ENCALHE

junho 25, 2008

A triste morte de Lúpulo, o craque

Lembram do Lúpulo? Meia habilidoso, jogava e chutava com as duas. Era meio baixinho, mas quase sempre se saía bem na disputa pelo alto. Boa impulsão.
Seu nome de batismo era Luís Puccini Lopes ( daí veio “Lúpulo”, uma espécie de anagrama ) e foi descoberto num time amador do interior do Estado – grande celeiro de craques deste Brasil – por um velho técnico, já quase aposentado. Trazido para a Capital, estreou no profissional com 16 anos. Foi dele o gol, aos 45 do segundo tempo, que acabou com a fila de 27 anos que seu time então enfrentava. Devido a sua idade, o técnico da Seleção achou melhor não chamá-lo para disputar a Copa daquele ano. Demos azar e a amarelinha caiu na primeira fase, num grupo que tinha Escócia, Costa Rica e Irã. Ficamos em quarto lugar.
Mas a mídia já fazia planos para o futuro. Com a nova leva de jogadores, encabeçada pelo cracão Lúpulo, essa Copa seria devidamente esquecida pela torcida brasileira. Só mais quatro anos de espera.
Então , a vida seguiu. No campeonato estadual, Lúpulo foi o grande destaque do time, que faturou o bi. O primeiro da história do clube.
Só que a mão-boba do mercado não perdoa. No campeonato nacional, o time não disporia de sua estrela. Foi negociado com um time do Rio. E foram glórias e glórias, até que Lúpulo saiu para o Exterior. Ganhou mais uma legião de fãs.
Na temporada que precedia a Copa, Lúpulo, de volta ao Brasil – pois não gostou do clima europeu – disputava o campeonato paulista quando machucou-se. Nada sério, mas os açougueiros do departamento médico ferraram com seu joelho, e ele ficou parado mais tempo do que o previsto.
Todos o dias ia até o clube, fazia leves exercícios, andava em volta do campo, tentava dar uns piques e parava, pois doía demais. E o tempo passava…
O pai de Lúpulo morrera cêdo. Cirrose, devido ao altíssimo consumo de álcool. A mãe de Lúpulo morrera também, antes do pai, só que num acidente de automóvel. O carro em que viajava era conduzido pelo pai de Lúpulo. O condutor, aliás, dirigia em estado deplorável de embriaguez.
Vamos pular a parte triste.
Um dia, para combater o tédio, Lúpulo entrou num bar e pediu uma cerveja. Estava calor. Os rostos jovens e lindos dos e das modelos, que adornavam um cartaz publicitário de conhecida marca de cerveja eram por demais convincentes.
Lembrou-se de sua condição de atleta. Mas estava em “férias forçadas”. E, afinal, era só uma mesmo. E foi só uma mesmo.
Tempos depois, ainda não recuperado da lesão, Lúpulo estava no boteco, e já terminara sua 4ª. ou 5ª. cerveja da manhã. Pessoas passavam, olhavam e reconheciam o craque. Alguns acenavam. Outros, entre o reverente e o curioso, se aproximavam e trocavam umas palavras. Pediam autógrafos.
Passaram-se meses, e a Copa começou e acabou. Lúpulo assistiu o torneio em casa, pela televisão. O Brasil foi vice-campeão. Perdeu a final para a surpreendente Nova-Guiné.
