ENCALHE

maio 31, 2009

"Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente", por Chicão Dois Passos

Sábado, 30 de Maio de 2009
Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente
Preste atenção nesta notícia da Agência Estado:
“O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado nesta sexta-feira (29) por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras”. “Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de “ditador” pelos manifestantes. Em resposta aos gritos – de “ditador, ditador” -, Serra ironizava: “Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e ‘partidecos’. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de ‘trololó’”, disse Serra”.
“Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores”, acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp)”. “Os professores querem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira”.
Desde 2006 os professores estaduais não recebem nem o “aumento” referente a inflação acumulada. É muito tempo.
Imagine se fosse você?
Isto significa que o salário dos professores de São Paulo está ficando cada dia mais DEFASADO.
A diferença entre o que o governo do estado paga e a cidade de Valinhos, SP, paga chega a ser MAIS QUE O DOBRO. Alguns anos atrás não chegava a tanto.
A questão é política: quanto mais economiza com a NÃO educação, mais sobra para obras. Nesta visão política mesquinha nada vale manter ou reformar escolas, nem vale nada pagar condignamente os professores. O que vale é fazer uma ponte, com muita propaganda. Na saúde é a mesma coisa. Os hospitais estaduais que JÁ EXISTEM estão sendo sucateados MAIS AINDA. Há pouquíssimo investimento no que já existe. Equipamento médicos destes hospitais ou estão quebrados ou demoram uma eternidade para serem consertados. Bons e experientes profissionais pedem demissão e são contratados recém-formados, com isto o nível cai.
Voltando para a educação: quando o governo do estado NÃO contrata professores (dizem: vamos, contratar – sempre no futuro, esperando chegar o finalzinho da gestão) ele ECONOMIZA muito dinheiro. Um professor é barato. Dezenas de milhares de professores É CARO. Além de caros, contratar dezenas de milhares de professores impacta as estatísticas conservadoras que apregoam que deve haver poucos funcionários públicos. Eles, os conservadores, até elogiam o FHC por ter deixado milhões de adolescentes e universitários sem aulas POR ANOS. Esta situação política péssima é avalizada por grandes parcelas da classe média. São pessoas que repetem o discurso conservador e jogam pedras em quem contrata professores e tecem loas a que tem uma “ótima estatística”.Portanto, o dinheiro economizado da NÃO contratação de professores e NÃO reajuste de salário dos professores pelo governo do estado, servem para colocar um pouco mais de concreto no nosso estado. ( Economizando com a NÃO educação ) Enquanto isto a educação de São Paulo, que é o ESSENCIAL, fica relegada à um conjunto de ESCÂNDALOS que parece não ter fim.
E o futuro do Brasil se dissolve na sacanagens de políticos e na falta de consciência da população.
PS: Estive pensando: se os professores não tiveram nem a reposição da inflação e os médicos e enfermeiros tiveram aumentos medíocre, quais categorias tiveram grandes aumentos salariais para a folha de pagamento do governo ter subido 25%.
Da Folha de SP: “Candidato mais bem colocado nas pesquisas à sucessão de Lula, o tucano José Serra responde por um aumento de 25% da folha paulista até o ano passado, praticamente empatado com os 26,2% do petista. No governo mineiro, do também potencial candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves, a alta é de 33,2%

maio 10, 2009

Propaganda subliminar tucana em apostila dos professores? Aí já é demais, heim?

Propaganda subliminar tucana
Na Imprensa
IG – Educação e Vestibular
Bandeira de São Paulo vira um tucano em apostilha de professores
Ao apresentar diversos “erros” em sua composição gráfica, o Caderno do Aluno das escolas de São Paulo têm provocado severas críticas ao governo local, porém, os erros vão além.
Entregue anteriormente, o Caderno do Professor, entre outros estranhamentos, traz na capa um detalhe no mínimo curioso, que chamou a atenção de vários professores da rede: em forma de origami, a bandeira do estado – logomarca do governo paulista – ganha um contorno que se assemelha em muito a um tucano. Até aí, nada demais, não fosse o fato de esse famoso pássaro da flora brasileira representar simbolicamente um partido político brasileiro.
Extraído do site da Apeoesp.

( Enviado a este blog por uma pessoa que se identificou como “Gizella Quadros Negrão, Professora”. Eu não consegui descolar a tal imagem para conferir se é verdade ou paranóia – salutarmente justificável, diga-se de passagem… )

abril 22, 2009

Para eDITORA aBRIL, professor bom é aquele que leva FUNK CARIOCA para a sala de aula!

Bom, essa história eu li numa revista estilo “Eu casei com o namorado da minha filha”, chamada Sou+Eu, da editora aBRIL. Essa revista, de apelo popular-feminino tem o costume de pagar pelas histórias que as pessoas enviam, desde algo curioso, até algo como uma simples receita, além de casos “picantes” de suas leitoras. E essa história “Ensino matemática como funk” parece que ganhou R$ 200 pilas, sendo publicada nas páginas desta publicação, mas com a menção ao “Educar para crescer”, uma “iniciativa educacional” da editora aBRIL. E, afim de não ter de copiar da revista, descobri que o site do “Educar…” tem o tal texto. Só que não está como na revista. Foi limada a parte, por exemplo, em que a mestra narra o seguinte:
” ( … ) Subi nas cadeiras e cantei com eles. A animação foi tanta que esqueci que a sala da coordenadora pedagógica ficava embaixo da nossa! De repente, ouço a coordenadora: ‘Cadê a professora desta classe?’. E eu EM CIMA DA CADEIRA COM AS MÃOS NOS JOELHOS…Depois, ela disse que tinha adorado! ( … )”
Entendam o que quiserem. Esse tipo de “iniciativa” é boa, por parte da professora? Se uma professora quiser ensinar, Ciências, por exemplo, o “buraco negro”, talvez já tenha encontrado a fórmula para fazer a “galera” ficar ligada nos ensinamentos. Os alunos poderão fazer aulas em casa sobre isso e aprenderão até Biologia, por tabela.

PEDAGOGIA
Ensino matemática com funk
Rute percebeu que os alunos gostavam do ritmo e, então, passou a criar músicas para ajudá-los a decorar fórmulas
A professora de matemática tentou várias técnicas para ajudar os alunos com fórmulas, inclusive a de colar cartazes na sala, antes de finalmente inventar o funk
A professora Rute Correa Cardua, 30 anos, sempre tentou criar novas técnicas para ajudar os alunos da 8ª série a decorarem fórmulas matemáticas. Ela fazia cartazes, prova oral e até poesia, mas todo esse esforço era em vão. Então, passou a prestar atenção no comportamento dos adolescentes e percebeu que eles se interessavam por música. Mas não era qualquer música: andavam com walkman ou tocadores de MP3 ouvindo funk pela escola. Rute não pensou duas vezes e criou o Funk da Equação do Segundo Grau – mais conhecido como Bhaskara – usando o ritmo da música Glamurosa, do MC Marcinho. “Tomei coragem e cantei para a classe. Foi aquela decepção… Perguntei se eles tinham gostado e responderam: ‘Ah, professora, só o refrão é bom’. Eu pensei: ótimo! O refrão era exatamente a fórmula!”, conta Rute. Ela fez da aula uma verdadeira oficina de música, onde uns cantavam e outros faziam os batuques. Quem passava pela porta, como foi o caso da coordenadora pedagógica, não entendia nada. Mas depois que ficou sabendo do que se tratava, adorou a ideia. Nos outros dias, Rute via os alunos cantando baixinho a música pra lembrar. A coisa se espalhou pela escola, e os alunos da 7ª série iam perguntar se ela ia dar aula para eles no ano seguinte. A professora percebeu que aquilo tinha dado certo e repetiu a dose. “Ver a meninada cantando as músicas me deixava realizada. O mais gratificante aconteceu ano passado, na formatura da turma. Quando me chamaram, todas as 8ªs séries cantaram, ao mesmo tempo, o funk que inventei, como homenagem. Vou levar essa experiência para todas as escolas por onde eu passar!”, completou.
Fórmula de Bhaskara (Em ritmo de Glamurosa, do MC Marcinho)
Matemática pode ser legal
Equações do segundo grau
Também podem ser legais
Se você decorar essa fórmula
Tã… tãrã… tãtã… (3 X)
Xis é igual a menos B
Raiz de delta sobre 2A (Refrão) Everybody! Xis é igual a menos B Raiz de delta sobre 2A (Refrão) E o delta? Como é?
Delta é igual a B ao quadrado Menos quatro AC
Vamos no refrão, galera!

março 15, 2009

Jornal popular publicado pela Folha, Agora mostra manchetes exultando os "FABULOSOS bônus dos professores" de SP por quase 1 semana! Sob encomenda??

