ENCALHE

junho 3, 2008

Como transformar Chávez em um terrorista em dois meses

Vermelho, 03.06.08
Primeiro disseram que era ditador, mas não convenceram ninguém, por ser ele o presidente americano que mais eleições ganhou. Depois propagaram que ele estava se armando até os dentes e era um perigo para a estabilidade da região, mas a verdade é que Chávez nunca utilizou uma única arma fora de seu país. Ou seja, que o último lance é transformá-lo em terrorista, por meio de uma operação midiática de dois meses.
Por Pascual Serrano*
Vamos repassar a cronologia da operação e comparemos cada acontecimento: a versão do eixo midiático ( El País, El Tiempo, The Wall Street Jornal, o presidente colombiano Uribe, a Casa Branca) e a versão do que realmente aconteceu.
1º de março de 2008
Versão do eixo midiático: O Exército colombiano ataca um acampamento das FARC em uma perseguição perto da fronteira do Equador. A notícia ocupa a primeira página da imprensa internacional.
Versão real: O Exército colombiano bombardeou um acampamento com os representantes internacionais das FARC às três da manhã, enquanto todos dormiam. Para isso, invadiram território equatoriano adentrando dois quilômetros no país. Assassinaram, também, três estudantes mexicanos de uma delegação que estava se entrevistando com o comandante Raúl Reyes. Utilizaram tecnologia e mísseis norte-americanos e, depois, assassinaram os feridos com um tiro de misericórdia. Essa delegação guerrilheira estava no Equador para negociar com as autoridades francesas a libertação de Ingrid Betancourt. A morte de Reyes abortou essa operação. Todos estes elementos vão se tornando conhecidos posteriormente, pouco a pouco, e são incorporados somente nas páginas interiores dos jornais. Outro detalhe a ser considerado é que o jornal El Tiempo é propriedade da família Santos, e seu diretor – Enrique Santos –é irmão do ministro de Defesa – Juan Manuel Santos – e primo do vice-presidente colombiano, Francisco Santos.
9 e 10 de maio de 2008
Versão do eixo midiático: No dia 9 de maio, The Wall Street Journal afirma que teve acesso a documentos procedentes do computador de Raúl Reyes, os quais confirmariam que Chávez enviou dinheiro para as FARC. A notícia é reproduzida pelo jornal El Tiempo e por todas as agências internacionais. No dia seguinte, 10 de maio, o jornal El País, da Espanha, afirma que também teve acesso aos documentos de Raúl Reyes e tem como manchete “Os papéis das FARC acusam Chávez”. Mais uma vez, o jornal El Tiempo reproduz a notícia.
15 de maio de 2008
A Interpol torna público o relatório sobre os supostos computadores de Raúl Reyes.
16 de maio de 2008
Versão do eixo midiático: A imprensa norte-americana, espanhola e colombiana tem como manchete que o relatório da Interpol revela que os computadores eram das FARC e que não foram manipulados pelas autoridades colombianas. O jornal El País afirma que “segundo a agência policial, a Venezuela financiou as FARC”.
Versão real: O relatório da Interpol não faz nenhuma referência ao conteúdo dos arquivos, uma vez que, tal e como esclarecem no início, os especialistas informáticos que fizeram a vistoria “eram provenientes de fora da região e não falavam espanhol” – eram asiáticos –, com a finalidade de “eliminar a possibilidade de que fossem influenciados pelo conteúdo dos dados que estavam analisando”. O relatório confirma que milhares de arquivos apresentam data falsa: “2.110 arquivos cujas datas de criação oscilam entre 20 de abril de 2009 e 27 de agosto de 2009; 1.434 arquivos cujas datas de última modificação variam entre 5 de abril de 2009 e 16 de outubro de 2010” e que nos três computadores os discos rígidos externos e as chaves USB foram conectados depois do ataque e antes de serem entregues aos investigadores de informática forense da polícia judiciária colombiana. A Interpol denuncia, portanto, que “o acesso aos dados contidos nas citadas provas não se ajustou aos princípios reconhecidos internacionalmente para o tratamento de provas eletrônicas por parte dos organismos encarregados da aplicação da lei”, ao ponto de que em dias posteriores ao 1º de março de 2008, ou seja, estando em mãos das autoridades colombianas, fica comprovada a “criação de 273 arquivos de sistema, a abertura de 373 arquivos de sistema e de usuário, modificação de 786 arquivos de sistema e eliminação de 488 arquivos de sistema”.
