ENCALHE

abril 15, 2009

CRISE HORROROSA E APOCALÍPTICA LEVA BRASIL A EXPORTAR no 1º. trimestre, 50% MAIS ARROZ QUE NO MESMO PERÍODO DE 2008

E AÍ? Achou meio esquisita essa chamada do post? Quando você ler a matéria que reproduzo a seguir, vai entender menos ainda. Sugiro, inclusive, que você visite ESTE POST primeiro, antes de seguir em frente. [ Pode ir que a gente espera... ]
Exportações de arroz crescem no primeiro trimestre de 2009
13 de abril de 2009
As vendas externas de arroz totalizaram 70,4 mil toneladas no mês de março, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Rio Grande do Sul contribuiu com 88% das operações. Do volume exportado, no mês, 91% correspondeu ao arroz beneficiado.
Para o assessor de Mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco Tavares, o perfil do produto exportado, concentrado em arroz industrializado, que agrega valor, contribuiu para que, no primeiro trimestre de 2009, o faturamento, apresentasse crescimento de 111% sobre as exportações do mesmo período em 2008, alcançando U$ 58, milhões.
Os principais destinos das exportações foram: Benin 29,8 mil toneladas e África do Sul 16,1 mil toneladas, com destaque para a inclusão de um novo cliente no portfólio brasileiro, Camarões com 9,2 mil toneladas, que identifica a importância da diversificação de mercados.
No primeiro trimestre de 2009 (ano comercial), as exportações atingiram, em volume, 173 mil toneladas, base casca. O dado representa um crescimento de quase 50% sobre o mesmo período do ano anterior. As vendas externas continuam fluindo em 2009 – destaca Tavares.
O fato contribui, decisivamente, para o fortalecimento dos preços internos, “atualmente estabilizados em plena safra e com boas possibilidades de recuperação nas próximas semanas”, juntamente com a farta disponibilidade de recursos para o carregamento dos estoques do governo federal e a implantação do programa de leilões de opções públicas a partir da próxima semana”, analisa.
As importações em março alcançaram 74,5 mil toneladas. O volume ultrapassou as exportações, com incremento de 35% sobre o mês anterior. Nesse trimestre, as importações alcançaram 230 mil toneladas.
Segundo Tavares, a projeção da Conab é de 500 mil toneladas para as exportações e 950 mil toneladas, mas o desempenho do primeiro trimestre permite projetar possíveis alterações nestes números, reduzindo os estoques finais projetados em 1,250 milhão de toneladas, “e que muito vai depender dos preços do mercado internacional e do câmbio ao longo do ano safra”, observa.
Em 2008, as exportações alcançaram 790 mil toneladas, enquanto as importações foram de apenas 590 mil toneladas.
Fonte: Irga
ENTENDEU? Seguinte: naquele post indicado, você leu o artigo do Bernardo Kucinski. E o que ele diz? Explico de meu modo tôsco: ele disse que o imprensalão, golpista e tucano, tem usado a crise para tentar minar um pouco da popularidade do Lula, além de tentar vender-nos a candidatura do Serra. Para não correr o risco de ver a Dilma Roussef ganhar do tucano em 2010 e, com isso, continuar o mandato do Lula ( o terceiro ). Por isso, aproveitando-se da crise econômica mundial iniciada nos EUA e que respingou aqui ( honestamente, não creio que saiba-se quanto ), o PIG tem publicado manchetes e notícias com tons mais apocalípticos que o próprio Roubini, o chamado “Profeta do Apocalipse”. Que, por sinal, excetuando a Carta Capital, era um completo e ignorado desconhecido pelos nossos jornais e revistas apesar de, muito antes do negócio estourar mesmo, ele já alertava o mundo. Enfim, se o Roubini é o “Profeta do Apocalipse”, os nossos jornais e revistas são os “Proxenetas da Crise”, que a usam e abusam da forma que lhes convir, contanto que ela sirva para derrubar o Lula.
Então, voltando ao Kucinski, ele escreveu o seguinte:
“Uma das edições do principal jornal de economia do país , Valor Econômico, trouxe no início de março nada menos que 15 manchetes e títulos com a palavra “crise”. Era “crise” para todo lado, quando havia e quando não havia. “Teles lucram mais apesar da crise.” Se lucram mais, não há crise para elas, então por que dizer “apesar da crise”? Ou “Mesmo com crise, JBS aposta nos EUA”. Ou ainda: “Contra a crise Volvo investe na AL”. Nessas manchetes, o fato noticiado é a negação da crise, mas o sentido transmitido é de crise.
