ENCALHE

setembro 2, 2009

Deputado lê Carta Capital no plenário da ALESP e pergunta porquê o caso que envolve ALSTOM e o PSDB de Covas/ Serra/ Alckmin não sai na Globo!

A TV Assembléia é um barato. As participações de Adriano Diogo, Major Olímpio e do Carlos Gianazzi costumam ser – no bom sentido – impagáveis. Essa madrugada, estava passando uma discussão sobre as OSS e o Adriano Diogo mostrou num telão, um trabalho em “flash”, acho que preparado pelo SINDISAUDE, denunciando as mazelas da terceirização/ precarização da Saúde no Estado de São Paulo, principalmente no que tange as chamadas OSS / OSCIPS ( que, no Congresso Nacional, e só para inglês ver, são investigadas mas, aqui em SP, são praticamente sócias do poder tucano, sem aparente contestação ). Infelizmente eu ainda não consegui descolar esse trabalho. Duas coisas de que me lembro, expostas ali: a média salarial de um funcionário terceirizado [ ou sei lá como chamam ] é de cerca de 5 mil e poucos reais enquanto a média de um funcionário da Secretaria da Saúde estaria em torno de hum mil e quinhentos reais.
Outra coisa que lembro: um laboratório, desses que prestam uns serviços terceirizados – Laivosier, se recordo – pertence ao Laboratório Fleury que, por sua vez pertence ao laboratório DASA que tem como um de seus membros, em seu Conselho de Administração, a tucana Claudia Costin, atual secretária de educação do município do Rio de Janeiro.
Em seguida ao Adriano Diogo, o deputado Roberto Felício leu no microfone a matéria da Carta Capital desta semana, sobre as novas revelações do caso internacional de propina envolvendo a ALSTOM e políticos do governo no poder em São Paulo, quando da assinatura de um contrato para fornecimento ao Metrô Paulista, ainda na administração Mário Covas. Roberto Felício dirigiu-se à platéia, externando sua incompreensão pelo fato do caso ALSTOM-PSDB de SÂO PAULO não aparecer na Globo. “Nós sabemos porquê”, disse o deputado.
Felício diz existir “blindagem” do governador Serra no caso Alston
31/08/2009
Reportagem do jornalista Gilberto Nascimento, da revista CartaCapital, traz novos detalhes sobre o esquema de propinas pagos pela Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo
31/08/2009
Leia a íntegra da matéria:
A nova testemunha
O caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo começa a ser desvendado nos seus mínimos detalhes. Um executivo que acompanhou de perto a execução do plano forneceu informações valiosas sobre o método de operação das duas grandes companhias europeias para favorecer autoridades e funcionários de empresas públicas no Brasil.
Um documento com informações sobre o modus operandi da Alstom e da Siemens foi repassado ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pelo alto funcionário, cujo nome não foi revelado. O relatório do informante faz menção também a pagamentos a políticos de Brasília e da Bahia.
A francesa Alstom é uma grande fabricante de turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala e faturou 72 bilhões de euros no ano passado. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, de acordo com a fonte.
Para que o dinheiro da “caixinha” retornasse ao Brasil, a Alstom e a Siemens, de acordo com o documento entregue ao MP, utilizariam um mesmo esquema: os serviços dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, donos das empresas Procint Projetos e Consultoria Internacional e Constech Assessoria e Consultoria Internacional, apontadas pelo informante como as responsáveis pelas offshore no Uruguai Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A.
A propina seria enviada para essas empresas uruguaias e daí para a Procint e Constech. Estas repassavam o dinheiro a políticos e diretores de empresas públicas, por meio de notas frias, como um suposto pagamento a serviços de consultoria. Arthur e Sergio Teixeira foram procurados por CartaCapital no escritório da Procint, em Cerqueira César, região central de São Paulo, mas não telefonaram de volta. Uma gerente administrativa, identificada como Marina, adiantou que “com certeza, ninguém vai falar nada, por não ser verdade”. Arthur também não foi localizado em sua residência.
O executivo sem nome revelado entregou ao MPF dois contratos da Siemens (em nome da matriz na Alemanha e da filial brasileira) com as offshores uruguaias. Em sua avaliação, ambos comprovariam o envolvimento da empresa alemã no esquema. Informado sobre o relato do executivo, o deputado estadual Roberto Felício (PT) encaminhou as denúncias ao procurador da República Rodrigo De Grandis para auxiliá-lo “no aprofundamento das investigações”.
Desde o ano passado, a Siemens é investigada na Alemanha e em outros países por causa de pagamentos suspeitos num total de 2 bilhões de dólares. Reportagens do Wall Street Journal a respeito da Alstom no Brasil também apontaram irregularidades semelhantes às praticadas pela Siemens. Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pago suborno a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. Um ex-diretor, Reinhard Siekaczek, acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
O relatório enviado ao MPF aponta supostas irregularidades e desvios nos projetos da Siemens no Brasil na linha 5 do Metrô, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na entrega dos trens série 3000 (também conhecido como trem alemão) para o governo paulista e num contrato de manutenção do Metrô do Distrito Federal. No caso do trem alemão, hoje em circulação na Vila Olímpia, na mesma zona sul paulistana, teria sido realizado um acordo para a empresa Mitsui fornecer dez desses veículos à CPTM.
Os vagões seriam produzidos na fábrica da Siemens em Viena e a Mitsui ficaria responsável pela assistência técnica, o fornecimento de peças de reposição, o treinamento e a operação inicial. Ocorre que a Mitsui não fabrica peças, tampouco tem experiência ou competência na prestação desse tipo de serviço, segundo o executivo. Daí porque a empresa subcontratou o trabalho a terceiros. O “acordo” não teria qualquer sentido, já que a Siemens é uma das fabricantes originais das peças e a provedora natural desses serviços.
O informante sugeriu ao MPF a quebra do sigilo bancário e fiscal das firmas envolvidas nas denúncias para comprovar o trajeto do dinheiro que retorna ao Brasil. Contatado, o procurador Rodrigo De Grandis informou que não comenta o caso em razão de estar sob segredo de Justiça.
Outras novidades sobre o caso Alstom têm vindo à tona. O deputado Felício e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Rui Falcão, pediram ao MP estadual o exame da movimentação financeira de duas empresas. Uma delas tem como sócio o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), Robson Marinho, e outra o ex-presidente da Alstom no Brasil, José Luiz Alquéres.
Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir um contrato de 100 milhões de reais em 1998, pouco depois de deixar a chefia de gabinete da Casa Civil do governo Mário Covas e assumir o cargo de conselheiro do TCE. O Ministério Público da Suíça bloqueou uma conta naquele país atribuída a Marinho, com cerca de 1 milhão de dólares. O conselheiro nega ser o titular da conta.
