ENCALHE

setembro 2, 2009

"O currículo de Serra", por Rui Falcão

- Texto extraído do site do deputado estadual Adriano Diogo ( PT-SP )
O currículo de Serra
25.08.2009 –
“Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer”. Carlos Drummond de Andrade
Por Rui Falcão
Quem lê a biografia oficial do governador de São Paulo pode ser induzido a acreditar que não lhe faltam credenciais para chegar aonde deseja desde há muito. Nascido de família pobre no bairro paulistano da Mooca, antigo reduto de imigrantes e do operariado fabril do início do século passado, José Serra bem cedo destacou-se na política. Estudante de engenharia, militou na Ação Popular, que o levou à presidência da União Nacional de Estudantes (UNE) até 1964, quando foi proscrita pelo golpe militar. Para fugir da perseguição, recolheu-se ao exílio, inicialmente no Chile e depois em outros países, tendo retornado com a anistia, já economista e engajado na luta democrática.
Secretário no governo Montoro, em 1982, iniciou então uma escalada eleitoral ininterrupta: duas vezes deputado federal, senador, prefeito e governador. Nos entreatos, foi derrotado duas vezes na disputa da Prefeitura de São Paulo, ocupou dois ministérios sob FHC e perdeu para Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2002, ocasião em que os marqueteiros da campanha o promoveram a melhor ministro da Saúde do mundo”.
Trajetória e títulos à mostra, José Serra crê, assim, estar pronto, mais até que seu concorrente tucano (1), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para atingir o cume da carreira política, substituindo na Presidência da República aquele que o preteriu e cujo currículo – à luz do preconceito – sequer se equipara ao dele.
Mas na biografia não autorizada, de ex-parceiros, de anônimos colegas de partido ou de adversários (que ele considera detratores), despontam outras características, vícios ou virtudes a depender do intérprete.
Diz-se, por exemplo que sua ambição desmedida de poder o compele a destruir um por um e todos quantos pareçam contrariar seus desígnios. Para ilustrar, citam os casos da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e do ex-governador Geraldo Alckmin. Acusam-no, também, de romper acordos e palavra empenhada, basta ver o compromisso passado em cartório de cumprir os quatro anos de mandato na Prefeitura de São Paulo.(
[1])
Autoritário e insone, corre a lenda que o governador atravessa madrugadas acossando assessores e secretários, disparando-lhes e-mails inquisidores. Para felicidade geral, consta que sua excelência acorda tarde, talvez por concordar com Drummond que, dormindo, os problemas do Estado “o impeçam de morrer”.
Fatos ou versões, é inquestionável que José Serra já escolheu as armas para, quem sabe, sua derradeira e obstinada batalha. Aquela com que espera vencer foi forjada no arsenal do tucanato e retemperada pelos escudeiros de uma certa mídia. Trata-se da proclamada supremacia gerencial do PSDB, uma espécie de viúva Porcina da administração pública.
Ocorre que a contenda abrirá novas frentes, inclusive aquela que mais vulnera o governador, qual seja a comparação de projetos para o Estado e para o País. E, nesse campo, a crise econômica mundial levou de roldão o modelo neoliberal, privatista e socialmente excludente implantado por Fernando Henrique Cardoso, de cujo governo o pretenso candidato foi um dos expoentes.
Se hoje o atual governador tenta exorcizar o passado e seu antigo mestre, pela rejeição que este lhe pespega, é inegável que ambos – sutis diferenças à parte – lideram no PSDB a operação política, ideológica, midiática, jurídica para derrotar o projeto petista, bem como tentar barrar o processo de mudanças em andamento.
Ainda recentemente, o pretendente tucano, durante evento na cidade paulista de Jaguariúna (29 de junho) disse que “Índia e China estão indo bem, mas o Brasil não tem uma política econômica de desenvolvimento”. E, menos de um mês depois, pontificando sobre a crise econômica, FHC criticou o presidente Lula, afirmando que, estivesse ele no governo, os problemas seriam tratados “com responsabilidade”.
Nos oito anos do segundo, política “responsável” foi alienar patrimônio público, privatizar, integrar o Brasil de forma subordinada ao mercado mundial, revogar conquistas sociais, endividar o país e torná-lo vulnerável às crises do capitalismo no período. Vale lembrar que, desde o governo FHC, os tucanos tornaram-se conhecidos pela voracidade com que investem contra o patrimônio público, transferindo para grandes empresas o controle das estatais responsáveis pela prestação dos serviços essenciais e de interesse estratégico para o desenvolvimento nacional (telefonia, mineração, siderurgia, energia elétrica, bancos, ferrovias, saneamento básico). As privatizações de FHC transferiram para grandes empresas cerca de US$ 105 bilhões de patrimônio público, pelo câmbio vigente na época (1 US$ = 1 R$). Foi a maior transferência realizada no mundo na época da hegemonia neoliberal.
Daí a herança maldita que legou ao sucessor.
Na ótica do governador, a política de desenvolvimento seria a que pratica em São Paulo, naturalmente com as limitações que sua própria turma engendrou. Ou seja, sem os bancos públicos, que foram alienados – o último deles, a Nossa Caixa, por ele mesmo. Também sem as empresas de energia, vítimas da privataria de seus antecessores, tendo a última delas (a CESP Porto Primavera) sobrevivido à sanha tucana por falta de interessados nos leilões, em que pese ter sido oferecida a preço de pechincha.
Catalogado como liberal-desenvolvimentista numa tese de mestrado defendida em 2006 pelo professor André Guiol, no programa de História da Universidade Federal Fluminense (Teoria e Debate, no. 82, pág. 27), José Serra tenta diferenciar-se da ortodoxia neoliberal.
Mas que os incautos não se iludam: o transformismo do governador, se o afasta do núcleo duro do neoliberalismo, não o desobriga dos compromissos matriciais com as privatizações, nem com a flexibilização dos direitos sociais e trabalhistas. Até porque ele age em sintonia com os setores que espera representar e servir, caso venha a derrotar o projeto do presidente Lula: o grande capital industrial e o capital financeiro, engajados na aliança PSDB-DEM, expressão política e eleitoral da centro-direita.
Paradoxo dos paradoxos, graças à articulação de poderosos interesses e a uma sedutora abertura para o vasto aparelho da administração pública, o governador consegue a proeza de aglutinar, em torno de si, praticamente todos os partidos – à exceção do PT, PCdoB e PSOL – que dão suporte ao governo Lula em Brasília.
Tais apoios lhe possibilitam, além da aprovação rápida de projetos, o bloqueio a qualquer CPI que investigue malversação de recursos públicos – o caso Alstom e a corrupção em empreendimentos da Companhia Habitacional de Desenvolvimento Urbano (CDHU) são os mais clamorosos.
O candidato do campo conservador conta ainda com proteção e simpatia da grande mídia, que estendeu em torno dele uma espécie de cordão sanitário. E aproveita-se do espírito republicano do presidente Lula, pirateando as generosas verbas federais repassadas ao Estado, ao tempo em que discrimina prefeitos petistas, tentando vergá-los com a odiosa prática do “pires na mão”.
É nesse cenário que o candidato presumido crê ser possível fugir do contraste de projetos e acomodar-se ao discurso fácil – e falso — de dar continuidade às boas obras do governo Lula, imprimindo-lhes melhoras graças a sua propalada “competência, seriedade, capacidade gerencial e de planejamento”.
Por mais que a escapada tenha sucesso – hipótese menos provável – há profusão de fatos, circunstâncias, dados e argumentos para desmascarar o mito da capacidade gerencial dos tucanos. Sobretudo se, à frente das forças de oposição ao candidato da centro-direita, estiver alguém familiarizado(a) com as décadas de gestões tucanas e capaz de apresentar alternativas, de projeto e de gestão, ao modelo hoje imperante no Estado.
Apesar de toda a blindagem, a capacidade gerencial e a competência no planejamento do atual governador estão em xeque. Escavando (o verbo é este mesmo, devido às dificuldades de acesso e pouca transparência) as contas de 2008 do governador, constata-se que não foram atingidas mais de metade das metas propostas para diferentes setores da administração. Obras importantes para o Estado e para o portfólio eleitoral de José Serra, como o Rodoanel (iniciado por Mário Covas) e o Metrô computam atrasos no cronograma, a despeito de aportarem recursos do PAC e do governo federal, o que não ocorria sob FHC.
São Paulo, aliás, é o maior beneficiado com recursos do governo federal, quer através de transferências obrigatórias, quer por investimentos em projetos do PAC. O governo Lula autorizou e é fiador do governo do Estado em financiamentos internacionais que somam mais de US$ 4 bilhões para execução de obras do Metrô, do Rodoanel, recuperação de estradas e de diversas obras de saneamento básico e ambiental, durante os últimos dois anos. Do mesmo modo, o BNDES emprestou mais de R$ 1,8 bilhão ao governo do Estado, também para execução de diversas obras.
Além do não cumprimento das metas e do atraso na entrega de obras – sintomas de falhas de planejamento – a atual gestão vem elevando a carga tributária bruta, que, de 9,04% do PIB em 2006, saltou para 9,77% em 2008. O mesmo ocorreu com os contribuintes, cuja carga per capita anual aumentou de R$ 1.964,43 para R$ 2.268,75 no mesmo período analisado pela Assessoria de Finanças da Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo.(
[2] )
O aumento da receita, que resultou num excesso de arrecadação de R$ 13 bilhões num orçamento previsto em R$ 117 bilhões deve-se ao crescimento econômico do País, superior a 5% em 2008, mas também à introdução e violenta ampliação pelo governo Serra da substituição tributária.
Truculenta e arbitrária, aplicada a pretexto único de combater a sonegação, a chamada substituição tributária vem provocando uma autêntica derrama entre pequenos, médios e grandes empresários, afugentando muitos deles para outros Estados, em prejuízo dos empregos e da economia paulistas. Além do que, tem o efeito perverso de anular o impacto da isenções e desonerações tributárias propiciadas pelo governo Lula para mitigar os efeitos da crise mundial.
De acordo com este regime, que anteriormente era restrito a setores com peso expressivo na arrecadação (cigarros, bebidas, combustíveis), o atacadista paga antecipadamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e depois cobra do varejista. Como o imposto, cumulativo, incide sobre o valor de mercado do produto, difícil de apurar, a Secretaria da Fazenda estabeleceu preços de referência. Por não considerar diferenças entre produtos e regiões, gerou-se injustiças em rede, além de inviabilizar a tradicional prática de descontos do comércio varejista. Pior de tudo: caso ocorra cobrança a maior – o que é freqüente –, não haverá restituição.
Nem por estar arrecadando mais (nos primeiros quatro meses de 2009 houve queda relativa da receita) o governo do Estado cuidou melhor dos servidores públicos, os quais, além de não terem sua data base respeitada, estão excluídos da política do salário-mínimo regional – uma das peças de resistência do marketing eleitoral serrista.
Com efeito, acompanhando a evolução dos gastos com pessoal em relação à receita corrente líquida do Estado, revela-se um brutal arrocho salarial: de 49,27% em 2000, os gastos com pessoal (que incluem a folha de pagamento dos servidores) despencaram para 40,81% em 2008, bem abaixo do limite de 49% da receita corrente líquida fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O arrocho, aliado à sistemática morosidade na realização de concursos públicos, na ausência de políticas de valorização profissional dos servidores, é um dos fatores que explicam a queda na qualidade dos serviços prestados à população. Está na origem, ainda, do conflito entre as polícias civil e militar na frente do palácio do governador, que agravou uma dupla crise: da segurança pública e da autoridade do governador.
Na segurança, por sinal, o governador deixou de investir R$ 580 milhões do previsto, sendo mais de R$ 70 milhões em inteligência policial. A incapacidade de aplicar o que estava disponível no orçamento estende-se à assistência social (menos R$ 70 milhões); à Habitação (- R$ 259 milhões); ao saneamento e energia (- R$ 224 milhões); nos transportes metropolitanos (- R$ 520 milhões).
Dado revelador das intenções do candidato: os investimentos em publicidade vêm num crescendo, tendo superado, nos últimos dois anos, tudo quanto se destinou, por exemplo, para o combate às enchentes.
A enumeração das falhas de planejamento e gestão é exaustiva, mas cabe apontar um último exemplo, também de 2008, que são os investimentos executados abaixo do previsto. Entre estes, os do Metrô, que, para um valor orçado de R$ 2 bilhões, teve liquidados pouco mais de R$ 1,3 bilhão. No caso da Sabesp, a relação foi de R$ 1,5 bi orçados para R$ 841 milhões executados.
Na contramão do governo Lula, o candidato em processo não tem concedido qualquer forma de compensação ao municípios para reporem as perdas de repasse de arrecadação do ICMS resultantes da queda relativa de receita dos primeiros meses do ano. Age da mesma forma em relação às universidades estaduais, a quem deixou de repassar pelo menos R$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2009.
Que não se diga serem as contas publicadas pelo governo do Estado invenção dos adversários ou algum ardil do “kit PT”—chavão serrista para inculpar os outros pelas ações (ou omissões) do governador. Assim foi quando do choque entre as polícias; dos erros bisonhos e sucessivos das cartilhas da Secretaria da Educação; do desabamento com mortes da estação do Metrô e – mancha indelével para um ex-presidente da UNE – a invasão do campus da USP pela tropa de choque do governador.
Focado nas eleições de 2010, a despeito de dissimular seu intento, o candidato de sempre tem, pois, contra si um desastre administrativo em marcha e a débâcle de seu modelo de desenvolvimento, ancorado nas privatizações, na concentração de renda, na exclusão das maiorias sociais, no menosprezo aos funcionários públicos, no abandono das políticas sociais, no descaso para com a saúde, a educação e a segurança públicas.
Eis o currículo real de quem opera para tentar dar cabo de um ciclo de profundas mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais iniciado no Brasil com a eleição do presidente Lula. Eis o verdadeiro perfil do pretenso candidato dos conservadores de ontem e de hoje. Trata-se, então, de decidir: ou avançar no projeto em curso com uma mulher de coragem ou retroceder com o delfim de FHC. A sorte está lançada.