Geralmente as discussões acerca do comportamento do PIG focam os grandes jornais e revistas. As últimas foram sobre a “ditabranda” ( ou a “caradura”? ) da Folha e a “fantástica fábrica de grampos” do dr. Protógenes, como “denunciou” a vEJA.
Quando digo “as discussões”, me refiro à chamada “blogosfera”.
Mas eu, pessoalmente, acho um pecado ignorar os jornais menores, ou aqueles produzidos pelas grandes empresas jornalísticas para o consumo popular. Ou nem tanto.
Até onde eu sei, o jornal que mais é vendido nas bancas de São Paulo é o “Agora SP”, do grupo Folha. Mesmo que a tiragem do jornalão passe do milhão ( eu ignoro quais são os números ), creio que a leitura se dá em todo o território nacional.
Já o Agora deve ter apenas, acredito eu, um alcance local. O custo é de um real e cincoenta centavos. Muitas das notícias são resumos condensados e mutilados de matérias já publicadas na Folha. Se também não estou enganado, os compradores habituais deste jornalzinho são os aposentados ( geralmente as matérias sobre a Seguridade Social, aposentadoria, INSS, contribuições etc dão a pauta ); também os taxistas – que antes preferiam o finado Diário Popular -, os motoboys, vigilantes. Enfim, a peãozada em geral, que prefere a abordagem informal e o preço em conta. Embora o preço dos concorrentes Diário de São Paulo e Jornal da Tarde seja o mesmo do Agora, meu consultor do mercado de publicações – vulgo “jornaleiro” – me garante que o Agora faz esses dois comerem poeira. Esse consultor me informou que vende, em média diária, 12 Agoras para cada 5 JT , 4 DSP , 5 Estados e 2 Folhas vendidos. Em resumo: o Agora vende mais que a Folha e o Estado. Chega em mais lares e pessoas. E eleitores.
Isso explica, pelo menos para mim, o porquê nesta semana, quase inteira, termos sido contemplados com capas e manchetes do Agora, exultando, de forma triunfante, o supostamente nababesco “BÔNUS DA EDUCAÇÃO PARA OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO”. Aliás, que eu saiba, nenhum jornal tratou tanto de um assunto tão delicado e controverso como o bravo Agora. Chega a ser intigante, não?
Uma conhecida me chamou a atenção: “Você viu aquele jornal, o Agora? Vê lá… É sobre o fabuloso bônus do professor!! Vai dar 8 mil…”. Diante dessa informação, fui filar um jornalzinho.
Que vergonha!! Do jeito que está lá, parece que cada professor da rede estadual de São Paulo ( é, aqueles “nota zero”… ) recebe um soldo generoso do governo Serra, mas não devolve a gentileza.
Olha só que lástima de manipulação essa daqui:
“BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES
VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770.
A Secretaria de Estado da Educação pagará o bônus aos servidores até o próximo dia 30. O cálculo do bônus é uma relação do número de resultados do Idesp ( … ), um plano de metas que cada escola tem de cumprir. Por exemplo, um dirigente regional – o cargo mais alto da carreira – que não faltou durante o ano letivo e cuja escola ultrapassou em pelo menos 20% a meta fixada pelo governo pode receber cerca de R$ 8.700. Já um professor em início de carreira com as mesmas condições deve ganhar até R$ 3.770. Se uma escola atingir a meta, seus profissionais – desde que tenham 100% de presença – terão o bônus integral. Neste caso, considerando as gratificações, o servidor receberá 2,4 salários.” ( Agora, 13.03.09 )
Alguns dos resultados dessa política de cenoura-bonificadora não estão comentados aqui: para não perder o bônus, um professor que já dá aulas em duas ou três escolas ( outra coisa que não foi, é e nem será sublinhada jamais ) comparece ao trabalho mesmo doente, pois as faltas são implacavelmente contabilizadas. Vejam mais: um professor em “início de carreira”, afirma o jornal, pode receber até R$ 3 mil e setecentos. Isso equivale a sugerir – ou induzir as pessoas a concluir isso, mas não afirmar claramente – que um professor já “macaco velho” na rede de ensino deve ganhar muito mais. O máximo que um servidor consegue, lembrem, é oito paus. Só que não é qualquer servidor, mas sim, o tal do dirigente regional. Olha a má fé da manchete: “bônus pagará “X” AOS PROFESSORES”. MENTIRA PURA. Para causar a impressão de que “os professores” chegam a receber, caso se esforcem [ não faltem, não adoeçam, não sejam espancados por alunos ] , os tais 8 mil. Esse valor não é para os docentes. Logo, “alguns servidores da Educação EXCETO, justamente, os professores” receberão 8 barão de bônus-cenoura”.
A falta, nessa notícia, de mais dados a respeito da carreira dos docentes nos leva a concluir pela opulência salarial deles. Isso não explica, porém, o porquê de vários, senão a maioria, insistir em lecionar em dois ou mais colégios.
E essa aqui:
“SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( Agora, 14,03.09 )
Não sou professor, não conheço funcionários públicos e, portanto, não domino a questão, mas das duas uma: se um professor não deu nenhuma aula, ele não deveria ser exonerado? Ou talvez haja professores que não tenham, exatamente, entre as suas atribuições, a de dar aulas. Tipo, fica destacado para atender na secretaria da escola. Mas no caso último, “não dar aula” não recebe a conotação negativa que teria, se estivéssemos falando de “professores faltosos”, coisa que o imprensalão golpista e tucano costuma explorar à exaustão.
Bom, leiam estes trechos: “( … ) Estado vai pagar adicional também a funcionário com grande número de faltas e que trabalha em escola com desempenho abaixo da meta oficial ( … )”.
ORA ESSA! Do jeito que o jornal botou aí, fica parecendo que o Serra vai rasgar dinheiro! É tão pueril essa “informação”. Você pode pegar e entender como uma denúncia [ o que, de fato , não é ]: “Prefeito petista gasta dinheiro da educação com professores sindicalizados e muito faltosos”; só que o tom é outro: “Apesar das reclamações dos sindicatos corporativistas de professores nota-zero e das viúvas do comunista Paulo Freire, governo Serra do PSDB paga bônus até para professor que falta muito, de propósito e que inventa problemas de saúde só para não comparecer à labuta”.
POR**RA! Isso é esquizofrênico. Se o cara não merece receber, não deveria receber. Desde quando a Secretaria de Educação e o governo estadual passaram a premiar faltosos e o mau desempenho e, ainda por cima, divulgar isso abertamente e jactar-se disso? Se fizer isso, merece impeachment, não?
Outra linha: “( .. ) Um professor que ganha R$ 1600 por exemplo, e apareceu para dar só 10% das aulas numa escola que cumpriu 10% da meta estadual, receberá R$ 38,40 a mais ( … )”.
[ Desabafo: Já são 3 da manhã, e nem penso direito, mas quero terminar, já que este computador é emprestado.]
Um professor que ganha “mil e seiscentos” só recebe isso CONSIDERANDO AS GRATIFICAÇÕES! Nenhum professor recebe $1.600 de salário! Não acho que exista “bônus sobre bônus”. Se recebeu, é porque não faltou, e deu aulas em mais de uma escola. Assim, é forçoso imaginar que não há “amor pela educação” que resista a tanta correria e deslocamento e que, tão óbvio isso, ele acabará faltando uma vez ou outra. Vou me informar melhor, mas parece que nem vale-transporte eles recebem.
Chega! Eu necessito de mais informações mas já esbarro em minhas limitações intelectuais e materiais. Alé disso, já estou caindo de sono. A questão é que me incomoda ver esses leitores de jornais e palpiteiros de ocasião que se conformam com as matérias de jornais claramente comprometidos. Esses leitores engolem qualquer coisa e saem por aí repetindo sem se dar ao trabalho de tentar entender minimamente o problema que surge. E só palpitam sobre as coisas que os jornais determinam. Alguém têm visto ou lido alguma coisa a respeito dos grandiosos escândalos de corrupção que surgem na Secretaria de Segurança do Serra? Pensei que a população tivesse muita preocupação com relação à segurança pública, mas não tenho visto ninguém se queixar. É como se não estivesse acontecendo nada. Ou perderam o medo.

