ENCALHE

setembro 19, 2008

GLOBO É PROCESSADA POR DISCRIMINAÇÃO

FAZENDO MEDIA, 18.09.2008
Por Eduardo Sá, da redação
Nesta terça-feira (16), o programa Casseta & Planeta apresentou um quadro chamado “Otário Eleitoral Gratuito”, cujo conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Nesse quadro, um dos candidatos, apresentado com o nome “Tinoco, o homem toco”, retratado por um personagem sem braços nem pernas, declara: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a debochar genericamente não só dos políticos, mas também das pessoas com deficiências físicas.
Veja o vídeo aqui.
Por se tratar de um programa transmitido em horário nobre numa emissora que obtém alto índice de audiência no país, a entidade fez a denúncia e entrou com processo devido à ofensa porque uma “chacota de uma pessoa com deficiência agride não apenas a imensa população deste segmento de nossa sociedade, mas todas e todos que lutam contra qualquer forma de discriminação”.
Nestas condições, a entidade recorreu à Constituição da República Federativa evidenciando que a emissora infringiu os artigos 1º, 3º e 5º nos incisos III, IV e XLI, nos quais são garantidos a dignidade humana, o não preconceito/discriminação e as liberdades fundamentais, respectivamente.
Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais também recorreu ao artigo 17 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficência, promulgada pela ONU, que diz: “todo deficiente tem o direito a que sua integridade física e mental seja respeitada, em igualdade de condições com as demais pessoas”.
O Coordenador-Adjunto de Direitos Humanos do grupo, Paulo Tavares Mariante, requer a instauração de um inquérito civil público para apuração das denúncias, um ofício expedido à emissora para esta lhe enviar uma cópia do programa em questão e que ao final do inquérito seja realizada uma ação civil para servir de reparação “à afronta dos direitos humanos de pessoas com deficiências e sirva como superação a qualquer forma de discriminação”.
É importante destacar que os esportistas brasileiros com deficiência tiveram seu melhor desempenho na história do país nas para-olimpíadas nesta que acabou de ser realizada em Pequim, onde os atletas conquistaram ao todo 47 medalhas, dentre elas 16 de ouro (contra apenas 3 de ouro dos atletas não-deficientes), e mesmo assim praticamente não tiveram espaço para transmissão de suas competições nas emissoras brasileiras, inclusive na Globo.

GLOBO É PROCESSADA POR DISCRIMINAÇÃO

FAZENDO MEDIA, 18.09.2008
Por Eduardo Sá, da redação
Nesta terça-feira (16), o programa Casseta & Planeta apresentou um quadro chamado “Otário Eleitoral Gratuito”, cujo conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Nesse quadro, um dos candidatos, apresentado com o nome “Tinoco, o homem toco”, retratado por um personagem sem braços nem pernas, declara: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a debochar genericamente não só dos políticos, mas também das pessoas com deficiências físicas.
Veja o vídeo aqui.
Por se tratar de um programa transmitido em horário nobre numa emissora que obtém alto índice de audiência no país, a entidade fez a denúncia e entrou com processo devido à ofensa porque uma “chacota de uma pessoa com deficiência agride não apenas a imensa população deste segmento de nossa sociedade, mas todas e todos que lutam contra qualquer forma de discriminação”.
Nestas condições, a entidade recorreu à Constituição da República Federativa evidenciando que a emissora infringiu os artigos 1º, 3º e 5º nos incisos III, IV e XLI, nos quais são garantidos a dignidade humana, o não preconceito/discriminação e as liberdades fundamentais, respectivamente.
Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais também recorreu ao artigo 17 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficência, promulgada pela ONU, que diz: “todo deficiente tem o direito a que sua integridade física e mental seja respeitada, em igualdade de condições com as demais pessoas”.
O Coordenador-Adjunto de Direitos Humanos do grupo, Paulo Tavares Mariante, requer a instauração de um inquérito civil público para apuração das denúncias, um ofício expedido à emissora para esta lhe enviar uma cópia do programa em questão e que ao final do inquérito seja realizada uma ação civil para servir de reparação “à afronta dos direitos humanos de pessoas com deficiências e sirva como superação a qualquer forma de discriminação”.
É importante destacar que os esportistas brasileiros com deficiência tiveram seu melhor desempenho na história do país nas para-olimpíadas nesta que acabou de ser realizada em Pequim, onde os atletas conquistaram ao todo 47 medalhas, dentre elas 16 de ouro (contra apenas 3 de ouro dos atletas não-deficientes), e mesmo assim praticamente não tiveram espaço para transmissão de suas competições nas emissoras brasileiras, inclusive na Globo.

