ENCALHE

julho 17, 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

"Contra Sarney ou contra Lula?", Por Jasson de Oliveira Andrade

Contra Sarney ou contra Lula?
As aparências enganam, diz o ditado popular. É o que está acontecendo com o massacre contra o senador José Sarney. Aparentemente a campanha é pela moralização do Senado. Na verdade, tudo é feito para sangrar o governo Lula e seus aliados, tendo como meta a eleição presidencial de 2010, procurando, indiretamente, beneficiar o candidato José Serra e prejudicar a sua adversária Dilma, apoiada pelo governo. Esta constatação já está sendo percebida por alguns analistas políticos.
O advogado Saulo Ramos, autor de Código da Vida, livro muito vendido, que foi ministro da Justiça do governo Sarney, escreveu um artigo na Folha para defendê-lo. Logicamente o texto é um panegírico dele. Tirando esses elogios, o autor diz algumas verdades que merecem ser divulgadas. Ele inicia assim o artigo: “Soube que José Sarney foi avisado para não se candidatar a presidente do Senado porque o mundo desabaria sobre ele como um vulcão de coisas impossíveis”. Por que isso iria acontecer? Saulo Ramos explica o motivo. Após dizer que não fizeram tais acusações durante 30 anos que ele esteve no Congresso, afirma que “não o haviam feito enquanto não se tornou presidente do Senado em véspera de ano eleitoral”. Em outras palavras: ele só está virando a Geni de nossa política, segundo o autor, porque ele apóia o governo Lula e também a Dilma. É o que eu também penso.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no artigo “As lacunas da cobertura da crise no Senado”, já é mais claro do que Saulo Ramos. Ele diz em seu esclarecedor texto: “O Congresso Nacional [Senado e Câmara Federal] está em crise, mas para a grande imprensa tudo se resume a um nome: José Sarney. É certo que o presidente do Senado, eleito pelo Amapá e líder do PMDB do Maranhão, está cercado de encrencas, algumas delas tão complicadas de explicar como batom na cueca. Fazem bem os jornalistas em correr atrás das denúncias sobre o ex-presidente da República, mas fariam melhor, muito melhor, aliás, se conseguissem explicar ao distinto público o que está realmente em jogo no legislativo federal”. Adiante ele explica o que os jornalistas procuram esconder dos leitores. Ele afirma que “para o leitor, fica parecendo que anteontem Sarney desembestou a praticar corrupção, a torto e a direito, praticando um verdadeiro haraquiri [suicídio] político”, mas na verdade “não foram de ontem para hoje que começaram a ser assinados os atos secretos, agora cancelados pelo presidente da Casa. (…) E o mais importante de tudo, não foi ontem para hoje que a imprensa ficou sabendo de tanta imoralidade. Ao contrário, muitos jornalistas que parecem orgulhosos dos “furos” que estão dando na verdade deveriam estar com vergonha de jamais terem tocado no assunto antes…” Entretanto, por que não tocaram no assunto antes? O jornalista explica: “Sarney está sob intenso tiroteio porque a eleição para a Mesa Diretora do Senado precipitou, no Congresso, a guerra que está sendo travada nos bastidores da política brasileira, qual seja a da sucessão do presidente Lula no próximo ano. (…) Pode até parecer confuso, mas não é. São interesses conflitantes, mas com o mesmo objetivo: detonar não apenas Sarney, mas o que ele simboliza – o PMDB alinhado com Lula”. Ele encerra assim o seu artigo: “Nada disso aparece nas análises dos jornalões, que preferem apostar no espetáculo das noticias que chocam (e que esses mesmos jornalões já tinham conhecimento). Se o fazem por inocência, é apenas mau jornalismo. Se o fazem por interesses no resultado da eleição de 2010, é manipulação pura e simples. Nos dois casos, o leitor sai perdendo”.
No título deste artigo perguntei: contra Sarney ou contra Lula? Agora a resposta é fácil. É contra Lula, ou melhor, contra a sua candidata Dilma, procurando favorecer o Serra. A campanha vai dar certo? Só vamos saber em 2010. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2009

