ENCALHE

setembro 29, 2008

A segurança da baixa velocidade

BLOG DO CHICÃO
No bairro carioca da Tijuca …. As ruas da Tijuca serão primeiras a experimentar a segurança das “Zonas 30″, áreas onde a velocidade dos motorizados será reduzida para aumentar a segurança de ciclistas e pedestres.
Além da Tijuca, outros bairros do Rio de Janeiro poderão ser beneficiados pela redução do limite de velocidade, caso o projeto das “Zonas 30″, apresentado pela associação Transporte Ativo, seja colocado em prática.
Máquinas pesadas e velozes são uma ameaça à vida e uma das grandes barreiras para quem está começando a usar um veículo a propulsão humana.
A equação é simples: mais velocidade = menos tempo de reação, tanto para o motorista, quanto para os demais ocupantes das ruas.
A redução da velocidade é imprescindível para a criação de cidades humanas. Permitir que automóveis, ônibus, caminhões e motos trafeguem a 70 ou 80km/h dentro do perímetro urbano é legitimar o genocídio motorizado, perpetuando o assustador índice da OMS, que aponta os “acidentes” de trânsito como a principal causa de mortes de jovens e crianças no mundo.
Em 1961, os estadunidenses Paul e Percival Goodman já afirmavam que não havia razão para que os veículos em circulação na ilha de Manhattan trafegassem em velocidades superiores a 40km/h. Mais ousada era a proposta de simplesmente banir os automóveis da “grande maçã”.
Infelizmente um dos pilares do lobby automobilístico é o estímulo à velocidades criminosas, perpetuando a ilusão de que o deslocamento em automóveis é algo instantâneo: basta entrar, girar a chave, acelerar e pronto, você já chegou ao seu destino.
A redução da velocidade e as iniciativas que visam propagar o respeito e a convivência nas ruas são tão ou mais importantes que a construção de ciclovias. Aliás, faixas segregadas para bicicletas não seriam sequer necessárias se a velocidade máxima permitida em algumas ruas fosse a velocidade média do trânsito, ou seja, 30km/h.
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do Blog Apocalipse Motorizado
http://apocalipsemotorizado.net/2008/09/12/a-seguranca-da-baixa-velocidade/
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/09/segurana-da-baixa-velocidade.html

junho 17, 2008

Crianças são internadas em clínica psiquiátrica por seu vício em celulares. Falta internar os adultos!!!

Crianças são internadas por vício em celular
GEEK
Na Espanha, duas crianças estão internadas em tratamento há três meses contra o vício em celulares, algo que está sendo visto como o primeiro caso do gênero no país. Segundo o psiquiatra que acompanha o tratamento, as crianças perdiam a maior parte do dia usando seus aparelhos.
O site The Guardian informou que as crianças, de 12 e 13 anos, foram admitidas em uma clínica psiquiátrica por não conseguirem seguir a vida sem seus telefones.
Ambas passavam cerca de seis horas por dia interagindo com o aparelho, conversando, mandando mensagens e jogando, algo que impactou negativamente também em suas rotinas escolares.
Maite Utgés, psiquiatra e diretora do centro em que as crianças foram internadas, disse que esta é a primeira vez que um tratamento específico é utilizado na cura de dependência de celulares e recomendou aos pais que não dêem celulares aos seus filhos até que completem 16 anos.
As duas crianças mantinham seus telefones há mais de 18 meses e não eram controladas. “Uma pagou pelo telefone pegando dinheiro com a avó e outros membros da família, sem explicar o que fariam com ele”, explicou a psiquiatra, acrescentando que o tratamento pode levar ao menos mais um ano.
O especialista Dr. José Martínez-Raga, de um centro próximo à Valência, disse que esta pode ser apenas a “ponta do iceberg”. No Japão, pais estão sendo aconselhados a limitar o uso dos celulares, tendo em vista possíveis efeitos colaterais do uso contínuo do aparelho por crianças. Na Grã-Bretanha, foram divulgados dois casos de jovens obcecados por celulares que entraram em depressão por receberem menos chamadas ou mensagens em texto.
Um estudo realizado em 2007 em Madrid descobriu que 30% das crianças entre 11 e 17 anos se sentiam extremamente oprimidas quando tinham seus telefones confiscados. Em outra pesquisa, também na Espanha, foi revelado que 65% das crianças entre 10 e 15 anos possuíam celulares, comparado a 45,7% em 2004.
De acordo com o site Raising Kids, alguns psicólogos afirmam que o vício é hereditário: crianças cujos pais possuem comportamento obsessivo compulsivo têm 30% a mais de chance de desenvolver características similares. O uso obsessivo de celulares estaria ligado a problemas de timidez e baixa auto-estima.

outubro 6, 2007

Notícias locais, mas podem atingir uma repercussão maior: Metrô em Vila Prudente anda de mãos dadas com os especuladores imobiliários!!!

