Secretário é perdoado
A governadora Yeda Crusius garantiu a manutenção do secretário do Planejamento, Ariosto Culau, no cargo. O encontro que ele manteve, na quinta-feira, com o empresário Lair Ferst, indiciado pela Polícia Federal no inquérito da Operação Rodin, não foi suficiente para que o governo afastasse o secretário do Executivo. A permanência ficou acertada somente no início da noite de ontem, após um dia inteiro de reuniões no Palácio Piratini. Ariosto chegou a cogitar pedido de demissão, mas foi convencido por integrantes do alto escalão do governo a ficar.
Culau pede desculpas e fica no cargo
Secretário do Planejamento viveu um dia de expectativas diante do incidente envolvendo Lair Ferst
O dia no Palácio Piratini ontem parecia de ressaca. Após ter se encontrado para tomar chope com o empresário Lair Ferst na Capital, o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, passou o dia na iminência de ser exonerado do cargo ou ter de optar pelo afastamento voluntário. Com objetivo de minimizar o constrangimento, o porta-voz do governo, Paulo Fona, afirmou no final da tarde que Ariosto pediu desculpas à governadora Yeda Crusius pelo ocorrido e que a manutenção do secretário na pasta estava garantida.
A governadora Yeda Crusius garantiu a manutenção do secretário do Planejamento, Ariosto Culau, no cargo. O encontro que ele manteve, na quinta-feira, com o empresário Lair Ferst, indiciado pela Polícia Federal no inquérito da Operação Rodin, não foi suficiente para que o governo afastasse o secretário do Executivo. A permanência ficou acertada somente no início da noite de ontem, após um dia inteiro de reuniões no Palácio Piratini. Ariosto chegou a cogitar pedido de demissão, mas foi convencido por integrantes do alto escalão do governo a ficar.
Culau pede desculpas e fica no cargo
Secretário do Planejamento viveu um dia de expectativas diante do incidente envolvendo Lair Ferst
O dia no Palácio Piratini ontem parecia de ressaca. Após ter se encontrado para tomar chope com o empresário Lair Ferst na Capital, o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, passou o dia na iminência de ser exonerado do cargo ou ter de optar pelo afastamento voluntário. Com objetivo de minimizar o constrangimento, o porta-voz do governo, Paulo Fona, afirmou no final da tarde que Ariosto pediu desculpas à governadora Yeda Crusius pelo ocorrido e que a manutenção do secretário na pasta estava garantida.
Pela manhã, Yeda havia assegurado a permanência de Ariosto no Executivo. ‘A atitude dele causou reação e ele tem de explicar. Como secretário ele é qualificado e permanecerá no cargo’, garantiu. Segundo Yeda, o encontro ocorreu em local público e o próprio Ariosto telefonou para ela. ‘Fiz as perguntas devidas e ele disse que estava comemorando o fim do processo de barreiras judiciais que impediam o rompimento do contrato do Detran’, disse. Ariosto chegou a cogitar um pedido de demissão. Porém, após cinco horas reunido com integrantes do alto escalão do governo, foi convencido a desistir. Durante a tarde, inclusive, participou de agenda com Yeda no Piratini. Perguntado sobre a reação de deputados aliados, que defenderam sua saída da secretaria, afirmou apenas que estava sabendo das manifestações. Ariosto permaneceu no Palácio até as 19h20min, mantendo constantes reuniões e evitando dar declarações. Na secretaria, os acontecimentos provocaram agitação entre os funcionários. Pela manhã, o clima era de total incerteza sobre o futuro da pasta. À tarde, mesmo na ausência de Ariosto, o trabalho foi normal.Conforme o secretário, Lair Ferst teria telefonado para ele, propondo encontrá-lo. Preso e indiciado pela Polícia Federal (PF) na Operação Rodin, Lair foi apontado como suposto lobista nas negociações que envolveram contratos entre o Detran, Fatec e empresas sistemistas.
Aliados esperavam pela saída
O encontro entre o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, e o empresário Lair Ferst, um dos indiciados pela Polícia Federal, na noite da última quinta-feira, repercurtiu ontem entre deputados da base aliada que integram a CPI do Detran. De acordo com o vice-líder do governo na Assembléia Legislativa, Pedro Pereira, do PSDB, mesmo partido de Ariosto, o secretário teve uma atitude ingênua e deveria deixar a administração. ‘Fica uma situação totalmente constrangedora para os deputados que integram a base ter que aceitar um episódio desses. A atitude dele (Ariosto) deveria ser a de renunciar’, ressaltou o tucano.
Aliados esperavam pela saída
O encontro entre o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, e o empresário Lair Ferst, um dos indiciados pela Polícia Federal, na noite da última quinta-feira, repercurtiu ontem entre deputados da base aliada que integram a CPI do Detran. De acordo com o vice-líder do governo na Assembléia Legislativa, Pedro Pereira, do PSDB, mesmo partido de Ariosto, o secretário teve uma atitude ingênua e deveria deixar a administração. ‘Fica uma situação totalmente constrangedora para os deputados que integram a base ter que aceitar um episódio desses. A atitude dele (Ariosto) deveria ser a de renunciar’, ressaltou o tucano.