A empresa de Marinho tem um sugestivo nome: Rumo Certo Incorporação e Participação Ltda. Fica na cidade paulista de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, atua no ramo imobiliário e aluga imóveis próprios. Tem um capital social de 1 milhão de reais. O ex-presidente da Alstom é sócio majoritário da J.L. Alquéres Engenharia Consultiva Ltda., localizada na avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro. Certidões emitidas pela Receita Federal mostram que as duas empresas continuam em atividade, de acordo com os deputados petistas. Os parlamentares querem que o MPF analise se a movimentação das empresas e de seus sócios é adequada ao porte de cada uma delas e se a evolução patrimonial de Marinho e Alquéres é compatível com os seus rendimentos.
Apesar das denúncias feitas pelas autoridades suíças e pelo Ministério Público estadual e federal no Brasil, o governo Serra mantém a mesma relação com a Alstom. “O governo continua utilizando os mesmos contratos com aditivos e não fazendo novas licitações. Fizeram aditivos com valores muito diferentes dos originais, com os contratos de até cinco anos que não poderiam ser prorrogados”, critica Felício. “Para comprar novos trens, teria de ser feita outra concorrência pública.”
Entre os contratos com problemas há um de 1997 firmado com o consórcio Metrosist (do qual a Alstom faz parte), no valor de 219 milhões de reais (em valores corrigidos). O último aditivo, que o prorrogou até 2011, foi de 92 milhões de reais. Segundo o Ministério Público, os contratos nunca poderiam ultrapassar o período de 60 meses, mas o da Metrosit já completa 14 anos. O contrato da Linha 4 do metrô paulistano (a Linha Amarela, entre Vila Sonia e Faria Lima), no total de 2 bilhões de reais, já atingiu 77 meses. Teve um aditamento de 142 milhões de reais.
O total de contratos firmados pelo governo com a Alstom, entre 1989 e 2006, somou 7,5 bilhões de reais. Desses, 5,7 bilhões foram assinados pelo Metrô e 2,6 bilhões pela CPTM. No governo Serra, foram mais 2,08 bilhões de reais, dos quais 320 milhões em aditamentos. Em um novo contrato para a reforma e modernização de trens antigos da Linha 3 (na zona leste), em abril, a Alstom ganhou uma licitação no valor de 375 milhões de reais. O contrato, estranhamente, dura 68 meses.
Os recursos destinados à Alstom aumentaram entre os governos tucanos de Alckmin e Serra. Houve uma elevação no valor dos contratos de 34,5%. Na gestão de Alckmin, entre 2001 e 2006, eles totalizaram 3,1 bilhões de reais. Nos dois anos e meio de Serra, 2,08 bilhões. Por mês, Alckmin destinou à empresa 51 milhões de reais e Serra, 69,5 milhões.
Há um ano, o PT tentou, sem sucesso, aprovar a criação de uma CPI para investigar o caso Alstom na Assembleia Legislativa de São Paulo. Conseguiu coletar apenas 23 assinaturas, das 32 necessárias. “Há uma blindagem na Casa para proteger o governador”, reclama Felício. “Há uma relação espúria entre agentes públicos ligados diretamente ao Palácio dos Bandeirantes e uma empresa privada que paga propinas para continuar mantendo privilégios do Poder Público estadual”, diz o deputado petista.
Em 1999, um ex-diretor da Alstom, José Sidnei Colombo Martini, deixou a empresa para dirigir a estatal Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Em 2006, no governo Alckmin, Martini foi responsável pelo processo de privatização dessa companhia.
Outros diretores de empresas públicas envolvidos no caso Alstom ainda gozam da confiança de Serra. Presidente da Companhia do Metropolitano entre 2003 e 2007, Luiz Carlos Frayze David foi apontado como um dos responsáveis pelo acidente da Linha 4 do Metrô e perdeu o cargo. Hoje, integra o conselho de administração da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista e a Comissão de Ética da Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo (Artesp).
Durante suas gestões como superintendente do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER) e a presidência do Metrô, assinou contratos considerados irregulares pelo TCE num total de 510 milhões de reais (em valores atualizados). David responde ao menos a doze processos. Ele não foi encontrado na Dersa. Uma assessora identificada como Eny disse não fazer ideia de como localizá-lo.
Ex-diretor-jurídico da mesma empresa, Benedito Dantas Chiaradia também assinou contratos considerados irregulares, no total de 325 milhões de reais. Fez isso nos períodos em que ocupou os cargos de chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado de São Paulo e de diretor da CPTM. Entre outros contratos com problemas, segundo o TCE, Chiaradia foi o responsável por um contrato com a Tejofran-Cegelec (esta do Grupo Alstom), para a reforma da Linha Sul da CPTM, no valor de 58 milhões de reais. Contatado por meio de uma ex-colaboradora, ele não retornou o telefonema.
Protestos
As obras da Linha Amarela trazem transtornos para os moradores da região.
Por Luana Lila
A satisfação de ter uma estação de Metrô perto de casa durou pouco para os vizinhos da Linha 4 (Amarela), que ligará o bairro da Vila Sônia à região da Luz, no centro de São Paulo. As obras já ganharam destaque pela abertura de uma cratera gigante, na futura estação Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007. Mas acidentes menores, e menos divulgados, também fazem parte do percurso desse empreendimento.
No bairro do Butantã, região do Jardim Previdência, dezenas de pessoas sofrem com problemas causados pela construção do Metrô. São rachaduras no chão e nas paredes, canos partidos e vazamento de água. O exemplo mais emblemático é o de dona Cida, que preferiu não revelar o sobrenome por temor de represálias. Em razão dos estragos, ela e seu marido foram obrigados a mudar para a edícula de sua casa. O conserto foi efetuado por uma empresa contratada pelo Consórcio Via Amarela e se arrastou por dez meses. Durante esse período, dona Cida foi assaltada por dois ladrões que usavam uniformes da terceirizada. Segundo ela, durante as obras, muitos funcionários da empresa se encontravam em seu quintal para discutir questões alheias à sua reforma. “Não dava para saber quem saía e quem entrava, até que um dia os ladrões renderam os pedreiros. Depois eles nos levaram para o fundo, pois já sabiam que estávamos morando lá.”
Cyro Fiuza, gerente de comunicação do Jockey Club de São Paulo, vive na mesma rua. Ele entrou em contato com a Coordenadoria de Relacionamento do Metrô e solicitou uma vistoria para indicar uma série de rachaduras que surgiu durante as obras. Depois da avaliação, o engenheiro responsável concluiu que a casa não está na área de influência do Metrô. No entanto, residências localizadas no mesmo quarteirão foram indenizadas pelo Consórcio. “Parece que eles já vieram com a conclusão pronta. Olharam apenas para cumprir o protocolo”, lamenta Fiuza. Em nota, o Consórcio Via Amarela afirmou que “as alterações encontradas no imóvel do senhor Fiuza não têm relação com as obras da Linha 4-Amarela”.
(fonte: revista Carta Capital – 31/8/2009)

