ENCALHE

março 18, 2008

Acordo da OEA inclui "rechaço" à invasão colombiana e desculpas ao Equador

BRASÍLIA – Os ministros de Relações Exteriores membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) – reunidos após o conflito estabelecido entre Equador e Colômbia – chegaram, na noite de ontem (17), a uma resolução consensual que inclui o “rechaço” à incursão militar colombiana em território equatoriano no último dia 1º, além de um pedido de desculpas de Bogotá (capital da Colômbia) à Quito (capital do Equador). As informações são da agência Telam.
Os Estados Unidos – que haviam se manifestado à favor da ação militar promovida pelo presidente colombiano Álvaro Uribe – apenas apoiaram a decisão da OEA após o pedido expresso do governo da Colômbia.
O acordo reforça ainda o compromisso, por parte de todos os países membros, de combater “grupos irregulares ou organizações criminais”, incluindo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Após 15 horas de reunião na sede da OEA, em Washington, os participantes aprovaram a resolução por unanimidade e as principais partes envolvidas – Colômbia e Equador – afirmaram sair vitoriosas do encontro.“É um êxito completo para a Colômbia”, avaliou o chanceler colombiano, Fernando Araújo. “É um triunfo para o Equador”, destacou a chanceler equatoriana, María Isabel Salvador.
Panorama Brasil
com Agência Brasil

março 10, 2008

Breve histórico das FARC, por ocasião de seus 40 anos de existência ( texto meio antigo, mas didático )

Os 40 anos das FARC
De orientação marxista, as Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) completaram 40 anos em maio. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, colocou suas forças em alerta para evitar ser surpreendido por ações violentas, de matriz terrorista.
No curso do temido mês de maio, o governo Uribe noticiou a prisão de dois líderes regionais das Farc. E circulou um boato sobre a morte do seu principal líder, Manuel Marulanda, vítima de câncer.
A guerra civil na Colômbia é bem mais antiga que as Farc. Ela foi desencadeada em 9 de abril de 1948, quando do assassinato do líder popular Jorge Eliécer Gaitán. A partir daí, a Colômbia estreitou laços com os EUA. Para se ter idéia, em 1951, foi o único país sul-americano a enviar tropas para a Guerra da Coréia. Sob a Presidência de Uribe, a Colômbia apoiou a invasão do Iraque.
Em 1964, os norte-americanos pressionaram o Exército colombiano para eliminar um grupo rebelde, formado por pequenos proprietários rurais, tidos como influenciados pelo sucesso de Fidel Castro em Sierra Maestra. Resultado: os rebeldes reagiram e o pequeno sitiante Manuel Marulanda, apelidado Tirofijo, criou as Farc.
Por lei, a porta foi aberta aos paramilitares em 1968. Essa lei autorizou a constituição de milícias civis para enfrentar guerrilheiros. Com o tempo e já com a lei revogada, os diversos grupos de paramilitares juntaram-se e fundaram, em 1996, as Autodefensas Unidas de Colombia (AUC), sob o comando do narcotraficante Carlos Castaño – que atualmente se finge de morto – e do latifundiário ítalo-colombiano Salvatore Mancuso.
A respeito dos conflitos colombianos, Andrés Pastrana, logo depois de eleito presidente (1998), apresentou um diagnóstico sobre o seu país: “A Colômbia convive com duas diferentes guerras: a do narcotráfico e a da guerrilha contra um modelo econômico, social e político que considera injusto, corrupto e gerador de privilégios”. Faltou a Pastrana revelar como os interesses estratégicos, hegemônicos, econômicos e políticos dos EUA serviram para fomentar a guerra civil. Uma guerra sangrenta, com o emprego de métodos terroristas pelas Farc e massacres de civis promovidos pelos paramilitares.
Após o trágico 11 de setembro, o governo Bush incluiu as AUC na sua lista de organizações terroristas internacionais, com uma significativa ressalva: “Não atentam diretamente aos interesses dos Estados Unidos e dos cidadãos norte-americanos”. Em outras palavras, elas podem, desde que disfarçadas, continuar como força auxiliar a Uribe, à DEA, à CIA. E, também, servir às empresas de petróleo norte-americanas estabelecidas na Colômbia.
A exploração das reservas petrolíferas da Colômbia demonstra como a questão das drogas é usada para legitimar a interferência norte-americana. Para o presidente Bush, frise-se, não há insurgência, mas narcoterrorismo. Com poços e dutos instalados na Colômbia, as empresas petrolíferas aplaudem Bush. E as empresas são muitas: OXY, Texaco, Harken, Chevron, BP, Reliant, Eron, Global, Halliburton.
A respeito da Harken Energy, ela teve o presidente Bush no seu conselho administrativo e lhe pagava US$ 122 mil por ano. Na Colômbia, a Harken atua associada à Global Energy Development. Com efeito, não foi sem causa que o Plano Colômbia contemplou com milhões de dólares o batalhão do Exército da região petrolífera de Arauca.
O batalhão de Arauca guarda os dutos petrolíferos que ligam os poços de extração aos portos do Caribe. Dentre as principais beneficiárias estão a Harken, a Halliburton – que pertenceu ao vice-presidente Dick Cheney, e a OXY, do acionista Al Gore, formalmente derrotado nas últimas eleições por Bush.
Por outro lado, o cartel do Valle Norte – único remanescente depois do desmanche dos cartéis de Cali e de Medellín – sustenta e trafica drogas em conjunto com organizações paramilitares. Quanto às guerrilhas, fortalecem-se economicamente com seqüestros, extorsões, roubos e furtos. Nos territórios controlados, cobram ainda a “taxa” de proteção dos camponeses (cocaleiros) e dos laboratórios de refino de cocaína e heroína.
Num dado pouco confiável, o general Barry MacCaffrey, ex-czar antidrogas do governo Bill Clinton, estimou que as Farc recolhem anualmente US$ 500 milhões, por meio dos “impostos” sobre as drogas. Nos 40 anos das Farc, só há uma certeza: a guerra civil colombiana está longe do fim. E o presidente Uribe só espera o sinal verde da Casa Branca para pôr em prática o plano de armar 1 milhão de civis, a fim de contrastar a guerrilha insurgente.
 