maio 7, 2009

"Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda", por

Senhores leitores deste blog: este post, que eu copiei do Biscoito Fino e a Massa, de Idelber Avelar, acho que será melhor compreendido por aqueles que dominam o jargão e as teorias esquerdistas ( o que não é, exatamente, o meu caso, sou apenas um cara esforçado ). Mas eu gostei. Umas vezes eu li o jornal da Causa Operária e, confesso, não sei a quem eles dirigem aquilo, qual seu público-alvo. E, creio que o Avelar não menciona, mas para o PCO, o PSTU ( também citado pelo Avelar como “extrema-esquerda” ) é oportunista ( há uma foto do Zé Maria, do PSTU sorrindo, junto ao “pelego da direita”, o Paulinho da Força ) e tal também é o PSOL ( “oportunista” no jargão deles deve ter um significado distinto, já que várias vezes eu vejo este termo empregado em situações que eu não imaginaria: estou lendo um livro, e ali referem-se aos Panteras Negras e sua política “oportunista” ). O PCO também adere ao discurso do DEM e PPS e denuncia o “Estado Policial” do Protógenes Queiróz. Talvez o problema seja eu.
Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda
O Biscoito Fino e a Massa
O PSOL, o PSTU e o PCO deveriam parar de brigar, abandonar o sofisma — desmentido pela história brasileira recente — de que PT e PSDB são duas faces do mesmo projeto político e agir como verdadeiros partidos leninistas. Eu sou dos que acham que o leninismo está longe de ter esgotado sua significação histórica. Mas não a vejo na teoria do partido de vanguarda nem na teoria da ditadura do proletariado. O que constitui um leninista é a análise da circunstância concreta, sempre em busca do ponto universalizante, da âncora que pode sintetizar toda a luta política. Não há leninismo sem a pergunta: o que fazer?
O que fazer, na extrema-esquerda, hoje no Brasil? O PSOL, que dos três é o único que não se reivindica leninista (embora haja leninistas por lá), deve pensar se quer mesmo fazer da moral, do udenismo de esquerda, o eixo de seu discurso. A escolha pode ter tido sua lógica em 2005, como aglutinação para a extrema-esquerda no momento de maior desgaste do governo Lula. Hoje, é um tiro no pé, além de despolitizadora e inadequada. A redução da política à moral já se anunciara na campanha de
Heloísa Helena, em 2006, das mais despolitizadas que a esquerda já fez. No Brasil pós-Satiagraha, o PSOL extrapola, do louvável apoio ao Delegado Protógenes Queiroz, uma leitura da realidade que faria Trótski revirar-se no túmulo, inimigo que era ele de toda confusão entre lei e justiça ou entre moral e política. Confio que o leitor não pense que eu sugira desatenção ao problema da corrupção. Simplesmente estou afirmando que o discurso moral anti-corrupção não pode ser eixo de uma política de extrema-esquerda genuína.
No site do PSTU, a principal manchete é “Os trabalhadores não pagarão pela crise”. É difícil reconciliar a manchete com a própria interpretação que faz o PSTU do Brasil. Pois se o governo Lula é o agente neoliberal que a extrema-esquerda denuncia, a chamada correta deveria ser “Trabalhadores pagarão pela crise”. A manchete incorre numa contradição performativa, uma comum confusão entre o ser e o dever ser que frequentemente acomete a extrema-esquerda quando ela perde contato com a realidade. Se fosse verdadeiro para o PSTU dizer “os trabalhadores não pagarão”, ou seja, se fosse factível a hipótese de que um movimento operário liderado pela Conlutas conseguisse, dentro da “ordem neoliberal” de Lula, que os trabalhadores deixassem de pagar pela crise, ora ora, seria a própria existência dessa ordem que estaria em dúvida. Ela não está, como o próprio PSTU reconhece. Achar que dentro da ordem capitalista os trabalhadores “não vão pagar” por algo é de um reformismo inaceitável num partido que se quer revolucionário. De novo, Lênin revira no túmulo. A confusão entre o que é e o que deveria ser não é causa, claro, mas sintoma de uma extrema-esquerda que não sabe formular seu papel no presente.
Mas passemos ao momento propositivo. O que fazer? Para a esquerda, o eixo definidor, o ponto-âncora do corpo político é a putrefação da grande mídia no bojo da Satiagraha, a partir da qual se desatou a jagunçagem de Gilmar Mendes e a desmoralização do Poder Judiciário. Nesse feixe de contradições um leninista identificaria a questão universalizante, ou seja, aquela tensão do corpo social que tem o potencial de desatar o antagonismo constitutivo, central. Quem é de esquerda no Brasil hoje e não está refletindo sobre esse imbróglio não está pensando nada.
Como trabalham com o sofisma de que PT e PSDB são irmãos gêmeos, os partidos de extrema-esquerda não compreendem por que raios se forma de maneira tão furiosa a articulação Gilmar Mendes-Revista Veja e seus capangas. Perdem a oportunidade de contribuir ao esforço definidor da intervenção de esquerda hoje (e dentro do qual eles poderiam até ganhar espaço em relação ao PT): acelerar a destruição da moribunda credibilidade nos grupos de mídia; promover a guerra de guerrilha incessante contra sua imagem, moral e capacidade de esconder a fábrica de linguiça; exibir e ridicularizar cada erro, mentira, notícia distorcida; revelar e expor minuciosa e diariamente sua história de colaboração com a ditadura; acossar seus patrocinadores com o boicote; bombardear seus ombudsmen com críticas; ajudar a disseminar os blogs que os desconstroem; trabalhar diuturnamente nas campanhas de cancelamento de assinaturas; não respirar enquanto as corjas Civita, Marinho, Frias e cia. tenham sofrido uma derrota categórica.
No bojo dessa práxis, quem sabe não se acumulam forças suficientes para um movimento nacional pelo impeachment de Gilmar Mendes? Quem aposta que um movimento popular não pode encurralar um Senado?
Isso é mais leninista e revolucionário que fazer um sitezinho dizendo que as comemorações do 1° de maio serão “independentes e classistas” e que o Bolsa Família é “migalha dada pela burguesia”. Os partidos de extrema-esquerda brasileiros precisam ler com atenção seus Lênin e Trótski: a interpretação revolucionária da realidade começa com a identificação da sua contradição constitutiva.

"Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda", por

Senhores leitores deste blog: este post, que eu copiei do Biscoito Fino e a Massa, de Idelber Avelar, acho que será melhor compreendido por aqueles que dominam o jargão e as teorias esquerdistas ( o que não é, exatamente, o meu caso, sou apenas um cara esforçado ). Mas eu gostei. Umas vezes eu li o jornal da Causa Operária e, confesso, não sei a quem eles dirigem aquilo, qual seu público-alvo. E, creio que o Avelar não menciona, mas para o PCO, o PSTU ( também citado pelo Avelar como “extrema-esquerda” ) é oportunista ( há uma foto do Zé Maria, do PSTU sorrindo, junto ao “pelego da direita”, o Paulinho da Força ) e tal também é o PSOL ( “oportunista” no jargão deles deve ter um significado distinto, já que várias vezes eu vejo este termo empregado em situações que eu não imaginaria: estou lendo um livro, e ali referem-se aos Panteras Negras e sua política “oportunista” ). O PCO também adere ao discurso do DEM e PPS e denuncia o “Estado Policial” do Protógenes Queiróz. Talvez o problema seja eu.
Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda
O Biscoito Fino e a Massa
O PSOL, o PSTU e o PCO deveriam parar de brigar, abandonar o sofisma — desmentido pela história brasileira recente — de que PT e PSDB são duas faces do mesmo projeto político e agir como verdadeiros partidos leninistas. Eu sou dos que acham que o leninismo está longe de ter esgotado sua significação histórica. Mas não a vejo na teoria do partido de vanguarda nem na teoria da ditadura do proletariado. O que constitui um leninista é a análise da circunstância concreta, sempre em busca do ponto universalizante, da âncora que pode sintetizar toda a luta política. Não há leninismo sem a pergunta: o que fazer?
O que fazer, na extrema-esquerda, hoje no Brasil? O PSOL, que dos três é o único que não se reivindica leninista (embora haja leninistas por lá), deve pensar se quer mesmo fazer da moral, do udenismo de esquerda, o eixo de seu discurso. A escolha pode ter tido sua lógica em 2005, como aglutinação para a extrema-esquerda no momento de maior desgaste do governo Lula. Hoje, é um tiro no pé, além de despolitizadora e inadequada. A redução da política à moral já se anunciara na campanha de
Heloísa Helena, em 2006, das mais despolitizadas que a esquerda já fez. No Brasil pós-Satiagraha, o PSOL extrapola, do louvável apoio ao Delegado Protógenes Queiroz, uma leitura da realidade que faria Trótski revirar-se no túmulo, inimigo que era ele de toda confusão entre lei e justiça ou entre moral e política. Confio que o leitor não pense que eu sugira desatenção ao problema da corrupção. Simplesmente estou afirmando que o discurso moral anti-corrupção não pode ser eixo de uma política de extrema-esquerda genuína.