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

junho 5, 2009

Máfia dos Fiscais Reloaded: Funcionário da Subprefeitura da Lapa, acusado de corrupção, diz a vereadores que não é corrupto, mas sim, alcoólatra!

Vereadores ouvem depoimento de funcionário acusado de cobrar propina de camelôs
AURELIOMIGUEL.COM.BR
03/06/2009
De acordo com reportagem, José Agenor cobrava até R$ 3 mil por uma TPU falsa
O agente de apoio José Agenor Magalhães de Oliveira, da Subprefeitura da Lapa, denunciado em reportagem da Rádio Bandeirante por cobrar propina de R$ 3 mil de camelôs que pretendiam adquirir espaço na calçada para montar suas barracas ou R$ 600,00 para alugar o ponto, compareceu, nesta quarta-feira (03/06), à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. Ele atendeu ao convite do vereador Aurélio Miguel (PR) para prestar esclarecimentos a respeito da reportagem.
Oliveira confirmou que trabalha no “rapa” da Subprefeitura da Lapa, onde é funcionário concursado há cinco anos, e sempre se identifica como fiscal, mas negou cobrar propina dos ambulantes.

“Estava num boteco, numa roda de amigos. Bebi várias Velho Barreiro [ NOTA DESTE BLOG: Veja promoção "Tampinhas de Velho Barreiro", abaixo ] e cervejas. Estava “chapado” quando o repórter apareceu e fez perguntas e falei muita besteira”, contou aos vereadores da Comissão. “Sempre bebi demais, mas depois que entrei na Subprefeitura passei a beber mais por causa do estresse”. O agente de apoio revelou que é alcoólatra e que está fazendo tratamento.
Indagado pelo vereador Gilson Barreto (PSDB) se ganhava “presentinhos” dos camelôs, Oliveira respondeu: “O presentinho que recebi foi uma paulada e sete pontos na cabeça”.
“Na verdade ele não está fazendo tratamento, pois negou que esteve internado ou fazendo desintoxicação. Não se pode acreditar que uma pessoa como ele esteja fazendo tratamento. Ele possivelmente quis enganar os vereadores dizendo que é alcoólatra.”, reagiu o vereador Wadih Mutran (PP), presidente da Comissão.
Gilson Barreto também disse a Oliveira que seu depoimento não o convenceu.
“Fiquei assustado, triste e preocupado com o depoimento desse servidor”, lamentou o vereador Aurélio Miguel.
“Verificamos que as condições desses servidores municipais são muito ruins, inclusive a sua qualificação. Tenho observado que há um grande número de funcionários públicos com dependência química, principalmente bebida, e temos de verificar porque isso acontece”.
Antes a subprefeita da Lapa, Sonia Francine, havia informado aos vereadores que determinou o afastamento do funcionário e que pediu a abertura de averiguação preliminar ao Departamento Jurídico da Subprefeitura. Caso seja comprovada a cobrança ilegal, o servidor será exonerado.
Podas
Soninha, como é mais conhecida, foi convidada a prestar esclarecimentos pelo vereador Aurélio Miguel. “A idéia do convite era esclarecer alguns fatos da reportagem publicada no Jornal da Tarde, de 16 de maio”, disse o parlamentar.
“Quando vi a reportagem notei que havia relação com os pedidos de poda de árvores e também pensei que havia alguma relação às medições dos serviços prestados à Subprefeitura, como tapa-buraco, varrição. O questionamento foi nesse sentido e a subprefeita deixou bem claro que o problema das podas se deve ao fato de que vários moradores faziam a reivindicação de poda de uma mesma árvore”.
A subprefeita informou que quando assumiu o cargo havia o registro de 5 mil pedidos de pode de árvores e, que depois de uma primeira triagem, foram eliminados mil pedidos, pois se referiam a mesma árvore.
A Comissão é composta pelos vereador Wadih Mutran (PP), Donato (PT), Floriano Pesaro (PSDB), Milton Leite (DEM), Roberto Trípoli (PV), Aurélio Miguel (PR), Arselino Tatto (PT), Adilson Amadeu (PTB) e Gilson Barreto (PSDB)
“MERCHAN” NA FAIXA: CAMPANHA TAMPINHA LEGAL DE “VELHO BARREIRO”

http://www.tatuzinho.com.br/promovb.htm

novembro 11, 2008

Funcionários públicos admitem receber propina e ajudam Estadão a escrever matéria na medida para governo Serra!!

Puta manchete bombástica deste post, hein?
Mas, foi justamente a impressão que tive, ao passar os olhos na capa deste jornal ontem, e deparar com a chamada: “Um em cada 5 servidores diz que já recebeu propina”.
Automaticamente a minha cabeça fez o “link” com a “denúncia” feita, poucos dias antes, pelo deputado tucano de São Paulo, Pedro Tobias, que acusou a Polícia Civil de São Paulo ( em greve há quase – se é que já não passou – 2 meses ) de ser corrupta. Essa minha implicância com coincidências… Tipo, o jornal não ia deixar o deputado tucano sem uma parede para se escorar.
A matéria, publicada no centenário jornal de polainas, parte de um estudo feito pela Universidade de Brasília ( UnB ), a pedido da Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, e os resultados vieram bem a calhar, se você for um deputado tucano que acusa a polícia Civil do Estado governado por seu partido há 14 anos, de ser corrupta. As chances de acerto são imensas, se você pegar 1 em cada 5 funcionários públicos, sem distinção nenhuma, bastando tomar o universo geral de funcionários públicos do país, que não são poucos ( mas insuficientes, saliente-se ).
Como sói acontecer ( “Sói” é fo***! Eu li numa seção de cartas de leitores e agora eu uso só pra esculachar… ), a leitura do Estadão é extremamente maçante e cheia de sinuosidades [ sinceramente, eu admiro pessoas que conseguem ler a vEJA, o Estadão ou a Folha ] . Você começa lendo, por exemplo, que “outro dado destacado por Caldas [ Ricardo Caldas, coordenador da pesquisa ], que defende o fim dos cargos comissionados, é que 36,8% chegaram ao funcionalismo, por indicação de amigos, parentes ou contatos políticos”, mas não consegue saber a que se referem esses 36,8%: se ao funcionalismo todo, ou aos comissionados particularmente, já que havia o apôsto “( … ) , que defende o fim dos cargos comissionados, ( … )” .
Mas a parte que me interessa nisso tudo, o óbvio: tanto “us pulíticus” quanto “us funcionárius públicos barnabés”, geralmente vistos pela bondosa população brasileira como ladrões e corruptos, se originam no seio dessa mesma população bondosa…que, descobrimos não ser tão bondosa assim, quando passa a revelar seus pecadilhos.
Na verdade, o meu instituto pessoal de pesquisa, o DATAEMPÍRICO já havia decifrado esse DNA ( o paulistano, a bem da verdade) e compreendido a cabeça do brasileiro ( TSK!, Só do paulistano, vai… ): se puder passar por cima da mãe e do pai, para conseguir juntar o primeiro milhão de reais antes dos trinta, então meus amigos, é prá ontem!!
Mas não somente as pessoas que enxergam a possibilidade – muitas vezes, real – de faturar esse milhão, que são corruptinhos. Nada disso. Aqui, em qualquer lugar, desde o ministro, passando pelo magnata, sem jamais excluir aqueles que são do povo e também o Zé Ninguém, poucos são de confiança, meu. “K-da 1, K-da 1″, lembram?
Apesar do jornal tentar forçar-nos a olhar apenas para os dados que indicariam a corrupção do funcionalismo público ( tal constatação me obriga a perguntar: por quê o jornal desejaria que olhássemos apenas naquela direção? ) , amarre uma tala no pescoço para impedir sua cabeça de olhar apenas naquela direção, e force-se a olhar para a corrupção da chamada ali de “sociedade civil”. Justiça seja feita, o jornal reproduziu algumas palavras de Ricardo Caldas, com que podemos perceber claramente, a “tolerância” que temos com a pequena corrupção cotidiana. Mas, devemos ter em mente uma coisa simples: cometemos a pequena infração ( ou corrupção ), que está em nosso alcance, dentro de nossas possibilidades. Quando estas crescem, também crescem as “oportunidades” e o nosso raio de ação. Um filão se expande. A questão é: podemos ou não, fazer a coisa como se deve ( ou não se deve ).
Um número bacana: um terço ( 36% ) disse que não declara corretamente os ganhos à Receita Federal.
Eu não tenho ganhos que me obriguem a fazer essas declarações, então não sou muito familiarizado com essas coisas. Daí, pergunto: qual é a faixa de renda que é obrigada a fazer esse recolhimento? Devem ser poucos. E seus ganhos, apesar de ( vamos considerar ) medianos, devem proporcionar-lhes alguns luxos, como a assinatura de TV a cabo e jornais e revistas. Desse universo de pessoas que sonegam, quantos seriam os leitores habituais de vEJA, Estadão, Folha, o Globo, Exame, etc, assinantes firmes destas publicações? Pensem nisso, sim?
Ah: dia desses ( há um ou dois meses ) foi publicado, no mesmo Estadão, o resultado de uma pesquisa sobre corrupção, e olha que legal: para 75% dos entrevistados, foi nesse governo que as coisas começaram a ser realmente investigadas. Não saiu na capa do jornal, claro.
Volto ao assunto em breve.

Funcionários públicos admitem receber propina e ajudam Estadão a escrever matéria na medida para governo Serra!!

