( Mais uma tradução meia-boca do Cata-Milho )
Durante a noite, as forças de segurança de Burma saem à caça de manifestantes pró-democracia em Rangoon, invadindo residências e tirando pessoas de dentro de suas casas.
Moradores dizem que caminhões militares patrulham as ruas à noite, com megafones e dando o aviso: “Temos fotografias e vamos prender”.
Enquanto isso, uma reunião do conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra condenou a repressão violenta em Burma e solicitou à Junta que permita a visita de seus inspetores, a primeira em 4 anos.
“Deve-se jogar uma luz sobre os acontecimentos”, Paulo Sérgio Pinheiro, relator especial das Nações Unidas para os direitos humanos em Burma, contou ao conselho, que adotou uma resolução dos EUA deplorando os assassinatos, espancamentos e prisões.
“Estamos profundamente preocupados pelo fato de milhares de manifestantes pacifistas terem sido presos”, disse Pinheiro.
Em Burma, estimativas sobre o número de mortos, feridos, desaparecidos e presos variam laragamente, dependendo de quem faz o relato.
A versão oficial do governo fala em 10 manifestantes mortos e 11 feridos em Rangoon. No entanto, os dois principais grupos de direitos ( advocacy ) afirmam que o número de mortos, em âmbito nacional, é de provavelmente – e no mínimo – 130 pessoas e o número de detidos no curso dos protestos passa de 3000.