ENCALHE

fevereiro 27, 2008

Saída de Fidel é derrota para os EUA, diz vice-presidente do Parlamento do Mercosul

O deputado federal brasileiro Dr. Rosinha (PT), vice-presidente do Parlamento do Mercosul, afirmou nesta quarta-feira (20/2) que a renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba significa uma derrota política para o governo dos Estados Unidos.”Os únicos derrotados [com a saída voluntária de Fidel] são os Estados Unidos, que pretendiam tirá-lo do governo através de golpes ou da sua própria morte” [ N. do Blog: VER ítem 11 do docum. PDF ], afirmou Dr. Rosinha. “No seu tempo, Fidel sai do governo e continua influenciando a história.
“Num texto escrito ontem (19/2), o vice-presidente do Parlamento do Mercosul relata um rápido encontro que teve com Fidel Castro em janeiro de 2003, durante a posse do presidente Lula, em Brasília.
“Para mim, ficou a imagem de um homem simpático e atencioso. Mas Fidel vai além da simpatia pessoal. É um homem carismático, com grande liderança, e que contribuiu para a alteração do curso da história, não só cubana, mas do mundo.”
Fidel foi alvo de uma série de atentados nas últimas cinco décadas, alguns deles comprovadamente preparados por agentes da CIA (Agência Central de Inteligência norte-americana).
O governo dos Estados Unidos mantém livre em seu território, por exemplo, o terrorista Luis Posada Carriles, apontado como um dos responsáveis, entre outros atentados, pela explosão de um avião comercial cubano, em 1976, que causou a morte de 73 pessoas. Carriles vive em liberdade nos EUA apesar de haver um pedido de extradição formulado pela Justiça venezuelana.
Para o deputado Dr. Rosinha, Fidel deixa o governo cubano num momento em que o neoliberalismo é questionado, com a eleição de presidentes comprometidos com mudanças.
“As mudanças implementadas nos últimos anos por tais governos vêm gerando maior capacidade de integração da América Latina”, observa o parlamentar.
“Esse avanço integracionista, tarefa também de Fidel, dá a Cuba melhores condições de inserção no continente.”
Avanços sociais - Desde janeiro de 1959, quando a Revolução Cubana interrompeu os quase sete anos de uma ditadura corrupta e repressiva do então presidente Fulgencio Batista, aliado dos EUA, os indicadores sociais do país deram um salto. De acordo com a ONU, o índice de pobreza de Cuba era, em 2004, o sexto menor entre os nada menos que 102 países em desenvolvimento pesquisados pela entidade. Também conforme a ONU, a mortalidade infantil de Cuba, em 2003, era de 6,2 habitantes a cada 1000 nascimentos. No Brasil, o índice era de 28,6.
Cerca de 98% das residências cubanas têm instalações sanitárias adequadas. Apenas 0,02% da população é analfabeta. A expectativa de vida ao nascer na ilha é de 77,41 anos. No Brasil, a média é de 71,9 anos.
SITE do Dr. Rosinha
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fevereiro 5, 2008

