ENCALHE

agosto 19, 2009

Mais um esquema. Esta é a realidade da prefeitura paulistana ( parceira do governo estadual, segundo as propagandas que assolam )

Esse PIG é gozadinho: o Kassab, blablabla, “devido à crise” vai reduzir em 20% a varrição. Mas sabe qual é a notícia? Uma empresa terceirizada ( Construfert Ambiental ) contratava 228 varredores como “ajudantes”, a um salário de uns 400 e pouco, mas recebia da prefeitura o valor de 600 e pouco, já que botava os ajudantes para varrerem as ruas. Belo esquema, mais um. Como o das empresas de merenda.
Mas o PIG fala que a culpa é da “queda de arrecadação”. O problema dos varredores ( “desvio de função” ) já atravessa ano, de acordo com o seu sindicato. O PIG transforma o escândalo num problema “contábil” ou “administrativo”. Ou em “polêmica salarial”
OBS: A Construfert, velha de guerra, e especialista no ramo disputou, entre outras, a licitação do lixo em São José do Rio Preto, em consórcio com a TEJOFRAN
MAIS: GoodFellas
TCE DÁ PRAZO PARA GOVERNADOR EXPLICAR CASO POWER-TEJOFRAN

agosto 13, 2009

MP processa Kassab por calote em precatórios

Filed under: Gilberto Kassab, precatórios, Prefeitura de São Paulo — Humberto @ 2:51 am
O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, ingressou na segunda-feira (10) com ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em razão do não pagamento dos precatórios de natureza alimentar referentes ao exercício de 2006.
De acordo com a ação, proposta pela promotora de Justiça Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto, o Poder Judiciário orçou e requisitou à Prefeitura de São Paulo R$ 240,7 mil para o pagamento de precatórios alimentares para o ano de 2006. Esse valor foi incluído na lei orçamentária, mas apenas R$ 119 milhões foram efetivamente pagos.
Laudo do Centro de Apoio às Execuções (CAEX), órgão técnico do MP, concluiu que apenas 49,45% da verba total destinada pelo orçamento aos pagamentos de precatórios alimentares foram aplicados nessa finalidade, o que, segundo a promotora, demonstra ter havido a transferência de recursos para outros fins diversos do estabelecido na lei orçamentária municipal.
“O orçamento destinado ao pagamento dos precatórios alimentares teve seu crédito transferido para uma finalidade diversa; a saber, o pagamento de contribuições sociais e obrigações patronais”, afirma a promotora na ação, resultado de representação feita ao MP por um servidor municipal aposentado, em janeiro de 2007.
Para o MP, o prefeito Kassab descumpriu disposições constitucionais, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei Orgânica do Município de São Paulo e a Lei do Orçamento Municipal do exercício de 2006, ferindo os princípios da legalidade, da moralidade e da proporcionalidade.
Na ação, a promotora pede a condenação do prefeito à perda da função pública, ao pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração percebida por ele na ocasião dos fatos e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

julho 12, 2009

Jaz São Paulo: Prefeitura prepara a cidade para a Copa. Para atrair investidores, administração persegue moradores de rua e reduz vagas em albergues!