No site do jornal de bairro Folha de Vila Prudente diz ser proibida a reprodução das matérias, mas vou reproduzir por uma boa causa – já que é um blog sem fins comerciais – e, humildemente, procurar ampliar o alcance da reportagem do bom jornal do bairro. É aquilo que não sai no JT ou no Estadão, mas ajuda a entender o processo e a lógica do mercado imobiliário. Em meu modo de ver, mesmo com o Metrô pagando o valor pecuniário “justo”, e que até permita ao cidadão que teve seu imóvel desapropriado continuar morando no bairro, já existe uma derrota, pois não será o mesmo bairro, “incrementado” pelos mesmos problemas que outrora não haviam, mas foram trazidos no pacote junto com o “progresso”. O principal já foi feito, ele é só um cliente a mais, um novato no bairro em que sempre morou. Além disso, é engraçada a terminologia usada e que não faria feio se colocada no dicionário de novilíngua: a “valorização” do lugar, significa, na verdade, inflacionamento de bens e serviços; “melhorias” é um termo que oculta a degradação : a presença de mais automóveis em ruas que não os comportam, com o consequente aumento de acidentes, poluição, roubos, aparecimento de congestionamentos, falta de espaço físico, etc.,- o que gera um paradoxo: se temos Metrô, temos mais transporte público “de qualidade” ( odeio essa expressão ) o que, por sua natureza, vem causando um boom imobiliário combinado de um maior adensamento populacional; isso traz, digo sem medo de errar, mais carros em circulação por estas ruas ( isso, desconsiderando o poder aquisitivo dos novos moradores; mas, se os que já estão aqui não vão poder ficar, por falta de recursos financeiros, dá para concluir que serão substituídos por pessoas com maiores recursos e que, por este perfil, são maiores consumidores, de todos o tipos de produtos, carros inclusive, e mais membros desta família do que a outra que está indo embora terão seu automóvel ); essas “melhorias” ( como se a simples presença de gente com maior poder aquisitivo ou a mera construção de prédios onde não havia nenhum pudessem ser entendidas como tal ) promovidas pelos novos e mais gastadores habitantes incluem, óbvio, mais assaltos, de que tanto se reclama ( menos para quem rouba; afinal, há um incremento do número de “clientes” e uma melhora no perfil do rating ).
Os negritos que aparecerem são do blog.
METRÔ RUMO À VILA PRUDENTE: DESAPROPRIAÇÕES NO BAIRRO PROMETEM ‘PARADA’ NA JUSTIÇA
O sonho do Metrô na Vila Prudente, literalmente, virou pesadelo para alguns dos declarados desapropriados pelo Governo do Estado. A negociação entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô e os proprietários de imóveis está apenas no início e já há caso concreto de contestação na Justiça. Se por um lado a queixa é a indenização ofertada, tida como baixa para os atuais valores de mercado do bairro, inflacionados com a ajuda do próprio Metrô, por outro, o motivo de descontentamento é a absoluta falta de qualquer tipo de informação. A seguir, relatos de dois xarás que estão perdendo o sono por conta da futura estação Vila Prudente, que segundo estimativas oficiais, deve ser inaugurada em maio de 2.010 no entroncamento das ruas Ibitirama, Cavour e avenida Anhaia Mello.
Empurrão para periferia
O advogado Osmar Lemes dos Santos nasceu na Vila Prudente e desde 1981, mora no número 355 da rua Pires Pimentel, onde hoje também vive a esposa e os dois filhos. Destaca, sem meias palavras, que “é vilaprudentino ‘da gema’, bem como sua família, mas, está sendo expulso do bairro pelo Metrô”. O grande problema é que a residência, instalada num terreno de 175 metros quadrados e separada por um quarteirão e a avenida Anhaia Mello do ponto exato da futura estação do transporte metroviário, teve avaliação de R$ 98.400 da técnica enviada pela Companhia. Para piorar a situação, Santos tem direito, assim como todo expropriado, a sacar apenas 80% desse valor, pouco mais de R$ 78 mil. “Parece ironia, mas, recebi um comunicado do Metrô informando que fui ‘contemplado com a desapropriação’. Esta avaliação não me dá condições de adquirir outro imóvel na Vila Prudente, nem nos arredores”, ressalta o advogado que está recorrendo do processo formalizado pelo Estado.
Santos conta ainda que o transtorno começou bem antes da definição da indenização. Uma das queixas, comum a outros moradores do bairro que estão entre os desapropriados, é que o Metrô não teve o cuidado de se reunir com os envolvidos antes da questão se tornar pública. “Quando soube que estava na lista, supostos técnicos já estavam batendo na minha porta e até advogados oferecendo seus serviços sem o menor pudor e ética“, comenta. Outra insatisfação é o desencontro de informações. Ele conta que numa manhã de sábado, a esposa e a filha chegaram até a ligar para a polícia porque, sem qualquer aviso prévio, um homem se apresentou no portão da residência como engenheiro do Metrô e queria entrar para fazer medições. “Em meio a tudo isso ainda há aqueles que tocam a campainha para nos oferecer caminhão de mudança”, desabafa.