Jornal popular publicado pela Folha, Agora mostra manchetes exultando os "FABULOSOS bônus dos professores" de SP por quase 1 semana! Sob encomenda??

Geralmente as discussões acerca do comportamento do PIG focam os grandes jornais e revistas. As últimas foram sobre a “ditabranda” ( ou a “caradura”? ) da Folha e a “fantástica fábrica de grampos” do dr. Protógenes, como “denunciou” a vEJA.
Quando digo “as discussões”, me refiro à chamada “blogosfera”.
Mas eu, pessoalmente, acho um pecado ignorar os jornais menores, ou aqueles produzidos pelas grandes empresas jornalísticas para o consumo popular. Ou nem tanto.
Até onde eu sei, o jornal que mais é vendido nas bancas de São Paulo é o “Agora SP”, do grupo Folha. Mesmo que a tiragem do jornalão passe do milhão ( eu ignoro quais são os números ), creio que a leitura se dá em todo o território nacional.
Já o Agora deve ter apenas, acredito eu, um alcance local. O custo é de um real e cincoenta centavos. Muitas das notícias são resumos condensados e mutilados de matérias já publicadas na Folha. Se também não estou enganado, os compradores habituais deste jornalzinho são os aposentados ( geralmente as matérias sobre a Seguridade Social, aposentadoria, INSS, contribuições etc dão a pauta ); também os taxistas – que antes preferiam o finado Diário Popular -, os motoboys, vigilantes. Enfim, a peãozada em geral, que prefere a abordagem informal e o preço em conta. Embora o preço dos concorrentes Diário de São Paulo e Jornal da Tarde seja o mesmo do Agora, meu consultor do mercado de publicações – vulgo “jornaleiro” – me garante que o Agora faz esses dois comerem poeira. Esse consultor me informou que vende, em média diária, 12 Agoras para cada 5 JT , 4 DSP , 5 Estados e 2 Folhas vendidos. Em resumo: o Agora vende mais que a Folha e o Estado. Chega em mais lares e pessoas. E eleitores.
Isso explica, pelo menos para mim, o porquê nesta semana, quase inteira, termos sido contemplados com capas e manchetes do Agora, exultando, de forma triunfante, o supostamente nababesco “BÔNUS DA EDUCAÇÃO PARA OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO”. Aliás, que eu saiba, nenhum jornal tratou tanto de um assunto tão delicado e controverso como o bravo Agora. Chega a ser intigante, não?
Uma conhecida me chamou a atenção: “Você viu aquele jornal, o Agora? Vê lá… É sobre o fabuloso bônus do professor!! Vai dar 8 mil…”. Diante dessa informação, fui filar um jornalzinho.
Que vergonha!! Do jeito que está lá, parece que cada professor da rede estadual de São Paulo ( é, aqueles “nota zero”… ) recebe um soldo generoso do governo Serra, mas não devolve a gentileza.
Olha só que lástima de manipulação essa daqui:
“BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES
VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770.
A Secretaria de Estado da Educação pagará o bônus aos servidores até o próximo dia 30. O cálculo do bônus é uma relação do número de resultados do Idesp ( … ), um plano de metas que cada escola tem de cumprir. Por exemplo, um dirigente regional – o cargo mais alto da carreira – que não faltou durante o ano letivo e cuja escola ultrapassou em pelo menos 20% a meta fixada pelo governo pode receber cerca de R$ 8.700. Já um professor em início de carreira com as mesmas condições deve ganhar até R$ 3.770. Se uma escola atingir a meta, seus profissionais – desde que tenham 100% de presença – terão o bônus integral. Neste caso, considerando as gratificações, o servidor receberá 2,4 salários.” ( Agora, 13.03.09 )
Alguns dos resultados dessa política de cenoura-bonificadora não estão comentados aqui: para não perder o bônus, um professor que já dá aulas em duas ou três escolas ( outra coisa que não foi, é e nem será sublinhada jamais ) comparece ao trabalho mesmo doente, pois as faltas são implacavelmente contabilizadas. Vejam mais: um professor em “início de carreira”, afirma o jornal, pode receber até R$ 3 mil e setecentos. Isso equivale a sugerir – ou induzir as pessoas a concluir isso, mas não afirmar claramente – que um professor já “macaco velho” na rede de ensino deve ganhar muito mais. O máximo que um servidor consegue, lembrem, é oito paus. Só que não é qualquer servidor, mas sim, o tal do dirigente regional. Olha a má fé da manchete: “bônus pagará “X” AOS PROFESSORES”. MENTIRA PURA. Para causar a impressão de que “os professores” chegam a receber, caso se esforcem [ não faltem, não adoeçam, não sejam espancados por alunos ] , os tais 8 mil. Esse valor não é para os docentes. Logo, “alguns servidores da Educação EXCETO, justamente, os professores” receberão 8 barão de bônus-cenoura”.
A falta, nessa notícia, de mais dados a respeito da carreira dos docentes nos leva a concluir pela opulência salarial deles. Isso não explica, porém, o porquê de vários, senão a maioria, insistir em lecionar em dois ou mais colégios.
E essa aqui:
“SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( Agora, 14,03.09 )
Não sou professor, não conheço funcionários públicos e, portanto, não domino a questão, mas das duas uma: se um professor não deu nenhuma aula, ele não deveria ser exonerado? Ou talvez haja professores que não tenham, exatamente, entre as suas atribuições, a de dar aulas. Tipo, fica destacado para atender na secretaria da escola. Mas no caso último, “não dar aula” não recebe a conotação negativa que teria, se estivéssemos falando de “professores faltosos”, coisa que o imprensalão golpista e tucano costuma explorar à exaustão.
Bom, leiam estes trechos: “( … ) Estado vai pagar adicional também a funcionário com grande número de faltas e que trabalha em escola com desempenho abaixo da meta oficial ( … )”.
ORA ESSA! Do jeito que o jornal botou aí, fica parecendo que o Serra vai rasgar dinheiro! É tão pueril essa “informação”. Você pode pegar e entender como uma denúncia [ o que, de fato , não é ]: “Prefeito petista gasta dinheiro da educação com professores sindicalizados e muito faltosos”; só que o tom é outro: “Apesar das reclamações dos sindicatos corporativistas de professores nota-zero e das viúvas do comunista Paulo Freire, governo Serra do PSDB paga bônus até para professor que falta muito, de propósito e que inventa problemas de saúde só para não comparecer à labuta”.
POR**RA! Isso é esquizofrênico. Se o cara não merece receber, não deveria receber. Desde quando a Secretaria de Educação e o governo estadual passaram a premiar faltosos e o mau desempenho e, ainda por cima, divulgar isso abertamente e jactar-se disso? Se fizer isso, merece impeachment, não?
Outra linha: “( .. ) Um professor que ganha R$ 1600 por exemplo, e apareceu para dar só 10% das aulas numa escola que cumpriu 10% da meta estadual, receberá R$ 38,40 a mais ( … )”.
[ Desabafo: Já são 3 da manhã, e nem penso direito, mas quero terminar, já que este computador é emprestado.]
Um professor que ganha “mil e seiscentos” só recebe isso CONSIDERANDO AS GRATIFICAÇÕES! Nenhum professor recebe $1.600 de salário! Não acho que exista “bônus sobre bônus”. Se recebeu, é porque não faltou, e deu aulas em mais de uma escola. Assim, é forçoso imaginar que não há “amor pela educação” que resista a tanta correria e deslocamento e que, tão óbvio isso, ele acabará faltando uma vez ou outra. Vou me informar melhor, mas parece que nem vale-transporte eles recebem.
Chega! Eu necessito de mais informações mas já esbarro em minhas limitações intelectuais e materiais. Alé disso, já estou caindo de sono. A questão é que me incomoda ver esses leitores de jornais e palpiteiros de ocasião que se conformam com as matérias de jornais claramente comprometidos. Esses leitores engolem qualquer coisa e saem por aí repetindo sem se dar ao trabalho de tentar entender minimamente o problema que surge. E só palpitam sobre as coisas que os jornais determinam. Alguém têm visto ou lido alguma coisa a respeito dos grandiosos escândalos de corrupção que surgem na Secretaria de Segurança do Serra? Pensei que a população tivesse muita preocupação com relação à segurança pública, mas não tenho visto ninguém se queixar. É como se não estivesse acontecendo nada. Ou perderam o medo.