GLOBO É PROCESSADA POR DISCRIMINAÇÃO

FAZENDO MEDIA, 18.09.2008
Por Eduardo Sá, da redação
Nesta terça-feira (16), o programa Casseta & Planeta apresentou um quadro chamado “Otário Eleitoral Gratuito”, cujo conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Nesse quadro, um dos candidatos, apresentado com o nome “Tinoco, o homem toco”, retratado por um personagem sem braços nem pernas, declara: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a debochar genericamente não só dos políticos, mas também das pessoas com deficiências físicas.
Veja o vídeo aqui.
Por se tratar de um programa transmitido em horário nobre numa emissora que obtém alto índice de audiência no país, a entidade fez a denúncia e entrou com processo devido à ofensa porque uma “chacota de uma pessoa com deficiência agride não apenas a imensa população deste segmento de nossa sociedade, mas todas e todos que lutam contra qualquer forma de discriminação”.
Nestas condições, a entidade recorreu à Constituição da República Federativa evidenciando que a emissora infringiu os artigos 1º, 3º e 5º nos incisos III, IV e XLI, nos quais são garantidos a dignidade humana, o não preconceito/discriminação e as liberdades fundamentais, respectivamente.
Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais também recorreu ao artigo 17 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficência, promulgada pela ONU, que diz: “todo deficiente tem o direito a que sua integridade física e mental seja respeitada, em igualdade de condições com as demais pessoas”.
O Coordenador-Adjunto de Direitos Humanos do grupo, Paulo Tavares Mariante, requer a instauração de um inquérito civil público para apuração das denúncias, um ofício expedido à emissora para esta lhe enviar uma cópia do programa em questão e que ao final do inquérito seja realizada uma ação civil para servir de reparação “à afronta dos direitos humanos de pessoas com deficiências e sirva como superação a qualquer forma de discriminação”.
É importante destacar que os esportistas brasileiros com deficiência tiveram seu melhor desempenho na história do país nas para-olimpíadas nesta que acabou de ser realizada em Pequim, onde os atletas conquistaram ao todo 47 medalhas, dentre elas 16 de ouro (contra apenas 3 de ouro dos atletas não-deficientes), e mesmo assim praticamente não tiveram espaço para transmissão de suas competições nas emissoras brasileiras, inclusive na Globo.

