agosto 19, 2009
Mais um esquema. Esta é a realidade da prefeitura paulistana ( parceira do governo estadual, segundo as propagandas que assolam )
agosto 13, 2009
MP processa Kassab por calote em precatórios
De acordo com a ação, proposta pela promotora de Justiça Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto, o Poder Judiciário orçou e requisitou à Prefeitura de São Paulo R$ 240,7 mil para o pagamento de precatórios alimentares para o ano de 2006. Esse valor foi incluído na lei orçamentária, mas apenas R$ 119 milhões foram efetivamente pagos.
Laudo do Centro de Apoio às Execuções (CAEX), órgão técnico do MP, concluiu que apenas 49,45% da verba total destinada pelo orçamento aos pagamentos de precatórios alimentares foram aplicados nessa finalidade, o que, segundo a promotora, demonstra ter havido a transferência de recursos para outros fins diversos do estabelecido na lei orçamentária municipal.
“O orçamento destinado ao pagamento dos precatórios alimentares teve seu crédito transferido para uma finalidade diversa; a saber, o pagamento de contribuições sociais e obrigações patronais”, afirma a promotora na ação, resultado de representação feita ao MP por um servidor municipal aposentado, em janeiro de 2007.
Para o MP, o prefeito Kassab descumpriu disposições constitucionais, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei Orgânica do Município de São Paulo e a Lei do Orçamento Municipal do exercício de 2006, ferindo os princípios da legalidade, da moralidade e da proporcionalidade.
Na ação, a promotora pede a condenação do prefeito à perda da função pública, ao pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração percebida por ele na ocasião dos fatos e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
julho 12, 2009
Jaz São Paulo: Prefeitura prepara a cidade para a Copa. Para atrair investidores, administração persegue moradores de rua e reduz vagas em albergues!
Todas as semanas, moradores da Saúde, Vila Mariana, Jabaquara, Cursino e Ipiranga se queixam: o número de pessoas vivendo em condições precárias, em praças, baixos de viadutos e canteiros da região não para de crescer. São crianças, adolescentes, catadores de lixo, famílias inteiras… Esta semana, a situação parece ter atingido um ponto crítico: o Ministério Público acatou uma representação do diretório municipal do PT e abriu inquérito para investigar a atuação da atual secretária municipal de Assistência Municipal e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, no que diz respeito ao atendimento a população de rua no município. A oposição denuncia a redução de vagas em albergue, maus tratos por parte da Guarda Civil Metropolitana e ainda a diminuição de verbas a entidades que mantêm albergues.
Promotoria abriu inquérito para analisar denúncias de que a Prefeitura está agindo com descaso e diminuindo vagas em albergues
Por que tem aumentado tanto o número de pessoas vivendo pelas ruas da cidade ultimamente?
A região tem forte reflexo dessa região, com “acampamentos” formados em praças e baixos de viadutos. O Complexo Viário do Cebolinha, em frente ao Detran, as ilhas centrais da Rua Vergueiro, os baixos dos viadutos Onze de Junho e de vários ao longo da Avenida dos Bandeirantes, desde o Jabaquara até Moema, são exemplos. Será que é a crise econômica que explica tal explosão? Há meses o jornal São Paulo Zona Sul vem questionando a prefeitura sobre essa realidade, sem obter respostas convincentes. O trabalho, antes descentralizado e a cargo das subprefeituras, agora está exclusivamente nas mãos da Secretaria de Assistência Social, que vem se recusando a dar detalhes sobre a atual política destinada a pessoas em situação de rua.
Para o vereador José Américo, do PT, a Prefeitura tem agido com descaso e, mais do que isso, está destruindo a estrutura de albergues e outros serviços de atendimentos a essa população – daí esse quadro aque a população assiste diariamente.
O parlamentar, que é presidente do PT municipal, entrou com representação no Ministério Público contra a a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio, e o prefeito Gilberto Kassab. Esta semana, a promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, abriu inquérito civil (nº 293/09) para investigar a política da atual administração no atendimento à população de rua, que vem sendo alvo de críticas de organizações sociais e de usuários de albergues.