No site do PSTU, a principal manchete é “Os trabalhadores não pagarão pela crise”. É difícil reconciliar a manchete com a própria interpretação que faz o PSTU do Brasil. Pois se o governo Lula é o agente neoliberal que a extrema-esquerda denuncia, a chamada correta deveria ser “Trabalhadores pagarão pela crise”. A manchete incorre numa contradição performativa, uma comum confusão entre o ser e o dever ser que frequentemente acomete a extrema-esquerda quando ela perde contato com a realidade. Se fosse verdadeiro para o PSTU dizer “os trabalhadores não pagarão”, ou seja, se fosse factível a hipótese de que um movimento operário liderado pela Conlutas conseguisse, dentro da “ordem neoliberal” de Lula, que os trabalhadores deixassem de pagar pela crise, ora ora, seria a própria existência dessa ordem que estaria em dúvida. Ela não está, como o próprio PSTU reconhece. Achar que dentro da ordem capitalista os trabalhadores “não vão pagar” por algo é de um reformismo inaceitável num partido que se quer revolucionário. De novo, Lênin revira no túmulo. A confusão entre o que é e o que deveria ser não é causa, claro, mas sintoma de uma extrema-esquerda que não sabe formular seu papel no presente.
Mas passemos ao momento propositivo. O que fazer? Para a esquerda, o eixo definidor, o ponto-âncora do corpo político é a putrefação da grande mídia no bojo da Satiagraha, a partir da qual se desatou a jagunçagem de Gilmar Mendes e a desmoralização do Poder Judiciário. Nesse feixe de contradições um leninista identificaria a questão universalizante, ou seja, aquela tensão do corpo social que tem o potencial de desatar o antagonismo constitutivo, central. Quem é de esquerda no Brasil hoje e não está refletindo sobre esse imbróglio não está pensando nada.
Como trabalham com o sofisma de que PT e PSDB são irmãos gêmeos, os partidos de extrema-esquerda não compreendem por que raios se forma de maneira tão furiosa a articulação Gilmar Mendes-Revista Veja e seus capangas. Perdem a oportunidade de contribuir ao esforço definidor da intervenção de esquerda hoje (e dentro do qual eles poderiam até ganhar espaço em relação ao PT): acelerar a destruição da moribunda credibilidade nos grupos de mídia; promover a guerra de guerrilha incessante contra sua imagem, moral e capacidade de esconder a fábrica de linguiça; exibir e ridicularizar cada erro, mentira, notícia distorcida; revelar e expor minuciosa e diariamente sua história de colaboração com a ditadura; acossar seus patrocinadores com o boicote; bombardear seus ombudsmen com críticas; ajudar a disseminar os blogs que os desconstroem; trabalhar diuturnamente nas campanhas de cancelamento de assinaturas; não respirar enquanto as corjas Civita, Marinho, Frias e cia. tenham sofrido uma derrota categórica.
No bojo dessa práxis, quem sabe não se acumulam forças suficientes para um movimento nacional pelo impeachment de Gilmar Mendes? Quem aposta que um movimento popular não pode encurralar um Senado?
Isso é mais leninista e revolucionário que fazer um sitezinho dizendo que as comemorações do 1° de maio serão “independentes e classistas” e que o Bolsa Família é “migalha dada pela burguesia”. Os partidos de extrema-esquerda brasileiros precisam ler com atenção seus Lênin e Trótski: a interpretação revolucionária da realidade começa com a identificação da sua contradição constitutiva.

março 3, 2009

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.

