E AÍ? Achou meio esquisita essa chamada do post? Quando você ler a matéria que reproduzo a seguir, vai entender menos ainda. Sugiro, inclusive, que você visite ESTE POST primeiro, antes de seguir em frente. [ Pode ir que a gente espera... ]
13 de abril de 2009
As vendas externas de arroz totalizaram 70,4 mil toneladas no mês de março, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Rio Grande do Sul contribuiu com 88% das operações. Do volume exportado, no mês, 91% correspondeu ao arroz beneficiado.
Para o assessor de Mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco Tavares, o perfil do produto exportado, concentrado em arroz industrializado, que agrega valor, contribuiu para que, no primeiro trimestre de 2009, o faturamento, apresentasse crescimento de 111% sobre as exportações do mesmo período em 2008, alcançando U$ 58, milhões.
Os principais destinos das exportações foram: Benin 29,8 mil toneladas e África do Sul 16,1 mil toneladas, com destaque para a inclusão de um novo cliente no portfólio brasileiro, Camarões com 9,2 mil toneladas, que identifica a importância da diversificação de mercados.
No primeiro trimestre de 2009 (ano comercial), as exportações atingiram, em volume, 173 mil toneladas, base casca. O dado representa um crescimento de quase 50% sobre o mesmo período do ano anterior. As vendas externas continuam fluindo em 2009 – destaca Tavares.
O fato contribui, decisivamente, para o fortalecimento dos preços internos, “atualmente estabilizados em plena safra e com boas possibilidades de recuperação nas próximas semanas”, juntamente com a farta disponibilidade de recursos para o carregamento dos estoques do governo federal e a implantação do programa de leilões de opções públicas a partir da próxima semana”, analisa.
As importações em março alcançaram 74,5 mil toneladas. O volume ultrapassou as exportações, com incremento de 35% sobre o mês anterior. Nesse trimestre, as importações alcançaram 230 mil toneladas.
Segundo Tavares, a projeção da Conab é de 500 mil toneladas para as exportações e 950 mil toneladas, mas o desempenho do primeiro trimestre permite projetar possíveis alterações nestes números, reduzindo os estoques finais projetados em 1,250 milhão de toneladas, “e que muito vai depender dos preços do mercado internacional e do câmbio ao longo do ano safra”, observa.
Em 2008, as exportações alcançaram 790 mil toneladas, enquanto as importações foram de apenas 590 mil toneladas.
Fonte: Irga
As vendas externas de arroz totalizaram 70,4 mil toneladas no mês de março, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Rio Grande do Sul contribuiu com 88% das operações. Do volume exportado, no mês, 91% correspondeu ao arroz beneficiado.
Para o assessor de Mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco Tavares, o perfil do produto exportado, concentrado em arroz industrializado, que agrega valor, contribuiu para que, no primeiro trimestre de 2009, o faturamento, apresentasse crescimento de 111% sobre as exportações do mesmo período em 2008, alcançando U$ 58, milhões.
Os principais destinos das exportações foram: Benin 29,8 mil toneladas e África do Sul 16,1 mil toneladas, com destaque para a inclusão de um novo cliente no portfólio brasileiro, Camarões com 9,2 mil toneladas, que identifica a importância da diversificação de mercados.
No primeiro trimestre de 2009 (ano comercial), as exportações atingiram, em volume, 173 mil toneladas, base casca. O dado representa um crescimento de quase 50% sobre o mesmo período do ano anterior. As vendas externas continuam fluindo em 2009 – destaca Tavares.
O fato contribui, decisivamente, para o fortalecimento dos preços internos, “atualmente estabilizados em plena safra e com boas possibilidades de recuperação nas próximas semanas”, juntamente com a farta disponibilidade de recursos para o carregamento dos estoques do governo federal e a implantação do programa de leilões de opções públicas a partir da próxima semana”, analisa.
As importações em março alcançaram 74,5 mil toneladas. O volume ultrapassou as exportações, com incremento de 35% sobre o mês anterior. Nesse trimestre, as importações alcançaram 230 mil toneladas.
Segundo Tavares, a projeção da Conab é de 500 mil toneladas para as exportações e 950 mil toneladas, mas o desempenho do primeiro trimestre permite projetar possíveis alterações nestes números, reduzindo os estoques finais projetados em 1,250 milhão de toneladas, “e que muito vai depender dos preços do mercado internacional e do câmbio ao longo do ano safra”, observa.
Em 2008, as exportações alcançaram 790 mil toneladas, enquanto as importações foram de apenas 590 mil toneladas.
Fonte: Irga
ENTENDEU? Seguinte: naquele post indicado, você leu o artigo do Bernardo Kucinski. E o que ele diz? Explico de meu modo tôsco: ele disse que o imprensalão, golpista e tucano, tem usado a crise para tentar minar um pouco da popularidade do Lula, além de tentar vender-nos a candidatura do Serra. Para não correr o risco de ver a Dilma Roussef ganhar do tucano em 2010 e, com isso, continuar o mandato do Lula ( o terceiro ). Por isso, aproveitando-se da crise econômica mundial iniciada nos EUA e que respingou aqui ( honestamente, não creio que saiba-se quanto ), o PIG tem publicado manchetes e notícias com tons mais apocalípticos que o próprio Roubini, o chamado “Profeta do Apocalipse”. Que, por sinal, excetuando a Carta Capital, era um completo e ignorado desconhecido pelos nossos jornais e revistas apesar de, muito antes do negócio estourar mesmo, ele já alertava o mundo. Enfim, se o Roubini é o “Profeta do Apocalipse”, os nossos jornais e revistas são os “Proxenetas da Crise”, que a usam e abusam da forma que lhes convir, contanto que ela sirva para derrubar o Lula.