Quanto à procedência desses computadores, o relatório começa esclarecendo que “a verificação realizada pela Interpol das oito provas instrumentais citadas não implica na validação da exatidão dos arquivos de usuário que elas contêm, da interpretação que qualquer país possa fazer desses arquivos, nem da sua origem”.
Nesse mesmo dia é celebrada a Cúpula América Latina e Caribe-União Européia, em Lima. O assunto dos computadores das FARC e as acusações contra Chávez dominam a agenda informativa.
Conclusões
O desenvolvimento das informações difundidas mostra uma clara coordenação entre meios norte-americanos, como The Wall Street Journal, e os jornais El País e El Tiempo. É possível observar que El Tiempo começou difundindo os “vazamentos” do governo sobre as circunstâncias do ataque, todos desmentidos posteriormente. Por isso, passaram para a estratégia de que fossem os meios amigos internacionais os que recebessem os vazamentos e difundissem os supostos conteúdos dos computadores. E foi assim que operou o eixo midiático integrado pelo tridente El Tiempo-El País-The Wall Street Journal. Ou seja, o jornal colombiano vinculado com o governo; o espanhol, cuja empresa aspira obter a concessão de uma licença de televisão aberta na Colômbia e o jornal norte-americano que se encarregou da informação econômica mundial e que representa a ideologia conservadora estadunidense. Um maquinário bem engraxado para convencer o mundo de que Chávez é um terrorista. Afinal de contas, no Iraque deu certo acusar Sadam de manter relações com Al-Qaeda.
Associação de vítimas do computador de Reyes: que não falte o humor
Que tenham aparecido computadores, discos rígidos e memórias portáteis em perfeito estado depois de um bombardeio é algo que provocou uma seqüência de comentários humorísticos na Venezuela. O escritor Roberto Hernández Montoya assinalou que “sua carcaça, de uma liga de concubinato de chumbo com pizzicato de titânio reforçado, torna-o invulnerável a mísseis de todo tipo, a bombas de fragmentação, a bombas inteligentes e a qualquer arsenal proibido por acordos internacionais. Você morre arrebentado e o computador continua como uma uva e produzindo materiais ao desejo do novo usuário”. Não falta quem tenha dito que não seria estranho que, mais adiante, algum porta-voz da Casa Branca mencione os vínculos ‘sinistros’ de Obama com as FARC — porque isso mostrariam os documentos dos computadores — após as declarações do democrata de que estaria disposto a “manter conversações diretas com os dirigentes de países como Irã, Síria, Cuba ou Venezuela”.
Ainda no plano do humor, foi criada a Associação de Vítimas do Computador de Raúl Reyes, cuja primeira atividade será a convocatória para um concurso de contos: solicitaram à população que envie relatos inverossímeis, tal como os que aparecem no computador de Reyes. O mais incrível e inexato dos contos será o que levará o prêmio, que vai consistir, é claro, em um computador. Inclusive há uma paródia na televisão estatal que apresenta um computador, resgatado dos restos do Titanic no fundo do Atlântico e completamente seco, que guarda informações sobre as relações de Uribe com pessoas à margem da lei.
* Pascual Serrano é jornalista.
Texto reproduzido da Agência Carta Maior
Nota do Blog: Nem vem!!! Aqui a gente já falou que o material de que é feito o HD do Reyes é o adamantium!!