Puta manchete bombástica deste post, hein?
Mas, foi justamente a impressão que tive, ao passar os olhos na capa deste jornal ontem, e deparar com a chamada: “Um em cada 5 servidores diz que já recebeu propina”.
Automaticamente a minha cabeça fez o “link” com a “denúncia” feita, poucos dias antes, pelo deputado tucano de São Paulo, Pedro Tobias, que acusou a Polícia Civil de São Paulo ( em greve há quase – se é que já não passou – 2 meses ) de ser corrupta. Essa minha implicância com coincidências… Tipo, o jornal não ia deixar o deputado tucano sem uma parede para se escorar.
A matéria, publicada no centenário jornal de polainas, parte de um estudo feito pela Universidade de Brasília ( UnB ), a pedido da Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, e os resultados vieram bem a calhar, se você for um deputado tucano que acusa a polícia Civil do Estado governado por seu partido há 14 anos, de ser corrupta. As chances de acerto são imensas, se você pegar 1 em cada 5 funcionários públicos, sem distinção nenhuma, bastando tomar o universo geral de funcionários públicos do país, que não são poucos ( mas insuficientes, saliente-se ).
Como sói acontecer ( “Sói” é fo***! Eu li numa seção de cartas de leitores e agora eu uso só pra esculachar… ), a leitura do Estadão é extremamente maçante e cheia de sinuosidades [ sinceramente, eu admiro pessoas que conseguem ler a vEJA, o Estadão ou a Folha ] . Você começa lendo, por exemplo, que “outro dado destacado por Caldas [ Ricardo Caldas, coordenador da pesquisa ], que defende o fim dos cargos comissionados, é que 36,8% chegaram ao funcionalismo, por indicação de amigos, parentes ou contatos políticos”, mas não consegue saber a que se referem esses 36,8%: se ao funcionalismo todo, ou aos comissionados particularmente, já que havia o apôsto “( … ) , que defende o fim dos cargos comissionados, ( … )” .
Mas a parte que me interessa nisso tudo, o óbvio: tanto “us pulíticus” quanto “us funcionárius públicos barnabés”, geralmente vistos pela bondosa população brasileira como ladrões e corruptos, se originam no seio dessa mesma população bondosa…que, descobrimos não ser tão bondosa assim, quando passa a revelar seus pecadilhos.
Na verdade, o meu instituto pessoal de pesquisa, o DATAEMPÍRICO já havia decifrado esse DNA ( o paulistano, a bem da verdade) e compreendido a cabeça do brasileiro ( TSK!, Só do paulistano, vai… ): se puder passar por cima da mãe e do pai, para conseguir juntar o primeiro milhão de reais antes dos trinta, então meus amigos, é prá ontem!!
Mas não somente as pessoas que enxergam a possibilidade – muitas vezes, real – de faturar esse milhão, que são corruptinhos. Nada disso. Aqui, em qualquer lugar, desde o ministro, passando pelo magnata, sem jamais excluir aqueles que são do povo e também o Zé Ninguém, poucos são de confiança, meu. “K-da 1, K-da 1″, lembram?
Apesar do jornal tentar forçar-nos a olhar apenas para os dados que indicariam a corrupção do funcionalismo público ( tal constatação me obriga a perguntar: por quê o jornal desejaria que olhássemos apenas naquela direção? ) , amarre uma tala no pescoço para impedir sua cabeça de olhar apenas naquela direção, e force-se a olhar para a corrupção da chamada ali de “sociedade civil”. Justiça seja feita, o jornal reproduziu algumas palavras de Ricardo Caldas, com que podemos perceber claramente, a “tolerância” que temos com a pequena corrupção cotidiana. Mas, devemos ter em mente uma coisa simples: cometemos a pequena infração ( ou corrupção ), que está em nosso alcance, dentro de nossas possibilidades. Quando estas crescem, também crescem as “oportunidades” e o nosso raio de ação. Um filão se expande. A questão é: podemos ou não, fazer a coisa como se deve ( ou não se deve ).
Um número bacana: um terço ( 36% ) disse que não declara corretamente os ganhos à Receita Federal.
Eu não tenho ganhos que me obriguem a fazer essas declarações, então não sou muito familiarizado com essas coisas. Daí, pergunto: qual é a faixa de renda que é obrigada a fazer esse recolhimento? Devem ser poucos. E seus ganhos, apesar de ( vamos considerar ) medianos, devem proporcionar-lhes alguns luxos, como a assinatura de TV a cabo e jornais e revistas. Desse universo de pessoas que sonegam, quantos seriam os leitores habituais de vEJA, Estadão, Folha, o Globo, Exame, etc, assinantes firmes destas publicações? Pensem nisso, sim?
Ah: dia desses ( há um ou dois meses ) foi publicado, no mesmo Estadão, o resultado de uma pesquisa sobre corrupção, e olha que legal: para 75% dos entrevistados, foi nesse governo que as coisas começaram a ser realmente investigadas. Não saiu na capa do jornal, claro.
Volto ao assunto em breve.

Funcionários públicos admitem receber propina e ajudam Estadão a escrever matéria na medida para governo Serra!!

Puta manchete bombástica deste post, hein?
Mas, foi justamente a impressão que tive, ao passar os olhos na capa deste jornal ontem, e deparar com a chamada: “Um em cada 5 servidores diz que já recebeu propina”.
Automaticamente a minha cabeça fez o “link” com a “denúncia” feita, poucos dias antes, pelo deputado tucano de São Paulo, Pedro Tobias, que acusou a Polícia Civil de São Paulo ( em greve há quase – se é que já não passou – 2 meses ) de ser corrupta. Essa minha implicância com coincidências… Tipo, o jornal não ia deixar o deputado tucano sem uma parede para se escorar.
A matéria, publicada no centenário jornal de polainas, parte de um estudo feito pela Universidade de Brasília ( UnB ), a pedido da Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, e os resultados vieram bem a calhar, se você for um deputado tucano que acusa a polícia Civil do Estado governado por seu partido há 14 anos, de ser corrupta. As chances de acerto são imensas, se você pegar 1 em cada 5 funcionários públicos, sem distinção nenhuma, bastando tomar o universo geral de funcionários públicos do país, que não são poucos ( mas insuficientes, saliente-se ).
Como sói acontecer ( “Sói” é fo***! Eu li numa seção de cartas de leitores e agora eu uso só pra esculachar… ), a leitura do Estadão é extremamente maçante e cheia de sinuosidades [ sinceramente, eu admiro pessoas que conseguem ler a vEJA, o Estadão ou a Folha ] . Você começa lendo, por exemplo, que “outro dado destacado por Caldas [ Ricardo Caldas, coordenador da pesquisa ], que defende o fim dos cargos comissionados, é que 36,8% chegaram ao funcionalismo, por indicação de amigos, parentes ou contatos políticos”, mas não consegue saber a que se referem esses 36,8%: se ao funcionalismo todo, ou aos comissionados particularmente, já que havia o apôsto “( … ) , que defende o fim dos cargos comissionados, ( … )” .
Mas a parte que me interessa nisso tudo, o óbvio: tanto “us pulíticus” quanto “us funcionárius públicos barnabés”, geralmente vistos pela bondosa população brasileira como ladrões e corruptos, se originam no seio dessa mesma população bondosa…que, descobrimos não ser tão bondosa assim, quando passa a revelar seus pecadilhos.
Na verdade, o meu instituto pessoal de pesquisa, o DATAEMPÍRICO já havia decifrado esse DNA ( o paulistano, a bem da verdade) e compreendido a cabeça do brasileiro ( TSK!, Só do paulistano, vai… ): se puder passar por cima da mãe e do pai, para conseguir juntar o primeiro milhão de reais antes dos trinta, então meus amigos, é prá ontem!!
Mas não somente as pessoas que enxergam a possibilidade – muitas vezes, real – de faturar esse milhão, que são corruptinhos. Nada disso. Aqui, em qualquer lugar, desde o ministro, passando pelo magnata, sem jamais excluir aqueles que são do povo e também o Zé Ninguém, poucos são de confiança, meu. “K-da 1, K-da 1″, lembram?
Apesar do jornal tentar forçar-nos a olhar apenas para os dados que indicariam a corrupção do funcionalismo público ( tal constatação me obriga a perguntar: por quê o jornal desejaria que olhássemos apenas naquela direção? ) , amarre uma tala no pescoço para impedir sua cabeça de olhar apenas naquela direção, e force-se a olhar para a corrupção da chamada ali de “sociedade civil”. Justiça seja feita, o jornal reproduziu algumas palavras de Ricardo Caldas, com que podemos perceber claramente, a “tolerância” que temos com a pequena corrupção cotidiana. Mas, devemos ter em mente uma coisa simples: cometemos a pequena infração ( ou corrupção ), que está em nosso alcance, dentro de nossas possibilidades. Quando estas crescem, também crescem as “oportunidades” e o nosso raio de ação. Um filão se expande. A questão é: podemos ou não, fazer a coisa como se deve ( ou não se deve ).
Um número bacana: um terço ( 36% ) disse que não declara corretamente os ganhos à Receita Federal.
Eu não tenho ganhos que me obriguem a fazer essas declarações, então não sou muito familiarizado com essas coisas. Daí, pergunto: qual é a faixa de renda que é obrigada a fazer esse recolhimento? Devem ser poucos. E seus ganhos, apesar de ( vamos considerar ) medianos, devem proporcionar-lhes alguns luxos, como a assinatura de TV a cabo e jornais e revistas. Desse universo de pessoas que sonegam, quantos seriam os leitores habituais de vEJA, Estadão, Folha, o Globo, Exame, etc, assinantes firmes destas publicações? Pensem nisso, sim?
Ah: dia desses ( há um ou dois meses ) foi publicado, no mesmo Estadão, o resultado de uma pesquisa sobre corrupção, e olha que legal: para 75% dos entrevistados, foi nesse governo que as coisas começaram a ser realmente investigadas. Não saiu na capa do jornal, claro.
Volto ao assunto em breve.