Prefeitura está reduzindo vagas para moradores de rua em albergues?
Todas as semanas, moradores da Saúde, Vila Mariana, Jabaquara, Cursino e Ipiranga se queixam: o número de pessoas vivendo em condições precárias, em praças, baixos de viadutos e canteiros da região não para de crescer. São crianças, adolescentes, catadores de lixo, famílias inteiras… Esta semana, a situação parece ter atingido um ponto crítico: o Ministério Público acatou uma representação do diretório municipal do PT e abriu inquérito para investigar a atuação da atual secretária municipal de Assistência Municipal e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, no que diz respeito ao atendimento a população de rua no município. A oposição denuncia a redução de vagas em albergue, maus tratos por parte da Guarda Civil Metropolitana e ainda a diminuição de verbas a entidades que mantêm albergues.
MP vai investigar ação municipal para moradores de rua
Promotoria abriu inquérito para analisar denúncias de que a Prefeitura está agindo com descaso e diminuindo vagas em albergues
Por que tem aumentado tanto o número de pessoas vivendo pelas ruas da cidade ultimamente?
A região tem forte reflexo dessa região, com “acampamentos” formados em praças e baixos de viadutos. O Complexo Viário do Cebolinha, em frente ao Detran, as ilhas centrais da Rua Vergueiro, os baixos dos viadutos Onze de Junho e de vários ao longo da Avenida dos Bandeirantes, desde o Jabaquara até Moema, são exemplos. Será que é a crise econômica que explica tal explosão? Há meses o jornal São Paulo Zona Sul vem questionando a prefeitura sobre essa realidade, sem obter respostas convincentes. O trabalho, antes descentralizado e a cargo das subprefeituras, agora está exclusivamente nas mãos da Secretaria de Assistência Social, que vem se recusando a dar detalhes sobre a atual política destinada a pessoas em situação de rua.
Para o vereador José Américo, do PT, a Prefeitura tem agido com descaso e, mais do que isso, está destruindo a estrutura de albergues e outros serviços de atendimentos a essa população – daí esse quadro aque a população assiste diariamente.
O parlamentar, que é presidente do PT municipal, entrou com representação no Ministério Público contra a a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio, e o prefeito Gilberto Kassab. Esta semana, a promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, abriu inquérito civil (nº 293/09) para investigar a política da atual administração no atendimento à população de rua, que vem sendo alvo de críticas de organizações sociais e de usuários de albergues.
Um dos fatos que deixou o vereador indignado foi o depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal em maio, da secretária Alda Marco Antonio declarou publicamente sua disposição de reduzir o número de homens e mulheres que ocupam vagas em albergues. Na ocasião, ela reafirmou o que já havia declarado à imprensa, de que pelo menos três mil pessoas estariam ocupando vagas “indevidamente”, causando preocupação entre os vereadores presentes.
A secretária acredita que muitas pessoas que estão ocupando os albergues teriam condições de bancar suas próprias moradias e, por isso, pretende fazer um recadastramento e reduzir em 3 mil vagas o número total oferecido hoje na cidade.
Para José Américo, até mesmo os vereadores da bancada estão constrangidos com essas declarações e com a política assistencial da Prefeitura. “Nos últimos dezoito meses, o número da vagas já caiu de 9 mil para 7.500 vagas”, diz ele.
O presidente do PT municipal diz que essa redução ocorreu por conta do desprezo da Prefeitura com entidades conveniadas. “A Província Franciscana rescindiu os convênios porque, diferente do que prevê a legislação, a Prefeitura não reajustou o valor repassado às entidades e ainda fazia os pagamentos com atrasos constantes”. Só os albergues que eram gerenciados pelos franciscanos geravam mais de mil vagas na cidade, no Glicério e no centro, que agora estão desativadas.
Até mesmo as Polícias Civil e Militar comprovam a redução na oferta de vagas em albergues. Operação policial realizada no domingo (5) para combater o uso de crack no centro da capital foi parcialmente cumprida. Isto porque das 265 pessoas encaminhadas para centros de atendimento da prefeitura, apenas 60 foram atendidas, pois não havia vagas. As demais voltaram para as ruas.
“Em pleno inverno, quando as vagas devem aumentar, a Prefeitura diminui. É inacreditável o que a secretária Alda Marco Antonio está fazendo”, diz o vereador. O vereador aponta que as condições degradantes em que vivem esses seres humanos sob viadutos não são a única face negativa da atual política municipal. Na representação ao ministério público, foi denunciado também que a população de rua se queixa dos maus tratos que sofre por parte de integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de funcionários responsáveis pela limpeza de praças e calçadas. Eles estariam atirando jatos d’água sobre a população de rua durante a execução do serviço.
“A atual gestão quer tirar os moradores das ruas, especialmente da região central, mas não oferecem alternativas e o resultado acaba sendo oposto ao desejado”, conclui José Américo.
JORNAL ZONA SUL, 10 A 16 DE JULHO DE 2009
Ed. 2429
ELES SÃO DE MARTE? OU DE VÊNUS?
Cracolândia: 70% vêm da periferia, Grande SP e Baixada Santista ( Estadão, 12.07.09 )
Digamos que eu more na Lapa e esteja relatando a alguém algum fato referente a um outro bairro da Capital, tipo, a Moóca. Digamos que, no momento que eu falo, eu me encontre na Lapa:
- Então, os caras saem de São Miguel e vão à Moóca, entende?
Se eu estou na Lapa ( “aqui” ), não faria muito sentido se eu dissesse “Eles “vêm” à Moóca, saindo de São Miguel”. Pois não estou na Moóca. Este bairro, na narrativa, fica “lá”, e as pessoas que “para lá” se dirigem, procedem de “acolá”.
Assim, por quê o Estadão ( cuja sede fica no Bairro do Limão ) se refere à Cracolândia como sendo “aqui”, e às pessoas que para a Cracolândia se dirigem como se estivessem vindo “para cá”? Saídas “de lá” ( periferias, Grande SP ) e vindo “para cá” ( Cracolândia, bastante longe do Bairro do Limão )?
Tô errado, será?