maio 20, 2008

Para Dr. Rosinha, preconceito move oposição a Morales

A relação conflituosa dentro da Bolívia interessa aos Estados Unidos, que não querem a consolidação de um bloco sul-americano. A opinião é do deputado Dr. Rosinha (PT-PR).
Membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o petista é vice-presidente do Parlamento do Mercosul. No segundo semestre deste ano, assumirá a presidência do órgão. Leia entrevista concedida à Arko América Latina:
Após a aprovação do estatuto autonomista do departamento de Santa Cruz, o senhor acredita que aumentará a radicalização política na Bolívia?
Dr. Rosinha - Ao longo dos últimos dois anos, estive, a trabalho, duas vezes em Santa Cruz, uma vez em Cochabamba e outra em La Paz. Nessas ocasiões, observei o que falavam as pessoas e também os muros das cidades. Nos muros de Santa Cruz, está presente o que parte da população pensa e quer em relação a Evo Morales. São frases que proclamam a luta armada (“Cruceños a las armas”), a independência (“Santa Cruz libre. Fuera Evo”) e o preconceito (“Autonomía sí y afuera los Collas cochinos”). Em Santa Cruz, participei de reuniões com a Fegasacruz (federação dos criadores de gado de Santa Cruz), com a Anapo (associação dos agropecuaristas de Santa Cruz) e também com autoridades da região. Nestas reuniões, observei o comportamento e as posições radicais políticas e preconceituosas de tais setores em relação ao governo Morales. O referendo teve um índice de abstenção próximo a 40% do total de eleitores. Somados ao eleitores que votaram pelo “não” ou anularam seu voto, o resultado demonstra que, dentro do próprio território de Santa Cruz, há controvérsias sobre o tema. Feitas essas três observações, penso que a radicalização política permanecerá mesmo que venha a existir algum diálogo. Persistirá porque interessa aos que dominam economicamente o território da “meia lua”, conformada pelos departamentos de Tarija, Chuquisaca, Santa Cruz, Beni e Pando. A relação conflituosa dentro da Bolívia também interessa aos Estados Unidos, que não desejam a consolidação de um bloco sul-americano.
Como o senhor avalia o posicionamento do governo brasileiro em relação à crise boliviana? Ela será capaz de interferir no processo de integração regional do continente sul americano e do Mercosul?
Dr. Rosinha - Brasil e Bolívia têm a mais extensa fronteira entre países na América do Sul. E parte dessa fronteira é com Santa Cruz de la Sierra. Portanto, interessa ao Brasil que não haja nenhum conflito armado ou político mais radical naquele país. Interessa também ao Brasil que o processo democrático boliviano seja mantido. A formação do grupo de países amigos (Argentina, Brasil e Colômbia) da Bolívia mostra que não só o governo brasileiro deseja a solução negociada, mas também e principalmente aqueles outros que também possuem fronteira com o território boliviano. Assim como entendem os governos desses países e a Organização dos Estados Americanos, penso que a solução, apesar de todas as dificuldades, deve ser negociada. Entendo também que é correta a posição do Brasil em defender a institucionalidade boliviana, e a não divisão de seu território. O Parlamento do Mercosul também já tomou posição semelhante sobre este tema. Todo processo conflituoso interno, em qualquer país, afeta ou dificulta as suas relações internacionais. Logo, interfere na integração da América do Sul e na formação do Mercosul. Lembro que a Bolívia é um país associado ao Mercosul e que já foi convidado a integrar o bloco.
No seu entendimento, ainda é possível chegar a um acordo humanitário na Colômbia para liberar os reféns das Farc ou essa é uma situação imprevisível?
Dr. Rosinha -
Após a morte de Raúl Reyes, interlocutor das Farc pela liberação dos reféns, acredito que se perdeu não apenas o interlocutor, mas também a confiança, por parte das Farc, para iniciar novos e concretos diálogos com o governo colombiano. Para a retomada de um acordo para a liberação dos reféns, creio que será necessário um movimento externo e outro interno em relação à Colômbia. Externamente, é preciso, além de uma ação de pressão sobre os lados em conflito, que haja interlocutores com credibilidade para ambos os lados. Internamente, entendo que é necessário que o governo de Álvaro Uribe deixe de lado o belicismo de seus atos, que os Estados Unidos deixem de intervir militarmente na Colômbia e que a Farc recuem de suas ações e recuperem a confiança nos negociadores. É preciso que todos cessem em suas posições e reiniciem o diálogo. Sem esses fatores, a situação futura torna-se de fato imprevisível.