Manchetes revelam como os editores querem que o leitor receba a notícia. Direcionam o modo de leitura. E muitos leitores ficam só nas manchetes. Imagine o empresário lendo essa edição do Valor. Depois de a palavra “crise” tanto martelar sua cabeça, imediatamente manda rever os investimentos, cortar gastos e horas extras ( … ) A palavra “crise” virou o que o filósofo francês Roland Barthes chamou de “mito”, não no sentido de lenda, e sim como um conjunto de significações que vão além da própria palavra. Nosso empresário pensou imediatamente em queda brutal nas encomendas, atrasos nos pagamentos, necessidade de agir rápido para evitar o fim de sua querida firma. O fim do seu mundo. O fim do mundo. A narrativa da crise virou a narrativa do fim do mundo. “Crise” tornou-se obsessão linguística e editorial. Editores destacam toda informação que corrobore o estado de crise e escasseiam as que negam ou confrontam esse estado ( … ) Assim, o jornalismo econômico abandonou o modo triunfalista, que remetia à ideia da modernidade e da pujança. Em seu lugar entrou a profecia do fim do crescimento econômico, do fim das exportações, do fim do emprego, do fim do mundo.Essa nova narrativa busca o enfoque mais negativo possível. Em janeiro, por exemplo, depois de três meses de declínio, a produção da indústria brasileira cresceu 2,3%, mas a assustadora manchete de primeira página da Folha, “Indústria tem a maior queda em 19 anos”, privilegiou a comparação com janeiro de 2008, e não com o mês anterior. No caderno de economia a manchete foi “Indústria tem o pior resultado desde Collor”. Também nesse caso, observou o ombudsman do jornal, a assertiva é falsa, já que a produção hoje é de qualquer forma muito maior do que na era Collor ( … )”.
O que isso tem a ver com o arroz? Bem, seguindo o modelo da “narrativa” ( como diria Kucinski ) do imprensalão, eu botei logo no título um “apesar da crise”, que costuma adornar as chamadas e manchetes da vida real, ainda que eles estejam passando uma receita de bolo:
BOLO DE CENOURA ( 6 PORÇÕES, APESAR DA CRISE )
10 ovos ( se, devido à crise, você tiver apenas 9 unidades, não tem problema, complete com Maisena – ou um genérico, que é mais barato );
4 cenouras grandes ( mas se, por causa da crise, você não tiver 4 cenouras ou elas não sejam grandes e sim médias, então ponha mais uma unidade, ou substitua-a por mandioquinha ou giló );
E por aí vai. ( Gostei da idéia. Se der, vou postar uma receita de verdade, “à moda da crise”. )
Então: acrescentei a expressão famigerada, que ficou contrastando bizonhamente com o enunciado: a exportação cresceu 50% apesar da crise. Não só. Eu creditei diretamente à crise o aumento destas exportações. Uma bobagem, claro. Algo péssimo causando algo bom, digamos. Não mostrei quaisquer evidências de que a crise tenha feito aumentar as exportações de arroz. A palavra “crise” ficou como uma saliência, um apêndice desnecessário e fora do contexto. Outra coisa: no exemplo de Kucinski, ele reclama que o jornal mostrou ( privilegiou ) a queda da produção indústrial ( “A maior em 19 anos” ) destacando os números obtidos com a comparação entre “janeiro de 2009 ( depois de 3 meses de declínio ) e o mesmo mês, de 2008″ e não “janeiro de 2009″ com “dezembro de 2008″, quando haveria uma ligeira melhora a reportar ao público. Na manchete do nosso post fiz a mesma coisa: primeiro trimestre de 2009 “em relação ao mesmo período do ano anterior”, houve um crescimento de 50% ( OPS! “Apesar da crise”… ) ; o faturamento cresceu: 111% sobre as exportações do mesmo período de 2008. Em relação aos meses, março de 2009 X março de 2008, 30% a mais exportado [ e é arroz industrializado ].
A bem da verdade, esse artigo falando do arroz parece bem comedido, pois os números – confesso que nem arroz eu sei fazer, quanto mais analizar o mercado agrícola… – apresentados por ele ( crescimento de 30, 50 e 111%, qualquer que seja a base de comparação ) soam muito bons mesmo. Enfim.