Jornal popular publicado pela Folha, Agora mostra manchetes exultando os "FABULOSOS bônus dos professores" de SP por quase 1 semana! Sob encomenda??

Geralmente as discussões acerca do comportamento do PIG focam os grandes jornais e revistas. As últimas foram sobre a “ditabranda” ( ou a “caradura”? ) da Folha e a “fantástica fábrica de grampos” do dr. Protógenes, como “denunciou” a vEJA.
Quando digo “as discussões”, me refiro à chamada “blogosfera”.
Mas eu, pessoalmente, acho um pecado ignorar os jornais menores, ou aqueles produzidos pelas grandes empresas jornalísticas para o consumo popular. Ou nem tanto.
Até onde eu sei, o jornal que mais é vendido nas bancas de São Paulo é o “Agora SP”, do grupo Folha. Mesmo que a tiragem do jornalão passe do milhão ( eu ignoro quais são os números ), creio que a leitura se dá em todo o território nacional.
Já o Agora deve ter apenas, acredito eu, um alcance local. O custo é de um real e cincoenta centavos. Muitas das notícias são resumos condensados e mutilados de matérias já publicadas na Folha. Se também não estou enganado, os compradores habituais deste jornalzinho são os aposentados ( geralmente as matérias sobre a Seguridade Social, aposentadoria, INSS, contribuições etc dão a pauta ); também os taxistas – que antes preferiam o finado Diário Popular -, os motoboys, vigilantes. Enfim, a peãozada em geral, que prefere a abordagem informal e o preço em conta. Embora o preço dos concorrentes Diário de São Paulo e Jornal da Tarde seja o mesmo do Agora, meu consultor do mercado de publicações – vulgo “jornaleiro” – me garante que o Agora faz esses dois comerem poeira. Esse consultor me informou que vende, em média diária, 12 Agoras para cada 5 JT , 4 DSP , 5 Estados e 2 Folhas vendidos. Em resumo: o Agora vende mais que a Folha e o Estado. Chega em mais lares e pessoas. E eleitores.
Isso explica, pelo menos para mim, o porquê nesta semana, quase inteira, termos sido contemplados com capas e manchetes do Agora, exultando, de forma triunfante, o supostamente nababesco “BÔNUS DA EDUCAÇÃO PARA OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO”. Aliás, que eu saiba, nenhum jornal tratou tanto de um assunto tão delicado e controverso como o bravo Agora. Chega a ser intigante, não?
Uma conhecida me chamou a atenção: “Você viu aquele jornal, o Agora? Vê lá… É sobre o fabuloso bônus do professor!! Vai dar 8 mil…”. Diante dessa informação, fui filar um jornalzinho.
Que vergonha!! Do jeito que está lá, parece que cada professor da rede estadual de São Paulo ( é, aqueles “nota zero”… ) recebe um soldo generoso do governo Serra, mas não devolve a gentileza.
Olha só que lástima de manipulação essa daqui:
“BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES
VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770.
A Secretaria de Estado da Educação pagará o bônus aos servidores até o próximo dia 30. O cálculo do bônus é uma relação do número de resultados do Idesp ( … ), um plano de metas que cada escola tem de cumprir. Por exemplo, um dirigente regional – o cargo mais alto da carreira – que não faltou durante o ano letivo e cuja escola ultrapassou em pelo menos 20% a meta fixada pelo governo pode receber cerca de R$ 8.700. Já um professor em início de carreira com as mesmas condições deve ganhar até R$ 3.770. Se uma escola atingir a meta, seus profissionais – desde que tenham 100% de presença – terão o bônus integral. Neste caso, considerando as gratificações, o servidor receberá 2,4 salários.” ( Agora, 13.03.09 )
Alguns dos resultados dessa política de cenoura-bonificadora não estão comentados aqui: para não perder o bônus, um professor que já dá aulas em duas ou três escolas ( outra coisa que não foi, é e nem será sublinhada jamais ) comparece ao trabalho mesmo doente, pois as faltas são implacavelmente contabilizadas. Vejam mais: um professor em “início de carreira”, afirma o jornal, pode receber até R$ 3 mil e setecentos. Isso equivale a sugerir – ou induzir as pessoas a concluir isso, mas não afirmar claramente – que um professor já “macaco velho” na rede de ensino deve ganhar muito mais. O máximo que um servidor consegue, lembrem, é oito paus. Só que não é qualquer servidor, mas sim, o tal do dirigente regional. Olha a má fé da manchete: “bônus pagará “X” AOS PROFESSORES”. MENTIRA PURA. Para causar a impressão de que “os professores” chegam a receber, caso se esforcem [ não faltem, não adoeçam, não sejam espancados por alunos ] , os tais 8 mil. Esse valor não é para os docentes. Logo, “alguns servidores da Educação EXCETO, justamente, os professores” receberão 8 barão de bônus-cenoura”.
A falta, nessa notícia, de mais dados a respeito da carreira dos docentes nos leva a concluir pela opulência salarial deles. Isso não explica, porém, o porquê de vários, senão a maioria, insistir em lecionar em dois ou mais colégios.
E essa aqui:
“SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( Agora, 14,03.09 )
Não sou professor, não conheço funcionários públicos e, portanto, não domino a questão, mas das duas uma: se um professor não deu nenhuma aula, ele não deveria ser exonerado? Ou talvez haja professores que não tenham, exatamente, entre as suas atribuições, a de dar aulas. Tipo, fica destacado para atender na secretaria da escola. Mas no caso último, “não dar aula” não recebe a conotação negativa que teria, se estivéssemos falando de “professores faltosos”, coisa que o imprensalão golpista e tucano costuma explorar à exaustão.
Bom, leiam estes trechos: “( … ) Estado vai pagar adicional também a funcionário com grande número de faltas e que trabalha em escola com desempenho abaixo da meta oficial ( … )”.
ORA ESSA! Do jeito que o jornal botou aí, fica parecendo que o Serra vai rasgar dinheiro! É tão pueril essa “informação”. Você pode pegar e entender como uma denúncia [ o que, de fato , não é ]: “Prefeito petista gasta dinheiro da educação com professores sindicalizados e muito faltosos”; só que o tom é outro: “Apesar das reclamações dos sindicatos corporativistas de professores nota-zero e das viúvas do comunista Paulo Freire, governo Serra do PSDB paga bônus até para professor que falta muito, de propósito e que inventa problemas de saúde só para não comparecer à labuta”.
POR**RA! Isso é esquizofrênico. Se o cara não merece receber, não deveria receber. Desde quando a Secretaria de Educação e o governo estadual passaram a premiar faltosos e o mau desempenho e, ainda por cima, divulgar isso abertamente e jactar-se disso? Se fizer isso, merece impeachment, não?
Outra linha: “( .. ) Um professor que ganha R$ 1600 por exemplo, e apareceu para dar só 10% das aulas numa escola que cumpriu 10% da meta estadual, receberá R$ 38,40 a mais ( … )”.
[ Desabafo: Já são 3 da manhã, e nem penso direito, mas quero terminar, já que este computador é emprestado.]
Um professor que ganha “mil e seiscentos” só recebe isso CONSIDERANDO AS GRATIFICAÇÕES! Nenhum professor recebe $1.600 de salário! Não acho que exista “bônus sobre bônus”. Se recebeu, é porque não faltou, e deu aulas em mais de uma escola. Assim, é forçoso imaginar que não há “amor pela educação” que resista a tanta correria e deslocamento e que, tão óbvio isso, ele acabará faltando uma vez ou outra. Vou me informar melhor, mas parece que nem vale-transporte eles recebem.
Chega! Eu necessito de mais informações mas já esbarro em minhas limitações intelectuais e materiais. Alé disso, já estou caindo de sono. A questão é que me incomoda ver esses leitores de jornais e palpiteiros de ocasião que se conformam com as matérias de jornais claramente comprometidos. Esses leitores engolem qualquer coisa e saem por aí repetindo sem se dar ao trabalho de tentar entender minimamente o problema que surge. E só palpitam sobre as coisas que os jornais determinam. Alguém têm visto ou lido alguma coisa a respeito dos grandiosos escândalos de corrupção que surgem na Secretaria de Segurança do Serra? Pensei que a população tivesse muita preocupação com relação à segurança pública, mas não tenho visto ninguém se queixar. É como se não estivesse acontecendo nada. Ou perderam o medo.