Um dos fatos que deixou o vereador indignado foi o depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal em maio, da secretária Alda Marco Antonio declarou publicamente sua disposição de reduzir o número de homens e mulheres que ocupam vagas em albergues. Na ocasião, ela reafirmou o que já havia declarado à imprensa, de que pelo menos três mil pessoas estariam ocupando vagas “indevidamente”, causando preocupação entre os vereadores presentes.
A secretária acredita que muitas pessoas que estão ocupando os albergues teriam condições de bancar suas próprias moradias e, por isso, pretende fazer um recadastramento e reduzir em 3 mil vagas o número total oferecido hoje na cidade.
Para José Américo, até mesmo os vereadores da bancada estão constrangidos com essas declarações e com a política assistencial da Prefeitura. “Nos últimos dezoito meses, o número da vagas já caiu de 9 mil para 7.500 vagas”, diz ele.
Até mesmo as Polícias Civil e Militar comprovam a redução na oferta de vagas em albergues. Operação policial realizada no domingo (5) para combater o uso de crack no centro da capital foi parcialmente cumprida. Isto porque das 265 pessoas encaminhadas para centros de atendimento da prefeitura, apenas 60 foram atendidas, pois não havia vagas. As demais voltaram para as ruas.
“Em pleno inverno, quando as vagas devem aumentar, a Prefeitura diminui. É inacreditável o que a secretária Alda Marco Antonio está fazendo”, diz o vereador. O vereador aponta que as condições degradantes em que vivem esses seres humanos sob viadutos não são a única face negativa da atual política municipal. Na representação ao ministério público, foi denunciado também que a população de rua se queixa dos maus tratos que sofre por parte de integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de funcionários responsáveis pela limpeza de praças e calçadas. Eles estariam atirando jatos d’água sobre a população de rua durante a execução do serviço.
“A atual gestão quer tirar os moradores das ruas, especialmente da região central, mas não oferecem alternativas e o resultado acaba sendo oposto ao desejado”, conclui José Américo.
JORNAL ZONA SUL, 10 A 16 DE JULHO DE 2009
junho 27, 2009
Jaz São Paulo: Entenda a sua cidade
maio 5, 2009
"Paraisópolis exige respeito": Camargo Corrêa pressiona por expulsão de moradores
Moradores e entidades ligadas à Paraisópolis lançaram, no dia 25, a campanha “Paraisópolis Exige Respeito”, que denuncia as desapropriações irregulares que vêm sendo tentadas pela prefeitura da cidade de São Paulo para que a empreiteira Camargo Corrêa efetive suas obras na região: a construção de prédios – segundo a empresa, para própria comunidade – e uma avenida que, até agora, não demonstrou sua funcionalidade. Ambos empreendimentos estão em andamento.
Um vídeo feito por um morador em uma reunião realizada no canteiro de obras da própria empreiteira entre uma funcionária da Secretaria Municipal de Habitação, conhecida como Maria Tereza, e 80 integrantes da comunidade, revela como a mulher tenta persuadir seus interlocutores. Ela argumenta que, após estes terem recebido, em meados de abril, intimação da prefeitura paulistana para imissão de posse do terreno – o que lhes dá um prazo de 20 dias para a desocupação – seria melhor que eles aceitassem a proposta das autoridades.
Ou seja, um apartamento e uma dívida a ser quitada em 25 anos. Caso contrário, a alternativa seria o recebimento de uma indenização de R$ 5 mil, quantia que, segundo a funcionária, traria um destino incerto aos moradores, que poderiam ser obrigados a ir a um albergue ou a um alojamento cedidos pela administração municipal.
José Maria, líder comunitário de Paraisópolis, indaga: “só conseguirão pagar esses apartamentos aqueles que ganharem cerca de seis salários mínimos. Por que não realizam um plano de moradia popular?”.