junho 27, 2009

Jaz São Paulo: Entenda a sua cidade

Talvez eu tenha exagerado nesse título…Bom, agora já foi e não dá mais para apagar.
Alguém aí leu o Relatório do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, referente a 2008?
Eu também não. São 455 páginas!! E cheias de um monte de termos contábeis e legais, estatísticas, números que torna impossível de ser lida por um leigo, como é o caso deste que vos tecla.
Mas, na base da “muita raça e pouca técnica”, dá para tirar algumas informações bacanas. Ali explica-se, por exemplo, de onde vem ( ou “vêm”? ) as receitas do Município, indicando as diversas fontes. Por exemplo, diz o calhamaço:
“O maior destaque cabe ao ISS, cuja evolução superou o crescimento econômico do período, passando de segunda maior arrecadação para a primeira entre as receitas da PMSP. Os recursos do ISS, nos três últimos exercícios, superaram com folga a arrecadação da cota-parte do ICMS. Essa evolução decorreu, além do crescimento econômico, de medidas adotadas pela PMSP para evitar a evasão tributária, como a Nota Fiscal Eletrônica – NF-e e a mudança efetuada na legislação do ISS para evitar que prestadoras de serviços na capital criassem sedes em outras cidades da Grande São Paulo que cobravam menores alíquotas do imposto.”
Entenderam? Indica o relatório que o Imposto Sobre Serviços foi a campeã de receitas da Prefeitura. O que fazer com essa informação? Oras, sei lá. O importante é saber que veio de fonte oficial, e não via jornais. Outras:
- “As receitas realizadas em 2008 concentraram-se em quatro rubricas: ISS, 25,1% do total arrecadado; ICMS, 20,1%; IPTU, 13,1%; e IPVA, 6,7%, a soma das quatro corresponde a 65% do total.”;
- “Em 2008, final do quadriênio da gestão, os gastos da PMSP tiveram um incremento de 20,4% (R$3,8 bilhões), mais que o triplo da inflação do período (5,90% medida pelo IPCA), com destaque para as Secretarias de Saúde, Educação, Encargos Gerais do Município (EGM), Transportes e Serviços.” [ Essa preciosidade aqui, se fosse durante a gestão Marta e caísse nas mãos dos responsáveis pela propaganda dos tucanosdemos que passou esses dias, viraria: "Marta gasta 20% a mais em período eleitoral...Uso da máquina a todo vapor, para enganar o eleitor...etc" ];
- “Verificou-se também que, nas vistorias realizadas pela SPTrans, os índices de reprovação dos veículos são alarmantes, representando sério risco à incolumidade das pessoas. Tendo por base algumas informações obtidas relacionadas às inspeções de veículos realizadas pela SPTrans nas 8 (oito) áreas do subsistema local, evidenciam-se altos índices de reprovação. Os principais itens de reprovação referem-se, principalmente, a: freio; suspensão; eixo e tração. Consideramos gravíssima a conduta temerária da SMT ao prever no edital e no contrato o recolhimento de contribuição previdenciária, deixando de recolhê-la ao longo de 5 anos, sem adotar qualquer providência corretiva, o que pode vir a gerar elevados prejuízos ao Poder Público, tendo em vista a possibilidade de incidir em responsabilidade subsidiária.” [ Essa daqui, se entendi direito, é sobre os ônibus. E não parece nada bom. ].
E por aí vai.
Enfim, colegas, peguem este fim-de-semana frio e chuvoso, e dediquem-se a destrinchar este documento. A cidade se revelará em suas mais intincadas conexões, e a realidade se descortinará diante de vossos olhos.
Tenho dito.

maio 5, 2009

"Paraisópolis exige respeito": Camargo Corrêa pressiona por expulsão de moradores

Camargo Corrêa pressiona por expulsão de moradores
Ag. Brasil de Fato, 05/05/2009
Em conjunto com a prefeitura de São Paulo, empreiteira pressiona moradores de Paraisópolis a deixarem suas casas, que estão no caminho de grandes obras
Moradores e entidades ligadas à Paraisópolis lançaram, no dia 25, a campanha “Paraisópolis Exige Respeito”, que denuncia as desapropriações irregulares que vêm sendo tentadas pela prefeitura da cidade de São Paulo para que a empreiteira Camargo Corrêa efetive suas obras na região: a construção de prédios – segundo a empresa, para própria comunidade – e uma avenida que, até agora, não demonstrou sua funcionalidade. Ambos empreendimentos estão em andamento.
Um vídeo feito por um morador em uma reunião realizada no canteiro de obras da própria empreiteira entre uma funcionária da Secretaria Municipal de Habitação, conhecida como Maria Tereza, e 80 integrantes da comunidade, revela como a mulher tenta persuadir seus interlocutores. Ela argumenta que, após estes terem recebido, em meados de abril, intimação da prefeitura paulistana para imissão de posse do terreno – o que lhes dá um prazo de 20 dias para a desocupação – seria melhor que eles aceitassem a proposta das autoridades.
Ou seja, um apartamento e uma dívida a ser quitada em 25 anos. Caso contrário, a alternativa seria o recebimento de uma indenização de R$ 5 mil, quantia que, segundo a funcionária, traria um destino incerto aos moradores, que poderiam ser obrigados a ir a um albergue ou a um alojamento cedidos pela administração municipal.
José Maria, líder comunitário de Paraisópolis, indaga: “só conseguirão pagar esses apartamentos aqueles que ganharem cerca de seis salários mínimos. Por que não realizam um plano de moradia popular?”.
Marisa Ferfferman, representante do Tribunal Popular, explica que a prefeitura é, efetivamente, a dona dos terrenos, e que obteve suas posses por meio de um processo de desapropriação. No entanto, segundo ela, a Viela Passarinho (a área mais afetada pelas obras Camargo Corrêa até o momento), não foi desapropriada.
“Para caracterizar isso, precisaria de um decreto de utilidade pública, mais o pagamento do valor de mercado dos imóveis da zona, com indenização prévia, e em dinheiro. Entretanto, foram os processos de desapropriação dos terrenos vizinhos, que nem contêm moradias, que foram utilizados para solicitar ao juiz a ordem de desocupação, em uma atitude clara de má-fé”, desabafa.
Negociação com grileiros
São 6h da manhã do sábado, 25 de abril, as casas e barracos começam a tremer. São os tratores e as escavadeiras da empreiteira Camargo Corrêa que começam a trabalhar próximo às moradias, intimidando os moradores que resistem sair do local.
Maria José Pereira de Araújo teme não completar, em outubro, seus 67 anos de idade e 31 na Viela Passarinho, em Paraisópolis. Pois já está quase cedendo às pressões da empresa: “Cortam minha água, minha luz, jogam pedras no meu telhado e mandam pessoas seguirem minhas filhas quando voltam à noite do trabalho. Estou até sentindo vontade de sair, pois estou com medo”, denuncia.
Sua residência, que Maria José divide com duas filhas e dois netos, está no caminho da avenida em construção. Um vizinho conta que, no dia 24 de abril, percebeu a movimentação de oito homens da Camargo Corrêa nas imediações. “Eles se comunicavam por rádios e, quando suas filhas saíram para trabalhar, foram até lá e começaram a pedir para ela assinar um documento que passava a posse da casa para a empreiteira”.
O vizinho, então, aproximou-se e solicitou à senhora, analfabeta, que não assinasse nada sem a presença de suas filhas. De imediato, foi interpelado por um dos homens, que disse: “a Camargo Corrêa já pagou R$ 1 milhão a um grileiro pelas terras. Em 20 dias, ela sai daqui sem direito nenhum. Ela tem que se virar com a pessoa que tem o documento de proprietário do local”. Maria José confirma que recebeu a visita do grileiro que possui o documento de posse de sua casa. “Ele tentou negociar comigo, minha saída, me oferecendo dinheiro, mas não aceitei”, conta.
Usucapião
Para Feffermann, a prefeitura esconde a verdade dos moradores ao reconhecer os documentos apresentados pelos grileiros. “Esse procedimento fere as normas legais, na medida em que a comunidade que mora nessa região [Viela Passarinho] por tantos anos [mais de 15] já adquiriu o direito de ser proprietária desse lugar, através do instituto do usucapião. Sendo assim, os proprietários desse terreno são seus próprios moradores”, revela.
Num clima de terra de ninguém, onde a prefeitura, a Camargo Corrêa e grileiros negociam a área, os verdadeiros donos, os moradores, são os principais prejudicados. Ferffemann pontua: “não levam em conta as resoluções do Conselho Nacional das Cidades, que exigem participação popular na elaboração, implementação e gestão das políticas urbanas, e garantem o direito da população de baixa renda de morar junto à áreas urbanizadas, e não apenas em suas periferias”.
Além disso, segundo a representante do Tribunal Popular, essa área pertence a Zonas Especiais de Interesse Social. “Portanto, há um desvio de finalidade de um Plano Diretor, de um Plano de Urbanização. Desse modo, as políticas públicas continuarão seguindo no caminho errado, transformando em letra morta direitos sociais e democráticos previstos na Constituição Federal”, conclui.
MAIS SOBRE:
Comunidade de Paraisópolis resiste a ação da prefeitura
APROPUC-SP 24.04.09
Convocação: Paraisópolis, exige Respeito!
Blog do Ferréz 23.04.09
Paraisópolis exige respeito
Viomundo, 24.04.09
Campanha Paraisópolis Exige Respeito denúcia mais um abuso
Rede de Comunidades, 27.04.09