Jornal popular publicado pela Folha, Agora mostra manchetes exultando os "FABULOSOS bônus dos professores" de SP por quase 1 semana! Sob encomenda??

Geralmente as discussões acerca do comportamento do PIG focam os grandes jornais e revistas. As últimas foram sobre a “ditabranda” ( ou a “caradura”? ) da Folha e a “fantástica fábrica de grampos” do dr. Protógenes, como “denunciou” a vEJA.
Quando digo “as discussões”, me refiro à chamada “blogosfera”.
Mas eu, pessoalmente, acho um pecado ignorar os jornais menores, ou aqueles produzidos pelas grandes empresas jornalísticas para o consumo popular. Ou nem tanto.
Até onde eu sei, o jornal que mais é vendido nas bancas de São Paulo é o “Agora SP”, do grupo Folha. Mesmo que a tiragem do jornalão passe do milhão ( eu ignoro quais são os números ), creio que a leitura se dá em todo o território nacional.
Já o Agora deve ter apenas, acredito eu, um alcance local. O custo é de um real e cincoenta centavos. Muitas das notícias são resumos condensados e mutilados de matérias já publicadas na Folha. Se também não estou enganado, os compradores habituais deste jornalzinho são os aposentados ( geralmente as matérias sobre a Seguridade Social, aposentadoria, INSS, contribuições etc dão a pauta ); também os taxistas – que antes preferiam o finado Diário Popular -, os motoboys, vigilantes. Enfim, a peãozada em geral, que prefere a abordagem informal e o preço em conta. Embora o preço dos concorrentes Diário de São Paulo e Jornal da Tarde seja o mesmo do Agora, meu consultor do mercado de publicações – vulgo “jornaleiro” – me garante que o Agora faz esses dois comerem poeira. Esse consultor me informou que vende, em média diária, 12 Agoras para cada 5 JT , 4 DSP , 5 Estados e 2 Folhas vendidos. Em resumo: o Agora vende mais que a Folha e o Estado. Chega em mais lares e pessoas. E eleitores.
Isso explica, pelo menos para mim, o porquê nesta semana, quase inteira, termos sido contemplados com capas e manchetes do Agora, exultando, de forma triunfante, o supostamente nababesco “BÔNUS DA EDUCAÇÃO PARA OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO”. Aliás, que eu saiba, nenhum jornal tratou tanto de um assunto tão delicado e controverso como o bravo Agora. Chega a ser intigante, não?
Uma conhecida me chamou a atenção: “Você viu aquele jornal, o Agora? Vê lá… É sobre o fabuloso bônus do professor!! Vai dar 8 mil…”. Diante dessa informação, fui filar um jornalzinho.
Que vergonha!! Do jeito que está lá, parece que cada professor da rede estadual de São Paulo ( é, aqueles “nota zero”… ) recebe um soldo generoso do governo Serra, mas não devolve a gentileza.
Olha só que lástima de manipulação essa daqui:
“BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES
VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770.
A Secretaria de Estado da Educação pagará o bônus aos servidores até o próximo dia 30. O cálculo do bônus é uma relação do número de resultados do Idesp ( … ), um plano de metas que cada escola tem de cumprir. Por exemplo, um dirigente regional – o cargo mais alto da carreira – que não faltou durante o ano letivo e cuja escola ultrapassou em pelo menos 20% a meta fixada pelo governo pode receber cerca de R$ 8.700. Já um professor em início de carreira com as mesmas condições deve ganhar até R$ 3.770. Se uma escola atingir a meta, seus profissionais – desde que tenham 100% de presença – terão o bônus integral. Neste caso, considerando as gratificações, o servidor receberá 2,4 salários.” ( Agora, 13.03.09 )
Alguns dos resultados dessa política de cenoura-bonificadora não estão comentados aqui: para não perder o bônus, um professor que já dá aulas em duas ou três escolas ( outra coisa que não foi, é e nem será sublinhada jamais ) comparece ao trabalho mesmo doente, pois as faltas são implacavelmente contabilizadas. Vejam mais: um professor em “início de carreira”, afirma o jornal, pode receber até R$ 3 mil e setecentos. Isso equivale a sugerir – ou induzir as pessoas a concluir isso, mas não afirmar claramente – que um professor já “macaco velho” na rede de ensino deve ganhar muito mais. O máximo que um servidor consegue, lembrem, é oito paus. Só que não é qualquer servidor, mas sim, o tal do dirigente regional. Olha a má fé da manchete: “bônus pagará “X” AOS PROFESSORES”. MENTIRA PURA. Para causar a impressão de que “os professores” chegam a receber, caso se esforcem [ não faltem, não adoeçam, não sejam espancados por alunos ] , os tais 8 mil. Esse valor não é para os docentes. Logo, “alguns servidores da Educação EXCETO, justamente, os professores” receberão 8 barão de bônus-cenoura”.
A falta, nessa notícia, de mais dados a respeito da carreira dos docentes nos leva a concluir pela opulência salarial deles. Isso não explica, porém, o porquê de vários, senão a maioria, insistir em lecionar em dois ou mais colégios.
E essa aqui:
“SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( Agora, 14,03.09 )
Não sou professor, não conheço funcionários públicos e, portanto, não domino a questão, mas das duas uma: se um professor não deu nenhuma aula, ele não deveria ser exonerado? Ou talvez haja professores que não tenham, exatamente, entre as suas atribuições, a de dar aulas. Tipo, fica destacado para atender na secretaria da escola. Mas no caso último, “não dar aula” não recebe a conotação negativa que teria, se estivéssemos falando de “professores faltosos”, coisa que o imprensalão golpista e tucano costuma explorar à exaustão.
Bom, leiam estes trechos: “( … ) Estado vai pagar adicional também a funcionário com grande número de faltas e que trabalha em escola com desempenho abaixo da meta oficial ( … )”.
ORA ESSA! Do jeito que o jornal botou aí, fica parecendo que o Serra vai rasgar dinheiro! É tão pueril essa “informação”. Você pode pegar e entender como uma denúncia [ o que, de fato , não é ]: “Prefeito petista gasta dinheiro da educação com professores sindicalizados e muito faltosos”; só que o tom é outro: “Apesar das reclamações dos sindicatos corporativistas de professores nota-zero e das viúvas do comunista Paulo Freire, governo Serra do PSDB paga bônus até para professor que falta muito, de propósito e que inventa problemas de saúde só para não comparecer à labuta”.
POR**RA! Isso é esquizofrênico. Se o cara não merece receber, não deveria receber. Desde quando a Secretaria de Educação e o governo estadual passaram a premiar faltosos e o mau desempenho e, ainda por cima, divulgar isso abertamente e jactar-se disso? Se fizer isso, merece impeachment, não?
Outra linha: “( .. ) Um professor que ganha R$ 1600 por exemplo, e apareceu para dar só 10% das aulas numa escola que cumpriu 10% da meta estadual, receberá R$ 38,40 a mais ( … )”.
[ Desabafo: Já são 3 da manhã, e nem penso direito, mas quero terminar, já que este computador é emprestado.]
Um professor que ganha “mil e seiscentos” só recebe isso CONSIDERANDO AS GRATIFICAÇÕES! Nenhum professor recebe $1.600 de salário! Não acho que exista “bônus sobre bônus”. Se recebeu, é porque não faltou, e deu aulas em mais de uma escola. Assim, é forçoso imaginar que não há “amor pela educação” que resista a tanta correria e deslocamento e que, tão óbvio isso, ele acabará faltando uma vez ou outra. Vou me informar melhor, mas parece que nem vale-transporte eles recebem.
Chega! Eu necessito de mais informações mas já esbarro em minhas limitações intelectuais e materiais. Alé disso, já estou caindo de sono. A questão é que me incomoda ver esses leitores de jornais e palpiteiros de ocasião que se conformam com as matérias de jornais claramente comprometidos. Esses leitores engolem qualquer coisa e saem por aí repetindo sem se dar ao trabalho de tentar entender minimamente o problema que surge. E só palpitam sobre as coisas que os jornais determinam. Alguém têm visto ou lido alguma coisa a respeito dos grandiosos escândalos de corrupção que surgem na Secretaria de Segurança do Serra? Pensei que a população tivesse muita preocupação com relação à segurança pública, mas não tenho visto ninguém se queixar. É como se não estivesse acontecendo nada. Ou perderam o medo.