Os dirigentes do clube, que não os mencionei até aqui, viam seu craque desandar. Não sabiam exatamente o que ocorria. Lúpulo passava no médico, mas não parecia muito dedicado a recuperar sua forma. Junto com a lesão no joelho, uma fadiga persistente. Noites mal-dormidas, má-alimentação. Disscussões e brigas. Uma realidade completamente diferente daquela mostrada nos filmes publicitários. Torcedores cobravam do jogador que tivesse atitude. Ele disse que era adulto, e que não tinham que cuidar de sua – dele – vida. Retrucavam, diziam que o álcool estava fazendo-lhe mal e ele treplicava: “Sou adulto, e este produto é dirigido a adultos!!”
Uma noite, Lúpulo estava num bar e, já bebaço, decide ir para casa. Com certa dificuldade, pega o carro, dá a partida e segue.
Em seu caminho, reencontra o passado: sem condições de enxergar o próprio nariz, Lúpulo atropela um senhor que atravessava a rua. O homem estava na faixa e o sinal vermelho para Lúpulo. Por pouco não terminou em tragédia. Quando percebeu o vulto atravessando a rua, uma centelha de lucidez surgiu, e Lúpulo – que ia a 110 Km por hora – desviou da vítima, atingindo-a apenas de raspão.
Apavorado e ofegante, Lúpulo se desvencilha totalmente do efeito do álcool que consumira. Prontamente, aciona a polícia e o socorro, e os aguarda junto à vítima, que está bem, foi meio que um susto e alguns arranhões.
Tomado de imensa vergonha e remorso, Lúpulo confessa às autoridades que estava dirigindo embriagado, e que tinha a verdadeira noção daquilo que causara. Não se furtaria a prestar assistência à vítima, e responderia à Justiça por seu ato.
A imprensa, claro, fez uma festa. Celebridades embriagadas costumam atrair muita atenção, audiência e, claro, anunciantes. Famosa revista de fofocas conseguiu um belo – e caro – contrato de publicidade com uma marca de cerveja que costumava patrocinar festas juninas em colégios.
O episódio, de certa maneira, ajudou o jogador. Voltou a se empenhar em sua recuperação. Parou de beber. Entendeu aquilo como um sinal, uma mensagem enviada por seus pais, falecidos em situações parecidas com essa.
***
As coisas iam bem. Lúpulo havia voltado aos gramados, jogando tudo o que sabia. Seu time era líder do campeonato, com bastante folga. O jogador se encontrava noivo, com casamento marcado para breve.
Certo dia, cedinho, Lúpulo caminha por uma rua tranquila. Estava indo para o treino. Deixou o carro a algumas quadras do clube, e completava o percurso andando, para “economizar” aquecimento.
De onde não se sabe, mas surgiu um carro à toda, e pegou Lúpulo em cheio. Apesar do sinal estar vermelho para os carros, a vítima atravessando na faixa e o limite de direção naquele trecho ser de 30 km p/h ( o carro ia a 100 km p/ h ), Lúpulo foi colhido pelo veículo e morreu na hora. Como não tinha olhos na nuca, o jogador não viu o carro, que vinha de marcha-à-ré.
Os ocupantes do carro travam o seguinte diálogo:
- IHhHHhaimeudeuzz…mmmerrmãoo…óóóbrôu…V-V-vai v-v-verr como tááá ou ca…rinhaaa…
- Zuzobem…
- Eaí… … … coommé que apesssoa tá??
- Vudeu…GelAAAAAaaaadaaaa!!!
E fogem, sem dar assistência a Lúpulo.