ESTADOS UNIDOS: Justiça cega para Cuba

Charles Davis
Washington, 01/02/2008(IPS) – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou, que “se você protege um terrorista é tão culpado quanto o terrorista”. Mas, não aplica este critério para norte-americanos de ascendência cubana que sonham com a queda de Fidel Castro.
Embora o governo Bush afirme sistematicamente que não há “bons terroristas”, analistas destacam a dupla moral que se aplica no caso de notórios terroristas cubano-norte-americanos. O mais famoso talvez seja Luis Posada Carrils, ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA), considerado o cérebro do atentado na Venezuela contra um avião cubano em 1976, que deixou 73 mortos.
Carriles foi preso e passou nove anos em prisões venezuelanas, mas em 1985 conseguiu fugir e hoje vive em liberdade, como seu suposto cúmplice Orlando Bosch, e Miami. Além da explosão do avião da empresa Cubana de Aviação ( pela qual a Venezuela ainda tenta sua extradição ) Carriles foi vinculado a uma série de atentados com explosivos dentro de Cuba em meados dos anos 90, que tinham por objetivo desestimular a chegada de turistas. Em entrevista concedida em 1998 ao jornal The New York Times, assumiu ter planejado os atentados, em um dos quais morreu um turista alemão.
“É triste que alguém tenha morrido, mas não podes parar”, disse Carriles, explicando que a violência era um ato legitimo para enfrentar um “regime totalitário”. Esse “italiano estava no lugar errado, na hora errada”, disse. Também admitiu que queria matar Fidel Castro. “É a única forma de provocar um levante em Cuba”, disse nessa entrevista.
Em 2000, Carriles e três cúmplices foram presos no Panamá com 13 quilos do explosivo C-4 que pretendiam usar contra Castro enquanto o mandatário falasse a estudantes da Universidade do Panamá. Os quatro foram perdoados em 2004 pela presidente desse país, Mireya Moscoso (1999-2004), fiel aliada dos Estados Unidos.
“Carriles passará à historia como um dos 10 maiores terroristas de nosso tempo”, afirmou Petr Kornbluh, especialista em política dos Estados Unidos para Cuba que trabalha no não-governamental Arquivo Nacional de Segurança, que compila e divulga documentos secretos do governo norte-americano quando são desclassificados. “Esta é a razão pela qual o fato de viver em Miami sem problemas é uma mancha na sinceridade de Washington quando fala da guerra contra o terrorismo”, acrescentou.
Agentes cubanos de contra-inteligência que conseguiram se infiltrar em grupos radicais de exilados, nos Estados da Flórida e Nova Jersey, tornaram possível descobrir o complô de 2000 para assassinar Castro no Panamá, disse Kornbluh. Os esforços de Havana para espionar esses grupos foram uma fonte de tensão com os Estados Unidos. Cinco agentes cubanos ( Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González e René Gonzáles ) estão presos desde 1998 em Miami, acusados de espionagem. O advogado dos cinco cubanos, Leonard Weinglass, destacou o contraste entre o tratamento recebido por seus clientes e o dispensado a Carriles e outros exilados radicalizados.
Enquanto Carriles admitiu publicamente suas atividades terroristas – disse Weinglass – seus clientes apenas buscavam informação sobre os planos de grupos ligados a atos violentos em Cuba. Mas, em junho de 2001, os cinco foram condenados a sentenças que vão desde 15 anos a duas condenações consecutivas perpétuas. Essa sentença judicial foi revertida por um tribunal federal de apelações. Weinglass afirma que seus clientes jamais poderiam ter um julgamento justo em Miami, devido à grande comunidade de exilados cubanos ou descendentes deles que vivem nessa cidade.
O governo de Bush, por sua vez, apelou imediatamente dessa decisão e conseguiu que fosse revertida. Weinglass se comprometeu a levar o caso as Suprema Corte de Justiça. Em 2005, no governo dos Estados Unidos decidiu processar Carriles sob a acusação de entrar ilegalmente no país, e não por seus atos terroristas, uma decisão que muitos observadores atribuem à forte influência política da comunidade cubana na Flórida, decisivo nas eleições nacionais.
Embora a tendência nos Estados Unidos aponte, sobretudo entre os mais jovens, para uma melhoria nas relações com Cuba, analistas dizem que para ter êxito em política na Flórida é imprescindível adotar uma linha dura em relação à Havana.
O Deputado do opositor Partido Democrata Bill Delahunt, ao comparar a diferença de tratamento recebido por Carriles e os cinco agentes cubanos, disse que o governo Bush olha para o outro lado quando um terrorista compartilha de seus objetivos políticos. “Se queremos conservar a autoridade moral, não podemos ter duas regras diferentes para tratar os terroristas’, afirmou. (IPS/Envolverde) (FIN/2008)

maio 9, 2007

Cooperação entre Cuba e EUA !!!

Filed under: Cuba, EUA, FBI, Posada Carriles — Humberto @ 5:55 pm
É isso mesmo!!!
Publicado no dia 04 de Maio, no espanhol El PAÍS ( que referiu-se, por sua vez, a fato publicado no The Miami Herald ) : o governo cubano permitiu o acesso de agentes do FBI na ilha, para que estes investiguem uma suposta participação de Luis Posada Carrilles num atentado terrorista, cometido em 1997 no país caribenho. Os três agentes americanos foram a Havana para reunir provas que implicariam a participação de Posada no atentado cometido em 04 de setembro de 1997, no Hotel Copacabana de La Habana, que acabou matando um turista italiano.
De acordo com o Herald, “durante anos Cuba havia bloqueado o acesso do FBI a vestígios, cenas de crimes e provas forenses e informações sobre atentados com explosivos”, e que “este é um extraordinário esforço de cooperação entre Cuba e os EUA, com o propósito de investigar sobre a possível participação de Carriles naquele atentado”.




Traduzido toscamente do EL PAÍS, 04/05/07

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