Conforme o líder do PMDB, Alexandre Postal, que chegou a defender a exoneração do secretário na reunião da comissão, a responsabilidade cabe exclusivamente à governadora Yeda Crusius. ‘Ele é um secretário importante para o Estado. Acho difícil o governo abandonar um projeto político, porém, terá que arcar com o prejuízo político da situação’, avaliou Postal. Segundo Cassiá Carpes, do PTB, a melhor a melhor forma de preservar o Executivo e a governadora é a saída de Ariosto da pasta do Planejamento. ‘Ele anulou a boa vontade do governo de romper o contrato com entre o Detran e a Fundae com este ato’, ressaltou. Para o parlamentar, mesmo o secretário sendo um técnico, sua atitude acabou afetando politicamente a administração. Além disso, ele acredita que a saída de Ariosto poderá evitar prejuízos maiores como o comparecimento à CPI do Detran.
Fabiano pede relação de visitas ao Piratini
O encontro entre o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, com Lair Ferst, motivou o presidente da CPI do Detran, deputado Fabiano Pereira, do PT, a solicitar ao governo do Estado os registros de visitantes do Palácio Piratini e do Centro Administrativo. O parlamentar pretende apurar se indiciados pela Polícia Federal por envolvimento na fraude montada no Detran se reuniram com agentes públicos. O presidente da comissão comentou ainda a decisão da governadora Yeda Crusius em manter o secretário Culau no governo. ‘Mais uma vez um gesto do governo faz estabelecer relação com o que ocorreu na Operação Rodin. É muito grave a situação e a governadora não deveria ter passado a mão por cima’, disse Pereira.
Tubino diz saber origem da casa
O ex-chefe da Polícia Civil, delegado Luiz Fernando Tubino disse na madrugada de sexta-feira, em seu depoimento à CPI do Detran, ter informações da Operação Rodin de que Lair Ferst, um dos indiciados pela Polícia Federal, teria pago os R$ 400 mil de uma casa escriturada em nome da governadora Yeda Crusius. De acordo com Tubino, a casa foi comprada do consultor Eduardo Laranja, dono da Self Engenharia.
Fabiano pede relação de visitas ao Piratini
O encontro entre o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, com Lair Ferst, motivou o presidente da CPI do Detran, deputado Fabiano Pereira, do PT, a solicitar ao governo do Estado os registros de visitantes do Palácio Piratini e do Centro Administrativo. O parlamentar pretende apurar se indiciados pela Polícia Federal por envolvimento na fraude montada no Detran se reuniram com agentes públicos. O presidente da comissão comentou ainda a decisão da governadora Yeda Crusius em manter o secretário Culau no governo. ‘Mais uma vez um gesto do governo faz estabelecer relação com o que ocorreu na Operação Rodin. É muito grave a situação e a governadora não deveria ter passado a mão por cima’, disse Pereira.
Tubino diz saber origem da casa
O ex-chefe da Polícia Civil, delegado Luiz Fernando Tubino disse na madrugada de sexta-feira, em seu depoimento à CPI do Detran, ter informações da Operação Rodin de que Lair Ferst, um dos indiciados pela Polícia Federal, teria pago os R$ 400 mil de uma casa escriturada em nome da governadora Yeda Crusius. De acordo com Tubino, a casa foi comprada do consultor Eduardo Laranja, dono da Self Engenharia.
Segundo o delegado, o dinheiro usado por Ferst seria sobra da campanha eleitoral de Yeda, em 2006. Tubino garantiu que as informações têm respaldo nas investigações da Operação Rodin a que teve acesso. Segundo ele, todas as denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público e ao Ministério Público Especial do Tribunal de Contas do Estado. ‘O Banrisul e o Detran são as duas torres que precisam ser investigadas e derrubadas’, garantiu.Tubino afirmou que o Ministério Público já tem importantes informações relacionadas às denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó sobre as irregularidades no banco. As suspeitas em relação ao Detran começaram em 2002, a partir do contrato com a Fundação Carlos Chagas. Mais tarde, com a mudança para a Fatec, Tubino relatou terem começado os ‘desmandos’.O presidente da comissão, deputado Fabiano Pereira, do PT, assim como o vice, Paulo Azeredo, do PDT, questionaram os fatos relatados por Tubino que não apresentou prova alguma de suas denúncias, apesar da veemência e dos argumentos no depoimento da madrugada de sexta.
Fona discorda das afirmações na CPI
O porta-voz do governo, Paulo Fona, refutou as acusações levantadas pelo delegado Luiz Fernando Tubino sobre a participação de Lair Ferst na compra da casa da governadora. ‘A versão de Tubino é fantasiosa’, disse Fona e justificou, ‘ele levantou as denúncias sem apresentar prova alguma’.
Fona discorda das afirmações na CPI
O porta-voz do governo, Paulo Fona, refutou as acusações levantadas pelo delegado Luiz Fernando Tubino sobre a participação de Lair Ferst na compra da casa da governadora. ‘A versão de Tubino é fantasiosa’, disse Fona e justificou, ‘ele levantou as denúncias sem apresentar prova alguma’.
De acordo com o porta-voz do governo Yeda Crusius, a afirmação do delegado de polícia durante depoimento na CPI do Detran não tem lógica nem sustentação. ‘A Polícia Federal nunca falou nisso’, afirmou Fona. Além disso, segundo ele, para se levantar esta suspeita seria preciso demonstrar que o saque no valor mencionado tenha sido uma exceção no histórico da empresa de Ferst, o que não está comprovado.
Jornal dos Prefeitos
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