CRISE HORROROSA E APOCALÍPTICA LEVA BRASIL A EXPORTAR no 1º. trimestre, 50% MAIS ARROZ QUE NO MESMO PERÍODO DE 2008

E AÍ? Achou meio esquisita essa chamada do post? Quando você ler a matéria que reproduzo a seguir, vai entender menos ainda. Sugiro, inclusive, que você visite ESTE POST primeiro, antes de seguir em frente. [ Pode ir que a gente espera... ]
Exportações de arroz crescem no primeiro trimestre de 2009
13 de abril de 2009
As vendas externas de arroz totalizaram 70,4 mil toneladas no mês de março, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Rio Grande do Sul contribuiu com 88% das operações. Do volume exportado, no mês, 91% correspondeu ao arroz beneficiado.
Para o assessor de Mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco Tavares, o perfil do produto exportado, concentrado em arroz industrializado, que agrega valor, contribuiu para que, no primeiro trimestre de 2009, o faturamento, apresentasse crescimento de 111% sobre as exportações do mesmo período em 2008, alcançando U$ 58, milhões.
Os principais destinos das exportações foram: Benin 29,8 mil toneladas e África do Sul 16,1 mil toneladas, com destaque para a inclusão de um novo cliente no portfólio brasileiro, Camarões com 9,2 mil toneladas, que identifica a importância da diversificação de mercados.
No primeiro trimestre de 2009 (ano comercial), as exportações atingiram, em volume, 173 mil toneladas, base casca. O dado representa um crescimento de quase 50% sobre o mesmo período do ano anterior. As vendas externas continuam fluindo em 2009 – destaca Tavares.
O fato contribui, decisivamente, para o fortalecimento dos preços internos, “atualmente estabilizados em plena safra e com boas possibilidades de recuperação nas próximas semanas”, juntamente com a farta disponibilidade de recursos para o carregamento dos estoques do governo federal e a implantação do programa de leilões de opções públicas a partir da próxima semana”, analisa.
As importações em março alcançaram 74,5 mil toneladas. O volume ultrapassou as exportações, com incremento de 35% sobre o mês anterior. Nesse trimestre, as importações alcançaram 230 mil toneladas.
Segundo Tavares, a projeção da Conab é de 500 mil toneladas para as exportações e 950 mil toneladas, mas o desempenho do primeiro trimestre permite projetar possíveis alterações nestes números, reduzindo os estoques finais projetados em 1,250 milhão de toneladas, “e que muito vai depender dos preços do mercado internacional e do câmbio ao longo do ano safra”, observa.
Em 2008, as exportações alcançaram 790 mil toneladas, enquanto as importações foram de apenas 590 mil toneladas.
Fonte: Irga
ENTENDEU? Seguinte: naquele post indicado, você leu o artigo do Bernardo Kucinski. E o que ele diz? Explico de meu modo tôsco: ele disse que o imprensalão, golpista e tucano, tem usado a crise para tentar minar um pouco da popularidade do Lula, além de tentar vender-nos a candidatura do Serra. Para não correr o risco de ver a Dilma Roussef ganhar do tucano em 2010 e, com isso, continuar o mandato do Lula ( o terceiro ). Por isso, aproveitando-se da crise econômica mundial iniciada nos EUA e que respingou aqui ( honestamente, não creio que saiba-se quanto ), o PIG tem publicado manchetes e notícias com tons mais apocalípticos que o próprio Roubini, o chamado “Profeta do Apocalipse”. Que, por sinal, excetuando a Carta Capital, era um completo e ignorado desconhecido pelos nossos jornais e revistas apesar de, muito antes do negócio estourar mesmo, ele já alertava o mundo. Enfim, se o Roubini é o “Profeta do Apocalipse”, os nossos jornais e revistas são os “Proxenetas da Crise”, que a usam e abusam da forma que lhes convir, contanto que ela sirva para derrubar o Lula.
Então, voltando ao Kucinski, ele escreveu o seguinte:
“Uma das edições do principal jornal de economia do país , Valor Econômico, trouxe no início de março nada menos que 15 manchetes e títulos com a palavra “crise”. Era “crise” para todo lado, quando havia e quando não havia. “Teles lucram mais apesar da crise.” Se lucram mais, não há crise para elas, então por que dizer “apesar da crise”? Ou “Mesmo com crise, JBS aposta nos EUA”. Ou ainda: “Contra a crise Volvo investe na AL”. Nessas manchetes, o fato noticiado é a negação da crise, mas o sentido transmitido é de crise.