Instituto Brasileiro Giovanni Falcone

março 8, 2008

Comitê Betancourt de Paris condena atuações do presidente Uribe

Adital -
07/03/08
O Comitê de Solidariedade com Ingrid Betancourt (CSIB) de Paris expressou esta sexta-feira sua indignação contra o presidente colombiano Álvaro Uribe, pelas circunstâncias que rodearam o ataque do exército colombiano no qual resultaram mortos mais de 20 guerrilheiros, entre eles o número dois das Farc Raúl Reyes, em território equatoriano.
“Álvaro Uribe ordenou essa operação deliberadamente, sem levar em conta a urgência que supõe o estado de saúde alarmante de Ingrid Betancourt e de outros reféns”, estima o Comitê.
O CSIB aponta que a embaixada francesa em Quito reconheceu ter sido informada dos contatos entre o Equador e a guerrilha das FARC para liberar os reféns, entre os quais a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa.
Também lembra que o presidente equatoriano, Rafael Correa, assegurou que Uribe estava a par de que a guerrilha das Farc ia liberar em março um grupo de 12 reféns, entre eles Betancourt.
“Álvaro Uribe não termina de explicar que está ganhando sua guerra”, disse o CSIB, antes de perguntar-se: “Por que então não deixou ser instalado um espaço humanitário, como foi o caso para os outros seis reféns liberados?”.
“Ele sabia que ao dar a ordem de atacar, nossas possibilidades de liberação rápida estavam aniquiladas por um tempo. E o fez. As famílias dos reféns podem continuar esperando”, disse. Ao reiterar seu rechaço à desesperança que pode provocar essas ações, o CISIB chama as FARC “para liberar agora e não em uns meses a Ingrid Betancourt e todos os reféns”.
A nota é da Telesur

março 6, 2008

Como eu digo: Um trouxa e seu $$ se separam logo: na primeira banca de jornais da esquina". Editora Abril põe Chávez em revista sobre GUERRAS!!