(1) Tucano: ave predadora dos ranfatídeos que costuma andar sempre em bando; tem voo curto e pula de galho em galho.

Rui Falcão, deputado estadual e líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.




agosto 21, 2009

"José Serra falsificou seu currículo. Veja aqui a prova.". Do Blog do Chicão

Filed under: Aloysio Mercadante, blog do Chicão, governo FHC, José Serra, PSDB/ DEM — Servílio Gentil Lavapés @ 3:30 pm

José Serra falsificou seu currículo, veja aqui a prova.

Quando o Mercadante denunciou a falsificação do currúculo do José Serra ele ficou bravinho.
Seus amigos bem remunerados dos jornais conservadores disseram que não era nada disso.
Como o José Serra é mitômano ( não consegue ficar sem mentir ) os blogs foram atrás da prova.
Foi fácil encontrar.
“Como todos sabem, José Serra (PSDB/SP) foi Senador entre 1995 até 2002, e é co-responsável pelo estágio atual do Senado que está aí, já que nada fez pela reforma política e administrativa, se limitando a usufruir das benesses do cargo. Ele largou o Senado para ser ministro de FHC duas vezes, deixando a maior parte do tempo nas mãos do suplente: Pedro Piva, poderoso empresário da FIESP, que arranjou de financiar sua campanha, em troca da suplência. Com isso o currículo de Serra, está na página do Senado até hoje ( figura acima – a imagem da tela capturada em 18/08/2009 ). Lá aparece no histórico acadêmico “Engenharia – Universidade de São Paulo … “
Leia mais aqui
Leia também:Serra, em vez de corrigir o currículo no Senado, agride quem avisa que está errado
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/08/serra-em-vez-de-corrigir-o-curriculo-no.html.
Globo confirma: Serra não tem diploma de economista
CONVERSA AFIADA, 19/agosto/2009

agosto 16, 2009

"PARTIDO VERDE É ZUMBI A SERVIÇO DE SERRA", diz deputado Major Olímpio, que abandonou legenda e aconselhou Marina Silva a não entrar nessa!

Bom, eu soube pelo HORA DO POVO [ ver, acima, reprodução da capa ], busquei no site do deputado e acabei achando no site “Outro lado da notícia”: Major Olímpio pulou fora do Partido Verde e saiu atirando, não sem ao menos advertir Marina Silva a não embarcar nessa. Sem efeito, já que ela parece desejar candidatar-se à Presidência, mesmo. Fico imaginando que, na esperança de fazer com que Marina “roube” votos da Dilma Roussef, é capaz do bom e velho imprensalão passar a preocupar-se sobremaneira com as questões ambientais.
Noutras ocasiões ( até mesmo noutro blog ) eu cheguei a escrever algumas linhas sobre o Partido Verde [ depois eu tento buscar ]. Para mim,é igual a qualquer outro daqueles considerados “de aluguel” ou fisiológicos [ acusação que geralmente recai no PMDB ], com a diferença de que sempre serve de reboque do PSDB, papel que o torna igual o PPS.
Fico imaginando a chapa ( puro-sangue, aliás ) do PV à presidência em 2010: Marina Silva e Zequinha Sarney. Gabeira ao Senado. Marina deverá debater fortemente com Serra. Questionará o governador paulista cujo secretário da Agricultura é “O Homem que veio do Agronegócio”:
João de Almeida Sampaio Filho.