Manchetes revelam como os editores querem que o leitor receba a notícia. Direcionam o modo de leitura. E muitos leitores ficam só nas manchetes. Imagine o empresário lendo essa edição do Valor. Depois de a palavra “crise” tanto martelar sua cabeça, imediatamente manda rever os investimentos, cortar gastos e horas extras ( … ) A palavra “crise” virou o que o filósofo francês Roland Barthes chamou de “mito”, não no sentido de lenda, e sim como um conjunto de significações que vão além da própria palavra. Nosso empresário pensou imediatamente em queda brutal nas encomendas, atrasos nos pagamentos, necessidade de agir rápido para evitar o fim de sua querida firma. O fim do seu mundo. O fim do mundo. A narrativa da crise virou a narrativa do fim do mundo. “Crise” tornou-se obsessão linguística e editorial. Editores destacam toda informação que corrobore o estado de crise e escasseiam as que negam ou confrontam esse estado ( … ) Assim, o jornalismo econômico abandonou o modo triunfalista, que remetia à ideia da modernidade e da pujança. Em seu lugar entrou a profecia do fim do crescimento econômico, do fim das exportações, do fim do emprego, do fim do mundo.Essa nova narrativa busca o enfoque mais negativo possível. Em janeiro, por exemplo, depois de três meses de declínio, a produção da indústria brasileira cresceu 2,3%, mas a assustadora manchete de primeira página da Folha, “Indústria tem a maior queda em 19 anos”, privilegiou a comparação com janeiro de 2008, e não com o mês anterior. No caderno de economia a manchete foi “Indústria tem o pior resultado desde Collor”. Também nesse caso, observou o ombudsman do jornal, a assertiva é falsa, já que a produção hoje é de qualquer forma muito maior do que na era Collor ( … )”.
O que isso tem a ver com o arroz? Bem, seguindo o modelo da “narrativa” ( como diria Kucinski ) do imprensalão, eu botei logo no título um “apesar da crise”, que costuma adornar as chamadas e manchetes da vida real, ainda que eles estejam passando uma receita de bolo:
BOLO DE CENOURA ( 6 PORÇÕES, APESAR DA CRISE )
10 ovos ( se, devido à crise, você tiver apenas 9 unidades, não tem problema, complete com Maisena – ou um genérico, que é mais barato );
4 cenouras grandes ( mas se, por causa da crise, você não tiver 4 cenouras ou elas não sejam grandes e sim médias, então ponha mais uma unidade, ou substitua-a por mandioquinha ou giló );
E por aí vai. ( Gostei da idéia. Se der, vou postar uma receita de verdade, “à moda da crise”. )
Então: acrescentei a expressão famigerada, que ficou contrastando bizonhamente com o enunciado: a exportação cresceu 50% apesar da crise. Não só. Eu creditei diretamente à crise o aumento destas exportações. Uma bobagem, claro. Algo péssimo causando algo bom, digamos. Não mostrei quaisquer evidências de que a crise tenha feito aumentar as exportações de arroz. A palavra “crise” ficou como uma saliência, um apêndice desnecessário e fora do contexto. Outra coisa: no exemplo de Kucinski, ele reclama que o jornal mostrou ( privilegiou ) a queda da produção indústrial ( “A maior em 19 anos” ) destacando os números obtidos com a comparação entre “janeiro de 2009 ( depois de 3 meses de declínio ) e o mesmo mês, de 2008″ e não “janeiro de 2009″ com “dezembro de 2008″, quando haveria uma ligeira melhora a reportar ao público. Na manchete do nosso post fiz a mesma coisa: primeiro trimestre de 2009 “em relação ao mesmo período do ano anterior”, houve um crescimento de 50% ( OPS! “Apesar da crise”… ) ; o faturamento cresceu: 111% sobre as exportações do mesmo período de 2008. Em relação aos meses, março de 2009 X março de 2008, 30% a mais exportado [ e é arroz industrializado ].
A bem da verdade, esse artigo falando do arroz parece bem comedido, pois os números – confesso que nem arroz eu sei fazer, quanto mais analizar o mercado agrícola… – apresentados por ele ( crescimento de 30, 50 e 111%, qualquer que seja a base de comparação ) soam muito bons mesmo. Enfim.

