ENCALHE

abril 30, 2008

Conheçam a revista Retrato do Brasil.

Eu recebi um simpático email – que reproduzo a seguir, após consulta ao remetente e sua permissão – de Pedro Ivo Sartori, da Oficina de Informações. Eu tenho o costume de ler a revista REPORTAGEM, desta editora, e tenho recebido pelo correio alguns exemplares da Retrato do Brasil. Lançada no ano passado, trata-se de uma iniciativa dos jornalistas Raimundo Pereira e Mino Carta.
Caso tenham sido tomados de esquecimento, Raimundo Pereira ostenta invejável currículo na imprensa brasileira, tendo participado de algumas das mais importantes publicações da imprensa alternativa – ou nanica, para alguns – brasileira, além de outras do mainstream.
Mas seu feito último, que mais lhe rendeu atenção, foi a famosa reportagem que fez para Carta Capital, intitulada “O Dossiê da mídia”, em que mostra como o imprensalão manipulou o caso do chamado “Dossiê aloprado”, conseguindo levar a última eleição presidencial ao segundo turno, quando a vitória de Lula no já primeiro turno era vista como mais previsível que o título paulista de 2008 pelo Palestra.
Enfim, fica aqui a sugestão de leitura: Retrato do Brasil. Vão atrás, pô!
Prezado Humberto Capellari,
vi o comentário em seu blog sobre a edição da revista Retrato do Brasil. Tomei a liberdade de lhe escrever pois faço parte da equipe que produz a publicação e gostaria de poder lhe enviar nossas futuras edições. A distribuição tem se dado de forma inteiramente gratuita. Pediria a gentileza de que, caso fosse de seu interesse, me enviasse o endereço para o qual possa remeter tais exemplares. Caso conheça pessoas interessadas na publicação, que possa nos indicar, agradeceria. Estamos tentanto ampliar a circulação de nossa publicação, uma vez que essa é, talvez, a maior dificuldade da imprensa independente. Agradecemos o apoio. Parabéns pelo excelente blog.
Atenciosamente,
Pedro Ivo Sartori

Editora Manifesto S.A.
RETRATO DO BRASIL
http://www.oficinainforma.com.br/
Fone/fax: 11-3814.9030
R. Fidalga, 146 conj. 42
São Paulo – SP
05432-000

agosto 25, 2007

Requião participa em São Paulo do lançamento de projeto editorial

O governador Roberto Requião participou na noite de quinta-feira (23), na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), do lançamento do projeto editorial conjunto “Carta Capital/Retrato do Brasil”, dos jornalistas Mino Carta e Raimundo Pereira. O vice-presidente da República, José Alencar, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também prestigiaram o lançamento. Fez parte do evento ainda uma palestra do diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, sobre “Energia e Estado”.O governador Roberto Requião esteve no evento Debate Energia e Estado na Fiesp em São Paulo. Da esq. para a dir.: o governador Roberto Requião, o vice presidente José Alencar, o presidente da Fiesp Paulo Skaf e o diretor de redação da Carta Capital Mino Carta. Foto Daniel Morelli
A publicação Retrato do Brasil passa a ser encartada nas edições semanais de Carta Capital. Para o diretor da revista, Mino Carta, o lançamento de “Retrato do Brasil” é um acontecimento “muito importante para a imprensa brasileira”. Mino Carta classificou a publicação como uma obra séria, responsável e essencial para se discutir e planejar o desenvolvimento do Brasil. Para ele, Raimundo Pereira, autor de Retrato do Brasil, “é um dos grandes jornalistas brasileiros de todos os tempos”.
Em seguida, falou o governador Roberto Requião, que foi a São Paulo prestigiar o lançamento por conhecer há muito tempo Mino Carta e Raimundo Pereira. Nas palavras do governador, Carta Capital e Retrato do Brasil “são leituras indispensáveis para qualquer brasileiro que ame o país e queira vê-lo próspero, desenvolvido”. Requião disse ainda que ele próprio vai fazer todo o esforço necessário para que a publicação tenha o maior alcance possível. “É uma obrigação para quem quer debater, discutir o Brasil.”

Causas nobres - A defesa de causas nobres, imprescindíveis ao desenvolvimento do Brasil, foi um dos atributos de Mino Carta e Raimundo Pereira destacados pelo vice-presidente da República, José Alencar. “Retrato do Brasil é uma grande iniciativa”, elogiou o vice-presidente.