Deputado rompe com o PV e alerta Marina
Em entrevista ao Brasília Confidencial, o deputado estadual Major Olimpio, de São Paulo, acaba de romper com o PV. Em entrevista ao Brasília Confidencial, ele afirma que o PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um “apoio cego” à aliança PSDB-DEM. Rebelado desde o início do mandato, em 2006, Major Olímpio aponta o fisiologismo do partido e a censura que o PV impôs a suas denúncias contra o Governo José Serra (PSDB). Para a senadora Marina Silva (PT), que pode fazer o caminho contrário, aderindo ao PV para concorrer à Presidência da República, ele manda um recado: “Você não merece esse engodo”.

Policial militar por 29 anos, eleito em 2006 pelo PV com 52.386 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado fez um acordo com o partido e ficou com o mandato, depois de alegar justa causa para deixar a legenda. PT, PDT, PSOL e PTB estão sondando o deputado, que adianta: “Não vou simplesmente trocar de cela”.
O senhor deixou o PV ou foi o PV que o deixou? – Eu deixei o PV. Entrei com uma ação na Justiça, inclusive, alegando justa causa. Depois, recentemente, eles me procuraram para um acordo. Fiquei com o mandato e retirei a ação.
O que o senhor alegou nessa ação?- Até as censuras e discriminações que sofri. Para você ter uma idéia, eu fui proibido de fala em nome do partido. Fui excluído da vice-liderança… O caso é que, nas eleições passadas, o PV teve candidato próprio em São Paulo e, portanto, não compunha a base de apoio do José Serra (PSDB). Então, legal e moralmente, não há nenhum compromisso do PV com esse governo.
O senhor faz oposição isolada ao governador Serra. Como isso começou?- Eu não poderia jamais, como filho de servidor, como policial durante 29 anos em São Paulo, me prostrar diante desse desmonte, desse absurdo que o governador tem feito no serviço público, na polícia. Eu não me elegi para me prostrar diante do governador. O PV fez isso em troca de um cargo, de uma Secretaria de Assistência Social. E em troca de duas secretarias do aliado de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Eu descobri que a candidatura do PV foi um jogo de cena. Eu entrei nessa porque nunca tive muita habilidade política, nessa política de cartas marcadas. Em minha vida, eu passei 29 anos na polícia, correndo atrás de bandidos. Eu não soube entender que era tudo uma grande armação. Foi uma campanha armada para que eles se jogassem depois nos braços de Serra e Kassab.
Como o senhor percebeu isso?- Logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais. É uma obediência cega ao Serra. Chega ao absurdo, ao desrespeito absoluto ao eleitor. Eles (os deputados do PV) nem comparecem muito às sessões. Por causa do meu comportamento, fui destituído da condição de vice-líder e nem podia mais falar pelo partido nas sessões. Eu virei um deputado zumbi. CPIs, então, nem pensar. A coisa que eu mais aprendi na minha carreira policial foi investigar bandidos. Mas nunca vi uma CPI nessa Assembleia de São Paulo. Até meus projetos o PV mandou que eu retirasse. Um deles, por exemplo, previa melhorias nas condições salariais dos policiais, que é o meu setor eleitoral. Queriam me destruir no meu segmento.
O senhor propôs uma CPI para investigar o Governo Serra?- Sim, em 2007. Vou falar disso porque tenho informações fidedignas. As tropas me informam de tudo e eu documento. Mas não consegui assinaturas suficientes para uma CPI. O fato é que os helicópteros da Polícia Militar viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador. Para você ter uma idéia, houve um sábado (em 2007) que o Goldman (Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo) pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um “táxi-aéreo do governo”, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão. E isso ainda acontece nesse governo. As madames, mulheres dos usuários desse “serviço”, reclamaram então que nos helicópteros havia fuzis e elas não gostavam dos fuzis no seu táxi-aéro. Mandaram tirar; e a PM teve que retirar. Olha, isso é o fim do mundo. Fico revoltado, porque esses helicópteros devem servir para as ações policiais, não para transportar madames nem gente que quer passear com o cachorrinho em Campos do Jordão, nos sábados ensolarados. Mas o PV me mandou calar a boca.

E o senhor não denunciou de outra forma? – Sim, pedi a CPI e também denunciei o caso à Procuradoria da Justiça do Estado de São Paulo. Sabe qual foi o resultado? O parecer foi de que esse uso dos helicópteros pelo governo é legítimo. Mesmo com as aeronaves de socorro. Então, o governador pode tudo.
Houve alguma outra situação em que o senhor ficou indignado? – Muitas. Quando houve a inundação no Maranhão, São Paulo mandou 30 bombeiros para lá. Eles foram enviados em um avião da FAB. Ajudaram e tal. Na volta, não tinha mais como eles voltarem no avião da FAB. Sabe o que o governo paulista fez? Nada. Os 30 bombeiros passaram três dias molhados, feridos, cansados, no aeroporto do Maranhão. O governo paulista não queria pagar passagens para os 30 bombeiros voltarem para suas casas, depois dessa missão autorizada. No último dia 3 eu fiz essa denúncia no Plenário. Sabe como eles voltaram? Nós, policiais, pagamos as passagens para os colegas com um fundo nosso mesmo, que mantemos para garantir café e bolachinhas nos quartéis. Nós, policiais, pegamos desse dinheiro e pagamos as passagens para os colegas. Na volta, eles nos contaram que não receberam sequer as diárias pelos dias que passaram lá, ajudando a salvar vidas. Como é que eu, um policial por 29 anos, posso apoiar esse governador?
O senhor já decidiu seu futuro político? Vai se filiar a um partido de oposição? – Olha, por enquanto, só tenho duas certezas: nunca mais o PV nem o PSDB e seus apoiadores. Eu não posso sair de uma cela para entrar em outra cela. Tenho até o dia 30 de setembro para decidir. Fui convidado pelo PT, PSOL, PDT, PTB. Eu me dou muito bem com o PTB, por exemplo, mas eles também apóiam o Serra. Então, eu vou avaliar isso muito bem, porque agora o mandato é meu, não do PV.
Nesse momento em que o senhor rompe com o PV, a senadora Marina Silva (PT) avalia a sua adesão ao partido para garantir uma bandeira ambiental para disputar a Presidência da República. O senhor daria algum recado à senadora? – Muito claramente: Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo.


agosto 11, 2009

Um simples encontro para uma mera consulta sobre a possível ( ou não ) dessalinização de um prédio no ABC vira "convenção" de tucanos!!

Evento em Ribeirão se transforma em exaltação ao PSDB
Encontro entre Volpi e tucanos tinha como objetivo a assinatura de ordem de serviço para recuperação de prédio
Neste domingo (09/08), o ex-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), encontrou-se com o prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), no município do ABCD, em companhia de tucanos da Região. O encontro teve o objetivo de formalizar uma ordem de serviço do Estado para verificar a possibilidade de dessanilização do prédio da biblioteca municipal, que segundo Volpi, por ter abrigado uma fábrica de sal no passado, ficou com a estrutura contaminada pelo produto e corre risco de desabamento.
No entanto, a cerimônia se transformou em uma exaltação ao PSDB. Ao lado dos tucanos, os deputados estadual Orlando Morando e federal Edson Aparecido, o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira, Volpi deu iniciou a um discurso de elogios ao trabalho de Alckimin como governador. “Fui vereador e deputado pelo PSDB, tenho uma relação muito estreita com o partido e orgulho disso”, comentou Volpi, que já foi cotado pelo PSDB de Mauá para disputar a prefeitura de Mauá em 2012.
Seguindo o protocolo de cerimônias políticas, o discurso chegou ao deputado Morando, que também rasgou elogios a Volpi e Alckmin. “O Clóvis é um professor nos discursos e estou aprendendo com ele. O governador fez muitas ações na Região, como as Fatecs e o recapeamento da rodovia Índio Tibiriçá, que era conhecida como rodovia da morte”, disse Morando. Alckmin também entrou na onda de elogiar, mas o escolhido foi o já adversário dentro do próprio partido, o governador José Serra.
Serviço – O prefeito elogiou a obra da biblioteca municipal concluída na gestão da ex-prefeita Maria Inês Soares (PT), mas como um adversário. “É uma obra muito bonita, mas faltou planejamento para saber as condições de se construir a biblioteca”, disse. O IPTA (Instituto Profissional de Tecnologias Avançadas) vai estudar a situação da estrutura do prédio para verificar se é possível realizar a dessalinização e recuperar a estrutura.
Alckmin também aproveitou a cerimônia para anunciar o investimento de R$ 3,5 milhões na reforma da Etec de Ribeirão Pires. “Vamos reformar. No mercado sobram empregos e falta mão de obra qualificada. O governador Serra tem tentado resolver essa questão com as Etecs e Fatecs”, disse. De acordo com o tucano, o Estado deve abrir uma licitação para viabilizar a reforma nos próximos dias.