Mais um dos escândalos do governo tucano de São Paulo passando em brancas nuvens

É o seguinte: esse caso horroroso da suposta rede de corrupção montada pelo ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto não está rendendo e nem obtendo a atenção merecida.
Propondo um exercício óbvio de imaginação: e se o governo de SP estivesse nas mãos do PT? Aliás, essa pergunta eu faço tendo em mente aquele monte de lixos que são habitués nas colunas de cartas de leitores dos jornais. Gente em que você pode se inspirar e até copiar frases e sentenças inteiras e depois publicar no site do Professor Hariovaldo.
Nessas horas você percebe que esses idiotas não se importam com a tal da “Segurança Pública” e nem ficam “indignados” com a “corrupção” que “viceja no país”. Preferem zurrar suas “verdades” sobre os boxeadores cubanos ou o polêmico asilo dado àquele italiano ( que conta com a simpatia, aliás, do sr. Gabeira, que está fechando com a tucanalha carioca, embora tenha se vendido nas eleições à prefeitura do Rio como o único candidato da decência e moral; devia morar em Higienópolis ou em Perdizes, aí o cenário demagógico e falso-moralista seria completo ).
Quando você percebe que denúncias gravíssimas até saem nos jornais, mas não com a regularidade necessária e exigida, nem na capa, tá na cara que o assunto é “menor”. Não que seja “menor”, mas ele está sendo apresentado assim.
Entre as denúncias, figuram a “( … ) arrecadação de dinheiro da máfia dos bingos e caça-níqueis, pagamentos de propina para anular a expulsão de policiais corruptos e a existência de um mercado de venda de cargos importantes da Polícia Civil ( … )” ( Estado, 01.03.09 ), conforme depôs o ex-investigador Augusto Pena ao MPE/SP. Os achaques a integrantes do PCC por parte de policiais civis configuram um verdadeiro tapa na cara de qualquer desses “cidadãos de bem” indignados.
A extrema discrição e sobriedade dadas pelo imprensalão a esse caso são um verdadeiro “caso de polícia”: tá na cara que, apesar da gravidade do problema, o objetivo é blindar o José Serra a qualquer custo. Claro que contam com a habitual, recorrente e providencial hipocrisia dos paulistas – que, pelo que consta, não fazem também a menor questão de que algumas CPIs decentes ( entre as sete ou oito dezenas escondidas no calabouço da ALESP ) sejam instaladas e os malfeitos prováveis, supostos, possíveis promovidos pela tucanalha ( instalada no poder há 14 anos em SP ) surjam aos borbotões, e aí não seja mais possível fingir ignorar e nem fazer de conta que apóiam “governantes éticos” quando, na verdade, trata-se de um povo altamente aético mas que se tem em alta conta. Que deve ter adorado as palavras de Jarbas Vasconcellos à vEJA.
Sem CPI, até o Maluf pode se vangloriar de ser honesto.
Eu até meio que concordo que, como dizem estes tais leitores, o Lula parece até ser ( no mínimo ) “complacente” com a corrupção. Só que, até onde sei, o governo Federal não tem permissão constitucional para intervir no Estado de São Paulo e acabar com essa put***aria toda.

fevereiro 24, 2009

ESPOSA DE ARNALDO JABOR PRESTA ASSESSORIA A JOSÉ SERRA!!!

Mainardi pedirá a cabeça de Jabor?
Blog do Miro, 23.02.09
Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha [ Nota do BFI: daquele jornal que não ousa dizer "ditadura" ] , também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.
No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.
Artista global com Kassab
Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.
Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo… A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.
Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?
Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.
Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.
Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas? Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?

ESPOSA DE ARNALDO JABOR PRESTA ASSESSORIA A JOSÉ SERRA!!!

Mainardi pedirá a cabeça de Jabor?
Blog do Miro, 23.02.09
Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha [ Nota do BFI: daquele jornal que não ousa dizer "ditadura" ] , também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.
No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.
Artista global com Kassab
Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.
Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo… A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.
Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?
Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.
Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.
Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas? Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?

ESPOSA DE ARNALDO JABOR PRESTA ASSESSORIA A JOSÉ SERRA!!!

Mainardi pedirá a cabeça de Jabor?
Blog do Miro, 23.02.09
Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha [ Nota do BFI: daquele jornal que não ousa dizer "ditadura" ] , também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.
No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.
Artista global com Kassab
Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.
Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo… A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.
Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?
Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.
Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.
Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas? Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?

ESPOSA DE ARNALDO JABOR PRESTA ASSESSORIA A JOSÉ SERRA!!!

Mainardi pedirá a cabeça de Jabor?
Blog do Miro, 23.02.09
Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha [ Nota do BFI: daquele jornal que não ousa dizer "ditadura" ] , também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.
No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.
Artista global com Kassab
Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.
Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo… A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.
Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?
Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.
Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.
Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas? Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?
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