julho 29, 2008

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Filed under: alimentação, commodities, Especulação, feijão, produção agrícola — Humberto @ 1:37 pm
Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

junho 3, 2008

Quem nunca comeu calorias, quando come, leva o mundo à beira da destruição total!!!

Matérias-primas mais caras e demanda disparam inflação mundial
Folha Online, 09.04.08
“Os preços mais altos das matérias-primas, tanto alimentícias quanto energéticas, acentuados pela forte demanda dos países emergentes, tem provocado aumento da inflação no mundo.
Os preços dos cereais explodiram e o petróleo é vendido acima dos US$ 100 o barril –nesta quarta-feira,
atingiu recorde aos US$ 112,21 –, afetando fortemente a maioria das economias do planeta e o poder aquisitivo das populações.
A grande responsável por estas altas dos preços é a demanda crescente dos países emergentes, com economias em crescimento que necessitam de matéria-prima para alimentar sua produção. A oferta mundial, limitada por recursos ou capacidade de produção, não consegue suprir essa demanda, o que gera tensões nos mercados internacionais e eleva os preços.
Seguindo os passos das matérias-primas, a inflação também começa a bater recordes no mundo, retirando o poder de compra da população. As tensões sobre os preços são particularmente sensíveis nos países em desenvolvimento, onde as famílias dedicam maior parte dos salários para a compra de comida e de combustível. (…)”
Difícil ler essas coisas, sem que surjam mais perguntas, que nos levarão a mais questionamentos. O trecho acima – e eu não vou me dar ao trabalho de ler o restante – , pelo menos uma idéia contida nela, me fez lembrar aquela ironia do Paulo Henrique Amorim: O PAC FAZ MAL À SAÚDE. Ou seja: os países emergentes estão levando o mundo à destruição, devido a seu excesso de consumismo. Onde já se viu? Já dizia o correto ditado: “Quem nunca comeu melado…”.
Quer ver uma coisa? Você acharia bom que o kilo de arroz no supermercado custasse R$ 0,50? Antes de responder, pense no que diria o produtor de arroz, sobre ele produzir o alimento a um custo tal que permitisse ao consumidor final no varejo pagar os cinquenta centavos. Talvez a história de “produzir comida cada vez mais e mais barato” seja um embuste que não considera as “Leis de Mercado” e os interesses dos agentes.
Que as pessoas ( provavelmente mais chineses e indianos, além de uns brazucas ) estejam consumindo mais alimentos, é uma informação a ser comemorada. Mas é justo dizer que isto seja a causa da aludida falta de alimentos e de seu consequente encarecimento, do jeito com está sendo exposto?
Não sei explicar direito o que me vem à cabeça, mas siga com a leitura:
Secretário de Agricultura do Paraná alerta: oligopólio de fertilizantes encarece alimentos
AEN/ PR, 12.05.08
“O pouco número de empresas que produzem fertilizantes aumentou o preço do produto em mais de 50% só este ano, o que vem causando um repasse de custos inaceitável na produção de alimentos. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, durante audiência pública na Assembléia Legislativa, onde defendeu a necessidade de o Brasil discutir os 15 anos de privatização do setor e encontrar soluções alternativas para ampliar o fornecimento do insumo. (…)”
Ora, vejam. O secretário de Agricultura do Paraná traz um dado que merece nosso interesse: em 5 meses, houve um reajuste nos preços dos fertilizantes de cerca de 50%!!
Mas há outras informações excelentes: há, no mercado, um baixo ( “pouco” ) número de empresas que produzem fertilizantes. Um cartel, portanto. Aliás, me parece que o Brasil já foi, até os longínquos anos 90, um produtor de fertilizantes, sem precisar recorrer a importações massivas do produto. O ideal seria pesquisar a respeito. Sei – meio vagamente – que havia empresas estatais, ou subsidiárias das maiores, tipo Petrobrás, com esta função, e acabaram entrando na lista de degola das privatizações. Poderíamos, agora, refletir um pouco sobre a necessidade ou não de um país possuir uma empresa estatal estratégica, para a produção de defensivos, fertilizantes e outros, e que fosse um instrumento de equilíbrio na cadeia de produção agrícola.
Pois o artigo publicado na Folha Online não cogita a existência de um cartel de insumos a determinar os preços de elementos necessários para a produção dos alimentos, e que este seja também um responsável pela crise de abastecimento.
O artigo abaixo pode ser considerado altamente esclarecedor. Talvez haja um ou outro ponto de maior complexidade mas, de um modo geral penso eu, descreve bem a situação. Os grifos e destaques que surgirem são meus:
“Agrocombustíveis e produção de alimentos
ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA
“E as conseqüências, para a produção de alimentos no Brasil, da expansão da cana-de-açúcar nos últimos 15 anos, quais são?
A RELAÇÃO entre a expansão dos agrocombustíveis e a produção de alimentos ganhou a agenda política internacional. A agricultura mundial continua passando por transformações profundas. O avanço da “comoditização” dos alimentos e do controle genético das sementes que sempre foram patrimônio da humanidade foi acelerado.