Marisa Ferfferman, representante do Tribunal Popular, explica que a prefeitura é, efetivamente, a dona dos terrenos, e que obteve suas posses por meio de um processo de desapropriação. No entanto, segundo ela, a Viela Passarinho (a área mais afetada pelas obras Camargo Corrêa até o momento), não foi desapropriada.
“Para caracterizar isso, precisaria de um decreto de utilidade pública, mais o pagamento do valor de mercado dos imóveis da zona, com indenização prévia, e em dinheiro. Entretanto, foram os processos de desapropriação dos terrenos vizinhos, que nem contêm moradias, que foram utilizados para solicitar ao juiz a ordem de desocupação, em uma atitude clara de má-fé”, desabafa.
Negociação com grileiros
São 6h da manhã do sábado, 25 de abril, as casas e barracos começam a tremer. São os tratores e as escavadeiras da empreiteira Camargo Corrêa que começam a trabalhar próximo às moradias, intimidando os moradores que resistem sair do local.
Maria José Pereira de Araújo teme não completar, em outubro, seus 67 anos de idade e 31 na Viela Passarinho, em Paraisópolis. Pois já está quase cedendo às pressões da empresa: “Cortam minha água, minha luz, jogam pedras no meu telhado e mandam pessoas seguirem minhas filhas quando voltam à noite do trabalho. Estou até sentindo vontade de sair, pois estou com medo”, denuncia.
Sua residência, que Maria José divide com duas filhas e dois netos, está no caminho da avenida em construção. Um vizinho conta que, no dia 24 de abril, percebeu a movimentação de oito homens da Camargo Corrêa nas imediações. “Eles se comunicavam por rádios e, quando suas filhas saíram para trabalhar, foram até lá e começaram a pedir para ela assinar um documento que passava a posse da casa para a empreiteira”.
O vizinho, então, aproximou-se e solicitou à senhora, analfabeta, que não assinasse nada sem a presença de suas filhas. De imediato, foi interpelado por um dos homens, que disse: “a Camargo Corrêa já pagou R$ 1 milhão a um grileiro pelas terras. Em 20 dias, ela sai daqui sem direito nenhum. Ela tem que se virar com a pessoa que tem o documento de proprietário do local”. Maria José confirma que recebeu a visita do grileiro que possui o documento de posse de sua casa. “Ele tentou negociar comigo, minha saída, me oferecendo dinheiro, mas não aceitei”, conta.
Usucapião
Para Feffermann, a prefeitura esconde a verdade dos moradores ao reconhecer os documentos apresentados pelos grileiros. “Esse procedimento fere as normas legais, na medida em que a comunidade que mora nessa região [Viela Passarinho] por tantos anos [mais de 15] já adquiriu o direito de ser proprietária desse lugar, através do instituto do usucapião. Sendo assim, os proprietários desse terreno são seus próprios moradores”, revela.
Num clima de terra de ninguém, onde a prefeitura, a Camargo Corrêa e grileiros negociam a área, os verdadeiros donos, os moradores, são os principais prejudicados. Ferffemann pontua: “não levam em conta as resoluções do Conselho Nacional das Cidades, que exigem participação popular na elaboração, implementação e gestão das políticas urbanas, e garantem o direito da população de baixa renda de morar junto à áreas urbanizadas, e não apenas em suas periferias”.
Além disso, segundo a representante do Tribunal Popular, essa área pertence a Zonas Especiais de Interesse Social. “Portanto, há um desvio de finalidade de um Plano Diretor, de um Plano de Urbanização. Desse modo, as políticas públicas continuarão seguindo no caminho errado, transformando em letra morta direitos sociais e democráticos previstos na Constituição Federal”, conclui.
APROPUC-SP 24.04.09
março 18, 2009
"A irresponsabilidade fiscal do Serra e do Kassab", por Chicão Dois Passos
A imprensa conservadora não se cansa de dizer que o governo de São Paulo está com as contas em dia. Ela mente descaradamente pois a maior parte dos leitores destes jornais e revistas estão com a cabeça feita. Ou seja, abriram mão de raciocinar.