março 18, 2009

"A irresponsabilidade fiscal do Serra e do Kassab", por Chicão Dois Passos

BLOG DO CHICÃO
A imprensa conservadora não se cansa de dizer que o governo de São Paulo está com as contas em dia. Ela mente descaradamente pois a maior parte dos leitores destes jornais e revistas estão com a cabeça feita. Ou seja, abriram mão de raciocinar.
Aqui no blog do Chicão você ficou sabendo muitos meses atrás que a dívida acumulada do calote dos precatórios no estado de São Paulo era de muitos BILHÕES ( Serra contra a Lei de Responsabilidade Fiscal ). Agora a situação está tão preta que até a justiça amiga do PSDB está começando a acordar. É justo uma professora aposentada de 75 anos não receber uma dívida do governo do estado porque o Serra e o Alckmin não querem pagar? Os precatórios são dívidas que a justiça reconheceu e manda os governos pagarem. No Brasil, muitos dos governantes dão uma “banana” para a decisão da justiça. Os maiores caloteiros são o governador Serra e o ex-governador Alckmin ( Calote de Serra bloqueia parcelas da venda da Nossa Caixa ).
Se pagarem os precatórios cai a capacidade de investimento do estado. Enquanto não são pagos, os precatórios geram juro sobre juro e ficam cada vez mais caros.
Quem paga o preço desta sede de poder? Nós, cidadãos do estado de SP.
A irresponsabilidade do Serra atua também sobre os limites de endividamento do governo do estado. Na surdina tenta mudar regras e normas.
Na surdina o governador luta contra as novas regras de remuneração dos professores, aprovadas pelo congresso e sancionada pelo presidente.
Na surdina ele tenta criar mais e mais dívida. Na verdade são vários governantes que querem fazer isto ( Estados querem renegociar dívidas com governo ). O Serra é um líder informal e está usando este fato para arregimentar “colegas” para sua campanha.
Por fim, vamos falar da prefeitura de SP:
A Marta assumiu da gestão Maluf/Pitta uma cidade quebrada. O que o Maluf fez: economizou durante 3 anos e no último ano torrou todo o dinheiro. Elegeu seu sucessor (o Pitta), principalmente com os votos anti-petistas.
A Marta assumiu o caos e colocou as contas em ordem. Pagou uma infinidade de contas do Pitta, renegociou contratos e começou a investir.
O Serra entrou e fez uma campanha enorme contra a Marta. Dizia que ela havia deixado a cidade quebrada.
MENTIRA!
Com a ajuda da imprensa conservadora, o Serra covardemente investiu contra ela.
Hoje, o TCM deu razão para a Marta. O STF deu razão para a Marta. Mas a mentira pegou.
No início do governo Serra ele propôs realizar uma auditoria nas contas da prefeitura para tirar dúvidas se ela estava quebrada ou não.
QUANDO O PT TOPOU ELE MUDOU DE ASSUNTO. Foi assim que a campanha acabou.
Agora aparece a verdade. Além da Marta ter deixado as contas em ordem, ela deixou um SUPERAVIT.
O que aconteceu com a prefeitura desde de então?
Leia abaixo:
Cadê a responsabilidade fiscal tucano-pefelista?
E agora José? E agora Gilberto? José Serra e Gilberto Kassab, cadê a responsabilidade fiscal tão cantada em prosa e verso pelos tucanos-pefelistas? A dívida da capital paulista com a União chegou aos R$ 42 bi e fere o teto da lei fiscal. E sua equivalência dívida-receita, que registrava reduções graduais, explodiu no final do ano passado.
Reportagem-levantamento publicada pela Folha de S.Paulo, com base no mais recente balanço da gestão Kassab, mostra que ao alcançar esses R$ 42,4 bilhões em dezembro pp, a dívida paulistana tornou-se 2,03 vezes maior que a arrecadação anual da prefeitura com impostos.
Resultado: ficou fora dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal e da resolução do Senado que determina sua redução gradativa até 2016. Por isso, adverte a reportagem do Folhão, se a Capital não diminuir o índice para 1,2 até 2016 poderá ter os repasses que recebe bloqueados pela União…
Quando o governador Serra (PSDB) assumiu como prefeito a 1º de janeiro de 2005, a dívida era de R$ 30,6 bilhões … a relação dívida/receita caia gradualmente por causa de bons resultados na arrecadação de impostos, mas esta no ano passado não alcançou o previsto.
Cofre esvaziou durante a campanha
Mas há outros fatores que contribuiram para a má performance dentre os quais: o IGP-DI, índice que corrige a dívida, influenciado pela alta do dólar superou os 9%; e na disputa pela reeleição no ano passado, o prefeito queimou parte do dinheiro depositado nos cofres municipais.
Entre 2005 e início de 2008, as administrações Serra (1,4 mês) e Kassab (dois anos seguintes) mantiveram mais dinheiro em caixa, o que equilibrava melhor a relação dívida/receita. Em abril do ano passado a prefeitura tinha R$ 5 bi em caixa, mas passada a campanha e a reeleição de Kassab, chegou a dezembro com com R$ 2,8 bi (OBSERVEM QUE USARAM A MESMA ESTRATÉGIA DO MALUF – OBRAS DE PONTES E VIADUTOS E GASTOS NO ANO ELEITORAL)….