09.08.09
LEITURA COMPLEMENTAR:
“Volpi tem 15 dias para justificar licitações ao TCE” ( ABCDMaior, 10.08.09 )

agosto 4, 2009

Onde está você, Márcio Fortes ( PSDB-RJ )? Onde está você, Zulaiê Cobra?

O título do post é inspirado no bordão do inimitável Rivailde Ovídio, lembram?

ONTEM E HOJE

- MÁRCIO FORTES ( PSDB-RJ )
ONTEM:

TSE recomenda perda de fundo partidário ao PSDB por notas frias
PoliticAética, 22/09/2008

HOJE:
Marcio Fortes está em SP para ajudar Serra. A democracia corre perigo
CONVERSA AFIADA, 16/maio/2009
Forte reforço
GAZETANEW, 17.05.09
Engenheiro, três vezes deputado federal (PSDB-RJ), ex-ministro da Fazenda nos anos duros (entre Mário Henrique Simonsen e Ernane Galvêas), ex-presidente do BNDES (1987), Márcio Fortes (não confundir com o ministro das Cidades do governo Lula) é o novo presidente da Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano – que atua nas regiões da Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas. A Emplasa é um órgão ligado à Secretaria do Planejamento do governo de São Paulo e o convite partiu do próprio José Serra. São companheiros de partido há muitos anos e, quando Serra disputou a Presidência, em 2002, perdendo para Lula, Fortes era secretário-geral do PSDB nacional (de 1999 a 2003).

- ZULAIÊ COBRA RIBEIRO
ONTEM:

Os olhos azuis do Kassab conseguiram amolecer até o coração de Zulaiê Cobra, até então adversária assumida do Democrata ( Essencial! )
ENCALHE, 16/ Outubro/ 2008
HOJE:
UMA NOVA ALIADA DE KASSAB
Coluna Diário Paulista, Diário de São Paulo, 31/ Julho/ 2009
O partido do prefeito Gilberto Kassab acaba de conquistar uma ex-tucana. A advogada Zulaiê Cobra Ribeiro assina, na próxima quarta-feira, ficha de filiação ao DEM e pode saira candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010. Zulaiê foi vereadora e deputada federal pelo PSDB, mas deixou o partido há cerca de dois anos. Como tinha intenção de disputar a Prefeitura em 2008 e a candidatura tucana já estava reservada para Gerado Alckmin, Zulaiê migrou para o PHS, mas se deu mal. A legenda não lançou concorrente ao cargo e apoiou Alckmin para prefeito. Foi aí que a ex-tucana iniciou o processo de aproximação com Gilberto Kassab e o DEM.

julho 19, 2009

Em evento de celebração a Franco Montoro, representantes do "PMDB de Serra" dizem que "não sabiam quem era Sarney" quando eram seus aliados…

Tenho certeza que a Mônica Bergamo ( de onde copiei este texto: FSP, Ilustrada, 18.07, E2 ) tava de ironia quando escreveu este texto para a coluna. Ela flagrou um monte de gente tirando o corpo fora. Que o “Sarney de antigamente” era um Abe Lincoln perto deste Mr. Hyde que o senador ( PMDB do L ) teria se tornado hoje. A Alda Marco Antonio, PMDB da gema e da cota do Quércia ( PMDB do S ) diz que não sabia de nada. O Serra disse que Montoro estaria “exasperado” com os rumos que a “vida pública tomou”, o que pode significar qualquer coisa, desde os 1 bilhão de pedidos de CPIs protocolados na ALESP desde 1995 até o tratamento policial que os governos estaduais do PSDB dão à questão da Educação, num flagrante contraste com o Montoro que – a menos que eu esteja mal informado – não pôs polícia para bater em professor grevista.
Tive uns rápidos emails trocados com o Jasson de Oliveira, em que discutimos o “Problema Sarney”, e concordamos que a polêmica se deve ao alinhamento do senador com Lula. Posteriormente, eu li uns negócios hoje, e pensei se isso não tem também – e/ou principalmente – a ver com o pré-sal. Duas frentes: Sarney ( cujo aliado Edison Lobão comanda o Ministério das Minas e Energia, apesar de, no caso do pré-sal, ele parece inclinado a trabalhar por uma estatal específica para produto, ao contrário do que propõe a AEPET, que insiste na exploração pela Petrobrás; não entendo ainda muito bem este tema; não sei qual o papel de Lobão e o alcance das atribuições de seu Ministério nessa matéria da exploração petrolífera; ainda por cima, há uma discussão sobre o um “marco regulatório“, que deverá sair em Agosto, que deve ter a ver com uma mudança da Lei da Petróleo estabelecida no governo FHC, acho que é a lei que quebrou o monopólio da Petrobrás, o primeiro passo para quebrá-la inteira para depois vendê-la aos cacos ) e CPI da Petrobrás. Talvez haja uma “cortina de fumaça” ou algum daqueles truques de mágica em que a platéia tem sua atenção desviada enquanto o mágico faz o truque sem ninguém perceber. O Sarney não pode ter “enganado” tanta gente, durante tantas décadas, e essas pessoas só foram “acordar” agora. Não tem explicação.
“Montoro estaria exasperado”
Os dez anos da morte do ex-governador André Franco Montoro (1916-1999) foram lembrados, anteontem, com missa, exibição de filme e lançamento de um livro escrito por sua filha Mônica, no mosteiro de São Bento. O documentário termina com a eleição indireta para presidente da República, em 1985, e não abrange o período em que o homenageado apoiou o governo de José Sarney, hoje à frente do Senado e acossado por denúncias. A coluna perguntou aos convidados do evento o que Montoro diria da crise atual e se, naquela época, práticas como nepotismo e tráfico de influência já não eram ligadas à figura do atual presidente do Congresso.
Não tinha tanta transparência, a gente não ficava sabendo“, diz a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio (PMDB). “Ele tinha sido governador do Maranhão e não sabíamos de nada de errado. Era da oposição [ao então MDB], mas tinha um currículo respeitável.”
Para o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), “era outro momento político. A crise não é só do Sarney nem privilégio [ sic ] do Senado. É preciso reforma política”.
André Franco Montoro Filho sai da sessão do filme, no anfiteatro do mosteiro, e diz que o documentário “deveria passar no Senado”. E o apoio de Montoro a Sarney? “O Sarney daquela época era muito melhor [ sic ] do que o Sarney de agora”, diz o filho do ex-governador e presidente do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). “Uma das últimas coisas que ouvi do meu pai sobre o Sarney era que ele estava preocupado, porque o Sarney tinha cumprido um papel extraordinário na redemocratização do país, mas tinha que preservar uma visão mais ampla da política, compatível com a biografia dele.” Invocando que “a origem dele era de oposição ao Vitorino Freire [1908-1977], que era o grande coronel nordestino”, Montoro Filho diz que “aquele Sarney, concordo com o presidente Lula, não era uma pessoa comum. O Romário não foi o maior jogador do mundo? E quem votou nele como o maior vai se arrepender hoje [ quando o craque é preso por não pagar pensão alimentícia ]?”. O secretário municipal de Participação e Parceria [ N do Blog: ?????? ] , Ricardo Montoro (PSDB-SP), era secretário particular do pai na eleição de 1985. “O Aécio [Neves] era secretário do Tancredo [Neves, eleito presidente] e a Roseana [Sarney] era secretária do pai dela [ José Sarney, então vice de Tancredo ]. Conversávamos muito”. Ricardo acha que, se seu pai estivesse vivo, “estaria perfilado na oposição e pela saída do Sarney da presidência do Senado, que está desmoralizado. Sarney hoje está totalmente condenado”. Depois de falar sobre Montoro na tribuna do mosteiro, o governador José Serra se dirige à saída, cercado por seguranças e com duas assessoras. “Ele estaria na linha de combate, independentemente de onde estivesse. Estaria sempre na frente, exasperado com os rumos que a vida pública tomou”, diz.
LEITURAS COMPLEMENTARES, QUE TALVEZ TENHAM RELAÇÃO COM O EXPOSTO ACIMA:
Empresários veem poder intocado de Sarney no setor elétrico – VALOR ECONÔMICO, 17.07.09
Petistas e pemedebistas dividem cargos nas estatais – VALOR ECONÔMICO, 17.07.09
PETRÓLEO, UM ESCÂNDALO ESCANDALOSO – Aepet, 17.07.09
O QUE IMPORTA DISCUTIR NO PRÉ-SAL – Aepet, 25.06.09
PETROBRÁS: NOVO ALVO - RETRATO DO BRASIL, Julho 2009
PRÉ-SAL: A PRESSA É INIMIGA DA NAÇÃO – Brizola Neto
Na guerra contra a Petrobras, de qual lado está o governo? – Wladmir Coelho, CONSCIÊNCIA.NET, 15/06/2009

julho 8, 2009

CQC faz matéria "humorística" sobre ônibus escolares no Paraná, mas pauta foi imposta por funcionários de deputado de oposição a Requião!