maio 29, 2008

"Campanha de propaganda política visando a manipulação de formadores de opinião", e muquiando os propósitos: assim Bush levou os EUA ao Iraque ( ENG )

Essa imagem não aparece na matéria do Washington Post
Ex-Press Aide Writes That Bush Misled U.S. on Iraq
Washington Post
Wednesday, May 28, 2008
Former
White House press secretary Scott McClellan writes in a new memoir that the Iraq war was sold to the American people with a sophisticated “political propaganda campaign” led by President Bush and aimed at “manipulating sources of public opinion” and “downplaying the major reason for going to war.”
McClellan includes the charges in a 341-page book, “What Happened: Inside the Bush White House and Washington’s Culture of Deception,” that delivers a harsh look at the White House and the man he served for close to a decade. He describes Bush as demonstrating a “lack of inquisitiveness,” says the White House operated in “permanent campaign” mode, and admits to having been deceived by some in the president’s inner circle about the leak of a
CIA operative’s name.
The book, coming from a man who was a tight-lipped defender of administration aides and policy, is certain to give fuel to critics of the administration, and McClellan has harsh words for many of his past colleagues. He accuses former White House adviser
Karl Rove of misleading him about his role in the CIA case. He describes Secretary of State Condoleezza Rice as being deft at deflecting blame, and he calls Vice President Cheney “the magic man” who steered policy behind the scenes while leaving no fingerprints.
McClellan stops short of saying that Bush purposely lied about his reasons for invading Iraq, writing that he and his subordinates were not “employing out-and-out deception” to make their case for war in 2002.
But in a chapter titled “Selling the War,” he alleges that the administration repeatedly shaded the truth and that Bush “managed the crisis in a way that almost guaranteed that the use of force would become the only feasible option.”
“Over that summer of 2002,” he writes, “top Bush aides had outlined a strategy for carefully orchestrating the coming campaign to aggressively sell the war. . . . In the permanent campaign era, it was all about manipulating sources of public opinion to the president’s advantage.”
McClellan, once a staunch defender of the war from the podium, comes to a stark conclusion, writing, “What I do know is that war should only be waged when necessary, and the Iraq war was not necessary.”
McClellan resigned from the White House on April 19, 2006, after nearly three years as Bush’s press secretary. The departure was part of a shake-up engineered by new
Chief of Staff Joshua B. Bolten that also resulted in Rove surrendering his policy-management duties.
A White House spokeswoman declined to comment on the book, some contents of which were first disclosed by
Politico.com. The Washington Post acquired a copy of the book yesterday, in advance of its official release Monday.
Responding to a request for comment, McClellan wrote in an e-mail: “Like many Americans, I am concerned about the poisonous atmosphere in Washington. I wanted to take readers inside the White House and provide them an open and honest look at how things went off course and what can be learned from it. Hopefully in some small way it will contribute to changing Washington for the better and move us beyond the hyper-partisan environment that has permeated Washington over the past 15 years.”
The criticism of Bush in the book is striking, given that it comes from a man who followed him to Washington from Texas.
Bush is depicted as an out-of-touch leader, operating in a political bubble, who has stubbornly refused to admit mistakes. McClellan defends the president’s intellect — “Bush is plenty smart enough to be president,” he writes — but casts him as unwilling or unable to be reflective about his job.
“A more self-confident executive would be willing to acknowledge failure, to trust people’s ability to forgive those who seek redemption for mistakes and show a readiness to change,” he writes.
In another section, McClellan describes Bush as able to convince himself of his own spin and relates a phone call he overheard Bush having during the 2000 campaign, in which he said he could not remember whether he had used cocaine. “I remember thinking to myself, ‘How can that be?’ ” he writes.
The former aide describes Bush as a willing participant in treating his presidency as a permanent political campaign, run in large part by his top political adviser, Rove.
“The president had promised himself that he would accomplish what his father had failed to do by winning a second term in office,” he writes. “And that meant operating continually in campaign mode: never explaining, never apologizing, never retreating. Unfortunately, that strategy also had less justifiable repercussions: never reflecting, never reconsidering, never compromising. Especially not where Iraq was concerned.”
McClellan has some kind words for Bush, calling him “a man of personal charm, wit and enormous political skill.” He writes that the president “did not consciously set out to engage in these destructive practices. But like others before him, he chose to play the Washington game the way he found it, rather than changing the culture as he vowed to do at the outset of his campaign for the presidency.”
McClellan charges that the campaign-style focus affected Bush’s entire presidency. The ill-fated Air Force One flyover of New Orleans, after Hurricane Katrina struck the city, was conceived of by Rove, who was “thinking about the political perceptions” but ended up making Bush look “out of touch,” he writes.
He says the White House’s reaction to Katrina was more than just a public relations disaster, calling it “a failure of imagination and initiative” and the result of an administration that “let events control us.” He adds: “It was a costly blunder.”
McClellan admits to letting himself be deceived about the unmasking of CIA operative
Valerie Plame Wilson, which resulted in his relentless pounding by the White House press corps over the activities of Rove and of Cheney aide I. Lewis “Scooter” Libby in the matter.
“I could feel something fall out of me into the abyss as each reporter took a turn whacking me,” he writes of the withering criticism he received as the story played out. “It was my reputation crumbling away, bit by bit.” He also suggests that Rove and Libby may have worked behind closed doors to coordinate their stories about the Plame leak. Late last year, McClellan’s publisher released an excerpt of the book that suggested Bush had knowledge of the leak, something that won McClellan no friends in the administration.
As McClellan departed the White House, he said: “Change can be helpful, and this is a good time and good position to help bring about change. I am ready to move on.”
He choked up as he told Bush on the South Lawn, “I have given it my all, sir, and I have given you my all.”
Bush responded at the time: “He handled his assignments with class, integrity. He really represents the best of his family, our state and our country. It’s going to be hard to replace Scott.”

dezembro 8, 2007

TV de Plasma na recepção e paciente morto no corredor: jornalista paranaense narra noite do terror em posto de saúde de prefeitura tucana de Curitiba!