Dois processos monopolistas comandam a produção agrícola mundial. De um lado, está a territorialização dos monopólios, que atuam simultaneamente no controle da propriedade privada da terra, do processo produtivo no campo e do processamento industrial da produção agropecuária. O principal exemplo é o setor sucroalcooleiro.
De outro lado, está a monopolização do território pelas empresas de comercialização e processamento industrial da produção agropecuária, que, sem produzir absolutamente nada no campo, controlam, por meio de mecanismos de sujeição, camponeses e capitalistas produtores do campo.
As empresas monopolistas do setor de grãos atuam como “players” no mercado futuro das Bolsas de mercadorias do mundo e, muitas vezes, têm também o controle igualmente monopolista da produção dos agrotóxicos e dos fertilizantes.
A crise, portanto, tem dois fundamentos. O primeiro, de reflexo mais limitado, refere-se à alta dos preços internacionais do petróleo e, conseqüentemente, à elevação dos custos dos fertilizantes e agrotóxicos.
O segundo é conseqüência do aumento do consumo, mas não do consumo direto como alimento, como quer fazer crer o governo brasileiro, mas, isto sim, daquele decorrente da opção dos Estados Unidos pela produção do etanol a partir do milho.
Esse caminho levou à redução dos estoques internacionais desse cereal e à elevação de seus preços e dos preços de outros grãos – trigo, arroz, soja.
Assim, a “solução” norte-americana contra o aquecimento global se tornou o paraíso dos ganhos fáceis dos “players” dos monopólios internacionais que nada produzem, mas que sujeitam produtores e consumidores à sua lógica de acumulação.
Certamente, não há caminho de volta para a crise, pois, no caso norte-americano, os solos disponíveis para o cultivo são disputados entre trigo, milho e soja. O avanço de um se reflete inevitavelmente no recuo dos outros. Daí a crítica radical de Jean Ziegler, da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o etanol como “crime contra a humanidade”.
É no interior dessa crise que o agronegócio do agrocombustível brasileiro quer pegar carona no futuro fundado na reprodução do passado. O governo está pavimentando o caminho.
Por isso, a questão dos agrocombustíveis e a produção de alimentos rebatem diretamente no campo brasileiro. A área plantada de cana-de-açúcar na última safra chegou perto de 7 milhões de hectares e, em São Paulo, onde se concentra mais de 50% do total, já ocupa a quase totalidade dos solos mais férteis existentes.
Em meio à expansão dos agrocombustíveis, uma pergunta se faz necessária: quais foram as conseqüências, para a produção de alimentos no Brasil, da expansão da cultura da cana nos últimos 15 anos?
Os dados do IBGE, entre 1990 e 2006, revelam a redução da produção dos alimentos imposta pela expansão da área plantada de cana-de-açúcar, que cresceu, nesse período, mais de 2,7 milhões de hectares. Tomando-se os municípios que tiveram a expansão de mais de 500 hectares de cana no período, verifica-se que, neles, ocorreu a redução de 261 mil hectares de feijão e 340 mil hectares de arroz.
Essa área reduzida poderia produzir 400 mil toneladas de feijão, ou seja, 12% da produção nacional, e 1 milhão de toneladas de arroz, o que equivale a 9% do total do país. Além disso, reduziram-se nesses municípios a produção de 460 milhões de litros de leite e mais de 4,5 milhões de cabeças de gado bovino.
Embora a expansão esteja mais concentrada em São Paulo, já o está também no Paraná, em Mato Grosso do Sul, no Triângulo Mineiro, em Goiás e em Mato Grosso. Nesses Estados, reduziu-se a área de produção de alimentos agrícolas e se deslocou a pecuária na direção da Amazônia Isso deu, conseqüentemente, em desmatamento. Por isso, a expansão dos agrocombustíveis continuará a gerar a redução da produção de alimentos.
A produção dos três alimentos básicos no país -arroz, feijão e mandioca- também não cresce desde os anos 90, e o Brasil se tornou o maior país importador de trigo do mundo. Portanto, o caminho para a saída da crise e da construção de uma política de soberania alimentar continua sendo a realização de uma reforma agrária ampla, geral e massiva.
ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA, 60, é professor titular de geografia agrária da USP e diretor da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária). Integrou a equipe que elaborou a proposta do Segundo Plano Nacional de Reforma Agrária para o governo Lula (2003).
Fonte: Folha de S.Paulo – 17/4/08 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1704200809.htm)”
Vejam só, eu não estou afirmando coisa alguma ( quem sou eu? ); talvez um simples alerta de que, quando se percebe a vEJA falando sobre inflação, e você sabe ( sem nem mesmo precisar ler a matéria ) que, nas entrelinhas, ela tenta enfiar em nossa goela a impressão de que uma truculenta alta de juros promovida pelo Gabinete do dr. Meirelles seria boa para o Brasil, devemos redobrar a atenção. Pois se, de um limão se fará uma limonada, uma alta de juros – com a desculpa de brecar a inflação “causada pelos alimentos” – poderá não sutir efeito sobre os preços da comida, mas faria a alegria de muito especulador por aí.

