ENCALHE

julho 22, 2009

Óleo de fritura pode virar combustível

SÃO PAULO, 21 de julho de 2009 – A produção de biodiesel a partir de óleos usados em frituras é viável e benéfica para o meio ambiente, segundo o professor de Engenharia da Produção da Universidade Nove de Julho (Uninove), José Carlos Curvelo Santana. De acordo com o especialista, em média, as famílias brasileiras consomem entre um e três litros de óleo por mês, que, se fosse reaproveitado, poderia gerar entre 11 e 33 milhões de litros de biodiesel. Levando-se em conta o preço médio do litro do combustível, R$ 2,25, o retorno financeiro mensal da produção pode ultrapassar R$ 70 milhões. O óleo de fritura usado e descartado nos ralos danifica o encanamento e é prejudicial ao meio ambiente mas, reaproveitado, se transforma em biodiesel. “Um combustível que não poluí tanto quanto os outros que temos no mercado. É livre de enxofre, não é tóxico, é biodegradável e reduz o aquecimento global”, diz o professor. A produção do biodiesel ainda é mais cara do que a de óleo comum, entretanto, durante sua produção também se obtém a glicerina – um subproduto de alto valor agregado – que é muito utilizada na indústria de produtos fármacos e explosivos.
O reaproveitamento do óleo de cozinha e sua transformação em biodiesel, segundo o professor, passa pela conscientização dos órgãos públicos e da população e pela implantação de um sistema de coleta eficiente e traz ganhos incalculáveis para o meio ambiente. O biodiesel poderia ser utilizado nas frotas de ônibus, caminhões e máquinas da prefeitura. “Como retorno à sociedade, além de um ambiente melhor, a prefeitura poderia reduzir os impostos, reduzir o preço da passagem dos coletivos ou investir o capital adquirido com a produção do biodiesel e da glicerina no melhoramento da educação, saneamento e saúde pública”, conta o professor. (Redação – Agência IN)

junho 7, 2009

Tubos de pasta de dente viram telhas

Filed under: Cláudia Rozansky, curiosidades, reciclagem e reuso — Humberto @ 4:26 am

O tubo da pasta de dente é feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.

Conheça a telha feita com o tubo de pasta de dente
PEGN, 31.05.2009

Construção sustentável: cresce o mercado de produtos feitos com matéria-prima reciclada. Na grande São Paulo, uma empresa produz telhas ecológicas com tubos de pasta de dente!
Uma ideia simples, mas muito lucrativa e ecológica! A empresária Cláudia Rozansky usa tubos de pasta de dente para fabricar telhas e placas. As placas são utilizadas na construção civil e nas áreas de decoração e arquitetura.
Durante 6 meses, a empresária testou vários produtos até decidir pelo tubo de creme dental feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.
“Tanto o plástico quanto o alumínio demorariam de 100 a 500 anos para se degragadar na natureza”, explica a empresária. A empresa tem 16 funcionários e a fabricação mensal é de 4 mil telhas e placas ecológicas. A telha representa 70% do faturamento do negócio. A empresária compra por mês 60 toneladas de tubos de creme dental que não passaram pelo controle de qualidade dos fabricantes.
Quando a matéria-prima chega, vai direto para o triturador. Não é preciso fazer nenhuma triagem. Tudo é aproveitado. Depois de moído, o material é colocado em bandejas e prensado a uma temperatura de 180º C. Por último, o produto é cortado.
Para fazer uma telha de pouco mais de dois metros são necessários, em média, 700 tubos de creme dental. Na fábrica, tudo é reaproveitado: as rebarbas das telhas, das placas e até o pó gerado no corte dos produtos. Toda sobra volta para a máquina de prensa e é transformada em novas telhas e placas ecológicas.
“Infelizmente nós não estamos podendo produzir mais por problemas de insumos. Não temos matéria-prima suficiente para produzir a demanda do mercado”, avisa Cláudia.
O investimento inicial para abrir uma fábrica como esta é de R$ 500 mil. A empresária recuperou o dinheiro em um ano e meio. O maior gasto neste negócio é com a compra de máquinas, trituradores e prensas.
As telhas e as placas, além de ecológicas, têm grandes vantagens, segundo a empresária. São flexíveis, isolam a acústica e o calor.
“Diminui o calor ambiente praticamente de 30% a 40%, fazendo inclusive a diminuição para uso de ar-condicionado”, observa a empresária.
A empresa vende os produtos no atacado e no varejo para 90 clientes espalhados pelo Brasil. No varejo, o preço de cada telha ecológica – de 2,2 metro de comprimento por 90 centímetros de largura sai por R$ 32. Ela é, em média, 3 vezes mais cara do que a telha de amianto. Mas, para a empresária a vantagem é que as telhas recicladas são mais leves e resistentes: suportam até 200 quilos.
As telhas e as placas ecológicas da empresária Cláudia Rozansky conquistaram grandes empresas, como uma loja de material de construção. Por mês, Cláudia vende para a loja 200 telhas e 100 placas.
“A gente resolveu investir nessa linha de telhas e placas porque além delas terem esse apelo ecológico que é o nosso propósito, também é um produto de excelente desempenho”, afirma o gerente da loja Estevão Gazzinelli.
E deu certo! Os produtos ecologicamente corretos garantem 20% do faturamento da loja. O artista plástico Renato Caldas é um dos clientes. Para construir o ateliê dele, em Cotia, na grande São Paulo, Renato comprou 85 telhas produzidas pela empresária Cláudia Rozansky.
“Sempre que eu posso, eu compro produtos ecológicos. Eu acho que cabe cada vez mais ao consumidor procurar produtos que tenham origem de reciclagem, origens ecológicas, origens certificadas”, diz o artista plástico.
“Uma ótima aceitação no mercado. Temos filas de espera de clientes. A demanda é muito grande. E hoje cada vez mais o consumidor está se conscientizando de usar produtos reciclados que estamos tratando da natureza. Enfim, é um ótimo negócio”, avisa Cláudia.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1044593-7823-EMPRESA+PRODUZ+TELHAS+COM+TUBOS+DE+PASTA+DE+DENTE,00.html

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.