Por sua vez, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou que fez questão de abrigar o lançamento de Retrato do Brasil porque tanto essa publicação como a revista Carta Capital são essenciais ao país. “É uma honra hospedar o evento. Retrato do Brasil deve se tornar leitura indispensável”.
A apresentação da publicação foi seguida da palestra do diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, que abordou os assuntos “Biocombustíveis – a teoria das vantagens comparativas 200 anos depois”; “As velhas energias e os fantasmas da reforma liberal”; “Aquecimento global – ciência e interesses de Estado”. O presidente da Fiesp parabenizou a escolha do tema, “uma das grandes preocupações do Brasil”, por tratar de debater buscas por fontes alternativas e riscos de falta de energia.

SERVIÇO
Mais detalhes das duas publicações podem ser conferidos nos seguintes endereços: www.cartacapital.com.br e
www.oficinainforma.com.br.

AEN

As entranhas do monstro: CPI da Abril é presente de Renan

Pedido de CPI da Abril-Telefònica pegou a Câmara de surpresa
Vermelho
24 DE AGOSTO DE 2007
O pedido de CPI da Abril-Telefónica feito pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) pegou de surpresa a Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (24), dia de especial calma. O número de assinaturas acima do mínimo exigido de 171 – 182 parlamentares subscreveram o pedido – foi outro motivo de surpresa. O recolhimento das assinaturas foi feito sem estardalhaço, para evitar pressões da Editora Abril. A Câmara não conseguiu realizar sessão plenária hoje em função do baixo número de deputados na Casa.
O secretário-geral da Mesa Diretora, Mozart Viana, disse que até segunda-feira (27) deve estar pronto o parecer da Assessoria Jurídica da Casa, que analise se existe fato determinado para abertura da CPI, o segundo critério exigido para abertura da Comissão. O parecer deve ser encaminhado ao presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que determinará a abertura da CPI.
O deputado peemedebista alega que existem denúncias veiculadas na imprensa de que a Telesp – Telecomunicações de São Paulo, controlada pela empresa espanhola Telefônica, firmou contrato de compra do controle acionário do grupo de empresas conhecido como TVA.
Segundo o requerimento de pedido da CPI, a transação significa que 100% das ações do Grupo Editora Abril foram transferidas para a empresa espanhola, “operação que pode ser potencialmente danosa ao princípio constitucional da livre concorrência” e fere a Constituição Federal, os direitos do consumidor e viola a lei que veda a aquisição de controle de outorga de TV a Cabo por empresa estrangeira.
Pressões e ingerências
O requerimento da CPI dá conta da existência de “pressões e ingerências indevidas das partes envolvidas nesta operação, objetivando influenciar decisões do órgão regulador do setor de telecomunicações e também de outros órgãos de defesa da concorrência que devem se manifestar sobre ela”.
O pedido de CPI se baseia ainda na “necessidade do Poder legislativo brasileiro vir a proceder a devida apuração destes fatos e sua repercussão no mercado nacional, envolvendo a transmissão de dados e a difusão de imagem televisa em parcela expressiva do país”.
O documento pede ainda que a apuração se estenda a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE), órgão do Ministério da Justiça.
Denúncias de Renan
O deputado, em seu requerimento, enfatiza o que já vinha sendo denunciado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que a concessão de serviço de TV a cabo só poderá ser dada a empresa cujo capital seja controlado por brasileiro nato ou naturalizado há mais de dez anos.
A denúncia sobre a possível operação entre Abril-Telefónica foi feita inicialmente por Renan que, em discurso no Senado, disse que haveria ilegalidades na operação de compra da TVA, do Grupo Abril, pela Telefônica. Renan vem sofrendo campanha sistemática de Revista Veja que o acusa de ter se beneficiado de recursos de lobista da Construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais.
Não sai, nem entra
A partir da entrada no requerimento na Secretaria da Mesa Diretora, nenhum deputado pode pedir mais a retirada ou colocação de assinatura. Para que a CPI não seja aberta, é preciso a assinatura de metade mais um dos deputados que assinaram o requerimento encaminhando pedido.
Segundo Mozart, já existem outras quatro CPIs na Casa. O regimento permite até cinco comissões funcionando simultaneamente. A CPI da Abril -Telefónica é a quinta, portanto a última permitida. Já estão em funcionamento a da Crise Aérea e do Sistema Carcerário e existem pedidos de outras duas sendo analisados – do Extermínio de Crianças Indígenas e a dos Grampos Telefônicos. Esta última baseada nas denúncias de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam com os telefones grampeados pela Polícia Federal.
De Brasília
Márcia Xavier
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