maio 6, 2008

FAO reforça o que este blog sugeriu: não tem arroz, comam batatas!!

Essa é uma das coisas que aprendemos ao ler revistas do tipo “Saúde” ou “Almanaque do Pensamento”. Arroz e batatas costumam fazer parceria no prato dos brasileiros que têm o que comer. Sabe, aquele “arroz, feijão, carne ensopada e batata”. É uma overdose de carboidratos!!

Mas, agora que os chineses e indianos estão sendo responsabilizados pela falta de alimentos no mundo, convém a nós, sulamericanos, fazermos maior uso deste tesouro, outrora desconhecido na Europa ( se não estou delirando, parece que foram os conquistadores espanhóis que levaram o tubérculo para o Velho Mundo, a partir de nosso subcontinente ).
Nós, que temos o que comer com certa regularidade, podemos também reduzir ( mais, né? )nosso consumo de carne, já que grande parte dos alimentos que estão “faltando” são aqueles utilizados na pecuária. Provavelmente para exportação. Se estiver certo, isso significa que os engordurados e gordos do primeiro mundo terão ELES, principalmente, que reduzir seu consumo de carnes.
Quer dizer, não sei se tal atitude surtiria algum efeito nesta crise, já que não entendo muito bem como funciona ESTE TIPO de, digamos, cadeia alimentar. Há muitos agentes envolvidos nesta cadeia de produção, distribuição e consumo. Desconheço o alcance.
Desnecessário afirmar que, em algum lugar do mundo, deve haver aquela cabeça privilegiada e lógica, agradecendo a DEUS por tantos bilhões de pessoas passarem fome, e não tendo perspectivas de que sua situação seja resolvida. Sobra mais comida prá nóis!! O raciocínio é, de certa forma, similar àquele que debitará às citadas e superpopulosas nações em desenvolvimento a causa do aquecimento global e da poluição presentes.
A vEJINHA desta semana traz matéria sobre a alta dos preços em restaurantes. Nada ali para nós, mortais. Mas é interessante saber quais são as algumas das causas, na ótica da revista:
Cito:
- o crescimento mundial de 20% nos últimos 4 anos;
- esta aqui é legal: no MERCADO FINANCEIRO, as commodities ( que é como são chamados os trecos que você põe no prato ) agrícolas tornaram-se alvo de ESPECULAÇÃO. Isso explica a alta de 55% de cereais, legumes e oleaginosas;
- milho e soja são usados para ração ( OBS: Índia e China passaram a comer carne?? De vaca? Na Índia? );
A questão “o tanque ou o bucho” está ficando, digamos, curiosa, quando pensamos nos norteamericanos. Se for verdade, seu álcool de milho é mais caro que o nosso, e torna mais raro este delicioso alimento da mesa do americano. A questão se mostra, então, pior para a nação onde mais se cultua o automóvel. Alguns – talvez vários – países estão impondo barreiras à exportação de seus excedentes, preferindo que estes fiquem disponíveis à suas populações. O que pode complicar ainda mais a situação dos EUA. Os preços dos alimentos importados, que não sejam produzidos suficientemente no país, dispararão ou sumirão, já que não seria mais tão fácil encontrar uma nação disposta a tirar o rango da boca de sua população para vender aos glutões e obesos americanos sob o risco de lhe faltar. Claro que estou passando com uma motoniveladora sobre a super-provável hipótese de que existam governos demasiado pró-americanos, incapazes de deixar os yankees à míngua.
Apesar de eu não ser mais que um curioso, me atrevo a pensar o seguinte, dentro de minhas limitações sobre o assunto:
Os produtores desejam, claro, vender para quem pagar mais. Seja ele um cliente interno ou externo. Os governos que restringirem as exportações – sei lá como fariam isso – deverão completar o preço de acordo com a maior oferta, independente dos preços cotados. Nada impede que alguém queira e possa cobrir um preço cotado a “X”. O produtor, obrigado a vender sua produção a “X”, ficará desgostoso em saber que poderia estar vendendo a “X + 1″. Essa insatisfação poderá levar a conflitos, boicotes, locautes, ocultamento de víveres, pressões de associações de produtores e do agronegócio. A diferença deverá ser coberta, exigirão. E nem estou levando em conta os preços de insumos e demais componentes da produção.
Vejam só a escalada de preços, subordinada às lógicas da “oferta-procura” e “oferta-meios de aquisição { ou simplesmente “meios”}”. Será esta a chance de uma reforma agrária decente ocorrer por aqui?
Ah…já pensei demais sobre isso. Deixa eu ir jantar. Abaixo, uma receita de Pão de Batata, tirada do site CYBERCOOK. Site bem legal, aliás!! Se alguém fizer, me convide. Eu levo o café!
Pão de Batata

Tipo de Culinária: Culinária Popular

Categoria: Pães e Pizzas
Subcategorias: Pães com e sem recheio
Rendimento: 60 porções
- 1 kg de farinha de trigo
- 80 gr de fermento biológico fresco
- 150 gr de açúcar União
- 400 gr de batata cozida(s)
- 30 gr de sal- 100 gr de margarina Qualy Sadia
- 2 unidade(s) de ovo
- quanto baste de leite
Numa bacia ou na batedeira, faça uma esponja com 100 gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar durante 15 minutos. Após este descanso, misture todos os ingredientes e faça uma massa bem macia. Espere o crescimento da massa durante 30 minutos. Depois, modele em bolinhas de 70 gramas cada uma, coloque nas assadeiras previamente untadas, espere novamente o crescimento durante uns 40 minutos, aproximadamente, e leve para assar. Temperatura do forno: 200° C.
Observação: Vaporize bem o forno, com água, antes de levar os pães para assar.