O vereador Antônio Donato (PT), da comissão de finanças da Câmara Municpal faz um diagnóstico perfeito à FSP e que assino embaixo: “Por três anos eles mantiveram o caixa alto, mas, na eleição, gastaram o dinheiro, mostrando que tudo era uma maquiagem, e não uma política para amenizar o problema da dívida.”
O “eles” a quem se refere vereador são, claro, o prefeito Kassab (DEM) e o governador Serra, porque este, você se lembra, apesar de ter ficado apenas 1,4 mês como prefeito da Capital, largando-a para disputar o governo do Estado, deixou e ocupa até hoje com sua gente ( tucanos e assessores de confiança ) cerca de 80% dos cargos de importância da máquina da prefeitura. ( OBSERVEM BEM: AO INVÉS DE PAGAR A DÍVIDA FICARAM COM O DINHEIRO EM CAIXA, FAZENDO PROPAGANDA DA PRÓPRIA “COMPETÊNCIA”, COMO SE FOSSEM “SANTOS MILAGREIROS”.
QUE A POPULAÇÃO APRENDA: DÍVIDA SÓ É PAGA QUANDO O DINHEIRO SAI DO “BOLSO” DO GOVERNO E VAI PARA O BOLSO DE QUEM TEM DIREITO. E SE A DÍVIDA NÃO FOR PAGA O CONTRIBUINTE PAGA MUITO MAIS ).
BÔNUS: Para quem não sabe do que o Chicão está falando, leia abaixo:
Prefeitura SP: Dívida com a União vai a R$ 42 bi e fere teto da lei fiscal
Relação entre a dívida e a receita do município, que vinha tendo reduções graduais, terminou o ano passado em alta
Governo federal pode cortar repasses, caso o índice não seja reduzido até 2016; no ano passado, verbas federais somaram R$ 275 milhões
CONRADO CORSALETTE – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A dívida paulistana com a União atingiu R$ 42,4 bilhões em dezembro de 2008, tornando-se 2,03 vezes maior que a arrecadação anual da prefeitura com impostos, de acordo com o último balanço da gestão Gilberto Kassab (DEM).
A relação dívida/receita ajuda a avaliar a saúde financeira da cidade. Ela está fora dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal e da resolução do Senado que determina sua redução gradativa até 2016.
Caso São Paulo não diminua o índice para 1,2 nos próximos sete anos, correrá o risco de ter bloqueados repasses da União. Em 2008, o município recebeu R$ 275 milhões em repasses voluntários do governo federal.
Quando o hoje governador José Serra (PSDB) assumiu a prefeitura, em 2005, a dívida estava em R$ 30,6 bilhões. Desde então, a relação dívida/receita vinha caindo gradualmente por causa de bons resultados na arrecadação de impostos (veja quadro ao lado).
As receitas municipais em 2008, porém, não atingiram o previsto. Além disso, o IGP-DI, índice pelo qual a dívida é corrigida e que sofre forte influência da alta do dólar, superou os 9%.
A oposição a Kassab chama a atenção para um terceiro fator que contribuiu para a volta do crescimento do índice.
Na disputa pela reeleição, o prefeito queimou parte da verba que guardava nos cofres municipais. Nos anos anteriores, a administração Serra/Kassab manteve mais dinheiro em caixa, o que ajudava melhorar a relação dívida/receita.
No primeiro quadrimestre de 2008, a prefeitura chegou a ter mais de R$ 5 bilhões nos cofres. Acabou o ano eleitoral com R$ 2,8 bilhões. “Por três anos eles mantiveram o caixa alto, mas, na eleição, gastaram o dinheiro, mostrando que tudo era uma maquiagem, e não uma política para amenizar o problema da dívida”, diz o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara.
A Secretaria de Finanças diz que, mesmo se mantivesse o mesmo volume de dinheiro em caixa, o índice da dívida subiria -a pasta admite, porém, que o crescimento seria menor.
Histórico
A dívida paulistana passou a ser um problema a partir da gestão Paulo Maluf (1993-1996). O ex-prefeito lançou títulos no mercado para pagar precatórios (dívidas judiciais), mas acabou utilizando o dinheiro em obras, numa operação considerada irregular pela CPI dos Precatórios.
Celso Pitta, no último ano do mandato, em 2000, fechou um acordo com o governo FHC para que a União assumisse a dívida, na época em R$ 10,5 bi.
Pelo acordo, os R$ 10,5 bi devidos deveriam ser pagos em 30 anos, com juros de 6% ao ano, mais a variação do IGP-DI. A prefeitura teria de abater 20% da dívida depois de 30 meses.
Marta Suplicy não amortizou os 20% em 2002 – a petista teria de desembolsar R$ 3 bilhões – e o valor da dívida superou R$ 30 bilhões ao fim de 2004, último ano do mandato.
Auxiliares de Marta, Serra e Kassab insistem que a dívida é impagável. Todos eles tentaram renegociar o acordo fechado por Pitta sem sucesso.
O acordo determina que a prefeitura comprometa, todo mês, 13% de sua receita com o pagamento da dívida. Mesmo que eles sejam feitos em dia, dizem técnicos das Finanças, não é possível diminui-la.
MEMÓRIA:
Kassab é um mal-agradecido”, diz Pitta
TERRA, 01.04.2006
O ex-prefeito Celso Pitta chamou de “mal-agradecido” o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que atuou como secretário de Planejamento na sua gestão. Pitta disse ainda que não entregaria o cargo à Kassab se soubesse da “falta de lealdade” e dos “problemas de caráter” do ex-colega.