Antes de chegar a leitura de dois textos, sendo um da Agência de Notícias do Paraná e outro do Comunique-se, só gostaria de falar ( ou escrever ) umas ( muitas ) palavrinhas, inclusive sobre o CQC, programa dito humorístico e, em teoria, “politizado”: EU JAMAIS ASSISTI. OK?
Bem, pelo que eu escuto de comentários, me parece o programa ideal para aquelas pessoas que, um dia, achavam o Programa do Jô uma maravilha já que, entre outras coisas, o apresentador seria um pessoa muito “inteligente” e “culta” ( a mesma coisa já diziam sobre o FHC ), além de “engraçado”. Eu, um simples apedeuta sem senso de humor, prefiro o Dave Letterman. E o Global Editon with Jon Stewart. Enfim, eu não sou alguém com quem se possa conversar, travar um diálogo. Um chato sem conversa nem substância. Nem de carro se pode falar comigo, já que eu sou pela abolição do automóvel. Mas isso é outro papo.
Enfim.
Aí, um dia, eu – sei lá como – estou folheando a edição de 24.06 da vEJA ( uma forma de eutanásia que me salve de uma ressaca brutal ) e está lá: “Ele põe fogo no circo“. Quem faz isso, este piromaníaco? Ah: “o repórter-humorista” Danilo Gentili, do CQC, que “virou o terror dos políticos” de Brasília, diz a vEJA. Mmmm.
Mandamento número um: se é bom pra vEJA, certamente não o será para mim. Então, esta desconfiança já surge logo de cara. Bem que o citado Danilo, num rasgo de humor-jornalístico, e sabendo do valor que esta revista possui, poderia ter mandado uma carta para a redação, pedindo que eles retirassem ou não publicassem a matéria elogiosa, que ele tinha uma reputação e esta decairia muito pelo fato de ser elogiado por esta publicação. Qualquer coisa assim.
Mas acho que ele deve ter gostado: cair nas graças da vEJA é garantia – temporária – de que não será vítima de alguma extorsão ou chantagem por parte da revista.
Bom, o teor da matéria é essa: o “iconoclasta” CQC apavora os políticos, com seu humor “ácido”, disparando bem no meio da testa “dus pulíticus”.
Bom, “us pulítcus” citados [ Em "Perguntar não ofende - As farpas contra figuras da política brasileira pelo repórter-humorista Danilo Gentili, do QC", página 158 ] pela revista, como exemplos da “acidez anti-políticos” do CQC ( ou, vá lá, do Danilo )?
Petistas: Marta [ pelo "relaxa e goza ], Zé Dirceu [ pela relação PT x Duda Mendonça ], Genoíno [ na verdade, este, os rapazes humoristas não conseguiram entrevistar, e se contentaram com uma frase "esperta" ]…
Foram 5 personagens de que se serviu a revista. Além dos 3 petistas, aquele deputado que falou em alto e bom som que se lixava para a opinião “publicada” ( ele disse, sim, “pública”, mas quem conhece o imprensalão sabe o verdadeiro significado desta palavra, nesse contexto; de mais a mais, 80% da opinião pública já demonstrou gostar do governo do Lula, mas tem gente que não aceita ou tripudia sobre estes 80%… ) e um “pulítico” perigosíssimo, e sempre envolvido em falcatruas do poder: o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz! Vocês sabiam que ele é “pulíticu”? Eu também não. O pouco que eu sei, é que ele chefiou a Operação que botou atrás das o “banqueiro bandido” Daniel Dantas, grande personagem do período FHC, amigaço do Mavadeza, cuja irmã/sócia foi também sócia da filha de José Serra numa empresa chamada Decidir. Daniel Dantas, só conhecia, quem leu a Carta Capital desde 1994 e ignorava a imprensa tucana. A revista do Mino Carta bateu recordes de capas e matérias corpulentas, mostrando as andanças e conexões do DD.
Protógenes ficou “jurado” e marcado. Passou a ser apresentado pelo imprensalão tucano ( com o perdão da redundância ) como alguém que chefiava um “Estado Policial” que investigaria ilegalmente, arapongava, grampeava e prendia inocentes sem a menor preocupação com os direitos humanos e civis:
- “( … ) Figura polêmica, [ Mangabeira Unger ] teve seu nome mencionado ao longo da CPI dos Grampos por ter prestado consultoria para o banqueiro Daniel Dantas. É apontado como uma das autoridades supostamente bisbilhotadas pelo ex-chefe da Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz ( … )” – “Mangabeira sai hoje do governo e volta a Harvard“, Estadão, 30.06.09;
- “Protógenes diz que PF comprovou não ter grampo ilegal na Satiagraha“, G1, 08.04.09
Acabou sendo afastado da PF.
O mencionado “Estado Policial” teria a participação também da Abin. Essa “holding” araponguística ficou famosa por passar dos limites ao “grampear” o presidente do STF em conversa com um senador dos DEMOS, o Demóstenes Torres.
Este grampo foi denunciado pela mesma revista vEJA, e reforçou a certeza de que havia uma prática bisbilhoteira que visava todo mundo, sem distinção, servia até mesmo o “Zé da Rua”. O “Estado Policial” tinha de ser detido pelas forças do Bem.
O problema é que não havia nada que provasse a existência do suposto grampo. Pode-se dizer que foi o primeiro “grampo mediúnico” de que se tem história. Nem gravação, nem nada.
Justiça seja feita, a intenção era desviar a atenção da – agora, sim – opinião pública para longe de Daniel Dantas, pois ele poderia ( pode ) incriminar muito tucano e democrata. Afinal, ele tinha relações carnais com essa trupe, e enriqueceu sobremaneira durante o governo do FHC. Afinal, quase sem grana, conseguiu botar as garras em um monte de empresas estatais que acabaram sendo privatizadas. E, em tese, é o cara que alimentou o esquema do Marcos Valério, aquele que o imprensalão passou a denominar “Mensalão”. Um esquema que, apesar de no início ter sido atribuído exclusivamente a petistas, nasceu na campanha do tucano Eduardo Azeredo ( isso, aquele que deseja censurar a Internet ) ao senado em 1998:
“Veja, os tucanos e Marcos Valério” - NOVAE, 08.2005
DD é uma caixa-preta da privataria.
E, hum, se é para salvar o pescoço, vale apelar até para humoristas que reforcem, graças a sua simpatia e talento para a “graça iconoclasta”, a tese do “Estado Policial que grampeou desde Gilmar Mendes até Daniel Dantas”.
Bem, segundo a vEJA, o Gentili perguntou o seguinte a Protógenes: “O senhor disse que há pessoas clamando para que o senhor se candidate. O senhor grampeou os telefones dos eleitores para saber isso?”
Bom, até eu ficaria com “medo” de perguntas como essa. Pois o humorista foi pautado pelo imprensalão, e daí foi que tirou o subsídio para a criação do citado chiste. O gozado, na matéria da vEJA, é que esse embate não aparece no próprio texto, mas no “infográfico” ( acho que é assim que chama ), num óbvio destaque.
O Danilo encampou a tese do “Estado Policial”, e “fez graça” para a platéia.
Também no caderno de variedades “Vamos Ver”, que saiu no Diário de São Paulo em 06 de Julho, Danilo manda seu recado: ” ( … ) O brasileiro se leva a sério demais [ OBS: isso eu concordo ] . E os políticos [ sic ] são reflexo disso”, explica. “Esses safados [ OBS: Opa! "Esses" quem? Todos? Ora, então você é um anrquista? Pffff... mais um ] só vão sair do poder quando um outro corrupto tomar o lugar. Ninguém é santo no Congresso e nem na Câmara. Sarney é só um exemplo [ sic ].”
Bem, rapaz, talvz você tenha razão. Mas sejamos um pouco ambiciosos. Que tal, já que estamos no campo do acusar genericamente, incluir nesse rol de “ninguém é santo” o governador de São Paulo? Ou nesse você põe a mão no fogo? O que distingue esse dos “outros”?
De fato, como eu não acompanho o CQC, jamais saberei se esses rapazes importunam /”questionam”/constrangem gente como José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Jovino Mineiro [ grande amigo de FHC e também acionista do Canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes de Comunicação ], Daniel Dantas [ esse, sim, é o campeão da bisbilhotagem e arapongagem, e daria uma boa pauta "humorística" ], Arthur Virgílio, Ronaldo Caiado, Roberto Civita ( que, segundo Roberto Requião denunciou em plena tribuna do Senado, em 1999, teria comprado um apartamento luxuoso em São Paulo, sobrefaturado – custava 1,8 milhão de dólares mas foi escriturado pelo Civita pelo valor de U$ 390 mil ), ou o líder do “PMDB do Serra”, Orestes Quércia e etc.
E mais: quando você diz, profeticamente, que não há santo na política, e que o político sem humor é reflexo do “brasileiro se levar a sério demais”, também não poderíamos cogitar qu o “político” é malandro como reflexo do povo? Sendo assim, podemos considerar que a audiência de seu programa ( tipo, a classe média paulistana ) também não é “santa” e, assim, indigna de confiança [ como eu penso, sem esconder de ninguém ]?
Penso também que esse alegado “medo” que “os políticos” teriam dos jornalistas não procede, uma vez que grandes redes de rádio, TV e jornais são pertencentes, justamente, a algumas poucas famílias de políticos.