Funcionários públicos admitem receber propina e ajudam Estadão a escrever matéria na medida para governo Serra!!

Puta manchete bombástica deste post, hein?
Mas, foi justamente a impressão que tive, ao passar os olhos na capa deste jornal ontem, e deparar com a chamada: “Um em cada 5 servidores diz que já recebeu propina”.
Automaticamente a minha cabeça fez o “link” com a “denúncia” feita, poucos dias antes, pelo deputado tucano de São Paulo, Pedro Tobias, que acusou a Polícia Civil de São Paulo ( em greve há quase – se é que já não passou – 2 meses ) de ser corrupta. Essa minha implicância com coincidências… Tipo, o jornal não ia deixar o deputado tucano sem uma parede para se escorar.
A matéria, publicada no centenário jornal de polainas, parte de um estudo feito pela Universidade de Brasília ( UnB ), a pedido da Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, e os resultados vieram bem a calhar, se você for um deputado tucano que acusa a polícia Civil do Estado governado por seu partido há 14 anos, de ser corrupta. As chances de acerto são imensas, se você pegar 1 em cada 5 funcionários públicos, sem distinção nenhuma, bastando tomar o universo geral de funcionários públicos do país, que não são poucos ( mas insuficientes, saliente-se ).
Como sói acontecer ( “Sói” é fo***! Eu li numa seção de cartas de leitores e agora eu uso só pra esculachar… ), a leitura do Estadão é extremamente maçante e cheia de sinuosidades [ sinceramente, eu admiro pessoas que conseguem ler a vEJA, o Estadão ou a Folha ] . Você começa lendo, por exemplo, que “outro dado destacado por Caldas [ Ricardo Caldas, coordenador da pesquisa ], que defende o fim dos cargos comissionados, é que 36,8% chegaram ao funcionalismo, por indicação de amigos, parentes ou contatos políticos”, mas não consegue saber a que se referem esses 36,8%: se ao funcionalismo todo, ou aos comissionados particularmente, já que havia o apôsto “( … ) , que defende o fim dos cargos comissionados, ( … )” .
Mas a parte que me interessa nisso tudo, o óbvio: tanto “us pulíticus” quanto “us funcionárius públicos barnabés”, geralmente vistos pela bondosa população brasileira como ladrões e corruptos, se originam no seio dessa mesma população bondosa…que, descobrimos não ser tão bondosa assim, quando passa a revelar seus pecadilhos.
Na verdade, o meu instituto pessoal de pesquisa, o DATAEMPÍRICO já havia decifrado esse DNA ( o paulistano, a bem da verdade) e compreendido a cabeça do brasileiro ( TSK!, Só do paulistano, vai… ): se puder passar por cima da mãe e do pai, para conseguir juntar o primeiro milhão de reais antes dos trinta, então meus amigos, é prá ontem!!
Mas não somente as pessoas que enxergam a possibilidade – muitas vezes, real – de faturar esse milhão, que são corruptinhos. Nada disso. Aqui, em qualquer lugar, desde o ministro, passando pelo magnata, sem jamais excluir aqueles que são do povo e também o Zé Ninguém, poucos são de confiança, meu. “K-da 1, K-da 1″, lembram?
Apesar do jornal tentar forçar-nos a olhar apenas para os dados que indicariam a corrupção do funcionalismo público ( tal constatação me obriga a perguntar: por quê o jornal desejaria que olhássemos apenas naquela direção? ) , amarre uma tala no pescoço para impedir sua cabeça de olhar apenas naquela direção, e force-se a olhar para a corrupção da chamada ali de “sociedade civil”. Justiça seja feita, o jornal reproduziu algumas palavras de Ricardo Caldas, com que podemos perceber claramente, a “tolerância” que temos com a pequena corrupção cotidiana. Mas, devemos ter em mente uma coisa simples: cometemos a pequena infração ( ou corrupção ), que está em nosso alcance, dentro de nossas possibilidades. Quando estas crescem, também crescem as “oportunidades” e o nosso raio de ação. Um filão se expande. A questão é: podemos ou não, fazer a coisa como se deve ( ou não se deve ).
Um número bacana: um terço ( 36% ) disse que não declara corretamente os ganhos à Receita Federal.
Eu não tenho ganhos que me obriguem a fazer essas declarações, então não sou muito familiarizado com essas coisas. Daí, pergunto: qual é a faixa de renda que é obrigada a fazer esse recolhimento? Devem ser poucos. E seus ganhos, apesar de ( vamos considerar ) medianos, devem proporcionar-lhes alguns luxos, como a assinatura de TV a cabo e jornais e revistas. Desse universo de pessoas que sonegam, quantos seriam os leitores habituais de vEJA, Estadão, Folha, o Globo, Exame, etc, assinantes firmes destas publicações? Pensem nisso, sim?
Ah: dia desses ( há um ou dois meses ) foi publicado, no mesmo Estadão, o resultado de uma pesquisa sobre corrupção, e olha que legal: para 75% dos entrevistados, foi nesse governo que as coisas começaram a ser realmente investigadas. Não saiu na capa do jornal, claro.
Volto ao assunto em breve.

Funcionários públicos admitem receber propina e ajudam Estadão a escrever matéria na medida para governo Serra!!