“Ele é um mal-agradecido”, afirmou o ex-prefeito à Folha de S.Paulo. “Foi surpresa para mim, desde o início da campanha de Serra, vê-lo afirmar que foi um erro ter sido meu secretário, e que, se pudesse voltar atrás, não seria. É falta de lealdade, é atitude de quem cospe no prato em que comeu, e demonstra uma faceta dele até então desconhecida por mim”.
“Por que ele esperou tantos anos para dizer do seu arrependimento? Isso me parece ser muito grave em termos de caráter. No mínimo, tem falha de memória ou tem um problema sério de caráter”, acrescentou.
Pitta aposta que Kassab manterá a equipe de Serra até o fim do ano, quando deve mudar o secretariado e imprimir sua marca no governo, mas não acredita que o ex-secretário tenha força para disputar a reeleição. Não tem carisma. Pode ser um articulador político, mas não o vejo disputando votos, num palanque. É sem-sal, afirmou.
Já o ex-prefeito Paulo Maluf aposta no potencial de Kassab numa possível candidatura. O atual prefeito foi um dos principais aliados de Maluf na Câmara. “Kassab tem anos de experiência política para ajudá-lo a bem administrar”, disse.
Entenda a situação da dívida da Prefeitura de SP com a União
Folha Online, 07.11.2002
Veja as principais questões sobre o acordo da dívida da Prefeitura de São Paulo com a União:
13.dez.1999
Celso Pitta (PSL), então prefeito de São Paulo, e o ministro Pedro Malan (Fazenda) assinam o acordo para refinanciar a dívida de R$ 10,5 bilhões com a União. Do total, R$ 10 bilhões eram referentes à emissão de títulos, R$ 348 milhões eram de ARO ( antecipação de receita orçamentária) e R$ 152 milhões eram de contratos
4.mai.2000
O Senado autoriza a rolagem de 100% da dívida. Pelo acordo, a prefeitura pagaria no máximo 13% da receita líquida mensal à União. Em média, a prefeitura paga cerca de R$ 70 milhões por mês; neste ano, já foram quitados R$ 700 milhões
Formas de pagamento
O prazo para pagar a amortização de 20% da dívida venceu na última segunda-feira (4). As opções da prefeitura até então eram:
Pagar 20% do estoque da dívida, R$ 3,049 bilhões, e ficar com o juro de 6% ao ano, mais inflação medida pelo
IGP-DI
Pagar 10% do estoque da dívida, R$ 1,025 bilhão, e ficar com juro de 7% ao ano, mais
IGP-DI
Não pagar nada da amortização e arcar com juro de 9% ao ano, mais IGP-DI
As consequências do não-pagamento:
Com a decisão de não pagar a amortização, a dívida passa de R$ 15,2 bilhões para R$ 16 bilhões, um aumento de R$ 800 milhões
O acréscimo acontece porque, até a decisão de não pagar, o governo federal estava cobrando juro de 6% sobre o total da dívida. O índice sobe agora para 9% sobre o saldo devedor desde o início do contrato
Pagar ou não parte da dívida era uma opção da prefeitura. Ou seja,
as obrigações de pagamento da dívida estão todas em dia
Caso não consiga pagar toda a dívida até 2030, o município poderá refinanciar o saldo por mais dez anos
O não-pagamento da amortização neste mês altera o teto de pagamento das parcelas mensais, que continua em 13% da receita. O impacto será sentido só em 2030, quando o saldo deverá ser pago ou renegociado.
Fontes: Secretaria Municipal das Finanças e Tesouro Nacional
Marta herda problemas em todas as áreas
Folha de S.Paulo, 31/12/2000
O tamanho da lista de problemas que aguardam a prefeita Marta Suplicy (PT) para serem resolvidos na maior cidade do país é comparável à expectativa que os paulistanos têm em relação ao novo governo que começa amanhã.
Marta assume um município bombardeado nos últimos quatro anos por denúncias de corrupção, prisões de vereadores e flagrantes de cobrança de propina.
A nova fase foi definida pelo voto de 3,2 milhões de paulistanos _58,51% dos votos válidos_, que apostaram suas expectativas na petista, após oito anos de monopólio pepebista. Até a Câmara se renovou: dos 50 vereadores que tentaram a reeleição, apenas 27 conseguiram ficar.
Passada a euforia da posse, o item mais imediato tem a ver com o próprio mês da festa, janeiro, que abre oficialmente a temporada de chuva forte, enchentes, casas e carros imersos, sujeira e buracos nas ruas.
“O que posso garantir é que, se tiver chuvas, vai ter enchentes, infelizmente”, disse dias atrás o engenheiro Walter Rasmussen Júnior, indicado por Marta para ocupar a Secretaria de Serviços e Obras e de Vias Públicas.
A nova administração fala em criar um plano antienchente, mas reconhece que os quatro anos de governo não serão suficientes para sanar o problema.
No verão passado, a cidade registrou 847 pontos de alagamento e inúmeras histórias como a da estudante de psicologia Bruna de Cassia Pedro, 22, que viu seu carro novo imerso em uma das várias inundações no município.