Para terminar, só umas curiosidades que não espero ver respondidas: esse “ataque de humor” do CQC contra Requião tem algo a ver com o recente rompimento do PSDB paranaense com o governo daquele estado, como conseqüência das denúncias de corrupção que pesam contra o prefeito tucano de Curitiba, Beto Richa? Ou por tratar-se de importante liderança do “PMDB de Lula” ( tal como Sarney ) que não fecha com Serra, ao contrário de Quércia? O alvo real seria o PMDB?
Governo repudia matéria distorcida de humorístico da TV Bandeirantes
AEN/PR
07/07/2009
O governador Roberto Requião repudiou nesta terça-feira (7) matéria distorcida do CQC, programa humorístico da TV Bandeirantes, sobre a política de transporte escolar do Governo do Paraná. O programa tenta passar a ideia de que há ônibus escolares encostados em frente ao Palácio Iguaçu, aguardando por motivos políticos e sem qualquer vigilância para serem entregues.
Ao que tudo indica, o programa foi inteiramente pautado pelo gabinete do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), de oposição a Requião. Dois funcionários do deputado são os únicos entrevistados pelo programa em Curitiba. Entretanto, o programa humorístico — que se quer jornalístico — não informa o telespectador que se trata de empregados de um parlamentar que faz oposição ao Governo. Ivo Lima e Eduardo Miranda, entrevistados pelo repórter Rafinha Bastos, são, respectivamente, advogado e assessor de imprensa de Douglas Fabrício. Além de fazer as vezes de assessor de imprensa de Fabrício, Miranda é estudante de sociologia, embora tenha sido identificado pelo programa como sociólogo. Barbosa Ferraz, cidade em que o programa mostra problemas no transporte escolar, faz parte da base política de Fabrício. Ele é de Campo Mourão, Noroeste do Paraná, que fica a 60 quilômetros de Barbosa Ferraz.
O programa não informa ao telespectador que o transporte escolar, segundo a Constituição Federal, é responsabilidade do município. Se há problemas com os ônibus que transportam os alunos até a escola, ela não é do Governo do Paraná. Ao contrário — o Estado extrapola sua responsabilidade ao comprar 1,1 mil ônibus e cedê-los aos municípios, no maior e único programa estadual de transporte escolar em andamento no País.
“O Governo do Paraná comprou 1,1 mil ônibus para as prefeituras de cidades que possuem uma estrutura rural muito grande. Já entregamos 303 ônibus, e há outros 230 veículos estacionados em frente ao Palácio Iguaçu, aguardando providências para que possam ser entregues”, disse Requião.
“Mas a Bandeirantes prefere dizer que não entregamos os ônibus, tenta desmoralizar o programa, dizendo que seguramos os ônibus no pátio para fazer propaganda, enquanto as crianças não têm transporte”, lamentou Requião. Antes de serem entregues, os ônibus precisam ser licenciados pelo Detran e segurados pelas prefeituras. Os municípios também precisam treinar os motoristas. Enquanto isso, os veículos ficam guardados no estacionamento do Palácio Iguaçu, que já é vigiado pelo Batalhão de Guarda da Polícia Militar.
“As fábricas nos entregam os ônibus à medida em que os produzem. A Mascarello, de Cascavel, entrega quatro ônibus por dia. Nós os guardamos em frente ao Palácio Iguaçu, que é o espaço de que dispomos, enquanto aguardamos o registro no Detran. Sem o registro, o seguro não pode ser feito. Enquanto isso, os prefeitos têm alguns compromissos para receber os veículos — mandar os motoristas para um curso de direção e fazer o seguro dos ônibus”, explicou Requião.
“Quando tudo está pronto, os prefeitos mandam seus motoristas e nós enviamos os ônibus para a sede da associação de municípios, de onde os ônibus são entregues. O Paraná é o único estado do Brasil que tem um programa de transporte escolar que entrega gratuitamente ônibus às prefeituras. O governo que me antecedeu destinava R$ 17 milhões por ano ao transporte escolar. Apenas este ano, estamos entregando R$ 133 milhões em ônibus, além de R$ 47 milhões em custeio, em parceria com o governo federal”, lembrou o governador.
O PROGRAMA — No Paraná, a importância da educação não é mero discurso político. O Governo do Paraná investe na prática, tendo elevado para 30% do orçamento os índices de investimentos no setor — o único estado do Brasil com este percentual. Desde 2003, o Governo trabalha para reduzir o abandono escolar e prolongar a permanência do estudante na escola. Uma das estratégias é tomar para si a responsabilidade que é dos municípios e oferecer transporte para facilitar o acesso dos que moram em locais mais distantes dos centros urbanos. Há seis anos e meio, o Paraná vem elevando sistematicamente o repasse de recursos para ajudar os municípios no custeio do transporte dos estudantes da rede pública. Ao todo, R$ 133 milhões estão sendo investidos pelo Governo do Paraná só com a compra de ônibus. Dos 1,1 mil veículos, 470 são para 23 passageiros, e 630 para 31 pessoas. Os investimentos em transporte escolar, portanto, chegam a R$ 180 milhões por ano, ou sete vezes mais que o registrado no último ano da gestão anterior (2002). Os ônibus, já licitados, encomendados e gradativamente sendo entregues pelas montadoras, estão sendo cedidos às prefeituras por cinco anos.
São atendidos pelo programa municípios com menos de 100 mil habitantes e que tenham alunos morando em zonas rurais. Os itinerários foram elaborados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano com base no georreferenciamento, que chega a resultar em uma economia de 20% dos gastos. Além disso, para ter direito ao veículo, a prefeitura precisa indicar motoristas para serem treinados em curso específico comandado pela Secretaria do Trabalho e Promoção Social.
Outra obrigação da prefeitura, antes de obter a cessão do ônibus, é contratar seguro total do veículo. Neste caso, o município pode aderir ao registro de preços montado por licitação da Secretaria da Administração. A licitação foi feita para todos os 1.100 veículos, e com essa escala, foi possível baratear significativamente o valor do seguro.
O Governo do Paraná comprou os ônibus no final do ano passado e vem fazendo a distribuição aos municípios na medida que os fabricantes fazem a entrega dos veículos. Enquanto os novos ônibus não chegam aos municípios, o Estado paga o aluguel dos veículos contratados para a prestação do serviço.
Nesta semana, foram entregues mais 62 ônibus para o transporte escolar rural a 20 municípios da região de Campo Mourão. Além desses, outros cinco municípios da região, administrados por mulheres, estão recebendo um total de 14 veículos.
Governador do Paraná diz que Band é “máquina enganosa”
Comunique-se
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), contestou a matéria apresentada no programa CQC da última segunda-feira (06/07), sobre o transporte escolar no estado, e afirmou que a TV Bandeirantes é uma ‘máquina enganosa’.
“Johnny, que um dia já foi meu amigo, que é o dono dessa máquina enganosa, a canalhice que vocês fizeram ontem tem que ser rejeitada”, declarou Requião, falando sobre o proprietário da emissora, Johnny Saad, nesta terça-feira (07/07), na reunião do secretariado.
A matéria, feita por Rafinha Bastos, um dos apresentadores do CQC, tratava do atraso na entrega de mais de 300 ônibus escolares no estado. A reportagem ouviu a Secretária da Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde, que afirmou que o governo aguarda apenas a emissão de documentos do Detran e a formalização do seguro dos veículos, que devem ser feitos pelos próprios prefeitos da cidade.
Ataques ao Grupo
Tua rede não é séria. Ela veio com a intenção de desmoralizar o melhor programa de entrega de veículos escolares do Brasil. Melhor não, o único”, disse o governador, que também acusou a emissora de ‘pilantragem e ‘canalhice’. “Foi uma canalhice absoluta seguramente de encomenda”, declarou.
Questionado sobre o ataque direto ao dono da emissora e não aos repórteres, Requião fez uma comparação forte. “Eu aprendi que quando você é mordido por um cachorro você não bate no cachorro, você bate no dono do cachorro”.
A assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes informou em nota que a matéria ouviu as devidas fontes, mas não se pronunciou sobre os ataques feitos ao proprietário do Grupo, Johnny Saad. “As alegações do governo do Paraná sobre o assunto foram devidamente registradas na matéria exibida. A emissora também cumprimenta a secretaria de Educação, que prometeu entregar todos os ônibus até o dia 30 de setembro”, diz a assessoria.