Jornal popular publicado pela Folha, Agora mostra manchetes exultando os "FABULOSOS bônus dos professores" de SP por quase 1 semana! Sob encomenda??

Geralmente as discussões acerca do comportamento do PIG focam os grandes jornais e revistas. As últimas foram sobre a “ditabranda” ( ou a “caradura”? ) da Folha e a “fantástica fábrica de grampos” do dr. Protógenes, como “denunciou” a vEJA.
Quando digo “as discussões”, me refiro à chamada “blogosfera”.
Mas eu, pessoalmente, acho um pecado ignorar os jornais menores, ou aqueles produzidos pelas grandes empresas jornalísticas para o consumo popular. Ou nem tanto.
Até onde eu sei, o jornal que mais é vendido nas bancas de São Paulo é o “Agora SP”, do grupo Folha. Mesmo que a tiragem do jornalão passe do milhão ( eu ignoro quais são os números ), creio que a leitura se dá em todo o território nacional.
Já o Agora deve ter apenas, acredito eu, um alcance local. O custo é de um real e cincoenta centavos. Muitas das notícias são resumos condensados e mutilados de matérias já publicadas na Folha. Se também não estou enganado, os compradores habituais deste jornalzinho são os aposentados ( geralmente as matérias sobre a Seguridade Social, aposentadoria, INSS, contribuições etc dão a pauta ); também os taxistas – que antes preferiam o finado Diário Popular -, os motoboys, vigilantes. Enfim, a peãozada em geral, que prefere a abordagem informal e o preço em conta. Embora o preço dos concorrentes Diário de São Paulo e Jornal da Tarde seja o mesmo do Agora, meu consultor do mercado de publicações – vulgo “jornaleiro” – me garante que o Agora faz esses dois comerem poeira. Esse consultor me informou que vende, em média diária, 12 Agoras para cada 5 JT , 4 DSP , 5 Estados e 2 Folhas vendidos. Em resumo: o Agora vende mais que a Folha e o Estado. Chega em mais lares e pessoas. E eleitores.
Isso explica, pelo menos para mim, o porquê nesta semana, quase inteira, termos sido contemplados com capas e manchetes do Agora, exultando, de forma triunfante, o supostamente nababesco “BÔNUS DA EDUCAÇÃO PARA OS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO”. Aliás, que eu saiba, nenhum jornal tratou tanto de um assunto tão delicado e controverso como o bravo Agora. Chega a ser intigante, não?
Uma conhecida me chamou a atenção: “Você viu aquele jornal, o Agora? Vê lá… É sobre o fabuloso bônus do professor!! Vai dar 8 mil…”. Diante dessa informação, fui filar um jornalzinho.
Que vergonha!! Do jeito que está lá, parece que cada professor da rede estadual de São Paulo ( é, aqueles “nota zero”… ) recebe um soldo generoso do governo Serra, mas não devolve a gentileza.
Olha só que lástima de manipulação essa daqui:
“BÔNUS DO ESTADO DEVE PAGAR ATÉ R$ 8.700 AOS PROFESSORES
VALOR MÁXIMO É PARA DIRIGENTE REGIONAL QUE NÃO TEVE FALTAS EM 2008.
PARA PROFESSOR EM INÍCIO DE CARREIRA, A GRANA PODE CHEGAR A R$ 3.770.
A Secretaria de Estado da Educação pagará o bônus aos servidores até o próximo dia 30. O cálculo do bônus é uma relação do número de resultados do Idesp ( … ), um plano de metas que cada escola tem de cumprir. Por exemplo, um dirigente regional – o cargo mais alto da carreira – que não faltou durante o ano letivo e cuja escola ultrapassou em pelo menos 20% a meta fixada pelo governo pode receber cerca de R$ 8.700. Já um professor em início de carreira com as mesmas condições deve ganhar até R$ 3.770. Se uma escola atingir a meta, seus profissionais – desde que tenham 100% de presença – terão o bônus integral. Neste caso, considerando as gratificações, o servidor receberá 2,4 salários.” ( Agora, 13.03.09 )
Alguns dos resultados dessa política de cenoura-bonificadora não estão comentados aqui: para não perder o bônus, um professor que já dá aulas em duas ou três escolas ( outra coisa que não foi, é e nem será sublinhada jamais ) comparece ao trabalho mesmo doente, pois as faltas são implacavelmente contabilizadas. Vejam mais: um professor em “início de carreira”, afirma o jornal, pode receber até R$ 3 mil e setecentos. Isso equivale a sugerir – ou induzir as pessoas a concluir isso, mas não afirmar claramente – que um professor já “macaco velho” na rede de ensino deve ganhar muito mais. O máximo que um servidor consegue, lembrem, é oito paus. Só que não é qualquer servidor, mas sim, o tal do dirigente regional. Olha a má fé da manchete: “bônus pagará “X” AOS PROFESSORES”. MENTIRA PURA. Para causar a impressão de que “os professores” chegam a receber, caso se esforcem [ não faltem, não adoeçam, não sejam espancados por alunos ] , os tais 8 mil. Esse valor não é para os docentes. Logo, “alguns servidores da Educação EXCETO, justamente, os professores” receberão 8 barão de bônus-cenoura”.
A falta, nessa notícia, de mais dados a respeito da carreira dos docentes nos leva a concluir pela opulência salarial deles. Isso não explica, porém, o porquê de vários, senão a maioria, insistir em lecionar em dois ou mais colégios.
E essa aqui:
“SÓ NÃO LEVA BÔNUS PROFESSOR QUE NÃO DEU NENHUMA AULA” ( Agora, 14,03.09 )
Não sou professor, não conheço funcionários públicos e, portanto, não domino a questão, mas das duas uma: se um professor não deu nenhuma aula, ele não deveria ser exonerado? Ou talvez haja professores que não tenham, exatamente, entre as suas atribuições, a de dar aulas. Tipo, fica destacado para atender na secretaria da escola. Mas no caso último, “não dar aula” não recebe a conotação negativa que teria, se estivéssemos falando de “professores faltosos”, coisa que o imprensalão golpista e tucano costuma explorar à exaustão.
Bom, leiam estes trechos: “( … ) Estado vai pagar adicional também a funcionário com grande número de faltas e que trabalha em escola com desempenho abaixo da meta oficial ( … )”.
ORA ESSA! Do jeito que o jornal botou aí, fica parecendo que o Serra vai rasgar dinheiro! É tão pueril essa “informação”. Você pode pegar e entender como uma denúncia [ o que, de fato , não é ]: “Prefeito petista gasta dinheiro da educação com professores sindicalizados e muito faltosos”; só que o tom é outro: “Apesar das reclamações dos sindicatos corporativistas de professores nota-zero e das viúvas do comunista Paulo Freire, governo Serra do PSDB paga bônus até para professor que falta muito, de propósito e que inventa problemas de saúde só para não comparecer à labuta”.
POR**RA! Isso é esquizofrênico. Se o cara não merece receber, não deveria receber. Desde quando a Secretaria de Educação e o governo estadual passaram a premiar faltosos e o mau desempenho e, ainda por cima, divulgar isso abertamente e jactar-se disso? Se fizer isso, merece impeachment, não?
Outra linha: “( .. ) Um professor que ganha R$ 1600 por exemplo, e apareceu para dar só 10% das aulas numa escola que cumpriu 10% da meta estadual, receberá R$ 38,40 a mais ( … )”.
[ Desabafo: Já são 3 da manhã, e nem penso direito, mas quero terminar, já que este computador é emprestado.]
Um professor que ganha “mil e seiscentos” só recebe isso CONSIDERANDO AS GRATIFICAÇÕES! Nenhum professor recebe $1.600 de salário! Não acho que exista “bônus sobre bônus”. Se recebeu, é porque não faltou, e deu aulas em mais de uma escola. Assim, é forçoso imaginar que não há “amor pela educação” que resista a tanta correria e deslocamento e que, tão óbvio isso, ele acabará faltando uma vez ou outra. Vou me informar melhor, mas parece que nem vale-transporte eles recebem.
Chega! Eu necessito de mais informações mas já esbarro em minhas limitações intelectuais e materiais. Alé disso, já estou caindo de sono. A questão é que me incomoda ver esses leitores de jornais e palpiteiros de ocasião que se conformam com as matérias de jornais claramente comprometidos. Esses leitores engolem qualquer coisa e saem por aí repetindo sem se dar ao trabalho de tentar entender minimamente o problema que surge. E só palpitam sobre as coisas que os jornais determinam. Alguém têm visto ou lido alguma coisa a respeito dos grandiosos escândalos de corrupção que surgem na Secretaria de Segurança do Serra? Pensei que a população tivesse muita preocupação com relação à segurança pública, mas não tenho visto ninguém se queixar. É como se não estivesse acontecendo nada. Ou perderam o medo.