É a contribuição da Editora dos Civita para radicalizar de vez a situação na América do Sul. Quando você estiver passando perto duma banca ou revistaria, dê uma paradinha e peça para olhar uma revista especial, espécie de franchising da Superinteressante ou Aventuras na História, chamada “Grandes Guerras”, que saiu nesta semana.
A chamada principal é sobre os persas ou gregos, essas coisas.
E vá direto para a matéria que coloca, sei-lá-porque, o presidente Venezuelano Hugo Chávez que, até onde eu sei, jamais participou de uma guerra contra país algum. Talvez o país tenha participado, há algus séculos, de alguma, mas não é este o caso.
Leia atentamente o quadro, que tem por função enumerar os gastos de alguns países do subcontinente, com a Segurança e Defesa Nacionais, tropas, número de soldados, etc.
A revista admite que, apesar dos investimentos de Chávez, a Venezuela ocupa, no geral, a 5a. colocação, abaixo, por exemplo, da Colômbia. Eu nem me chateei em ler o texto. Os caças, helicópteros ou fuzis russos que Chávez adquiriu o tornam uma ameaça, mas os armamentos israelenses da Colômbia fazem de “Narco” Uribe um defensor do Mundo Livre. Só o leitor café-com-leite da Veja aceita este postulado. Tenho pena e medo das crianças que são educadas e alfabetizadas tendo, como fonte, as publicações da Abril. Não precisa ser comunista para perceber como são ruins e tendenciosamente mau-caráteres estas revistas.
Ficou com medo do ameaçador poder bélico do Chávez? Até onde eu sei, a Colômbia entrou onde não devia – Equador -, com uma bela desculpa bushiana de “caçar terroristas”.
Claro ficou, então, que, se a Venezuela ou Cuba invadirem – com todo o seu poderio – os EUA, para matar Posada Carriles, estes países estarão em seu direito, né?

novembro 18, 2007

Presidente do Equador é tratado deselegantemente em aeroporto de Miami. Porque no te calas? ( em espanhol )

Presidente Correa expresará “descontento” a EE.UU. por incidente en Miami
Noviembre 18, 2007
QUITO AFP
El presidente de la República, Rafael Correa, expresará su “descontento” a Estados Unidos por un incidente que sufrió en el aeropuerto de Miami en el viaje hacia Riad, para participar en la cumbre de la OPEP, indicó este domingo la secretaria de Comunicación, Julia Ortega. La funcionaria, quien acompaña al presidente en su gira que incluirá China e Indonesia, dijo al diario quiteño Hoy que una vez que el mandatario retorne a Quito – hacia finales de noviembre- presentará su “descontento” a la embajadora estadounidense en Quito, Linda Jewell. Correa, un duro crítico de Washington y aliado de su homólogo venezolano, Hugo Chávez, se negó a ser sometido el jueves a una revisión por parte de agentes de migración en Miami como si se tratara de un ciudadano común, según la versión de Hoy. De acuerdo con Ortega, el jefe de Estado manifestó que Ecuador se reserva el derecho de hacer lo mismo con autoridades norteamericanas cuando visiten el país y que en adelante evitará hacer escalas en Estados Unidos durante sus viajes. La Cancillería y la secretaría de Comunicación en Quito no han informado sobre el incidente y el anunciado reclamo contra Washington
Presidente evitaría las escalas en Miami
HOY Online
Quito, Domingo 18 de Noviembre de 2007
Vocera de régimen confirmó “incidente” en terminal de EEUU
Julia Ortega, secretaria de comunicación, confirmó la versión difundida ayer por diario HOY. En esta se dijo que el presidente Rafael Correa tuvo un incidente en el aeropuerto de Miami (EEUU), cuando se dirigía a Riad, Arabia Saudita, para asistir a la reunión de países miembros de la OPEP. El incidente se produjo cuando miembros de migración de la Terminal Aérea pretendían revisar al Presidente Correa como a un ciudadano común. La revisión no se concretó debido a la negativa del Jefe de Estado.Según la secretaria de comunicación, Correa manifestó que el Ecuador se reserva de hacer lo mismo con autoridades norteamericanas cuando visiten el país. También señaló que cuando realice algún viaje al exterior, evitará tomar una ruta que incluya como paso a los Estados Unidos.Ortega agregó que, una vez que Correa retorne al país, le expresará su descontento a la embajadora de EEUU, Linda Jewell.
Este Diario se comunicó con Julia Ortega dos veces vía telefónica por alrededor de las 17:00 (hora local). La Secretaría de Comunicación afirmó que tenía mucho trabajo todavía, pese que en la ciudad de Riad era la 01:00. (MFA)
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Brasil já deu mostras patrióticas de seu empenho em contribuir com a Segurança Nacional americana. Além disso, provamos que o brasileiro não suporta tiranias, como estão insinuando, ao dizer que o nosso país tem medo de Chávez e Evo Morales. Oras, se detestamos tiranos como Bin Laden, nada mais inteligente que ajudar os EUA. Se eles querem que tiremos os sapatos em seus aeroportos, então tiraremos. Leia em: “Em visita aos EUA, Celso Lafer é obrigado a tirar os sapatos em aeroportos“, Revista Época, 04/03/2002.

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