julho 4, 2009

De "como os governos tucanos NÃO APARELHAM o Estado". Um texto do Chicão Dois Passos.

Aí vai um post que eu “furtei” do Blog do Chicão ( um dos meus prediletos, altamente recomendável ). Mostra como os governos do PSDB não aparelham o Estado já que, como bem sabe quem gasta dinheiro com o imprensalão, só os governos do PT fazem isso. Claro que, basta dar uma espiada naqueles “Fatos Relevantes” que os jornais publicam, que você verá – sempre – os mesmos nomes “técnicos” e “capacitados” ocupando os cargos nas Autarquias e empresas subordinadas ao Estado paulista ou à Municipalidade paulistana. Haja vista, para ficar num exemplo, que o antigo presidente do Metrô quando o governo tucano criou o famoso CRATERÃO DA LINHA 4, o sr. Luiz Carlos David, figura entre os membros do “Conselho de Ética” da Artesp, a Agência de Transporte do Estado. Um prêmio pela competência. De quebra, o Chicão ainda mostra o papel que os amigos do alheio, ops, do PSDB desempenham no esforço para impedir a instalação de dezenas de CPIs contra as administrações tucanas no Estado de São Paulo, desde a época do Covas. Consta que os pedidos já passaram de oito dezenas, e devem estar guardados nalgum calabouço escuro e úmido no castelo do Conde Serrof. Como dizem os leitores babacas das seções de cartas dos jornais: do que tanto o Serra, o Alckmin e o FHC têm medo? Alho ( Serra ) ? Diabo ( Geraldo “Opus Dei” Alckmin )? Anonimato ( FHC, aquele que não é e nunca foi “o cara” ) ?
A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB – Campinas ) no governo José Serra
BLOG DO CHICÃO
O senhor José Serra deu uma declaração importante: “Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.
Quem lê o Blog do Chicão sabe que o Serra NÃO é muito amigo da verdade.
Eu poderia escrever sobre milhares de casos de loteamento nos governos do PSDB.
Aqui no estado de São Paulo para um diretor de escola estadual conseguir dinheiro para reformar a escola ele tem que ir atrás de deputados. Pois são eles é que mandam na educação do estado de São Paulo.
Poderia dar o nome de pessoas como Roberto Freire, Roger Ferreira, Iara Prado, Daniel Eduardo Edelmuth… Ops! Este é o marido da deputada estadual Célia Leão, do PSDB de Campinas.
A deputada Célia Leão é considerada por muitos moradores de Campinas como a DAMA DA IMPUNIDADE. Ela ajudou o Alckmin a bloquear dezenas de CPIs para investigar graves indícios de CORRUPÇÃO no governo de SP.
Ela continua dando total apoio ao governo José Serra para impedir apurações (CPIs) de graves indícios de CORRUPÇÃO DO GOVERNO JOSÉ SERRA.
Aqui em São Paulo há fortes indícios, por exemplo, de que vagas de delegados eram VENDIDAS. Vendidas por até 300 mil reais. Há até vídeo gravado da maracutaia tucana.
Esta deputada leal aos governantes tem um marido. Ele se chama Daniel Eduardo Edelmuth. Foi a lealdade da esposa que fez o marido merecer uma BOQUINHA?
O ex-governador Geraldo Alckmin arranjou para ele uma bocona. Afinal, ser diretor do banco Nossa Caixa não é um cargo qualquer.
Nunca saiu uma ÚNICA notícia nos jornais conservadores descrevendo este tipo de aparelhamento da máquina pública pelo PSDB, em São Paulo. Os jornais conservadores fazem questão de ESCONDER este tipo de política dos seus amiguinhos (ainda bem que tem a internet). Procurei no jornal de Campinas, Correio Popular, e não encontrei uma linha sobre este tipo de aparelhamento do PSDB.
O problema maior não é o sujeito ser marido da deputada (que ajuda a sepultar as CPIs em São Paulo). O problema é que a área do banco que ele tomava conta ( tecnologia da informação ) sempre foi de péssima qualidade.
Durante longos anos ele foi diretor do Banco Nossa Caixa ( este banco foi comprado recentemente pelo Banco do Brasil ).
O Alckmin NOMEOU ele como diretor da Nossa Caixa.
E o Serra?
A deputada Célia Leão é considerada por muitos a DAMA DA IMPUNIDADE, seu apoio é muito importante. O Serra ia deixar sem uma boquinha bancana o marido da deputada que AJUDA A EVITAR CPIs que investiguem indícios de corrupção do governo do estado de São Paulo?
Nunca. O Serra é fiel a quem lhe garante apoio para impedir CPIs incômodas e dá apoio parlamentar (mesmo que seja às custas da qualidade do serviço público).
Eu entrei no site do PRODESP (empresa de processsamento de dados do governo de São Paulo) e advinha o nome que encontrei lá?
Conselheiros: Daniel Eduardo Edelmuth ( mais 5 outros).
Isto mesmo! Lá está o marido da deputada Célia Leão. Sujeito competente…
Isto você jamais verá nos jornais conservadores. Aproveite para ler no Blog do Chicão. E aproveite para divulgar esta notícia.
Como você pode observar o senhor José Serra é muito “criterioso” e “verdadeiro” em suas comunicações. Ele é um santo, inclusive é muita maldade de quem associa o seu nome ao escândalo dos sanguessugas.

Leia também:
Nossa Caixa: nova administração, juros menores
Corrupção em SP: NaMaria News um blog investigativo

Serra aparelha SABESP e “encosta” ex-senador tucano do MT como conselheiro

julho 2, 2009

Nos devidos lugares: Plano Real não foi criação do FHC, e os genéricos não saíram da mente privilegiada de José Serra!

Essa daqui, saiu na Mônica Bergamo, ontem ( 01.07 ):
“ASSINATURA – O ex-presidente Itamar Franco, que acaba de se filiar ao PPS [ OBS: Pfffff... ] e promete voltar à política, também ganha biografia, escrita pela ex-assessora Denise Paiva. “Era Outra História” pretende “recolocar as coisas nos seus devidos lugares e dar nome aos bois”, diz ela. Exemplos: o Plano Real é criação de Itamar “e não apenas de Fernando Henrique Cardoso”; a lei dos genéricos foi assinada por Itamar em 5 de abril de 1993 “e não pelo José Serra”. O lançamento será hoje, em Juiz de Fora, com a presença de ex-ministros de Itamar Franco. FHC não deve comparecer.”
E esta saiu na Gazeta do Povo, do Paraná ( 02.07 ):
Itamar diz que PSDB não é o “pai” do Plano Real – Gazeta do Povo/PR
02/07
Itamar diz que PSDB não é o “pai” do Plano Real
Plano econômico completa 15 anos nesta quarta-feira
O ex-presidente da República Itamar Franco fez duras críticas à campanha do PSDB por ocasião dos 15 anos do Plano Real, comemorados nesta quarta-feira (1). Em entrevista à Rádio Eldorado, Itamar disse que a campanha deturpa e nega a história e lembrou que a equipe de formuladores do plano era composta por integrantes de outros partidos. “A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história.” Itamar afirmou que combaterá o PSDB se o partido defender a paternidade do Plano Real durante as eleições 2010.
Presidente de 1992 a 1995, Itamar chamou para si a responsabilidade política pela implantação do Real, em 1994, e ressaltou o papel de outros políticos e economistas. “O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad, Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República”, afirmou.
Na entrevista, Itamar lembrou que, pouco antes da implantação do plano, o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero o procurou para dizer que a equipe econômica temia pelo Plano Real porque não conseguia chegar a um acordo sobre o câmbio. Também temia as consequências políticas, por conta das eleições presidenciais, que seriam realizadas naquele ano. “Eu disse para ele resolver a parte técnica porque eu iria implantar o plano no dia 1º de julho. Ele disse ‘tecnicamente eu resolvo’, e eu respondi: ‘politicamente resolvo eu’.”
Ao avaliar o legado do plano, o ex-presidente citou o controle da inflação, que na época oscilava em torno de 50% ao mês, o respeito aos contratos firmados e a manutenção do Estado de Direito. “Ninguém acreditava que nosso governo durasse 48 horas. Felizmente, nosso projeto político venceu e fizemos um sucessor. Esse legado é fundamental quando vemos, hoje, crises institucionais aparecendo no País, particularmente no Senado.
Reforma tributária
Itamar também criticou o fato de os sucessivos governos após o seu não terem conseguido realizar a reforma tributária, que já era prevista pelo plano. Ele defende que, na época, essa não era a prioridade. “É incrível que desde 1995 nenhum governo tenha tido coragem de fazer a reforma”, disse.
Falando sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar se mostrou irritado com declarações de Lula sobre os feitos de seu governo. “Quando o presidente diz ‘nunca antes’ parece que nunca ninguém governou este país. Não é meu caso. Citaria outros presidentes que fizeram tanto, como o Juscelino Kubitschek. A gente chega à conclusão que daqui a pouco ele (Lula) vai dizer que foi ele quem abriu os portos, e não Dom João VI”, ironizou.