ISCOLA TUCANA DI CUALIDADI: CARTÍLIA DI GEOGRAFÍA DE ÇÃO PAULO TEM 2 PARAGUAYS!!! CUPA É DUS PROFESSÇÔRIS, CRARO!

Livro do Estado põe 2 Paraguais no mapa

Um caderno de atividades de geografia, distribuído este ano aos alunos e professores da rede estadual de ensino, contém erros de informação nos mapas. Entre outros problemas, há dois Paraguais no mapa da América do Sul. Usado por estudantes e professores da 6ª série, o caderno eliminou o Equador do mapa, trocou Paraguai e Uruguai de lugar e ainda nomeou a Bolívia de forma errada. No caderno do aluno, a Bolívia se tornou Paraguai e, no do professor, Uruguai. O material ainda está em fase de distribuição. Estudantes da rede disseram ontem já ter recebido caderno de atividades de outras disciplinas, como história, mas que ainda aguardam o de geografia. O erro tem agravantes por ser acompanhado de uma bateria de exercícios referentes aos países da América do Sul. Em um deles, por exemplo, o aluno é questionado sobre quais os países que não fazem fronteira com o Brasil. Com base no caderno, o Equador, ausente no mapa, seria ignorado. Outra pergunta trata sobre o país com o qual o Brasil tem a maior fronteira, que é a Bolívia, mas que, no mapa, aparece como sendo o Uruguai ( para o professor ) e Paraguai ( para os estudantes ), dependendo do caderno de atividades.

Grosseiro Para o vereador Gilberto Abreu ( PV ), que também é professor de geografia há 35 anos, o erro pode ser considerado gravíssimo porque troca as posições dos países. Segundo ele, normalmente, os alunos costumam ter naturalmente uma certa dificuldade para memorizar as posições e os nomes dos países e um erro no mapa tornaria a aprendizagem ainda mais complicada. “Eu já vi alguns erros em livros, mas nunca com essa gravidade, trocando nomes de países. São erros muito grosseiros”, disse Abreu. A Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) em Ribeirão ainda não tinha conhecimento do erro, mas informou que já havia recebido artigo de um professor da rede reclamando de erros de informação em material didático da disciplina de filosofia. Em junho do ano passado, a secretaria já havia distribuído material didático com erros. Um caderno de dicas dos professores de inglês de 8ª série trazia a palavra ensino grafada com a letra “c” ( leia texto nessa página ). A Secretaria de Estado da Educação afirmou, por meio de nota, que os erros já haviam sido identificados e informados para os professores da rede, para que pudessem corrigir as informações para os alunos. A pasta disse que os erros ocorreram por um problema na impressão e que todos os outros cadernos estão corretos. A nota diz que o material não será trocado porque os professores já haviam sido alertados. De acordo com a secretaria, os cadernos dos alunos são materiais complementares aos livros didáticos distribuídos pelo MEC ( Ministério da Educação ) e, por isso, devem ser usados de forma conjunta.

Material já teve ‘encino’ grafado com C Essa não é a primeira vez que livros fornecidos pelo Estado têm erros graves. Em junho do ano passado, professores de inglês se assustaram ao se deparar com um erro de português no caderno de dicas. O caderno continha a palavra ensino grafada com a letra C, desta forma: “encino”.

A Secretaria da Educação disse, na época, que o erro foi uma falha de digitação. Também na época, a Apeoesp se comprometeu a fazer revisão completa no material distribuído. E alertou para o fato de que outros erros já teriam acontecido. A entidade afirmou já ter encontrado, por exemplo, um livro de geografia que informava que o rio Xingu, no Amazonas, ficaria no Rio Grande do Sul.

Para a direção estadual da Apeoesp, os livros vinham sendo entregues sem passar por uma ampla revisão de conteúdo. A entidade também reclama, há anos, da falta de participação dos professores na hora de escolher o material didático, que será destinado aos alunos. Ao tirar os professores do processo de escolha, a Secretaria estaria abrindo uma grande brecha para os erros de informação. ( A CIDADE, 13.03.09 )

ISCOLA TUCANA DI CUALIDADI: CARTÍLIA DI GEOGRAFÍA DE ÇÃO PAULO TEM 2 PARAGUAYS!!! CUPA É DUS PROFESSÇÔRIS, CRARO!

Livro do Estado põe 2 Paraguais no mapa

Um caderno de atividades de geografia, distribuído este ano aos alunos e professores da rede estadual de ensino, contém erros de informação nos mapas. Entre outros problemas, há dois Paraguais no mapa da América do Sul. Usado por estudantes e professores da 6ª série, o caderno eliminou o Equador do mapa, trocou Paraguai e Uruguai de lugar e ainda nomeou a Bolívia de forma errada. No caderno do aluno, a Bolívia se tornou Paraguai e, no do professor, Uruguai. O material ainda está em fase de distribuição. Estudantes da rede disseram ontem já ter recebido caderno de atividades de outras disciplinas, como história, mas que ainda aguardam o de geografia. O erro tem agravantes por ser acompanhado de uma bateria de exercícios referentes aos países da América do Sul. Em um deles, por exemplo, o aluno é questionado sobre quais os países que não fazem fronteira com o Brasil. Com base no caderno, o Equador, ausente no mapa, seria ignorado. Outra pergunta trata sobre o país com o qual o Brasil tem a maior fronteira, que é a Bolívia, mas que, no mapa, aparece como sendo o Uruguai ( para o professor ) e Paraguai ( para os estudantes ), dependendo do caderno de atividades.

Grosseiro Para o vereador Gilberto Abreu ( PV ), que também é professor de geografia há 35 anos, o erro pode ser considerado gravíssimo porque troca as posições dos países. Segundo ele, normalmente, os alunos costumam ter naturalmente uma certa dificuldade para memorizar as posições e os nomes dos países e um erro no mapa tornaria a aprendizagem ainda mais complicada. “Eu já vi alguns erros em livros, mas nunca com essa gravidade, trocando nomes de países. São erros muito grosseiros”, disse Abreu. A Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) em Ribeirão ainda não tinha conhecimento do erro, mas informou que já havia recebido artigo de um professor da rede reclamando de erros de informação em material didático da disciplina de filosofia. Em junho do ano passado, a secretaria já havia distribuído material didático com erros. Um caderno de dicas dos professores de inglês de 8ª série trazia a palavra ensino grafada com a letra “c” ( leia texto nessa página ). A Secretaria de Estado da Educação afirmou, por meio de nota, que os erros já haviam sido identificados e informados para os professores da rede, para que pudessem corrigir as informações para os alunos. A pasta disse que os erros ocorreram por um problema na impressão e que todos os outros cadernos estão corretos. A nota diz que o material não será trocado porque os professores já haviam sido alertados. De acordo com a secretaria, os cadernos dos alunos são materiais complementares aos livros didáticos distribuídos pelo MEC ( Ministério da Educação ) e, por isso, devem ser usados de forma conjunta.

Material já teve ‘encino’ grafado com C Essa não é a primeira vez que livros fornecidos pelo Estado têm erros graves. Em junho do ano passado, professores de inglês se assustaram ao se deparar com um erro de português no caderno de dicas. O caderno continha a palavra ensino grafada com a letra C, desta forma: “encino”.

A Secretaria da Educação disse, na época, que o erro foi uma falha de digitação. Também na época, a Apeoesp se comprometeu a fazer revisão completa no material distribuído. E alertou para o fato de que outros erros já teriam acontecido. A entidade afirmou já ter encontrado, por exemplo, um livro de geografia que informava que o rio Xingu, no Amazonas, ficaria no Rio Grande do Sul.