GLOBO É PROCESSADA POR DISCRIMINAÇÃO

FAZENDO MEDIA, 18.09.2008
Por Eduardo Sá, da redação
Nesta terça-feira (16), o programa Casseta & Planeta apresentou um quadro chamado “Otário Eleitoral Gratuito”, cujo conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.
Nesse quadro, um dos candidatos, apresentado com o nome “Tinoco, o homem toco”, retratado por um personagem sem braços nem pernas, declara: “Você me conhece: eu sou o Tinoco, o homem toco. Vote em mim, que eu não vou meter a mão; e se eu roubar não vou conseguir fugir”, de modo a debochar genericamente não só dos políticos, mas também das pessoas com deficiências físicas.
Veja o vídeo aqui.
Por se tratar de um programa transmitido em horário nobre numa emissora que obtém alto índice de audiência no país, a entidade fez a denúncia e entrou com processo devido à ofensa porque uma “chacota de uma pessoa com deficiência agride não apenas a imensa população deste segmento de nossa sociedade, mas todas e todos que lutam contra qualquer forma de discriminação”.
Nestas condições, a entidade recorreu à Constituição da República Federativa evidenciando que a emissora infringiu os artigos 1º, 3º e 5º nos incisos III, IV e XLI, nos quais são garantidos a dignidade humana, o não preconceito/discriminação e as liberdades fundamentais, respectivamente.
Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais também recorreu ao artigo 17 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficência, promulgada pela ONU, que diz: “todo deficiente tem o direito a que sua integridade física e mental seja respeitada, em igualdade de condições com as demais pessoas”.
O Coordenador-Adjunto de Direitos Humanos do grupo, Paulo Tavares Mariante, requer a instauração de um inquérito civil público para apuração das denúncias, um ofício expedido à emissora para esta lhe enviar uma cópia do programa em questão e que ao final do inquérito seja realizada uma ação civil para servir de reparação “à afronta dos direitos humanos de pessoas com deficiências e sirva como superação a qualquer forma de discriminação”.
É importante destacar que os esportistas brasileiros com deficiência tiveram seu melhor desempenho na história do país nas para-olimpíadas nesta que acabou de ser realizada em Pequim, onde os atletas conquistaram ao todo 47 medalhas, dentre elas 16 de ouro (contra apenas 3 de ouro dos atletas não-deficientes), e mesmo assim praticamente não tiveram espaço para transmissão de suas competições nas emissoras brasileiras, inclusive na Globo.

maio 12, 2008

Estrangeiros vagabundos

ABCD Maior

10/05/08
Walter Venturini (walter@abcdmaior.com.br)
Ilustração: adicionada pelo Cata-Milho
Afif se descuidou e disse que a corte real portuguesa deixou falta de vontade de trabalhar
O secretário do Trabalho do governo José Serra, Guilherme Afif Domingos, presenteou a população do ABCD, composta em boa parte por migrantes de vários pontos do País com uma declaração brilhante, caso não parecesse extremamente preconceituosa. Afif, ao inaugurar o Banco do Povo, em Mauá, nesta quinta-feira (08/05) se descuidou e disse que a corte real portuguesa ao chegar ao Brasil em 1808, nos locais por onde passou, “deixou impregnada, até hoje, a falta de vontade de trabalhar”. Pelo que dizem os livros de História, desde os bancos escolares, o príncipe-regente, que depois seria Dom João 6º, passou pela Bahia e pelo Rio de Janeiro.
Atenção porque o secretário de Serra não ficou satisfeito com essa escorregada e foi adiante. Disse que São Paulo só chegou aonde chegou por manter “essa distância da corte. Até hoje, onde ainda há tentáculos dessa cultura, existe essa falta de cultura do trabalho. Por isso há no Brasil essa situação em que alguns trabalham e pagam pelos benefícios dos que não trabalham”, declarou o secretário de Serra.
Quem Afif pretendeu atacar com esse tipo de declaração? Será que aos brasileiros que não são de São Paulo? Os preguiçosos seriam os baianos, os cariocas ou os nordestinos? Certamente o secretário de Serra dividiu a população brasileira em dois grupos: os vagabundos e os trabalhadores. Ele deu algumas dicas como a de que os que trabalham ficaram longe da corte portuguesa.
A noção de distância dos nobres lusitanos é clara para Afif: São Paulo ficou a salvo do contágio do banzo joanino, da preguiça contagiante dos fidalgos de além mar. Se teve outro Estado, ou província, livre da contaminação, o secretário não deixou claro. Mas para a sorte de quem vive nas terras de Piratininga, o caráter trabalhador por aqui ficou. Se foi para dizer essas coisas que Afif veio para o ABCD, ele perdeu a viagem. Na Região, tem gente de todos os lugares. E de todos os lugares vieram trabalhadores para construir as riquezas que nem sempre ficavam nas mãos de quem trabalhava.
Cabe fazer uma análise sobre tais declarações. O secretário de Serra parece apelar para pavores ancestrais e atávicos, como os que encaram qualquer estrangeiro como inimigo. Talvez tal sentimento tivesse algum sentido na época em que a espécie humana perambulasse pelas savanas em busca de alimento e encarasse tribos vizinhas como monstros a serem destruídos.
A falta de informação é o meio de cultura desse tipo de preconceito. Muita gente se vale da falta de informação de setores da população para alimentar tais sentimentos em troca de dividendos políticos. Era o que fazia Adolf Hitler ao escolher determinados grupos como demônios e culpados pela crise alemã nos anos 1930. Fossem ciganos, judeus, comunistas ou outros agrupamentos, tudo valia para que a política do Partido Nazista prosperasse. Afinal, o inimigo, o outro, era o culpado.
No Brasil, apesar das guerras do século 19, o ódio contra o estrangeiro nunca prosperou. Mas se procurou encontrar culpados para os problemas nacionais. Havia sim, um sentimento de superioridade por parte da elite branca, primeiro colonial, depois imperial e em seguida da República do fazendeiros, que destinava aos nativos, índios, negros e mesmo imigrantes, trabalhadores pobres, a condição de inferior, indolente, vagabundo, de limitado intelectualmente. Era mais uma ferramenta de dominação e de manutenção da ordem social da época. Mesmo em pleno século 20, quando um nordestino, operário e sem diploma, governa o Brasil, esse lixo cultural sobrevive e muitas vezes vem a público. São declarações como a do professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia), que disse ser o baiano incapaz de tocar um instrumento com duas cordas ou mais, apenas um berimbau. O secretário de Serra não foge desse receituário. Talvez até mesmo atiçado pela declaração do professor da Bahia, Afif tenha sentido ter espaço para fazer esse tipo de declaração.
Talvez o erro do secretário tenha sido cometer o descuido verbal no ABCD. Nossa Região foi construída, assim como a própria Capital de São Paulo, graças ao suor do migrante, boa parte de nordestinos, mas também cariocas, paranaenses, mineiros, gaúchos, catarinenses, matogrossenses, sul-matogrossenses, enfim, muita gente boa do Brasil, que é um País e não vários feudos como pensa muitos equivocados.
Walter Venturini é jornalista e editor do ABCD Maior