Relação entre a dívida e a receita do município, que vinha tendo reduções graduais, terminou o ano passado em alta
Governo federal pode cortar repasses, caso o índice não seja reduzido até 2016; no ano passado, verbas federais somaram R$ 275 milhões
CONRADO CORSALETTE – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A dívida paulistana com a União atingiu R$ 42,4 bilhões em dezembro de 2008, tornando-se 2,03 vezes maior que a arrecadação anual da prefeitura com impostos, de acordo com o último balanço da gestão Gilberto Kassab (DEM).
Histórico
TERRA, 01.04.2006
O ex-prefeito Celso Pitta chamou de “mal-agradecido” o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que atuou como secretário de Planejamento na sua gestão. Pitta disse ainda que não entregaria o cargo à Kassab se soubesse da “falta de lealdade” e dos “problemas de caráter” do ex-colega.
“Ele é um mal-agradecido”, afirmou o ex-prefeito à Folha de S.Paulo. “Foi surpresa para mim, desde o início da campanha de Serra, vê-lo afirmar que foi um erro ter sido meu secretário, e que, se pudesse voltar atrás, não seria. É falta de lealdade, é atitude de quem cospe no prato em que comeu, e demonstra uma faceta dele até então desconhecida por mim”.
“Por que ele esperou tantos anos para dizer do seu arrependimento? Isso me parece ser muito grave em termos de caráter. No mínimo, tem falha de memória ou tem um problema sério de caráter”, acrescentou.
Pitta aposta que Kassab manterá a equipe de Serra até o fim do ano, quando deve mudar o secretariado e imprimir sua marca no governo, mas não acredita que o ex-secretário tenha força para disputar a reeleição. Não tem carisma. Pode ser um articulador político, mas não o vejo disputando votos, num palanque. É sem-sal, afirmou.
Já o ex-prefeito Paulo Maluf aposta no potencial de Kassab numa possível candidatura. O atual prefeito foi um dos principais aliados de Maluf na Câmara. “Kassab tem anos de experiência política para ajudá-lo a bem administrar”, disse.
Entenda a situação da dívida da Prefeitura de SP com a União
Pagar 20% do estoque da dívida, R$ 3,049 bilhões, e ficar com o juro de 6% ao ano, mais inflação medida pelo IGP-DI
Pagar 10% do estoque da dívida, R$ 1,025 bilhão, e ficar com juro de 7% ao ano, mais IGP-DI
Não pagar nada da amortização e arcar com juro de 9% ao ano, mais IGP-DI
Com a decisão de não pagar a amortização, a dívida passa de R$ 15,2 bilhões para R$ 16 bilhões, um aumento de R$ 800 milhões
O acréscimo acontece porque, até a decisão de não pagar, o governo federal estava cobrando juro de 6% sobre o total da dívida. O índice sobe agora para 9% sobre o saldo devedor desde o início do contrato
Pagar ou não parte da dívida era uma opção da prefeitura. Ou seja, as obrigações de pagamento da dívida estão todas em dia
Caso não consiga pagar toda a dívida até 2030, o município poderá refinanciar o saldo por mais dez anos
O não-pagamento da amortização neste mês altera o teto de pagamento das parcelas mensais, que continua em 13% da receita. O impacto será sentido só em 2030, quando o saldo deverá ser pago ou renegociado.
Folha de S.Paulo, 31/12/2000
Folha Online, 01.01.2001
Folha de S.Paulo
fevereiro 3, 2009
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:
“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
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CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:
“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:
“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”
CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!
Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?
Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.
OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…
Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.
Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.
Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.
Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).
Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.
É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!
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janeiro 24, 2009
Para ajudar Serra a se tornar presidente [ toc, toc, toc...] Kassab transferirá verba dos CEPAC’s Água Espraiada e Faria Lima para o Metrô
Dinheiro da Água Espraiada pode ir para as obras da Linha 5 do metrô
Jornal SP ZONA SUL, ed. 2405, 22.01.09

Em evento/ factóide eleitoral proibido por lei, Boneco entrega ( OPS! ) o checão sem fundos da Prefeitura para o presid, digo, governador de São Paulo. – 15.10.08

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
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PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
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