Puta manchete bombástica deste post, hein?
Mas, foi justamente a impressão que tive, ao passar os olhos na capa deste jornal ontem, e deparar com a chamada: “Um em cada 5 servidores diz que já recebeu propina”.
Automaticamente a minha cabeça fez o “link” com a “denúncia” feita, poucos dias antes, pelo deputado tucano de São Paulo, Pedro Tobias, que acusou a Polícia Civil de São Paulo ( em greve há quase – se é que já não passou – 2 meses ) de ser corrupta. Essa minha implicância com coincidências… Tipo, o jornal não ia deixar o deputado tucano sem uma parede para se escorar.
A matéria, publicada no centenário jornal de polainas, parte de um estudo feito pela Universidade de Brasília ( UnB ), a pedido da Comissão de Ética Pública, da Presidência da República, e os resultados vieram bem a calhar, se você for um deputado tucano que acusa a polícia Civil do Estado governado por seu partido há 14 anos, de ser corrupta. As chances de acerto são imensas, se você pegar 1 em cada 5 funcionários públicos, sem distinção nenhuma, bastando tomar o universo geral de funcionários públicos do país, que não são poucos ( mas insuficientes, saliente-se ).
Como sói acontecer ( “Sói” é fo***! Eu li numa seção de cartas de leitores e agora eu uso só pra esculachar… ), a leitura do Estadão é extremamente maçante e cheia de sinuosidades [ sinceramente, eu admiro pessoas que conseguem ler a vEJA, o Estadão ou a Folha ] . Você começa lendo, por exemplo, que “outro dado destacado por Caldas [ Ricardo Caldas, coordenador da pesquisa ], que defende o fim dos cargos comissionados, é que 36,8% chegaram ao funcionalismo, por indicação de amigos, parentes ou contatos políticos”, mas não consegue saber a que se referem esses 36,8%: se ao funcionalismo todo, ou aos comissionados particularmente, já que havia o apôsto “( … ) , que defende o fim dos cargos comissionados, ( … )” .
Mas a parte que me interessa nisso tudo, o óbvio: tanto “us pulíticus” quanto “us funcionárius públicos barnabés”, geralmente vistos pela bondosa população brasileira como ladrões e corruptos, se originam no seio dessa mesma população bondosa…que, descobrimos não ser tão bondosa assim, quando passa a revelar seus pecadilhos.
Na verdade, o meu instituto pessoal de pesquisa, o DATAEMPÍRICO já havia decifrado esse DNA ( o paulistano, a bem da verdade) e compreendido a cabeça do brasileiro ( TSK!, Só do paulistano, vai… ): se puder passar por cima da mãe e do pai, para conseguir juntar o primeiro milhão de reais antes dos trinta, então meus amigos, é prá ontem!!
Mas não somente as pessoas que enxergam a possibilidade – muitas vezes, real – de faturar esse milhão, que são corruptinhos. Nada disso. Aqui, em qualquer lugar, desde o ministro, passando pelo magnata, sem jamais excluir aqueles que são do povo e também o Zé Ninguém, poucos são de confiança, meu. “K-da 1, K-da 1″, lembram?
Apesar do jornal tentar forçar-nos a olhar apenas para os dados que indicariam a corrupção do funcionalismo público ( tal constatação me obriga a perguntar: por quê o jornal desejaria que olhássemos apenas naquela direção? ) , amarre uma tala no pescoço para impedir sua cabeça de olhar apenas naquela direção, e force-se a olhar para a corrupção da chamada ali de “sociedade civil”. Justiça seja feita, o jornal reproduziu algumas palavras de Ricardo Caldas, com que podemos perceber claramente, a “tolerância” que temos com a pequena corrupção cotidiana. Mas, devemos ter em mente uma coisa simples: cometemos a pequena infração ( ou corrupção ), que está em nosso alcance, dentro de nossas possibilidades. Quando estas crescem, também crescem as “oportunidades” e o nosso raio de ação. Um filão se expande. A questão é: podemos ou não, fazer a coisa como se deve ( ou não se deve ).
Um número bacana: um terço ( 36% ) disse que não declara corretamente os ganhos à Receita Federal.
Eu não tenho ganhos que me obriguem a fazer essas declarações, então não sou muito familiarizado com essas coisas. Daí, pergunto: qual é a faixa de renda que é obrigada a fazer esse recolhimento? Devem ser poucos. E seus ganhos, apesar de ( vamos considerar ) medianos, devem proporcionar-lhes alguns luxos, como a assinatura de TV a cabo e jornais e revistas. Desse universo de pessoas que sonegam, quantos seriam os leitores habituais de vEJA, Estadão, Folha, o Globo, Exame, etc, assinantes firmes destas publicações? Pensem nisso, sim?
Ah: dia desses ( há um ou dois meses ) foi publicado, no mesmo Estadão, o resultado de uma pesquisa sobre corrupção, e olha que legal: para 75% dos entrevistados, foi nesse governo que as coisas começaram a ser realmente investigadas. Não saiu na capa do jornal, claro.
Volto ao assunto em breve.

agosto 5, 2008

CASO ALSTOM / PSDB-SP: Audiência na Câmara Federal, para debater a "LISTA SUJA" de tucanos que receberam propinas foi cancelada!!!

Filed under: Alstom, corrupção, Geraldo Alckmin, Metrô de São Paulo, propinas e cala-bocas, PSDB/ DEM — Servílio Gentil Lavapés @ 7:39 pm
Agência Câmara, 05.08.08
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio cancelou a audiência de amanhã que iria debater os contratos firmados no Brasil pela empresa francesa Alstom. A reunião foi cancelada porque a Alstom não enviará representantes, argumentando que não teve acesso aos autos do processo.
A Alstom é suspeita de pagar propina para obter contratos com empresas públicas no Brasil, principalmente em São Paulo, e em outras partes do mundo. A audiência foi solicitada pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Francisco Praciano (PT-AM).
Ainda não há data prevista para a próxima audiência.
Da Redação/SR

http://esquerdopata.blogspot.com/

http://blogdoonipresente.blogspot.com/2008/07/vale-pena-conferir.html

agosto 4, 2008

Propinas da ALSTOM a "partido no poder em SP" ( Ah!, lembrei: o PSDB!! ) será tema de Audiência na Câmara Federal!!

Agência Câmara, 01/08/08
Audiência debaterá denúncias contra a Alstom
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio promove na próxima quarta-feira (6) audiência pública para debater os contratos firmados pela empresa francesa Alstom, que atua nos setores de energia e transportes (trens de alta velocidade, bondes, metrôs). A empresa é suspeita de pagar propina para obter contratos com empresas públicas no Brasil, principalmente em São Paulo, e em outras partes do mundo. A audiência foi solicitada pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Francisco Praciano (PT-AM).
A Alstom é acusada de pagar US$ 6,8 milhões em propinas para ganhar licitação de um contrato de US$ 45 milhões no Metrô de São Paulo e contratos da empresa com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), e com as estatais Eletronorte, Eletrosul e Furnas. As informações foram divulgadas em matéria publicada pelo The Wall Street Journal e reproduzidas no jornal Valor Econômico, no dia 6 de maio.
Entre os convidados estão o presidente da Alston no Brasil, Aloísio Vasconcelos; o procurador do Ministério Público de São Paulo Antonio Silvio Marques; o procurador do Ministério Público Federal Rodrigo de Grandis; e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
Audiência
Os autores do requerimento avaliam que a realização da audiência pública é um avanço para a comissão, apesar da resistência de parlamentares do DEM e PSDB, que votaram contra, e diante do fato da Assembléia Legislativa de São Paulo não querer debater o assunto, já que todos os pedidos de informações e requerimentos foram rejeitados naquela Casa. A Assembléia arquivou, no fim de maio, uma CPI que investigava possíveis irregularidades no processo de privatização da Eletropaulo (estatal paulista de energia). A Alstom era acusada de pagar propinas para obter vantagens nos contratos firmados. No entanto, a empresa não foi citada no relatório final da CPI.Para Valente e Praciano, o debate será “esclarecedor”, pois as denúncias revelam uma lógica recorrente em grandes empresas multinacionais, que é a de usar de práticas de corrupção para facilitar a viabilização de contratos com empresas estatais. “São denúncias sérias, de corrupção, que envolvem mais de 7 estatais paulistas e o processo de privatizações em São Paulo, além de estatais federais como a Eletronorte, Eletrosul e Furnas”.
Documentos
Ivan Valente solicitou ao TCE-SP acesso aos contratos da empresa, assinados desde 1990, com o Metrô e também com outras empresas públicas vinculadas ao governo paulista. O parlamentar requisitou ainda que o Ministério da Justiça informe detalhadamente a Câmara dos Deputados sobre as investigações da Polícia Federal sobre as negociações da Alstom com empresas públicas brasileiras, sejam as vinculadas à União ou aos estados.
O presidente da comissão, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), afirmou que pretende recolher informações para poder apurar melhor o caso. “Estamos dando uma oportunidade de explicação à empresa, essa é nossa contribuição para esclarecer essa situação”, disse.
A audiência está prevista para as 10 horas, no plenário 5.