maio 9, 2008

Guilherme Afif ( DEM ) diz que só paulistas têm vontade ( sic!!! ) de trabalhar! Ai do Lula, se dissesse alguma coisa parecida!!

Filed under: Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, paulistas, preconceito — Humberto @ 2:26 pm
Afif diz que só paulistas têm vontade de trabalhar
Por: Diego Sartorato (
diego@abcdmaior.com.br)
Foto: Luciano Vicioni

Secretário estadual ironiza “preguiça” deixada pela côrte imperial na cultura de cariocas e baianos
O secretário estadual de Emprego e Relações de Trabalho, Guilherme Afif Domingos, também candidato a senador derrotado nas eleições de 2006 pelo antigo PFL, atual Democratas, cometeu uma gafe em Mauá, durante a inauguração do Banco do Povo da cidade, nesta quinta-feira (07/05). Em discurso, Afif falou sobre a cultura de trabalho do paulista e ironizou “os locais onde a côrte imperial deixou impregnada, até hoje, a falta de vontade de trabalhar” – uma alusão indireta principalmente aos povos de Rio de Janeiro e Bahia, ex-capitais do Brasil nos tempos de colônia de Portugal e Império.
“O Banco do Povo tem a cara do paulista, porque é feito para o trabalhador e nós gostamos de trabalhar. Isso desde os tempos do Brasil Império, porque aquele pessoal da côrte não gostava muito de trabalhar, não. Só chegamos onde chegamos por essa distância da côrte. Até hoje, onde ainda há tentáculos dessa cultura, existe essa falta de cultura do trabalho. Por isso há no Brasil essa situação em que alguns trabalham e pagam pelos benefícios dos que não trabalham”, floreou, em crítica também aos programas de distribuição de renda do governo federal.
Além do desconforto causado aos trabalhadores migrantes de outras regiões que acompanhavam o evento, as declarações de Afif repercutiram mau com ativistas contra o preconceito. “Em primeiro lugar, ele desconhece a história do Brasil e ignora os 400 anos de escravidão do negro e do índio, quando uma classe se apropriou de forma criminosa do trabalho desses povos. Isso tudo abalizado pelo Estado da época. Inflelizmente agora, esse representante da burguesia que herdou esse legado, continua pensando da mesma maneira. Estou indignado e revoltado com uma mentalidade tão tacanha e tão retrógrada”, reagiu Daniel Calazans, da comissão de cobate ao preconceito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Honerê Al-Amin Oadq, do Movimento Negro Unificado, também criticou a postura do secretário. “Nós sabemos que vivemos as seqüelas de um processo muito podre da história da humanidade. As mazelas que vivemos até hoje não são só financeiras, mas é a retirada de nossos direitos à saúde, ao trabalho, à educação. E ainda vêm essas pessoas, que usufruem dos benefícios dos ancestrais colonizadores, que não têm a menor noção da realidade que o colocou nessa situação”, lamentou.