março 10, 2008

Breve histórico das FARC, por ocasião de seus 40 anos de existência ( texto meio antigo, mas didático )

Os 40 anos das FARC
De orientação marxista, as Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) completaram 40 anos em maio. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, colocou suas forças em alerta para evitar ser surpreendido por ações violentas, de matriz terrorista.
No curso do temido mês de maio, o governo Uribe noticiou a prisão de dois líderes regionais das Farc. E circulou um boato sobre a morte do seu principal líder, Manuel Marulanda, vítima de câncer.
A guerra civil na Colômbia é bem mais antiga que as Farc. Ela foi desencadeada em 9 de abril de 1948, quando do assassinato do líder popular Jorge Eliécer Gaitán. A partir daí, a Colômbia estreitou laços com os EUA. Para se ter idéia, em 1951, foi o único país sul-americano a enviar tropas para a Guerra da Coréia. Sob a Presidência de Uribe, a Colômbia apoiou a invasão do Iraque.
Em 1964, os norte-americanos pressionaram o Exército colombiano para eliminar um grupo rebelde, formado por pequenos proprietários rurais, tidos como influenciados pelo sucesso de Fidel Castro em Sierra Maestra. Resultado: os rebeldes reagiram e o pequeno sitiante Manuel Marulanda, apelidado Tirofijo, criou as Farc.
Por lei, a porta foi aberta aos paramilitares em 1968. Essa lei autorizou a constituição de milícias civis para enfrentar guerrilheiros. Com o tempo e já com a lei revogada, os diversos grupos de paramilitares juntaram-se e fundaram, em 1996, as Autodefensas Unidas de Colombia (AUC), sob o comando do narcotraficante Carlos Castaño – que atualmente se finge de morto – e do latifundiário ítalo-colombiano Salvatore Mancuso.
A respeito dos conflitos colombianos, Andrés Pastrana, logo depois de eleito presidente (1998), apresentou um diagnóstico sobre o seu país: “A Colômbia convive com duas diferentes guerras: a do narcotráfico e a da guerrilha contra um modelo econômico, social e político que considera injusto, corrupto e gerador de privilégios”. Faltou a Pastrana revelar como os interesses estratégicos, hegemônicos, econômicos e políticos dos EUA serviram para fomentar a guerra civil. Uma guerra sangrenta, com o emprego de métodos terroristas pelas Farc e massacres de civis promovidos pelos paramilitares.
Após o trágico 11 de setembro, o governo Bush incluiu as AUC na sua lista de organizações terroristas internacionais, com uma significativa ressalva: “Não atentam diretamente aos interesses dos Estados Unidos e dos cidadãos norte-americanos”. Em outras palavras, elas podem, desde que disfarçadas, continuar como força auxiliar a Uribe, à DEA, à CIA. E, também, servir às empresas de petróleo norte-americanas estabelecidas na Colômbia.
A exploração das reservas petrolíferas da Colômbia demonstra como a questão das drogas é usada para legitimar a interferência norte-americana. Para o presidente Bush, frise-se, não há insurgência, mas narcoterrorismo. Com poços e dutos instalados na Colômbia, as empresas petrolíferas aplaudem Bush. E as empresas são muitas: OXY, Texaco, Harken, Chevron, BP, Reliant, Eron, Global, Halliburton.
A respeito da Harken Energy, ela teve o presidente Bush no seu conselho administrativo e lhe pagava US$ 122 mil por ano. Na Colômbia, a Harken atua associada à Global Energy Development. Com efeito, não foi sem causa que o Plano Colômbia contemplou com milhões de dólares o batalhão do Exército da região petrolífera de Arauca.
O batalhão de Arauca guarda os dutos petrolíferos que ligam os poços de extração aos portos do Caribe. Dentre as principais beneficiárias estão a Harken, a Halliburton – que pertenceu ao vice-presidente Dick Cheney, e a OXY, do acionista Al Gore, formalmente derrotado nas últimas eleições por Bush.
Por outro lado, o cartel do Valle Norte – único remanescente depois do desmanche dos cartéis de Cali e de Medellín – sustenta e trafica drogas em conjunto com organizações paramilitares. Quanto às guerrilhas, fortalecem-se economicamente com seqüestros, extorsões, roubos e furtos. Nos territórios controlados, cobram ainda a “taxa” de proteção dos camponeses (cocaleiros) e dos laboratórios de refino de cocaína e heroína.
Num dado pouco confiável, o general Barry MacCaffrey, ex-czar antidrogas do governo Bill Clinton, estimou que as Farc recolhem anualmente US$ 500 milhões, por meio dos “impostos” sobre as drogas. Nos 40 anos das Farc, só há uma certeza: a guerra civil colombiana está longe do fim. E o presidente Uribe só espera o sinal verde da Casa Branca para pôr em prática o plano de armar 1 milhão de civis, a fim de contrastar a guerrilha insurgente.
 