Para a direção estadual da Apeoesp, os livros vinham sendo entregues sem passar por uma ampla revisão de conteúdo. A entidade também reclama, há anos, da falta de participação dos professores na hora de escolher o material didático, que será destinado aos alunos. Ao tirar os professores do processo de escolha, a Secretaria estaria abrindo uma grande brecha para os erros de informação. ( A CIDADE, 13.03.09 )

ISCOLA TUCANA DI CUALIDADI: CARTÍLIA DI GEOGRAFÍA DE ÇÃO PAULO TEM 2 PARAGUAYS!!! CUPA É DUS PROFESSÇÔRIS, CRARO!

Livro do Estado põe 2 Paraguais no mapa

Um caderno de atividades de geografia, distribuído este ano aos alunos e professores da rede estadual de ensino, contém erros de informação nos mapas. Entre outros problemas, há dois Paraguais no mapa da América do Sul. Usado por estudantes e professores da 6ª série, o caderno eliminou o Equador do mapa, trocou Paraguai e Uruguai de lugar e ainda nomeou a Bolívia de forma errada. No caderno do aluno, a Bolívia se tornou Paraguai e, no do professor, Uruguai. O material ainda está em fase de distribuição. Estudantes da rede disseram ontem já ter recebido caderno de atividades de outras disciplinas, como história, mas que ainda aguardam o de geografia. O erro tem agravantes por ser acompanhado de uma bateria de exercícios referentes aos países da América do Sul. Em um deles, por exemplo, o aluno é questionado sobre quais os países que não fazem fronteira com o Brasil. Com base no caderno, o Equador, ausente no mapa, seria ignorado. Outra pergunta trata sobre o país com o qual o Brasil tem a maior fronteira, que é a Bolívia, mas que, no mapa, aparece como sendo o Uruguai ( para o professor ) e Paraguai ( para os estudantes ), dependendo do caderno de atividades.

Grosseiro Para o vereador Gilberto Abreu ( PV ), que também é professor de geografia há 35 anos, o erro pode ser considerado gravíssimo porque troca as posições dos países. Segundo ele, normalmente, os alunos costumam ter naturalmente uma certa dificuldade para memorizar as posições e os nomes dos países e um erro no mapa tornaria a aprendizagem ainda mais complicada. “Eu já vi alguns erros em livros, mas nunca com essa gravidade, trocando nomes de países. São erros muito grosseiros”, disse Abreu. A Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) em Ribeirão ainda não tinha conhecimento do erro, mas informou que já havia recebido artigo de um professor da rede reclamando de erros de informação em material didático da disciplina de filosofia. Em junho do ano passado, a secretaria já havia distribuído material didático com erros. Um caderno de dicas dos professores de inglês de 8ª série trazia a palavra ensino grafada com a letra “c” ( leia texto nessa página ). A Secretaria de Estado da Educação afirmou, por meio de nota, que os erros já haviam sido identificados e informados para os professores da rede, para que pudessem corrigir as informações para os alunos. A pasta disse que os erros ocorreram por um problema na impressão e que todos os outros cadernos estão corretos. A nota diz que o material não será trocado porque os professores já haviam sido alertados. De acordo com a secretaria, os cadernos dos alunos são materiais complementares aos livros didáticos distribuídos pelo MEC ( Ministério da Educação ) e, por isso, devem ser usados de forma conjunta.

Material já teve ‘encino’ grafado com C Essa não é a primeira vez que livros fornecidos pelo Estado têm erros graves. Em junho do ano passado, professores de inglês se assustaram ao se deparar com um erro de português no caderno de dicas. O caderno continha a palavra ensino grafada com a letra C, desta forma: “encino”.

A Secretaria da Educação disse, na época, que o erro foi uma falha de digitação. Também na época, a Apeoesp se comprometeu a fazer revisão completa no material distribuído. E alertou para o fato de que outros erros já teriam acontecido. A entidade afirmou já ter encontrado, por exemplo, um livro de geografia que informava que o rio Xingu, no Amazonas, ficaria no Rio Grande do Sul.

Para a direção estadual da Apeoesp, os livros vinham sendo entregues sem passar por uma ampla revisão de conteúdo. A entidade também reclama, há anos, da falta de participação dos professores na hora de escolher o material didático, que será destinado aos alunos. Ao tirar os professores do processo de escolha, a Secretaria estaria abrindo uma grande brecha para os erros de informação. ( A CIDADE, 13.03.09 )

ISCOLA TUCANA DI CUALIDADI: CARTÍLIA DI GEOGRAFÍA DE ÇÃO PAULO TEM 2 PARAGUAYS!!! CUPA É DUS PROFESSÇÔRIS, CRARO!

Livro do Estado põe 2 Paraguais no mapa

Um caderno de atividades de geografia, distribuído este ano aos alunos e professores da rede estadual de ensino, contém erros de informação nos mapas. Entre outros problemas, há dois Paraguais no mapa da América do Sul. Usado por estudantes e professores da 6ª série, o caderno eliminou o Equador do mapa, trocou Paraguai e Uruguai de lugar e ainda nomeou a Bolívia de forma errada. No caderno do aluno, a Bolívia se tornou Paraguai e, no do professor, Uruguai. O material ainda está em fase de distribuição. Estudantes da rede disseram ontem já ter recebido caderno de atividades de outras disciplinas, como história, mas que ainda aguardam o de geografia. O erro tem agravantes por ser acompanhado de uma bateria de exercícios referentes aos países da América do Sul. Em um deles, por exemplo, o aluno é questionado sobre quais os países que não fazem fronteira com o Brasil. Com base no caderno, o Equador, ausente no mapa, seria ignorado. Outra pergunta trata sobre o país com o qual o Brasil tem a maior fronteira, que é a Bolívia, mas que, no mapa, aparece como sendo o Uruguai ( para o professor ) e Paraguai ( para os estudantes ), dependendo do caderno de atividades.

Grosseiro Para o vereador Gilberto Abreu ( PV ), que também é professor de geografia há 35 anos, o erro pode ser considerado gravíssimo porque troca as posições dos países. Segundo ele, normalmente, os alunos costumam ter naturalmente uma certa dificuldade para memorizar as posições e os nomes dos países e um erro no mapa tornaria a aprendizagem ainda mais complicada. “Eu já vi alguns erros em livros, mas nunca com essa gravidade, trocando nomes de países. São erros muito grosseiros”, disse Abreu. A Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) em Ribeirão ainda não tinha conhecimento do erro, mas informou que já havia recebido artigo de um professor da rede reclamando de erros de informação em material didático da disciplina de filosofia. Em junho do ano passado, a secretaria já havia distribuído material didático com erros. Um caderno de dicas dos professores de inglês de 8ª série trazia a palavra ensino grafada com a letra “c” ( leia texto nessa página ). A Secretaria de Estado da Educação afirmou, por meio de nota, que os erros já haviam sido identificados e informados para os professores da rede, para que pudessem corrigir as informações para os alunos. A pasta disse que os erros ocorreram por um problema na impressão e que todos os outros cadernos estão corretos. A nota diz que o material não será trocado porque os professores já haviam sido alertados. De acordo com a secretaria, os cadernos dos alunos são materiais complementares aos livros didáticos distribuídos pelo MEC ( Ministério da Educação ) e, por isso, devem ser usados de forma conjunta.

Material já teve ‘encino’ grafado com C Essa não é a primeira vez que livros fornecidos pelo Estado têm erros graves. Em junho do ano passado, professores de inglês se assustaram ao se deparar com um erro de português no caderno de dicas. O caderno continha a palavra ensino grafada com a letra C, desta forma: “encino”.

A Secretaria da Educação disse, na época, que o erro foi uma falha de digitação. Também na época, a Apeoesp se comprometeu a fazer revisão completa no material distribuído. E alertou para o fato de que outros erros já teriam acontecido. A entidade afirmou já ter encontrado, por exemplo, um livro de geografia que informava que o rio Xingu, no Amazonas, ficaria no Rio Grande do Sul.

Para a direção estadual da Apeoesp, os livros vinham sendo entregues sem passar por uma ampla revisão de conteúdo. A entidade também reclama, há anos, da falta de participação dos professores na hora de escolher o material didático, que será destinado aos alunos. Ao tirar os professores do processo de escolha, a Secretaria estaria abrindo uma grande brecha para os erros de informação. ( A CIDADE, 13.03.09 )

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