ABCD Maior

dezembro 30, 2007

D. Ingrid volta com seu estilo inconfundível!! Apedeutas e beneficiários de Bolsa-Família, tremei!!!

Ela é uma graça. Uma legítima e irretocável imagem de uma “cidadã de bem” da classe-média paulistana. A garota-propaganda da causa.
Eu estava filando um jornalzinho numa banca, quando o dono, vendo que não tinha outra alternativa, pediu-me que tomasse conta para ele, pois estava apurado. Eu disse que sim. Na saída, ele disse que não era para eu ficar pegando chicletes. Pão-duro.
Mal havia postado, diante de meus olhos, a última edição da indispensável revista vEJA, eis que aparece D. Ingrid ( lembram dela? ), e começa a procurar umas palavras cruzadas.
Veio ao balcão com dois “COQUETEL ULTRA FACÍLIMO ( indicado para alunos da rede estadual de São Paulo, pois já vem preenchido ). E abre a latrina:
“Nossa, viu, todas as outras bancas já estão fechadas por aí. Aí eu disse para a minha mãe que eu ia vir aqui, pois sabia que vocês não fecham nunca. Estão sempre trabalhando.”
Eu respondi:
“É, né? Não critico os outros, porque sei que este ramo é muito sacrificado. Funciona quase todos os dias, é natural que alguns entreguem-se a uns dias de folga, num feriado desses.”
E ela:
“Ah, é. Viu, um bom ano, tudodibom…!…se esse governo deixar, né?”
E ela continuou, sem que eu tenha sinalizado positivemente à sua “crítica” a “esse governo”:
“Ai. Eu não sei que tanto que esse povo diz que tá tudo bem. Tá bom nada. Eles é que não sabem. Quando tem alguém que tenta ‘consertar’ [ imaginei que ela se referia ao Farol de Alexandria, o que veio se mostrar correto ] isso ( fala inaudível ) …! “
Tentei me desvencilhar do proselitismo igaro da bestona, mas estava em posição desfavorável: cliente sempre tem razão, e ele sempre recorre a esse axioma quando não tem razão nenhuma.
Ela continuou:
“Vê só isso tudo. Aquele ladrão analfabeto vive viajando por aí, tá lá em cima, faz o que quer, e ganhando o quanto quer ( sic! ) [ Parêntese: eu sempre desejei que o FHC ganhasse justamente aquilo que ele não queria, mas o Brasil carece de bons atiradores ] e nós aqui, pagando tudo!! E aquele negócio do Lulinha…”
Aí eu franzi a sombrancelha, tipo interrogação, fingindo não saber do que se tratava, para que a mulona me julgasse desinformado, e parasse com a tortura. E caí na besteira de perguntar:
“Que negócio?”
Ela, triunfante:
“Aquele, de jogos, sei lá. Da Telemar.”
Franzi a sombrancelha novamente, fingindo estar diante de uma nova descoberta da Física ( o que, dada a complexidade do assunto, me daria o direito de não saber nada a respeito ) e achando que, com isso, ela me deixaria em paz. Ela continuou:
“A Telemar. Sei lá. Do Maranhão, acho. Empresa pública que ‘dava’ dinheiro pro Lulinha. Nosso dinheiro.”
PERAÍ!!! Maranhão? Telemar? A Sede não é no Rio de Janeiro? Não tem como sócio o irmão do ex-governador tucano do Ceará Tasso Jereissati? Não é ( ou foi ) dirigida pelo fundo Opportunity do Daniel Dantas, fundo esse que também dirigiu a rival da própria Telemar, a Brasil Telecom, graças a uma complexa engenharia societária? E a propina do Ricardo Sérgio? Deus do Céu!! Essa Dona Ingrid é burra mesmo! E preconceituosa também:
“Também, né? Eu sou a favor de que as pessoas ganhem a partir do trabalho, mas essa gente aí, que vota no Lula, só quer saber de ganhar Bolsa Família, Bolsa sei-lá-o-quê…”
O bom e velho arsenal de lugares-comuns, temperado com alguns anos de leitura da revista vEJA. E eu lá, escutando tudo.
Mas aí, mudei de tática. Simpático, comecei a concordar, e completei o raciocínio de D. Ingrid sobre a composição do povo brasileiro:
“Pois é ( expressão que não quer dizer nada, como nos melhores manuais de ‘gestão’ ). E, pior, com esse monte de analfabeto, a tendência é piorar…
Eu estava conversando com uma professora num dia desses, e ela reclamou que ‘o governo’ ( entenda-se aí: “o estadual”, para não haver dúvidas ) fica dizendo que melhora as condições, os salários dos professores, mas a verdade é que ele apenas remaneja os ‘bônus’ salariais, que não entram na contagem das aposentadorias. E ‘o governo’ vem dizer que há ‘indústria das faltas’, mas acontece que os professores ‘tão’ tudo doentes, tudo enlouquecendo, onde já se viu? Vê aí o Hospital do Servidor Público, o cara chega e tá tudo caindo aos pedaços. E não ficam dando atestado médico do jeito que ‘tão’ dizendo. E os professores pagam à parte.”
D. Ingrid meio que concordou:
“É, eu sei. O IPESP.”
Errado. O IPESP é o fundo de previdência, que garfa 11% dos rendimentos dos servidores estaduais. O Hospital do Servidor Público Estadual é um desconto à parte ( 2% ). Para ser atendido no meio de escombros. Bom, não importa.
Continuei, mas tentando cortar logo aquela conversa cacete:
“E a senhora vê…com esse monte de analfabeto por aí, é ruim prá gente aqui [ na banca ].”
Aí, ELA franziu a sombrancelha, indagadora:
“HÃ?”
Eu respondi:
“É que se eles não sabem ler, a gente não vende jornal, revista [ deitei a mão na pilha de vEJA ] …”.
Ela riu, concordando. E emendou:
“É…com esse analfabeto aí no Governo…minha filha, eu falo prá ela que tem que estudar, mas ela ‘diz que o presidente não estudou’.”
Besteira, D. Ingrid. Se é que você tem filha, ela não falou nada disso. Você ouviu isso por aí, já que não teria dado tudo a ela, durante todo esse tempo, e exigido a contrapartida para que, depois de anos, sua filha tirasse da própria cabeça esta baboseira. A conversa de que estudantes não querem dar duro por causa do Lula é mais uma dessas coisas que se repetem, sem que se saiba a origem. Por quê, justamente, a filha de alguém que demonstra odiar o Lula, diria isso para a mãe? Só para que a mãe tivesse mais alguma coisa para botar na conta do Lula? D. Ingrid, chega de frases-feitas, preconceitos e lugares comuns.
Só que eu “concordei”:
“Fazer o quê, né? Tá na Constituição…”
D. Ingrid balançou a cabeça, em sinal de concordância, falou alguma coisa, sorriu, desejou-me Feliz Ano Novo, pegou o troco, agradeceu, falou alguma outra coisa, e foi embora, crente de que tinha conhecido um igual a ela.
Analfabeto, mesmo, não pode ser candidato. ISSO é o que está na Constituição, esperta D. Ingrid.
O Lula não é analfabeto. E ele se tornou presidente ANTES de José Serra, sua vaca.
Feliz Ano Novo o cara**lho!!