Então, voltando ao Kucinski, ele escreveu o seguinte:
“Uma das edições do principal jornal de economia do país , Valor Econômico, trouxe no início de março nada menos que 15 manchetes e títulos com a palavra “crise”. Era “crise” para todo lado, quando havia e quando não havia. “Teles lucram mais apesar da crise.” Se lucram mais, não há crise para elas, então por que dizer “apesar da crise”? Ou “Mesmo com crise, JBS aposta nos EUA”. Ou ainda: “Contra a crise Volvo investe na AL”. Nessas manchetes, o fato noticiado é a negação da crise, mas o sentido transmitido é de crise.
Manchetes revelam como os editores querem que o leitor receba a notícia. Direcionam o modo de leitura. E muitos leitores ficam só nas manchetes. Imagine o empresário lendo essa edição do Valor. Depois de a palavra “crise” tanto martelar sua cabeça, imediatamente manda rever os investimentos, cortar gastos e horas extras ( … ) A palavra “crise” virou o que o filósofo francês Roland Barthes chamou de “mito”, não no sentido de lenda, e sim como um conjunto de significações que vão além da própria palavra. Nosso empresário pensou imediatamente em queda brutal nas encomendas, atrasos nos pagamentos, necessidade de agir rápido para evitar o fim de sua querida firma. O fim do seu mundo. O fim do mundo. A narrativa da crise virou a narrativa do fim do mundo. “Crise” tornou-se obsessão linguística e editorial. Editores destacam toda informação que corrobore o estado de crise e escasseiam as que negam ou confrontam esse estado ( … ) Assim, o jornalismo econômico abandonou o modo triunfalista, que remetia à ideia da modernidade e da pujança. Em seu lugar entrou a profecia do fim do crescimento econômico, do fim das exportações, do fim do emprego, do fim do mundo.Essa nova narrativa busca o enfoque mais negativo possível. Em janeiro, por exemplo, depois de três meses de declínio, a produção da indústria brasileira cresceu 2,3%, mas a assustadora manchete de primeira página da Folha, “Indústria tem a maior queda em 19 anos”, privilegiou a comparação com janeiro de 2008, e não com o mês anterior. No caderno de economia a manchete foi “Indústria tem o pior resultado desde Collor”. Também nesse caso, observou o ombudsman do jornal, a assertiva é falsa, já que a produção hoje é de qualquer forma muito maior do que na era Collor ( … )”.
O que isso tem a ver com o arroz? Bem, seguindo o modelo da “narrativa” ( como diria Kucinski ) do imprensalão, eu botei logo no título um “apesar da crise”, que costuma adornar as chamadas e manchetes da vida real, ainda que eles estejam passando uma receita de bolo:
BOLO DE CENOURA ( 6 PORÇÕES, APESAR DA CRISE )
10 ovos ( se, devido à crise, você tiver apenas 9 unidades, não tem problema, complete com Maisena – ou um genérico, que é mais barato );
4 cenouras grandes ( mas se, por causa da crise, você não tiver 4 cenouras ou elas não sejam grandes e sim médias, então ponha mais uma unidade, ou substitua-a por mandioquinha ou giló );
E por aí vai. ( Gostei da idéia. Se der, vou postar uma receita de verdade, “à moda da crise”. )
Então: acrescentei a expressão famigerada, que ficou contrastando bizonhamente com o enunciado: a exportação cresceu 50% apesar da crise. Não só. Eu creditei diretamente à crise o aumento destas exportações. Uma bobagem, claro. Algo péssimo causando algo bom, digamos. Não mostrei quaisquer evidências de que a crise tenha feito aumentar as exportações de arroz. A palavra “crise” ficou como uma saliência, um apêndice desnecessário e fora do contexto. Outra coisa: no exemplo de Kucinski, ele reclama que o jornal mostrou ( privilegiou ) a queda da produção indústrial ( “A maior em 19 anos” ) destacando os números obtidos com a comparação entre “janeiro de 2009 ( depois de 3 meses de declínio ) e o mesmo mês, de 2008″ e não “janeiro de 2009″ com “dezembro de 2008″, quando haveria uma ligeira melhora a reportar ao público. Na manchete do nosso post fiz a mesma coisa: primeiro trimestre de 2009 “em relação ao mesmo período do ano anterior”, houve um crescimento de 50% ( OPS! “Apesar da crise”… ) ; o faturamento cresceu: 111% sobre as exportações do mesmo período de 2008. Em relação aos meses, março de 2009 X março de 2008, 30% a mais exportado [ e é arroz industrializado ].
A bem da verdade, esse artigo falando do arroz parece bem comedido, pois os números – confesso que nem arroz eu sei fazer, quanto mais analizar o mercado agrícola… – apresentados por ele ( crescimento de 30, 50 e 111%, qualquer que seja a base de comparação ) soam muito bons mesmo. Enfim.
Tipo de Culinária: Culinária Popular
TRIVELA
Carta Maior
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Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
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IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
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