Bruna, assim como outros paulistanos, sentiram na pele os problemas que a prefeita terá de resolver.
O quadro fica pior porque a cidade entrou no período de chuvas com apenas 20% de funcionamento de sua operação tapa-buraco.
Estima-se que 1.500 futuras “crateras” surgem diariamente no município de São Paulo e a maioria delas fica aberta.
Enquanto a chuva não chega, o caos da saúde deve consumir os primeiros dias de trabalho da petista. Remédios e materiais hospitalares prestes a acabar nas unidades públicas, dívidas e risco de greve, segundo quadro descrito durante a transição de governo pelo secretário da Saúde de Celso Pitta, Carlos Alberto Velucci.
“Caos” foi a palavra usada pelo próprio Velucci para descrever esse cenário ao deputado Eduardo Jorge (PT), novo secretário da Saúde, que cogitou decretar estado de calamidade pública logo que assumir.
Outro desafio de Marta nessa área será lidar com déficit de cerca de 11 mil leitos hospitalares e conduzir o atual PAS, sistema marcado por denúncias de fraudes, para a municipalização.Paralelo a tudo isso, a administração petista se prepara para tentar conter o aumento da tarifa dos ônibus urbanos, medida impopular para quem está assumindo. Uma saída seria subsidiar a passagem, mas o Orçamento aprovado para este ano prevê apenas R$ 30 milhões para isso, dinheiro suficiente para apenas um mês.
Há também, no setor de transporte, a pendência de legalização dos perueiros clandestinos, processo que se arrasta desde a gestão de Paulo Maluf (PPB), e gerou depredações e confrontos de rua ao longo do ano passado.
Por fim, as atenções da população no governo Marta estarão voltadas para a questão do lixo. Desde 98, a prefeitura tenta fazer uma nova licitação para a coleta e varrição, mas sempre surgem denúncias de favorecimento.Da última vez, em agosto, o edital de concorrência foi anulado de novo em razão de irregularidades apontadas pelo TCM (Tribunal de Contas do Município).
Desde o início do impasse, a prefeitura vem fechando contratos de emergência, por períodos de seis meses. O acordo vigente vence em abril e Marta já avisou que deverá reeditá-lo.Das quatro empresas que fazem esse tipo de serviço na cidade _Vega, Enterpa, Cliba e Marquise_, as três primeiras fizeram grandes doações para a campanha petista em São Paulo.
Pitta diz que deixa prefeitura sem dívidas; Marta olha “torto”
Folha Online
, 01.01.2001
O ex-prefeito Celso Pitta afirmou que está entregando a Prefeitura de São Paulo sem nenhuma dívida.
A declaração foi feita durante a leitura de seu discurso na cerimônia de trasmissão do cargo à prefeita Marta Suplicy (PT).
Logo após Pitta fazer a declaração, Marta olhou “torto” para o ex-prefeito, que está ao seu lado na cerimônia.
A equipe da Secretaria de Finanças de Marta calcula que a prefeitura tem cerca de R$ 2 bilhões de dívidas.
Prefeitura de SP irá comprometer 13% da receita com renegociação
Folha de S.Paulo
26/04/2000
De acordo com a rolagem de dívida aprovada nesta quarta-feira (26) pela Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado, a Prefeitura de São Paulo irá comprometer 13% de sua receita líquida para pagar a dívida com a União. O senador Romero Jucá calcula que isso significará um dispêndio anual de até R$ 780 milhões. A primeira parcela (de aproximadamente R$ 65 milhões) terá de ser paga um mês após a assinatura do contrato, o que poderá acontecer nos próximos nove meses. Trinta meses após a assinatura, a prefeitura terá de amortizar 20% do valor devido. Caso essa amortização não seja feita, a dívida passará a ser corrigida por juros de 9% mais IGP-DI (contra uma correção prevista no contrato de 6% mais IGP-DI). A rolagem da dívida paulistana começou a ser negociada em fevereiro do ano passado, quando o governo editou uma MP (medida provisória) regulamentando o financiamento dos débitos dos municípios. O contrato de renegociação foi assinado entre o Ministério da Fazenda e a Prefeitura de São Paulo no início deste ano, mas a equipe econômica decidiu que ele só teria validade com uma confirmação do Senado. O temor da equipe econômica se referia à parte da dívida formada com os títulos emitidos para o pagamento de precatórios, que foram investigados pela CPI dos Precatórios em 1997. A CPI concluiu que mais de 70% desses títulos foram emitidos irregularmente porque não existiam os precatórios correspondentes às emissões. Em fevereiro, o Palácio do Planalto enviou para o Senado o acordo assinado entre a prefeitura e o Ministério da Fazenda. A tramitação foi atrasada pelas denúncias de Nicéa Pitta, ex-primeira-dama de São Paulo, sobre irregularidades na administração de Celso Pitta. A votação terá de ser concluída antes da sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a União de renegociar dívidas de Estados e municípios. A sanção está prevista para a quinta-feira da próxima semana