novembro 9, 2007

Autor de comentário racista no blog Querido Leitor, será processado por Rosana Hermann

Rosana Hermann vai processar usuário por comentários racistas
Tiago Cordeiro
A blogueira Rosana Hermann irá processar um internauta que fez comentários racistas em seu blog Querido Leitor. Colaboradora da seção “Literário” do Comunique-se e roteirista do programa “Pânico na TV”, da RedeTV!, Rosana fez um post sobre a Parada Gay no Rio em seu blog e recebeu comentários como “p… judia” e “depravada”.
“Racismo é crime. E denunciar e coibir crimes é dever de todo cidadão. E uma ressalva: ele não ofendeu a mim, em específico. Ele ofende todos os judeus, homossexuais e negros. Sem contar que os comentários ofendem também os leitores do meu blog”, explicou Rosana.
Para a blogueira, o problema é não deixar que o preconceito encontre abrigo na web. “A Internet não é uma terra sem lei. E o anonimato é só uma ilusão. Todo mundo pode ser encontrado”.

Comunique-se
09/11/07

outubro 27, 2007

Jô Soares passa dos limites em entrevista racista e pedófila

Portal VERMELHO
27/10/07
Renato Rovai, editor da revista Fórum, publicou nesta sexta-feira (26) em seu blog um texto no qual critica o apresentador Jô Soares, da Rede Globo, por conduzir de modo inadequado uma entrevista realizada nesta semana.
Confira abaixo a íntegra do texto, no qual Rovai tacha a entrevista realizada pelo humorista de racista e pedófila:
“Acabo de receber um e-mail que originalmente foi postado por Vilma Piedade do Movimento de Mulheres Negras do Rio de Janeiro. Ela envia o link de um recente programa do Jô Soares onde ele entrevista um sujeito que atende pelo nome de Rui Moraes e Castro. O tal foi no Jô sabe para quê? Para explicar a relação do penteado das mulheres negras de Angola com as suas vaginas.
Entre outras coisas o tal mostra um corte de cabelo, que segundo ele foi armado com bosta de boi e fala que aquela mulher quer mostrar que está ‘mais apertada’. E diz, em resumo, o seguinte: ‘como o negro começa sua relação sexual com seis, sete anos e essa mulher já tem 20, 21 anos ela está velha, acabada, larga. Então ela fez uma operação no clitóris a sangue frio, com uma faca de sapateiro, e fica mais fechada. Com esse cabelo ela está dizendo ao homem que voltou a ficar fechada e que vai dar tanto gozo ao homem como uma garota de sete ou oito anos…’.
Sabe o que o Jô fez, divertiu-se a beça com a história. E continuou a entrevista com preconceitos e histórias horrorosas assim por mais uns cinco minutos.
Estou indo lavar o rosto para me acalmar e não escrever o que estou com vontade. Sugiro ao movimento negro e a outras organizações do movimento social que tomem uma medida exemplar contra isso. É preciso ir à Justiça pedir punição ao Jô, ao seu programa e ao entrevistado que atentaram nessa entrevista contra uma série de artigos da Constituição.
Também peço àqueles que vierem a comentar que façam como eu e, mesmo com vontade, evitem os palavrões e os ataques pessoais. Terei de editar comentários desse tipo. Passem esse vídeo para o maior número de pessoas. E daqui a Fórum já se coloca à disposição para qualquer movimento solicitando punição ao Programa Jô Soares pelos preconceitos emitidos e por fazer alusão à pedofilia.
Isso não é censura. É a regra do jogo. Não é permitido ao concessionário de sinal televisivo ou de rádio a divulgação de informação ou programação que incentive o preconceito de cor, raça ou credo. Quanto mais falar em atos sexuais prazerosos com meninas de sete ou oito anos.”
Blog do Rovai
24/10/07

VEJA O VÍDEO E TIRE SUA PRÓPRIA CONCLUSÃO

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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