Tucanos do Demo, os santos do pau-oco. Um artigo de Gilberto Amaral

Filed under: Gilberto Amaral, José Sarney, PSDB/ DEM, Senado Federal — Humberto @ 2:24 am
Os santos do pau oco
Mas como tenho dito e repetido aqui: cresçam e apareçam, enquanto isso podem ir tirando seu cavalinho da chuva, pois Sarney está acima dessa pusilanimidade
É de embasbacar a capacidade de muitos de nossos políticos de engabelar a opinião pública. Ontem, pelas caras angelicais, só faltava aos senadores do DEM e do PSDB vestir batinas púrpuras para serem confundidos com cardeais reunidos para a escolha do Papa. Mas, por trás dos sorrisinhos lânguidos, comportavam-se mais como Torquemadas, ávidos por criar uma bruxa que servisse para a fogueira, como bode expiatório para as mazelas estruturais pelas quais atravessa o Senado. Mas como tenho dito e repetido aqui: cresçam e apareçam, enquanto isso podem ir tirando seu cavalinho da chuva, pois Sarney está acima dessa pusilanimidade.
Os Democráticos – apelidados adequadamente de “Demos” é o velho pessoal do PFL, em nova embalagem – demonstraram, ontem, que podem ser rápidos e rasteiros quando se trata de proteger seus segredos. Não que quisessem a pele de Sarney, mas era preciso desviar a atenção da proposta levantada na véspera pelo senador Arthur Virgílio, de passar em revista as contas de todos os últimos Primeiros-Secretários do Senado (aqueles responsáveis pela administração dos bilhões de reais do orçamento da Casa), todos eles, adivinhem, Democráticos!
Os nomes, ah, os nomes, como gosta o senador Arthur Virgílio: Heráclito Fortes, o atual Primeiro Secretário, homem sério e disposto assumiu o compromisso de levantar os eventuais podres de seus colegas de partido que assumiram antes o mesmo cargo, a começar de seu antecessor imediato, Efraim de Moraes, o mesmo que até o ano passado manteve como funcionários, segundo os registros da imprensa, pelo menos sete familiares seus e seis parentes de aliados políticos.
Primeira sugestão: o DEM deve pedir que se licenciem todos os senadores do que ocuparam a Primeira Secretaria, de modo a que não tentem influenciar as comissões que investigam as trapalhadas feitas sob seus olhos. Foi o que pediram para Sarney, deve ser aplicado também a eles.
01.07.09

junho 26, 2009

Que nojo foi esse horário político do PSDB no rádio

Filed under: entreguismo, governo FHC, Horário Eleitoral, PSDB/ DEM — Humberto @ 3:40 pm
Acho que eles tiveram apenas três escolhas:
- Vomitar um monte de acusações generalizadas ( “A Saúde tá mal”, “O PAC não existe”, “Os empregos sumiram e não foi marolinha” e, a mais cara-de-pau de todas: “Enquanto o Brasil cresce 1% os outros emergentes cresceram 100000%!!!” – bom, Cuba e Venezuela cresceram bastante, e nem por isso a tucanalha mencionou estes casos );
- Pegar estas acusações e compará-las, ponto por ponto, com o governo do FHC, a fim de provar, definitiva e inapelavemente que os 8 inacabáveis anos do governo tucano foram melhores que estes últimos têm sido;
- Mostrar ao Brasil a maravilhosa gestão do José Serra.
Ressucitaram a mentira de que o Plano Real saiu de suas cabeças iluminadas ( teimam em não dar o crédito devido ao Itamar Franco ) e celebraram os trocentos milhões de celulares vendidos aos brasileiros ( comemorando, portanto, ainda que de forma disfarçada, a privatização da Telebrás, mas bem cuidadosamente, para não dar na cara que eles planejam o mesmo para a Petrobrás ). Também, mas não menos importante, “denunciaram” a “alta carga tributária” do governo Lula, esquecendo-se, deliberadamente, de dizer quem deu o fermento pro monstro assumir a forma e o tamanho que ele tem hoje.
Esqueceram, sobretudo, de celebrar o fato deles terem quebrado o país por 3 vezes, um recorde mundial, um feito tucano. Mas a rapaziada é muito modesta.

junho 6, 2009

OS VULTOSOS GASTOS DE SERRA EM PROPAGANDA DA SABESP ( ATÉ EM MARTE… ) NA MIRA DO STJ E DO MPF!!

STJ abre sindicância sobre comercial do governo Serra
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma sindicância para apurar se houve irregularidade em propagandas da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), veiculadas em âmbito nacional. A estatal é uma das bandeiras do governador paulista, José Serra (PSDB), virtual candidato à Presidência da República em 2010. A sindicância no STJ apura se o governador José Serra (PSDB) usou a máquina pública para fazer propaganda de sua gestão, com vistas às eleições presidenciais.
A denúncia da suposta irregularidade foi feita pelo líder do PT na Assembleia legislativa de São Paulo, Rui Falcão. A partir da representação do petista, o subprocurador-geral da República Francisco Dias Teixeira pediu, no final de abril, esclarecimentos sobre o caso.
A Justiça analisa informações sobre a natureza jurídica da Sabesp, documentos relacionados à contratação das agências de publicidade Nova S/B e Lew Lara e à veiculação dos vídeos institucionais na Rede Globo e na TV Bandeirantes. Desde 5 de maio o procedimento corre na Coordenadoria da Corte Especial do STJ, com relatoria do ministro Fernando Gonçalves.
Yahoo! Notícias, 05.06.09
MPF apura se José Serra fez propaganda eleitoral ilegal
Notícias do MPF, 5/6/2009
O governador é alvo de uma sindicância aberta pelo STJ a pedido do Ministério Público Eleitoral
O subprocurador-geral da República Francisco Dias Teixeira solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que sejam expedidos ofícios à Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) e a emissoras de TV para obter informações sobre a veiculação, no estado do Rio de Janeiro, de propaganda institucional da Sabesp. O pedido se relaciona a uma sindicância aberta pelo STJ contra o governador de São Paulo, José Serra.
A atuação do STJ foi motivada por uma representação que o deputado estadual Rui Falcão apresentou ao Ministério Público Eleitoral, baseada em uma matéria jornalística. O representante sugere que o governador José Serra tenha usado uma campanha publicitária nacional da Sabesp com o objetivo de se promover para a sucessão presidencial em 2010, violando o artigo 40 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97).
Francisco Dias Teixeira pede que o STJ solicite à Sabesp informações sobre sua natureza jurídica e cópia dos documentos relacionados à contratação das agências de publicidade Nova S/B Comunicações Ltda e Lew Lara Propaganda e Comunicações Ltda, para veiculação de propaganda institucional no estado do Rio de Janeiro, de dezembro de 2008 a fevereiro de 2009.
Ele também requer que sejam oficiados a Globo Comunicações e Participações S/A e o grupo Bandeirantes de Comunicação para apresentarem cópias da mídia relativa aos materiais publicitários.
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