Instituto Brasileiro Giovanni Falcone

março 4, 2008

Morto nestes dias, Raul Reyes teve um encontro secreto com diplomatas americanos na Costa Rica, dez anos atrás. Em inglês, proletas…

De acordo com memorando divulgado pelo NSA, que podem ser encontrados no site.
Slain Colombian Insurgents Held Secret Talks with U.S. Diplomats
Declassified State Department Memo Describes Clandestine 1998 Meeting with Colombian Guerrillas Central to Current Saber-Rattling in Andean Region
Washington, D.C., March 4, 2008 – Two senior Colombian guerrilla leaders killed in Ecuador last weekend in a cross-border raid by Colombian forces held secret talks with U.S. diplomats ten years ago in Costa Rica, according to a declassified memorandum of conversation published on the Web today by the National Security Archive and cited in today’s New York Times.
The slain insurgents, Raul Reyes and Olga Marin, met secretly in Costa Rica in December 1998 with a U.S. diplomatic mission led by Philip T. Chicola, then director of the State Department’s Office of Andean Affairs. The meeting was particularly sensitive in that the guerrilla group represented by Reyes and Marín, the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC), was listed on the State Department’s list of Foreign Terrorist Organizations.
The FARC remains Colombia’s oldest and largest rebel army.Stressing “the absolute requirement for confidentiality,” Chicola told Reyes and Marin that the U.S. wanted to “to develop a channel of communication” with the FARC to discuss U.S. counternarcotics programs, the Colombian peace process, and FARC attacks on U.S. interests in Colombia. Noting the “historic importance of the meeting,” Reyes praised then-Colombian President Andres Pastrana’s “commitment to a successful peace process” and “expressed satisfaction at the opportunity to talk directly” to the U.S. government.
Especially important for the U.S. was the 1993 kidnapping of three New Tribes Missionaries in Panama by FARC guerrillas. Chicola told the FARC emissaries that a “full accounting” of the missionary kidnappings “would greatly facilitate” future exchanges with the U.S. and that any future kidnappings or other attacks on U.S. interests in Colombia “would definitely preclude” further U.S.-FARC contact.
The kidnapping and killing of three more Americans by FARC forces later that year likely ended whatever channels had been opened by the Costa Rica talks.
Reyes has for many years been the public face of the FARC in meetings with foreign governments and other officials. His killing and the military incursion into Ecuadorean territory that led to it have touched off an intense round of saber-rattling in the Andean region. Both Ecuador and Venezuela have expelled Colombian diplomats and massed military forces on the Colombian border, with Ecuador having severed diplomatic relations entirely. Colombian officials also claim to have recovered Reyes’ laptop computer, which they say contains evidence that Venezuela has funneled some $300 million to the FARC.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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