das empresas, do manejo ao uso final, pelos constantes ajustes na legislação ambiental. Por isso, empresas de todos os segmentos, em todas as regiões do país, fazem as contas e se mobilizam na busca de alternativas e soluções para reduzir custos e evitar impactos nas atividades com a falta ou escassez de água. Uma dessas alternativas são os mananciais subterrâneas, que a cada dia estão ganhando importância estratégica para o abastecimento industrial.
Entretanto, é preciso uma utilização adequada deste recurso alternativo, sempre seguindo os procedimentos e cuidados quando da perfuração de poços tubulares, os chamados poços artesianos. A indústria vem se conscientizando dessa necessidade de exploração racional dos mananciais subterrâneos, significativamente mais vulneráveis e de difícil recuperação quando contaminados.
A ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas –, buscando a proteção, controle e preservação desses mananciais, a partir de 2003, desenvolveu um programa de qualificação e credenciamento de empresas de perfuração de poços tubulares e serviços relacionados com esta atividade. Com essa iniciativa, as empresas de perfuração de poços, através de um selo de credenciamento, estão aptas a atuar e forma correta e idônea no atendimento dos usuários que demandam essa fonte de captação d’água.
ENCONTRO NACIONAL PROMOVIDO PELA ABAS
A utilização das águas subterrâneas no segmento industrial é um dos assuntos a serem discutidos no XV ENCONTRO NACIONAL DE PERFURADORES DE POÇOS e o I SIMPÓSIO DE HIDROGEOLOGIA DO SUL-SUDESTE, promovidos pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS, que acontecerá em Gramado-RS, de 28 a 31 de outubro próximo. “Água Subterrânea – fonte segura de abastecimento” e “Tecnologia, comercialização e qualidade na construção de poços artesianos”, são temas a serem abordados no evento que pretende contribuir para que a atividade de construção de poços seja mais qualificada e mais dinamizada, tanto a atividade direta como todas as atividades de suporte. Nos debates, além dos aspectos técnico-científicos, serão abordadas todas as implicações da legislação sobre a gestão de águas subterrâneas.
XV Encontro Nacional de Perfuradores de Poços
I Simpósio de Hidrogeologia do Sul-Sudeste
Feira de Produtos e Serviços
28 a 31 de outubro de 2007 – 8h30min às 20 horas
Hotel Serrano – Av. das Hortências, 1480 – Gramado – RSA
Feira é aberta para visitação
Informações: Acqua Consultoria
Fone: (11) 3522.8164
E-mail: xvperfuradores@acquacon.com.br
Website: www.acquacon.com.br/xvperfuradores
COM MAIS COMUNICAÇÃO – Assessoria de Comunicação
Jornalistas Luís Afonso Rech (Reg.Prof. 5825) e Rita de Cássia Rocha Lopes (Reg.Prof. 8446)Fones: (51) 3341.2058 / (51) 9845.1573 / (51) 9648.1922– E-mail: commais.comunicacao@terra.com.br
Pauta postada em: 29/08/2007
do COMUNIQUE-SE

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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