julho 30, 2008

Registros da Alstom revelam tabela de suborno a tucanos

Mesmo constrangidos somos obrigados a informar
Memorando da Alstom documenta partilha do suborno a PSDB de SP
Hora do Povo, 30.07.08
Esquemas no Partido, TCE e Secretaria Estadual de Energia levavam por fora 7,5% do valor do contrato
Em comunicado enviado por Andre Botto, diretor da Cegelec – subsidiária da Alstom – na França, para um superior de nome M. Chamussy, em 23 de setembro de 1997, afirma que o suborno pago pela empresa para obter um contrato de R$ 110 milhões da Eletropaulo seria dividido entre “as finanças do partido no poder [PSDB]”, “o tribunal de contas [TCE]” e “a Secretaria de Energia [de São Paulo]”. “Se trata da remuneração para o governo local. Ela está sendo negociada via um ex-secretário do governador (RM)”, relata.
Registros da Alstom revelam tabela de suborno a tucanos
De acordo com planilha do PSDB, era do atual secretário de Subprefeiturasde São Paulo, Andrea Matarazzo, a missão de recolher o dinheiro em 98
“As finanças do partido no poder [PSDB]”, “o tribunal de contas [TCE]” e “a Secretaria de Energia [de São Paulo]”. Segundo a correspondência de executivos da Alstom apreendida por autoridades da Suíça, estes órgãos não eram apenas os locais em que alguns tucanos batiam o ponto, mas também o endereço final do suborno pago pela multinacional francesa para obter alguns contratos do Estado.
Os detalhes da operação foram descritos num comunicado enviado por Andre Botto, diretor da Cegelec – subsidiária da Alstom – na França, para um cidadão de nome M. Chamussy. Escrito em 23 de setembro de 1997, o documento se refere a um contrato de R$ 110 milhões a ser firmado com a Eletropaulo. Nele, Botto informa que o suborno foi acertado num “patamar de 7,5 (%)”. “Se trata da remuneração para o governo local. Ela está sendo negociada via um ex-secretário do governador (RM)”. De acordo com as investigações, “RM” é Robson Marinho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Depois de coordenar a campanha eleitoral de Covas em 1994, ele foi chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a abril de 1997.
Cabia a “RM”, neste caso, segundo a correspondência, distribuir a quantia entre o partido, o Tribunal de Contas do Estado e também à Secretaria de Estado de Energia.
O mesmo sistema de comunicação foi utilizado pelos executivos para tratar de outro contrato da Alstom com o governo tucano, desta vez com a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE). Trata-se de um aditivo no contrato de cerca de R$ 100 milhões para o fornecimento de equipamentos às subestações Aclimação e Miguel Reale, no Cambuci. Como o primeiro comunicado, este também foi apreendido pelas autoridades suíças.
Embora não discrimine os órgãos, o recente memorando apresenta um novo percentual a ser cobrado, configurando uma espécie de tabela que diferenciava o preço do suborno para contratos e para aditivos.
No contrato da EPTE, os órgãos são substituídos pelas iniciais dos nomes dos envolvidos. O primeiro é um elemento denominado “Neves”. Ao lado deste nome, consta o percentual de “8,5%”, juntamente com a palavra “fait”, “feito” em português. Em seguida, surge a sigla Splendor (1% “fait”) e depois “C.M.”, com 7%, mas sem a rubrica de “feito”. A Splendor foi identificada pelas autoridades francesas como a empresa que intermediou o pagamento da propina. Seu serviço, 1% do valor do contrato.
Segundo suspeitam os promotores brasileiros que investigam o caso, “C.M.” seria Claudio Luiz Petrechen Mendes, um intermediário entre a empresa e o governo do Estado, que chegou a ter seu percentual questionado pelo executivo da Alstom. “Eu não posso dar “ok” para uma pessoa que eu não conheço e da qual eu jamais ouvi falar”, revela outro trecho do bilhete, possivelmente uma resposta escrita por Chamussy.
O total de suborno no aditamento ficaria em 16,5%. “CM” e “Splendor” foram facilmente identificados. “Neves” continua sendo o enigma. Para decifrá-lo, segundo os investigadores brasileiros, é preciso apurar até onde foi a participação do vereador Tião Farias (PSDB), que além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.
Não por acaso as correspondências dos executivos da Alstom são consideradas, tanto pelas autoridades suíças e francesas como pelas brasileiras, peças fundamentais para decifrar o modus operandi do esquema Alstom/PSDB. Além de revelado-res, os memorandos podem ajudar a identificar os mecanismos utilizados em outros casos. Afinal, não foram só dois contratos, mas dezenas.
Segundo a bancada do PT na Assembléia, a empresa firmou 139 contratos com o governo estadual, no período de 1989 a 2007, num total de R$ 7,6 bilhões. De 1993 a 2003, período em que as polícias da França e Suíça investigam, foram firmados 96 contratos que somam R$ 5,2 bilhões. Os contratos são com as empresas Metrô, CESP, Força e Luz, CPTM, CTEEP, Dersa, Eletropaulo, Emae, Prodesp e Sabesp. A maioria foi firmada na gestão do ex- governador Geraldo Alckmin. No entanto, o atual governador José Serra, não só manteve contratos com a Alstom, vigentes há 20 anos, como fez aditivos no valor de R$ 2 bilhões.
E os valores pagos em suborno variavam de acordo com a modalidade. Partia de 7,5%, podendo chegar a 30%, segundo revelou um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom no Brasil em entrevista ao jornal “Estado de São Paulo”.
A forma como estes recursos, desviados dos cofres públicos, alimentavam “as finanças” do PSDB, ou as contas bancárias de pessoas ligadas ao esquema, é a segunda etapa da investigação. Uma pista surgiu na semana passada: a lista do caixa 2 da campanha de Fernando Henrique em 1998. Elaborada por Luiz Carlos Bresser Pereira, então tesoureiro de FHC, a lista diz que caberia ao atual secretário de Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), então secretário de Energia do Estado, a responsabilidade de colher a contribuição de duas empresas do grupo francês Alstom, a Cegelec e a ABB, para o caixa 2.

junho 2, 2008

Quem fez o quê e aonde? Estadão "noticia" caso Alstom na capa sem, entretanto, citar personagens como "PSDB", "governo Covas", "tucanos de SP", etc