novembro 7, 2007

Você é o que você come: aumenta uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras!!! ( da série: a mesma notícia com título – e foco – diferente )

Venda de defensivos surpreende, e Basf estima crescer 20%
Quando 2007 começou, os dirigentes da alemã Basf no Brasil não imaginavam que chegariam ao fim do ano com estoques praticamente zerados e com dificuldades para atender a uma demanda efusiva. “As indústrias normalmente trabalham com estoque de produção de 10%. Mas ninguém imaginou que a agricultura tomaria um impulso tão grande a ponto de faltarem alguns produtos nas revendas”, diz Eduardo Leduc, diretor de produtos para agricultura da Basf Brasil.
Por isso, agricultores que deixaram as encomendas para a última hora tiveram dificuldades. E quem depende ainda da liberação do Fundo de Financiamento de Recebíveis do Agronegócio (FRA) para recompor o caixa e investir na nova safra terá problemas, observa.
Satisfeita com o avanço no mercado de defensivos, a Basf leva à frente seu plano de investimentos de 252 milhões de euros até 2011 na América do Sul para modernizar as divisões agrícola e de tintas. Do total, 90% será destinado às unidades do Brasil. Hoje o país responde por 70% da sua receita no continente, que em 2006 foi de 529 milhões de euros. Para este ano, a empresa prevê para a América do Sul crescimento de 10%. Para o Brasil, segundo maior mercado para a Basf depois dos Estados Unidos, a alemã estima expansão de 20% nas vendas de defensivos para a safra 2007/08. Sem informar a atual participação no mercado brasileiro, Leduc situa a Basf como a terceira maior do setor, depois da múlti anglo-suíça Syngenta e da alemã Bayer.
Para o mercado, Leduc prevê para este ano receita de até US$ 5 bilhões, ante US$ 3,9 bilhões em 2006, número que, se alcançado, será recorde. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) projeta receita menor, de até US$ 4,6 bilhões, mesmo valor alcançado em 2004.
Na avaliação de Leduc, o mercado brasileiro se aqueceu graças ao aumento da adoção de tecnologias no campo [ grifo do blog ]. Entre elas, destaca a recente utilização de herbicidas nas lavouras de milho. “É um mercado que não existia e começou a ser explorado neste ano” [ grifo do blog ] , diz. Outro fator apontado é o aumento de 7% na área plantada com soja no país e a maior adoção de defensivos em milho, cana, café e citros [ grifo do blog ]. “Houve recuperação nos preços internacionais dos defensivos com a expansão global da agricultura, o que também favoreceu um reajuste nos preços no país[ grifo do blog ], acrescenta.
Para o executivo, apenas dois fatores podem limitar esse crescimento: problemas climáticos e a queda do dólar para um nível próximo a R$ 1,60, como já é previsto por economistas. “Produtores que plantaram com o dólar a R$ 1,80 terão um novo desencaixe entre custo e receita se as previsões para o câmbio se confirmarem”, afirma.
Outro desafio será evitar a pirataria de sementes. A Basf trava disputa na Justiça para receber royalties referentes ao uso da tecnologia Clearfield para arroz, desenvolvida em parceria com o Instituto Riograndense do Arroz (Irga). “A empresa possui variedades de arroz resistentes a herbicidas [imidazolinona] e de alta produtividade, mas não trará ao Brasil enquanto essa questão não for solucionada”.
No exterior, a Basf detém variedades transgênicas de arroz que oferecem produtividade até 40% superiores a sementes convencionais – tecnologia desenvolvida pela belga CropDesign, adquirida pela Basf em 2006. A empresa também mantém parceria com a Monsanto, desde março, para desenvolver sementes de milho, soja, algodão e canola geneticamente modificadas e tolerantes à seca.
No Brasil, a Basf fechou acordo em julho com a Embrapa para desenvolver variedades de soja transgênicas, projeto que envolve aporte de US$ 6 milhões pelas duas empresas. “Também estamos avaliando oportunidades de negócios com cana-de-açúcar”, diz Leduc.
Ainda na área agrícola, a Basf inaugurou em outubro um laboratório global de estudos ambientais e segurança alimentar, com sede em Guaratinguetá (SP). Fruto de investimento de 3,15 milhões de euros, é o terceiro do gênero (a empresa possui outros dois na Alemanha e nos EUA) e permitirá à empresa acelerar o desenvolvimento de novos produtos para a América do Sul. “A unidade também possibilitará desenvolver produtos exclusivos a esse mercado”, afirma Leduc.
Valor Econômico
07/11/07

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