Triste crônica do sistema de saúde de Curitiba
Sábado, 10 horas da manhã. A caminho da Biblioteca Pública do Paraná vejo um anúncio da Prefeitura de Curitiba: “Nunca se viu tanta melhoria na saúde”. Domingo, pouco mais das 23 horas. Última olhada para ver se a filha está dormindo. Preocupação normal de pai. De repente, a surpresa: uma mancha vermelha na perna da menina com uma perfuração típica de uma picada de inseto. Um pernilongo? Um “borrachudo”? Uma aranha? O que fazer? Minha mulher telefona para um hospital.
“Casos de picada de aranha só podem ser tratados em posto de saúde”, explica para ela a recepcionista.
“Está tudo bem. Um anúncio da prefeitura diz que o sistema de saúde da cidade está mil maravilhas”, tento tranqüilizar a mãe.
Acordamos a pequena. Explicamos que teremos de ir ao posto de saúde. Meio sonolenta, ela sorri. Lá vamos nós.
Unidade de Saúde do bairro Fazendinha, pouco antes da meia-noite: tudo muito higiênico, tevê plasma na sala de recepção e móveis novos. “Olha, mudou mesmo”, comento. Minutos depois do infeliz comentário começa o sofrimento. Somos encaminhados para uma sala onde mais de 20 crianças, acompanhadas de seus pais, esperam consulta. Alguns estão alí há mais de cinco horas.
Meia noite: a única pediatra do posto vai embora. Agora, restam dois médicos para atender todos os pacientes, adultos e crianças.
Uma da manhã: um paciente adulto morre. Uma funcionária reclama: “Falta gente para atender, não damos conta do serviço”.
Duas da manhã: pais e mães, abatidos da longa e agonizante espera, desistem e levam seus filhos doentes de volta para casa. Há reclamações, revolta.
Três da madrugada: uma mãe com uma criança em estado febril e vomitando anda de um lado para o outro, desesperada, impaciente.
Três e meia da madrugada: finalmente somos chamados. A médica, uma simpática e atenciosa senhora, examina nossa filha. “Não foi aranha”, diagnostica. Quatro da madrugada: podemos ir embora. Ainda olho para trás para ver todas aquelas pessoas sofridas. Crianças dormindo nas cadeiras de plástico, pais esgotados e desesperados. “Sorte que não está fazendo frio”, penso.
Sorte? No caminho para casa, entre uma parada e outra nos sinaleiros, o questionamento: “A essa hora, o prefeito Beto Richa deve estar dormindo confortavelmente no seu apartamento de luxo no bairro “chic” Ecoville. Daqui a pouco, certamente a empregada irá até à panificadora que fica em frente do prédio. Comprará pão que acabou de sair do forno para ele tomar seu nutritivo café da manhã. Depois, o motorista da Prefeitura, pago com dinheiro público, o levará até o gabinete, onde ele planejará mais uma propaganda para divulgar o triste sistema de saúde da cidade”.
Célio Martins
Certas Palavras/ Gazeta do Povo Online
06/12/07
Mais:
Site do Dr. Rosinha

julho 31, 2007

O CATA-MILHO fazendo propaganda gratuita: Veja o portfólio do Escritório de Comunicação Lu Fernandes