Supressão é a palavra. Conforme observado por PHA, em São Paulo – capital – não existe uma avenida com o nome de Getúlio Vargas.
O Estadão, zeloso e parcimonioso quando se trata de ocultar os ilícitos tucanos da melhor forma que puder, tascou na capa ( vejam bem: muita gente lê apenas a capa dos jornais, as manchetes e destaques, e só, e passa a considerar o que leu como “informação”; portanto, a capa de um jornal e suas manchetes têm um poder de convencimento e persuassão muito fortes; não é segredo nenhum ) um pequeno bloco noticioso com o título “Identificado esquema que pagou propinas da Alstom” e, abaixo, “Corrupção favoreceria políticos de SP”. Mmmm.
Políticos de São Paulo? Vanessa Damo, do PV, é política, e tem sua base no município paulista de Mauá. Serve ela? Claro que não, eu coloquei o nome dela, só para ilustrar.
Fernando Henrique Cardoso, que tal? É político e sua carreira desenvolveu-se aqui no estado.
Celso Daniel? Emerson Kapaz? Rui da Costa Pimenta? Orestes Quércia? Todos de São Paulo, e todos políticos.
É. O Estadão não ajudou muito nessa. Vejamos se o jornal dá mais detalhes: “(… ) repassou propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001, em troca da assinatura de contratos em São Paulo (…)”.
De “repassou” a “2001″, na primeira sentença, fomos informados que “autoridades e políticos paulistas receberam propinas entre 1998 e 2001″. Quais autoridades? Não aparece. Pode ser qualquer autoridade? Algum coronel da polícia? Algum delegado da Polícia Civil? Uma autoridade de que tipo? Por exemplo, o Papa é a autoridade máxima da Igreja Católica. Meio vago, Estadão.
Que mais? Ah, lembrei: “(…) autoridades E políticos (…)”?
Então há autoridades envolvidas nesse esquema que não sejam políticos? Ah, entendi.
Entre 1998 e 2001, foi dito, ocorreram estes pagamentos. Covas faleceu em 2000 ou 2001. Um político – e paulista – que se dava bem com o ex-governador, é justamente o Paulinho da Força. Teria ele, Paulinho, recebido uma grana da Alstom, em troca de assinatura de contratos em São Paulo? Ou Covas? Ou ambos?
A segunda sentença também não esclarece nada: “(…) em troca de assinaturas de contratos em São Paulo (…)”.
Fala a verdade: essa frase não sugere que algo comprometedor tivesse acontecido, apenas que contratos foram assinados, e em São Paulo. Apenas mostra em que unidade da federação isso ocorreu, e só. Geografia.
Mas que tipo de contratos e com quem?
Digamos que eu seja a Alstom. Aí, eu quero uma coisa e, para conseguí-la, eu devo contatar as pessoas que poderiam me dar o que eu quero. Eu, “Alstom”, vou falar com quem? Como o meu ramo de negócios frequentemente envolve governos – e estes compram certas coisas que eu produzo e vendo, para colocar nos lugares em que governo é quem decide -, óbvio que vou falar com “o governo”. Pois quem não está no governo não tem poder para decidir nada.
Comedidamente, o Estadão evitou, delicadamente, dizer quem teria algo a negociar com a Alstom. Apresentado dessa forma, fica parecendo a sacada do filme “Sexto Sentido”: a empresa acha que está firmando um contrato, normalmente. Manda um representante para São Paulo, com plena legitimidade para assinar os papéis. Só que a outra parte, doravante denominada neste post “a contratante”, só existe em sua imaginação. Como lhe foi conferida uma missão ( que acabou frustrada, por ausência de parte interessada ) o representante, acometido de delírios, passa a distribuir dinheiro da empresa, a autoridades e políticos sem nome e face, e que só aparecem para ele. Só ele as vê.
Sem brincadeira: as que as únicas “autoridades e políticos”, “paulistas” com quem a Alstom poderia e desejaria conversar, entre 1998 e 2001, pertenceriam ao “Governo do Estado de São Paulo”!!
Tá vendo? Já dei um nome ao monstro que assina contratos com a Alstom. Agora vamos esperar que o investigativo Estadão descubra se existiu alguma ilegalidade nesses negócios aí e, em caso positivo, nos diga ( detalhadamente ) quem recebeu, já que nós já sabemos – pelo Estadão – quem pagou.
MAS NÃO É SÓ O ESTADÃO…
Rabo preso com os tucanos
Chico Villela
NOVAE
O recente texto “O fim do ombudsman na Folha” é iniciado com esta afirmação: “A decadência do jornal Folha de S. Paulo é irreversível. Em texto anterior, ‘A III Word War e a mídia’, resenhei algumas das suas matérias sobre temas internacionais e destaquei procedimentos jornalísticos indignos por parte da Folha. O mais evidente, de uns anos para cá, tem sido a desproporcional cobertura dedicada aos erros e desmandos do governo Lula e aliados e a blindagem vergonhosa às ações ominosas e censuráveis de FHCs, Serras, Virgílios, Alckmins, Aécios e similares e seus aliados e partidos.”
Na edição de 25 de maio, o ombudsman da Folha publicou em sua coluna semanal de domingo ( que a partir da sua posse é a sua única manifestação pública ), sob o título “O Caso Alstom”: “Em 6 de maio, o ‘Valor’ revelou, com reportagem do ‘Wall Street Journal’, que a multinacional Alstom é investigada por denúncias de corrupção em negócios com o governo do Estado de São Paulo. Tenho cobrado na crítica interna e nesta coluna que a Folha melhore na cobertura do caso.
Além de poucas notas em colunas, o jornal publicou oito textos sobre o assunto. Em vários, não disse que as empresas envolvidas ( como Metrô ) são estatais. Em nenhum, ouviu ou disse ter tentado ouvir o governador José Serra ou os secretários de Estado a que estão subordinadas as empresas.
Em 16 de maio, mencionou que o PT fez uma pesquisa no site do Tribunal de Contas do Estado, segundo a qual há 139 contratos no valor de R$ 7,6 bilhões entre o governo estadual e a Alstom. Mas o próprio jornal não fez pesquisa nenhuma.
A Folha não se pronunciou em editorial sobre o tema e, exceto na coluna de Elio Gaspari ( 11 de maio ), não deu uma análise das conseqüências políticas do tema, coisa que até o ‘Wall Street Journal’ já fez.”
Conclusão: a blindagem é de tal forma vergonhosa que até mesmo o conservador sr. da Silva, ombudsman conveniente à direção do jornal, é forçado a reconhecer e manifestar-se.
Faltou dizer que a Alstom esta sendo investigada na Europa por múltiplas ações de corrupção em vários países, e que no Brasil foram detectados R$ 8,6 milhões em propinas que teriam ido, ao menos em parte, para o caixa de um partido político. Qual? A Folha pensa que é possível esconder o segredo. Como escondeu ao máximo o escândalo do propinoduto do PSDB, anterior ao do mensalão do PT, que, este sim, ficou meses sem conta nas manchetes. Imagine o leitor a enxurrada de matérias que estaria rolando se o partido subornado pela Alstom fosse o PT. Antigo slogan da Folha de S. Paulo: ‘um jornal de rabo preso com o leitor’. Visto de hoje, é apenas engraçado. As coberturas, com esse modelo desonesto de pesos e medidas, terminam distorcendo e omitindo fatos. Um exemplo recente é o caso do dossiê das despesas de FHC, vazado da Casa Civil de Dilma Roussef, potencial candidata à sucessão de Lula, que tem sua figura diariamente martelada no noticiário, com direito até a fotos em poses ridículas.
A risível oposição vem movendo montanhas para investigar o caso. Mas o jornal nunca destacou a intrigante outra ponta do fio, o envolvimento de membros do partido de FHC na obtenção e divulgação, na lata de lixo chamada Veja, de um dossiê que atinge o ex-presidente como um tapa na cara, além de respingar também em sua esposa. Há mais coisas entre o céu e a terra do que mostra a vã reportagem da Folha.
Chico Villela é editor e escritor
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