A pedido da Folha dois corretores de tradicionais imobiliárias da região visitaram o imóvel da rua Pires Pimentel na semana passada. Os profissionais são de empresas distintas, promoveram a avaliação em dias separados, de forma que um não tinha conhecimento da ação do outro, e chegaram ao mesmo valor que oferta, no mínimo, R$ 71.600 a mais que a proposta da Companhia do Metropolitano.
A primeira vistoria foi efetuada pela corretora Ivani Aparecida Picolomini, da Torres & Picolomini. Partindo do fato do metro quadrado na Vila Prudente estar em torno de R$ 700, chegou-se a conclusão que apenas o terreno pode ser avaliado em R$ 120 mil.
Considerando a residência, foi proposto o valor mínimo de R$ 170 mil e máximo de R$ 200 mil. A segunda visita ficou a cargo do corretor Joaquim Candido, o Veloso, da Stasi Lar, que avaliou o imóvel em R$ 170.500. “Houve uma recente reforma de ampliação da casa e a localização é privilegiada, próxima de escolas, mercados e outros comércios“, ressaltou o corretor.
Os profissionais ouvidos pela Folha foram categóricos em afirmar que pela quantia proposta pelo Metrô, dificilmente a família Santos conseguirá se manter no bairro. A única opção, segundo eles, é tentar encontrar um apartamento usado de cerca de 50 metros quadrados, mas, adiantam que não será tarefa fácil.
Para comprovar o impacto do Metrô na valorização dos imóveis na região, Veloso dá um exemplo concreto. “Antes, um apartamento quitado no Cohab (Conjunto Habitacional) Cintra Gordinho, na Vila Prudente, valia de R$ 40 a 45 mil, agora, a mesma unidade é negociada por R$ 65 a R$ 70″, compara. “Estou sendo chamado por muitos proprietários de imóveis desapropriados para fazer avaliações e há muito descontentamento com os valores propostos pelo Metrô”, comenta Veloso.

Esperar sentado?
O imóvel adquirido há dois anos no número 406 da rua Cananéia, para fins de moradia da família ou até mesmo para fonte extra de renda, num eventual aluguel, se tornou uma grande incógnita para o morador da Mooca, Osmar Antonio Guinda Ribeiro.
A casa instalada em um terreno de 180 metros quadrados estava em meio a uma grande reforma, que incluiu até a troca do madeiramento e da manta do telhado, quando Ribeiro descobriu que seu imóvel constava na lista dos declarados de utilidade pública pelo Metrô. Sem saber que destino dava às obras em andamento na propriedade, correu atrás do Metrô e foi orientado a aguardar 90 dias.

Atualmente, passados quase 150 dias do decreto publicado, continua sem posicionamento. Nesse meio tempo diz ter ouvido de um funcionário da Companhia que “não deveria colocar sal em carne podre” e recentemente, notou que o imóvel ‘sumiu’ da lista do Metrô, bem como outros da vizinhança.
“Interrompi a reforma e por conta disto, tive um desgaste enorme com os pedreiros. Ainda fui obrigado a correr atrás dos fornecedores para tentar devolver o material comprado. Agora, estou com o imóvel inacabado e não tenho idéia de quando este impasse será resolvido. Já era até para as obras estarem finalizadas”, comenta Ribeiro que tinha a intenção imediata de abrigar no local a mãe e a avó, ambas viúvas, que vivem de aluguel no litoral.
Outra preocupação do proprietário é que a casa, vazia, possa ser alvo de invasões. “Gostaria de obter respostas sobre quanto vão pagar e quanto tempo ainda vai levar para que isso ocorra. Afinal, eu creio serem estas questões básicas que qualquer proprietário que vê o seu imóvel ‘comprado’ sem tê-lo colocado à venda, tem o direito de saber”, sintetiza sobre o seu dilema.

Metrô se pronuncia
Através da assessoria de imprensa do Metrô, foi informado, referente ao primeiro caso abordado, que “os procedimentos avaliatórios executados pelas empresas contratadas pelo Metrô seguiram os critérios normatizados para as avaliações imobiliárias, normalmente utilizados nas desapropriações”. A nota segue alegando que “por decisão da diretoria da Companhia fez-se o ajuizamento das ações de desapropriação, onde os expropriados poderão, com toda liberdade, contestar os valores ofertados”.
Ressalta ainda que o proprietário do imóvel na rua Pires Pimentel recebeu comunicado onde constam os procedimentos adotados nas avaliações, mas, que caso deseje conversar especificamente sobre o seu caso, inclusive valores, deve entrar em contato com a Gerência Jurídica do Metrô.
Sobre o imóvel na rua Cananéia, a explicação oficial é que “foi declarado de utilidade pública pelo decreto 51.795 de 9 de maio de 2007, com vigência pelo prazo de cinco anos, em função de necessidades construtivas constatadas durante o desenvolvimento do projeto preliminar da Linha 2- Verde.
Por fim, a assessoria esclarece que “atualmente, o Metrô está em fase de detalhamento deste projeto não estando definida a necessidade de utilização do referido imóvel”. A promessa é que havendo uma conclusão, os interessados diretos serão comunicados por carta.

Kátia Leite
FOLHA DE VILA PRUDENTE
Edição 803
05 a 10 de Outubro de 2007

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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