fevereiro 3, 2009

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

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Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

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Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

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OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

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“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

janeiro 24, 2009

Para ajudar Serra a se tornar presidente [ toc, toc, toc...] Kassab transferirá verba dos CEPAC’s Água Espraiada e Faria Lima para o Metrô

Dinheiro da Água Espraiada pode ir para as obras da Linha 5 do metrô
Jornal SP ZONA SUL, ed. 2405, 22.01.09

A Prefeitura vai transferir verba da venda de certificados de potencial construtivo, os chamados cepac´s, das Operações Urbanas Água Espraiada e Faria Lima para investir no metrô paulistano.
Como se sabe, a ampliação da malha metroviária é uma atribuição do Governo do Estado, mas, ainda em campanha pela reeleição, o prefeito Gilberto Kassab prometeu colocar dinheiro dos cofres públicos municipais no principal meio de transporte coletivo urbano. Mas, será que vale deixar de fazer outras obras prometidas, também de grande importância, como o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes? O jornal SP Zona Sul, que já vinha publicando matérias questionando a viabilidadede promessas recentes, esta semana publica duas matérias sobre a Operação Água Espraiada
GESTÃO
Para cumprir e até superar a promessa feita em campanha de investir R$ 1 bilhão na expansão do metrô, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) poderá transferir recursos previstos de outras importantes obras na cidade. Não há dúvidas de que a ampliação do metrô é importante, mas a Prefeitura precisa deixar de fazer projetos sob sua responsabilidade para repassar verbas ao Governo do Estado para que cumpra seus projetos? Esta mudança teria alguma relação com as eleições de 2010 – para Governo do Estado e presidência?
Como forma de angariar fundos, a prefeitura pretende vender na Bolsa de Valores R$ 700 milhões em títulos municipais para complementar o bilhão prometido à rede metroviária. As condições como o dinheiro seria repassado foram validadas por meio de dois convênios publicados recentemente no Diário Oficial.
Do total que pode ser transferido, R$ 500 milhões viriam de Certificados de Potencial Adicional de Construção(Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima e outros R$ 200 milhões da Operação Urbana Água Espraiada. Esta última prevê no Jabaquara o tão reivindicado e empacado prolongamento – agora em túnel – da avenida Jornalista Roberto Marinho até a rodovia Imigrantes, além de toda revitalização paisagística da região.
Os Cepacs são títulos negociados no mercado que concedem à iniciativa privada o direito de construir acima da metragem máxima permitida pela lei de zoneamento.
A verba da operação Faria Lima seria transferida para a Linha 4 – Amarela, que liga o Centro ao Morumbi, na Zona Oeste, e o dinheiro proveniente da Operação Água Espraiada seria investido nas obras da Linha 5 – Lilás, que ligará Santo Amaro a Vila Mariana.
Até 31 de dezembro, a prefeitura diz já ter transferido para a expansão de novas linhas um total de R$ 503 milhões. Logo, somado o repasse dos possíveis R$ 700 milhões, o Metrô obterá mais de R$ 1,2 bilhão da gestão Kassab.
A prefeitura afirma que o dinheiro poderá ser transferido mesmo se os títulos não forem vendidos. Mas não há prazo para a Companhia do Metropolitano receber o R$ 1 bilhão prometido no primeiro mandato. O prefeito ainda garante que investirá outro R$ 1 bilhão até 2012.
Procurada pela reportagem, a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), responsável pelas operações urbanas da Faria Lima e Água Espraiada, não comentou a eventual perda de recursos em ambos os projetos, ou atraso deles, até o fechamento desta edição.
MEMÓRIA

Em evento/ factóide eleitoral proibido por lei, Boneco entrega ( OPS! ) o checão sem fundos da Prefeitura para o presid, digo, governador de São Paulo. – 15.10.08

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