Filed under: Lu Fernandes, mídia tucana, propaganda — Humberto @ 10:53 pm
LINK AQUI
Criação e produção editorial de house-organ para a CDHU.
CDHU
Um processo de revitalização transformou a CDHU em 2001. Responsável pelo maior programa habitacional já realizado no Brasil, a companhia passou boa parte de sua vida mais preocupada em produzir obras do que em construir uma imagem institucional sólida. Um período de grande turbulência apontou a necessidade de a corporação rever esta posição. Realizada pelo Escritório de Comunicação, uma consultoria traçou as diretrizes para a companhia mudar radicalmente sua imagem corporativa. O trabalhou idealizou ações e posturas para transformar desde a comunicação interna e externa da companhia até mudar o relacionamento com mutuários, parceiros, prefeitos, associações de moradores e a comunidade. O primeiro passo foi reformular a política do setor de comunicação. Um comando único começou a estabelecer metas comuns aos subsestores envolvidos na comunicação – assessoria de imprensa, eventos, publicidade e propaganda, publicações – para divulgar com rapidez e uniformidade as realizações da empresa. Usando com eficácia todos os meios disponíveis, o setor passou a aproveitar o potencial de cada ação, etapa e programa. Simultaneamente, a companhia instituiu um Comitê de Comunicação formado por representantes de todas as diretorias para identificar demandas, sugerir ações e mobilizar a atividade de cada gerência, formatar grandes eventos como sorteios, entregas de chaves, lançamentos de programas. Ao investir na comunicação interna, o Escritório lançou o jornal “CDHU Gente” para integrar os funcionários da empresa e o fac-símile semanal “Movimento Regional” para disseminar informações sobre as ações dos escritórios regionais da companhia espalhados pelo Estado. Paralelamente, a companhia passou a fazer seminários e palestras para melhorar a capacitação de seu corpo funcional.O setor de comunicação começou a padronizar e produzir material de divulgação e apoio pedagógico – publicações, vídeos, folders, folhetos, cartilhas – para tornar mais freqüente e produtiva a relação da empresa com seus públicos. Dentro deste espírito, a CDHU lançou campanhas de mobilização estadual. Dirigida a 13 mil família, a primeira divulgou a quitação da casa própria para mutuários com contratos vinculados ao Fundo de Compensação das Variações Salariais. Já a segunda campanha foi mais ampla: divulgou as vantagens para 100 mil mutuários inadimplentes regularizem a situação de suas prestações junto à CDHU.
1ª Virada Cultural - Secretaria Municipal de Cultura
Com apenas 15 dias para planejar a divulgação, o Escritório de Comunicação assumiu em outubro a divulgação da 1a Virada Cultural de São Paulo. Montamos uma Central de Imprensa no Escritório e conseguimos resultados expressivos de exposição na mídia – mais de três horas de inserção em noticiários de TV e de mais de 250 notícias impressas (inclusive matérias de até duas páginas como no caso de O Estado de SP e Folha), além de 4 horas e 30 minutos de cobertura nas emissoras de rádio e outras 354 menções em sites, em apenas quatro dias, nosso trabalho envolveu várias atividades. A análise de mídia, por tipo de veículo, nos remete a inserções que, em termos de espaço pago, representariam investimentos de mais de R$ 20 milhões. Para coroar o trabalho de divulgação, a Virada foi assunto do Bom Dia São Paulo e do Bom Dia Brasil, da TV Globo, no dia seguinte.Outro ponto altamente positivo foi o site da Virada, com releases e notas on-line durante as 24 horas de programação, servindo de pauta e material para jornais, revistas, rádios, sites e tevês.
2ª Virada Cultural - Secretaria Municipal de Cultura
A divulgação da segunda edição do evento, realizada nos dias 20 e 21 de maio bateu recordes de exposição na mídia nos principais veículos de todo País, mesmo passando por um período complicado com os primeiros ataques do PCC em São Paulo. Foi essencial reverter a situação de medo, garantir que o evento aconteceria e colocar a mídia ao nosso lado. Com resultados expressivos de exposição na mídia – mais de 800 notícias impressas (matérias nos principais jornais do País, inclusive de páginas) e sites, destaque para edições caprichadas de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, além dos dez motivos da ir à Virada publicados pela Revista Veja São Paulo. Durante a divulgação preparamos mais de 50 releases diferenciados e inúmeras sugestões de pautas que foram enviados de acordo com o interesse por mailing e veículo, procurando atender aos interesses de várias editorias e manter noticiário da Virada. Durante o evento colocamos online no site 106 destaques, inclusive durante a madrugada.A Virada foi assunto de vários telejornais e programas das principais emissoras de tevê e destaque no Bom Dia São Paulo no dia seguinte ao evento, com entrevista ao vivo do secretário de Cultura. Os resultados em todas as mídias – impressa e eletrônica – superaram as expectativas mais uma vez, inclusive com o apoio da mídia à decisão corajosa dos organizadores em manter o evento. De modo geral, a mídia não se limitou à cobertura do evento em si, com forte veiculação antes e depois de sua realização.

abril 27, 2007

Eu quero ter um milhão de amigos e cada um me dá um Real!!!

Filed under: capitalismo, fordismo, propaganda, religião, trânsito — Humberto @ 3:11 am
Alguém aí, que nos acompanha há décadas, sabe que uma das coisas das quais sou inimigo fidagal, esse algo é o automóvel. Acho que já demonstrei meus motivos.
Esta semana, a edição de Carta Capital nos traz um belíssimo ensaio de Antonio Luiz M. Costa, em que mostra, breve mas profundamente, o histórico da dependência do homem urbano moderno pelo automóvel, fator principal também pelo desenvolvimento do modo de produção em massa, a partir do que se veio chamar “fordismo”.
Falei certo, será?
Continuando…
Bem, no artigo, compara-se o automóvel a um deus a quem nos oferecemos em sacrifício, questiona a aparente “aceitação” social das cifras de milhares de acidentados e mortos em decorrência do trânsito e ( tá na rede !!!) ainda questiona a suposta superioridade do carro, na questão comparativa com outros meios de transporte, quanto à sua real serventia e utilidade, pelo que se propõe conquistar a seu proprietário, mas não cumpre: mobilidade, beleza, macheza, modernidade, superioridade social, essas merdas que a propaganda mostra. Mas não saõ os únicos pontos discutidos. Clique no link e leia na íntegra.
Vou fazer um raciocínio:
Carros andam mais e melhor;
Quem tem carro, chega mais cedo do que quem vai de ônibus;
As pessoas, cansadas do transporte público, compram carros para conseguir chegar mais cedo e rápido no destino;
Logo, a solução para o trânsito é termos mais carros circulando nas ruas, pois:
mais carro, menos trânsito

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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